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Emblemática a foto abaixo. Não é ilusão de ótica. Foi tirada com um painel colocado Estádio Santiago Bernabéu para a apresentação de Kaká no Real Madrid.

Kaká na apresentação no Real Madrid - Sergio Perez/Reuters

Será que ele conseguirá chegar a entrar para a galeria histórica do time? É provável. Futebol para isso ele tem. A ser maior que esse nome? Não. Mas pode se igualar, tornar-se parceiro.

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Vanderlei Luxemburgo gesticula em partida Vanderlei Luxemburgo foi demitido do Palmeiras na noite de sexta-feira por causa da venda de Keirrison sob a alegação de quebra de hierarquia por ter dito publicamente que não aceitava a situação. Que o jogador deveria lhe dar satisfação. Ele está certíssimo nisso. O que ele não fala é que não é dono do time e o tratamento que ele exige não é recíproco.

Há tempos o técnico exige o comando total do futebol nos clubes em que trabalha. Quer resolver tudo, do mordomo ao médico. Os diretores que apenas assinem o cheque. E é aí que está o problema. É isso que tem tornado seu relacionamento com diretores cada vez mais complicados.

Numa empresa séria – coisa que nossos clubes estão longe de ser – ele presta satisfação sobre tudo. Luxemburgo faz isso. Só que é preciso perguntar se deve fazer ou não algo. E isso não lhe é habitual. A decisão é dele e só dele. O verbo correto deveria ser “a decisão tem de ser dele, com nossa opinião. Este foi, talvez, o principal problema que enfrentou no Real Madrid.

Luxemburgo é um dos técnicos com melhor visão de jogo neste País. Ainda é. Quem não ficou encantado com seu trabalho nos anos 90? A virada de século só lhe trouxe problemas. Está em decadência? Acho que não. O nível técnico de nosso futebol permite esses problemas.

A hierarquia que deve existir sabemos muito bem qual é. Ele só precisa ser técnico, se preocupar com o bom e velho “quem joga e quem não joga, como joga e não joga”. Nisso ainda é mestre.

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Estes são os melhores jogadores escolhidos pelos jornalistas do estadao.com.br após os doze jogos da primeira fase da Copa das Confederações de 2009. Ao término do torneio, publicaremos os melhores de toda a competição.

A seleção da primeira fase da Copa das Confederações 2009

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Se a memória não me trair – e ela costuma me iludir mais do que pessoa pérfida -, numa entrevista pouco antes da Copa de 1994 Carlos Alberto Parreira afirmou que gol era um “detalhe”. O técnico tetracampeão do mundo levou um vareio de críticas por causa dessa constatação, então considerada uma ode ao retranquismo. Mas não é que tinha razão? Só nesta quarta-feira, houve três jogos decisivos em que a danada da bola na rede fez diferença mastodôntica.

Vou pela ordem cronológica. No começo da noite, no gramado devastado do Estádio Centenário, o Palmeiras sentiu como pesou o golzinho que levou do Nacional, quase no fim do duelo travado três semanas atrás no Parque Antártica. O empate de 1 a 1 em casa e a incapacidade de fazer um golzinho em Montevidéu jogaram o Palestra paulista na vala comum dos desclassificados. Adiós, Libertadores!

Já o Grêmio, no Olímpico,um pouco mais tarde se beneficiou do golzinho marcado contra o Caracas, da homônima cidade venezuelana, na igualdade por 1 a 1. Deixou suas redes intactas, mas saiu de campo com a vaga assegurada para a semifinal continental.

Decisivos também os dois golzinhos que o Corinthians lascou pra cima do Internacional no Pacaembu. A bola levinha colocou toneladas de responsabilidade sobre os ombros gaúchos para o clássico de volta, no dia 1º, no encerramento da Copa do Brasil. O Inter pode tomar como exemplo o Sport, que em 2008 também caiu diante do Corinthians, na primeira parte da final. Mas existe diferença marcante entre esses jogos: os pernambucanos fizeram um golzinho na derrota (3 a 1). O detalhe tão pequeno, como cantaria o rei Roberto, permitiu ao Sport faturar o título com 2 a 0 na volta.

