
Não costumamos resgatar heróis dos destroços (especialmente de desastres como o francês e o italiano).
E raramente vemos mérito na derrota.
Então, minha conta e risco, gostaria de render aqui minha esquizofrênica homenagem a um time de excluídos da Copa do Mundo, jogadores que se foram precocemente junto com suas seleções, (mas que poderiam perfeitamente ter permanecido, estivessem em outros esquadrões):
Tim Howard, USA
Rafa Marquez, México
Barnetta, Suíça
Pirlo, da Itália (só 20 minutos, baleado, mas de outro nível)
Lampard, Inglaterra
Ribéry, da França
Donovan, dos USA
Vittek, da Eslováquia (cavou pênalti no último minuto)
Endo, do Japão
Eto’o, Camarões
Park, Coreia do Sul
TÉCNICO: Marcelo Bielsa, do Chile (precisaria de uma safra melhor, mas mandou bem com o que tinha até reencontrar seu carrasco maior)
Tags: Copa 2010

Goleiros
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Lateral-direito
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Zagueiros – escolha dois
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Lateral-esquerdo
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Volantes – escolha dois
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Meias – escolha dois
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Atacantes – escolha dois
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Técnico
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Revelação
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Tags: Copa 2010

Baseado nos comentários do post anterior, aqui vai a seleção dos leitores dos confrontos das oitavas de final. O goleiro Eduardo se destacou pela boa atuação contra a Espanha . Dos jogadores brasileiros, Juan e Lúcio são as unanimidades. Maicon foi o único lateral-direito votado (Coentrão é lateral-esquerdo). No meio, Sneijder é o único intruso entre três espanhois. O ataque é formado por Messi, que apesar de ter aparecido menos contra o México, é, para os comentaristas do blog o melhor da Copa, e Villa, que tirou o lugar de Luís Fabiano.
Outros jogadores mencionados foram Júlio César, Casillas, Bocanegra, Tevez, Cavani, Robinho, Higuaín, Podolski, Suarez, Forlán, Müller, Gyan, Robben, Verón e Özil.
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Além dos oito finalistas, três gigantes do material esportivo estão se digladiando nos campos da África do Sul para ver quem vai mais longe (garantia de exposição na televisão) e quem chega em primeiro (garantia de vendas sem limites pelos próximos quatro anos). São investimentos de milhões de dólares, gastos que serão amplamente resgatados nas lojas do mundo todo.
Segundo estimativa da empresa Initiative Futures Sport + Entertainment, a final da Copa do Mundo no dia 11 de julho terá a segunda maior audiência da TV na história – atrás apenas dos Jogos Olímpicos de 2008.
Boa reportagem no jornal Clarín mostra como estava o mapa do patrocínio nas camisas no início do Mundial. As maiores marcas eram Adidas (que vestiu 12 seleções: Argentina, Alemanha, Espanha, França, Grécia, Nigéria, México, África do Sul, Dinamarca, Japão, Paraguai e Eslováquia); Nike (que vestiu 9 seleções, entre elas a Holanda, o Brasil, os Estados Unidos, Portugal, Austrália, Sérvia, Nova Zelândia, Eslovênia e Coréia do Sul) e Puma (cobria 7 seleções: Uruguai, Costa do Marfim, Argélia, Camarões, Gana, Itália e Suíça).
Destas, a Adidas perdeu 5 na primeira fase e três nas oitavas de final (66,6%); a Nike, de suas nove, perdeu quatro na primeira fase e três nas oitavas de final (77,7%). E a Puma perdeu na primeira fase 5 de suas 7 seleções (71,4%). Outras marcas menos massivas estiveram presentes, como a inglesa Umbro, que caiu junto com a seleção de Fábio Capello, sua única patrocinada.
Entre os que vão se chocar nas quartas-de-final, o Brasil e a Holanda vestem Nike, a Argentina e a Alemanha vestem Adidas. O Paraguai e a Espanha também vão de Adidas. Uruguai e Gana vestem Puma – se estes dois últimos vencerem, um investimento milionário das gigantes do material esportivo vai para o ralo. Ou não: para a Adidas, que também patrocina a Copa, é investimento seguro (mas não para os trabalhadores da África: consta que a empresa está manufaturando suas bolas jabulani na Ásia). É lucro medido: bilhões de espectadores viram até agora seus símbolos exibidos em TVs do mundo todo, do Sri Lanka à Patagônia.
A FIFA projeta o faturamento de US$ 3,1 bilhões em patrocínios (Coca-Cola, Emirates Airline, Hyundai, Sony, Adidas e Visa) nessa Copa da África (o que inclui venda de direitos pelos próximos 4 anos), o que pode torná-la a mais lucrativa de todas até hoje.
O futebol está sendo visto, segundo a consultoria Initiative Futures Sport + Entertainment, por mais mulheres e por espectadores mais abonados.
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Quem vence o confronto Brasil x Holanda?
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Quem vence o confronto Uruguai x Gana?
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Quem vence o confronto Alemanha x Argentina?
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Quem vence o confronto Espanha x Paraguai?
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Tags: Copa 2010, seleção alemã, seleção brasileira, seleção espanhola, seleção ganesa, seleção paraguaia, seleção uruguaia

