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A revolta dos sebos: quem perde na briga com a Estante Virtual

Maria Fernanda Rodrigues

20 junho 2014 | 20:04

A coluna Babel, publicada no Caderno 2 do dia 21 de junho, com informações sobre a briga dos sebos com a Estante Virtual, a apreensão dos vencedores do Prêmio Brasília, que ainda não receberam o dinheiro, o novo programa da Fundação Biblioteca Nacional que apoia a ida de autores brasileiros a eventos estrangeiros ameaçado pelos dias de greve da Cultura e mais: Moniz Bandeira na China, novo volume da série Os Detetives do Prédio Azul, uma série juvenil sobre grandes pensadores e os próximos convidados da Cozinha da Doidivana.

POLÊMICA
A revolta dos sebos: quem perde na briga com a Estante Virtual

(Felipe Rau/Estadão)

Já tem quase 7 mil assinaturas a petição online por “uma Estante Virtual mais justa”. Ela foi feita por donos de sebos que foram surpreendidos com as novas regras do principal portal de venda de livros usados do País. Eles estão se reunindo país afora, e é consenso que o primeiro passo deve ser a criação de uma associação – que talvez chegue tarde demais para a atual negociação. Eles não descartam um novo boicote como o do dia 9, quando tiraram o acervo do ar, mas um rompimento total não parece uma opção. Assim, se mantidos os aumentos quem pagará mais será o consumidor. “Meu lucro era de 5% e para manter o mesmo patamar tive que repassar o aumento aos clientes”, diz Alex Buzeli, do Sebonet (99 mil livros) e um dos líderes do movimento. Hoje, ele dá 6% de desconto nos concorrentes e acredita num enfraquecimento do portal: “Se até o fim do ano 30% dos clientes migrarem para outros portais será uma perda significativa para a Estante Virtual, que possui cerca de 95% do mercado”. Questionada pelo Estado, a Estante Virtual não comentou os próximos capítulos da novela, mas prometeu uma posição para segunda. Acompanhe no blog.

PRÊMIO

Pagando sem receber
Os vencedores do Prêmio Brasília de Literatura estão aflitos. Dois meses depois de anunciado o resultado, eles ainda não foram pagos. Alguns já até emitiram a nota pedida pela organização, pagaram o imposto e não viram o cheque.
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Até o fechamento, a organização do prêmio não respondeu se existe uma previsão de data para o pagamento. Na edição passada, esse processo durou um pouco mais de um mês, disse um dos vencedores à coluna.

INTERNACIONAL
Vale-viagem em risco
Apreensão, também, entre editores estrangeiros que queriam aproveitar o novo programa da Fundação Biblioteca Nacional que vai apoiar a ida de autores à Feira do Livro de Frankfurt, em outubro, e a outros eventos. Mas a greve da Cultura embolou tudo e não se sabe se haverá tempo para os trâmites.

TRADUÇÃO
No império chinês
Prestes a ser reeditado aqui, Formação do Império Americano – Da Guerra Contra a Espanha à Guerra no Iraque (Civilização Brasileira), de Luiz Alberto Moniz Bandeira, fez sucesso na China.
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A primeira edição em mandarim, de janeiro de 2013, esgotou-se em três meses, novas tiragens foram providenciadas e agora a editora da Universidade de Renmin prepara uma edição ilustrada da obra, cujos direitos foram vendidos pela Unesp – editora de outras obras do autor. Em 2015 deve sair por lá A Segunda Guerra Fria.
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Moniz Bandeira foi indicado pela União Brasileira de Escritores para o Nobel deste ano.

JUVENIL – 1
A volta dos detetives
Febre entre a garotada, Os Detetives do Prédio Azul, de Flávia Lins e Silva, que inspirou a série de TV, ganhará um 2.º volume em julho: Os Mistérios de Mila.

JUVENIL – 2
Ficção e ideias
A 3.º ficção da série Pequenos Pensadores (Ideias e Letras), coordenada por Thiago Mazucato e destinada a alunos, é Sonhos de Vitória, sobre Freud (acima), e sai no 2.º semestre. A estreia foi com A Vida Colorida de Dona Margarida (Platão) e Como É Diferente o Coração Valente (Maquiavel).

EVENTO
Literatura na cozinha
Será no domingo, dia 22, às 19h30, o primeiro jantar na Cozinha da Doidivana, montada no casarão que o Sesc ocupa no Ipiranga enquanto a reforma da sua sede fica pronta. A escritora Ivana Arruda Leite (foto) recebe Rodrigo Lacerda e entre um assunto e outro prepara o que o escritor pediu: picadinho, purê de banana-da-terra, farofa e arroz. Só há lugar para 12 pessoas, que também vão provar a comida.
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Os próximos convidados são Marcelino Freire (6/7) e Beatriz Bracher (20/7).
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O cenário: