Issei Kato/Reuters – 18/12/2005
Jogadores do São Paulo comemoram o Mundial de 2005; organização do futebol brasileiro é deficitária
SÃO PAULO – O IFFHS (sigla em inglês para Federação Internacional de História e Estatística do Futebol) divulgou, nesta terça-feira, o ranking dos melhores times da primeira década do século XXI.
O primeiro da lista é o Barcelona, que encanta os torcedores do bom futebol principalmente a partir da segunda metade desta década, com 2.459 pontos. Logo atrás aparecem Manchester United, Liverpool, Arsenal e Inter de Milão.
Dos brasileiros, o São Paulo é o primeiro, mas aparece somente na 12.ª colocação. Cruzeiro, Santos, Inter e Grêmio aparecem um pouco mais atrás. Os principais rivais da equipe tricolor, Corinthians e Palmeiras, estão na 59.ª e 88.ª posições, respectivamente.
Este ranking é um pouco polêmico, pois muitos não concordam com seu sistema de pontuação, mas ele indica o fortalecimento dos clubes da Inglaterra, algo simplesmente inimaginável até a metade da década de 90. Hoje, a Premier League consegue rivalizar com as competições da Uefa no quesito audiência, em boa parte pela legião de fãs na Ásia, que foi conquistada através de um belo planejamento de marketing. Até o momento, todos amigos que tiveram a oportunidade de assistir a um jogo na Inglaterra possuem uma mesma opinião: experiência única. Que os clubes brasileiros tomem este ranking como um “presta atenção”, e que mantenham uma mentalidade profissional.
É óbvio que alguns clubes, curiosamente a maioria dos acima citados, já entendem isso e procuram melhorar seus quadros de funcionários e, principalmente, o jeito de administrar o negócio. Mas o ponto principal, a meu ver, não consiste neles, mas na CBF. A entidade que controla o futebol no Brasil mantém uma estrutura profissional para a seleção brasileira e suas categorias de base, mas simplesmente ignora as competições nacionais. Não existe um planejamento conciso e realmente interessado em melhorar o futebol em terras tupiniquins. E isso nem é interessante. Imagina fazer um campeonato bom e, assim, fortalecer os clubes? Como dizem por aí, a melhor forma de controlar alguém é mantê-la na ignorância.
Antes que eu me esqueça, aí vai o link com o ranking completo da IFFHS – http://www.iffhs.de/?20f53510f46857a72e00fa2d17f7370eff3702bb1c2bbb6f1e
Tags: CBF, IFFHS, Premier League
A disputa pelo sistema de pontos corridos é como a democracia: cheia de defeitos, mas não se conhece nada melhor. A comparação é minha, mas a ideia, convém ir logo confessando, pertence a sir Winston Churchill, ex-primeiro-ministro britânico, líder da resistência à Alemanha nazista e uma das grandes personalidades do século passado. Charutão eterno à boca, Churchill, quando ouvia falar das imperfeições do regime democrático, lascava logo a frase: “A democracia de fato é o pior dos regimes possíveis, com exceção de todos os outros conhecidos.” Falou, e o que disse vale até hoje.
E eu digo tudo isso, invocando até o velho leão inglês, porque, com essa história do entrega-entrega generalizado, aves de rapina já se juntam em revoada para tentar mudar, mais uma vez, a fórmula de disputa do Brasileiro. Campeonato que, nesta reta final, está tendo tanta entrega de um time para outro que passou a ser chamado nas esquinas de “Brasileirão Delivery”. Você pede pelo telefone e o time entrega os três pontos em domicílio.
Claro que cenas como a da torcida do Palmeiras domingo em Barueri em nada contribuem para a credibilidade de um campeonato. Foi constrangedor, e o goleiro Deola, um dos poucos a honrar a gloriosa camisa do Palestra, saiu de campo chocado. Pressionado a tomar gols, era vaiado ao praticar defesas difíceis e teve até de se esquivar de copinhos d”água jogados pela própria torcida, o que parece inconcebível. Enfim, o que se tem visto em alguns campos brasileiros é a antítese do espírito esportivo.
