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Arquivo Estado

31.dezembro.2011 13:20:00

Lágrimas por Daniel Piza

Sempre que alguém faz um tour para conhecer onde são produzidos os jornais e o portal, uma pequena salinha no corredor lateral da redação chama a atenção dos visitantes. Transbordando das prateleiras e alcançando o teto, em pilhas se erguendo do chão em cada espaço disponível, ocupando cada centímetro na mesa, os livros se alastram pelo diminuto espaço. Apenas parte de uma das paredes foi preservada da proliferação literária. No espaço livre, um pôster do filme Pelé Eterno. Assim é a sala de Daniel Piza na redação do Estadão.

Livros, futebol e cinema. O espaço reservado a cada um na salinha dá uma pista do que fazia a cabeça do jornalista e escritor. Mas seria injusto dizer que uma paixão estava acima das outras. Todas se entrelaçavam quando uma parecia se sobressair. As artes, em qualquer dos seus suportes, eram um fascínio e assunto sempre presente em seus textos em jornal, livro, rádio, blog, televisão e onde quer que pudesse se expressar. Não só em palavras. Mas também em gestos. Relatos das peladas da firma dão conta que no futebol fazia gols com a mesma desenvoltura e na mesma quantidade que escrevia.

Homem de seu tempo, não fez como muitos que amam as letras mas não entenderam as possibilidades da tecnologia e continuam a desprezá-la. Há muito, colocou toda a sua produção em um site próprio. Jovem, produziu como poucos de sua geração, e de outras também. Está tudo lá para quem quiser ver.

Assim como a sua salinha no Estadão, que mais cheia não estava por conta da distribuição de livros que periodicamente fazia na redação, o que tinha a dizer Daniel Piza parecia não caber em todos os espaços que dispunha.

 Texto de estreia no Estadão

Caderno 2 – 20/6/1991

 Clique na imagem para ler a íntegra

 Estreia da coluna Sinopse

Caderno 2 – 14/5/2000

O último texto no Estadão

Caderno 2 – 25/12/2011

Pesquisa e texto: Edmundo Leite

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29.dezembro.2011 16:16:47

Poder infantil

Crianças sempre costumam render boas imagens. Quando estão perto do poder, dão um colorido especial aos ambientes e cenas.  A espontaneidade e a inocência delas funciona como um contraponto à sisudez,  dissimulação e  gestos estudados que costumam marcar os atos oficiais.

Daniel, filho do senador Jader Barbalho, entrou para a galeria dos pequenos que subvertem a etiqueta do poder já com status de estrela de primeira grandeza, com uma performance pra lá de engraçada.

Alguns chegaram a questionar se  o moleque não poderia ter sido instruído para desviar a atenção dos assuntos incômodos que rodeiam o pai. Analisando a seqüência de fotos, dá para dizer que não. O menino parece mesmo ter uma alma gaiata, constragendo até Jader com uma pergunta impertinente. Como cantava um antigo sucesso: um capeta em forma de guri.

Reveja outras imagens de crianças interagindo com o poder:

John F. Kennedy Jr. sob a mesa do pai: clássica

A pequena Andrea Neves com o avô Tancredo, então primeiro-ministro

O general Figueiredo não teve muita sorte com os pequenos:

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No Brasil, os desfiles de Sete de Setembro sempre rendem:

O garoto Ferdinando Farah em São Paulo

Pedrinho com o avô FHC

Ashtar, neto de Lula repete o gesto do antecessor...

... e mostra não estar nem aí para a faixa presidencial

Recentemente, a daminha de honra roubou a cena no casamento real inglês :

Grace van Cutsem com Kate e William

Pesquisa: Rose Saconi, Lizbeth Batista e Edmundo Leite

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Estadinho, 28 de dezembro de 1918

Olavo Bilac morreu na madrugada do dia 28 de dezembro de 1918. A notícia foi publicada no mesmo dia no Estadinho, edição da noite do Estadão que circulou de 1915 a 1921.

Estadão, 29 de dezembro de 1918

Formado em Direito, Olavo Bilac foi poeta, revisor, noticiarista, redator e cronista. Começou a escrever para o Estadão, então A Província de São Paulo, em 1897, na coluna Diário do Rio.

Foto: Arquivo/AE

 Autor do Hino à Bandeira e defensor do ensino primário, fundou a Liga da Defesa Nacional que, dentre outras coisas, defendia o serviço militar obrigatório como forma de combate ao analfabetismo.

Pesquisa e Texto: Rose Saconi
Tratamento de Imagens:
José Brito

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Há 25 anos

No dia 21 de dezembro de 1986, o brasileiro Adílson Rodrigues, o Maguila, derrotou, por pontos, o norte-americano Richard Young Rock Sekorsky e ganhou o título de Campeão Continental das Américas.

“O homem é um animal. Só cai se apanhar de machado”, Maguila referindo-se ao adversário, em entrevista depois da luta.

Foto: Oswaldo Jurno/AE

Pesquisa e Texto: Rose Saconi
Tratamento de Imagens:
José Brito

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Há 15 anos

Mastroianni, um dos mais fascinantes atores do século 20, morreu no dia 19 de dezembro de 1996, em seu apartamento em Paris, aos 72 anos. Clique nas páginas e reveja a notícia nas páginas do Caderno 2.

“Não entendo por que a gente deve ir embora deste mundo…”, Mastroianni em entrevista ao Estadão um mês antes de sua morte.

Pesquisa e Texto: Rose Saconi
Tratamento de Imagens:
José Brito

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