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Dirigentes de Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense e Bahia comemoram o fato de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ter reconhecido as conquistas da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, entre 1959 e 1970, como legítimos títulos do Campeonato Brasileiro (será que vai ter desfile em carro aberto?). No entanto, principalmente no caso dos paulistas, não percebem que podem criar um problema para os seus clubes.

Se vale apenas o que é reconhecido por entidades oficiais, o Santos acaba de dizer adeus ao bicampeonato mundial conquistado em 1962 e 1963, e o Palmeiras enterra de vez seu título mundial de 1951, a Copa Rio.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa), que tem para o mundo o mesmo valor que a CBF tem para o Brasil, não reconhece essas conquistas como títulos mundiais – para a entidade máxima do futebol, valem apenas os torneios de 2000, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010 (e os que acontecerem daqui em diante). O resto é tratado como Copa Intercontinental, ou seja, um enfrentamento entre o campeão sul-americano e o campeão europeu.

Mas ninguém parece estar muito preocupado com isso. Afinal, os presidentes dos clubes agraciados estão felizes porque no futuro poderão dizer que os times tiveram títulos reconhecidos em suas gestões. E sabemos que a irracionalidade de torcedor impera na cartolagem brasileira.

Agora, se os dirigentes fossem um pouco mais inteligentes, certamente não estariam preocupados com reconhecimentos de CBF ou Fifa (será que estas federações são tão mais importantes do que os clubes?).

Afinal, os títulos de 1959 e 1970 foram comemorados como conquistas nacionais? Sim, então, pronto! E a Copa Rio de 1951 e as Copas Intercontinentais de 1960 a 2004, eram comemoradas como títulos mundiais? Sim, então pronto! É isso o que vale. Não entendo como os clubes deixam tanta gente de fora ficar dando palpite em suas grandiosas histórias.

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POR ALEXANDRE MELLO

Correr quase 64 metros passando por uma grande linha de adversários. Não é uma tarefa fácil. Agora imagine fazer isso com nada menos que 142 quilos.

Essa foi a façanha do jogador de futebol americano Dan Connolly, do New England Patriots, durante a partida contra o Green Bay Packers neste domingo, em Massachussets, nos Estados Unidos.

O rapaz, que geralmente serve de ‘muralha’ para os magros corredores, viu que a bola caiu nas mãos dele e não teve escolha: correu. Muito. Quase o campo todo. E bateu o recorde de mais jardas percorridas por um cara que não tem essa função.

Veja o vídeo:

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O que a CBF pode fazer sobre os campeões da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa é reconhecê-los como título nacional. Simples assim.

Imagino que a postura será: dizer que todos são campeões nacionais, sem atribuir peso – porque isso é subjetivo, o título pode ser importante para um e não para outro, além de não podermos medirmos tecnicamente os campeonatos, etc. São torneios nacionais pré-Brasileirão, mas não são o próprio.

O reconhecimento é necessário pelo fato da CBF ser a entidade reguladora, puxando pela teoria do contrato social (aqui, um obrigado ao Marcos Guterman pelo esclarecimento!).

Afinal, a Copa do Brasil também é um título nacional, por exemplo, e não tem, teoricamente, a mesma importância da atual Série A – embora sirva para a mesma coisa: classificar um time para disputar a Copa Libertadores do ano seguinte.

E o Campeonato Brasileiro que temos atualmente não é melhor ou pior do que os torneios de antes (tinhamos campeões mundiais disputando, a situação econômica era diferente, os clubes tinham uma valorização maior, etc).

Não há um critério justo para definir isso – a não ser que alguém tenha achado uma boa fórmula para isso, e se tiver, por favor, compartilhe conosco.

É errado dizer unificar títulos, como tem sido comentado. Não há conflito com outro campeonato no mesmo período.

Portanto, a soma que parece ser a mais correta de títulos nacionais é a do quadro que coloco ao lado – e sem dar peso a estas. O que deve se dizer: sim, todos são campeões nacionais e merecem os parabéns por isso.

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No futebol, existem derrotas e derrotas. Aquelas normais, em que o time perde para outro do mesmo nível, em um confronto igual, e aquelas vergonhosas, quando uma equipe é superada por um adversário de pouca ou quase nenhuma expressão. E foi este segundo tipo de revés que sofreu o Internacional nesta terça-feira, ao ser superado pelo Mazembe, da República Democrática do Congo, por 2 a 0, e sair da disputa pelo título do Mundial de Clubes da Fifa, disputado em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos.

O Internacional terá que amargar para sempre o fato de ter sido o primeiro clube a permitir que um time fora do eixo principal do futebol mundial, que envolve América do Sul e Europa, dispute uma final de Mundial. O Grêmio até já fez uma gozação oficial e afirmou que é o único clube gaúcho invicto em Mundiais (foi campeão em 1983 ao bater o alemão Hamburgo e em 1995 empatou com o holandês Ajax e só deixou de ganhar o título nos pênaltis).

