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Arquivo Estado

Há 85 anos

“Se eu ficar, sigam-me. Se recuar matem-me; se eu morrer, façam vingança”. Logo após pronunciar essas palavras na praça do Capitólio, em Roma,o ditador Benito Mussolini levou um tiro. Por sorte, a bala, disparada pela irlandesa Violet Gibson, de 50 anos, atingiu apenas a extremidade do nariz do líder italiano.

A mulher, que era irmã do chanceler da Irlanda, o barão de Ashbourne, sofria de problemas mentais.

7 de abril de 1926

11 de setembro de 1926

O anarquista Gino Lucetti tentou assassinar Benito Mussolini enquanto este passava de carro pelas ruas de Roma, na Itália. Lucetti atirou uma bomba contra o veículo de Mussolini. A explosão acabou ferindo oito pedestres. O ditador saiu ileso.

31 de outubro de 1926

Anteo Zamboni, um jovem antifascista de 15 anos, tentou matar o ditador na cidade de Bolonha. Foi linchado e morto pelo povo. Mais uma vez Mussolini escapa do atentado.

Os atentados de 1926 foram a brecha utilizada por Mussolini para fortificar o estado fascista e eliminar de vez os últimos resíduos de democracia existentes no país.  Os órgãos de imprensa foram fechados e os partidos políticos (exceto o fascista) foram colocados na ilegalidade. Mussolini criou grupos de militares, chamados de camisas negras, que incorporaram as forças de repressão oficial. A pena de morte foi legalizada nesta época.

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Em novembro de 1911, Madero foi eleito presidente do México.

Durante toda a Revolução Mexicana o Estado manteve seus leitores informados sobre  o desenrrolar dos conflitos. Em sua edição de 06 de abril de 1911 , o jornal trazia uma nota sobre o chefe revolucionário Francisco Madero.

Nos primeiros  meses  da Revolução, Francisco Ignacio Madero González destacou-se como líder e porta-voz do movimento mexicano.  Madero foi a figura política capaz de organizar e unir as principais forças opositoras à Díaz.

O pedido  de Madero às potências buscava legitimar suas ações armadas, por meio do reconhecimento internacional  à sua causa.

Quinta-feira , 06 de abril de 1911

Membro da elite mexicana, Madero vinha de uma família de ricos proprietários rurais.

Suas atividades políticas tiveram início em 1905, quando  em oposição ao governo Díaz,  organizou o partido Democrata Benito Juárez e  fundou  o jornal opositor,  O Democrata

Enquanto, em 1908 o presidente Porfírio Díaz prometia eleições livres para 1910, Madero publicava seu livro A Sucessão Presidencial de 1910.

A obra apontava como o governo de Díaz havia  negligenciado  e afrontado os direitos civis da população mexicana. Discutia as grandes concessões feitas aos E.U.A. e criticava a centralização do poder na figura de Porfírio Díaz.  Madero propunha a restauração da  Constituição Liberal de 1857, e das garantias constitucionais nela previstas, tais como a liberdade de expressão, liberdade de imprensa, direito à livre associação e etc.

No mesmo ano Madero passou a excursionar pelo  país divulgando sua plataforma política, e militando contra a reeleição. O livro e as andanças de Francisco renderam-lhe o apelido de Apóstolo da Democracia.

Foi preso pelas forças do governo  em junho de  1910, fugindo em seguida para os Estados Unidos. Lá, junto com simpatizantes organizou uma milícia armada e divulgou o Plano de São Luis de Potosi.  O documento  declarava que as eleições de 1910 haviam sido fraudadas pelo presidente, e conclamava a população mexicana à rebelar-se contra o governo repressor e totalitário de Díaz.  O texto dizia que a democracia só seria restaurado por meio de um levante armado e com a deposição do presidente.

Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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06.abril.2011 05:10:26

Parabéns, Caderno 2!

Há um quarto de século circulava pela primeira vez o caderno que se tornaria um marco do jornalismo cultural brasileiro. Relembre como foi a preparação, o lançamento e páginas marcantes desses 25 anos.

Capas das edições ‘zero’

(clique nas imagens para ver as páginas)

Apresentando a equipe

Colaboradores de peso

“É um grande desafio fazer humor de costumes para o leitor do Estado. Acho que o Caderno 2 vai dar certo. Tem tudo para dar”, apostou o cartunista Henfil, às vésperas do lançamento do caderno.

