

Peter Steffen/EFE e Themba Hadebe/AP
A Fifa chegou mais cedo em casa e pegou o marido, ou a mulher, sem preconceitos, na cama com outro. Revoltada com a situação, tomou uma atitude drástica: vendeu a cama. Não parece ser o melhor a fazer, não? E proibir a exibição de replays de lances polêmicos nos telões da Copa do Mundo não resolve em nada a vida da arbitragem.
Para ficar só nas primeiras partidas das oitavas de final, Alemanha e Inglaterra e Argentina e México tiveram erros grotescos, daqueles para entrar para a história dos Mundiais. No mesmo minuto, com ajuda do replay no telão, mas com uma saraivada de outras tecnologias, todos nos estádios já estavam sabendo do gol não marcado e do não invalidado, respectivamente.
Chip na bola, auxílio da transmissão oficial de TV e comunicação mais efetiva com o quarto árbitro. Algumas medidas que funcionariam e não acabariam com a “discussão de bar”, como defendem os amantes do futebol sem inovação – que até chegam a confundir com o futebol de antigamente.
Até para dar mais alguma função para o capitão, além daquela de tirar o cara ou coroa e gritar com os companheiros, esse jogador poderia ficar responsável pelo “desafio ao árbitro”. Como acontece no tênis, por exemplo. Ele teria a opção de parar o jogo, uma vez só por tempo, e pedir o recurso do replay para tirar a dúvida.
Só uma sugestão. Algo tem que ser feito, principalmente, nos grandes eventos. O que não dá é para ficar dormindo no sofá da sala.
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O gol de Tevez foi duplamente faltoso: primeiro, ele chutou o braço do goleiro Pérez quando este já agarrara a bola no chão. Ali o juiz italiano Rossetti já tinha de ter paralisado o jogo.
A bola então espirrou para Messi que lançou Tevez, vulgarmente impedido.
Ele fez de cabeça.
O que há de mais errado num gol ilegítimo que o juiz anula (além do próprio prejuízo do time prejudicado)?
A demonstração de onipotência dos juízes.
O juiz de Argentina X México teve a chance de corrigir a injustiça a tempo. Reuniu-se com o auxiliar, observou a reação das arquibancadas. Mas deu uma banana para as súplicas dos jogadores mexicanos.
O juiz que validou o gol de Luiz Fabiano, por exemplo, não tinha como saber se tinha sido mão (tentou obter a confissão até do próprio jogador, que obviamente negou).
O juiz que não deu o gol legítimo da Inglaterra contra a Alemanha confiou no seu bandeirinha, que não tinha visto o lance – fosse preocupado com a Justiça, teria pedido para parar o jogo e checar.
O que impede que haja um pequeno concílio em lances tão cruciais? Um juiz de linha e os juízes de campo decidiriam.
O gol ilegítimo ou o gol legítimo ignorado só parecem chocantes quando são contra o nosso time.
Mas é uma mancha na história do torneio, seu efeito deveria ser minimizado tanto quanto possível. Se o juiz interromper o jogo um minuto para checar algo de que ele e seus auxiliares não têm certeza, que prejuízo isso trará para a partida?
A Argentina foi superior ao México por ter um time mais experiente, paciente. Esperou o erro do time mexicano (o segundo gol argentino nasceu de uma falha gritante da defesa). Mas, fora isso, é bom dizer que os principais jogadores da Argentina ainda estão devendo, especialmente Messi. Di Maria tem sido mais decisivo. O México melhorou muito quando Barrera entrou no lugar de Bautista – porque esperaram tanto? Criava chances, mas finalizava mal. Não mereceu passar, de qualquer forma.
Tevez foi eleito o Jogador da Partida, pelo gol ilegítimo e pelo segundo, um tirombaço de fora da área (após ter errado um passe e ter passado a bola para si próprio).
