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18.dezembro.2008 19:16:56

Na telinha do Paulistão 2009

Logomarca da FPFA Federação Paulista de Futebol divulgou os horários e datas do Paulistão 2009 e deixou bem claro: o que importa é o pedido da televisão, e não a presença de torcedores nos estádios. Exemplo: teremos, logo na primeira rodada, um Guarani x Portuguesa às 21h30, com SporTV. Será que você, torcedor, sairia de sua casa em Campinas para chegar no mínimo à meia-noite em sua casa – se morar por lá – para assistir ao jogo, com todas as dificuldades que envolvem o retorno – poucos ônibus circulando, etc -?

O fato de não coincidir com horários de times grandes e ter o jogo com transmissão da TV sempre é louvável. O que não passar na TV aberta, por sinal, terá transmissão via pay-per-view. Para quem gosta de futebol, é um prato mais que cheio. Não faltará jogo na TV. Agora, se você pretende ir ao estádio, é bom analisar a tabela – que você encontra com todos os detalhes clicando aqui.

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Fazia tempo que a contratação de um jogador não causava tanta repercussão no futebol brasileiro. Nem a chegada de Adriano, que ficou emprestado ao São Paulo pela Inter de Milão no primeiro semestre deste ano, foi tão comentada como a ida de Ronaldo para o Corinthians.

Nesta sexta-feira, uma verdadeira festa tomou conta do Parque São Jorge na apresentação do craque. Parecia que o Fenômeno estava prestes a colocar as chuteiras e jogar. Os corintianos cantaram as conhecidas músicas que ficaram famosas principalmente nas duas últimas temporadas e ainda inventaram novas para saudar o atacante.

Agora, já devidamente integrado ao grupo e sabedor da força da torcida, Ronaldo terá que provar dentro da campo que foi um bom investimento. Se o Fenômeno não se apresentar bem, os torcedores certamente não se contentarão com o discurso da diretoria de que a contratação do jogador foi um belo golpe de marketing e gerará muitos recursos para o clube.

Ronaldo, que não joga uma partida oficial desde fevereiro, quando sofreu grave lesão no Milan, promete entrar rapidamente em forma (quem o viu nesta sexta percebeu que ainda é necessário perder alguns quilos) e estar à disposição do técnico Mano Menezes já em janeiro. A estréia do Corinthians no Campeonato Paulista é em 21 de janeiro contra o Barueri, mas antes o time pode fazer um amistoso contra o Boca Juniors justamente para estrear o Fenômeno.

O fato é que Ronaldo é assunto até antes de entrar em campo. Com o término do Campeonato Brasileiro, a contratação do atacante pelo Corinthians tomou conta das manchetes de todos os jornais esportivos do Brasil e até de parte do mundo. E o alvoroço deve persistir até o dia em que o atleta deixar o alvinegro. Por enquanto, a torcida espera que esta data esteja bem distante.

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O acerto do atacante Ronaldo com o Corinthians é uma grande jogada de marketing. Ao ser apresentado, as camisas 9 – que foi de Moraes este ano por estar vaga – vão vender como água. Nos primeiros jogos com o Fenômeno, então, casa cheia. Tudo associado ao bom final de ano que teve com o retorno à Série A. Se vai dar certo? É aguardar. Pelo menos dinheiro entrará.

PS – Acrescento a opinião de Roberto Bascchera, editor de Primeira Página de ‘O Estado de S. Paulo’:
Que a contratação de Ronaldo é uma grande jogada de marketing, não resta dúvida. Se o Fenômeno, técnica e fisicamente, vai corresponder às expectativas, não se sabe. Por sua história e seu carisma, Ronaldo tem tudo para se transformar num ídolo no clube. O grande desafio da diretoria, de Mano Menezes e do próprio Ronaldo no Corinthians, no entanto, será manter a harmonia no elenco que levou o time a subir para a série A do Brasileirão. Se vaidades não se impuserem, o ano pode ser fenomenal.

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08.dezembro.2008 22:01:30

A culpa é da secretária

Ernesto Rodrigues/AE
Marco Polo Del Nero durante entrevista na Federação Paulista

O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, revelou que soube através de uma conversa entre secretárias de uma suposta tentativa de um funcionário do São Paulo de enviar um envelope para o árbitro Wagner Tardelli, que apitaria o jogo do clube diante do Goiás, no último domingo.

Del Nero comunicou o fato à CBF e Tardelli acabou afastado da partida. Os dirigentes do tricolor ficaram irritados e afirmaram que o presidente da FPF tem inveja do clube, campeão por três anos seguidos do Brasileirão.