De maneira informal, tenho conversado com amigos torcedores, todos finos, gente de cultura e, em sua maioria, favoráveis ao entrega-entrega geral. Quando digo que isso pode comprometer a própria essência da disputa, riem de mim. Como não sou moralista, sei muito bem que a argamassa a dar liga ao futebol atende pelo nome de rivalidade. Somos todos, em crianças, ensinados a amar um time e detestar outros tantos. Isso passa de pai para filho. Num mundo perfeito, seria possível palmeirense cumprimentar corintiano pelo título obtido, ou torcedor do Grêmio se alegrar com a conquista do Internacional. Ficaríamos tristes quando um rival cai para a segunda divisão e apresentaríamos nossa solidariedade aos amigos. Dizem que o grande Ciro Monteiro, Flamengo doente, não conseguia curtir direito quando seu time ganhava um Fla-Flu, porque ficava com pena dos amigos tricolores. Homem bom como Ciro nunca houve outro. É a exceção que justifica a regra.
No mundo das coisas imperfeitas, temos de levar em consideração esse impulso sádico das torcidas. Alegramo-nos com a vitória do nosso time, mas a desgraça do rival também nos enche de felicidade. Se não contasse com o amplo respaldo das torcidas, nenhum time se atreveria a entregar ou facilitar um jogo. A torcida é equivalente no futebol à opinião pública no mundo da política. O clamor das ruas, e o das arquibancadas, é temido, mesmo pelos poderosos da hora.
O problema é, mais uma vez, da humana imperfeição, que não nos deixa fazer as coisas como se deve. A culpa é dela, da nossa frágil natureza, e não do sistema de pontos corridos. Entregar jogos e facilitar partidas para atingir rivais pode ocorrer com qualquer fórmula, por exemplo na fase de classificação para os mata-matas. Não é abandonando o mais justo dos sistemas de disputa que se conseguirá mais transparência. Seria como condenar a democracia por ela produzir aberrações ocasionais.
Já que ninguém tem fórmulas ideais, que tal testar essa que anda por aí, trazendo os clássicos regionais para as rodadas finais? Desse modo, a própria rivalidade entre clubes se incumbiria de minimizar maracutaias. Talvez não seja solução definitiva. Mas, como não está em nosso alcance dar um banho de ética no planeta, acho que merece ser tentada.
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Uma rodada para o fim da Série A do Campeonato Brasileiro 2010! E o Fluminense só depende de si para ser campeão. Corinthians e Cruzeiro ficarão na torcida contra e precisam vencer seus jogos. Grêmio e Botafogo brigam pela última vaga na Copa Libertadores 2011 (isso se o Goiás não for campeão da Copa do Brasil).
Na parte de baixo da classificação, Vitória e Atlético-GO fazem um duelo direto para definir o último rebaixado (Guarani, Goiás e Grêmio Prudente já foram).
As chances na disputa na tabela abaixo são de Tristão Garcia, no site Infobola, e levam em consideração todo o retrospecto do time no campeonato (como mandante/visitante, nos últimos jogos, contra seus adversários, etc). Abaixo do time e sua pontução, estão os jogos que lhe faltam.
