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Ariel Palacios

26.maio.2010 16:35:09

Vítima do cerimonial da Casa Rosada, chanceler Amorim vaga pelo centro portenho (junto, tour arquitetônico)

Copia de mapaAmorim1

Mapa do périplo do chanceler Amorim no centro de Buenos Aires

0 – Amorim sai da Casa Rosada

1 – Amorim é barrado na Praça de Mayo

2 – Depara-se com a banda dos Granaderos e volta para a Casa Rosada

3 – Na Casa Rosada é também barrado

4 – Passa ao lado do prédio do Banco de La Nación, obra de Alejandro Bustillo

5 – Esquina da 25 de Mayo e Bartolomé Mitre. Grupo decide caminhar pela Mitre

6 – Casal brasileiro depara-se atônito com ministro Amorim, ao vê-lo como pedestre normal

7 – Passa ao lado do prédio do Banco de La Província, um marco art-déco

8 – Esquina da Diagonal e Florida. Multidão impede passagem para ver Lula e o desfile. Monumento que retrata o presidente Sáenz Peña.

9 – Pela calle Florida, Amorim passa ao lado do prédio da Gath e Chávez

10 – É resgatado por veículo da embaixada

blog1vinheta67Em vermelho, o trajeto feito por Amorim

blog1vinheta67Em verde, o trajeto que teria que ter feito, se não fosse o descalabro da organização do evento

blog1dedo2bO chanceler Celso Amorim foi vitima ontem (terça-feira) à noite da desorganização do governo da presidente Cristina Kirchner. O ministro do país que absorve 30% das exportações argentinas teve que vagar pelo centro portenho, no meio da multidão, que festejava a data nacional e não conseguiu assistir a segunda parte das celebrações do bicentenário da Revolução de Maio de 1810.

blog1vinheta63 O imbroglio começou quando Amorim, acompanhado pelo assessor de relações internacionais do presidente Lula, Marco Aurelio Garcia, e o embaixador brasileiro na Argentina, Enio Cordeiro (e três correspondentes brasileiros) saiu da Casa Rosada – o palácio presidencial – onde havia participado da cerimônia de inauguração da “sala de heróis latino-americanos” (uma sala que reúne quadros de heróis dos países da região) e foi barrado ao tentar atravessar a Praça de Maio.

O governo argentino havia indicado que os convidados especiais passariam por um corredor VIP. O corredor levava os convidados ao lugar da segunda fase das celebrações na avenida Diagonal Norte (onde os presidentes de países sul-americanos, entre eles o presidente Lula, assistiriam um espetacular desfile artístico-histórico).

Mas, Amorim, abandonado pelo cerimonial argentino, deparou-se com a extinção do corredor VIP, e foi barrado por uma policial e um operário, que impediam a passagem de qualquer pessoa.

O policial afirmava categoricamente que pessoa alguma podia passar por ali (embora dezenas de pessoas tivessem passado por ali cinco minutos antes), enquanto que o robusto operário, na grade do lado, sustentava que havia uma obra, e que ninguém passaria por esse lado.

As autoridades argentinas encarregadas da organização, nesse intervalo, haviam desaparecido dali. Ministros do próprio gabinete da presidente Cristina Kirchner também foram barrados.

O resto da praça estava ocupado por uma imensa multidão que se acotovelava para os festejos (calcula-se que 2 milhões de pessoas estavam nesse instante nas ruas do centro de Buenos Aires).

Sem alternativa, Amorim – acompanhado dos jornalistas (entre eles, vosso blogueiro) – deu meia-volta e começou a contornar a Casa Rosada, caminhando apressado pela avenida Rivadavia em direção a Puerto Madero.

Mas, quando chegou na esquina da avenida Rivadavia e da rua 25 de Mayo, na esquina do Banco de La Nación e da Side (o serviço secreto argentino), a banda dos Granaderos (guarda presidencial), subindo a avenida em formação cerrada, obrigou o chanceler a retroceder.

Amorim, estupefato, voltou em direção à Casa Rosada. Mas, nos portões do palácio presidencial, foi barrado pela segurança. Ali, permaneceu uns minutos, enquanto assessores atarefavam-se nos celulares, tentando encontrar uma saída para o insólito imbroglio. Vinte minutos já haviam transcorrido desde o início da confusão. E o resto do imbroglio levaria muito mais tempo.

Enquanto isso transcorria, o presidente Lula, sem saber do destino de seu chanceler, acomodava-se a três quarteirões dali, no palanque de honra, para assistir o desfile artístico de encerramento das celebrações do bicentenário.

Sem soluções à vista, e visivelmente exasperado, Amorim empreendeu novamente o caminho da rua 25 de Mayo, acompanhado por Garcia e o embaixador Cordeiro (e o trio de jornalistas).

- Chanceler, já que estamos aqui, o que o senhor achou das declarações de Hillary Clinton sobre o Irã? (perguntou um colega).

- Não, não vou falar de Irã agora (disse Amorim, enquanto caminhava).

Outro jornalista aproveitou a deixa e perguntou: “chanceler, e sobre as barreiras argentinas para os importados…?” 

- Não vou falar de conflitos comerciais hoje, pois este é um dia de festa, é o bicentenário..

Seguiram uns minutos de silêncio enquanto o grupo de diplomatas e jornalistas barrados caminhava sem destino definido.

Para quebrar o gelo, enquanto passávamos ao lado do prédio do Banco de La Nación, comentei:

- Chanceler, esse prédio é interessante…foi construído por Alejandro Bustillo, um dos mais famosos arquitetos do país…quando tentaram dar um golpe contra Perón em 1955, ele quase veio esconder-se aqui, pois o subsolo do banco é blindado…

- Ah, aqui? Em 1955? Edifício impressionante…(pausa)…como é bonita a arquitetura do centro desta cidade (disse Amorim). 

Ao chegar na esquina da Bartolomé Mitre, o grupo parou novamente.

“Vamos por esta rua, rumo à Maipú”, disse um integrante do grupo.

