A belíssima ponte área entre Dwyane Wade e LeBron James, nos últimos instantes do Jogo 1 das Finais da NBA prova, definitivamente, que o Miami Heat sabe jogar como equipe, o que é péssima notícia para o Dallas Mavericks.
Assim que o trio Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh foi montado, em julho de 2010, muitos duvidaram que dessa incrível junção de talentos surgiria uma equipe coesa. Afinal, pouco dinheiro sobrou para a diretoria da equipe de Miami fechar o elenco.
As dúvidas aumentaram no começo da temporada, quando derrotas trouxeram problemas até fora de quadra, como a queda-de-braço entre James e o técnico da equipe, Erik Spoelstra.
O Heat, no entanto, se acertou nos últimos 10 jogos da temporada regular e deslanchou nos playoffs, perdendo apenas três jogos em 15 disputados. E, na noite de terça, continuou no ritmo ao bater o Dallas Mavericks por 92 a 84.
O que se viu, no entanto, não foi o domínio do ataque do Heat, e sim a defesa. Como bem fala o técnico do Santos, Muricy Ramalho, um jogo de basquete se ganha com o sistema defensivo. Sob pressão, o time de Miami anulou qualquer investida do rival, surpreendendo com uma constante troca de marcação individual por zona. Com isso, os bons arremessadores dos Mavericks se perderam e erraram demais. A equipe de Dallas terminou com o péssimo aproveitamento de 37,3%. O banco de reservas, até então a grande arma, fez apenas 17 pontos.
Se a defesa esteve sob controle, o mesmo não pode ser dito sobre o ataque do Heat. A boa marcação por zona do Dallas dificultou as ações, assim como o nervosismo do primeiro jogo das Finais da NBA esteve presente. Sendo assim, o jogo se manteve parelho até o final do terceiro quarto. Mas no último e decisivo período o Miami deslanchou. Na verdade, James e Wade. Somados, os amigos anotaram 46 pontos dos 92 da equipe (exatamente 50%) e, como dito no começo deste post, fecharam com chave de ouro com uma ponte área que me lembrou os bons tempos de NBA Jam.
Tags: basquete, Chris Bosh, Dallas Mavericks, Dirk Nowitzki, Dwyane Wade, LeBron James, Miami Heat, NBA
Caro Alan,
Acompanhei o jogo ontem e até o intervalo o jogo foi até bem parelho com o Terry metendo duas bolas de 3, acho que foi o cara que mais jogou ao lado do Barea que é bom jogador. O Nowitzki foi muito bem marcado pelo rodizio da marcação do Heat como bem falaste. Torço ainda pelo Dallas, acho que está merecendo o título (não que o Miami não mereça também) mas para fechar a carreira do Jason Kidd!! Eu apostava no Chigado que renasceu, que jogador o Rose, pena que amarelaram nas finais de conferência, mas não seria injusto também se fossem campeões. carlos Boozer foi uma grande aquisição, quem sabe ano que vem?
Forte abraço e vamos Dallas!!
Caro Cnick,
Eu acho que dois fatores aniquilaram o Dallas no jogo 1: o péssimo aproveitamento de seu banco de reservas, assim como a fragilidade na disputa pelo rebote defensivo. Os jogadores reservas dos Mavericks anotaram apenas 17 pontos contra 27 do Heat. Já nos rebotes, a franquia texana deixou o Miami obter 16 rebotes ofensivos. É pedir para perder o jogo, mesmo.
Sobre o Chicago Bulls… Bem, Derrick Rose realmente é um jogador a ser estudado. Puro talento e determinação. Irá longe, mas provavelmente não com Carlos Boozer ao seu lado. O problema é que o ala/pivô assinou um contrato válido por cinco temporadas, no valor de R$ 23 milhões. Qual é a franquia que estaria disposta a participar de uma troca dessa? Não consigo pensar em nenhuma, neste momento.
Abraço.
responder este comentário denunciar abusoO jogo teve nível baixo pra uma Final de NBA.
O Miami tem a melhor dupla da liga, Lebron e wade, e é um time muito mais atlético. O Dallas conta com a experiência a seu favor e precisa quebrar um mando pra botar pressão. Sinceramente, acho difícil.
Cnick, sou Hawks desde o Dominique Wilkins. Mas é curioso como esportistas não conseguem ver um jogo sem torcer pra alguem. Ontem torci um pouco pro Miami pois acho que jogadores como o Lebron precisam passar pra história, mas na verdade são dois grandes times, grandes atletas, o Nowitzki e o Jason Kids dispensam comentários e o negócio mesmo é sempre torcer pra prorrogação.
Caro Cimino,
Legal saber que você é um torcedor do Atlanta Hawks. As enterradas de Dominique Wilkins são tudo o que eu gostaria de ter feito quando praticante assíduo do basquete. Nem preciso dizer que passei longe disso.
Agora, você tem razão sobre como são as equipes. Miami conta com a força atlética, enquanto o Dallas é pura experiência. Numa série como essa, a vantagem é do Heat. Uma pena para os Mavericks que Caron Butler tenha se machucado no decorrer da temporada regular. Jogando na posição 2, forçaria Wade a enfrentá-lo, dando mais liberdade para Jason Kidd armar jogadas. Veremos como será a tática da equipe texana para o jogo 2.
Abraço.
responder este comentário denunciar abusoAlan, foi com certeza um belo jogo! O Miami sempre vai bem no último quarto, o que intimida os adversários.
Na minha opinião o Lebron não deveria ter saído do Cavs. Hoje ele tem a alcunha de traidor e jogador mais odiado da NBA. Acho que ele se precipitou, pois seu maior ídolo, Michael Jordan (o melhor de todos) foi campeão pela primeira vez aos 27 ou 28 anos (1990). Se ele tivesse continuado no seu time de origem, possivelmente teria atraído jogadores de ponta para jogar ao seu lado. Gosto muito dele, joga demais, mas nesse aspecto ele pecou. O Cavs vai ter a primeira escolha do draft de novo. Tomara que como em 2003 vem um jogador de ótima qualidade, mas não um novo James.
Sempre fui fã dos Bulls por ter crescido vendo Air Jordan arrasando os adversários, mas hoje torço pelo Heat, primeiro pelo Wade que foi fantástico em 2006 e agora pelo Lebron junto.
No conjunto da obra acho que o título fica em Miami. Só espero que o Nowitzki não amarele como em 2006, senão a casa cai pra ele. É um excelente jogador.
Caro Emanuel,
Você disse tudo. A ida do LeBron James ainda não foi digerida por boa parte dos fãs da NBA. Ainda existe o sentimento de que um craque, como ele, tem de ser o centro de uma franquia. Barkley, Malone e Stockton nunca conquistaram um título, mas são lendas do basquete. É claro que é muito mais fácil para nós comentarmos algo que não temos influência. Será que faríamos algo diferente na situação dele?
Sobre o alemão, eu também espero que ele não amarele. Se bem que no primeiro jogo ele foi bem, com 27 pontos. O ruim foi o resto do time – tirando o Marion – que não o acompanhou.
Abraço.
responder este comentário denunciar abusoAlan, você lembrou de 3 caras incriveis, foras de série. Me lembro que o Barkley no Supersonics era uma batalha a parte com Jordan. Aliás, o Barkley nunca venceu o Jordan, mas eram amigos. Malone e Stockton fizeram uma dupla sensacional no Jazz, mereciam ter sido campeões ao menos uma vez. Na minha opinião, Stockton foi o melhor armador que vi jogar. Perto dele só coloco o Steve Nash dos Suns, mas somente perto, não ao lado. Bons tempos; fico feliz de ter visto (mesmo que só um pouco) essas lendas da NBA. Assisti um pouco do Magic e Bird (já em final de carreira), Barkley, Malone, Stockton, David Robinson, Dominique Wilkins, Pippen e claro, o melhor de todos os tempos: sua altitude Michael Air Jordan!! Se ele não tivesse parado a carreira por 3 vezes, com certeza todos os recordes, sem exceção, seriam dele.
Abraço.
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