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Arquivo Estado

Quem matou Odete Roitman? O mistério que ocupou o imaginário dos brasileiros em 1988 volta a ser exibido pelo canal por assinatura Viva, que reprisa a novela Vale Tudo, de Gilberto Braga, às 0h45 desta quinta-feira. No capítulo 193, que foi ao ar no dia 24 de dezembro de 1988, pleno sábado  de Natal, a vilã vivida por Beatriz Segall leva três tiros.

22 anos depois, o capítulo volta às telas na madrugada desta quinta. O mistério durou 13 dias e virou um dos principais assuntos do país. A morte de logo mais será a terceira da personagem malvada, já que a novela havia sido reprisada antes no “Vale a Pena Ver de Novo“, na própra Globo. Mesmo sabendo quem é o assassino, o público vibra com a trama nas reprises. Relembre como foi a repercussão da morte da vilã em 1988.

O assassinato foi exibido um dia depois do previsto, à revelia de Gilberto Braga. De acordo com o cronograma da novela, a polícia acharia o corpo de Odete Roitman depois da discussão que ela tem com o genro Marco Aurélio no dia 23 de dezembro. Porém, a cena foi cortada por causa de um anúncio de uma empresa de seguros com Beatriz Segall. A campanha milionária  foi veiculada em vários jornais, inclusive no Estadão.

Campanha publicitária adiou a morte da vilã por um dia

Além da propaganda de seguro protagonizada pela atriz, a publicidade aproveitou para criar várias outras campanhas em torno do mistério.

Outra empresa que entrou na onda do mistério  foi a Maggi, que lançou uma promoção de 5 milhões de cruzeiros para quem acertasse o autor do crime.

Ao todo, foram gravados cinco cenas finais. A escolha daquela que iria ao ar aconteceu um dia antes da exibição, em 6 de janeiro de 1989.  A cena da morte de Odete registrou 81 pontos no Ibope, com picos de 92.

Em meio ao mistério, o Jornal da Tarde colocou a polícia no encalço do assassino.

Se por acaso você estivesse fora do planeta naqueles dias e nãosabe quem matou Odete Roitman não leia o texto a partir daqui.

A revelação do mistério no final da novela rendeu 86 pontos com picos de 94.  Gilberto Braga optou em levar ao ar a versão em que  Odete Roitman havia sido morta por Leila (Cássia Kiss), que pensava estar atirando em Maria de Fátima (Glória Pires), que havia se tornado amante de seu marido, Marco Aurélio (Reginaldo Faria), ex-genro de Odete. Imperdível!

Ana Clara Jabur e Edmundo Leite

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Ela lota nos feriados prolongados. Os paulistanos que descem para o litoral e os santistas e outros caiçaras que sobem a Serra do Mar já estão tão acostumados a trafegar por suas pistas que para muitos é difícil imaginar que o caminho não existisse antes.  Tanto que quando é interditada por algum problema todos reclamam de ter que pegar a antiga via Anchieta, aumentando um pouquinho o tempo da viagem. Jóia da construção brasileira, a rodovia dos Imigrantes   foi inagurada há 35 anos, no dia 28 de junho de 1976, pelo presidente Ernesto Geisel.

“Melhor que as melhores estradas expressas da Europa”, escreveu com entusiasmo o repórter do Jornal da Tarde ao testar a nova estrada. De fato, a Imigrantes foi um marco da engenharia brasileira. O projeto foi considerado um dos mais avançados do mundo, uma vez que conduzia o traçado da rodovia com túneis e viadutos, com pouquíssimas alterações nas peculiaridades geológicas da Serra do Mar.

Relembre, nas páginas do Estadão e do JT, a inauguração desta importante estrada paulista

Em dezembro de 2002, o governador Geraldo Alckmin inaugurou os 21 quilômetros da pista descendente da rodovia dos Imigrantes, uma obra que se tornou referência tanto em termos de tecnologia de construção, quanto pela precisa gestão ambiental.

Um pouco de história

Em 1908 foi realizada a primeira viagem histórica pelo Caminho do Mar, que durou 37 horas. Seus participantes: Antônio Prado, Clóvis Glycério, Bento Canabarro, o motorista Malle e o repórter do Estado Mário Cardim, que na edição do dia 19 de abril de 1908 anunciou desta forma o êxito da travessia, dois dias antes de seu fim:

“ O nosso meio sportivo, que ainda há dias registrou o ousado record realisado pelo conde Lesdain, com a sua viagem do Rio de Janeiro a S. Paulo, tem a assignar mais uma prova automobilística, que intrepidamente levaram a cabo alguns dos nossos mais conhecidos sportsmen”.