Amorim rempreendeu a caminhada, no meio da multidão, que abarrotava a rua e festejava a data nacional. “Estou me divertindo”, disse sorrindo em tom resignado aos jornalistas, enquanto alguns jovens passavam ao lado segurando garrafas plásticas com conteúdo que em uma rápida apreciação me parecia que era de elevada capacidade inebriante, além de exalar o característico cheiro da cannabis sativa.

Além deles, também passavam famílias com suas crianças, aposentados e turistas estrangeiros.

“Pense bem, chanceler, quando poderia caminhar assim, tranquilamente, pelo centro de Buenos Aires?”, disse um colega.

“Pois é”, respondeu Amorim.

“Já passaram por coisas similares?”, inquiriu outro colega.

“Por cada coisa… já passamos por cada coisa em outros lugares!”, disse Marco Aurélio, para minimizar o descalabro da organização do governo Kirchner.

Um casal de turistas brasileiros, nesse instante, passou ao lado e surpreendeu-se ao ver o chanceler do Brasil caminhando prosaicamente no meio da multidão.

“Está perdido, ministro?”, perguntaram.

“Eh…”, disse Amorim, amável,  mas de forma enigmática.

O casal, ao ver que o ministro estava constrangido e aparentemente perdido, tentou animá-lo: “eh…bom… eh… um prazer conhecer o senhor!..ehhh…A gente gosta muito do senhor, viu?”

Amorim, sem parar de caminhar, acenou em sinal de agradecimento.

Nesse instante, passamos ao lado do edifício do Banco de la Província de Buenos Aires, uma joia da arquitetura art-déco portenha. Amorim estava nervoso e caminha apressado.

- Ministro, este é um marco da arquitetura da cidade (disse um dos colegas, para ver se o animava com outra coisa)

- Há uns prédios muito bonitos por aqui… É uma cidade impressionante (disse ele)

- É mesmo (completou Marco Aurélio Garcia, o integrante do governo Lula que melhor conhece a capital argentina).

No entanto, ao chegar na esquina da rua Florida e a Diagonal Norte, ao lado do edifício do Bank Boston, um exemplo sui generis (de 1928) de arquitetura plateresca espanhola com arquitetura de bancos americanos dos anos 20.

Ali, o chanceler viu milhares de pessoas que se acotovelavam e gritavam hurras (e outras frases de conteúdo indefinido). Um grupo de jovens havia ‘escalado’ o monumento do presidente Sáenz Peña (em estilo art déco), de autoria do escultor José Fioravanti, e agitava bandeiras dali de cima.

Militantes peronistas tocavam seus tradicionais bumbos com frenesi.

- Ehhh…. teríamos que passar por aqui (disse alguém do grupo)

- Por aqui eu não passo, não! (exclamou Amorim). 

Marco Aurelio Garcia levantou as sobrancelhas (as duas juntas, não como o sr. Spock) e concordou com a decisão do chanceler.

O grupo vacilou uns segundos, enquanto avaliava o cenário.

Amorim fez uma pausa e afirmou categórico: “Ah, não! Eu vou pegar um táxi”.

Eu disse: “se for isso, temos que ir para lá (apontando na direção da avenida Córdoba)”

- Essa aqui é a rua Florida? (perguntou um integrante do grupo)

- Sim (disse um dos colegas jornalistas)

- Aqui tem batedor de carteira…vários batedores de carteira (disse outro colega jornalista, alertando sobre um dos problemas que ficaram frequentes na calle Florida)

- Vamos, quero pegar um táxi (disse Amorim, a ponto de transformar-se talvez no primeiro chanceler em visita à Argentina que pegaria um táxi)

Na sequência, como dezenas de milhares de brasileiros que trafegam todos os meses pela outrora rua elegante de Buenos Aires, Amorim, MAG e o embaixador Cordeiro empreenderam a caminhada por essa ‘calle’ de pedestres. Nenhum táxi passava pela área, já que as ruas estavam fechadas para o trânsito.

No meio do caminho, pelo celular, o embaixador conseguiu um veículo da embaixada do Brasil que – furando o bloqueio de guardas – pode entrar no centro da cidade.

- Que prédio é este? (disse Amorim, ao ver um monumental edifício do início do século XX) 

- Foi a principal loja de departamentos, um luxo inspirado nas galerias de Paris e Londres. Era o prédio da Gath & Chávez (disse eu ao passar pela esquina da Floria e a calle Perón, antiga calle Cangallo, enquanto driblávamos um batalhão de camelôs que vendiam objetos esverdeados Made in China com psicodélicas luzinhas vermelhas).

- Muito bonito (disse Amorim sobre o prédio)

Na esquina da Florida e Sarmiento, o chanceler Amorim foi finalmente resgatado e levado rumo à embaixada do Brasil.

blog1dedo2bALGUNS DOS PRÉDIOS CITADOS DURANTE A CAMINHADA

blogbanco-de-la-nacion-argentina

Banco de La Nación, do arquiteto supimpa, Alejandro Bustillo

blogfloridadiagonal2

Esquina da calle Florida e da Av. Diagional Norte. Estátua do presidente Sáenz Peña. Ao fundo, o citado edifício em estilo ’plateresco’.

bloggathychavez

Parte interna da Gath Y Chávez, nos anos 20

hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).

blog1vinhetalendonewsstand3 …E leia os supimpas blogs dos correspondentes internacionais do Estadão 

Gustavo Chacra (Nova York): http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/ 
Patricia Campos Mello (Washington) – http://blogs.estadao.com.br/patricia-campos-mello/ 
Claudia Trevisan (Pequim) – http://blogs.estadao.com.br/claudia-trevisan/ 
Adriana Carranca (Pelo Mundo) – http://blogs.estadao.com.br/adriana-carranca/ 

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Comentários racistas, chauvinistas, sexistas ou que coloquem a sociedade de um país como superior a de outro país, não serão publicados.
Tampouco serão publicados ataques pessoais aos envolvidos na preparação do blog (sequer ataques entre os leitores) nem ocuparemos espaço com observações ortográficas relativas aos comentários dos participantes. Propaganda eleitoral ou partidária também será eliminada dos comentários.
Além disso, não publicaremos palavras ou expressões de baixo calão (a não ser por questões etimológicas, como background antropológico
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Comentários (116)| Comente!

