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Arquivo Estado

5 de novembro de 1911

 

A Itália declara oficialmente a anexação das províncias de Trípoli e Cirenaica, atual Líbia.

A assinatura do  decreto real, pelo rei Vitor Emanuel, parecia indicar o final do conflito.

Mas, em poucas semanas, a Itália descobriu que  o avanço das suas tropas nestes territórios ainda não significava domínio ou controle sobre eles.  A submissão das populações árabes à regência da monarquia italiana estava ainda mais distante.

(Algumas informações deste post foram corrigidas em 24/11/2011)

Leia mais sobre a guerra Ìtalo-Turca de 1911

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Quinta-feira, 12 de outubro de 1911

Em meio às matérias que analisavam o conflito na Líbia, foi publicado um quadro  comparativo das forças militares que se opunham na Guerra Ítalo-turca. O infográfico, recurso artístico e informativo muito utilizado nas publicações de hoje, tinha sua ideia explorada naquela edição.

Na guerra de 1911, assim como em diferentes embates em territórios de população árabe, as forças militares oficiais não foram os únicos elementos relevantes. Uma vez que, a guerrilha desempenha papel de peso nestes conflitos.

Surpreendida por este fator, a Itália levou mais tempo que o esperado para vencer a guerra.

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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Quarta-feira, 11 de outubro de 1911

Na cobertura da Guerra Ítalo-turca, o jornal publicou imagens do porto de Trípoli após bombardeio da esquadra italiana.

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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Publicada na edição de 06 de outubro de 1911, a caricatura de A.S. Forrest traduzia a impressão do artista sobre as diferenças entre os povos oponentes na Guerra Ítalo-Turca.

Forrest  aponta a forte miscigenação na região, desenhando com traços físicos parecidíssimos, tendo como grande diferença as  roupas que usavam.

Sexta-feira, 06 de outubro de 1911

 “Bello “esquisse” instantâneo do exímio desenhista inglez sr. A.S. Forrest. Um dos muitos que o seu lápis inexgottavel, em perpetua actividade, se compraz em traçar, por desfastio, nos momentos de lazer. A arte so é possuída inteiramente por aquelles qyue se deixam dominar e absorver por ella…O sr. Forrest, onde quer que se ache, tem o seu “crayon” entre os dedos, e mesmo na despreocupação das alegres palestras não perde occasião de reduzir a imagens, traçadas em dois segundos, todas as siuas impressões e todos os seus comentários da vida”

 

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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Na coluna Notas e Informações, o jornal esclarecia algumas das limitações da cobertura sobre a Guerra Ítalo-Turca.

Quinta-feira, 05 de outubro de 1911

Explicava-se dizendo que “Em tempo de guerra (…) e no curto espaço que medeia entre duas edições da mesma folha, não é possível apurar, com critério seguro, a exactidão das informações que de todos os pontos nos mandam as agencias e os correspondentes.” Mesmo sem poder contar com a precisão que gostaria, o jornal compreende que “o público não perdoaria aos jornaes a ausência desse indispensável alimento á sua justa curiosidade.”

 

Ainda sim a cobertura do Estado, extensa para um jornal do período, publicou diariamente diversos telegramas vindos da Itália e de outros países europeus, principalmente da Inglaterra, Alemanha e França. As páginas centrais contavam com mapas que indicavam a região abrangida no teatro da guerra Ítalo-turca. E diferentes imagens, que mostravam as paisagens da região, as edificações e os costumes do povo árabe habitante do norte da África.

Com um apanhado de notinhas, a capa do Estado informou, nos dias que antecederam a guerra, o teor das negociações diplomáticas e o estágio do entrave entre Itália e Turquia. Depois de declarada guerra, a primeira página colocava o leitor a par da situação na Tripolitânia, informando sobre as manobras das tropas italianas, a movimentação das forças turcas e sobre os desfechos das batalhas travadas.

Reconhecendo que o interesse pelo desenrolar da guerra era grande no Brasil, devido à extensa colônia italiana e árabe que vivia no país, o jornal buscou informar da maneira mais acertada e atualizada possível, pois “tratando-se de um conflicto entre a Itália e a Turquia, não é só o nosso dever de jornalistas que nos obriga a esse sacrifício. Fazel-o é prestar uma merecida homenagem a uma grande parte dos nossos leitores, filhos dos dois paízes em lutam cuja anciedade por notícias da guerra facilmente se calcula.”

Sendo o único veículo do país que fazia uma cobertura nos padrões da realizada, o jornal fechava a nota, delicadamente, requerendo aos demais diários que seus créditos fossem devidamente reconhecidos.

 

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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