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Arquivo Estado

O Estado lança hoje na internet coleção completa de 137 anos do jornal, com 2,4 milhões de páginas (www.acervo.estadao.com.br). Ao longo da sua existência, o jornal acompanhou duas viradas de século e uma de milênio, duas guerras mundiais e centenas de outros conflitos nacionais e internacionais, noticiou seis reformas constitucionais e nove trocas de moeda. No campo esportivo, o jornal registrou 19 copas mundiais de futebol.

O evento, que acontece no auditório do Ibirapuera, será apresentado pelo músico e ex-ministro da cultura Gilberto Gil e pode ser acompanhado ao vivo a partir das 21h.

Entre os convidados, estão os ministros da Cultura, Ana de Hollanda; da Educação, Aloizio Mercadante; dos Esportes, Aldo Rebelo; o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab, além de empresários, historiadores e vários artistas.

Veja também:

Memória digital

Desafios da memória e da cultura digital 

Informação e reflexão sobre a arte e a cultura

Os ‘reclames do Estadão’

História jornalística do País resguardada

Jornal cobriu duas guerras mundiais

Digitalização une técnicas de 3 séculos

Na seção de Esportes, histórias e ídolos

Na preservação do passado e presente, a memória do futuro

No ‘Suplemento Literário’, o encontro de várias gerações

Páginas registram chegada da luz e do asfalto a São Paulo

‘Estado’ enviou Euclides a Canudos

‘Só existo graças a um anúncio do Estadão’

Acervo mostra as marcas de censura

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Da abolição da escravidão à promulgação da Constituição, do voo de Santos Dumont à chegada do homem à Lua, da Proclamação da República à redemocratização, do nascimento do futebol à conquista do pentacampeonato, do conflito de Canudos a duas guerras mundiais, não há assunto relevante que não tenha sido noticiado nas páginas do Estadão ao longo de seus 137 anos de história.

Mais de 2 milhões de páginas publicadas pelo jornal desde a sua fundação, em 4 de janeiro de 1875, estarão na íntegra à disposição para consultas na internet a partir do próximo dia 23. Com alguns cliques no computador, tablet ou celular será possível mergulhar na história do Brasil e do mundo.

Mais do que uma poderosa ferramenta de busca de informações, o Acervo Estadão proporcionará uma experiência inédita em termos de disseminação de conhecimento. Convênios com bibliotecas e instituições de ensino do País garantirão acesso pleno a pesquisadores e estudantes.  Ao entregar esse valioso acervo aos leitores, o Estado reafirma seu compromisso com a disseminação do conhecimento por meio do jornalismo independente e de qualidade.

A digitalização dará destaque à censura sofrida pelo Estado em vários períodos, especialmente após a edição do Ato Institucional n.º 5 (AI-5) em 13 de dezembro de 1968. As páginas censuradas durante a ditadura militar e nunca publicadas estarão disponíveis tal qual foram planejadas. O leitor poderá ver como o jornal desafiou a censura publicando versos de Camões nos espaços deixados pelas reportagens barradas.

A digitalização dá sequência a um histórico de inovações tecnológicas que sempre marcou a trajetória do Estado. Uma das primeiras foi a contratação da agência de notícias Havas, atual France Presse, pelo jornalista Julio Mesquita, o patriarca da família proprietária da empresa.

O acervo torna possível a consulta dos relatos enviados pelo escritor Euclides da Cunha sobre a Guerra de Canudos, ainda nos primeiros anos da República, no interior da Bahia. O trabalho deu origem ao clássico da literatura brasileira Os Sertões.

Um conversor de valores vai auxiliar o internauta a calcular preços de produtos anunciados em diferentes épocas.

Até recentemente, o trabalho dos pesquisadores interessados em consultar jornais antigos exigia tempo e disposição para folhear originais de papel, em volumosas coleções encadernadas guardadas em bibliotecas. Havia ainda a dificuldades de reprodução e organização, barreiras agora superadas com a possibilidade de fazer buscas pela internet nos arquivos digitalizados.

Perfiladas, as páginas do acervo do Estado cobririam 1.440 km, distância entre São Paulo e Vitória da Conquista (BA). Encadernados, os volumes ocupam 230 metros, altura de um prédio de 76 andares.

Leia também:
# Do papel ao microfilme, rumo à página digital

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Caipiras de origem e de fato, João e José, os “Irmaõs Pérez”, chegaram na cidade grande na década de 40 vindos do interior de São Paulo.

Depois de cantarem em circos, festas e participarem de um concurso de rádio, conseguiram gravar o primeiro disco em 1945. Na ocasião receberam do produtor musical Capitão Furtado o nome que lhes acompanharia por toda a vida, “Tonico & Tinoco”.