O conteúdo do envelope que teria saído do São Paulo, até agora, ninguém sabe – nem Del Nero. E dificilmente deve aparecer, apesar da apuração que será feita pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Del Nero acertou ao revelar à CBF e ao Ministério Público o teor da conversa de sua secretária, Lilian, com uma secretária do São Paulo (não identificada). Qualquer suspeita de suborno deve ser combatida – nem precisamos lembrar o caos que se tornou o Brasileirão com a Máfia do Apito há alguns anos.

Sobre punição, o São Paulo dificilmente será penalizado, uma vez que, até o momento, tudo está no “suposto”, ou seja, não existe prova.

Nos próximos dias, trocas de farpas entre FPF e São Paulo devem prosseguir, como uma briga de duas crianças mimadas. No final, tudo será esquecido e a conta sobrará para as secretárias. Ou alguém acredita que o São Paulo será punido ou a FPF penalizada por criar “tumulto”?

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Celso Junior/AE
O principal responsável pelo sexto título do São Paulo tem nome e sobrenome: Muricy Ramalho. Mesmo com uma temporada marcada por equívocos da diretoria e a falta de reforços, o treinador conseguiu faturar o seu terceiro título brasileiro seguido, igualando o feito de Rubens Minelli.

Muricy tornou-se um grande bicho-papão dos pontos corridos. De longe, é o melhor técnico que o futebol brasileiro possui para formar elencos para campeonatos do gênero, deixando até mesmo o badalado Vanderlei Luxemburgo para trás.

O segredo do treinador é o trabalho, como ele mesmo prega. Muricy não é do tipo que utiliza as expressões “eu ganhei”, “nós empatamos”, e “vocês perderam”. Humilde, o técnico ainda chegou a dizer que o sucesso do São Paulo era fruto dos jogadores.

Numa comparação com Telê Santana, Muricy disse que não poderia se igualar ao ex-treinador, seu “mestre”. E de fato ele tem razão. Telê marcou época no comando do São Paulo, com seu estilo “rabugento, trabalhador e vitorioso”.

Muricy, ainda que tenha alguns “trejeitos” de Telê, possui seu próprio estilo. E se o homem que comanda a CBF tivesse critério, o treinador do São Paulo seria o nome apropriado para treinar a seleção brasileira. Que Dunga me desculpe, mas Muricy é muito melhor…

Com toda justiça, o título do Brasileirão fica novamente nas mãos de Muricy. Um dito popular diz que “treinador não ganha jogo nem campeonato”. E Muricy provou neste domingo que esta frase está literalmente errada.

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Nem o mais pessimista dos são-paulinos esperava que a decisão do título ficasse para a última rodada do Campeonato Brasileiro. Com o empate diante do Fluminense e a vitória do Grêmio sobre o Ipatinga por 4 a 1, o tricolor paulista agora precisará arrancar um ponto diante do Goiás no Estádio Bezerrão, no Distrito Federal, para se tornar hexacampeão.

Mas qual foi o principal problema para que o São Paulo tropeçasse diante de sua torcida no Morumbi. A equipe teria sido vítima do oba-oba? Para o coordenador Branco, do Fluminense, o tricolor paulista entrou empolgado em campo e acabou pagando o preço pela ansiedade.

Durante os treinamentos, Muricy Ramalho tentou evitar o clima do “já ganhou”. No entanto, no trabalho de sábado, o último antes da partida contra o Fluminense, dezenas de torcedores compareceram ao CT e “festejaram” antecipadamente a conquista do título.

A movimentação de conselheiros e amigos de dirigentes no CT do clube também foi grande na última semana.

De fato, o São Paulo não fez uma boa apresentação diante do Fluminense. Dagoberto, por exemplo, teve uma atuação ridícula. Agora, afirmar que o oba-oba prejudicou o São Paulo é precipitado.

Muricy Ramalho, que completou 53 anos neste domingo, sabe mais do que ninguém como conter a euforia dos jogadores. É verdade que desta vez ele não obteve sucesso e o time terminou a partida contra o Fluminense afobado, cometendo erros que não aconteceram nos últimos jogos.

Agora, para a partida no Bezerrão, o São Paulo continua sendo o favorito – o time não perde há 17 partidas. O Goiás, no entanto, pode entrar motivado por “incentivos” dos rivais. O Grêmio, por sua vez, não deve ter problemas para passar pelo Atlético Mineiro, a não ser que os mineiros também ganhem “uma mala branca”.