| Campeão | Libertadores | Rebaixamento | |||
Fluminense – 68 pontosGuarani (c) |
74% | 100% | - | ||
Corinthians – 67Goiás (f) |
13% | 100% | - | ||
Cruzeiro – 66Palmeiras (c) |
13% | 100% | - | ||
Grêmio – 60Botafogo (c) |
- | 75% | - | ||
Botafogo – 59Grêmio (f) |
- | 25% | - | ||
Atlético Paranaense – 57Avaí (c) |
- | - | - | ||
Santos – 55Flamengo (c) |
- | 100% | - | ||
Internacional – 55Grêmio Prudente (f) |
- | 100% | - | ||
São Paulo – 52Atlético-MG (c) |
- | - | - | ||
Palmeiras – 50Cruzeiro (f) |
- | - | - | ||
Ceará – 47Vasco (f) |
- | - | - | ||
Vasco – 46Ceará (c) |
- | - | - | ||
Atlético Mineiro – 45São Paulo (f) |
- | - | - | ||
Avaí – 43Atlético-PR (f) |
- | - | - | ||
| 15.º - | Flamengo – 43Santos (f) |
- | - | - | |
| 16.º - | Atlético Goianiense – 41Vitória (f) |
- | - | 48% | |
Vitória – 41Atlético-GO (c) |
- | - | 52% | ||
Guarani – 37Fluminense (f) |
- | - | 100% | ||
Goiás – 32Corinthians (c) |
- | - | 100% | ||
Grêmio Prudente – 28Internacional (c) |
- | - | 100% |
Libertadores |
Sul-Americana |
Rebaixamento | (c) casa | (f) fora | * já classificados, independente do Brasileirão
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Tags: Campeonato Brasileiro, chances, futebol
No Brasil, futebol não é encarado como um simples esporte. É religião. Quem torce de verdade por um time sabe do que eu estou falando. Quem nunca chorou com aquela derrota doída? Ou gritou até ficar sem voz quando a equipe foi campeã depois de passar por tanto sufoco? E qual o brasileiro fanático por bola que nunca entrou naquelas intermináveis discussões com os colegas para tentar provar, por A + B (mesmo que isso as vezes pareça impossível), que o seu clube é melhor do que o rival?
A adoração pelo nosso time é o que nos faz ser apaixonado por este jogo. Afinal, quem não torce para ninguém, não gosta de futebol. Não costuma nem ser levado a sério, é o famoso café-com-leite. Então, como é possível imaginar que alguém vá para o estádio torcer contra o próprio time? Eu jamais teria acreditado se alguém tivesse contado, mas eu infelizmente vi isso acontecer na antepenúltima e penúltima rodadas do Campeonato Brasileiro 2010.
Primeiro foi a torcida do São Paulo. Mesmo com o time na briga por uma vaga na Libertadores (competição que os são-paulinos adoram), preferiram ver a equipe levar um baile do Fluminense em Barueri – 4 a 1 – do que imaginar a possibilidade de o arquirrival Corinthians ser campeão brasileiro no ano do centenário.
Uma semana depois, também em Barueri, eis que a cena se repete, mas com a torcida do Palmeiras. E a coisa foi até pior. Dinei, que fez o gol, foi xingado, e o goleiro Deola sofreu. Por estar fazendo boas defesas, quase foi agredido (arremessaram objetos contra o atleta no campo de jogo) e deixou o gramado visivelmente decepcionado. A pressão foi tanta que o Fluminense acabou vencendo por 2 a 1, para a festa das duas torcidas.
O fato é que a Arena Barueri – aconchegante estádio na Grande São Paulo – presenciou dois dias que vão para as páginas tristes da história do futebol brasileiro. São Paulo e Palmeiras não admitem ter ‘entregado’ os jogos para o Flu, mas, pelo visto nas partidas, fica claro que as duas equipes não tinham a menor condição de vencer.
O torcedor que saiu de casa e foi até Barueri para torcer contra o próprio time não tem moral para cobrar jogadores ou diretoria no futuro. Sim, porque se pediram para perder, não podem reclamar quando a equipe não ganhar.
A rivalidade existe e é importante e boa para o futebol, mas exigir uma derrota do seu time para prejudicar o arquirrival é ridículo. Palmeirenses e são-paulinos que tomaram esta decisão provaram que são mais anticorintianos do que torcedores dos seus próprios clubes.
Tags: Campeonato Brasileiro, Corinthians, Fluminense, futebol, Palmeiras, São Paulo FC
O Palmeiras dificilmente terá de novo um caminho tão fácil para chegar à decisão de uma competição internacional do peso da Copa Sul-Americana. A derrota diante do rebaixado Goiás é uma mancha na história de vitórias do clube, mas não tem como principal culpado o técnico Luis Felipe Scolari, apesar de o treinador não ter conseguido fazer o time reagir no segundo tempo.