Estado, 19 de abril de 1908

Apenas muitos anos mais tarde, em 1925, iniciou-se a pavimentação em concreto do trecho do Caminho do Mar. Em 1938, durante a comemoração do 30.º aniversário da travessia, foi afixada a placa de bronze que sobrevive até hoje na entrada de Santos. Veja na página do Estado.

Em 1947, inauguração da Anchieta

Tratamento de imagens: José Brito

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A eletrizante partida de futebol entre a Associação Athletica Palmeiras e o Fluminense Foot-bal Club era notícia de destaque na edição de 25 de junho de 1911.

Domingo, 25 de junho de 1911

O jornal trazia uma seqüência de fotos da arquibancada do Velódromo. E na sessão Sports, uma nota, repleta de termos  até então sem equivalência no nosso português (“forwards”, “shoots”, “goal-keeper”, “charges” e  “backs”) revela nas suas linhas a paixão que o esporte despertava .

O Palmeiras da nota não é o alvo e verde Palestra Itália (fundado em 1914), mas  o clube Associação Atlética das Palmeiras fundado em 1902.  Composto por membros das altas classes paulistanas, foi campeão paulista nos anos em 1909, 1910 e 1915. Nos finais de semana, bacharéis e engenheiros vestiam a camisa alva e negra e defendiam o time nos gramados.

Domingo, 25 de junho de 1911

A nota narrava os lances da partida, trazia escalação dos times, discutia o desempenho dos jogadores e terminava criticando a violência usada por alguns durante a partida.

Sem deixar dúvidas sobre quem foi o melhor time na partida, o texto enaltecia as grandes jogadas da  A.A. Palmeiras.  Contando como “aos poucos o Palmeiras foi-se assenhoreando do campo do seu oppositor, estabelecendo um jogo de passes cuja combinação está acima de qualquer elogio.” A narrativa segue  enumerando as grandes jogados do time, que no 2º tempo “ teve ensejo para apresentar desenvolvidamente o conjunto harmônico que forma a sua brilhante “équipe”, executando irreprehensívelmente uma combinação explendida e ininterrupta. Subjugou, por completo, o seu valoroso oppositor, anniquilando-lhe todos os esforços, realisando um jogo delicado, firme e seguro. Via-se que todas as tentativas do fluminense eram infruttiferas, para resistir ou vencer o Palmeiras, dadas as condições em que ambos se achavam em campo.”

Naquele sábado, o clube paulistano conquistou uma bela vitória de 8 a 2  contra o adversário carioca, “as archibancadas saudaram triumphantemente os “foot-ballers”, acclamando-os com delírio”.

O Fluminense perdeu a partida, mas teve um grande desempenho naquele ano, invicto foi campeão carioca de 1911.

Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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A ilustração de Leo Martins publicada no Estadão dois dias depois captou a sensação de perda que o mundo sentiu no início daquela tarde de quinta-feira. Quando as primeiras informações dando conta de que Michael Jackson sofrera um ataque cardíaco começaram a aparecer na internet, a incredulidade era geral. Pouco depois, a confirmação da morte de um dos maiores ídolos da música chocou o mundo.

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O astro era assunto do jornal desde os anos 70, quando  integrava  o Jackson Five.

Jornal da Tarde – 13/09/1974

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24.junho.2011 09:00:41

45 anos de Viagem

O caderno de turismo do Estado completa hoje 45 anos. O Viagem passou por muitas transformações, a começar pelo nome. Antes de assumir o nome Viagem passou 25 anos como Suplemento de Turismo.

1966 – Edição de estreia

1991 -  Acompanhando as reformas gráficas do jornal daquele ano, o suplemento ganhou o nome Viagem, além de uma nova roupagem. Passou a ter mais fotos, novas seções e reportagens de serviço.

2004 – O suplemento ganhou o nome de Viagem&Aventura e passou a trazer, além dos roteiros tradicionais de viagens, programas para os adeptos de esportes de aventura.

2010 – Volta a chamar Viagem, com um visual mais organizado e uma nova concepção editorial.

Tratamento de imagens: César Augusto Franciolli

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