116 Comentários Comente também
  • 26/05/2010 - 17:10
    Enviado por: Tradutor

    Ariel, fico constrangido pelo fato de o chanceller brasileiro, aliás um grande diplomata e teórico, tenha sido barrado em torno da Casa Rosada. Tal vez fosse o resultado da gigantesca mobilização humana havida nestes dias, mas isso não isenta os responsáveis.
    No entanto, tentando me colocar na posição de um suposto leitor N brasileiro que recebe informação por você, isto é, informação seleta, esmiuçada, cheia de matizes etc., devo dar os meus parabéns a você pelo detalhamento das coisas e meu puxão de orelhas por “invisibilizar” o fenômeno maciço que Buenos Aires produziu: cerca de 6 milhões em 4 ou 5 dias se deslocaram para maravilhosas demonstrações de civismo, de vontade de união, muito além das misérias de governantes e opositores, de fofocas de salão, de empecilhos (como o que você salienta).
    Tirar este aspecto do âmago do evento é parcializar até o ponto de distorcer. Descupe a franqueza, Ariel, mas é o que sinto. E aproveitar esta enxurrada para canibalizar mais ainda este governo (ou seja, mais do que a imprensa opositora já vem fazendo há anos, ao ponto de o Clarín quase que ocultar o evento na segunda feira).
    É demais, caro Ariel. E também é um pedido de mesura da sua parte. É um pedido de imparcialidade maior. É um pedido de manter o espírito do jornalismo que mostra TUDO.
    No mais, acredito que você é um grande relator, e suas linhas são um prazer de serem lidas.

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    • 26/05/2010 - 17:30
      Enviado por: Flavio Ribeiro

      Não vi a relação entre esta matéria e qualquer coisa que o Clarín tenha feito. Me parece que sua frustração é com outros indivíduos, e seu comentário é exageradamente dramático.

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    • 26/05/2010 - 20:09
      Enviado por: Tradutor

      Flávio, não há dramatismo coisa nenhuma nas minhas palavras. Eu admiro profundamente o estilo pormenorizador que o dono do blog possui (com o maravilhoso estilo de Eça de Queiroz); aliás, os relatos poderiam ser contidos numa miscelânea da vida dos nossos países. Mas (agora vem o mas, que você descreve como dramático) o cerne da coisa foi omitido. E o cerne da coisa é que 6.000.000 de pessoas se mobilizaram para comemorar o bicentenário, com espetáculos notáveis durante vários dias. Alguém no Brasil soube disto? foi noticiado? não há fotos disso? 6 milhões não é um número notável?
      A minha digressão quanto ao Clarín tem a ver com a guerra furiosa que ele iniciou contra o governo, e cujos verdadeiros feridos são os leitores e… a verdade. O Clarín também quis omitir a participação maciça das pessoas.
      Sei que o Ariel possui muito boas intenções, conheço-o sem conhecê-lo. Mas o esquecimento é no mínimo… constrangedor…

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    • 26/05/2010 - 21:19
      Enviado por: Schlanger

      Olá Tradutor,

      Acho que o Ariel está correto em descrever o ocorrido neste blog.

      Tudo em nome do registro histórico.

      Atenciosamente,

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    • 26/05/2010 - 21:59
      Enviado por: roberto

      é isto aí TRADUTOR…
      mais IMPARCIALIDADE blogueiro,já que você é pouco IMPARCIAL.
      kkkkkkkkkk
      abraços

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    • 26/05/2010 - 23:30
      Enviado por: ab

      Tradutor deixa de ser assim.
      Se você soubesse algo de texto teria consciência de que tudo se trata de recorte. O jornalista em questão decidiu e precisou decidir por um aspecto para descrever. Isso é decisão pessoal e arbitrária, assim como a sua opinião de que ele deveria ter louvado o esforço cívico argentino.

      Ninguém teria a capacidade de descrever tudo, e toda pessoa que se propusesse ao exercício o faria de maneira diferente.

      Por que você não abre um blog e escreve o seu texto da forma como prefere?
      Limitado.

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  • 26/05/2010 - 17:11
    Enviado por: Tweets that mention Vítima da desorganização da Casa Rosada, chanceler Amorim vaga pelo centro portenho (junto, tour arquitetônico) | Ariel Palacios -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Rafaéu Furtado, Ariel Palacios. Ariel Palacios said: Chanceler Amorim, vítima do descalabro do cerimonial argentino, vaga pelo centro portenho: http://migre.me/IPMX [...]

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  • 26/05/2010 - 17:11
    Enviado por: Ariel Palacios

    Caro Tradutor, foi constrangedor mesmo a falha do cerimonial da Casa Rosada com o chanceler Amorim.
    Os responsáveis não estavam ocupados dos milhões de pessoas nas ruas, mas sim de um grupo de dezenas de pessoas, convidados especiais. Essa é que é a falha específica.
    E, nem falemos das falhas que costumam ocorrer com o setor de imprensa do governo argentino, que aí a lista é longa (e se serve de consolo, as falhas já ocorriam no governo do também peronista Carlos Menem).
    O evento de ontem foi muito bonito, como as pessoas puderam ver pelos vários meios de comunicação.
    O fato de não ter feito uma postagem especificamente sobre as festividades para este blog, é que não dá tempo de escrever sobre todas as coisas que acontecem.
    Deveria lembrar que também preparamos matérias para a edição em papel do jornal e o portal, além do twitter.
    Seria ideal que o dia tivesse 48 horas para escrever sobre muitas coisas no blog, com mais periodicidade, mas infelizmente não é possível.
    E, como pode ver, também dedico tempo a responder nossos comentaristas.

    Sobre as notícias factuais, neste caso, que você reclama, as festividades, o público pode ler sobre as festividades nos vários jornais que publicaram as notícias sobre isso.
    Se pretende ler sobre isso (acho que já deve ter lido, pelo visto), pode recorrer aos próprios jornais argentinos, como o Página 12, o Perfil, o La Nación, e vários outros. Ali, com certeza, encontrará informação factual de sobra sobre as festas realizadas na cidade de Buenos Aires (e em outras partes do país).
    Ou, o Infobae (um jornal de direita), onde verá sempre muitos elogios ao governo federal e que deram amplo espaço às festividades desta semana.
    O fato de não termos dedicado uma postagem exclusiva sobre o show de Soledad ou do Chaqueño Palavecino na 9 de Julio não implica em que este blog protagonize uma conspiração política mundial contra o governo (bom, o pessoal do Macri reclama a mesma coisa de minhas opiniões, e o pessoal do Menem também… e idem os simpatizantes da ditadura…sempre acham que há uma conspiração).