No próximo domingo, o Palmeiras enfrenta o Fluminense pelo Campeonato Brasileiro. O rival carioca briga com o Corinthians pelo título. Uma situação complicada para Felipão. Os torcedores, muitos deles, gostariam de uma derrota para não ver o rival alvinegro triunfar. Os jogadores, em contrapartida, devem querer dar uma resposta dentro de campo.
Mas o que mais preocupa o torcedor é o futuro. O que acontecerá com o Palmeiras? Em janeiro, o clube passará por eleições. Luiz Gonzaga Belluzzo retorna ao cargo nesta quinta-feira, se voltar, e terá uma dura missão de tentar um acordo para que Felipão consiga montar um planejamento decente para 2011 para o Paulistão e a Copa do Brasil.
Belluzzo conseguiu a proeza de rachar até mesmo a situação. Quem vai triunfar em janeiro? Ninguém sabe. Felipão vai continuar devido ao seu alto salário? Ninguém sabe.
O Palmeiras segue mergulhado numa crise que parece não ter fim. A torcida deve cobrar os dirigentes por uma união, claro que uma cobrança com respeito, sem violência. Se o Palmeiras não se fechar e trabalhar seriamente, o ano de 2011 terminará da mesma forma como acabou o jogo diante do Goiás no Pacaembu.
Um dos encantos do futebol é servir como laboratório para questões que enfrentamos em nossa vida comum. Por exemplo, esse final de Campeonato Brasileiro vem sendo rico em dilemas éticos. O maior deles, o chamado “entrega ou não entrega”. Times podem entregar partidas em cujo resultado já não têm maior interesse apenas para prejudicar seus adversários?
O caso mais notório, o dos últimos dias: o São Paulo facilitou o jogo para o Fluminense de modo a prejudicar o rival Corinthians? O resultado de 4 a 1 para o Flu só fez aumentar a discussão. O São Paulo teria feito algum esforço para evitar a derrota, ou deixou-se vencer, sem maiores problemas? Como saber, uma vez que toda a decisão ética é de foro íntimo? Como adivinhar o que vai pela cabeça dos jogadores?
Alguns casos mais ou menos recentes são interessantes para lembrar. No ano passado, o mesmo São Paulo, que hoje é acusado de amolecer para o Fluminense, acusou o Corinthians de não ter feito o menor esforço para ganhar do Flamengo, que atropelou na reta final e conquistou o título do Campeonato Brasileiro.
Há poucos dias, pela Copa do Nordeste, o Vitória e o Treze da Paraíba jogaram uma partida estranha em que ninguém parecia disposto a vencer. O empate desclassificava o Bahia. Os exemplos estão em toda a parte. Também há pouco, a gloriosa seleção brasileira de vôlei perdeu um jogo, resultado que lhe abria caminha em tese mais fácil rumo ao título. Já houve coisa assim em Copa do Mundo, com o empate entre as duas Alemanhas (na época o país era dividido), resultado que classificava ambas.
Claro que existem aí sutilezas que merecem ser levadas em conta. Não se trata, nesses casos, de corrupção pura e simples. Quanto a essa não resta dúvida: é condenada por todas as pessoas de boa fé. Não estamos diante de casos em que um indivíduo ou uma equipe se vendem por dinheiro. Apenas diante de algo mais impalpável que a vantagem material: uma equipe ou um indivíduo simplesmente deixa de dar o melhor de si em determinada circunstância. Essa circunstância torna tudo mais difícil. Como provar que o São Paulo, se quisesse, poderia ter batido o Fluminense em Barueri? Falando de futuro: como garantir que o Palmeiras suará a camisa para vencer o Fluminense e dar o título ao Corinthians na próxima rodada? E isso, sabemos, com o Palmeiras já não desejando ou temendo nada do Brasileiro e concentrando todas as suas energias na fase final da Copa Sul-Americana.
