O Campeonato Brasileiro termina no próximo domingo. O São Paulo foi o campeão merecido e praticamente tudo já está definido (falta apenas uma vaga na Libertadores, entre Vasco e Paraná). Por isso, é hora de fazer um balanço.
Com base nos finalistas do prêmio organizado pela CBF, que irá anunciar os melhores do campeonato na segunda-feira, esta é a minha seleção ideal: Diego (Palmeiras); Souza (São Paulo), Fabão (São Paulo), Luís Alberto (Santos) e Kléber (Santos); Mineiro (São Paulo), Lucas (Grêmio), Morais (Vasco) e Zé Roberto (Santos); Fernandão (Inter) e Souza (Goiás). E o melhor técnico: Mano Menezes (Grêmio).
Qual é a sua seleção ideal? Participe da enquete do Portal Estadão e vote aqui.
Nabi Abi Chedid morreu nesta quarta-feira. Ele era uma figura controvertida, que teve poder durante muitos anos no futebol brasileiro.
Foi presidente da Federação Paulista de Futebol e vice da CBF e da Conmebol. Também teve dez mandatos como deputado estadual.
Ele teve uma carreira cercada de polêmicas como dirigente esportivo. Foi alvo de muitas críticas. Mas chegou a transformar o Bragantino, seu time de coração, em sucesso no começo da década de 90. Na época, a equipe do interior de São Paulo foi campeã paulista e vice-campeã brasileira.
Os dirigentes que comandam o futebol do Palmeiras conseguiram um feito nesta temporada. Foram criticados por torcedores, jornalistas, adversários, jogadores do próprio time e até por colegas de diretoria. Ou seja, ninguém aprovou o trabalho deles.
Os erros foram inúmeros. Desde a constante troca de treinadores (o pior caso foi a saída de Tite) até as contratações erradas. E o resultado foi a péssima campanha no Brasileirão, em que o Palmeiras foi salvo do rebaixamento pela incompetência dos outros (Ponte Preta).
O pior para o torcedor palmeirense é que o cenário não é animador para 2007. Sem dinheiro e no meio do processo eleitoral, o Palmeiras mantém o comando e ainda parece estar longe de começar a fazer o necessário planejamento para o ano que vem.
O fato de poder participar de toda a temporada de inverno da Fórmula 1 dá uma aparente vantagem a Felipe Massa na luta pelo título do ano que vem, tomando por base que ele, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen são os principais favoritos ao campeonato.
Tanto o espanhol bicampeão do mundo quanto o finlandês não poderão entrar na pista antes do Ano Novo por questões contratuais. A Renault não libera Alonso para treinar pela McLaren, que por sua vez não libera Raikkonen para entrar num dos carros da Ferrari, pelo menos em público.
Essa quilometragem pode fazer a diferença, principalmente no começo do ano. Basta ver como foi na Honda em 2006, quando Jenson Button deu um passeio em Rubens Barrichello, inclusive durante toda a temporada.
Muitos críticos dirão que Barrichello é mais lento que Button em qualquer circunstancia. No entanto, é só fazer um comparativo entre o brasileiro e Michael Schumacher para saber que 2006 foi um ano anormal.
A diferença no Mundial de pilotos entre Button e Barrichello (56 pontos contra 30) dá margem para dizer que, o inglês é, no mínimo, tão bom quanto Schumacher e que, por tanto, todas as conquistas do alemão aconteceram por causa do carro. Ou trocando em miúdos: Se Button corresse na Ferrari teria ganhado cinco títulos seguidos. Será?
Depois de mais de um mês de férias, a Fórmula 1 volta a pista nesta terça-feira. Foram 37 dias de intervalo entre o GP do Brasil e os treinos coletivos em Barcelona, na Espanha.
Estarão na pista espanhola a Renault, com o recém promovido a titular Heikki Kovalainen e o novo piloto de testes Nelsinho Piquet. A Ferrari não poderá contar com Kimi Raikkonen – ainda sob contrato com a McLaren -, mas terá três pilotos à disposição, o titular Felipe Massa e os reservas Marc Gené e Luca Badoer.
Assim como a equipe italiana, a McLaren também estará desfalcada. Fernando Alonso tem contrato com a Renault até 31 de dezembro e não estará no carro inglês nos três dias de programação. O recém contratado Lewis Hamilton e o reserva Pedro de la Rosa serão os encarregados.
Rubens Barrichello, James Rossiter e o recém-contratado Christian Klien serão os responsáveis por colocar os carros da Honda na pista, uma vez que Jenson Button, com problema na costela, é o desfalque.
A BMW Sauber bota Robert Kubica e Nick Heidfeld para trabalhar. A Red Bull será a única a estrear um titular, Mark Webber, vindo diretamente da Williams. O australiano, no entanto, correrá com macacão todo branco, uma vez que a equipe o liberou do contrato até 31 de dezembro, mas os patrocinadores não.
A Williams só treina com Alexander Wurz. A Super Aguri deverá correr apenas com Anthony Davidson. A Toyota começa a treinar apenas amanhã e a Spyker só irá testar no ano que vem.
A organização do autódromo de Barcelona disponibilizou em seu site duas câmeras do circuito interno de TV para que o público possa acompanhar a movimentação na pista. Para ver, acesse http://www.circuitcat.com/webcam1/index.htm ou http://www.circuitcat.com/webcam2/index.htm.
Na última rodada do Brasileirão de 2005, Palmeiras e Fluminense decidiram o quarto lugar e a última vaga na Libertadores. Neste domingo, um ano, muitos técnicos, jogadores e vexames depois, os dois times farão uma partida eletrizante pelo 15.º lugar. Está de ótimo tamanho para o (pouquíssimo) futebol mostrado pelos dois durante todo o ano.
