
Porfírio Díaz
Um telegrama vindo do México e publicado na capa do Estado de 22 de julho de 1911 dava uma idéia do cenário político do México.
Sabbado, 22 de julho de 1911
Após a renúncia e o exílio de Porfírio Diaz, o México ainda vivia um momento de efervescência social. A partida do antigo ditador trouxe poucas mudanças efetivas para a população mexicana.
Uma vez em curso, era difícil prever o desfecho da Revolução. Diferentes grupos rebeldes encontravam-se armados e com disposição para luta. O ano de 1911 seria apenas o começo de um processo revolucionário de difícil resolução.
O país vivia um momento crítico onde um governo havia caído, sem que outro governo suficientemente forte se constituísse. Madero sabia que a organização de eleições seria o caminho para garantir um projeto Democrático para o México e para se para restabelecer a ordem no país.
Enquanto isso, no exílio, o general tombado, Porfírio Diaz visitava o túmulo de Napoleão I.
Lá prestava sua homenagem “beijou a espada com que Napoleão commandou o exercito francez na batalha de Austerlitz, a qual repousa sobre o seu tumulo.”
Pesquisa e texto: Lizbeth Batista
Em 01 de junho de 1911 o Estado trazia uma foto dos principais os líderes da primeira fase da Revolução Mexicana.
Quinta-feira, 01 de junho de 1911
Porfirio Díaz após entregar sua renúncia, em 25 de maio de 1911, embarcou para a Europa, onde viveu no exílio até o final de sua vida.
Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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A renúncia de Porfírio Díaz era anunciada na edição de 20 de maio de 1911.
A nota revela alguns dos momentos finais do governo do general Díaz. Comenta como o octogenário chefe de estado , outrora forte e bem disposto, naquele momento parecia “alquebrado” .
Sabbado, 20 de maio de 1911

Após oito meses de combate, as forças do governo federal do México não resistiam aos ataques dos revolucionários.
Enquanto o exército mexicano encontrava-se enfraquecido, carente de homens e armas, a perda de apoio popular ao governo Díaz fazia crescer o número de homens nas fileiras dos exércitos rebeldes.
Após infrutíferas tentativas de restabelecer a ordem na região norte do México, e sem conseguir conter as forças rebeldes comandadas por Pancho Villa, Emílio Zapata e Francisco Madero, o presidente mexicano viu-se forçado a deixar a batalha e oferecer sua renúncia.
Assim, os rebeldes obtinham sua primeira grande vitória, em 21 de maio de 1911 era assinado o Tratado de Juarez.
O acordo assegurava o fim das batalhas entre as forças lideradas de Madero e o exército federal. Também determinava o afastamento do presidente Porfírio Díaz e de Ramon Corral, vice-presidente. Dias após a assinatura do tratado, Díaz apresentou sua renúncia ao congresso e partiu para o exílio, na França.
Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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Sabbado, 29 de abril de 1911
Na edição de 29 de abril de 1911, o Estado informava seus leitores sobre um artigo polêmico publicado pelo “Financial News” de Londres.
Nele o jornal inglês afirmava que a influência norte-americana no México, e apontava o “trust” norte-americano do petróleo como grande financiador da Revolução Mexicana.
Sabbado, 29 de abril de 1911
O Financial alegava que a concorrência exercida pela companhia mexicana “Mexican Eagle Oil Company” vinha desagradando a petrolífera dos Rockefeller, que buscava melhores acordos com o governo Diaz.
Sem uma contrapartida por parte do governo mexicano a petrolífera passara a conspirar contra Porfírio Diaz.
O artigo acusava a “Standard Oil Company” de organizar um “syndicato da revolução”, empregando capital para incitar a população mexicana contra o governo de Porfírio Diaz, e pagando pela divulgação da revolução nos jornais.
Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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A sessão Notas e Informações do Estado de 24 de abril de 1911, trazia notícias sobre a repercussão, em Londres, da posição dos Estados Unidos diante do conflito mexicano.
Segunda-feira, 24 de abril de 1911
A nota versava sobre um artigo do jornal inglês , Spectador.
A matéria afirma que os Estados Unidos não dispunham de condições militares para uma ampla intervenção no México.
A imprensa londrina diz mais, diz que sem a ajuda da Europa os Estados Unidos não conseguiram manter a ordem nas Repúblicas americanas.
Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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2012
2011