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Cada vez mais, o Brasileirão vai se afunilando. Agora foi a vez do Cruzeiro desperdiçar a chance de se manter na briga com Grêmio e Palmeiras pelo título. Oito pontos atrás do líder é uma diferença muito grande para ser tirada em menos de um turno.

Se contar o confronto direto, o Cruzeiro poderá descontar a diferença para cinco pontos. Isso significa que o Grêmio teria de perder mais dois jogos para ser superado pelos cruzeirenses. Vale lembrar que o time gaúcho perdeu apenas três jogos nas 23 rodadas disputadas. O número precisa dobrar nas próximas 15.

Quem pode ser beneficiar desta ‘gana’ cruzeirense pode ser o Palmeiras. Cinco pontos atrás do Grêmio, o time alviverde, caso vença o confronto direto contra a equipes gaúcha, poderá ultrapassá-la na classificação, caso o Cruzeiro também vença o seu confronto direto contra os gremistas.

Na ponta de baixo, ficou mais fácil para Santos se livrar do rebaixamento. Embora ainda esteja em penúltimo, agora, a equipe da Vila Belmiro tem os mesmos 23 pontos de Portuguesa, Náutico e Atlético Paranaense e está apenas um atrás do Fluminense, adversário do domingo pós-Eliminatórias (14/09).

No entanto, com um pouco de sorte, o Santo chega neste jogo já fora da zona de rebaixamento. Precisando superar três dos quatro adversários, na quarta o time da Vila pega o Vitória em casa, enquanto Portuguesa e Atlético Paranaense jogam fora de seus domínios. O Fluminense joga no Rio, mas encara o líder Grêmio. O Náutico tem tarefa aparentemente fácil, pois recebe o lanterna Ipatinga.

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24.agosto.2008 20:40:28

O Grêmio balança

A briga pelo título do Campeonato Brasileiro voltou a ficar embolada. O Grêmio, depois de perder para o Flamengo no meio da semana, empatou com o Náutico nos Aflitos por 1 a 1, ficando com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o Palmeiras (45 a 40).

O tricolor gaúcho não oferece ao técnico Celso Roth um banco de reservas com muitas opções. Mas o time titular tem garra e um esquema defensivo difícil de ser ultrapassado – não é por acaso que tem a melhor defesa do Brasileirão, com apenas 15 gols sofridos.

Já o Palmeiras, que não teve problemas para fazer 4 a 2 na Lusa, possui o melhor ataque do Brasileirão ao lado do São Paulo e do próprio Grêmio, todos com 38 gols. O time de Palestra Itália, agora, tem a missão de ganhar fora de casa, o que só aconteceu em duas oportunidades em 11 jogos.

Na terceira posição, com 39 pontos, o Cruzeiro demonstra muita irregularidade. Levou 2 a 0 do Santos, com um futebol que deixa dúvidas quanto à manutenção do clube no G-4 nas próximas rodadas. Da forma que está, o time mineiro deve ser ultrapassado brevemente.

O Botafogo, por sua vez, apresenta uma seqüência de bons resultados impressionante. Sob orientação de Ney Franco, o time estabilizou o sistema defensivo (é a segunda defesa menos vazada, com 20) e tem um ataque que sempre deixa sua marca.

Resta saber se o Botafogo terá fôlego para manter o ritmo até o final. O segundo turno ainda está no começo e muitas equipes que estão num ritmo forte neste momento podem sofrer com o cansaço no final.

Outras equipes que brigam pelo título são: São Paulo (37 pontos), Vitória, Flamengo e Coritiba (todos com 36). Essas equipes, no entanto, precisam engatar uma série de vitórias parecida com a do Botafogo se quiserem levar o caneco.

O Brasileirão 2008 esta se mostrando o mais equilibrado desde que o sistema de pontos corridos passou a ser adotado. Hoje temos oito equipes com chances de levantar o caneco. Acredito que, nas últimas rodadas, pelo menos três delas continuarão na briga.

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Dunga fracassou. Em Pequim, o técnico mostrou que não tem condições de comandar o Brasil na Copa do Mundo de 2010. A seleção apresentou um futebol apático, cheio de ‘frescuras’. Reflexo de um treinador que se submeteu aos “mandos e desmandos” de Ricardo Teixeira, que empurrou Ronaldinho Gaúcho goela abaixo.

Nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa, o Brasil ocupa a modesta quinta posição. Muito pouco para um País que tem jogadores de qualidade acima dos rivais. Ou será que a seleção chilena, quarta colocado, possui um time superior aos brasileiros?

A questão que fica é a seguinte. Se Dunga cair, quem deve assumir a seleção? Ricardo Teixeira vai querer alguém de “sua confiança”. Vanderlei Luxemburgo tem os seus problemas, mas pelo menos sabe organizar um time em campo. Muricy Ramalho, outro bom nome, não faz o “tipo” do presidente da CBF.

Aconteça o que acontecer, o futuro da seleção precisa ser definido rapidamente. Do contrário, corremos o sério risco de ficar fora do Mundial na África do Sul. Essa história de que “o Brasil nunca vai ficar fora da Copa” não existe. Se brincar com fogo, a seleção brasileira se queimará. E Ricardo Teixeira está com uma caixa de fósforos na mão.

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Por Tercio David

O São Paulo praticamente deu adeus à luta pelo título neste domingo, ao perder para o líder Grêmio. O resultado deixou o time do Morumbi 11 pontos atrás do rival gaúcho e fora do G-4 (o Botafogo assumiu o quarto lugar).

Não parece muita coisa essa diferença de 11 pontos, principalmente se for considerado que mal passamos da metade do campeonato. Mas isto quer dizer que o Grêmio precisa perder quatro jogos a mais que o São Paulo – admitindo-se que a equipe do Morumbi ganhe nestas quatro rodadas -, para que seja superado na classificação pelo rival paulista.

Para se ter uma idéia de como isto vai ser difícil, vale lembrar, o time do Olímpico perdeu apenas dois jogos no Brasileirão até o momento – foi a equipe que menos perdeu no torneio.

Aliás, o Grêmio tem dois jogos decisivos para praticamente garantir o título, contra o Cruzeiro (39 pontos), dia 29 de outubro, no Mineirão, e contra o Palmeiras (37), dia 9 de novembro.

Vencendo os respectivos atuais segundo e terceiro colocados no campeonato, o Grêmio deverá garantir pontuação necessária para ser campeão até com algumas rodadas de antecedência, pelo menos duas, seguindo este pensamento.

O Palmeiras esteve muito perto de também ficar praticamente fora da briga neste domingo, caso não tivesse conseguido vencer o Coritiba. O time do Palestra Itália chegaria apenas a 35 pontos, caso não tivesse ganho, contra 44 do Grêmio. Ou seja, nove pontos. Muito para tirar em um confronto direto e mais dois jogos.

Já o Santos, no lado de baixo da tabela, deu mostras que dificilmente deverá escapar do rebaixamento. Deixou escapar uma vitória praticamente certa, em casa, diante de um Flamengo apático, que pouco criou.

Agora resta ao Santos disputar um campeonato particular contra Fluminense, Náutico, Ipatinga – os outros três na zona de rebaixamento – e mais Portuguesa e Vasco – adversários mais próximos da área da degola.

A missão é difícil. Contra os adversários virtualmente rebaixados, o Santos (18 pontos) encara (na última rodada!) Náutico (21 pontos) e Fluminense (19) em casa e o Ipatinga, já nesta semana, fora.

Vencendo esses três jogos, o time ainda precisa derrotar Vasco (22), fora de casa, ou Portuguesa (22), na Vila Belmiro para se livrar. Se conseguir, missão cumprida. Xô rebaixamento! Se não, que venha a Série B.

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Um discurso há tempos consagrado é que a profissionalização é fundamental para o sucesso no esporte, seja em que modalidade for. Não são poucas as ocasiões em que atletas, treinadores e dirigentes de clubes e federações costumam lustrar suas declarações em entrevistas, artigos e palestras de motivação generosamente remuneradas com exaltação ao profissionalismo. Na maioria das vezes não passa de discurso vazio.

A eliminação de Larissa e Ana Paula do torneio olímpico de vôlei de praia é a mais recente demonstração que a distância entre o discurso e a prática é tão grande quanto os milhares de quilômetros que separam Brasil e China.

A essa altura qualquer um que acompanhou minimamente o noticiário olímpico sabe da história da dupla, formada às pressas na véspera do início dos Jogos, após Juliana, a parceira original de Larissa, jogar a toalha – já em Pequim – e admitir não ter condições de disputar a competição.

Seria uma história louvável, se a lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito de Juliana tivesse acontecido nos últimos dias antes dos Jogos, quando as duas – atuais campeãs mundiais – já treinavam em areias chinesas. Mas como todo mundo também já está cansado de saber, a lesão aconteceu em 18 de junho, 51 dias antes da estréia da dupla em Pequim.