Esperamos que amanhã os juízes não sejam personagens tão decisivos, e tão atrapalhados, nas partidas de Brasil e Chile e Holanda e Eslováquia.


Enrique Marcarian/Reuters
A Argentina voltou a exibir neste domingo, 27, uma combinação de uniforme um tanto esquisitona para os ávidos defensores das tradições na Copa do Mundo. O calção azul e a camisa listrada não eram usados juntos desde a final de 1930, o jogo disputado cada tempo com a bola de uma seleção. Desta vez, deu sorte - se é que essas coisas realmente passam pelos deuses do futebol.
Contra o Uruguai, 80 anos atrás, a reedição da decisão olímpica dois anos antes, essas peças estavam lá. O meião era preto, ao contrário do azul de hoje, é verdade. Em todo caso, foi um 4 a 2 contra, título para os anfitriões e um longo período até a mítica cair na África do Sul.
Se bem que, com todos esses atacantes, a seleção pode, sem superstição alguma, alcançar a quinta final na história dos Mundiais. Além disso, existe um maestro na beira do campo. “El Diez”, Diego Maradona conseguiu como poucos cercar seus comandados em uma família e isso faz a diferença na reta final.
É esperar para ver. Já nas quartas de final, mais um degrau. Encara a Alemanha, um aniversário superior tecnicamente ao México. No retrospecto, duas vitórias alemãs (1958, 1990 e 2006), dois empates (1966) e uma argentina (1986).
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Claro que a seleção argentina é melhor que a mexicana. Mas também não precisava construir a vitória em cima de um gol em clamoroso impedimento e outro em falha, igualmente grotesca, do jogador do México. O golaço de Tevez fechou o placar e o México apenas descontou.
O jogo foi legal, mas não o jogaço que poderia ter sido. O México até começou melhor, ameaçou e quase marcou. Depois ocorreu o lance de Tevez impedido e então entrou água no chope mexicano. Uma partida mais equilibrada teria sido melhor como espetáculo. Mas futebol é acidente, também. E trapalhadas como as da arbitragem, que já estão se tornando habituais nesta Copa da África.
Agora é esperar por Alemanha x Argentina, que promete ser um dos grandes clássicos desse Mundial. Não tem favorito, na minha opinião.
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O darwinismo futebolístico explica parte do fiasco britânico – a Alemanha agora joga com a bola no chão, e os ingleses continuam jogando pelo alto, como os brontossauros. O jogo alemão evoluiu, ficou com o pescoço mais curto, está mais rápido, deixou a casca grossa de fora. Foi a previsão mais fácil da Copa até agora – estava claro desde sempre que os alemães venceriam.
Pelo alto, os ingleses igualaram o jogo ainda no primeiro tempo, após estarem perdendo por 2 a 0 (Upson diminuiu de cabeça).
O erro patético de Jorge Larrionda, o juiz do jogo, deixa todo mundo frustrado – jamais saberemos como a Inglaterra se comportaria tendo igualado o placar de forma heróica. Até a minha Tia Ondina, que não enxerga patavina, sabia que aquela bola fôra dentro.
Mas a Alemanha manteve a postura e, no contra-ataque, com Ozil, Podolski, Thomas Muller e Klose, matou o jogo com paciência e fome de bola. Ozil parecia o Ganso segurando a redonda no segundo tempo, após o time fazer 3 a 1. Schweinsteiger era uma divisão inteira sozinho – armava, destruía, recuperava, redistribuía. A Alemanha é o Santos da Copa do Mundo? Veremos, veremos…
Não achei Rooney tão ruim assim. O problema é que o treinador alemão colocou marcação individual em cima dele aonde quer que fosse. Os ingleses querem que Rooney seja um homem-banda, um Johnny Marr. Rooney não é, é apenas um Madson melhorado. E Gerrard e Lampard jogaram sua melhor partida na Copa do Mundo (Gerrard quase faz um golaço, que seria o segundo da Inglaterra, não fosse a defesa precisa do goleiro alemão). Terry, que parece o irmão mais novo do Kevin Spacey, jogou muito também. O problema, além do goleiro fraco (James parece que tem medo da bola, ao contrário de um Julio Cesar, por exemplo) é justamente sua fragilidade tática – Fabio Capello é um treinador superado.
