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Arquivo Estado

Na década de 10, não era nova a idéia de bombardear posições inimigas atacando pelo céu. Ela já havia sido empreendida com balões e dirigíveis.Mas a criação de uma aeronave mais potente e arrojada como o aeroplano despertou a certeza entre as nações que seu uso, em qualquer conflito, traria imensa vantagem, podendo até mesmo definir uma contenda.

Militares, engenheiros, aviadores e cientistas passaram a idealizar meios de adaptar os recém criados aeroplanos para torná-los máquinas de guerra. Imaginavam frotas afundadas em pouco tempo, fortificações destruídas, batalhões aniquilados e cidades reduzidas à ruínas.

Quinta-feira, 14 de dezembro de 1911

O primeiro bombardeio aéreo realizado por um aeroplano, de que se tem notícia, data de 1911.

Testes eram realizados com freqüência, principalmente nos Estados Unidos.  Seus resultados estamparam capas de revistas científicas e aeronáuticas em todo o mundo.  Mas, não foram os americanos os primeiros à empreender uma ofensiva aérea, e sim os italianos, durante a Guerra ítalo-Turca.

Em 1 de novembro de 1911, o tenente Giulio Gavotti foi pilotando seu monoplano modelo Etrich Taube atacou um acampamento turco em Ain Zara.

Gavotti sobrevoou duas vezes o local antes de arremessar as quatro granadas, que transportava presas a sacos de couro. Para prepará-las para detonação, arremessá-las e pilotar seu monoplano, precisou retirar seus pinos com os dentes.

Se comparado à operação aérea lançada sobre a Líbia 100 anos depois, com 250 jatos e 110 mísseis Tomahawk  atacando as forças de Muhamar Kadafi, o ataque e a técnica de Gavotti são uma pálida sombra do poder destrutivo de uma ofensiva aérea.

Ainda que extremamente rudimentar, o vôo de Gavotti  entrou para a história como o primeiro bombardeio aéreo e fez da  Itália um país  precursor no desenvolvimento das estratégias aeronáuticas.

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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Na cobertura da Guerra Ítalo-turca, o Estadão publicou imagem do conflito armado entre o Império Otamo e o Reino da Itália pela posse da Líbia.

Do alto de uma mesquita, as forças italianas fazem fogo sobre os revoltosos.

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Pesquisa e Texto: Rose Saconi
Tratamento de Imagens:
José Brito

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5 de novembro de 1911

 

A Itália declara oficialmente a anexação das províncias de Trípoli e Cirenaica, atual Líbia.

A assinatura do  decreto real, pelo rei Vitor Emanuel, parecia indicar o final do conflito.

Mas, em poucas semanas, a Itália descobriu que  o avanço das suas tropas nestes territórios ainda não significava domínio ou controle sobre eles.  A submissão das populações árabes à regência da monarquia italiana estava ainda mais distante.

(Algumas informações deste post foram corrigidas em 24/11/2011)

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Quinta-feira, 12 de outubro de 1911

Em meio às matérias que analisavam o conflito na Líbia, foi publicado um quadro  comparativo das forças militares que se opunham na Guerra Ítalo-turca. O infográfico, recurso artístico e informativo muito utilizado nas publicações de hoje, tinha sua ideia explorada naquela edição.

Na guerra de 1911, assim como em diferentes embates em territórios de população árabe, as forças militares oficiais não foram os únicos elementos relevantes. Uma vez que, a guerrilha desempenha papel de peso nestes conflitos.

Surpreendida por este fator, a Itália levou mais tempo que o esperado para vencer a guerra.

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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Quarta-feira, 11 de outubro de 1911

Na cobertura da Guerra Ítalo-turca, o jornal publicou imagens do porto de Trípoli após bombardeio da esquadra italiana.

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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