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Arquivo Estado

Estado, 6 de março de 1912

Em 1912, o empresário Ryu Mizuno, o mesmo homem que organizou a viagem do Kasato Maru – o navio que trouxe o primeiro grupo de imigrantes japoneses para o Brasil – abriu no Japão o Café Paulista. O estilo era de uma cafeteria parisiense com sabor e qualidade do café brasileiro.

Pesquisa e texto: Rose Saconi
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“Aviões japoneses atacaram as ilhas Havaí e suas bombas foram o sinal para que se estendesse ao resto do mundo a guerra que já ensangüenta três continentes.” Assim, a edição do Estado de 9 de dezembro de 1941 (terça-feira) noticiava os fatídicos eventos de domingo.

O ataque japonês à base naval americana de Pearl Harbor, desferido em 7 de dezembro de 1941, constituiu o ato de agressão que levaram os Estados Unidos a declarar guerra ao Japão, levando à entrada da grande potência americana na Segunda Guerra Mundial.

 

A edição trouxe informações sobre a ofensiva japonesa e buscou contabilizar perdas americanas. E teve na sua primeira página publicada a mensagem do presidente Roosevelt ao Congresso, logo à baixo da manchete que anunciava a declaração de guerra dos Estados Unidos ao Japão.

Em seu discurso o presidente americano, descrevendo como  desonrados e traiçoeiros os métodos empregados pelo Japão, – que poucos instantes antes de empreender o ataque à base naval americano no Pacífico ainda mantinha relações diplomáticas com os Estados Unidos- disse que essa data, o 7 de dezembro,  “viverá como uma infâmia.” É assim que o ataque à Pearl Harbor é percebido.

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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Como mesmo nos dias de hoje, por mais avançado que seja o processo de extração dentária, a experiência de se arrancar um dente está muito longe de ser agradável.

Constatar como o processo se dava, há cem anos, pode um consolo.

Na sessão Coisas da Sciencia, do Estado de 11 de maio de 1911,  uma nota chama atenção. Fala sobre o processo adotado pelos japoneses para arrancar dentes.

Quinta-feira, 11 de maio de 1911


A técnica empregada pelos japoneses dispensa utensílios. Inteiramente manual, ela consistia em força e destreza.

O “arrancador de dentes”, após treinar em orifícios de madeira com pinos que imitam dentes, obtinha um certificado para exercer o ofício, que como a nota esclarece é diferente do de um dentista, “que é arte um pouco mais complicada”.

A nota não faz menção ao uso de anestesia.

O que,nesse período, poderia significar a utilização de diversas substâncias entorpecentes.

No final do século XIX e início do XX,  dentistas relatavam os sucessos  de novas drogas anestésicas.

A cocaína era largamente utilizada, e era a preferida  para anestesia local. O óxido nitroso – gás hilariante – também foi muito utilizado nos consultórios.

A Província de São Paulo, 08/09/1885

Até a constação do efeito de dependência causado por essa substância, e a criação de leis proibitivas na década de 20, a odontologia e as mais diferentes àreas médicas lançaram  mão de drogas, hoje consideradas ilícitas.

Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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Em 22 de abril de 1911, o  Estado publicava um extenso artigo do “Berliner Tageblatt” , sobre a importância na manutenção da neutralidade no canal do Panamá.

O artigo foi escrito por Gadke, um ex-coronel.

Sabbado, 22 de abril de 1911

O texto discorre , mais profundamente, sobre a grande relevância estratégica do canal para os Estados Unidos.

“A política imperialista dos Estados Unidos, no oriente longínquo, a occupação das ilhas de Hawaii e das Philippinas, a sua intenção de estender o seu commercio sobrea China (…) chocaram indubitavelmente os interesses japonezes que muito gostariam se pudessem arredondar o seu império marítimo pela  occupação das Philippinas. (…)Aqui há a possibilidade e talvez a certeza de conflictos futuros dos dois Estados”.

Analisando a política imperialista das duas Nações, Japão e Estados Unidos, o ex-militar faz previsões acertadas sobre o embate de forças que estaria por vir.

Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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07.abril.2011 16:58:45

Tragédias insanas

Insanidade e arma de fogo. A mistura explosiva já rendeu várias tragédias pelo mundo. Com o massacre de crianças na escola em Realengo, o Brasil passa a integrar o trágico quadro de ocorrências para as quais as explicações nunca serão suficientes.

Colégio Columbine, Litteton, Estados Unidos, 20 de abril de 1999


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Dunblane, Escócia, 13 de março de 1996

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Texas, Estados Unidos, 1966


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Montrel,  Canadá, 7 de dezembro de 1989

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USP, São Paulo, dezembro de 1995

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Morumbi Shopping, São Paulo, 4 de novembro de 1999

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Ikeda, Japão, 8 de junho de 2001

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Taiúva, Brasil, 29 de janeiro de 2003

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Beslan, Rússia, 3 de setembro de 2004

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Pensilvânia, Estados Unidos, 2 de outubro de 2006

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Virginia Tech, Blacksburg,  Estados Unidos, 16 de abril de 2007

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Kauhajoki, Finlândia, 24 de setembro de 2008

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Pesquisa: Rose Saconi e Lizbeth Batista
Tratamento de imagens: José Brito

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