O mais interessante é que o resultado, 4 X 1, não foi exagerado. Os alemães teriam feito mais se tivessem tido mais tempo.
Os reservas não estão à altura do time principal. Mario Gomez, que entrou no lugar de Klose, é fraco.
No rádio, um alemão entrevistado pelo programa da Jovem Pan diz que agora o Brasil tem “190 milhões de alemães” torcendo a favor do time germânico (no caso de uma hipotética partida contra a Argentina). O cara é engraçado, mas ambos os adversários serão duros na final, e eu prefiro a Argentina – a defesa é mais fraca. O baixinho Lahm é incansável.
Há também explicações místicas para a derrota inglesa. Por exemplo: corre à boca pequena que Mick Jagger é pé-frio. Cantou o hino americano com o Bill Pinton ontem e os USA perderam. Cantou o hino inglês hoje e os britânicos perderam. No satisfaction.
Outra lorota: que a derrota com um gol legítimo sonegado teria sido uma vingança de 1966, quando os ingleses ganharam seu único
título em cima da Alemanha com gol garfado. Se for verdade, estamos aguardando a devolução daquela garfo da Copa de 1978…
EMERGENTES X SUPREMATISTAS
Se os oito times finalistas forem Alemanha, Brasil, Uruguai, Argentina, Holanda, Gana, Paraguai e Espanha, teremos pela primeira vez, de fato e com condições, um “emergente” reivindicando o lugar mais alto do pódio.
Esse emergente será Gana, Paraguai, Espanha ou Holanda, que não têm titulos.
Uruguai e Argentina querem voltar a ser protagonistas (a Argentina tem fracassado continuamente com times bem-sucedidos midiaticamente, mas não dá as cartas há um tempão).
Alemanha e Brasil disputam para manter a hegemonia, e o primeiro mostrou até agora futebol mais vistoso, solto, surpreendente e novidadeiro.
Tags: Copa 2010, seleção alemã, seleção inglesa
Pelo menos dois times foram claramente prejudicados por erros graves da arbitragem. No jogo contra a Eslovênia, o gol legal de Edu foi anulado prejudicando os Estados Unidos, naquela que seria a virada mais espetacular da primeira fase. O jogo terminou mesmo 2 a 2, depois de os norte-americanos irem para o intervalo perdendo por dois gols.
O primeiro grande jogo das oitavas de final da Copa foi marcado pelo maior engano da arbitragem até o momento. O uruguaio Jorge Larrionda não viu a bola quicar dentro gol – pelo menos dois palmos atrás da linha – após o chute de Lampard, naquele que seria o empate da Inglaterra frete à Alemanha, por 2 a 2.
Após o lance, é impossível não relembrar o polêmico “gol” de Hurst na final da Copa de 66, contra a mesma Alemanha. Numa daquelas ironias do futebol, aconteceu exatamente o contrário. O inglês chutou, a bola bateu no travessão e quicou sobre a linha. Mas o arbitrou “viu” a bola entrar e confirmou o terceiro gol, na vitória por 4 a 2 que deu o único título à Inglaterra.
Tanto a jogada de 2010, quando a de 1966, levantam a polêmica sobre o uso da tecnologia no futebol. Houvesse a possibilidade de alguém da arbitragem acompanhar o lance pela TV, com replay, as decisões precipitadas dos árbitros seriam mantidas? E o chip, testado antes do Mundial, resolveria o problema?
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Que jogaço! Claro que este Alemanha 4 x 1 Inglaterra vai ficar marcado por aquele gol mal anulado. E ponha mal anulado nisso! A bola entrou e muito no arremate de Lampard. Seria o empate inglês e o jogo poderia ter tomado outra direção. Ninguém pode saber o que teria acontecido.
