
Bonde de Santa Teresa visto dos Arcos da Lapa, décad de 50. Foto: Arquivo/AE
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) publicou hoje no Diário Oficial da União o edital de tombamento de todo o traçado do sistema de bondes de Santa Teresa, no Rio de Janeiro.
O tombamento do tradicional sistema de bondinhos elétricos que corta o Aqueduto Carioca foi justificado pelo seu “elevado valor histórico e paisagístico”, e chega no momento em que o governo fluminense investe na sua revitalização. O projeto, no valor de R$110 milhões, inclui a recuperação dos trilhos, a modernização das estações e da sinalização, além da compra de 14 novos bondes.
A primeira linha de bonde do País foi instalada em 1859, no Rio de Janeiro, quando a cidade ainda era capital do Império. Desde então os bondes foram se adaptando aos progressos tecnológicos . Passaram da tração animal ao vapor e depois à eletricidade.
A Província de São Paulo, 25/10/1877

A Província de São Paulo, 17/09/1882

A Província de São Paulo, 01/04/1884

A mudança ressabiou alguns usuários. Então, para sua tranquilidade anúncios esclareciam a segurança do novo meio: “ a corrente eléctrica nenhum perigo oferece aos Srs. Passageiros.”

Em 13 de maio de 1894, Santa Teresa inaugurou seu primeiro bonde elétrico. Dois anos depois, a Companhia de Carris Urbanos passou a utilizar como viaduto a estrutura de pedra e argamassa em estilo Romântico, com 42 arcos duplos de 17,6 metros de altura, que em outro século serviu de Aqueduto para a cidade. Desde então, o bonde sob os Arcos da Lapa se tornou cartão postal e atração turística da cidade maravilhosa.
O Estado de S.Paulo,13/08/1982
Pesquisa e texto: Lizbeth Batista
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4 de março de 1974
Uma comitiva de 20 carros, encabeçada pelo presidente Médici, seguido pelo ministro dos Transportes, Mário Andreazza, atravessou pela primeira vez os 14 quilômetros da nova ponte Rio-Niterói. “Esta obra magnífica de engenharia é um monumento à Revolução de 64”, declarou Andreazza tomado pelo espírito de “Brasil Grande” que a ditadura militar propagava naqueles tempos de milagre econômico.
Obra polêmica. Sonhada durante cerca de 100 anos, projetada em seis e construída em cinco, a ponte Rio-Niterói foi uma das obras mais polêmicas da engenharia nacional pelos debates que suscitou nos campos econômico, social e técnico. Vítima de inúmeras irregularidades, foi considerada na época uma obra caríssima, desnecessária, elitista e perfeitamente adiável.
Sonho começou com o Imperador. Ligar o Rio a Niterói foi um sonho do Imperador Dom Pedro II, que fixou normas para a construção e exploração de um túnel submarino, seguindo projeto do engenheiro inglês Hamilton Lindsay-Bucknall.
Em 1883, o Estadão noticiou a proposta de construção de “um grande emprehendimento, cujas vantagens são incontestáveis.”
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# Em visita ao Brasil, Rainha Elizabeth lança pedra fundamental da ponte Rio-Niterói
Pesquisa e texto: Rose Saconi
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São Paulo
1905 – Desfile de carnaval na Rua Direita. Foto: Gustavo Machado da Costa/AE
1960 – Desfile de rua no centro de São Paulo. Foto: Arquivo/AE
1965 – Corso, um desfile de carros abertos que levava famílias e grupos de foliões pelo centro da cidade. Foto: Arquivo/AE
Rio de Janeiro
1966 – Desfile da Portela na Avenida Presidente Vargas. Foto: Arquivo/AE
1984 – Inauguração do sambódromo carioca. Foto: Carlos Chicarino/AE
Mesmo antes da criação do sambódromo os desfiles já faziam história no Rio.
Recife
1983 – Bloco Galo da Madrugada. Foto: Arquivo/AE
Bahia
1973 – Folia nas ruas de Salvador. Foto: Arquivo/AE
Veja mais fotos no Banco de Imagens da Agência Estado.
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Pesquisa: Rose Saconi
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Imagens do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vizinho aos prédios que desabaram, feitas em 2001, 2010 e 2012 pelos fotógrafos Wilton Junior e Paulo Vitor, mostram que um dos edifícios tinha várias janelas em paredes que originalmente não teriam aberturas externas.
20/4/2010