David Villa devolveu a fleuma à Fúria Espanhola.
Xavi, Iniesta, Sergio Ramos, o grande Piquè na zaga: a Espanha foi mais time todo o tempo.
Volta à sua condição de favorito (Casillas, o goleiro, no entanto, é inseguro)
Portugal jogou timidamente, sem ambição, e foi punido por isso. Aquele provável impedimento não turva o resultado, foi merecido, e o impedimento só seria marcado por uma máquina do Jockey Club.
Sobrou a Portugal, para a disputa européia, um grande arqueiro, Eduardo, e um magnífico lateral, Coentrão.
Seus volantes são um tanto violentos e pouco imaginativos, e desceram o sarrafo no Villa.
Precisam voltar a pensar no ataque, no além-mar.
Vejo Portugal jogando, a falta de espírito aventureiro do time, e não consigo deixar de cantarolar na cabeça um verso de uma canção dos Paralamas, Navegar Impreciso (do álbum Severino), que foi dividido numa canção por Tom Zé e Linton Kwesi Johnson:
Não é porque já não se usa navegar
E nem é por tua idade, eterna sois
Mas nunca mais a nossa velha intimidade
O sabor inigualável dos teus pães

Esta é a seleção das oitavas de final escolhida pela redação de esportes do estadão.com.br. Alguém merecia estar neste time? E quem não merecia? Opine!
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Vejo pela televisão as cenas da multidão comemorando o feito histórico da seleção paraguaia nas ruas de Asunción e não tem jeito: fico emocionado.
Em 1996, estive em Piribebuy, simpática cidadezinha a 70 km de Assunção, para fazer reportagem tipo making of de um filme, uma co-produção Brasil-Argentina-Paraguai.
Piribebuy foi palco de uma das últimas batalhas da Guerra do Paraguai, lugar de galinhas debaixo das mesas dos botecos e vacas atravessando a estrada na frente do ônibus.
Andei pelo centro e notei que uma das colunas de um prédio atingido pelo Exército imperial brasileiro durante a Guerra do Paraguai tinha uma placa: “Coluna atingida por tiro da artilharia brasileira.”
Ali, almocei e dividi uma garrafa de vinho com o ator argentino Mario Lozano, 83 anos, 60 filmes no currículo. Ele participou de Caídos no Inferno, de Luis Cesar Amadori, e El Sur, de Fernando Solanas. Um gigante.
A produção do filme recriou um Cinema Paradiso fake num cinema abandonado no centro de Piribebuy, que virou o fictício Cine Teatro Princesa. Comi empanadas frias e tomei café fraco com Paulo Betti. A câmera com que filmavam era a mesma utilizada no set de Gabriela, de Bruno Barreto. Havia uma diva argentina no set, Letícia Vota, temperamental e insegura. Os telefones ficavam mudos a maior parte do tempo. As pessoas eram amáveis e havia grande ternura na precariedade.
Voltando de ônibus para Assunção, vi as meninas de traços indígenas com suas saias plissadas azuis e as camisas imaculadamente brancas indo para a escola.
Conto tudo isso para dizer que me emocionou hoje a seleção paraguaia entre as 8 melhores do mundo. Não por compaixão, não por algum tipo de autocomiseração latino-americana. Não. A seleção paraguaia tem grandes limitações, mas sua vitória no finzinho foi um atestado de fibra e força de vontade. De garra e tenacidade. O último pênalti convertido por Cardozo me levou de volta a Piribebuy e às paredes descascadas de uma igreja sem sino.
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