Foi uma tremenda injustiça, se é que se pode falar em injustiça no futebol. No caso, sim, pode-se, porque o erro factual do árbitro configura a maior injustiça que pode existir nesse jogo. Não se trata de interpretação da regra e nem nada disso. Faltou olho mesmo, em especial ao auxiliar que era a quem cabia o lance. A responsabilidade fica sobre o árbitro La Rionda. A Copa acabou para ele. E acabou também para a Inglaterra, goleada pela jovem Alemanha. O erro pode forçar a Fifa a rever sua restrição ao uso de recursos eletrônicos para lances polêmicos. Esse seria muito fácil de ser evitado.
Agora, com toda essa polêmica da arbitragem não se pode ignorar o jogaço que fez a Alemanha, para mim a melhor seleção da Copa até agora. Teve aquele tropeço com a Suíça, mas é o time que melhor joga. Futebol coletivo, refinado, de toques, com algumas individualidades sobressaindo, como Özil, que hoje voltou a jogar muita bola.
Se agora à tarde a Argentina passar pelo México, teremos o confronto entre as, até agora, duas melhores seleções da Copa da África. Pode-se até mesmo falar em final antecipada. Mas, claro, para isso a Argentina terá de passar pelos mexicanos, o que, acho, não será tão fácil quanto se está pensando.
Voltando a Alemanha 4 x Inglaterra 1, foi o melhor jogo da Copa. Uma partida que dignifica a Copa do Mundo, que viu tanto futebol ruim e hoje reencontrou-se com o grande futebol.
Ganhamos todos nós, que amamos este esporte.
Obs: Claro, como observaram alguns leitores, o tropeço foi contra a Sérvia e não Suíça. Perdão, leitores, pisei na Jabulani.
Tags: Alemanha, Inglaterra

Quem disse que a África seria um fiasco completo na Copa? Única representante do continente a passar às oitavas, Gana é uma boa surpresa e está derrubando muita gente nos bolões dos escritórios. A vitória contra os Estados Unidos por 2 a 1, na prorrogação, depois de 1 a 1 no tempo normal, coloca o time nas quartas, para enfrentar o Uruguai.
O time pode não ser brilhante tecnicamente, mas tem força física e, na hora da decisão, colocou duas bolas nas redes dos americanos, com Prince Boateng, no início do jogo, e Gyan, na prorrogação. Donovan, o melhor jogador da esquadra de Bob Bradley, empatou de pênalti. Nesta Copa, os Estados Unidos só tinham tomado dois gols em um jogo, no empate contra a Eslovênia. E não venceram aquele jogo porque o árbitro anulou gol legítimo no final.
Os Estados Unidos, como é sua característica, não se entregaram. Tentaram o empate até o fim, mas depender de vigor físico na prorrogação de um jogo tão disputado é complicado. E o aspecto emocional também pesa.
Antes de Gana, só Camarões e Senegal haviam chegado à fase de quartas de final de uma Copa. E pelo que jogou o Uruguai contra a Coreia do Sul no jogo da manhã, os africanos podem sonhar com a semifinal e fazer história. Seria um merecido presente para o continente anfitrião da Copa.


Robert Ghement/EFE
Um pouco de coincidência boa sábado não faz mal a ninguém. No melhor dos cenários, ou pelo menos nos mais provável, o Brasil só terá adversários conhecidos até a final da Copa do Mundo. Tese reforçada pela recente classificação do Uruguai às quartas de final, ao bater a Coreia do Sul.
