
Poster de cerveja alemã, 1910
Um problema tirava o sono do povo alemão.
Seria a guerra Ítalo-turca e os efeitos desta nos Balcãs? Talvez fossem as complicações diplomáticas que um conflito entre Itália e Turquia geravam para a Alemanha, tanto nas relações com as demais potências européias, como com o Império Otomano? Ou, então, seria a disputa por áreas de influencia na África, com o desfecho da crise no Marrocos ainda por vir?
O problema era a cerveja, assunto seríssimo em todo território alemão.
Terça-feira, 10 de outubro de 1911
Sob o título de “Liga de combate contra a pouca bebida”, alemães uniam-se para brigar pelo direito de ter mais cerveja no copo.
O Estado publicava o caso no mesmo mês de uma da famosa festa alemã, a Oktoberfest de Munique.
A matéria trazia alguns números e esclarecia a importância da questão, “na Allemanha, basta saber que em Berlim cada habitante consome em media 225 litros de cerveja, em Munich 266, e que a classe operaria emprega em cerveja 25 por cento das suas despesas diárias. Além disso, são numerosíssimas.”
Em 1911, os alemães tinham assegurado pelo Tribunal Superior o direito de escolha sobre esta questão muito subjetiva.
Respaudados pela lei, decidiam se era com ou sem “colarinho”.
Pesquisa e texto: Lizbeth Batista
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A edição de 28 de maio de 1911 do Estado trazia uma boa notícia para os fãs do grande compositor alemão, Richard Wagner. Sua autobiografia, “Minha vida”, acabava de ser publicada, em 2 volumes.
As memórias levaram anos para ficar pronta, e mais alguns para serem publicadas. O compositor contou com a colaboração da “sua esposa e amiga”, para quem ditava suas lembranças e impressões.
A narrativa começa em 1813, com o nascimento de Wagner, em Leipzig. Termina em 1864, quando Wagner, então um reconhecido compositor, encontra-se com o rei Ludovic II, da Baviera.
Conta a agitada vida do compositor, passando por episódios como a passagem de Napoleão por Leipzig, revela a admiração provocada pelo encontro com o compositor romântico, Carl Maria Von Weber, quando Wagner era ainda um menino. Traz alguns relatos sobre o convívio com a nobreza européia, num trecho curioso, conta uma conversa com os monarcas ingleses, revelando uma faceta espirituosa da rainha Vitória. Até os bichos de estimação do compositor, o cachorro Pepo e o papagaio Papo, estão nas 886 páginas da biografia.
A obra tem uma forte carga pessoal. Os episódios que traçaram sua vida são revelados através da percepção do músico, e deixam claro como Wagner sempre buscou espaço para arte.
Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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A ampliação dos laços comerciais entre Brasil e Alemanha na área das comunicações era notícia de destaque na edição de 31 de março de 1911.
Na primeira página do Estado, uma nota contava sobre os telegramas trocados pelo presidente Hermes ao Imperador da Alemanha, Guilherme II. As mensagens tratavam do recém inaugurado cabo-submarino , e celebravam o estreitamento dos laços entre as duas Nações.
Sexta-feira , 31 de março de 1911
Outras notas, desta mesma edição, mostram como a Alemanha oferecia uma interessante parceria comercial para o governo brasileiro, que queria ampliar sua rede de telégrafos e manter o monopólio sobre a área.
Até hoje a busca do consumidor pelo menor custo faz as operadoras de serviços de comunicação disputarem clientes. Também, em 1911, a concorrência era acirrada neste mercado. Após a inauguração do cabo-submarino da Deutsch Sudamerikanische Telegraphen Gesellshaft as demais companhias telegráficas anunciavam que acompanhariam a redução da taxa estabelecida pela companhia alemã, para não perder mercado no Brasil.
Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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A edição de 15 de março de 1911 do Estado trazia em sua página central uma figura do artista alemão Willy Reichardt, e informava sobre a realização de uma exposição em Munique.
O tema da exposição era assunto de crescente interesse alemão, o Brasil.
Quarta-feira, 15 de março de 1911
Accentua-se na Allemanha um grande movimento de curiosidade pelo Brasil. Em grande parte essa curiosidade é conseqüência da formidável expansão econômica alleman, conduzida com intelligencia superior e com profunda penetra psychologica. Mas, não é só nos centros commerciaes ou nas investigações scientificas para fins commerciaes, que existe essa preocupação pelo Brasil. Há muito tempo que sábios allemães, dos mais conspícuos, dedicam os seus estudos ás regiões brasileiras. Mais de um livro notável lhes devemos sobre a nossa flora, a nossa fauna e a nossa historia, todos geralmente escriptos com a probidade que caracteriza os scientistas allemães.
Recentemente realisou-se em Munich uma exposição internacional e nacional sobre assumptos brasileiros. Um dos expositores foi o nosso velho conhecido Willy Reichardt. (…)
Reichardt que é exímio no desenho a penna, tinha uma grande predileção pelos nossos aspectos rusticos, pelas scenas da vida campesina, por tudo que lembrasse o Brasil selvagem ou primitivo, ainda não contaminado do cosmopolitismo.
A estampa que hoje reproduzimos é um trabalho desse gênero que Willy Reichardt, enviou á exposição a que nos referimos.
Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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Na edição do Estado de 11 de março de 1911, encontramos os ecos da Revolução Mexicana na Europa.
A um oceano de distância da República Latino Americana, e sem grandes interesses econômicos no país, as Nações Européias evitaram envolver-se no conflito, até a eclosão da Primeira Guerra Mundial.
Apesar disso, nem todos os impérios europeus viam com bons olhos a crescente influência norte-americana no continente.
Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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2012
2011