Mas também é fato que um dia isso iria acontecer. Na versão do Mundial criada pela Fifa em 2000, em que equipes de todos os continentes participam (na anterior, que não era bancada pela entidade máxima do futebol, havia somente um jogo entre um time sul-americano e um europeu), a zebra era iminente. E o Internacional a conheceu de perto nesta terça.

Agora, nada melhor para a equipe do Rio Grande do Sul do que uma derrota da Inter de Milão, da Itália, diante do Seongnam (Coreia do Sul) na semifinal ou do Mazembe na decisão. Pelo menos igualaria o desastre, e mostraria que o futebol realmente está mudando.

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O fim de ano do futebol brasileiro, que costuma servir apenas para movimentar o mercado de transferências de jogadores, pode ser de festa para alguns clubes. Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Bahia, Fluminense e Botafogo lutam para ter reconhecidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) os títulos nacionais conquistados a partir de 1959 (hoje, a entidade só considera os torneios a partir de 1971, quando foi criado o atual Brasileirão), e a decisão deve sair antes do início da temporada 2011.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, recebeu um dossiê e um vídeo apresentado pelas seis equipes e pediu cerca de dois meses para fazer uma análise. Se as conquistas forem reconhecidas, Palmeiras e Santos passarão a ser os maiores ganhadores de campeonatos nacionais, com oito troféus. Hoje, o time alviverde tem quatro, e a equipe da Vila Belmiro dois.

O Flu saltaria de dois para três, e Cruzeiro, Botafogo e Bahia de um para dois.

Entre os outros times, São Paulo continuaria com seis títulos, contra cinco do Flamengo, quatro de Corinthians e Vasco, três do Internacional, dois do Grêmio e um de Atlético-MG, Atlético-PR, Coritiba, Guarani e Sport Recife.

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Com o fim do Campeonato Brasileiro e da Sul-Americana, já estão definidos todos os seis clubes que representarão o Brasil na Copa Libertadores de 2011. O País vai para a competição com Internacional, atual campeão, Santos, vencedor da Copa do Brasil, e os quatro mais bem colocados no Brasileirão – Fluminense (1.º), Cruzeiro, (2.º), Corinthians (3.º) e Grêmio (4.º).

Corintianos e gremistas terão que disputar um mata-mata antes de ingressar na fase de grupos do principal torneio do continente. Os outros não precisarão passar por este confronto.

O time alvinegro vai encarar uma equipe colombiana, que pode ser Independiente Santa Fé ou Once Caldas. Se passar, entra no Grupo 7, a ‘chave da morte’, que também terá Cruzeiro, Guarani (PAR) e Estudiantes (ARG) ou Velez Sarsfield (ARG).

Já o caminho de time gaúcho não parece tão complicado. Na pré-Libertadores, pega o teoricamente frágil Liverpool (URU) e, em caso de triunfo, ingressa no Grupo 2, com Junior Barranquilla (COL), Oriente Petrolero (BOL) e León de Huánuco (PER) ou U. San Martín (PER).

Outro brasileiro com vida complicada é o Flu, no Grupo 3, com adversários complicados – Argentinos Jrs. (ARG), Nacional (URU) e América (MEX).

O Santos, por sua vez, terá uma chave, em teoria, ‘amigável’. No Grupo 5, pega Colo Colo (CHI), Deportivo Táchira (VEN) e Cerro Porteño (PAR) ou Deportivo Petare (VEN).

E o Internacional, por ser o atual campeão continental, é cabeça-de-chave do Grupo 6. A equipe colorada terá como rivais na primeira fase Jorge Wilstermann (BOL), Emelec (EQU) ou LDU (EQU) e Jaguares (MEX) ou Alianza Lima (PER).

A pré-Libertadores começa em 26 de janeiro, enquanto a fase de grupo terá início em 9 de fevereiro. Corinthians e Fluminense buscam um título inédito, enquanto Santos, Inter, Grêmio e Cruzeiro estarão na luta pelo tricampeonato.

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O título do Campeonato Brasileiro 2010 conquistado pelo Fluminense confirma a hegemonia do técnico Muricy Ramalho na era dos pontos corridos. Desde que o sistema foi implementado, em 2003, ele levantou o troféu em quatro oportunidades – 50% das vezes, já que foram oito competições disputadas.

Muricy já havia sido campeão com o São Paulo em 2006, 2007 e 2008. Quem mais se aproxima dele é Vanderlei Luxemburgo, com dois títulos, em 2003, com o Cruzeiro, e 2004, com o Santos. Antônio Lopes tem uma conquista com o Corinthians, em 2005, assim como Andrade, campeão com o Flamengo em 2009.

