Um estudo publicado nesta segunda-feira pelo jornal inglês The Times informou que as apostas online e os sites de pornografia são os dois principais vícios dos jogadores que atuam no país quando estão concentrados para as partidas. O médico Peter Kay, responsável pela pesquisa, disse que jogadores chegam a gastar até 25 mil libras (cerca de R$ 100 mil) numa noitada de apostas, e depois, deprimidos e irritados com o prejuízo, recorrem a sites pornográficos.
“Ficam acordados até quatro, cinco da manhã, e assim não têm condições de jogar futebol”, avisa Kay, que não vê anormalidade na visita a páginas de pornografia. “Mas quando fazem isso até 16 vezes por dia, estamos diante de um problema.”
Dos vários jogadores que passam por esses problemas, um aceitou se identificar: o zagueiro Clarke Carlisle, do Watford, disse que acumulou uma dívida “de seis dígitos”, ou seja, acima de 100 mil libras (R$ 400 mil). “Os clubes deveriam estimular os jogadores a usar o tempo livre de uma maneira construtiva”, disse o jogador.
Clique aqui para ler a matéria do The Times.
Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, da coligação “A Força do Povo” (PT/PRB/PC do B) para o cargo de Presidente da República, repetimos as suas propostas para o Esporte, nos quatro anos que vem pela frente. Esperamos que tudo isso e muito mais sejam executados.
Esporte
– Implementar o Sistema Nacional de Esporte e Lazer.
– Consolidar e ampliar iniciativas de inclusão social, como os programas Segundo Tempo e Esporte e Lazer da Cidade.
-Articular programas de esporte e lazer com iniciativas de promoção da saúde, promovendo parcerias com estados e municípios.
– Apoiar, no Congresso Nacional, a aprovação da Lei de Incentivo ao Esporte.
– Manter o apoio à realização de grandes eventos esportivos nacionais e internacionais, com destaque para os Jogos Pan-Americanos e Para-Panamericanos de 2007, além de postular o direito de sediar a Copa do Mundo de Futebol 2014.
Para ler o programa de governo completo, clique aqui.
Não sou são-paulino e não tenho qualquer simpatia (ou antipatia) particular por Rogério Ceni. Admiro o goleiro, acho o melhor em atividade no País, e pode ser eleito o craque do ano em um campeonato tão carente deles. Mas há uma coisa de admirável em Rogério – ele completa, contra o Figueirense, o jogo de número 700 com a camisa do São Paulo. Num tempo em que jogador troca de clube como quem troca de roupa de baixo, a fidelidade de Rogério ao São Paulo é algo extraordinário, uma façanha digna de ser elogiada. Não por acaso, Rogério será o entrevistado de segunda-feira no programa Roda Viva, pois é um jogador com história e tem o que dizer. É uma ave rara no nosso futebol de “profissionais” sem qualquer senso de profissionalismo e muito menos amor à camisa do clube onde atuam. Viva Rogério e parabéns aos tricolores.
Patética. Essa é a melhor definição para auto-entrevista do homem que manda no futebol do Palmeiras, Salvador Hugo Palaia, no dia seguinte à derrota para o Corinthians que aumentou o risco de o time cair para a Série B. Impedir os repórteres de fazer perguntas e, autoritariamente, fazer ele mesmo as perguntas e dar as respostas que queria (e nem assim conseguiu ser articulado e convicente) e mais um exemplo de que, no Palmeiras atual, a censura campeia a torto e a direito – dias atrás o assessor José Isaias, esquecendo-se de que já trabalhou anos a fio na grande imprensa, proibiu os jornalistas de fazer perguntas sobre alguns assuntos, entre eles, o atraso do pagamento dos salários.
Não vou aqui nem criticar os jornalistas por não se insurgiram contra tal ato, até porque eles souberam tratar o fato criado por Palaia com o espírito de galhofa que a ocasião convinha. Claro, há exceções, como Luciano do Valle, de brilhante passado remoto, mas que há algum tempo sequer acerta nomes de jogadores quando narra uma partida de futebol (mas não larga o osso) e “entendeu” a atitude de Palaia. Talvez seja porque ele é um jornalista que acha que contestar, discordar, reprovar ou cobrar deixa o entrevistador “mal na fita” com o entrevistado. Mas., no geral, a imprensa levou a auto-entrevista de Palaia na merecida gozação.
