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feras da copa480 pedro bottino ae 09062010

Vidas marcadas por conquistas, brigas, escândalos sexuais, religião e doping… Acesse (aqui) o especial e conheça o perfil dos craques da Copa

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29.janeiro.2010 17:31:36

Com a língua nos dentes

Pode até ser que o São Paulo tenha mesmo começado a negociar a vinda de Robinho para o Brasil muito antes do Santos entrar na jogada. Agora, sem o atacante do Manchester City, emprestado para o time da Vila Belmiro, o clube viu que deu mesmo foi com a língua nos dentes.

Para quem, com méritos, se orgulha de negociar bem tantos os jogadores que chegam quanto os que vão embora, dessa vez, o andar da carruagem não foi bom. Não só por ter perdido o jogador para o Santos, mas por mais uma vez ter renovado a pecha de atravessar as negociações. “Em boca fechada não entra mosquito” e também não alimenta antipatia, rudeza, inveja ou seja lá o que for dos demais torcedores.

Mas quem entregou primeiro o São Paulo foi o técnico do Manchester City. Em entrevista coletiva que quase ninguém viu, Roberto Mancini disse que ficaria feliz se Robinho voltasse para o “Santos ou Sao Paolo”. A partir daí, a primeira atitude foi desconversar. Seria o caminho mais certo. Mas logo em seguida a diretoria afirmou que estava com as negociações já bem encaminhadas, e mais, que o time da Vila Belmiro que estava interferindo no negócio.

Como bem disse o presidente do Santos, o São Paulo ou qualquer outro clube tem o direito de ir atrás de “um dos melhores jogadores do planeta”, palavras dele. Nem por isso dá para escapar do rótulo infeliz de atravessar as negociações. Até o próprio Robinho não gostou e foi a público dizer que preferia voltar para o clube que o revelou.

Por último, a reestreia do Rei das Pedaladas é aguardada para 7 de fevereiro, às 17 horas, na Arena Barueri ou Pacaembu, adivinha contra quem. Isso mesmo, o São Paulo.

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28.janeiro.2010 15:53:28

Quem pedalará mais?

Antes mesmo da confirmação, a torcida já ensaiava Neymar e Robinho distribuindo pedaladas pela Vila Belmiro. Nada mais justo. Dois dos ídolos mais recentes da história do clube jogando juntos pelo menos até 4 de agosto, data da final da Copa do Brasil. Mas agora, o técnico Dorival Júnior tem uma boa dor de cabeça para sanar: como escalar esse time?

Os expoentes dos Meninos da Vila, cada um com a sua geração, não podem ficar de fora. Um em cada flanco do campo, lembrando os autênticos pontas? Uma opção. Ainda assim, o que fazer com Paulo Henrique Lima, Wesley, Marquinhos e André? Para completar, o banco de reservas ainda conta com Giovanni, Alan Patrick e Breitner.

E quem marca? Os laterais Pará e Léo também têm características ofensivas e costumam deixar uma avenida no segundo tempo. Sobrecarregar Rodrigo Mancha, o único volante na goleada por 5 a 0 sobre o Barueri? Deixe a sua opinião.

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Yves Herman/Reuters – 4/11/2009

Dentro das quatro linhas, Zico foi um verdadeiro craque. Foi um dos melhores de sua época como jogador, mas como técnico ainda está devendo. Com sua recente saída do Olympiacos, da Grécia, o terceiro maior artilheiro da seleção brasileira soma sua segunda demissão em menos de um ano – esteve no comando do CSKA, da Rússia, de janeiro a setembro de 2009.

Depois de um começo promissor na seleção japonesa, com o título da Copa da Ásia em 2004 e direito a sufoco na seleção brasileira na Copa das Confederações do ano seguinte, Zico perdeu o fôlego. Acabou eliminado na primeira fase da Copa do Mundo na Alemanha.

No comando do Fenerbahce chegou a dar mostras do seu valor levando o time à conquista do campeonato local e, principalmente, às quartas de final da Liga dos Campeões. Ficou nisso. Da Turquia se perdeu no desconhecido Bunyodkor, do Usbequistão. Em quatro meses, levou mais atenção da mídia pelo inusitado do que reconhecimento mesmo.

Quando se esperava uma volta ao Flamengo, para assumir ao menos um cargo na diretoria do clube, Zico preferiu a gelada Rússia. Não deu outra, esteve em outra fria. Com um time fraco e sem estrelas, não passou das oitavas de final da Copa da Uefa.

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Palmeiras, São Paulo, Internacional, Atlético-MG: os quatro primeiros colocados do Campeonato Brasileiro ficaram fora desta seleção. A 29.ª rodada não foi boa para o grupo que se classifica à Copa Libertadores 2010. Da parte de cima da tabela, o Flamengo, atual 6.º colocado, é o primeiro a ter um jogador no time escolhido por jornalistas do estadao.com.br.

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Como não poderia deixar de ser, Ronaldo é o destaque. Depois de mais de um ano para se recuperar de uma lesão no joelho esquerdo, o Fenômeno mostrou que tem talento diferenciado ao modificar o panorama do clássico entre Corinthians e Palmeiras. Além de fazer o gol de empate corintiano, aos 47 minutos do segundo tempo, acertou uma bola no travessão e deu um drible desconsertante em cima de seu marcador, mostrando confiança no joelho.

