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Arquivo Estado

Quarta-feira, 06 de dezembro de 1911

Telegramas vindos de Nova York anunciavam a saída do patriarca da família Rockefeller da presidência da Standard Oil Company.

Responsável pela construção de um dos maiores impérios industriais do mundo, o milionário americano John D. Rockefeller anunciava sua aposentadoria. Sem maiores explicaçõe, em sua declaração revelava apenas “o desejo de consagrar o resto dos seus dias ao jogo de “golf”.

Em 1911, com base na Lei Antitruste americana, a Standard Oil  era acusada de monopólio e de cometer ações abusivas e anti-competitivas.  Foi considerada culpada, em 15 de maio de 1911, pela a Suprema Corte Norte-Americana.

A justiça americana ordenou que a Companhia fosse dividida em 34 novas empresas. Entre elas estão as conhecidas Standard da Califórnia, que se tornou a Chevron, e a Standard de Nova Jersey, que se tornou a Esso, atual Exxon.

John D. Rockefeller , dono de 25 % da Standard quando ela foi dividida, recebeu ações proporcionais  nas novas companhias. Apesar de ter seu poder acionário reduzido em algumas das refinarias, a divisão da Standard provou-se incrivelmente lucrativa- em dez anos o valor combinado dessas empresas quintuplicou-  seu patrimônio pessoal foi estimado em 900 milhões de dólares, em 1921.

A aposentadoria e a prática de golfe revelaram-se muito rentáveis para John.

Leia também:

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Dinheiro americano moveria castelos?


Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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24 de outubro de 1929

Foi no fim de outubro de 1929, há 82 anos, que a Bolsa de Valores de Nova York desmoronou-se, vivendo um clima de pânico e histeria que ainda hoje são lembrados. De uma hora para outra, grandes investidores perderam tudo o que tinham.

Os efeitos assustadores começaram a ser sentidos no dia 24, concentrando-se nos dias 28 e 29. Esta ficou conhecida como “Terça-feira Negra”, por ser considerado o dia mais devastador da história de Wall Street.

Em Nova York, houve pânico o dia inteiro. Pessoas corriam de uma lado para o outro querendo vender suas ações. Os boatos tornaram a situação incontrolável. A Bolsa fechou as portas. No final do dia, um prejuízo de quatro bilhões de dólares.

Pesquisa e Texto: Rose Saconi
Tratamento de Imagens:
José Brito

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Castelo Tattershall

A fé move montanhas, alguns diriam que o dinheiro também.

Em 1911, acreditavam que o dinheiro moveria até mesmo um castelo. Isso é o que conta uma nota curiosa, e um tanto absurda, publicada na edição de 23 de setembro daquele ano.

O feito, complicado e grandioso, seria empreendido por um multimilionário americano.

Sabbado, 23 de setembro de 1911

 

Já no século passado, o poder econômico exercido pelo dólar, na ordem financeira mundial, impressionava. A figura do milionário fascinava.

Estes foram os anos onde os Rockefellers, os Carnegies e os Morgans fizeram fortunas.

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista

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Em 19 de abril de 1911, o Estado comentava na sessão Notas do Exterior, um editorial do Financial Times tratando da expansão econômica do Brasil.

Quarta-feira, 19 de abril de 1911

A nota informava os investidores ingleses que seria um bom negócio investir no Brasil. O Financial aponta o aumento da malha ferroviária brasileira como sinal do desenvolvimento econômico no país.

Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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28.fevereiro.2011 15:14:36

25 anos do Plano Cruzado

28 de fevereiro de 1986


Há 25 anos,  o Brasil – que vivia um período de inflação galopante – foi surpreendido com o anúncio de um dos mais ousados planos econômicos da história: o Plano Cruzado.

Além do congelamento total de preços e um aumento do salário mínimo, uma nova moeda foi instituída, o cruzado. A diferença em relação à antiga moeda não era apenas o fato de equivaler a mil cruzeiros, mas também o de personificar uma economia estável, na qual a moeda não se deterioraria. Uma tablita para converter preços foi instituída. E as compras a prestações passaram a ter uma correção para baixo, com as parcelas mais baixas, subtraindo a prjeção de inflação embutida na hora da compra.

“Iniciamos hoje uma guerra de vida ou morte contra a inflação. Cada brasileiro será e deverá ser um fiscal de preços”, disse o presidente José Sarney, em cadeia nacional de rádio e televisão, ao anunciar a decisão “grave e difícil” de adotar as principais medidas para sanear a economia.

Fiscais do Sarney. “Você, brasileiro, ou brasileira, está convocado pelo presidente para ser um fiscal dos preços em qualquer lugar do Brasil”, disse o presidente em seu pronunciamento à nação.

Caderno Especial. O anúncio do plano mereceu destaque na capa do Estado que circulou com a manchete “O primeiro dia da guerra à inflação” e mais 14 páginas inteiras dedicadas ao assunto.

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