Apesar de qualquer peladeiro de futebol que joga com a turma de amigos saber que uma lesão desse tipo – freqüente em atividades esportivas – demanda um longo tempo de recuperação, a comissão técnica e a Confederação Brasileira de Vôlei optou por tentar um processo de recuperação em tempo recorde de Juliana. A cirurgia, considerada mais eficaz para casos de atletas profissionais, significaria o corte da jogadora, pois a recuperação exige um longo período de tratamento pós-operatório.

Contrariando as recomendações médicas usuais de repouso e não se praticar atividades esportivas de alto nível no período de recuperação, insistiram na recuperação por tratamento fisioterápico, que é recomendado a quem não exerce atividades esportivas regurares.

“… A prática do esporte com um joelho instável (na presença de uma ruptura do LCA) é desaconselhada. O tratamento conservador (não cirúrgico) tem seu lugar para pacientes mais idosos sem ambição de praticar esportes. …”

“… Os esportes de contato (futebol, rugby, handbol, etc.) são praticados de 6 a 9 meses após a cirurgia …”

“… Aos esportistas que apresentam uma lesão do ligamento cruzado anterior e queiram continuar a praticar esportes de contato pivô, é indicada a reconstrução cirúrgica do LCA: a prática esportiva sem o LCA, pode levar a uma lesão meniscal e desgaste cartilaginoso, acelerando o aparecimento de artrose …” (www.orthopedie.com)

“… O tratamento conservador deve ser considerado para aqueles que apresentem lesão isolada do LCA total ou parcial de bainha fechada e que se proponham a modificar suas atividades esportivas passando a evitar esportes que facilitem o surgimento de dor , edema e falseios …”

“… É sabido que todas as atividades esportivas que envolvem saltos, giros, mudanças bruscas de direção e velocidade levam grande stress ao joelho com deficiência de LCA, proporcionando com isso chances de aparecimento dos falseios de repetição. A mudança de hábitos esportivos competitivos ou não , é talvez o fator mais importante no bom resultado do tratamento conservador da lesão de LCA. Deve-se estimular a pratica de atividades esportivas de baixo risco para o joelho …”

“… A prática rotineira e segura destas modalidades não agressivas ao joelho, associada a uma atividade diária e profissional sem grande demanda da articulação, levará certamente a manutenção das condições musculares e proprioceptivas ideais adquiridas com o tratamento conservador …”

“… Pacientes capazes de mudar seus hábitos esportivos, que não desempenham atividades profissionais de risco para o joelho ou aqueles que não apresentam episódios de dor, edema e falseios nas atividades de vida diária, são candidatos ao método apresentado, reforçando o conceito que existe um lugar para o tratamento conservador das lesões do LCA …” (www.grupodojoelho.com.br)

Embora seja possível entender o empenho de Juliana em tentar se recuperar velozmente, o que só a dignifica, não dá para aceitar a postura que técnicos, médicos e dirigentes – os profissionais que deveriam orientar e cuidar da atleta – tiveram nesse caso. (Já de volta ao Brasil, Juliana foi operada na última quinta-feira. Segundo os médicos, a cirurgia foi um sucesso.)

Além de tomarem uma decisão que pode causar danos maiores ao corpo da jogadora, impediram que Larissa tivesse pelo menos 45 dias de treino para se entrosar com uma nova parceira de alto nível, como é Ana Paula, apesar das diferenças pessoais que as duas admitiram ter e que tentaram superar na luta por uma medalha.

Ao não cortar Juliana logo após o diagnóstico da lesão, os dirigentes da Confederação Brasileira de Vôlei mostraram que o profissionalismo passou longe desse caso. E tiraram de Larissa, Ana Paula e do Brasil uma boa chance de medalha.

PS.: Registre-se também que a maior parte da imprensa não cumpriu o seu papel de informar corretamente qual era a real situação de Juliana. Na TV, principalmente, as matérias eram sempre emotivas, naquele tom de exaltação a uma guerreira que luta contra o próprio corpo por uma medalha.

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Por Ana Freitas - estadao.com.br

Lembra dos Chuck Norris Facts, aquela lista de afirmações mirabolantes que destacavam as infinitas qualidades do ator? Os Chuck Norris Facts desencadearam uma série de listas semelhantes para grandes ícones da cultura pop – entraram na brincadeira Sílvio Santos e até o Capitão Nascimento.