O Inter precisa ganhar por 3 a 0 para ficar com o título no tempo normal. Ou 2 a 0 para empurrar tudo para os pênaltis. Cá entre nós, a primeira hipótese é missão difícil. O Corinthians não perdeu por diferença de 3 golzinhos em nenhum de 110 jogos sob o comando de Mano Menezes. Mérito de sistema defensivo eficiente, com participação equilibrada de zaga e meio-campo. Em segundo lugar, porque tem Ronaldo – o que não é pouco. Aliás, é muito.

O Fenômeno zanzou pelo gramado como quem não queria nada, se fingiu de morto, deu uma voltinha, quase parou para um cafezinho. Em dois lances, quando a zaga do Inter havia esquecido de sua presença letal, deu o ar da graça. Na tentativa inicial, apareceu de repente, na cara do gol e Lauro fez defesa antológica. Na segunda, arrancou depois do Índio, chegou antes, cortou pra dentro e fez o golzinho que lacrou o resultado. Desconcertou o adversário e cumpriu parte da promessa do dia anterior: a de que iria “emagrecer” dois quilos, que em sua linguagem significa marcar duas vezes. “Nunca duvide da palavra de um gordinho”, me disse com conhecimento de causa Paulo Amigão Soares, companheiro do todas as noites na ESPN.

Eis outra diferença gigantesca: o Corinthians tem um definidor acima da média, que desata nós mesmo fora de forma. O Inter não teve, mesmo com o louvável esforço de Taison e Alecsandro. Muito menos teve o Palmeiras, com Keirrison de novo assustado e Obina a desperdiçar duas benditas chances. Depois dizem que Ronaldo (assim como Romário) faz golzinhos fáceis. Fácil pra quem sabe. Quem não sabe, volta pra casa cheio de explicações pro fiasco: a grama irregular, o frio, a torcida rival, o cansaço, o cisco no olho, a gripe, a dor lombar. A bola…

* Esta coluna é publicada todas as sextas-feiras no jornal ‘O Estado de S. Paulo’, na seção ‘Boleiros’

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Quero acreditar que seja uma brincadeira, uma isca. Mas também penso que pode ser inocência. Este quadro abaixo estava na beira do campo do estádio de Rustenburg, na África do Sul, no treino da Nova Zelândia. E mostra o posicionamento e as mudanças do time titular para o decisivo – para eles – jogo contra a África do Sul, nesta quarta.

A escalação e o posicionamento tático da Nova Zelândia

A imagem já rodou o mundo, é de Halden Krog, da EFE. E chegará nas mãos do técnico Joel Santana. O time da esquerda é a seleção neozelandesa, com as mudanças que o técnico Ricki Herbert deve fazer, pois precisa ganhar. E o da direita, amarelo, com seus reservas, seria a África do Sul, com o posicionamento do jogo de estreia na Copa das Confederações. É só ver pelos números dos botões.

Entenda assim o time da África do Sul (sem contar o goleiro): 12 – Modise, 2 – Gaxa, 7 – Davids e 6 – Sibaya; (sem número) – Mashego (na verdade, 21), 9 – Mphela, 3 – Masilela, 10 – Pienaar e 1 – Modise (na verdade, o 12); 8 – Fanteni (18).

E a Nova Zelândia (também sem o goleiro): 1 – Mulligan, 2 – Iuan, 3 – James, 5 – Bertos, 8 – Boyens, 9 – Killen, 10 – Tony, 11 – Simon, 12 – Jeza, (sem número) – Smeltz.

Pela inocência do futebol do time da Nova Zelândia nos 5 a 0 tomados contra a Espanha, não duvidaria que seja uma bobeada. Mas, pelo histórico do futebol, tem a malandragem. Não sei. Ainda acho que tudo é possível e a melhor coisa que essa seleção da Oceania tem é seu uniforme, um dos mais bonitos do mundo – não só o conjunto branco, como a camisa de goleiro, verde, além da histórica camisa da seleção de rúgbi, os “All Blacks”. É aguardar e conferir.