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Nem o mais pessimista dos são-paulinos esperava que a decisão do título ficasse para a última rodada do Campeonato Brasileiro. Com o empate diante do Fluminense e a vitória do Grêmio sobre o Ipatinga por 4 a 1, o tricolor paulista agora precisará arrancar um ponto diante do Goiás no Estádio Bezerrão, no Distrito Federal, para se tornar hexacampeão.

Mas qual foi o principal problema para que o São Paulo tropeçasse diante de sua torcida no Morumbi. A equipe teria sido vítima do oba-oba? Para o coordenador Branco, do Fluminense, o tricolor paulista entrou empolgado em campo e acabou pagando o preço pela ansiedade.

Durante os treinamentos, Muricy Ramalho tentou evitar o clima do “já ganhou”. No entanto, no trabalho de sábado, o último antes da partida contra o Fluminense, dezenas de torcedores compareceram ao CT e “festejaram” antecipadamente a conquista do título.

A movimentação de conselheiros e amigos de dirigentes no CT do clube também foi grande na última semana.

De fato, o São Paulo não fez uma boa apresentação diante do Fluminense. Dagoberto, por exemplo, teve uma atuação ridícula. Agora, afirmar que o oba-oba prejudicou o São Paulo é precipitado.

Muricy Ramalho, que completou 53 anos neste domingo, sabe mais do que ninguém como conter a euforia dos jogadores. É verdade que desta vez ele não obteve sucesso e o time terminou a partida contra o Fluminense afobado, cometendo erros que não aconteceram nos últimos jogos.

Agora, para a partida no Bezerrão, o São Paulo continua sendo o favorito – o time não perde há 17 partidas. O Goiás, no entanto, pode entrar motivado por “incentivos” dos rivais. O Grêmio, por sua vez, não deve ter problemas para passar pelo Atlético Mineiro, a não ser que os mineiros também ganhem “uma mala branca”.

A única certeza do Brasileirão 2008 é que ninguém pode comemorar antes do apito final. O campeão só deve ser conhecido após o encerramento da rodada. Ou alguém se atreve a afirmar quem será campeão?

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Chega a reta final do Campeonato Brasileiro e o assunto é o mesmo: “mala branca”. O incentivo extra, geralmente em dinheiro, é dado aos clubes que não possuem mais “nenhum interesse” na competição. O objetivo é que essa “ajudinha financeira” se transforme numa “ajudinha na tabela” para as equipes que lutam pelo título, pela vaga na Libertadores ou contra o rebaixamento.

Renato Gaúcho, técnico do Vasco, defendeu abertamente o pagamento da mala branca para que o Atlético Paranaense derrote o Náutico neste domingo e, assim, ajude a equipe de São Januário. “Não tem nada de errado dar um incentivo para um time derrotar o outro”, defendeu o treinador.

Ilegal? Não, a prática não é ilegal. Imoral? Sim, ela vai contra a ética e revela uma cultura podre do futebol. Afinal, jogadores que ganham um salário de R$ 50 mil por mês precisam de incentivo para se dedicar em campo, visto que muitos profissionais que tem curso superior, mestrado e doutorado não ganham nem 10% do valor?

O Atlético Paranaense luta contra o rebaixamento e, naturalmente, deve se empenhar na partida contra o Náutico. Agora, de que adiantará uma vitória dos paranaenses se o Vasco não cumprir seu papel diante do Coritiba neste domingo, no Couto Pereira?

O mesmo se aplica à equipe do Grêmio. Depois da derrota para o Vitória e a quase certa perda do título para o São Paulo, os dirigentes gaúchos já cogitam a mala branca para que o clube garanta uma das quatro vagas na Copa Libertadores. O reflexo disso é que o próprio Grêmio não confia no seu potencial. E olha que o adversário dos gaúchos é o Ipatinga.

A prática de incentivar outros times, que também existe no futebol de outros países, se transformou num repertório quase que permanente das grandes disputas no Brasil. A mala branca nada mais é do que o preço da incompetência dos dirigentes nas equipes. Se o trabalho fosse bem feito, isso sequer seria comentado.

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Faltam três rodadas para o final do Campeonato Brasileiro e a disputa do título praticamente se concentra em dois clubes: São Paulo e Grêmio. Ambos fizeram a lição de casa neste domingo ao derrotarem Figueirense (3 a 1) e Coritiba (2 a 1), respectivamente.

O São Paulo, do ótimo Muricy Ramalho, tem a melhor campanha do segundo turno, com 35 pontos. O Grêmio, do tão criticado Celso Roth, somou 25.

O embalo do São Paulo parece ser maior do que o dos gremistas. No entanto, a tabela do clube do Morumbi nesta reta final é ingrata: Vasco (fora), Fluminense (casa) e Goiás (fora).

O Grêmio, por sua vez, tem um caminho aparentemente mais fácil: Vitória (fora), Ipatinga (fora) e Atlético Mineiro (casa).

Independente de quem levar o título, os trabalhos de Muricy e Roth merecem elogios. O primeiro técnico, acostumado às conquistas, mostrou que sabe “tirar leite de pedra”. O segundo, com menos títulos e prestígio, apresentou “caráter e uma ótima tática defensiva.”

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