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Arquivo Estado

24.fevereiro.2012 14:00:47

Tucanos só fizeram prévias municipais uma vez: há 20 anos

A escolha do nome de quem disputará as eleições sempre é cercada de disputas tensas em qualquer partido. Mas no PSDB  o rito em que os pré-candidatos enfrentam tem sido um drama. A cúpula e os caciques  do partido rejeitam o rito de escolha pela base e impõem um nome. Militantes clamam por mais participação e exigem que o candidato à prefeitura de São Paulo seja escolhido pelos filiados. A prática de impor um nome já é tão duradoura que a última vez em que houve prévias foi há duas décadas, quando a escolha de Fábio Feldman virou uma exceção à regra.

Jornal da Tarde – 22/6/1992

O partido tinha apenas quatros anos de fundação quando o PSDB paulistano escolheu seu primeiro candidato à prefeitura de São Paulo. Fábio Feldman chegou como participante à convenção de 1992 e saiu como candidato. Seu nome foi colocado à revelia na lista. Bateu chapa com o ex-deputado Getúlio Hanashiro e levou com 111 votos contra 86.

Hoje parece mentira, mas, num raro exemplo de participação política, os militantes tucanos também decidiram com quem o partido deveria se aliar nas eleições municipais daquele ano. Foi negada uma aliança com o PMDB, e aprovada coligação com o PDT e o PV.

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Pesquisa e Texto: Carlos Eduardo Entini
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comentários (2) | comente

2 Comentários Comente também
  • 24/02/2012 - 17:31
    Enviado por: VOZ ATIVA

    Na contramão da sua história o PT tenta ressurgir como vício político por ter abandonado sua base, ao tornar-se elitista. Os trabalhadores da indústria sem um dos direitos básicos do cidadão não tem onde morar e com a chegada da Copa de Futebol são despejados até dos casebres construídos debaixo das pontes, levados para lugares não sabidos. São Paulo ilustra bem o espírito arcaizante do PT que buscava no passado estabelecer o cidadão escravizado na cidade grande, tomando e doando terra fértil a quem nada sabia, criando núcleos de miséria no interior produtivo, aliados a Igreja enganaram durante algum tempo. Perplexa a igreja sendo usada abandona o PT deixa de ser coadjuvante. Numa tentativa de redenção temos mais uma investida petista estimulando os trabalhadores da economia informal apossear-se de prédio públicos e particulares como residência e local de comércio invadindo os grandes centros em especial o Ed. Prestes Maia em São Paulo, já com ação de despejo julgada. Abandonando sorrateiramente quem vos levou de Operário a Presidente coloca-se acima de quem o sustentou. Arrogante e doente segue defendendo seu reino sem coroa. Determinado quer politicamente mandar em São Paulo. Como a presunção teima em não deixar sua cabeça, cairá como às trevas após um raio que brilha na noite do fracasso político de quem se tornou um chauvinista convicto. Tudo em função de projeção para eleição de governador do Estado e pela Presidência da República seguem seus tresloucados mentores. Onde não há planos, projetos ou programas, somente promessas para depois da eleição, que jamais se cumprirão.

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  • 24/02/2012 - 18:22
    Enviado por: Sérgio Paulo

    Hoje, assisti contrangido a participão do senador Aloysio Nunes Ferreira, na Comissão que estuda a questão criada por pessoas que, efetivamente, nunca votaram no PT. Pensam e agem bem diferente embora o PSDB tenha sido criado, sob inspiração alemã, na social democracia vinculada a classe média e com forte participação dos sindicatos. Covas veio do movimento sindical; nenhum sindicato, atualmente, está ligado aos tucanos. Pior, o jovem Aloysio era comunista e lutava pelos interesses do Povo; a guinada do jogo político e outros razões fez dele um membro da extrema direita em nossos dias.

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