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Acompanhe aqui a cobertura completa das finais da NBA!LOS ANGELES * – Como falei a vocês no primeiro post sobre as finais da NBA, a cidade de Los Angeles parece não se importar com os Lakers, campeões da principal liga de basquete do mundo pela 15.ª vez em 30 finais disputadas.

Voltei para a cidade californiana após o jogo 5, em Orlando, que decretou a vitória da equipe de Phil Jackson e Kobe Bryant. Andei pelas principais ruas, como a famosa Figueroa, e nada de chamativo foi visto pelos meus olhos, a não ser alguns banners no Staples Center, ginásio utilizado pelos Lakers.

Mesmo assim, a prefeitura da cidade espera mais de um milhão de pessoas para a celebração do título, que terá como ponto final do Coliseu, estádio utilizado na Olimpíada de 1984. O temor é que as cenas de vandalismo do último domingo se repitam.

A polícia, no entanto, garante que algo parecido não deverá acontecer, já que gangues (o que não falta por aqui) estariam por trás do vandalismo praticado e não teriam a mesma liberdade para fazer o mesmo numa celebração com início marcado para às 11 horas (horário local).

A falta de “comprometimento” dos fãs dos Lakers tem uma explicação muito plausível. Durante o vôo de Atlanta para Los Angeles, tive uma conversa interessante com alguns cidadãos da cidade dos anjos, e eles disseram que a torcida já está acostumada com títulos e que só mostra o quanto gosta da equipe somente em momentos decisivos. A derrota para os Celtics, na final da temporada passada, também teria sido muito dolorosa e, assim, os torcedores mantiveram suas bandeiras e camisas em casa até ter certeza que os Lakers estariam no topo da NBA mais uma vez.

* Enviado especial do ‘estadao.com.br’ aos Estados Unidos

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A Copa das Confederações começou com Brasil, Itália e Espanha fazendo o que era esperado: vencendo. E vitórias dignas de aplausos.

Imagino que você deve se perguntar ‘como aplaudir a seleção brasileira, que estava empatando por três gols com o Egito depois de ter vantagem no placar?’ Digo que merece o aplauso pelo bom futebol apresentado até então e por ter conseguido vencer mesmo com estes problemas. Achou um pênalti no fim? Pode ser. Mas não se esqueça que se o defensor egípcio não põe a mão na bola esta entrava e era… 4 a 3, do mesmo jeito.

Torcedor aplaude gol na Copa das ConfederaçõesA mesma história vale para a Espanha. Um baile sobre a fraquíssima Nova Zelândia. David Villa é mesmo um grande jogador e Fernando Torres faz gols de categoria. Aplausos efusivos por salvar o domingo depois do horroroso 0 a 0 do jogo de abertura entre África do Sul e Iraque. Péssimo jogo, 90 minutos arrastados.

Os mesmos aplausos vão para a Itália. Ganhou bem dos Estados Unidos por 3 a 1 e tem uma revelação que pode ser aquilo que tanto tem faltado à seleção: um artilheiro. Esse é Rossi, que nem joga mais no país do ‘calcio’, mas sim no Manchester United. É verdade que sofreu, saiu perdendo com um jogador a mais em campo. Mas merece os aplausos pelo bom resultado. A seleção norte-americana é a mesma de sempre. E pode incomodar.

GOL A FAVOR
Zidan, do EgitoZidan, do Egito
. É piada recorrente e não das melhores, mas inevitável. Outro ‘Zidan(e)’ atrapalhou a vida do Brasil (como o craque francês, agora diretor do Real Madrid, que tirou a seleção nacional das Copas de 1998 e 2006).

GOL CONTRA
Joel SantanaJoel Santana e Jairo Leal
(auxiliar) batendo boca com Bora Milutinovic e seu auxiliar no vestiário. Não se sabe o que falaram, mas os boatos de que o brasileiro cairá e o sérvio será seu substituto na África do Sul foram fortes nesta segunda.

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