As intervenções são de longo tempo. Na foto feita por Wilton Junior em 2001 já haviam janelas fora do padrão. Comparando as imagens, constata-se que pelo menos uma das janelas, no andar mais alto, foi feita no intervalo de tempo entre as duas fotos.
09/4/2001

24/1/2012

Na imagem abaixo, uma imagem panorâmica publicada na revista francesa L’Illustration em1926 mostra o mesmo local ainda sem os prédios.

Leia também: ‘Janelas proibidas’ se multiplicam no horizonte de SP
Pesquisa: Carlos Eduardo Entini e Edmundo Leite
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O Estado de São Paulo, 13/01/2011
Há um ano o Brasil viveu uma das maiores tragédias naturais da sua história, a pior desde 1967.
Chuvas fortes são recorrentes no verão brasileiro, costumam atingir diversas regiões do país e trazer consigo um roteiro vergonhosamente conhecido: enchentes, deslizamentos, dezenas de mortos e feridos soterrados em montanhas de lama e destroços, centenas de desabrigados e promessas de autoridades, municipais, estaduais e federais de melhorar a infraestrutura dos locais atingidos para conter os danos deixados pelas forças da natureza.
Em janeiro de 2011, o roteiro foi o mesmo. O caráter espantoso desta tragédia, em particular, foi a sua dimensão. Um assombroso saldo de 916 mortos e 345 desaparecidos.
Sete municípios da região Serrana do Rio de Janeiro foram fortemente atingidos pelas chuvas, na madrugada do dia 12. Entre os mais atingidos estavam Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. A defesa civil decretou Estado de Calamidade Pública em toda a região.
A combinação de alguns fatores como chuvas de altíssima intensidade, instabilidade do solo – encharcado por chuvas anteriores-, existência de declives acentuados e escassez de vegetação adequada formaram uma gigantesca enxurrada que arrastou por quilômetros tudo o que encontrou pela frente. Nas encostas e nas áreas devastadas pela avalanche de lama e pedras foram destruídas favelas, residências de alto padrão, sítios e hotéis de luxo. A devastação deixada pelas águas das chuvas fez com que fosse comparada a um tsunami. O rastro abissal de destruição, retratado nas fotos do jornal, atestavam a veracidade da comparação.
Na sua cobertura, o Estado trouxe relatos incríveis de sobreviventes, deu voz ao desespero de pessoas que diziam querer “cavar com as próprias mãos” em busca de parentes e amigos desaparecidos. Informou a sociedade civil sobre os canis de auxílio aos atingidos pela tragédia. Relatou a valorosa ajuda prestada por inúmeros voluntários e o intenso trabalho realizado pela Defesa Civil e pelos bombeiros, nas mais de duas semanas de busca, num “resgate de corpos que parecia não ter fim“.
No seu editorial, o jornal delatou a incompetência e o descaso das autoridades responsáveis. Reconheceu a fatalidade dos fatores naturais que causaram a enxurrada, sem relevar a culpabilidade dos governantes que poderiam ter evitado uma tragédia dessas proporções, declarou que desastres como esses só se transformam em tragédias humanas porque, com a tolerância e até o estímulo irresponsável do poder público, áreas sob risco permanente de deslizamentos são ocupadas desordenadamente.
O Estado de São Paulo, 14/01/2011
Pesquisa e Texto: Lizbeth BatistaSiga o Arquivo Estadão: twitter@estadaoarquivo e facebook/arquivoestadao
2012
2011