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Arquivo Estado

06.maio.2011 08:26:41

Há cem anos, júri absolvia assassino de Euclides da Cunha

Euclides e Dilermando

O desfecho jurídico de um dos crimes passionais mais célebres do Brasil  foi um dos destaques da capa da edição de 100 anos atrás do Estado: a absolvição de Dilermando de Assis, assassino do jornalista e escritor Euclides da Cunha.

Julgado pelo crime cometido em 15 de agosto de 1909, Dilermando foi absolvido após o júri entender que ele agiu em legítima defesa.  Sabendo que sua mulher Ana cometia adultério com o jovem oficial do Exército, Euclides decidiu ir até a casa do amante dela para “matar ou morrer”. Após um desastrado confronto no qual acertou três tiros em Dilermando e outro no irmão do militar, Euclides, também baleado, tombou morto na porta da frente da casa do rival.

Sabbado, 06 de maio de 1911

O Estado, jornal para o qual  Euclides trabalhava e onde publicara a sua célebre cobertura  sobre a Guerra de Canudos, reproduziu uma nota indignada publicada originalmente no diário  ’Notícia’: “Enquanto o marido apodrece na sepultura, o amante é posto na rua pelos senhores jurados”.

Na edição do dia anterior, O Estado informara  sobre o início do  julgamento. A nota descrevia como se deu o sorteio e a formação do júri.  E trazia trechos da fala de abertura do promotor e da argumentação do advogado de defesa.

O Estado de S.Paulo 05/05/1911

Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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comentários (49) | comente

49 Comentários Comente também
  • 06/05/2011 - 09:55
    Enviado por: P.G.Oliveira

    Traição é algo abominável em qualquer tempo.

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    • 10/08/2011 - 16:40
      Enviado por: Mara Menezes

      Ana de Assis vivia abandonada. Não havia mais um casamento deveras, e sim um documento que a mantinha presa a um homem ausente. É também fato apurado que brigas entre eles era rotina desde o início do casamento, e Euclides era um homem temperamental que a maltratava sendo repreendido por seu próprio pai várias vezes. O erro foi ela ter mandado busca-lo quando ele comunicou que estava de volta, e ele nem sabia onde ela morava com seus filhos. Enfim, Dilermando está certo em sua conclusão final que Euclides se matou pelas mãos dele. Era um homem doente já em estágio final e antes de morrer da doença decidiu agir em defesa da “honra” era morrer sem honra ou morrer em defesa dela. (visão machista) Dilermando e Dinorah foram as maiores vítimas dessa tragédia toda.

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  • 06/05/2011 - 10:07
    Enviado por: Renato Janine Ribeiro

    Uma correção importante: Dilermando não foi assassino, foi matador, em legítima defesa. Tenho a maior admiração por Euclides, corajoso pensador. Poucos pensadores têm a coragem de revisar seus preconceitos, como ele o fez à luz de Canudos. Mas Dilermando só o matou ao revidar a agressão de Euclides. Nao pode ser chamado, mais uma vez, de assassino.

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    • 06/05/2011 - 11:09
      Enviado por: Edmundo Leite

      Caro professor Renato Janine,

      Entendo sua ponderação. Porém, na falta de uma opção melhor que defina tais situações, o termo assassinato cabe também como sinônimo de homicídio, ainda que considerado legítimo, como no caso de Dilermando. O próprio termo “matador” hoje soaria estranho nesse título e poderia causar uma confusão, já que é associado aos assassinos de aluguel.

      Creio que as circunstâncias da morte estão esclarecidas no texto e nos links que colocamos, não havendo dúvida que Dilermando só atirou após ser atacado a tiros.

      Seu texto “A insuportável liberdade do amor” serviu de base para entendermos melhor o caso.

      Obrigado por prestigiar o nosso trabalho.
      Abraços

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    • 10/08/2011 - 16:50
      Enviado por: Mara Menezes

      Concordo com você Renato. O machismo da época e os hipócritas que ainda o praticam hoje são os que condenam o homem que só reagiu a um ataque à sua vida.

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  • 06/05/2011 - 10:35
    Enviado por: Hal Po

    Não seria mais fácil se o ilustre jornalista e escritor tivesse simplesmente trocado de mulher? O que revolta, na verdade, não é o sujeito ser corno (todos estão sujeitos a isso), mas ser idiota. O cara morreu pra deixar o outro comer a mulher dele em paz. Que otário.

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    • 06/05/2011 - 11:04
      Enviado por: Oliveiravitok

      Caro “Hal Po”,

      Era uma época totalmente diferente da nossa, com valores, pricípios, ideias que divergem da atual.

      Não pode-se comparar uma cultura diferente tomando por base a sua.

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  • 06/05/2011 - 10:41
    Enviado por: Tarso Bauab Cordeiro

    Pobre Euclides, perdeu a vida e deu de presente a amada (traidora!) esposa. Mas é isso que da agir com estupidez de macho.

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  • 06/05/2011 - 11:07
    Enviado por: Diogo

    Pelo relatada o Dilermando se defendeu. Acredito que a postura do Estado de SP à época tenha sido protecionista com um dos seus colaboradores.
    Hal Po, “otário” é alguem chamar de otário uma pessoa falecida há mais de 100 anos e que aliás já nao pode se defender. Desprezível o seu comentário.

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  • 06/05/2011 - 11:19
    Enviado por: Ritchard M Stier

    Aqui na minha cidade, se fossem matar todos os maridos cornos, não sobrava um homem vivo.

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  • 06/05/2011 - 11:53
    Enviado por: Alberto Nunes

    A irresponsabilidade jurídica brasileira é antiga. Quem ler os discursos do Regente Feijó na Câmara daquele tempo verificará que a coisa é antiga. Portanto, não surpreende o que vemos hoje em dia… criminosos de alta periculosidade serem postos nas ruas, seja em feriados ou por qualquer outro motivo…

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    • 06/05/2011 - 17:40
      Enviado por: mara

      oi, alberto
      Seu comentário revela que você não conhece a história de Dilermando, Ana de Assis e Euclides. Opine depois de conhecê-la.

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  • 06/05/2011 - 12:12
    Enviado por: erilson rodrigues de araujo

    Na minha opinião, o traidor amante, que matou Euclides em legítima defesa, não deveria ser absolvido, não olhando apenas a legítima defesa, mas o fato de ele ter traído, se prostituindo com uma mulher casada, claro que ela quis…mas José do Egito (Na bíblia) correu da mulher de Potifá quando ela quis de todo jeito deitar com ele.
    Sexo é bom, mas traír…faça-me o favor…seja fiél e exija fidelidade.

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    • 06/05/2011 - 14:59
      Enviado por: Getúlio Armando

      Caro Erilson, você está confundindo legislação, Estado e religião. Não há, e não havia, então, uma lei que trancafiasse alguém por simplesmente namorar uma mulher casada. Voltando para 2011, creio que estas questões devem ser resolvidas no âmbito pessoal, embora um processo de divórcio leve em conta adultério.
      Como cidadão brasileiro, não gostaria que minha vida fosse decidida pela bíblia, livro que não define meus valores – e isto não me torna uma má pessoa ou menos preocupada com o bem estar de todos ao meu redor. O Brasil é um estado laico (pelo menos no papel) e por aí espero que continue seguindo.
      Fique à vontade, no entanto, para me condenar ao inferno ou ao citado Dilermando, de acordo com a pluralidade de crenças.

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    • 14/05/2012 - 10:30
      Enviado por: Luiz

      Getúlio, Sua ironia intrínseca é uma demonstração clara de imaturidade. Para melhor esclarecimento, à época, assim como atualmente era usado de forma legal o preenchimento das lacunas da lei por meios consuetudinários. Era condenável sim o crime de adultério e aquele que o fizésse seria punido legal e socialmente. Com relação a Bíblia, o Estado brasileiro é laico, claro, mas suas bases legais são canônicas. Portanto, a Bíblia define sim seus valores, desde seu nascimento até a sua morte, doutrina seu modo de agir (Não matarás; Não cometerás adultério; Não furtarás; Não darás falso testemunho etc), expressos tácitamente no ordenamento legal brasileiro.

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  • 06/05/2011 - 12:51
    Enviado por: Afonso Vieira

    No meu entendimento, a postura do Estadão na época, foi sim, protecionista. O aspirante agiu em legítima defesa, coisa que até hoje é prevista em nossa legislação. E se tivesse ocorrido o contrário, Euclides tivesse assassinado Dilermano? Seria camando de assassino?

    Não podemos confundir o profissional Euclides da Cunha, com o homem Euclide da Cunha, que foi nada mais que um estúpido. Ainda que o costume da época fosse de matar o amante, coisa que até uns 30 ou 40 anos atrás era normal, e se absolvia em nome da “legítima defesa da honra”, o ato em si é deplorável. O pior é que muitos brigam com o adúltero, mas não largam/largavam das traidoras.

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  • 06/05/2011 - 12:52
    Enviado por: Afonso Vieira

    *chamado de assassino

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  • 06/05/2011 - 13:02
    Enviado por: Francisco

    Seu livro é excelente. O ruim foi que uma pessoa com as qualidades que ele carregava, ter um fim tão trágico assim.

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  • 06/05/2011 - 13:19
    Enviado por: Renato Gomes

    Embora nem sempre a decisão do juri seja condizente com o desejo popular, ela reflete uma discussão mais ampla, minuciosa e esclarecedora dos fatos que ocorrem dentro do tribunal. Se todos os crimes fossem julgados pela mídia, estaríamos mais propensos a cometer erros de julgamento levados pelo calor dos acontecimentos e pelas desinformações que ocorrem nesses momentos. Mesmo que o resultado final do julgamento seja injusto, devido aos inúmeros fatores que podem influenciar a decisão dos jurados, a proclamação da inocência do réu deve ser respeitada como fruto de um processo criado pela própria sociedade para julgar seus pares. Embora Euclides tenha sido a vítima, não coube a Dilermano e nem a Ana um destino feliz. A tragédia voltou a pousar sobre suas cabeças anos mais tarde, quando Dilermano matou o filho de Ana. Embora tenha sido novamente absolvido, ele nunca conseguiu se distanciar do desprezo e do preconceito da sociedade da época.

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  • 06/05/2011 - 13:23
    Enviado por: Rodrigo

    Eu admiro Euclides, mas além de corno, o sujeito era ruim de tiro. Errou 3 a queima roupa. Aí deu no que deu. E a meu ver, Dilermando não passa de um aproveitador barato e assassino.

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  • 06/05/2011 - 13:52
    Enviado por: Jaqueline

    O melhor de tudo aqui, são os comentários!

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    • 06/05/2011 - 16:01
      Enviado por: Vivian Queiroz

      Estou em pleno a cordo de que o melhor de tudo são os comentários!
      Sem sombra de dúvidas o acontecimento está diretamente ligada à época. Como em qualquer catástrofe o acidente ocorre devido a uma série de erros, assim também foi com o renomado autor.
      Mas devemos nos espelhar no caso e comparar a legislação que temos. Desconheço os dados atuais referentes aos homicídios ocorridos por causas semelhantes, também desconheço dados referentes a homicidas soltos pelo mesmo veredicto, no entanto é fato que o processo de jurídico no Brasil é lento e atrasado e como na época de Euclides, um tanto quanto injusto.

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  • 06/05/2011 - 14:34
    Enviado por: claudomir sebastião da silva

    julgar é fácil o difícil é se livrar de uma situação embaraçosa quando temos décimo de segundo para pensar e agir.Vejamos a situação de uma pessoa que se acha traído pela pessoa que mais ama na vida.Então pensemos antes de fazer qualquer julgamento para não cometermos erros crassos.

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  • 06/05/2011 - 15:15
    Enviado por: Valéria

    Perder é algo muito difícil para o ser humano, não importa em que época, atinge a vaidade, o ego… e a ” honra “. Precisamos aprender que ninguém é de ninguém!

