Corinthians e Flamengo fazem neste domingo o clássico mais popular do futebol brasileiro. E já que a bola das duas equipes não anda ajudando muito, a Nike resolveu dar uma força para que os torcedores se animem: as duas equipes vão a campo com novos modelos de uniformes, que remetem a tempos mais gloriosos que os atuais.
A nova camisa do Corinthians, por exemplo, deixa os detalhes para trás. É inteira branca, inclusive na gola e nos punhos, e remete tanto à Democracia Corintiana, que, liderada por Sócrates e Casagrande, conquistou o bicampeonato paulista em 1982 e 1983, quanto ao título paulista de 1977, quando o time acabou com o jejum de 22 anos sem títulos. Na gola, uma inscrição traz os dizeres “Corinthians minha vida”, trecho de um famoso grito de guerra da torcida.
No caso do Flamengo, a inspiração é no modelo rubro-negro de listras grossas, usado na conquista da Libertadores de 1981, quando o time de Zico e Nunes bateu o Cobreloa, do Chile. No mesmo ano o time seria campeão mundial interclubes, com a camisa branca com detalhes em vermelho e preto nas mangas – que também é “revisitada” na nova coleção. A inscrição na gola foi retirada do hino do clube: “Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer”.
“Nosso objetivo foi desenvolver uniformes que ajudem no desempenho dos atletas e, ao mesmo tempo, presentear as torcidas com uma camisa inspirada em momentos tão importantes”, afirma Cristian Corsi, presidente da Nike do Brasil. As camisas de jogo custam R$ 140 e R$ 150 (a versão com número nas costas). Haverá também versões populares, com design semelhante mas com um tecido mais simples. O objetivo é combater a pirataria, mas o preço ainda é bem salgado: R$ 80.
O futebol feminino praticado pelas brasileiras enfim está com cara de vencedor e tem tudo para se tornar, definitivamente, o melhor do mundo. A conquista da medalha de ouro no Pan-Americano do Rio é, talvez, “a cereja no bolo” que elas tanto precisavam para que a modalidade enfim se desenvolva aqui no Brasil.
O nível técnico é bastante diferente do praticado pelos homens (jogo mais forte e mais rápido), mas é bom de se ver, quando se enfrentam times bons, como foi o caso das finais deste Pan e dos jogos decisivos do Mundial anterior (o próximo vem aí em setembro, na China).
Para se consolidar aqui no País é preciso investimentos, dedicação, trabalho. E um líder. É isso o que o futebol feminino ainda não tem, por isso não consegue emplacar. O mais próximo disso é Marta, que exibe uma categoria que muito marmanjo sonha e jamais terá em campo.
Mas, a meio-campista ainda é atleta, pode até vir a ser dirigente – se quiser, terá moral… Só que é cedo para pensar nisso. Ainda precisamos e queremos muito vê-la em campo. De preferência, aqui no Brasil. Num campeonato organizado, para que apareçam e se desenvolvam outras vencedoras como ela.
A punição do atacante botafoguense Dodô na noite desta terça-feira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) é correta. Tudo bem que ele tenha uma defesa consistente (a explicação das pílulas contaminadas com a substância dopante é boa), mas é preciso manter a ordem.
Foi assim em boa parte dos casos anteriores e o jogador só volta em novembro oficialmente, mas a pena deve ser reduzida em breve (o que é comum nestes casos). Fica a dúvida de como o Botafogo reagirá ao problema. Será que cai na classificação ou consegue se manter? Dos jogos que vi, Dodô vai fazer muita falta.
Meus caros. O Flamengo não pode tropeçar de novo nas próximas duas ou três rodadas do Campeonato Brasileiro. Caso contrário, a possibilidade de rebaixamento vai atordoar todo mundo na sede do clube, na Gávea. Pelo início de Brasileiro, parece que o Rubro-Negro carioca vai viver mais um ano de sofrimento. A última derrota, para o Paraná, acendeu o sinal de alerta. Não acho impossível a queda do Flamengo; o time é irregular e a saída recente de Renato piorou a situação. Vamos ver se as coisas melhoram com a chegada de Roger.
Cada vez se confirma mais o favoritismo do Botafogo no Brasileiro. Mesmo quando o time derrapa, como ocorreu no último jogo com o Santos, não dá para ignorar que a equipe carioca abriu cinco pontos sobre os demais, até agora, por ter um futebol mais competitivo e vistoso. Aliás, o Botafogo vence jogando bonito. E o mais bonito no futebol é vencer com exibição. E o time do Botafogo ainda conta com a irregularidade dos outros. O São Paulo não se encontrou. O Palmeiras é uma incógnita. O Timão não decolou. O Santos está longe de ser o Santos de três, quatro, cinco anos atrás. No Rio, o Fluminense acerta uma, erra outra. O Vasco tem um time limitado, assim como o Flamengo. Grêmio, Inter, Cruzeiro e Atlético-MG não empolgam. Coma volta de Dodô, se for liberado pela Justiça, o Botafogo vai ficar mais forte ainda.
A vitória do Brasil surpreendeu meio mundo – eu me incluo nessa lista. Foi uma vitória maiúscula e mais saborosa por ter sido exatamente contra a Argentina. Na tribuna de imprensa do estádio de Zulia, jornalistas argentinos choravam. Na arquibancada, torcedores argentinos choravam. Em campo, Messi e Mascherano choravam. Todos deixaram o local desolados. Parabéns a Dunga. A vitória foi incontestável. Tomara agora que Dunga tenha humildade para convocar Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Eles não podem ficar fora do time nas eliminatórias.
Repare no lado esquerdo da foto abaixo. É o presidente Ricardo Teixeira, da CBF, no momento em que os jogadores do Brasil levantavam a taça de campeão da Copa América ao vencer a Argentina por 3 a 0. Não é uma cara lá muito boa (e motivos para que fosse a mais feliz não faltaram).

O que ele estaria pensando naquele momento? Opine (só não vale comentário que vá infringir as regras deste blog).
Brasil, do futebol burocrático do time de Dunga, em que só Robinho se salva, e Argentina, do futebol vistoso e ofensivo do time de Messi e Riquelme, decidem o título da Copa América. Quem vai ganhar? Quase tudo é possível nessa decisão. Pode dar empate, o Brasil vencer por uma contagem mínima ou a Argentina golear. Meus caros, a Argentina pode até golear e isso não seria surpresa. Mas querem saber de um resultado IMPOSSÍVEL nesse jogo: é o de ocorrer exatamente o oposto: uma goleada do Brasil. Desculpem, mas isso não vai acontecer. Nesse clássico de domingo na calorenta cidade de Maracaibo pode quase tudo, menos isso, uma goleada brasileira. E por quê? Porque a diferença técnica entre as duas equipes é absurda. De qualquer maneira, boa sorte, Robinho!
Na madrugada calorenta de Maracaibo, ainda na sala de imprensa do estádio em que o Brasil superou o Uruguai na semifinal da Copa América, penso em várias coisas ao mesmo tempo. O que mais me atormenta é achar que Pablo Garcia atrasou o futebol brasileiro por uns dez anos. Pablo Garcia perdeu o penal que daria a vaga para o Uruguai. Quis acompanhar o jogo somente como jornalista e sinceramente tentei ser neutro o tempo todo. Apesar de o Brasil estar na final do torneio, continuo em dúvida sobre o esquema de Dunga, com um meio de campo cheio de volantes, ineficaz na arte de criar jogadas de perigo, de driblar, de dar alegria ao jogo. Longe de mim pensar que torci contra. Mas tenho dificuldades de entender como é possível Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Júlio Baptista representarem um novo momento de futebol-arte.
Dunga deu entrevista esta tarde aqui na Venezuela. Estilo light, paz e amor. Quando se vence, e bem, como foi a vitória por 6 a 1 sobre o Chile, tudo é uma maravilha. Já tem gente que acha que Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Julio Baptista é o melhor meio de campo do mundo. É bom ter calma e esperar o que vem por aí. O Uruguai vai ser um bom teste amanhã. O verdadeiro futebol brasileiro é o dos 6 a 1 sobre o Chile ou o daquelas atuações horrorosas da primeira fase da Copa América? Com a resposta, Dunga. Ele disse o seguinte: “Futebol é dinâmico, não dá pra dizer se uma partida vai ser igual à outra. No vôlei, basquete e F-1, a gente já sabe o que vai acontecer. No futebol, não”, disse Dunga. É e não é. Com um time cheio de volantes, realmente o futebol vira uma incógnita. Com um monte de craques não há a certeza da vitória, mas que ela (a vitória) passa a ser mais provável, isso é incontestável.
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