A rotina de vitórias do Corinthians continua na Série B. A última vítima foi o Bragantino, que levou 2 a 0 no Pacaembu. O alvinegro de Parque São Jorge matematicamente não garantiu o retorno à elite, mas perder a vaga é quase impossível.
O time de Mano Menezes não é um primor. Pelo contrário, possui muitos defeitos. Se estivesse na elite, o Corinthians provavelmente ocuparia uma posição intermediária na tabela.
Mas na Série B não existe rival que chegue aos pés do Corinthians. Por esse motivo Mano já pode dar folga para o elenco, iniciar o planejamento para 2009 e dar oportunidade aos garotos.
O essencial para o Corinthians nesta temporada era formar uma base. E isso foi feito. Agora é reforçar o time para brigar pelos principais títulos de 2009 – e os reforços devem ter qualidade, não “quantidade”.
Por Tercio David
E por falar em Série B, o Corinthians segue galopando rumo à Serie A. A diferença para os rivais é tamanha que não seria de se estranhar se o time garantisse o acesso numa rodada e fosse campeão na seguinte.
São nove pontos, ou três jogos, de vantagem para Vila Nova e Santo André (segundo e terceiro, respectivamente), e 13 pontos sobre o Bragantino (quinto colocado e primeiro fora do G-4), o que só é possível tirar em pelo menos cinco rodadas.
Vale lembrar que faltam apenas 12 rodadas para o final e que o próximo jogo do Corinthians é exatamente contra o Bragantino. Se vencer, o time pode abrir 16 pontos para o eventual adversário direto, que precisaria de sete rodadas para tirar o time de Mano Menezes do G-4.
Ou seja, o Corinthians pode garantir a vaga à Série A exatamente na última rodada de outubro, com um mês de campeonato ainda por ser jogado.
Por Tercio David
Após a rodada deste final de semana, o Palmeiras encostou, praticamente colou, no Grêmio na classificação do Brasileiro. A diferença caiu para apenas um ponto, mas isto não deve mudar o prognóstico – salvo desastres, tanto de um lado, quanto de outro – de que o campeonato deva ser decidido no Palestra Itália, na 34.ª rodada.
Assim como na semana passada, o Grêmio precisa “apenas” empatar com o Palmeiras no confronto direto para manter a diferença e, eventualmente, ganhar o título. Isso se for considerada uma certa paridade de resultados.
Leitor, não tenha o pensamento de que já estou “dando a taça ao Grêmio”. O que quero dizer é que, mantendo a atual conjuntura dos fatos (Palmeiras e Grêmio seguindo com resultados parecidos), a decisão deverá ser no confronto direto.
Quem pode se meter na briga é o Cruzeiro, mas já precisaria contar com o tal “imponderável”. Quatro pontos atrás do líder, precisa torcer contra dois adversários fortes, Grêmio e Palmeiras. Vai ser difícil.
Na parte de baixo da tabela, os quatro últimos trocaram de posição apenas entre si (apenas a Portuguesa venceu). O que também não altera em nada a conjuntura de no ano que vem disputarem a Série B.
Nos últimos 11 dias, aqui mesmo do Brasil, tive a oportunidade de acompanhar a Paraolimpíada de Pequim. Foram madrugadas em claro para poder transmitir ao leitor do estadao.com.br o desempenho dos 188 atletas brasileiros na China.
O Brasil teve um desempenho bom, terminando a disputa na nona colocação, com 47 medalhas no total. É a primeira vez que os brasileiros terminam no top 10. Mas ainda não podemos dizer que nos transformamos numa potência paraolímpica.
Não é apenas conquistar um grande número de medalhas que transformará um país numa potência. Para atingir este patamar, uma nação precisa oferecer, em primeiro lugar, respeito às pessoas com deficiência física.
O Brasil tem evoluído, e muito, neste critério. Porém ainda está longe de tratar os deficientes como eles devidamente merecem. Um exemplo bem prático é a dificuldade que um cadeirante encontra para entrar num ônibus.
Todos os brasileiros que estiveram em Pequim são vencedores. Não apenas os que subiram ao pódio. Cada um deles representa o verdadeiro significado da Paraolimpíada, que não é fazer um deficiente campeão, mas sim mostrar o seu valor como pessoa.
A posição na tabela de classificação foi o de menos em Pequim. O importante foi mostrar que todas as pessoas merecem ser tratadas com respeito, independente de suas limitações, raças, sexo, crenças e origem. Esta é a mensagem da Paraolimpíada.
Por Rafael Vergueiro
A atuação da seleção brasileira diante da Bolívia na noite desta quarta-feira foi decepcionante. O público que deixou de ir ao Engenhão (o estádio não estava lotado, como costuma acontecer nas partidas do Brasil) certamente ficou feliz por não ter perdido tempo e dinheiro para ver mais uma péssima exibição dos comandados de Dunga.
No entanto, é importante ressaltar que o treinador brasileiro tem conseguido feitos históricos desde que assumiu a seleção em 2006. Afinal, qual o técnico brasileiro que no mesmo ano conseguiu perder para a Venezuela e depois empatar em casa com a Bolívia?
É importante dizer que o problema do Brasil não está apenas na falta de vontade dos jogadores. O time não tem um esquema tático definido, joga sem nenhum padrão de jogo e Dunga, que jamais havia exercido a função antes de comandar a seleção, mostra pouco conhecimento para poder reverter este quadro.
Para o torcedor, é cada vez mais claro alguns erros do treinador. Será que alguém acha que esta equipe pode evoluir com uma dupla de volantes formada por Gilberto Silva e Josué? O primeiro não faz uma boa partida pela seleção há muito tempo e o segundo parece ter esquecido o bom futebol quando deixou o São Paulo.
Na lateral-esquerda, é inexplicável a não convocação de Marcelo, um dos únicos jogadores que se destacaram nos Jogos Olímpicos de Pequim. O atleta do Real Madrid está anos-luz na frente de Kléber, Jean Maldonado e companhia.
No último domingo, após a vitória sobre o Chile em Santiago, Robinho escreveu em uma lousa no vestiário para que todos os chilenos pudessem ver: “É preciso respeitar o melhor futebol no mundo”. Algum boliviano mais brincalhão poderia devolver a frase nesta quarta: “É preciso respeitar o pior futebol do mundo”.
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