Mas não são apenas os troféus que mostram que Muricy Ramalho é o rei dos pontos corridos. Outros números também comprovam este fato. Entre os três treinadores que mais disputaram partidas no Brasileirão desde 2003, ele tem o melhor aproveitamento, de 59,56%, contra 56,51% de Luxemburgo e 50,19% de Cuca. E foi eleito cinco vezes pela CBF o melhor comandante do torneio nacional.

O gráfico abaixo ainda mostra a evolução de Muricy, que tem se mantido com tranquilidade a frente de seus principais concorrentes nos últimos anos. Como pode-se ver, Luxemburgo começou melhor, mas acabou sendo desbancado.

Veja também:
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Campeão, Muricy agradece apoio do torcedor brasileiro

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Na última coluna do ano, é praxe cumprimentar o campeão. Pois então: parabéns, Fluminense, campeão brasileiro de 2010, com honra e mérito. E não é que ouço muita gente se perguntando se o Flu era, de fato, o melhor time de 2010? Muitos acham que não: o Santos teria mais brilho, pelo menos durante algum tempo; o Inter dispõe de elenco melhor, o Corinthians seria mais sólido, o Cruzeiro jogaria mais bonito.

No campo das opiniões, tudo isso pode ser verdade. O Flu ganha o título de 2010 sem apresentar um futebol de sonho, quem há de negar? Mas a verdade é o Fluminense, mesmo sem encantar, foi o time mais regular do campeonato. Liderou durante 23 das 38 rodadas, número que fala por si. E, mesmo na reta final, conseguiu superar o visível nervosismo e fazer os pontos de que necessitava. Minha tese é a seguinte: no sistema de pontos corridos o campeão é sempre justo e legítimo, a não ser que haja uma lambança de arbitragem daquelas de arrepiar, uma roubalheira de antologia, de entrar para a História, como a que aconteceu há poucos anos. Fora isso, não existe nada que tire o mérito do campeão.

Campeão atípico porque se a matemática esportiva fosse coisa séria, o Fluminense deveria ter disputado a Segunda Divisão em 2010 e não a Primeira. Com dez rodadas para terminar o campeonato de 2009, sua possibilidade de queda era de 99%. E não é que, contra toda a estatística, o Flu, com Fred em estado de graça, foi enfileirando vitória sobre vitória, até escapar e desmoralizar a matemática?

Livrou-se do descenso para, no ano seguinte, tornar-se campeão. Não sei se no mundo existe façanha semelhante. Eu não conheço. Mas posso imaginar o que sobre essa aventura na corda bamba da impossibilidade escreveria o mais ilustre dos torcedores do tricolor carioca, o grande Nelson Rodrigues. Teceria um épico que, segundo ele, estaria já inscrito nas tábuas da lei dois mil anos antes do Gênesis.

No mundo mais terreno, outros detalhes chamaram a atenção nesta conquista do Fluminense. Uma delas, a presença de Conca, o mais confiável dos jogadores e o melhor do ano no Brasil. Um meia daqueles autênticos, capazes de encontrar os atalhos do campo e por eles fazer a bola fluir até os pés dos artilheiros. Ele próprio andou marcando gols, quando foi preciso. Ainda dizem que não define nas partidas difíceis. Mas e a regularidade, e a média alta de desempenho, não contam nada? É o craque do ano, mesmo comparado a outro argentino, Montillo, do Cruzeiro, e ao futebol vistoso de Neymar, no Santos.

Outra coisa me surpreendeu. Enquanto todos comemoravam o título, Muricy dizia que era preciso melhorar muita coisa no Fluminense; que o time desse jeito não iria longe na Libertadores e era preciso investir mais na estrutura do clube. Muricy não relaxa. Não sei se algum de vocês já teve um chefe com essa personalidade. Pode ser bem incômodo. Mas alguém com esse perfil consegue tirar o melhor de cada um e fazer a equipe funcionar em sintonia. Exigente, impõe-se pelo exemplo, pela disciplina e pelo senso de justiça. Como, além de todas essas qualidades, Muricy distinguiu-se pela honra à palavra empenhada, recusando o cargo de técnico da CBF ao não ser liberado pelo Fluminense, para mim fica sendo uma das grandes figuras esportivas do ano. Numa época de vale-tudo generalizado, Muricy mostrou que é possível dar-se bem na vida e respeitar a ética ao mesmo tempo. Não é exemplo para ser ignorado.

Férias

A bola parou e eu também. Dou um respiro de férias aos leitores, mas já marco o reencontro para 11 de janeiro de 2011, véspera do Campeonato Paulista, quando esta coluna volta à ativa. Boas festas e ótimo ano novo a todos. Até mais.

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Quem foi o melhor do mundo no futebol em 2010?

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