    É preciso destacar que o blog é algo pessoal, uma espécie de coluna, onde são enfocados os assuntos de maior interesse do blogueiro (o blog tem essa coisa pessoal..isso é assim no mundo inteiro… é a característica do blog).
    E, inclusive, onde enfocamos os detalhes (que podem incomodar algumas pessoas…mas é culpa minha que os detalhes existam???)
    Por exemplo: gosto de arquitetura. E por isso, sempre que é possível, falo sobre a belíssima arquitetura existente em B.Aires.
    Outro exemplo: gosto de lunfardo. E por isso, verá várias postagens sobre o lunfardo.
    Gosto de política, então falaremos de política. Não entraremos em discussões de vereadores portenhos ou cordobeses. Ficamos mais na esfera federal.
    Mas, por exemplo, não gosto de rock. Por isso, dificilmente verá postagens de rock aqui (dificilmente, mas não ‘nunca’). Ou, menos ainda sobre automobilismo. E, sobre futebol, só mesmo o fait-divers, o lado pitoresco desse esporte … não faremos análises aqui da beleza geométrica de um tiro de meta ou sobre a tal poesia da bola rolando pelo campo, nem se Wencelsao Almagro chuta melhor com a canhota que Atílio Boedo…
    Abraços,
    Ariel

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    • 28/05/2010 - 15:05
      Enviado por: Luiz Torres

      Caro Ariel;
      Há muito tempo sou fã de seu blog, uma leitura agradável, despretensiosa, simples e ao mesmo tempo com um estilo refinado. A resposta que você dá ao comentário do Tradutor é uma verdadeira pérola do bloguismo, em que faz uma boa definição do que é este fenômeno dos blogs e qual é o perfil do seu.Lhe parabenizo! Um texto muito preciso também.
      Com relação ao périplo do ministro Amorim em Bs.As. só vem ilustrar o despreparo que pulula no serviço público argentino, se supõe que aqueles que estavam encarregado de fazer o seguimento ao ministro brasileiro eram do servicio Exterior de la Nación, teoricamente um dos setores burocráticos melhor preparado no país, acontece que a prática do clientelismo, do emprego de amigos no serviço público, ocupação do espaço público pelo partido político de turno continua ferindo de morte este país e enquanto o serviço público nas margens do Rio da Prata não for por mérito e competência continuaremos a testemunhar estas e outras aberrações. Isto não tem nada a ver com o Clarín, com direita e ou esquerda. Afinal o Estado não pertence a nenhum partido político e sim ao povo. abraços

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  • 26/05/2010 - 17:15
    Enviado por: Paraná

    Foi barrado com razão, porque não presta atenção no que está fazendo, faz as coisas olhando pro lados ou pracima.
    Também acompanhado dequem ele foi. O mesmo que mandou as familias dos acidentados da Tâ praquele lugar.
    Na terra de dieguito quem canta é ele e não barbudos do país vizinho.
    Se perderam agora dizem que foram barrados. Kakakakakakakakakakakakakakaka, da vontade ficar a tarde toda rindo.

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    • 27/05/2010 - 21:41
      Enviado por: Diana azambuja

      Nao fez a menor diferenca, a ausencia dos dois no palanque,
      alias , eles deviam aproveitar e desaparecer de vez
      pena que o lulinha paz e amor nao estava com eles na passeata

      cho, cho gafanhotos cho cho, deixa um pe de agriao pro meu pulmao!!! Gafanhotos isso nao se faz , deixem minha horta em paz

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  • 26/05/2010 - 17:18
    Enviado por: SôRamires

    Ariel não pude deixar de dar boas risadas com o passeio inesperado do Ministro e seus acompanhantes pelo centro portenho. Você descreve tudinho com um sabor irônico inconfundível.
    Pelo menos a comitiva pedestre viu de perto algumas belas construções de Buenos Aires.

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  • 26/05/2010 - 17:21
    Enviado por: André

    Patético! Patético Chanceler, patético “assessor da Presidência”! Só podia ser coisa desse governo. Quem sabe em Teerã eles não se perderiam?

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  • 26/05/2010 - 17:21
    Enviado por: Alfredo Mocelin Jr.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… Será que foi de propósito????

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  • 26/05/2010 - 17:21
    Enviado por: Bolinha França

    Triste ter que admitir que o chanceler brasileiro não é ninguém na Argentina, isso depois de 7 anos e 5 meses no cargo. Qual seria a relevância dele em relação a Argentina, um capachão. Se jornalistas começaram a entrevistá-lo e próximo à guarda argentina é de se lamentar que nada fizeram para dar o devido respaldo a uma autoridade estrangeira. Mas isso é coisa dos Kishners. Creio que faltou cadeira e como o menos importante de todos que lá estavam era o Amorim, o Marco Top-top e o embaixador brasileiro na Argentina descartaram os convivas. Triste isso.

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  • 26/05/2010 - 17:24
    Enviado por: ROMÃO ORLANDO MARAN

    Só nosso chanceler para passar por um vexame destes, ja não chegava Honduras agora tambem Buenos Ayes, é pra acabá.

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  • 26/05/2010 - 17:26
    Enviado por: Paulo Bon

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKiá, kiá!

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  • 26/05/2010 - 17:27
    Enviado por: Mozart G. Oliveira

    Quá quá rá quá quá! Bem feito!

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  • 26/05/2010 - 17:29
    Enviado por: Roni

    Acho pouco, por mim ele teria ido para na Ricoleta, para sempre.

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  • 26/05/2010 - 17:29
    Enviado por: Valloy

    Excelente!

    Contamos momentos assim aos nossos amigos e chegam até os netos.
    Ao contarmos o que deu certo nos passamos por arrogantes/convencidos.

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  • 26/05/2010 - 17:31
    Enviado por: luis carlos

    Ao contrário do que podemos imaginar, o cerimonial argentino ao invés de ficar constrangido com o ocorrido deve estar “rolando de rir” pelo que aconteceu.

    Daria para imaginar a Secretária de Estado, Hillary Clinton vagueando por Buenos Aires?

    Ao Amorim só faltou aparecer um cara e dizer: Las tardecitas de Buenos Aires tienen ese qué sé yo, ¿viste? Salís de tu casa, por Arenales. Lo de siempre: en la calle y en vos. . . Cuando, de repente, de atrás de un árbol, me aparezco yo. Mezcla rara de penúltimo linyera y de primer polizonte en el viaje a Venus: medio melón en la cabeza, las rayas de la camisa pintadas en la piel, dos medias suelas clavadas en los pies, y una banderita de taxi libre levantada en cada mano. ¡Te reís!… Pero sólo vos me ves: porque los maniquíes me guiñan; los semáforos me dan tres luces celestes, y las naranjas del frutero de la esquina me tiran azahares. ¡Vení!, que así, medio bailando y medio volando, me saco el melón para saludarte, te regalo una banderita, y te digo…

    coisa de louco mesmo

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  • 26/05/2010 - 17:40
    Enviado por: Nikacio lemos

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Merecido !!!

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  • 26/05/2010 - 17:41
    Enviado por: oscar

    Ariel,
    o top top garcia e o megalonanico perdidos em Baires, que delícia!

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  • 26/05/2010 - 17:43
    Enviado por: Ariel Palacios

    Caros, jornalistas e diplomatas foram barrados em conjunto. Esse é que foi o problema. Aliás, depois soube que dois ministros do próprio gabinete da presidente Cristina também foram barrados…pelos próprios seguranças da chefe deles!

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  • 26/05/2010 - 17:47
    Enviado por: Guaca

    Hahahahahahahahahaha! Isso serviu para baixar a bola do diplomata mais incompetente que o nosso país já teve!

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    • 26/05/2010 - 20:03
      Enviado por: Anita

      Concordo totalmente! Além de baba-ovo do Lula, esse “chanceler” começou a se contaminar com a arrogância e a vaidade do nosso presidente apedeuta. Nada como uma boa caminhada para fazer os barbudinhos se enxergarem. Bando de patetas.

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  • 26/05/2010 - 17:48
    Enviado por: Ariel Palacios

    E, recordo a alguns (cujos comentários já foram eliminados, caso voltem a ler aqui) as regras do blog:

    Comentários racistas, chauvinistas, sexistas ou que coloquem a sociedade de um país como superior a de outro país, não serão publicados.
    Tampouco serão publicados ataques pessoais aos envolvidos na preparação do blog (sequer ataques entre os leitores) nem ocuparemos espaço com observações ortográficas relativas aos comentários dos participantes. Propaganda eleitoral ou partidária também será eliminada dos comentários.
    Além disso, não publicaremos palavras ou expressões de baixo calão (a não ser por questões etimológicas, como background antropológico).

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    • 27/05/2010 - 03:11
      Enviado por: Tassia Moretz

      Eis minha opinião: quem trabalha com políticas públicas sabe que “cabeças rolam” quando ocorrem falhas no cerimonial. Humanamente falando, acontece! Afinal, são todos funcionários públicos tentando trabalhar… Mas, essa confusão é uma grande gafe. O cerimonial cuida dos símbolos, dos códigos, dos gestos e das maneiras que transformam o espaço em esfera pública – elemento importante da política, e, principalmente, da democracia.

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  • 26/05/2010 - 17:53
    Enviado por: Nikacio lemos

    Esse chanceler de terceira, protetor e defensor de Ditadores e Terrorista nos últimos dois anos o que tem feito é atender as exigências da grande vaidade pessoal de Lula .
    Amorim tem se dedicado no máximo para promover o presidente Lula da Silva no exterior .
    O objetivo de Lula é ganhar o Premio Nobel da Paz e garantir o empreguinho na ONU.
    Para tanto, Amorim tem se dedicado pessoalmente a pedido de Lula nesse ponto para atender os anseios egocêntrico do presidente Lula.
    Só que para atender Lula, Amorim e Lula acabam expondo o Brasil ao ridículo como por exemplo a farsa do acordo no Irã.
    Lula e Mahmoud Ahmadinejad acharam que enganariam o primeiro mundo com essa farsa que tinha o propósito de fazer o Irã ganhar tempo para construir a Bomba.
    Esse Lula é uma comedia, mentiroso, demagogo, oportunista e comunista.
    Ele tem 30 aos de vida Pública e nunca se manifestou preocupado com a fome e paz mundial, mas nos dois últimos anos de seu governo , esse demagogo se mostra preocupado.
    Engana-me que eu gosto!!!!
    Lula da Silva, estar gastando até o que não deve(nosso dinheiro) para se autopromover para o mundo, porque seu objetivo é egocêntrico: ganhar o Premio Nobel da Paz e garantir o empreguinho da ONU

    Algo é certo, um dia a mascara de Lula vai cair .

    Estou de acordo com os colegas da universidade, a única diferença de Lula para seus amigos ditadores do Irã, Venezuela e Cuba, é que seus amigos ditadores tem coragem de mostrar a verdadeira Cara .

    Fui……………..
    Nikacio Lemos
    23 anos universitário

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  • 26/05/2010 - 17:54
    Enviado por: Jorge Mesiano Savastano

    Este imbroglio comprova que não ha comunicações satisfatorias entre a chancelaria Brasileira e Argentina.

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  • 26/05/2010 - 18:04
    Enviado por: Joao Filho

    Dá pra fazer um filme sobre esta epopéia. Alguns títulos sugeridos:
    “Os Três Patetas em Buenos Aires”… ou “Os Trapalhões na Terra do Tango”…

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  • 26/05/2010 - 18:05
    Enviado por: Vagner

    O Lulla não disse que diplomata seu não tira o sapato para ser revistado? Isto foi bem feito para estes comunistas pararem de falar asneiras sobre os governos passados.

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  • 26/05/2010 - 18:06
    Enviado por: Francisco Mineiro

    Hilário!