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  • 06/05/2011 - 16:19
    Enviado por: Vivian Queiroz

    Concordo plenamente em que o melhor de tudo são os comentários!
    Nos acidentes aéreos as catátrofes ocorrem devido a uma sequência de erros, na vida do nosso renomado autor a catástrofe não ocorreu de modo diferente; ele, a mulher e o amante foram os percursores e no desfecho, a mulher, (viúva), o amante, (absolvido) e o autor, (morto).
    Como seria o desfecho desse caso nos dias de hoje?
    Devemos levar em consideração a época em que o caso ocorreu, pois os valores da sociedade do começo do séc XX é diferente do séc XXI, algumas diferenças são gigantescas.
    Porém os processos jurídicos em nossos tempos no Brasil são lentos, atrasados (em legislação) e um tanto quanto injusto, como na época do nosso renomado autor.

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  • 06/05/2011 - 17:16
    Enviado por: Marisol Oliveira

    Aos 30 anos, casada, uma mulher se provê de um amante de 17. Manipuladora e infiel, engana seu marido por causa de um desejo sexual desmedido e incontrolável. Seduz o jovem órfão, filho da sua falecida amiga, que tem idade para ser seu filho. Causa 4 mortes, dirigindo o espetáculo macabro por trás das câmeras e deixando os holofotes focados nas suas vítimas que se matam entre si: o marido, o irmão do amante, o filho de colo, gerado pelo amante e o seu próprio filho, que não suportava ver o assassino do seu pai, agora casado com sua mãe, tomando sem nenhum pudor ou constrangimento, o lugar do seu pai. Quatro mortes. Sem nunca ter posto as mãos numa arma. Golpe de mestre! E ainda foi trabalhar para pagar a defesa daquele que matou o seu marido e anos depois, o seu próprio filho. Até ao dia em que descobriu que também era traída. E foi trocada pela mulher mais jovem. Que Deus livre todos os homens, os dígnos e até os indígnos, de cruzarem os seus caminhos com mulheres manipuladoras, dissimuladas, infiéis.

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  • 06/05/2011 - 17:36
    Enviado por: mara

    Até hoje acho estranho pessoas traídas culparem o(a) amante e não a esposa ou o maido pela traição. Euclides era um homem culto , mas mesmo assim se deixou levar pela moral da época. Se ele tivesse atirado em Ana de Assis, sua mulher, em um momento de ira extrema, seria até compreensível, embora não justificável. Acontece que ele saiu disposto a se vingar da situação de marido traído.É uma trágica história de amor.

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  • 06/05/2011 - 17:37
    Enviado por: gustavo

    alguém poderia por favor me dizer o que houve depois com Dilermano? Continuou com a esposa roubada?

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  • 06/05/2011 - 18:30
    Enviado por: Ricardo

    Boa noite, gostaria de saber se existe algum livro que conte está história de traição, pois acredito que seja um épico !!!!

    Deve ser melhor, até, do que os ilustres comentários!

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  • 06/05/2011 - 19:33
    Enviado por: adriane rosa

    Um gênio com alma de canalha,jogou todo seu talento no lixo como tantos outros monstros da história,deveriam mencionar a morte do bebê sem comida…

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  • 06/05/2011 - 20:04
    Enviado por: Abuja

    O Euclides da Cunha devia estar armado com aquelas garruchas de carregar pela boca enquanto o Dilermando estava com um Smith & Wesson o revolver top de linha, armamento dos xerifes americanos tipo Wyat Earp, Se ele mata o Dilermando depois ele teria que matar o sicrano e o beltrano , infelizmente fez a escolha errada…

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  • 06/05/2011 - 20:30
    Enviado por: Edivelton Tadeu Mendes

    Vem de longe que brasilerios se identifiquem com a criminalidade, em especial, aquela praticada no Planalto!

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  • 06/05/2011 - 22:09
    Enviado por: Juan

    Não entendo como “legítima defesa” dois tiros a queima roupa PELAS COSTAS.

