Assim que acabou o jogo entre Itália e Ucrânia, vários torcedores italianos saíram nas ruas de Frankfurt para comemorar a classificação para a semifinal da Copa. E já começaram a provocar os futuros adversários, justamente os alemães.
A grande colônia italiana em Frankfurt começou sua festa quando os torcedores alemães já estavam acabando a sua, depois da vitória sobre a Argentina também nesta sexta-feira. Houve muito buzinaço, além de inúmeras bandeiras dos dois países.
Aí, no encontro das duas torcidas pelas ruas da cidade, o clima foi de provocação, mas sem confusão. Afinal, Alemanha e Itália irão se enfrentar na semifinal de terça-feira, em Dortmund.
A seleção brasileira acompanhou com atenção o clássico desta sexta-feira entre Alemanha e Argentina, possíveis rivais na final da Copa.
Assim que acabou o treino de reconhecimento do estádio em Frankfurt, local do jogo deste sábado contra a França, o técnico Parreira voltou rapidamente para o hotel para acompanhar Alemanha x Argentina pela TV.
Enquanto isso, os jogadores da seleção brasileira ficaram no vestiário do estádio, só para assistir ao jogo também pela televisão.
Enfim, ficou todo mundo de olho no clássico que garantiu a Alemanha nas semifinais da Copa.
Na Alemanha, bares e restaurantes costumam fechar bem mais cedo do que no Brasil. Assim, mesmo em cidades grandes como Colônia e Frankfurt, é fácil encontrar torcedores brasileiros andando de madrugada pelas ruas centrais e perguntando para quem encontram: “Onde é a balada?”
As ruas ficam vazias já por volta das 23 horas e os restaurantes fecham logo depois disso. Os bares ainda ficam abertos um pouco mais de tempo, mas a madrugada é reservada para as casas nortunas.
Para os torcedores brasileiros que viajaram para acompanhar a Copa na Alemanha, a adaptação aos horários alemães é demorada. Por isso é que você encontra muitos andando de madrugada, em busca de uma balada.
França e Espanha foi o jogo mais disputado para se conseguir um ingresso na sala de imprensa. Fiquei na lista de espera. Depois de chamar nomes por quase uma hora, um fiscal da organização da Copa olhou para os jornalistas que ainda queriam assistir ao jogo. Viu que tinha poucos ingressos. Ainda encontrou outros em uma gaveta e pediu mais para um superior dele. Mesmo assim não era o suficiente. Então, ele resolveu fazer um sorteio. Consegui o bilhete, mas por causa da simpatia do funcionário, o stádio estava abarrotado. Fui ver o jogo em baixo de uma estrutura que segurava as câmeras de televisão. Lembrei dos jogos em Bragança Paulista, Araras, Mogi-Mirim…não deu saudades, não.
Depois de me entusiasmar com o sorvete barato, quase caí da cadeira com o preço da banana. Um jornalista português pediu a fruta para comer junto com o sorvete de sobremesa após o almoço na concentração de Portugal. O absurdo veio com a conta: 4 euros cada banana. Um pedaço de carne de porco custou 3,50 euros. Tá louco!
A cena foi na estação de trem de Nuremberg. Estava eu aguardando o trem para Hannover, quando se aproximou pelo corredor da estação um sujeito de quase dois metros de altura, vestindo um sobretudo cinza. Até aí normal nos dias de frio na Alemanha. O diferente vem agora. O indivíduo deu uma virada de dar inveja em bailarina. No que o sobretudo abriu, veio um paletó salmão, com gravata verde limão. Um luxo. Para piorar, ele olhou preocupado para o quadro de informações com as bochechas sugadas e o biquinho saliente. Meu Deus! O trem chegou na plataforma 12 e ele
estava olhando para a 13. Saiu correndo como uma gazela. Uma figuraça!
Ainda se recuperando da contusão muscular, Robinho voltou a treinar com bola nesta quarta-feira, no campo em Bergisch Gladbach. Foi mais um teste para saber se ele já está livre da lesão. Por isso mesmo, o seu trabalho foi separado do resto do grupo.
Durante o treino, a ansiedade de Robinho ficou evidente. Ele olhava os companheiros disputando um rachão e parecia querer entrar na brincadeira. Mas a ordem dos médicos foi para não forçar o ritmo. Assim, o jovem atacante só fez exercícios físicos específicos, sem desgrudar da bola, depois de ficar alguns dias longe dela.
“Estou ansioso para voltar, mas tem que ter calma”, admitiu Robinho depois do treino. Apesar da frustração de não poder chutar uma bola ao gol nesta quarta-feira, ele saiu feliz por saber que já poderá treinar normalmente nesta quinta e que poderá enfrentar a França no sábado.
E por falar em Rio Isar, olha ele aí: o Tietê de Munique. Um dos muitos alemães que parei na rua para me ajudar a encontrar o hotel me contou que, há dois anos, a festa de fim de ano de sua empresa foi nas margens do rio, utilizado atualmente como praia por moradores e turistas.

No último fim de semana saí para conhecer Munique, crente que saberia o caminho de volta. Logo eu, que consigo me perder no meu próprio bairro.
Nas imediações do hotel, bem longe do Allianz Arena, estádio onde um dia antes vi a Alemanha vencer a Suécia por 2 a 0, nenhum sinal de Copa do Mundo. Nem bandeirinhas nos carros nem alemães histéricos gritando DÓITCHLAN (tradução livre). Procurei o centro, o Zentrum deles, aí sim encontrei um grupo de pessoas com camisas laranjas. Holandeses, talvez? Não, na verdade participantes de uma mini-maratona que estava sendo ealizada na cidade. Me entreti demais com as contruções, estátuas de Munique, andei mais ainda e, quando percebi, estava perdido.
Na hora falou mais alto meu espírito de escoteiro, que nunca fui. Como no caminho passei pelo Rio Isar, que corta a cidade, pensei, orientado por meus ancestrais indígenas: basta seguir o rio que eu me encontro. E foi o que fiz.
Achei o bendito Isar, descobri um ponto de referência, uma igreja imensa que me parecia familiar, e pronto: nunca tinha estado naquele lugar em minha vida, percebi de imediato. Já estava até em dúvida se continuava em Munique, nem sei se ainda estava na Alemanha, para falar a verdade.
Procurei então os táxis da cidade e os poucos que encontrei vazios pareciam decididos a fugir de mim. Em resumo: mais de cinco horas de caminhada, pés doloridos e atraso para mandar minhas matérias. Mas com um detalhe: se perder em Munique é melhor do que no bairro de Perdizes, onde moro em São Paulo.
No jogo entre Brasil e Gana, em Dortmund, duas estrelas da TV Globo, as atrizes Suzana Vieira e Letícia Spiller, não tiveram muita mordomia. No intervalo, esperaram pacientemente na enorme fila para usar o banheiro feminino do estádio, junto com outras torcedoras.
Em clima de Copa, com roupas com muito verde e amarelo, as duas levaram a situação numa boa. Enquanto esperavam a vez de usar o banheiro, se divertiam na fila e até tiraram fotos com alguns torcedores brasileiros que passaram por ali.
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