Tudo isso é motivo de debate. Mas não para parte da torcida, que já deu sua resposta nas redes sociais e também no campo, com são-paulinos portando bandeiras do Fluminense e comemorando gols do adversário. Devemos condená-los? Ou o sabor da vingança sobre um terceiro, o Corinthians, justifica a contradição de alegrar-se com os gols levados por seu próprio time? Cabe a cada um decidir sobre tema tão ingrato, já que não existe consenso social sobre a ética.
Por isso, em toda essa polêmica, lembro-me de um caso já um tanto distante, quando o São Paulo, caso se deixasse vencer pelo Juventus, condenaria o Corinthians ao rebaixamento à 2ª divisão do Campeonato Paulista. A torcida tricolor era favorável à entrega do jogo. Mas não contava com a integridade pétrea do atacante Grafite, que fez dois gols e salvou o rival Corinthians da degola. O que ele ganhou com isso? Nada, em termos palpáveis. Talvez até tenha perdido. Apenas ficou em paz com a sua consciência – o que é um bem imenso. Imaterial, mas incomensurável. Passa por aí a questão ética: em determinadas situações devemos fazer certas coisas, sejam quais forem as consequências dos nossos atos. E ponto final.
Para a pessoa verdadeiramente ética, é impossível não sê-lo.
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Faltam duas rodadas para o fim da Série A do Campeonato Brasileiro 2010 e é a hora de todos fazerem contas sobre o que pode acontecer com o seu time. Apenas três times lutam pelo título (Fluminense, Corinthians e Cruzeiro), enquanto que estes mesmos já estão classificados para a Copa Libertadores 2011. Outros três times tem chance de conseguir uma vaga – que dependerá de um time brasileiro não ser campeão da Copa Sul-Americana.
Na parte de baixo da classificação, seis times lutam para não cair (quatro serão rebaixados) e dois já foram: Goiás e Grêmio Prudente. As chances na disputa na tabela abaixo são de Tristão Garcia, no site Infobola, e levam em consideração todo o retrospecto do time no campeonato (como mandante/visitante, nos últimos jogos, contra seus adversários, etc). Abaixo do time e sua pontução, estão os jogos que lhe faltam.
| Campeão | Libertadores | Rebaixamento | |||
Fluminense – 65 pontosPalmeiras (f) e Guarani (c) |
64% | 100% | - | ||
Corinthians – 64Vasco (c) e Goiás (f) |
25% | 100% | - | ||
Cruzeiro – 63Flamengo (f) e Palmeiras (c) |
11% | 100% | - | ||
Grêmio – 57Guarani (f) e Botafogo (c) |
- | 46% | - | ||
Atlético Paranaense – 56Ceará (f) e Avaí (c) |
- | 30% | - | ||
Botafogo – 56Grêmio Prudente (c) e Grêmio (f) |
- | 24% | - | ||
Santos – 55Avaí (f) e Flamengo (c) |
- | - | - | ||
Internacional – 54Vitória (c) e Grêmio Prudente (f) |
- | - | - | ||
São Paulo – 51Atlético-GO (f) e Atlético-MG (c) |
- | - | - | ||
Palmeiras – 50Fluminense (c) e Cruzeiro (f) |
- | - | - | ||
Vasco – 46Corinthians (f) e Ceará (c) |
- | - | - | ||
Ceará – 46Atlético-PR (c) e Vasco (f) |
- | - | - | ||
Flamengo – 43Cruzeiro (c) e Santos (f) |
- | - | 2% | ||
Atlético Mineiro – 42Goiás (c) e São Paulo (f) |
- | - | 3% | ||
| 15.º - | Atlético Goianiense – 40São Paulo (c) e Vitória (f) |
- | - | 25% | |
| 16.º - | Avaí – 40Santos (c) e Atlético-PR (f) |
- | - | 33% | |
Vitória – 40Internacional (f) e Atlético-GO (c) |
- | - | 41% | ||
Guarani – 37Grêmio (c) e Fluminense (f) |
- | - | 96% | ||
Goiás – 32Atlético-MG (f) e Corinthians (c) |
- | - | 100% | ||
Grêmio Prudente – 28Botafogo (f) e Internacional (c) |
- | - | 100% |
Libertadores |
Sul-Americana |
Rebaixamento | (c) casa | (f) fora | * já classificados, independente do Brasileirão
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Tags: Campeonato Brasileiro, chances, futebol
Enquanto dava entrevista para a TV Bandeirantes na escada de acesso aos vestiários do estádio Serra Dourada após o jogo, o técnico Luiz Felipe Scolari foi atingido na cabeça por um rádio, arremessado por torcedores goianos.