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  • 26/05/2010 - 18:09
    Enviado por: Lilyane

    Parabéns pelo relato. Me senti acompanhando a ‘comitiva’.
    Pois é, essas coisas acontecem às melhores famílias. Uns têm que tirar os sapatos, outros são barrados no baile. rsrs

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  • 26/05/2010 - 18:13
    Enviado por: Luciene

    A inveja é santa, porque corrói os invejosos por dentro . Me parece o caso dos leitores e talvez do blogueiro . Quem lembrará de vocês no futuro? Já quanto ao Lula e ao Amorim são inovadores como muitos governantes brasileiros não o foram. Aproveitem meu comentário para destilar um pouco mais de vosso mal-estar, parece que o espaço está livre para tais bravatas.

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    • 26/05/2010 - 20:22
      Enviado por: Lamasda

      Lembrados (lulla, amorim e “top-top” garcia) como incompetentes, boçais, falastrões e “mui amigos” de grandes democratas tais como ahmedjnejad, irmãos castro e aquele boca-mole da venezuela…

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  • 26/05/2010 - 18:14
    Enviado por: Marcelo Bucciarelli

    Outro dia, nosso “Grande Comandante e Líder” disse no Itamaraty que em seu governo ninguém iria ter que tirar o sapato, em referência a fato ocorrido com o ex-Chanceler Celso Lafer em visita aos EUA logo após o episódio das Torres Gemeas. Disse assim o ‘GCL’: “Se for para tirar o sapato, volta para o Brasil”. E agora: qual será a atitude do nosso Líder Internacional.

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    • 26/05/2010 - 20:15
      Enviado por: Anita

      Na certa ele ia falar: “se tiver que andar na rua junto com a multidão, volta já para o Brasil, pelo menos no aeroporto eles tem sala VIP!” E eles ainda dizem que fazem parte do governo “do povo”. Um bando de arrogantes é o que são, bem merecida essa boa caminhada.

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  • 26/05/2010 - 18:17
    Enviado por: Set

    Era melhor ter viajado para a península coreana e promovido a paz lulista…(em busca do assento perdido no Conselho de Segurança da ONU). Nunca antes na história desse país se criou tanta embaixadas e consulados!

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  • 26/05/2010 - 18:24
    Enviado por: Bruno

    Sensacional relato!
    Ao ler, vivenciei a situação toda e ri muito.
    Fiquei imaginando MAG e pensei em top top…

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  • 26/05/2010 - 18:31
    Enviado por: Rodrigo Contrera

    bela reconstrução das peripécias do ministro. parabéns
    Rodrigo Contrera

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  • 26/05/2010 - 18:32
    Enviado por: Lilyane

    Ô Luciene, aposto que quando o Ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos por questões de segurança nacional nos EUA você achou engraçadinho, não foi?

    Pare com esse azedume. Os presidentes passam moça, o que fica é o País. Graças a Deus.

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  • 26/05/2010 - 18:33
    Enviado por: o corintiano da silva

    Simplesmente lamentavel o imbroglio com o nosso chanceler em terras platinas,a desorganização deste governo argentino,não condiz com a sua historia;uma pena…

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  • 26/05/2010 - 18:33
    Enviado por: Glúon

    .
    __________________________
    .
    Entreouvindo em Buenos Aires
    .
    __________________________
    .

    - O que aconteceu Amorim?
    - Nem te falo presidente Lula…
    - Recordo que a última vez que nos vimos você estava na recepção presidencial?
    - Pois é, mas fui forçado pelos Granaderos a retroceder para a Casa Rosada.
    - E como você conseguiu sair dessa?
    - Salvou-me uns providenciais arbustos plantados na frente do palácio, né?
    .
    ____________________________________________
    .

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    • 26/05/2010 - 19:43
      Enviado por: Glúon

      .
      _________________________
      .
      Post de referência neste blog:
      .
      _________________________
      .
      “A providencial arvorezinha dos…”
      .
      12 abril 2010 – 22:50:57
      .
      ____________________
      .

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  • 26/05/2010 - 18:35
    Enviado por: Ariel Palacios

    Caras e caros,
    Considero que foi desleixo do cerimonial da presidente Cristina que gerou esta situação sui generis que descrevi.
    Esses problemas costumam acontecer com certa frequência. Há duas semanas também houve problemas na cúpula da Unasul com o credenciamento de alguns jornalistas estrangeiros. Mas, até agora não havia visto que um ministro de um país vizinho se visse nesse tipo de constrangimento.
    Mas, sem dúvida, as trapalhadas da organização da Casa Rosada permitiu esse ‘passeio’ diferente por Buenos Aires.

    E, especificamente, cara Luciene, não tenho expectativa alguma de que alguém se lembre de mim no futuro. Mas, não entendi no que constitui “inveja” o fato de que chanceler Amorim (junto com parte da imprensa brasileira) tenha sido barrado pela segurança do governo argentino…
    Não vejo como poder ser “inveja” algo que atrapalhou nosso trabalho de cobertura (embora, por tabela, como disse antes, isso acabou propiciando esse passeio ‘diferente’ pelas ruas de Buenos Aires).

    Caro Glúon, hehehehehe… pois é, mas pela Bartolomé Mitre não existem as providenciais arvorezinhas…

    Abraços a todos,
    Ariel

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  • 26/05/2010 - 18:46
    Enviado por: Schlanger

    Ariel,

    Isto é um furo de reportagem…

    Bem como um momento histórico que vc poderá maravilhosamente contar aos seus netos!

    abraços.

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  • 26/05/2010 - 18:47
    Enviado por: joaocarlosfaraco

    Dá um filme este relato. Só de ver o Top-top perdido me causa alívio.Quem não tem motivos para temer , pode caminhar tranquilo em qualquer multidão.

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  • 26/05/2010 - 18:51
    Enviado por: Symon Brasil

    Rarará.
    .
    Legal…Parabéns aos hermanos.
    .
    Pensou que era muito importante.
    E Dançou um tango.
    .
    É bom para calar a boca da Petralhada.