O Estado de S. Paulo – 22/5/1988

A “Dupla Coração do Brasil” durante 50 anos criou estilo de cantar caipira, fez e emplacou sucessos. Foi uma das atrações musicais da primeira transmissão de televisão do Brasil em 18 de setembro de 1950 na TV Tupi. Além de discos e shows, a dupla fez cinema e apresentou programa de rádio por mais de duas décadas onde cunharam o bordão “Ê lasqueira!”. Em 1994 a dupla se desfez com a morte de Tonico.

 

O Estado de S. Paulo 29/6/1979

 

Tonico e Tinoco, que morreu hoje, bateram o pé quando música sertaneja ganhou guitarras e teclados. Por causa da teimosia amargaram o esquecimento da grande mídia e das gravadoras na década de 80, época em que despontava o estilo sertanejo como é conhecido atualmente.

Tinoco e Tonico no programa Vox Populi da TV Cultura de São Paulo em 1979. Foto Arquivo/AE

Mas nunca deixaram de tocar e fazer shows para o público cativo de música caipira existente, desde a década de 30, por todo o Brasil. A teimosia em rejeitar novidades no estilo talvez tenha sido a principal contribuição da dupla. Tonico e Tinoco riscaram nos palcos a fronteira entre música raiz e sertaneja com suas demais vertentes existente até hoje.

Tonico e Tinoco em cena do filme ‘Marvada Carne’ de 1986

Texto e Pesquisa: Carlos Eduardo Entini
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Na madrugada de 28 de abril de 1927, voando a uma velocidade de 190 km/h, um recorde absoluto na época, o hidroavião Jahú, depois de 12 horas no ar, pousou no mar, próximo a Fernando de Noronha. Estava concluída a primeira travessia aerea do Atlântico sem esquadra de apoio, feita pelo comandante João Ribeiro de Barros e sua tripulação.

O Estado de S. Paulo, 29/4/1927

João Ribeiro de Barros viu um avião pela primeira vez aos 14 anos. Mais tarde, abandonou os estudos na Faculdade de Direito para se dedicar ao seu maior sonho: voar. Com o brevê – de número 88 – em mãos, seguiu para Gênova, na Itália, em 1926, e comprou um hidroavião usado, Savoia Marchetti, modelo S55 – rebatizado de Jahu. Alguns reparos depois, ele se tornou o primeiro brasileiro a transpor o Atlântico, voando a 150 metros de altura e pousando, 12 horas depois, perto de Fernando de Noronha.

O Estado de S. Paulo, 30/4/1927

Em 2 de agosto de 1927, ao pousar na Represa de Guarapiranga, Ribeiro de Barros foi recebido como um herói.

 O Estado de S. Paulo, 2/8/1927

Os demais tripulantes foram Arthur Cunha (na primera fase da travessia) e depois João Negrão (co-pilotos), Newton Braga (navegador), e Vasco Cinquini (mecânico).

O Estado de S. Paulo, 3/8/1927

Sem navegação por métodos eletrônicos, o voo de Ribeiro de Barros foi considerado na época um feito histórico.

O avião de madeira, fabricado na Itália, atravessou o Atlântico 23 dias antes da travessia do conhecido voo de Charles Lindbergh, muitas vezes considerado a primeira travessia do Atlântico.

Veja também:

# Há um século, Edu Chaves e Roland Garros voavam em SP

Leia mais sobre Aviação no blog do Arquivo

Pesquisa: Rose Saconi
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Uma das mais veementes vozes contra as cotas raciais está calada. O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), junto com o seu antigo partido, DEM, foram os que moveram umas das ações contra as cotas raciais nas universidades públicas no momento julgadas pelo STF.

O senador, acusado de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, está na berlinda esperando a análise de sua defesa entregue ontem ao Conselho de Ética do Senado.

O principal argumento de Demóstenes Torres contra as cotas raciais é de que elas poderiam dividir o país. “Essa coisa de raça foi defendida por Adolf Hitler no passado”, afirmou o senador em 2009.

Demóstenes Torres foi relator do Estatuto da Igualdade Racial, aprovado em 2010 pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ).

Como relator, Torres conseguiu tirar do texto final do Estatuto, por exemplo, a reserva de cotas nas Universidades e cursos técnicos federais, nos partidos políticos e no serviço público, a criação de uma política específica de saúde pública e de incentivo fiscais aos negros.

 

O Estado de S. Paulo – 19/03/2009

O Estado de S. Paulo – 16/6/2010

O Estado de S. Paulo – 17/6/2010

Texto e Pesquisa: Carlos Eduardo Entini
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Comentários recentes

  • augusto ferreira: Poderemos ler na edição de 2 de abril de 64 este editorial: “Vive a Nação dias gloriosos....
  • Stanis: Pena que tanta expectativa não deu em nada….Só os assinantes podem visualizar as páginas…Pelo...
  • augusto ferreira: Nada a esconder? No arquivo da Folha há trechos supostamente ilegíveis.
  • Prof. Nélson Marques: PARABÉNS ESTADÃO, O MELHOR JORNAL DO MUNDO!!!
  • Prof. Nélson Marques: PARABÉNS ESTADÃO. O MELHOR JORNAL DO MUNDO!!!

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