O treinador rapidamente colocou as mãos na cabeça, parou de dar entrevista e se direcionou para as arquibancadas. Ele xingou os torcedores e fez o gesto de uma banana com o braço. Para a sorte de Felipão, ele foi atingido apenas de raspão – veja no Youtube.
“É provável que pela [Confederação] Sul-Americana o Goiás volte a jogar em seu estádio pela Copa Sul-Americana ou [outro torneio] internacional daqui há 3 anos”, declarou Felipão após a agressão. “Meu sentimento pessoal é que a gente fica indefeso, sem ter nada para fazer com alguém que está escondido na arquibancada.”
Depois de uma Copa não muito feliz e da renovação por muitos desejada, uma derrota por 1 a 0 para a rival Argentina fechou a temporada de 2010 para a seleção brasileira. O resultado em si não pode ser visto como preocupante. Era um simples amistoso, sem força de torcida, com nada em jogo a não ser o jejum de vitórias que os argentinos tinham como engodo. O que preocupa, no entanto, é a falta de armação no meio-de-campo do Brasil.
O retorno de Ronaldinho Gaúcho tem de ser comemorado, mas só isso. Ele deu bons passes, mostrou vontade e alegria por jogar com a camisa verde e amarela, mas é difícil imaginar o meia do Milan liderando a seleção em 2014. Vejo, no entanto, um papel de coadjuvante, se ele aceitar isso, é claro.
Titulares em tal setor, Kaká e Ganso são incógnitas no momento. Ambos se recuperam de graves lesões e a paciência será uma arma para o bom retorno. Douglas, utilizado por Mano neste amistoso, parece um tanto aquém do esperado para alguém que queira assumir uma posição de destaque na seleção. Giuliano, do Inter, ainda se desenvolve.
A escassez de meias no Brasil é assustadora. No Campeonato Brasileiro, tal posição é tomada por argentinos, como D’Alessandro, Conca e Montillo, considerados por muitos argentinos como “padrão B” se comparado a outros, como Messi (meia-atacante), Di María e Pastore, que formaram o quarteto ofensivo, juntamente com Higuaín e depois Lavezzi, neste amistoso.
Mano sabe disso e a saída, pelo demonstrado até o momento, é a escalação de volantes que saibam sair para o ataque. A desculpa de que Hernanes não é chamado porque está jogando menos na Lazio do que jogava no São Paulo é balela. Se mantiver o ritmo apresentado no Campeonato Italiano, o ex-são-paulino terá se nome convocado para o amistoso diante da França, no dia 9 de fevereiro do ano que vem.
ARGENTINA - Apesar dos desfalques, a seleção argentina dá mostras de que pode ser a melhor do mundo. Jovens talentos não faltam, mas o técnico Sergio Batista, que ganha sobrevida com a vitória, ainda precisa encontrar uma maneira de melhorar a marcação no meio-de-campo e, consequentemente, melhorar a proteção da zaga. Com isso arrumado, nossos vizinhos têm tudo para novamente conquistar títulos expressivos.
PERGUNTA - Vocês gostaram do retorno de Ronaldinho Gaúcho à seleção?
