A história do futebol seria menos rica se no dia 14 de abril de 1912 não tivesse sido fundado o Santos Football Club. O clube, que hoje completa 100 anos, já teve grandes equipes e ainda revelou o maior jogador de todos os tempos, Pelé. Relembre nas páginas do Estadão as principais conquistas do time que encantou o mundo no final da década de 50 e durante toda a de 60.
O Estado de S. Paulo, 4/1/1957
O Estado de S. Paulo, 17/12/1960
O Estado de S. Paulo, 3/8/1962
O Estado de S. Paulo, 31/8/1962
O Estado de S. Paulo, 6/12/1962
O Estado de S. Paulo, 17/12/1963
O Estado de S. Paulo, 23/12/1964
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Pesquisa: Rose Saconi
Reprodução de imagens: José Brito
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Paulo Maluf passa o cargo de governador para José Maria Marin em 1982. Foto Sidney/AE
José Maria Marin foi jogador de futebol. Atuou como ponta-direita no São Paulo, São Bento, Marília e Jabaquara. Não se tem relatos precisos sobre suas características em campo. Mas na política, utilizando o linguajar do futebol, ele pode ser considerado um ótimo oportunista. Boa presença na área e aproveitamento de 100% dos rebotes. Politicamente joga também na mesma posição, “faço questão de ficar na extrema-direita”, declarou em 1979.
O Estado de S. Paulo – 25/05/1986
O Estado de S. Paulo - 14/1/1953

Marin no quadro de artilheiros de 1953, 1 gol
Todas as vezes que a bola é rebatida, ele emplaca. Foi assim em 1982 quando o governador biônico Paulo Maluf se descompatibilizou do cargo e deixou para ele o governo. A jogada se repete com a saída de Ricardo Teixeira da CBF.

Marin bate bola na reabertura da rua das Palmeiras. Foto: Reginaldo Manente/AE
Na frente da CBF Marin viverá o mesmo dilema quando assumiu o governo de São Paulo: colocar sua personalidade na administração ou fazer o jogo do antecessor.
O Estado de S. Paulo 11/7/1982

Pesquisa e texto: Carlos Eduardo Entini
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Muitos dirão que os dois são incomparáveis. Mas a situação de Garrincha e Adriano no Corinthians têm muito em comum. Os dois craques chegaram ao time sob desconfiança, mas com carisma e uma longa ficha de serviços pretados ao futebol. E, no caso de Garrincha, essa ficha tinha nada menos que o bicampeonato nas Copas do Mundo de 1958 e 1962 e as atuações magistrais pelo Botafogo. Mas no Parque São Jorge, os dois jogadores, por causa de problemas físicos e questões extra-campo, tiveram apenas algum lampejo do brilho de outrora.
Em 1966, Garrincha e Corinthians pareciam a combinação perfeita. Craque do povo, num time do povo. Mas fez apenas 13 partidas e marcou só dois gols, nas vitórias sobre Cruzeiro e São Paulo.
26/10/1966
"Mané veio para ser a alegria do Corinthians, não foi. É um homem triste que só vê a bola em treino no Parque São Jorge"
10/2/1966
"Quando Garrincha chegou por aqui era gordo e ninguém acreditava nêle. Apenas os homens que organizavam seu programa de treinos"

Adriano chegou ao Corinthians também fora de forma, mas encheu a torcida de esperanças. Assim como Garrincha em 1966, em 2011 o jogador ficou bastante tempo sem jogar. E, como Garrincha, se submetia a uma rotina especial de treinamentos. No fim do Brasileirão, mesmo fora de forma entrou no fim de um jogo e marcou um gol fundamental para o título corintiano. Este ano, está às voltas com novos problemas que o impedem de jogar.
03/07/2011
08/2/2012
"Sem alternativas para deixar o jogador em forma, médicos e preparadores físicos do clube optam por fechar o Imperador; ele tem de perder 5 quilos"

Pesquisa e Texto: Carlos Eduardo Entini e Edmundo Leite
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Foi com uma narração coalhada de termos ingleses que o paulistano ficou sabendo do resultado e dos detalhes do jogo de abertura do primeiro Campeonato Paulista, em 1902. O Mackenzie abriu o placar. O “goal” foi marcado no primeiro “half time” pelo sr. Eppingham. Poucos minutos antes o “cente forwards” do Germania, sr. Kischner, fez um “scap” (fuga?) e empatou para os alemães.
O Estado de S.Paulo – 04/5/1902

A novidade deveria ser tanta que até o apito do “referee” encerrando o primeiro “half time” e o “match” foram descritas.
Do ponto de vista da crônica esportiva, pode-se afirmar que a reportagem trouxe a primeira análise de um jogo de futebol. O jornalista percebeu a superioridade do Mackenzie durante todo o match, apesar dos alemães terem melhorado um pouco no segundo meio tempo. Mas a energia alemã não foi suficiente, e os americanos desempataram. Final de match: Mackenzie 2 x 1 Germania.
A reportagem também narrou a primeira contusão. Ainda durante o primeiro tempo, Muss, do Germania, “se feriu muito numa queda”. Prova de que o terreno utilizado para provas de atletismo não servia para o futebol. Mas o leitor não deveria ficar preocupado, Muss foi substituído e o jogo seguiu.
Pesquisa e Texto: Carlos Eduardo Entini
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2012
2011