
Um épico digno de Copa do Mundo, Itália 2 X 3 Eslováquia.
Talvez o jogo mais emocionante dessa Copa do Mundo até aqui.
Robert Vittek, duas vezes, colocou a Eslováquia à frente, mas a Itália lutou como nunca e diminuiu com Di Natale. Com 2 X 1, ficava a um gol das oitavas de final e pressionava. Quase empatou, mas Skatel tirou a bola em cima da linha com o joelho – até o fechamento deste artigo, ficava impossível dizer se a bola tinha entrado ou não, porque as imagens não davam margem à conclusão.
O goleiro titular Buffon, fora da Copa por contusão, bufava de aflição fora do campo. Ao lado dele, Pirlo, o craque da Itália, ainda convalescente, se preparava para entrar.
Mas a Eslováquia do insidioso Hamsik e do técnico Vladimir Weiss estava disposta a quebrar todos os apostadores de bolões hoje.
Que estrela, a do técnico de terno de listras: mal colocou em campo Kopunek, o número 20 meteu a bola por cima do goleiro italiano para fazer 3 X 1!
Na empresa, quem estava apenas parando para tomar um cafezinho não teve alternativa: suspendeu tudo para ver o jogo.
Pirlo entrou e deu mais qualidade ao toque de bola, embora ainda sem ritmo de jogo.
Quando tudo se encaminhava para um desfecho, aos 47 minutos do segundo tempo, Quagliarella fez um o golaço da Copa do mundo até aqui. De fora da área, meteu por cobertura no ângulo e venceu o arqueiro Mucha (um catimbeiro com cara de Taffarel que é talvez o maior responsável pela classificação histórica da Eslováquia).
Aos 48, a bola sobrou para Simone Pepe na cara do gol, mas o zagueiro cortou bem na hora do arremate. Ciao, Itália!
É o segundo campeão do mundo que cai, o único que poderia encostar no Brasil em número de títulos (tem 4, contra 5 da seleção canarinho). A Alemanha tem três títulos e agora pode empatar com a Itália.
A classificação da Eslováquia pode ser considerada a maior surpresa da Copa também.
Foi um jogo duro, com faltas chocantes (o joelho aberto de Strba parecia um daqueles cortes exibidos em filmes de cirurgia plástica), mas o árbitro foi justo, não puxou a brasa para sardinha nenhuma.
O futebol italiano como um todo está caindo aos pedaços. Se não fosse um decreto vergonhoso que permitiu amortizar o passivo dos principais times em vários anos, hoje não existiriam mais Milan, Inter, Juventus e Roma, só para citar alguns. Há muitos anos o futebol na Itália é uma máquina de lavar dinheiro. Quando se chega ao absurdo de ter um campeão nacional que não tem nenhum jogador nascido na Itália dentre seus titulares, o que se pode esperar em uma Copa do Mundo? Alguns exageram dizendo que o desempenho pífio na Copa é o retrato do país, mas eu acho que o modelo italiano está falido: o modelo baseado em grandes jogadores importados e as receitas da TV a pagamento. Seria interessante analisar a falência do futebol italiano porque podemos tirar muitas conclusões úteis.
BEM FEITO para a Itália, quem sabe agora parem de jogar futebolzinho covarde. Italiano prefere jogar pra não perder do que ganhar.
1 a 1, para eles, é goleada.
Se um time italiano ganhar de 10 a 4, não comemoram os 10 gols feitos, preferem criticar e lamentar os 4 gols tomados.
Uma revolução está acontecendo no futebol.
- Emissoras como a Globo começam a perder o total controle e influência sobre dirigentes, técnicos, jogadores e comissões.
- Temidas seleções, como a da Itália, caindo por terra na primeira fase; revelação sobre lavagem de dinheiro e corrupção… coisa das grandes. Nada diferente daqui do Brasil, envolvendo Clube dos 13, clubes e CBF.
- O modelo de economia rica, com clubes europeus riquíssimos, importando e ostentando os melhores jogadores do mundo, incapazes de fornecer ao seu país jogadores que tem AMOR á camisa de sua seleção. O industrialismo no futebol começa a mostrar a sua verdadeira cara suja.
Continuo na torcida. Na torcida para ver uma emissora manipuladora e vinda do berço da ditadura cair por terra, juntamente com seus garotos-propaganda, suas vozes e seus “melhores” profissionais. Na torcida para uma verdadeira dedetização na CBF, com a excomungação do corrupto Ricardo Teixeira – o eleição de Zico para o comando desta entidade. Na torcida para que o jogador contratado tenha consciência do seu valor e não entregue seus [ já poucos ] valores por dinheiro, tudo pelo dinheiro; mas que tenham AMOR à camisa da seleção e de seu clube nacional.
E CLARO…
DUNGA PARA PRESIDENTE!
DjBR: posso estar enganado, mas me parece que você mora em um país diferente do meu. A seleção brasileira há muitos anos é escalada com uma maioria de jogadores mercenários e que não têm qualquer vínculo à camisa brasileira. São times burocráticos, mantidos por um esquema publicitário-comercial e que não tem um mínimo de brio. Você realmente vê raça nesse time formado pelo Dunga? São jogadores frios que sequer têm coragem, na sua maioria, em entrar mais forte em uma dividida porque não vale a pena se machucar. Com relação ao próprio Dunga, eu o admirei muito como jogador, pois ele honrava a camisa do Brasil, mas como técnico ele está se mostrando apenas um ignorante que tem vontade de vencer mais para esfregar na cara dos seus supostos detratores do que em ver um triunfo do time brasileiro. Com relação a Itália, esta nunca foi um time que dava espetáculo, pois sempre foi uma seleção muito mais dura. Eu nunca tinha visto uma seleção italiana jogar sem raça e vontade, mesmo com qualidade técnica reduzida, mas esta de 2010 foi uma vergonhosa exceção. Se nós formos comparar a qualidade das seleções européias com os jogadores brasileiros e até mesmo argentinos, não há dúvida de que os últimos dão um banho, mas os europeus têm a vantagem de jogar com amor à camisa, mostrando seus brios…algo que o Brasil não faz há anos, talvez a última seleção nacional que fez isso foi a de 1986. Mas é isso, futebol é entretenimento e o que vale é sair vitorioso, algo que pode acontecer com o Brasil nessa copa. Por fim, considero uma idiotice completa do Dunga tentar defender sua intransigência e ignorância exaltando a necessidade patriotismo. Isso é um piada, patriotismo, amor à pátria, civismo são coisas totalmente diferentes de futebol. Esse papo do Dunga morreu, ainda bem, na década de 70, quando a ditadura militar se utilizava exatamente da relação patriotismo/futebol para praticar seus crimes e imbecilizar a população.
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