O Campanário de Veneza, na Praça São Marcos, estava pronto para ser reinaugurado. Essa era notícia de abertura da edição do Estado de 25 de abril de 1912.
O Estado de S. Paulo – 25/4/1912

Para coroar o evento (assista um vídeo aqui), a cidade de Veneza recebeu a bandeira do navio-cruzador ‘São Marcos’ que participara das recentes batalhas na recém-conquistada Trípoli, naquele momento o mais novo território das Colônias Italianas.
A torre restaurada vista da Basílica de San Marco. Foto: L’Illustrazione Italiana, 1912
Apesar de ser considerada indestrutível, a torre desabou no terremoto em 14 de julho de 1902. Há registros de que o primeiro campanário datava do século 10. O prédio, restaurado em 1912, é o mesmo de hoje e foi construído no século 15.

Torre destruída pelo terremoto em 1902. Foto: L’Illustrazione Italiana, 1912

Ilustração do século 15 da Praça de San Marcos, publicada na revista
“L’Illustrazione Italiana” de 28 de abril de 1912
Texto e Pesquisa: Carlos Eduardo Entini
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Ao longo de décadas, a questão do aborto é um assunto recorrente nas páginas do jornal. Assim como hoje, quando o STF decidiu pela autorização da interrupção da gravidez em caso de fetos anencéfalos, as notícias discutiam a autonomia feminina, o problema da clandestinidade dos procedimentos, bem como os argumentos contrários. Além dos debates, a legalização do aborto em outros países também era noticiada.
Em julho de 1967, o Estadão publicava a decisão do parlamento inglês de regulamentar o aborto em casos de risco de saúde para a mãe ou possibilidade de a criança nascer “defeituosa”, termo usado à época.
O Estado de S. Paulo – 15/7/1967
No mesmo ano, poucos meses antes, o enviado especial Lenildo Tabosa Pessoa informava sobre as divergências sobre o aborto nos debates da VII Conferência Internacional de Planificação da Família, em Santiago do Chile.
O Estado de S. Paulo – 14/4/1967
Cinco anos antes, um caso rumoroso era destaque: o casal Finkbine viajava dos Estados Unidos à Suécia para realizar um aborto legal. A alegação do casal era de que a mãe havia tomado a substância thalidomida, que causa má formação do feto. Como a prática não era permitida nos Estados Unidos, o casal decidiu ir para o país europeu.
O Estado de S. Paulo – 5/8/1962

Ao noticiar a regulamentação do aborto na Itália, em 1978, o Estadão informava que o Partido Democrata Cristão (PDC), de orientação católica, preferiu aprovar a lei por considerar que era melhor uma legislação regulamentadora do que a prática sem qualquer limite.
O Estado de S. Paulo – 15/4/1978

Pesquisa e Texto: Carlos Eduardo Entini e Edmundo Leite
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Na década de 10, não era nova a idéia de bombardear posições inimigas atacando pelo céu. Ela já havia sido empreendida com balões e dirigíveis.Mas a criação de uma aeronave mais potente e arrojada como o aeroplano despertou a certeza entre as nações que seu uso, em qualquer conflito, traria imensa vantagem, podendo até mesmo definir uma contenda.
Militares, engenheiros, aviadores e cientistas passaram a idealizar meios de adaptar os recém criados aeroplanos para torná-los máquinas de guerra. Imaginavam frotas afundadas em pouco tempo, fortificações destruídas, batalhões aniquilados e cidades reduzidas à ruínas.
Quinta-feira, 14 de dezembro de 1911

O primeiro bombardeio aéreo realizado por um aeroplano, de que se tem notícia, data de 1911.
Testes eram realizados com freqüência, principalmente nos Estados Unidos. Seus resultados estamparam capas de revistas científicas e aeronáuticas em todo o mundo. Mas, não foram os americanos os primeiros à empreender uma ofensiva aérea, e sim os italianos, durante a Guerra ítalo-Turca.
Em 1 de novembro de 1911, o tenente Giulio Gavotti foi pilotando seu monoplano modelo Etrich Taube atacou um acampamento turco em Ain Zara.
Gavotti sobrevoou duas vezes o local antes de arremessar as quatro granadas, que transportava presas a sacos de couro. Para prepará-las para detonação, arremessá-las e pilotar seu monoplano, precisou retirar seus pinos com os dentes.
Se comparado à operação aérea lançada sobre a Líbia 100 anos depois, com 250 jatos e 110 mísseis Tomahawk atacando as forças de Muhamar Kadafi, o ataque e a técnica de Gavotti são uma pálida sombra do poder destrutivo de uma ofensiva aérea.
Ainda que extremamente rudimentar, o vôo de Gavotti entrou para a história como o primeiro bombardeio aéreo e fez da Itália um país precursor no desenvolvimento das estratégias aeronáuticas.
Pesquisa e texto: Lizbeth Batista
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5 de novembro de 1911
A Itália declara oficialmente a anexação das províncias de Trípoli e Cirenaica, atual Líbia.
A assinatura do decreto real, pelo rei Vitor Emanuel, parecia indicar o final do conflito.
Mas, em poucas semanas, a Itália descobriu que o avanço das suas tropas nestes territórios ainda não significava domínio ou controle sobre eles. A submissão das populações árabes à regência da monarquia italiana estava ainda mais distante.
(Algumas informações deste post foram corrigidas em 24/11/2011)
Leia mais sobre a guerra Ìtalo-Turca de 1911
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Quinta-feira, 12 de outubro de 1911

Em meio às matérias que analisavam o conflito na Líbia, foi publicado um quadro comparativo das forças militares que se opunham na Guerra Ítalo-turca. O infográfico, recurso artístico e informativo muito utilizado nas publicações de hoje, tinha sua ideia explorada naquela edição.
Na guerra de 1911, assim como em diferentes embates em territórios de população árabe, as forças militares oficiais não foram os únicos elementos relevantes. Uma vez que, a guerrilha desempenha papel de peso nestes conflitos.
Surpreendida por este fator, a Itália levou mais tempo que o esperado para vencer a guerra.
Pesquisa e texto: Lizbeth Batista
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2012
2011