Aí é que está o problema principal do Palmeiras. A falta de seriedade, de competência, de preparo e de inteligência de seus dirigentes e assessores. O Palmeiras merece ser tratado com respeito, e ter seu futebol comandado por alguém que não sabe o que dizer (vai ver que não tem o que dizer) não vai tirá-lo do buraco. Palaia desviou o foco da derrota para o Corinthians, é verdade. É um mérito. Mas mérito só para aqueles que acham que, no futebol, a malandragem vale mais que o trabalho sério e competente.
É provável que ele não tenha se deixado perguntar para não ser confrontado com a besteira que fez ao obrigar Tite (o que levantou o fraco time) a pedir demissão. Esse é um assunto no qual ele não gosta de tocar, pois está cada vez mais claro que, se o Palmeiras cair, a culpa maior será sua.
Acho que o Palmeiras escapa, pois a fraca Ponte Preta e o medíocre, desinteressado e irresponsável Fluminense não deixarão o clube do Parque Antártica visitar novamente a Série B. Mesmo assim, está na hora de Palaia voltar a dedicar-se somente a seus negócios imobiliários. Futebol do Palmeiras, para ele, só nas numeradas. E, mesmo assim, sem comer amendoim.
Última corrida do ano, em horário nobre, valendo título de campeão mundial de Pilotos e de Construtores e a despedida do heptacampeão Michael Schumacher. Tudo ajudou e o GP do Brasil no último domingo rendeu bons índices de audiência nas emissoras de TV européias.
Na Alemanha – país natal do piloto da Ferrari – foram registrados 39,7% (cerca de 14,8 milhões de espectadores) de share de audiência, contra 24% do ano passado, pela emissora RTL. Na Espanha, foram 9,3 milhões de espectadores, contra oito milhões de 2005 (para ver o bicampeonato do compatriota Fernando Alonso).
Já na França, através da emissora TF1, foi registrada a segunda maior audiência, 13,6 milhões de espectadores. Os italianos atingiram picos de 54% de share de audiência no final da corrida (via RAI), com estimadas 15 milhões de pessoas assistindo à corrida.
George Best, maior jogador de todos os tempos na Irlanda do Norte e considerado um dos grandes craques da história do futebol, vai ter seu rosto estampado em notas de 5 libras que serão emitidas pelo Ulster Bank. A homenagem marca o primeiro aniversário de sua morte, em 25 de novembro do ano passado.
As cédulas vão ter cenas de Best com a camisa da seleção da Irlanda do Norte e também do Manchester United, onde viveu os melhores momentos de sua carreira – conquistou a então Copa dos Campeões de 1968, numa épica vitória por 4 a 1 sobre o Benfica, e, mesmo sem jogar como centroavante, fez 180 gols em 465 partidas.
Best, que era tão bom dentro de campo quanto com um copo de bebida na mão, passou a viver mais altos que baixos na carreira, atuando até no futebol dos Estados Unidos. Em 2002, chegou a ser submetido a um transplante de fígado, mas voltou a beber e não resistiu a uma série de complicações hepáticas.
Como era fácil prever, o clássico Corinthians x Palmeiras foi tenso, emocionante…e muito fraco tecnicamente. O jogo foi decidido no detalhe de um escanteio e uma falha de marcação. E, agora, a pressão mais imediata do rebaixamento passou do Corinthians para o arqui-rival Palmeiras. Mas sabe o que me preocupa? A declaração de Marcelo Vilar dizendo que a partida jogada ontem à noite no Morumbi esteve à altura dos grandes jogos entre os dois times e de toda a tradição que envolve essa rivalidade. Fico na dúvida: essa afirmação é fruto do desespero do técnico do Palmeiras ou apenas ignorância histórica?
Michael Jordan encerrou nesta quarta-feira um tour comercial pela Europa que incluiu participação em jogos de basquete, um encontro com Ronaldinho Gaúcho e visitas a Paris, Berlim e Madri. Na última parada, na Itália, recebeu de presente uma camisa número 23 da Inter de Milão, atual campeã italiana e, como ele, patrocinada pela Nike. O número é o mesmo com o qual ele se consagrou no basquete, e que no clube – e na seleção italiana – é usado pelo polêmico Materazzi. Os dois posaram para uma foto ao lado do português Figo.