Tags: futebol, opinião, Ronaldinho Gaúcho, seleção argentina, seleção brasileira
Andrés Sanchez disse que se a falta tivesse sido marcada no meio de campo ninguém diria nada. Claro. Atos se definem pelas suas conseqüências. Se o juiz tivesse dado falta de Gil em Ronaldo no meio de campo, o Corinthians reiniciaria o jogo e ponto final. Como foi dentro da área, pênalti. E pênalti convertido em gol com toda a tranqüilidade pelo mesmo Ronaldo.
Então, tudo é relativo e uma mesma ação é falta fora da área e não dentro da área? Nada disso. Falta é falta. A questão é que um lance destes, que decidiu um jogo equilibrado e pode definir um campeonato também muito igual, põe uma lente de aumento sobre a questão da arbitragem no Brasil.
Nesse momento, abro um parêntese. Há colegas que já não agüentam mais discutir arbitragem. Mas, e daí? O que importam nossas opiniões e preferências se temos de nos curvar diante dos fatos? Discutimos árbitros não porque queremos, ou gostemos, ou achemos o assunto interessante, mas porque o tema se impõe.
Voltemos ao lance. Houve contato entre Gil e Ronaldo? Sim, as imagens são claras e quanto a isso não existe controvérsia. O simples contato significa que houve falta? Não. O futebol é jogo de contato. Não é proibido tocar no adversário. Quando o contato vira falta? Vou ao livrinho da FIFA (regra 12): “Será concedido um tiro direto à equipe adversária se um jogador cometer uma das seguintes faltas de maneira que o árbitro considere imprudente, temerária ou com uso de força excessiva”. E então, segue-se a lista de infrações passíveis de punição, entre as quais aquela que Gil teria cometido em Ronaldo: “saltar sobre um adversário”.
Aconteceu isso? Sim, mas toda a discussão reside naquelas palavras-chaves: ele o fez de maneira “imprudente”, “temerária”, ou “com uso de força excessiva”? Quem mede? Quem decide? O árbitro e apenas ele, não as imagens das “n” câmeras disponíveis hoje em dia. E ponto final.
Ou seja, existe uma situação de tudo ou nada (ou foi falta ou não foi, sem possibilidade de posições intermediárias), e o seu julgamento depende da interpretação do juiz, pois ao contrário do que se diz, a regra é tudo, menos clara. Sua aplicação depende da subjetividade do juiz, da maneira como vê esse ou aquele lance em particular, mas também o jogo como um todo.
E aqui entramos no “x” da questão, que é o jeitinho brasileiro de apitar. Criou-se, no Brasil, um estilo de arbitragem que tende a negar a característica do futebol como jogo de contato. Aqui no Brasil, encostou é falta. Se for no meio de campo, como lembra Andrés, ninguém reclama. Na grande área (e ainda mais na reta final do campeonato), vira polêmica interminável.
A meu ver, deveria gerar discussão também quando é fora da área, porque, ao marcar qualquer contato físico como falta, o que os juízes estão fazendo é prejudicar a dinâmica do jogo. Vão contra uma das determinações da FIFA, a de manter a bola em movimento o maior tempo possível. Isso não significa que os juízes devam tolerar o jogo bruto. Ao contrário, devem proteger, de maneira muito clara, o jogador técnico do brucutu. Daí a achar que qualquer encostadinha significa infração, vai um oceano de distância. Justamente o oceano Atlântico, que separa o Brasil da Europa.
Sobre o lance entre Ronaldo e Gil, as opiniões se dividem. Deixando de lado paixões clubísticas de corintianos de um lado e cruzeirenses de outro, ouvi atentamente as opiniões de colegas e notei que existe empate técnico entre elas. Ou seja, é lance duvidoso, passível de interpretação. Ninguém é dono da verdade e, no futebol, menos ainda.
Quanto a mim, acho o seguinte: só no Brasil um árbitro daria pênalti num lance como esse. Criamos um estilo de arbitragem que, como a jabuticaba, só existe em território nacional. Com a diferença de que a jabuticaba é uma fruta deliciosa.
Tags: arbitragem, Campeonato Brasileiro, Corinthians, Cruzeiro, pênalti
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