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  • 26/05/2010 - 18:54
    Enviado por: Dawran

    Para entrar no Brasil, não deve ocorrer problemas. Mas andar pelas ruas de Buenos Aires sem ser, quase, reconhecido é uma coisa que pode acontecer com qualquer protagonista mundial. Acontece. Demora um pouco para os súditos pessoal habituarem-se.

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  • 26/05/2010 - 19:06
    Enviado por: tadeu

    Muy amigos! Nem pra arrumar um patinete, kkkkkkkkkkk……

    Deixa o José Simão saber dessa.

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  • 26/05/2010 - 19:07
    Enviado por: Marco Aurélio

    O Governo Lulla ainda se acha a oitava maravilha do mundo.
    Imaginem! Seu chanceler, que por orientação do chefe anda metendo o bedelho onde nunca foi chamado, foi barrado como um penetra qualquer e ninguém deu bola pra ele. O Molusco et caterva acham que estão mudando o mundo, no Irã, África, Oriente Médio, EUA, etc. É lastimável o confronto entre o que eles julgam ser e o que realmente é a realidade: somos considerados lá fora um país de terceira classe, sem apelação. Jamais uma coisa dessas aconteceria com a Hillary Clinton, por exemplo.

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  • 26/05/2010 - 19:16
    Enviado por: Marcos Piza

    Rapaz!!!! Viajei com o seu relato! Beleza! Todos somos humanos; inclusive alguns que já estão se julgando super homens! Hehehe

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  • 26/05/2010 - 19:18
    Enviado por: Marco Gonzaga

    Acho que foi pela ma´companhia do Marco Aurélio, se não estivesse tão mal acompanhado talvez o tivessem resgatado antes. Para o marco aurélio mando vários top-top como ele gosta de fazer.

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  • 26/05/2010 - 19:28
    Enviado por: sergio benjamim

    Depois desta lavada, Parabéns hermanos , este chato estava precisando caminhar no meio do povo para parar de dizer e fazer besteiras.

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  • 26/05/2010 - 19:35
    Enviado por: Memyself

    Se nem na Argentina Amorim é suficientemente importante para ser lembrado…

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  • 26/05/2010 - 19:49
    Enviado por: Chi Qo

    Impressionante!!!

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  • 26/05/2010 - 20:19
    Enviado por: osvaldo

    Quando um ministro (ou um assessor como o MAG) qualquer foi reconhecido fora do seu pais? Só se fosse alguem presente na midia internacional, como a Hillary.
    O Jorge Taiana seria reconhecido no Brasil?

    Obviamente houve um erro do cerimonal; lamentável (ou, melhor, risível) mas parece-me um erro menor. E nada tem a ver com a importancia atribuida ao Brasil pelos argentinos, que é muita. Tanto que até autoridades argentinas se perderam nas festividades.

    Casualmente, não vi nenhum jornal brasileiro noticiando devidamente os festejos do Bicentenário dos vizinhos. O objeto da galhofa neste blog não é o ministro, mas os organizadores dos eventos. E digo isto sem ser partidário dos pinguinos.

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  • 26/05/2010 - 20:27
    Enviado por: Ariel Palacios

    Caro Tradutor, os tais 6 milhões de pessoas são o número anunciado pelo governo Kirchner.
    Outros cálculos indicam de 2 milhões a 3 milhões de pessoas.
    Levando em conta que o governo, em matéria de estatísticas não é levado a sério, tendo a acreditar mais no cálculo dos 2 a 3 milhões.
    Nesse caso, o governo – parece – fez um cálculo oposto ao que faz da inflação.
    Enquanto que afirma que a inflação é 3 vezes menos à real…afirma que há 3 vezes mais de pessoas do que teria sido a realidade.
    Sei que está há um tempo fora daqui…mas a realidade é que as pessoas aqui sabem que a inflação não é como o governo diz..
    Mas, na residência oficial de Olivos, com certeza, não há motivo para se preocupar com a alta de preços… eles precisam pagar do bolso as contas do fim do mês? Não, né?
    Eu sim…e o Clarin não tem nada a ver com isso.
    A dona do Clarín, com certeza, nao tem que se preocupar sobre como pagar as contas no fim do mês.
    E milhões de pessoas aqui, sim, precisam se preocupar….infelizmente.
    Sorte da Ernestina Herrera de Noble e dos Kirchners, que estão bem de vida!
    Abraços inflacionados!!!
    Ariel
    PS: Se puder ler os artigos escritos sobre o Menem neste blog (são poucos, já que está fora do poder), poderá também se deliciar com os comentários que fizemos sobre ele…ah, e também temos vários sobre a ditadura militar. Talvez essas postagens sirvam de ‘credencial’ para passar pelo patrulhamento ideológico.
    Quando (se por acaso) o Mauricio Macri chegar à presidência (na hipótese de…), poderá ler também sobre suas (quase asseguradas) futuras trapalhadas (que, pela forma como governa a cidade, tenho certeza que as fará também). Assim, você poderá sentir-se “compensado” pelos comentários sobre alguns detalhes dos acontecimentos da atualidade.

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  • 26/05/2010 - 20:33
    Enviado por: Luiz Bertotti

    Ninguém se lembra de um aniversário de 200 anos de uma hora para outra e sai correndo atrás de uma loja ainda aberta para comprar um presentinho.

    Mesmo no Brasil, famoso por seus atropelos de última hora, já existem grupos de trabalho em vários ministérios (tô falando sério!) dando os primeiros passos no planejamento do nosso próprio bicentenário, que só irá ocorrer dentro de 12 anos. É coisa suprapartidária, coisa de Estado organizado, que pelo menos nisso não está preocupado em quem será o presidente ou o grupo no poder em 2022.

    Dona Pinguina e seu ilustre marido fizeram uma festa para celebrar o poder do casal e de seu grupo político, e não para honrar os milhões de argentinos mortos, vivos ou por nascer que construiram e continuarão construindo esse belo país, que bem ou mal já chegou aos 200º aniversário. Lembremos: Alemanha e Itália, oficialmente, ainda estão longe das 200 velinhas.