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  • 06/05/2011 - 22:13
    Enviado por: Talleyrand

    Esse é o típico cenário de crime brasileiro: um morto, dois feridos a bala, e ninguém é culpado de nada, todos são absolvidos e se dão bem, inclusive a adúltera!
    O único que se deu mal foi o coitado do Euclides…
    Se naquela época a justiça brasileira já era assim, não é de se estranhar as barbaridades que ela produz hoje.

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  • 06/05/2011 - 22:27
    Enviado por: Mitridates Dionísio

    Hoje completa-se um século de uma infâmia: a absolvição do assassino Dilermando de Assis.

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  • 06/05/2011 - 22:35
    Enviado por: Renato Leodário

    Também tenho grande admiração por Euclides, mas discordo do meu chará Renato Janine Ribeiro, Dilermano pode e deve ser chamado de assassino, mesmo em legítima defesa ele tirou a vida de alguém, e até onde eu sei, o nome disso é assassinato, o fato de ser em legítmia defesa apenas o coloca em liberdade, diferente seria se não tivesse essa ‘atenuante’. Já matador me remete a ‘pistoleiro’, aquele que ganha a vida matando e/ou assassinando pessoas.

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    • 07/05/2011 - 00:18
      Enviado por: Mitridates Dionísio

      Leodário, se o Janine, acima, afirmou preferir a palavra “matador” a “assassino”, apontando o sentido neutro da primeira, o fez com melhor conhecimento do idioma que você e que Edmundo, que comentou acima. Com efeito, “matador” é uma palavra neutra, significando apenas “aquele que mata”, ao passo que “assassino” é aquele que mata ilegalmente, categoria em que não se encaixa quem o faz em legítima defesa.
      Se “matador” o “remete” a “pistoleiro”, como afirma, é devido ao seu insuficiente conhecimento do idioma. Seu uso como sinônimo de pistoleiro é secundário e regional.

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    • 07/05/2011 - 00:27
      Enviado por: Mitridates Dionísio

      Em tempo: esclareço que entendo que Janine está certo do ponto de vista do idioma, em preferir a palavra “matador” a “assassino”, se pretende atribuir sentido neutro à palavra. Do ponto de vista do mérito de sua opinião, como esclareci em outras postagens, acho que está totalmente errado.

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  • 06/05/2011 - 23:09
    Enviado por: Mitridates Dionísio

    Uma simples leitura dos autos do processo do crime revela , de forma cristalina, que Dilermando não matou Euclides em legítima defesa. Como afirmou à época o promotor José Sabóia na denúncia, as declarações de várias testemunhas, incluindo a do irmão de Dilermando, Dinorá, e as de vizinhos que presenciaram a cena, coincidem em que Euclides da Cunha, ferido a tiros, já tinha deixado a sala da casa, descera uma escada, cruzara o jardim dianteiro e já próximo ao portão da rua foi alvejado mortalmente por Dilermando , que naquele momento assomara à soleira da porta da sala. Aquele tiro traiçoeiro, que atingiu o escritor no pulmão, foi o que causou sua morte, segundo laudo.
    Como bem diz Sabóia, a justificativa de legítima defesa não podia aproveitar ao réu porque “é requisito desta a atualidade da agressão, e este falha absolutamente no caso”. A atualidade da agressão era requisito no Código Penal da época como é requisito no atual Código, decorrido um século.

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  • 06/05/2011 - 23:40
    Enviado por: Mitridates Dionísio

    Renato diz: “Dilermando não foi assassino… só o matou ao revidar a agressão de Euclides”.
    Impressiona-me como as pessoas se atribuem poder divinatório. “Só matou ao revidar”. Como sabe disso? O delegado Joaquim Alcântara, que presidiu o inquérito, destruiu o argumento de que Euclides foi o agressor ao apontar a incoerência de Dilermando e também de seu irmão, Dinorá. Esses disseram, em clara combinação, que “Euclides avançou para a porta do quarto em que Dilermando estava fechado, arrombou-a e o alvejou”. O delegado afirma: “esta declaração é falsa: como ia o Dr Euclides adivinhar que aquele aposento era um quarto – se ele não sabia da distribuição dos aposentos da casa, nem qual o quarto de Dilermando e nem mesmo, momentos antes, em que casa este morava? Como, por que percepção milagrosa, sem ciência anterior, iria ele acertar o quarto do adulterino e com tanta certeza e segurança que fosse logo arrombando a porta e alvejando?”
    O próprio delegado responde: Euclides somente soube que Dilermando estava naquele quarto porque este “de dentro do quarto que tinha fechado com o trinco… deu o primeiro tiro, ferindo o Dr. Euclides no dorso à direita na parte inferior da região costal (auto de autópsia a fls. 33).