A Série B do Campeonato Brasileiro deste ano, a primeira em pontos corridos, provou que a fórmula de disputa foi boa para todos os seus participantes. Após 38 rodadas, considerando como critério uma análise mais detalhada da tabela de classificação da competição, rodada após rodada, pode-se dizer que quase tudo o que aconteceu foi justo.
Atlético Mineiro (campeão) e Sport Recife (vice) foram os times que mais tempo ficaram na liderança da Segunda Divisão (por 10 rodadas). Além disso, estão entre os que mais ficaram na zona de acesso (respectivamente, 25 e 37 rodadas – só ficou fora na primeira). O Náutico, terceiro colocado, ficou por 32 rodadas entre os que voltariam para a divisão principal.
Já o América-RN mostrou competência: esteve em apenas oito rodadas entre os quatro melhores, desbancando o Coritiba, que ficou 21. Foi uma troca de posições que ocorreu justamente quando faltavam oito rodadas. O time do Rio Grande do Norte, por sinal, chegou a ficar cinco rodadas entre os piores.
Avaliando a zona de rebaixamento, o resultado é parecido. O Vila Nova-GO, último colocado, passou 13 rodadas entre os piores e não passou de um 11.º ao longo da competição. Para o São Raimundo-AM, a ameaça de queda foi constante: 30 rodadas. Sua melhor posição foi um 12.º, no começo, ficando de vez à partir da 26.ª rodada.
O Guarani entrou na zona de queda na 17.ª rodada (estava perto fazia tempo), justamente quando perdeu três pontos por imposição da Fifa. E daí nunca mais conseguiu sair.
O contraste é entre Portuguesa e Paysandu. A equipe paulistana ficou 31 rodadas entre os piores (da oitava até a 36.ª rodada) e conseguiu se salvar. O time de Belém, por outro lado, só ficou três rodadas na zona de rebaixamento (na primeira e nas duas últimas). E caiu. Coisas do futebol.
Parabéns a todos que voltam à Série A, lamentações aos que caíram. Agora, é acompanhar o final da divisão principal e da Série C.
O Campeonato Brasileiro vai chegando ao fim com a confirmação de que manter o treinador é sempre uma boa política no futebol.
Os seis primeiros colocados, justamente aqueles que estão disputando vaga na Libertadores, não trocaram de treinador durante o campeonato. Mesmo em momentos difíceis, as diretorias destes clubes apostaram na permanência do comando e na continuidade do trabalho, ou seja, seguiram aquilo que foi planejado.
O São Paulo, por exemplo, enfrentou três vice-campeonatos com Muricy Ramalho durante o ano, mas manteve o treinador e conquistou o título brasileiro.
A receita foi seguida por Inter (Abel Braga), Grêmio (Mano Menezes), Santos (Vanderlei Luxemburgo), Vasco (Renato Gaúcho) e Paraná (Caio Júnior). E todos terminam o Brasileirão muito bem.
Por outro lado, clubes como Palmeiras e Fluminense fizeram o oposto, trocando várias vezes de treinador, e ainda sofrem com a ameaça de rebaixamento.
Tem dirigente de clube que ainda precisa aprender muita coisa. Não custa nada olhar para o sucesso do rival e tentar seguir bons exemplos.
O lançamento do Athina Onassis International Horse Show, na manhã desta quarta-feira, no superchique restaurante Leopolldina, dentro da megabutique de luxo Daslu, teve quase de tudo: um medalhista olímpico, Doda, o papa do hipismo brasileiro, Nelson Pessoa Filho, dirigentes nacionais e internacionais do esporte, patrocinadores, repórteres de quase todos os órgãos de imprensa de São Paulo, um coquetel e muito otimismo quanto ao futuro do hipismo brasileiro.
Entre os colegas da imprensa, a expectativa antes do evento era se a herdeira bilionária de Onassis ia aparecer. Afinal de contas, a mulher de Doda batiza o torneio que será organizado no ano que vem em São Paulo, com premiação da ordem de US$ 1 milhão e parte do Global Champions Tour – que, mal comparando, é uma espécie de “Masters Series” do hipismo: torneios de alto nível técnico, farta distribuição de prêmios e exibição pela TV em todo o mundo.
Mas ela não estava lá. Quer dizer, seu nome era onipresente, nas pastas distribuídas pela assessoria de imprensa, no tablado atrás da mesa de entrevistas, até na fala de Doda, que admitiu que o nome “Onassis” ainda faz tremer ouvidos cheios da grana e traz credibilidade suficiente ao evento, a ponto de ajudar a atrair patrocínios. Mas Athina presente, que é bom, nada. E perdemos a chance de compartilhar da presença de uma bilionária.
O São Paulo conquistou o merecido e justo título brasileiro. Foi o melhor time, o mais regular de todos. Mas o campeonato, seguindo uma tendência preocupante nos últimos anos, teve um baixo nível técnico.
Com o êxodo cada vez maior dos jogadores brasileiros para fora do País, os clubes ficam sem boas opções para montar seus elencos. Assim, fica tudo muito igual, bem equilibrado, mas nivelado por baixo.
Um exemplo desse fenômeno pode ser visto na escolha do melhor jogador do campeonato. Neste ano, os favoritos são o goleiro Rogério Ceni e o volante Mineiro, ambos do São Paulo. Apesar de o prêmio ser merecido para os dois, o vencedor não terá o mesmo brilho de anos anteriores, como Tevez (em 2005, com Corinthians), Robinho (em 2004, com Santos) e Alex (em 2003, com Cruzeiro).
Famoso por revelar jogadores, o futebol brasileiro está ficando sem talentos. E o principal campeonato nacional sente o reflexo disso.
2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006