“♪♪ …Deu no Caderno 2 …“♪♪

“Deu no Caderno 2” era o slogan da campanha publicitária na TV. O comercial juntava o cantor da velha guarda Lúcio Alves ao então jovem Roger, do Ultraje a Rigor, parodiando o clássico Teresa da praia. “… o Estadão está com novo caderno, usando bermuda por baixo do terno…”

Chico e Caetano, capa da edição estréia em 6 de abril de 1986

(clique e baixe a íntegra da 1ª edição)

Outras capas marcantes

Tratamento de Imagens: José Brito

Siga o Arquivo Estadão: Twitter@arquivo_estadao e Facebook/arquivoestadao

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Com um Brasil ainda majoritariamente rural e com áreas urbanas ainda com presença de matas, picadas de cobras eram um problema relevante no início do século passado.  Em 05 de abril de 1911, o Estado publicava em sua página central um estudo sobre os meios  de se diminuir os acidentes ofídicos.

Com o título A luta contra o ophidismo, a matéria trazia informações sobre o que deveria ser feito para evitar tais acidentes.

Quarta-feira , 05 de abril de 1911

Indicava o uso de calçados adequados nos campos. Recomendava, também, para espantar esses animais a   a preservação de algumas espécies  predadoras naturais das serpentes, e ressaltava o importante trabalho desenvolvido pelo  Instituto Butantan.

O Instituto Butantan foi fundado em 1901.

Surgiu, inicialmente, como um instituto bacteriológico com o intuito combater o avanço da peste bubônica no estado paulista. A epidemia foi contida, graças ao trabalho desenvolvido por médicos como Adolfo Lutz , Oswaldo Cruz, Emílio Ribas e Vital Brazil .

Além do desenvolvimento de vacinas, o Instituto, sob a direção de Vital Brazil, voltou-se para a produção de soro antiofídico.

Os acidentes ofídicos eram um grande problema nas fazendas do interior de São Paulo. A maior fonte de renda do estado vinha da cafeicultura, e as cobras vitimavam alta porcentagem dos trabalhadores rurais.

As pesquisas desenvolvidas pelo Instituto fizeram dele um Centro de Pesquisas revolucionário e pioneiro na herpetologia, área da zoologia que estuda os répteis.

O Instituto que é  referência mundial na área sofreu um incêndio no ano passado. O fogo atingiu o laboratório de répteis, destruindo a maior coleção do mundo de répteis da região tropical.

 

Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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No começo do ano, a Biblioteca Digital da Universidade Gama Filho ultrapassou a marca de um milhão de arquivos, transformando-se na maior biblioteca digital do país.

O projeto da Universidade Gama Filho  é um consórcio com o Open Archives Initiative.

Funciona da seguinte maneira: as instituições participantes abrem e compartilham seus acervos de texto, e outros arquivos de vídeo e áudio, formando um acervo internacional de grande extensão e fácil acesso.

A Biblioteca Digital  dá acesso gratuito a 32 milhões de arquivos completos. Entre eles estão os acervos digitais de texto de bibliotecas de 1.435 universidades, 48.000  artigos de periódicos científicos, teses e dissertações de mestrado e doutorado de universidades como Harvard, Yale, Oxford, Cambridge, Sorbonne , USP, Unicamp, UFRJ e FGV. A plataforma de pesquisa  ainda permite acesso à bancos de dados de centros de pesquisa internacionais e nacionais,  à arquivos de órgãos governamentais de 62 países e aos acervos digitalizados  das  maiores bibliotecas nacionais.

Grande passo na promoção da comunicação acadêmica, essa iniciativa amplia o compartilhamento de informação entre estudantes, acadêmicos e curiosos, promovendo uma maior difusão da produção científica e cultural.

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Comentários recentes

  • augusto ferreira: Poderemos ler na edição de 2 de abril de 64 este editorial: “Vive a Nação dias gloriosos....
  • Stanis: Pena que tanta expectativa não deu em nada….Só os assinantes podem visualizar as páginas…Pelo...
  • augusto ferreira: Nada a esconder? No arquivo da Folha há trechos supostamente ilegíveis.
  • Prof. Nélson Marques: PARABÉNS ESTADÃO, O MELHOR JORNAL DO MUNDO!!!
  • Prof. Nélson Marques: PARABÉNS ESTADÃO. O MELHOR JORNAL DO MUNDO!!!

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