Vale lembrar que o futebol não é muito a praia do astro do basquete: no encontro com Ronaldinho, ele elogiou o brasileiro, mas admitiu que nunca viu um jogo inteiro sequer. Em compensação, no marketing, Jordan provou nessa excursão, com ginásios lotados, que é quase tão bom quanto era com a bola laranja nas mãos.
Recebi hoje um e-mail com a bronca justíssima de um torcedor sobre o horário absurdo de Corinthians x Palmeiras, jogado para as 22h por imposição da TV. O torcedor mora longe? Trabalha no dia seguinte? Ele que se dane, é o que pensa a dona do futebol brasileiro. Abaixo, a mensagem do torcedor, cujo nome omito, pois não pedi permissão para reproduzir o texto:
“Não poderia deixar de manifestar o absurdo que estão fazendo com nós, torcedores. Quarta-feira, 10 da noite um jogo como esse é um absurdo. Por exemplo, um cara que não tem carro e o jogo acaba meia-noite, como ele faz pra voltar pra Zona Leste? Não dá. Dorme na rua??? Perde a graça um clássico esse horário e ainda com esse frio que está na capital, aí sim que vai ter meia-dúzia de gatos pingados e mais uma vez o nosso futebol é que sai perdendo.”
É isso aí. O torcedor é o último a ser consultado. Pega fila para comprar ingresso, sob chuva ou sol, senta no cimento (quando senta) e ainda tem de aturar a imposição de horários sem nenhum sentido, a não ser, claro, para quem está faturando com isso. Esse é um dos motivos do nosso futebol estar onde está.
Para quem gosta de esporte, um final de semana na principal categoria do automobilismo mundial, a Fórmula 1, consegue ser muito mais fascinante que uma final de Copa do Mundo. Faço a comparação com base na experiência de quem já passou pelo final de semana dos paddocks e colheu opiniões de quem esteve no momento decisivo da modalidade mais popular do mundo.
Na Fórmula 1 o discurso de seus profissionais com a imprensa é polido, ensaiado, com muito cuidado para não criar problemas, com objetividade. Lá é possível participar de tudo o que envolve o evento. O tratamento é cordial, educado e eficiente. Você sabe onde pode ir, quais os limites e tudo é organizado. Todos falam, cumprem horários e compromissos (com raras exceções) e se você não teve como acompanhar, existe uma forma de saber o que aconteceu (os assessores de imprensa realmente informam a imprensa).
Enfim, a categoria sabe que é um evento, que é diversão. E permite, inclusive, a quem pode pagar, ter acesso a tudo isso. São muitas as pessoas que fazem as visitas aos boxes das equipes, conhecem os equipamentos, tiram fotos com os pilotos e dos carros, podem comprar seus souvenirs sem problemas. Mesmo quem fica num setor mais barato, sai satisfeito do que vê (apesar de alguns problemas, que sempre acontecem). A Fórmula 1 custa muito dinheiro e sabe ganhar ainda mais com isso.
E o futebol? O discurso dos jogadores, funcionários e diretores é ensaiado, pobre de vocabulário e deliberadamente dissimulado. O jornalista não tem condições de trabalho na imensa maioria dos estádios, os torcedores que pagam o ingresso mais caro não têm o tratamento justo… E os que pagam o mais barato, então, nem se fala. Tudo é escondido (a experiência de ficar numa “Zona Mista” é horrível – todos se acotovelam, empurram, etc.). Isso quando não acham que a culpa é da imprensa e fazem greve de silêncio.
Numa final de Copa, é tudo organizado, mas extremamente fechado. Um exemplo, como repórter: tente falar com Bernie Ecclestone e com Joseph Blatter, os chefões da Fórmula 1 e da Fifa, respectivamente. O primeiro, no GP do Brasil do ano passado, falou com quem lhe procurou e lhe tratou com o merecido respeito. Já o segundo, o problema é conseguir falar com ele. Tudo é feito para o contrário (que você não fale com ele).
O futebol brasileiro está encolhendo e a Fórmula 1 só cresce (não que vá tomar o posto de esporte preferido aqui no Brasil, isso é impossível). Não digo que se deve copiar rigorosamente o que acontece lá, pois os estilos são diferentes, mas o exemplo vale, como qualquer coisa positiva que acontece neste mundo. Recomendo a todos que, se puderem, um dia acompanhem uma etapa no autódromo (independente da maneira). A experiência é inesquecível. E exemplar.
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