A mais nova vítima da brincadeira é o nadador-fenômeno Michael Phelps.

Veja alguns Michael Phelps Facts:

- Certa vez, Michael Phelps nadava pelo Atlântico quando encontrou algumas sereias. Elas achavam que ele não passava de uma lenda.

- Michael Phelps não nada tão bem quanto os golfinhos. Na verdade, os golfinhos é que nadam como Michael Phelps.

- Se você buscar no Google pelos termos ‘quem pode vencer Michael Phelps’, não retornará nenhum resultado.

- O plano de John McCain para pagar a dívida norte-americana inclui usar como pagamento algumas das medalhas de ouro de Phelps.

- O tridente de Poseidon serve, na realidade, para protegê-lo de Michael Phelps.

Veja outros ‘facts’ no Michael Phelps Facts

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Para os leitores do estadao.com.br, o Grêmio conseguirá manter o desempenho no segundo turno e conquistará o título do Campeonato Brasileiro 2008. Em enquete realizada pelo portal, 55% dos internautas (326 votos) acreditam no sucesso do time gaúcho.

Já 45% dos leitores (269 votos) acham que o Grêmio não tem um elenco forte para manter o rendimento.

No primeiro turno, o Grêmio, de Celso Roth, terminou com 41 pontos, cinco a mais do que o segundo colocado, o Cruzeiro.

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Por Tercio David

A rodada do Brasileirão deste final de semana não foi lá muito boa para os times considerados grandes em São Paulo. Apenas São Paulo e Portuguesa, ambos jogando em casa, venceram seus jogos, curiosamente pelo mesmo placar: 2 a 1. Santos, Palmeiras e Corinthians – contando a Série B – perderam. Curiosamente todos jogaram fora de casa.

Destes, o pior resultado foi o do Santos, que poderia ter deixado a zona de rebaixamento, caso tivesse vencido o fraco Náutico, que não ganhava há oito jogos. O resultado manteve o time em penúltimo, três pontos atrás do Atlético Paranaense, o último eventualmente salvo. No frigir dos ovos do campeonato, o Santos foi o grande perdedor da rodada, entre os paulistas.

Ao perder para o Botafogo, o Palmeiras fez um grande favor ao Grêmio. O time gaúcho lidera o campeonato com 41 pontos e poderia terminar a rodada com a equipe do Palestra Itália no seu encalço. No entanto, a equipe alviverde segue com 34 pontos, em terceiro, já com o São Paulo no retrovisor, com 33.

Na Série B, o Corinthians começa a complicar um campeonato que estava fácil. Ao perder para o Vila Nova, o time se colocou em condições de perder a liderança para o Avaí, em um confronto direto neste terça-feira, em Florianópolis.

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O Palmeiras ganhou com sobras nesta quinta-feira do Vitória por 3 a 0 no Palestra Itália. Não fosse a péssima pontaria de Diego Souza, e o clube poderia deixar o gramado com cinco ou seis no placar.

Diferentemente do Grêmio, o Palmeiras possui um elenco forte, com muitas opções no banco de reservas. Além disso, Jumar, Sandro Silva e Jéci se firmaram e mostraram qualidade.

O futebol contra o Vitória ainda não foi de time campeão. Mas o clube de Palestra Itália tem tudo para superar Grêmio e Cruzeiro no segundo turno. Além de um banco forte, tem Vanderlei Luxemburgo no comando, que é “macaco velho.”

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Nem o mais pessimista dos santistas poderia imaginar que o clube perderia para o Atlético Mineiro depois de abrir dois gols de vantagem na Vila Belmiro – levou 3 a 2. E quem é o culpado? O técnico Cuca?

Ninguém pode negar que o treinador é “boa gente” e tem “carisma”. Porém, ele passa muita insegurança em momentos decisivos.

E é justamente de segurança que o Santos precisa neste momento. A saída de Cuca, na minha visão, é benéfica.

Mas uma coisa precisa ser dita: o clube só conseguirá se livrar da zona de rebaixamento se contratar alguém competente. Um “Geninho” da vida não resolverá o problema.

JÁ O FLU
Não esperava que o Fluminense conseguisse reagir contra o São Paulo. Mas com todos os méritos, o clube fez uma bela apresentação no segundo tempo e ganhou por 3 a 1. Que o tricolor se acerte e enterre definitivamente o fantasma do rebaixamento. O clube não merece cair, pois existem outros muitos piores como Portuguesa, Náutico, Vasco, Ipatinga…

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