A única certeza do Brasileirão 2008 é que ninguém pode comemorar antes do apito final. O campeão só deve ser conhecido após o encerramento da rodada. Ou alguém se atreve a afirmar quem será campeão?

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Arquivo/AE Arquivo/AE Arquivo/AE Arquivo/AE
A galeria de campeões da F-1 do Brasil teria o bicampeão Fittipaldi, perderia Piquet, ganharia um Ayrton Senna tetra e acrescentaria Felipe Massa (fotos: Arquivo/AE)

A mudança no sistema de classificação do Mundial de pilotos da Fórmula 1 proposta pelo chefão Bernie Ecclestone, onde o que passaria a valer são as vitórias, transformariam a história da competição se fossem aplicadas desde o começo. Alguns ganhariam títulos – como Ayrton Senna, que seria tetracampeão, e Felipe Massa -, mas outros perderiam títulos, como Nelson Piquet, que perderia os três títulos que conquistou nos anos 80.

Entre os brasileiros a situação não mudaria apenas para Emerson Fittipaldi, que continuaria com seus dois títulos mundiais, pois nos anos em que foi campeão teve vantagem (5 vitórias em 1972 e 3 vitórias e 2 segundos lugares em 1974).

Já para Piquet, a situação se complicaria porque ele foi campeão do mundo graças à regularidade. Em 1983 e 1987, teve menos vitórias que os vices Alain Prost e Nigel Mansell. Em 1981, o francês levaria o título por ter um segundo lugar a mais. Prost, por outro lado, perderia o título de 1989 para Senna, que chegaria a quatro entre 1989 e 1991. Depois disso, aliás, a única mudança seria neste ano, com o título sendo de Massa, ao invés de Lewis Hamilton.

As mudanças entre os campeões traria algumas justiças, como um título para o inglês Stirling Moss, quatro vezes vice-campeão nos anos 50 (seria campeão em 1958). Convém lembrar, porém, que se a disputa fosse de outra forma, muitos pilotos não teriam disputado as corridas em busca de segundo, terceiro, quarto lugares e assim sucessivamente nas decisões de título, já que a motivação seria outra.

OS CAMPEONATOS QUE TERIAM NOVOS CAMPEÕES:
1958 – Mike Hawthorn perde para Stirling Moss
1964 – John Surtees perde para Jim Clark
1977 – Niki Lauda perde para Mario Andretti
1979 – Jody Scheckter perde para Alan Jones
1981 – Nelson Piquet perde para Alain Prost
1982 – Keke Rosberg perde para John Watson
1983 – Nelson Piquet perde para Alain Prost
1984 – Niki Lauda perde Alain Prost
1986 – Alain Prost perde para Nigel Mansell
1987 – Nelson Piquet perde para Nigel Mansell
1989 – Alain Prost perde para Ayrton Senna
2008 – Lewis Hamilton perde para Felipe Massa

Para mais detalhes, veja artigo na Austosport

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Chega a reta final do Campeonato Brasileiro e o assunto é o mesmo: “mala branca”. O incentivo extra, geralmente em dinheiro, é dado aos clubes que não possuem mais “nenhum interesse” na competição. O objetivo é que essa “ajudinha financeira” se transforme numa “ajudinha na tabela” para as equipes que lutam pelo título, pela vaga na Libertadores ou contra o rebaixamento.

Renato Gaúcho, técnico do Vasco, defendeu abertamente o pagamento da mala branca para que o Atlético Paranaense derrote o Náutico neste domingo e, assim, ajude a equipe de São Januário. “Não tem nada de errado dar um incentivo para um time derrotar o outro”, defendeu o treinador.

Ilegal? Não, a prática não é ilegal. Imoral? Sim, ela vai contra a ética e revela uma cultura podre do futebol. Afinal, jogadores que ganham um salário de R$ 50 mil por mês precisam de incentivo para se dedicar em campo, visto que muitos profissionais que tem curso superior, mestrado e doutorado não ganham nem 10% do valor?

O Atlético Paranaense luta contra o rebaixamento e, naturalmente, deve se empenhar na partida contra o Náutico. Agora, de que adiantará uma vitória dos paranaenses se o Vasco não cumprir seu papel diante do Coritiba neste domingo, no Couto Pereira?

O mesmo se aplica à equipe do Grêmio. Depois da derrota para o Vitória e a quase certa perda do título para o São Paulo, os dirigentes gaúchos já cogitam a mala branca para que o clube garanta uma das quatro vagas na Copa Libertadores. O reflexo disso é que o próprio Grêmio não confia no seu potencial. E olha que o adversário dos gaúchos é o Ipatinga.