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  • 30/06/2011 - 13:25
    Enviado por: RUBENS

    Acho que uma mulher quando trai o marino merece ser totalmente esquecida por este. No Caso de Euclides da Cunha, talvez se ele tivesse se separado da esposa infiel, poderia ter continuado vivo por muitos anos e ter escrito vários livros, pois talento não lhe faltava. Agora essa da esposa se casar com o assassino mesmo depois deste ter também tirado a vida de seu filho me parece mesmo que a dita cuja não tinha o mínimo de amor pela família, já que preferiu continuar sua união com o próprio assassino do filho.

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  • 22/07/2011 - 12:40
    Enviado por: Rodrigo Carvalho

    Tiros por trás, na costa de Euclides da Cunha é legítima defesa? Esses tiros na costa que o mataram. Dilermando além de militar era maçom.Ana devia gostar dela mesma, casamento por acerto entre o pai e Euclides da Cunha? Nunca gostou dele, é o que parece. O euclides Jr. foi morto com um tiro a pouco mais de 2 m de distância, o dele pode até ser legítima defesa, mas tiros na costa é legítima defesa? A justiça brasileira em nada mudou…se não fosse militar e mesmo maçom, Dilermando teria morrido na cadeia.

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  • 22/07/2011 - 12:44
    Enviado por: Rodrigo Carvalho

    Filho assassinado pelo Dilermando, marido à época e ficou por isso mesmo? Ana gostava dela mesma, filho é tudo para os pais. E Euclides aceitar por anos isto…Tudo errado.

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  • 12/08/2011 - 12:17
    Enviado por: Angela

    É absurdo como as pessoas adoram julgar as outras!!
    Duvido que essas pessoas se estivessem no lugar do Dilermando de assis não agiriam da mesma forma!!
    Alguns comentários aqui citados em relação ao Dilermando ter atirado pelas costas..com certeza não sabem a verdadeira história!!
    Sou grande admiradora de Anna de Assis…admiro a força e a coragem dessa mulher!!
    Não cabe a mim julgar se ela errou ou acertou em continuar vivendo c o Dilrmando depois da morte do filho!!
    Todos nós temos o instinto da sobrevivência..Duvido se todos aqui que julgam não atirariam num louco entrando na sua casa armado de revólver atirando em vc e nas pessoas que vc ama e não faria nada!!
    Não presenciei o crime…mas ao longo da história da vida de Dilermando..esse sempre foi um homem correto!!
    Falo isso pq já li tudo que se refere a ele…depoimentos de pessoas próximas a ele!!
    Estudem direito a história p depois julgarem por favor!!
    Qto ao Euclides da Cunha…sou uma grande admiradora dele!! O Euclides escritor e não o homem!!
    Repudio essas pessoas que se acham acima do bem e do mal!!
    Só Deus p mim é perfeito….o resto é sujeito a falha!!
    Meus longos 40 anos de vida..já vi pessoas julgando as outras e depois fazerem pior!!

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  • 08/02/2013 - 12:02
    Enviado por: Antonio Castro

    Muito esclarecedor os fatos narrados. Não sabia disso, lembrei de uma música interpretada por Maria Bethânia que diz:
    ” Errei sim, manchei o teu nome,
    Mas fostes tu mesmo o culpado,
    Deixavas-me em casa me trocando pela orgia,
    faltando sempre com a tua companhia,
    Lembro-te agora que não é só casa e comida
    Que enche por toda vida
    O coração de uma mulher,
    As jóias que me davam, não tinham nenhum valor,
    Se o mais caro me negavas que era o teu amor”

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