Adversário de 1962 e 1998, o Chile será o primeiro, agora em 28 de junho. Se o Brasil passar, encara provavelmente a Holanda. E aí, é melhor ficar só com as lembranças de 1994 e também de 1998. Depois disso, em uma eventual semifinal, pega o Uruguai. Para esse duelo, a melhor lembrança é a do 3 a 1 de 1970 no jogo em que, incrivelmente, ficou marcado pelo gol que Pelé não fez: o drible sem tocar na bola no goleiro Mazurkiewicz.
Mas esse Uruguai de hoje é melhor. Já repetiu o feito daquela seleção no Mundial do México, a última do seu país que havia conseguido avançar às quartas de final, e quer reviver seus tempos de glória. Na história das Copas, ainda está devendo. A lacuna dos títulos e outras boas participações (conquistou em 1930 e 1950) é muito grande para uma camisa com tanto nome.
A esperança dos uruguaios está no trio ofensivo, bem armado pelo técnico Oscar Tabarez. Estrela do time, Diego Forlan é o responsável pela armação das jogadas, quando não define com precisão. Cavani abre as defesas adversárias e está sempre disposto a servir seu companheiro Suárez, centroavante finalizador.
Para voltar à teoria maluca, ainda tem um possível confronto contra a Argentina na final. O retrospecto para o Brasil é favorável: duas vitórias (1974 e 1982), um empate (1978)… Ah, teve uma derrota (1990) também. Mas, até lá, muita Copa ainda vai rolar. Sem falar, que o Brasil também tem que fazer valer essa coincidência que pinta.

Debaixo de uma chuva fina no Nelson Mandela Bay Stadium, em Port Elizabeth, quase que o Uruguai é traído pela sua própria vocação defensivista.
Após fazer 1 X 0 na Coreia do Sul, com Suárez, recolheu-se demasiadamente e levou o empate, aos 22 minutos do segundo tempo. Aí, se reorganizou do meio para a frente, com Forlán coordenando as ações, e empatou com o mesmo Luiz Suárez (o jogador do Ajax agora é também artilheiro da Copa).
É a marca dessa Copa do Mundo até agora: o excesso de cautela, o desejo de chegar é maior do que o desejo de jogar. Times que têm a chance de resolver a partida se recolhem para garantir resultados.
O gol coreano saiu numa falha do goleiro Muslera, de 23 anos, talvez o ponto mais fraco dessa seleção uruguaia – ele saiu desnecessariamente numa bola aérea junto com Lugano, que por sua vez subiu atrasado e de costas.
O desempate só veio com Suárez aos 35 minutos, que matou a bola, cortou para dentro e levou dois zagueiros coreanos e chutou da entrada da área no segundo poste, longe do alcance do goleiro Woon-Jae Lee. É bom dizer que, antes disso, Suárez havia perdido duas chances incríveis, sozinho com o goleiro.
Agora, o Uruguai já está entre as oito melhores seleções do certame (na última participação no torneio, em 2002, ficou apenas em 26º lugar).
É a primeira equipe a se classificar para as quartas-de-final.
Campeã do Mundo em 1930 e 1950, o Uruguai procura recuperar o prestígio perdido. Tem tudo para ir mais longe, o time é sólido e rejuvenescido.
Foi um jogo de muitas opções. A Coreia, de Chu-Young Park, tocava muito bem a bola e envolvia o meio de campo do Uruguai, especialmente após tomar o gol no primeiro tempo.
O time coreano tem ótimos apoiadores, dois alas clássicos, muito habilidosos e ousados, destacando-se o lateral Du Ri.
No finalzinho, quase que a Coreia empata (a bola, chutada da entrada da pequena área, passou entre as pernas do goleiro Muslera e ia em direção ao gol, mas Lugano aliviou).
O treinador Huh Jung-Moo (o mesmo que no México de 1986 chutou Maradona) é esperto e ofensivo.
No final, os uruguaios dançaram a sua novíssima milonga e festejaram muito a classificação, que os recoloca no olho do furacão do futebol.
Como na canção de Jorge Drexler: “Llueve, llueve y en todos los rincones del país / la tierra está agradecida”.
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