A prática de incentivar outros times, que também existe no futebol de outros países, se transformou num repertório quase que permanente das grandes disputas no Brasil. A mala branca nada mais é do que o preço da incompetência dos dirigentes nas equipes. Se o trabalho fosse bem feito, isso sequer seria comentado.

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23.novembro.2008 22:49:29

São Paulo: O Lyon brasileiro?

Muricy vibra com vitória do São Paulo sobre o Vasco em São Januário Após a rodada deste domingo, fica difícil encontrar algum fator que possa tirar o título do Campeonato Brasileiro do São Paulo. Apenas um verdadeiro desastre, daqueles que entrariam para a história, deixaria a taça nas mãos do Grêmio.

Com a conquista, o time do Morumbi se tornará o primeiro clube a faturar o Brasileirão por três vezes consecutivas. Além disso, alcançará o hexacampeonato e se isolará como o maior campeão de todos os tempos, pois atualmente divide este posto o Flamengo, que também tem cinco títulos.

A hegemonia são-paulina na competição não deixa de ser surpreendente, já que nós brasileiros costumamos afirmar que o nosso campeonato nacional é o mais equilibrado do mundo. A verdade é que, apesar de não apresentar um futebol que encante os mais apaixonados pelo esporte, como clube o São Paulo tem sido muito eficiente nos últimos anos e deve servir de modelo para os seus adversários.

Se os demais grandes times do Brasil não se cuidarem, podemos viver uma situação parecida com a do Campeonato Francês, em que o Lyon é o atual heptacampeão e ainda lidera a competição na temporada 2008/2009, com cinco pontos de vantagem para o vice-líder.

LIBERTADORES
Com a briga pelo título praticamente decidida, resta saber quem se juntará a São Paulo e Sport Recife como representantes do Brasil na próxima Libertadores. Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo brigam pelas últimas três vagas.

O time de Porto Alegre, apesar da irregularidade no segundo turno, não deve ter grandes dificuldades para garantir a vaga, pois além de ter mais pontos do que os concorrentes tem os dois adversários (Ipatinga e Atlético-MG) teoricamente mais tranqüilos.

O Flamengo, que tem um ponto a menos do que Palmeiras e Cruzeiro, pega Goiás e Atlético-PR. O alviverde paulista encara Vitória e Botafogo e o Cruzeiro joga contra Internacional e Portuguesa.

Na teoria, as vagas ficariam com paulistas e mineiros, times mais regulares e que tem adversários ou desinteressados na competição ou pouco qualificados. Mas, em um campeonato que tem apresentado tantas alternâncias, não seria surpreendente ver os cariocas na Libertadores 2009.

TRISTEZA
Já Luxemburgo não está contente com a sua situação no Palmeiras. Ele ainda não engoliu a agressão que sofreu da torcida no aeroporto de Congonhas e não descarta inclusive deixar o clube após o término do Brasileirão.

O treinador, que há algumas rodadas era cotado até para substituir Dunga na seleção brasileira, vive hoje um inferno astral e está talvez na fase mais complicada de sua carreira. Caso o Palmeiras não conquiste sequer a vaga na Libertadores, Luxemburgo será visto como um técnico decadente no cenário nacional.

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Faltam três rodadas para o final do Campeonato Brasileiro e a disputa do título praticamente se concentra em dois clubes: São Paulo e Grêmio. Ambos fizeram a lição de casa neste domingo ao derrotarem Figueirense (3 a 1) e Coritiba (2 a 1), respectivamente.

O São Paulo, do ótimo Muricy Ramalho, tem a melhor campanha do segundo turno, com 35 pontos. O Grêmio, do tão criticado Celso Roth, somou 25.

O embalo do São Paulo parece ser maior do que o dos gremistas. No entanto, a tabela do clube do Morumbi nesta reta final é ingrata: Vasco (fora), Fluminense (casa) e Goiás (fora).

O Grêmio, por sua vez, tem um caminho aparentemente mais fácil: Vitória (fora), Ipatinga (fora) e Atlético Mineiro (casa).

Independente de quem levar o título, os trabalhos de Muricy e Roth merecem elogios. O primeiro técnico, acostumado às conquistas, mostrou que sabe “tirar leite de pedra”. O segundo, com menos títulos e prestígio, apresentou “caráter e uma ótima tática defensiva.”

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