
Medicina oriental ou charlatanismo? Essa era a questão central de um inquérito policial que investigava os métodos de cura e os tratamentos oferecidos por três curandeiras chinesas, em 1912 , no Rio de Janeiro.
Quarta-feira, 20 de março de 1912

22 de fevereiro de 1972
Em 1970, Nixon expôs sua estratégia de paz: reduzir a presença militar americana no mundo, começando pelo velho continente. Para pavor dos aliados europeus, que viam Moscou mais perto da supremacia nuclear, a Doutrina Nixon soava como a capitulação americana. Houve quem anunciasse o final da Guerra Fria.
Mas os EUA não perderam a disputa, num movimento inesperado, mudaram o jogo, convidando mais jogadores ao tabuleiro. E para realizar essa difícil manobra Nixon fez algo na categoria do inimaginável: em 1972, foi à China.
O Estado de S.Paulo - 20/02/1972
A Casa Branca sabia que parte crucial da viagem era convencer a opinião pública americana que muitos benefícios adviriam do reatamento das relações sino-americanas. Sabia também que o encontro precisava causar uma boa impressão aos seus aliados internacionais, para diminuir a animosidade em torno de sua duvidosa política externa. Washington calculou as variáveis. Henry Kissinger, então Secretário de Estado americano, fez uma visita prévia à China para costurar a retomada das relações, em julho de 1971. Saiu de lá com um convite para Nixon, que prontamente foi à TV comunicar aos americanos que visitaria a China em breve.
O encontro com MaoTsé-tung e as conferências com o primeiro-ministro Chu En-lai eram eventos de suma relevância mundial. Para registrar esse acontecimento histórico, um show midiático foi armado. Jornalistas até hoje se lembram do frenesi das redações e da acirrada disputa por credenciais.
Nixon vai à cerimônia, ao lado do primeiro ministro chinês, Chu En-lai. Fotos: UPI
A comitiva acertou no roteiro e na apresentação. As imagens da visita suavizaram inquietações. Fotógrafos registraram tudo: jantares com brindes celebrando os laços de amizade refeitos; os Nixons indo ao teatro com Madame Mao; o casal presidencial posando para fotos na serpenteante Muralha da China; a primeira dama Pat comprando conjuntos de porcelana para casa e pijamas de seda para o marido, enquanto ele se deliciava, num almoço, com pato laqueado.
O Estado de S.Paulo – fevereiro de 1972

No dia 22/02 os leitores viram a cena mais esperada, o aperto de mão de Nixon e Mao. Cada dia da viagem foi estampado na capa do Estado, e só uma tragédia tirou Nixon das manchetes: o incêndio no Andraus.
A cobertura mostrou o lado turístico, encantador e amistoso da China sendo redescoberta pelos americanos, exatamente como o RP de Washington planejou, mas não falhou em analisar cada movimento de Nixon, decodificando a intenção política por trás de seus passos. Oito editoriais discutiram e apontaram os diversos ângulos e revezes da aproximação entre os dois gigantes.
O Estado de S.Paulo,24 /02/1972

O assunto da semana ocupou as páginas dos jornais, até em anúncios publicitários
Pesquisa e texto: Lizbeth Batista
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Segunda-feira, 11 de dezmbro de 1911

*Leia mais sobre a Primeira Revolução Chinesa
Pesquisa: Lizbeth Batista
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Domingo, 10 de dezembro de 1911

A crescente adesão dos chineses à proposta revolucionária republicana enfraquecia o poder do governo imperial. A monarquia não mantinha mais o controle territorial da China.
Para que a Revolução Xinhai não recrudescesse e começasse à ameaçar a integridade territorial do país, era necessária a intervenção de uma figura política forte, capaz de empreender um diálogo com os revolucionários, durante a transição para a República.
Yuan Shikai foi essa figura. Renomado general chinês, foi nomeado Primeiro Ministro do Império em novembro de 1911.
Yuan controlava a maior e mais bem organizada força militar da China no período, o Exército de Beiyang, peça decisiva para instauração da República na China.
Pesquisa e texto: Lizbeth Batista
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Domingo, 03 de dezembro de 1911
O movimento revolucionário ganhava força e a cada dia mais pessoas aderiam à sua causa, enquanto o isolamento do Império tornava-se evidente.
O Estado de S.Paulo, 02/12/1911
Diferentes grupos sociais uniam-se em torno do ideário revolucionário, em 1911. A idéia de uma República Chinesa, livre do julgo imperialistas de potencias ocidentais e orientais atraía diferentes vertentes políticas.
Simpatizantes da causa dos boxers; estudantes; parlamentares e militares adeptos das políticas liberais e modernas da Reforma dos Cem Dias; nacionalistas alinhados ao médico Sun Yat-sen e uma larga parcela da população chinesa que nunca deixou de ver a dinastia Quig como usurpadora do trono real chinês integravam essa nova força política da China.
Nos últimos meses do ano de 1911, a questão não era se o Império cairia, cada dia mais, sua derrocada adquiria caráter de certeza. O que ainda era nebuloso e difícil de prever no destino político da China era: que grupo comandaria a instauração da República? Quem ascenderia ao poder?
O nome de Yuan Shikai começava a ganhar força.
Leia mais sobre a Revolução Nacionalista Chinesa
Pesquisa e texto: Lizbeth Batista
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2012
2011