    Num momento em qua mais do que nunca se fazia necessário um clima de união nacional, abandonando-se, nem que fosse por um dia, as questões políticas, ideológicas e pessoais, os K deram mais uma demonstração de soberbia, de despreparo para governar um carrinho de cachorro quente. A desventura do nosso ministro e dos acompanhantes é só um detalhe das trapalhadas de Cristina e Nestor na execução dos festejos. Esperemos pelo julgamento de nossos bisnetos em 2110.

    PS: É possível que o policial que barrou Celos Amorim tenha recebido ordens expressas de Guillermo Moreno para não deixar passar nenhum produto brasileiro. E que o operário estivesse lá para garantir os empregos argentinos contra a “invasão dos importados”

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  • 26/05/2010 - 20:42
    Enviado por: eujassabia

    História surreal!

    Mas reza a lenda que foi diferente o relato do item “10 – É resgatado por veículo da embaixada”

    Consta que o deseperado Amorim sussurrou:

    - Oh! E agora? Quem poderá me ajudar?

    Aí, então, apareceu um ser grotesco a dizer:

    - Eu, o Chapolulla!!

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  • 26/05/2010 - 20:52
    Enviado por: para gargalhar « Postura Ativa

    [...] aqui Publicado por Stella Arquivado cotidiano Deixar um comentário [...]

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  • 26/05/2010 - 20:56
    Enviado por: Robert

    Chanceler brasileiro barrado e perdido em Buenos Aires. Não tem preço.

    Existem coisas que o dinheiro não compra, para todas as outras existe Mastercard.

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  • 26/05/2010 - 20:57
    Enviado por: lahoz

    Mas é chato com o Amorim que é tão bonzinho para o persa picareta.

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  • 26/05/2010 - 21:08
    Enviado por: Paulo Santos

    Sem comentários , o Governo Kirchner mostra a que veio .
    Desorganização , truculencia , corrupção e tudo o mais , bem típico do Pato Manco do Menen .
    E o Celso Amorin e o Marco Aurélio Garcia merecem .
    Sou brasileiro , patriota , civico e tudo o mais , mas isso nção significa bater palmas para estes 2 pseudos diplomatas , que não c]sabem onde metem a colher .
    Inimigo Amewricano não é amigo nosso não , isso tem muita diferença
    sejamos racionais e inteligentes

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  • 26/05/2010 - 21:29
    Enviado por: lc ranieri

    Se o Pres. Lula diz que ministro dele não tira sapato para entrar em outro país (o que ocorreu com o ex-chanceler Celso Lafer), o governo argentino tira o ministro com sapado e tudo….. Pois é, nada como um dia após o outro.

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    • 26/05/2010 - 23:12
      Enviado por: Orlando

      Ranieri, tiveste a idéia um pouco mais cedo que eu. Pois era o que eu iria citar. Nada como um dia após o outro e uma noite para separar. É só aguardar que eles fazem como aquele ditado: O peixe morre pela boca e o homem (LULA) pela palavra. bem feito para eles!!! Pena que a caminhada foi curta. Poderia ser bem maior para o inutil chamado Marco Aurélio Garcia perder aquela pança cheia de m…, modelo Sargento Garcia do Zorro. Desta vez foram dois ministros.

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    • 26/05/2010 - 23:39
      Enviado por: Nylson Gomes

      É um comentário burro. Celso Lafer foi humilhado devido a uma ação deliberada do governo americano, portanto planejada e organizada, muito diferente desta embananação de que toda uma comitiva, jornalistas inclusive, foram vítimas da desorganização dos argentinos. São coisas muito diferentes meu caro e você está forçando a barra em dizer que as duas situações são semelhantes.

      P.S. Outra coisa: esta situação foi embaraçosa para o chanceler do seu país, ao cargo e não a alguém especificamente. Como brasileiro fiquei chocado com o acontecido. O Brasil é maior do que qualquer um, mesmo Lula, Amorim, Serra e FHC.

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  • 26/05/2010 - 22:08
    Enviado por: roberto

    E a re-inauguração do Teatro Colón???
    boicote governamental?
    abraços

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  • 26/05/2010 - 22:29
    Enviado por: eujassabia

    Quer dizer, então, que dois dos patetas ficaram perdidos em Buenos Aires?
    Só o pateta-mor conseguiu entrar na festa

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  • 26/05/2010 - 22:55
    Enviado por: g. cesar santos

    Se a “d i p l o m a c i a” Argentina pedir desulpas durante 365 dias até daqui o primeor aniversário dessa falta de respeito com a Nação Brasileira; não se redimem.
    Especialmente por ter sido superdesagradável e inseguro.
    Colocaram em risco a vida de dois notórias e sensíveis seres humanos; autoridades do Brasil; Amorim e Marco Aurélio e demais pessoas do grupo.
    Não tem esplicação; verdadeiro ato de desrrespeito do Governo Argentino.
    Houvessem seguranças da Polícia Federal Argentina com o Grupo; essa grosseria não teria ocorrido.

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  • 26/05/2010 - 22:57
    Enviado por: Marcello

    Este ministro merece o tratamento recebido, ele não representa a democracia e tampouco representa o Brasil.
    Ao se curvar aos interesses petroleiros e vender a alma do país ao Irã, não merece respeito.
    Os brasileiros que votaram em Lula para presidente escolheram a democracia, e não os interesses radicais e racistas do Irã.
    Uma pena que encontrou o caminho de volta a casa, seria bom ter se perdido e não voltado nunca mais.

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  • 26/05/2010 - 22:59
    Enviado por: Edmundo

    foi bom para quebrar um pouco a empáfia do nosso ilustre chanceler e do nosso vaidoso e irascivel assessor presidencial

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  • 26/05/2010 - 23:05
    Enviado por: jose g lima

    Pena não terem ido em cana como desocupados

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  • 26/05/2010 - 23:09
    Enviado por: Daniel Barbosa

    Como caminhar faz bem… vida longa e boa saúde para para os participantes.

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  • 26/05/2010 - 23:30
    Enviado por: João

    O Amorim é a vergonha do Brasil. Vá embora, nem na Argentina querem este cara por perto.
    Obviamente, a Argentina sabe que o Irã cometeu os atentados terroristas no país e não quer dar tratamento especial a amigos deste abominável regime iraniano.

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  • 27/05/2010 - 00:07
    Enviado por: Fabio Pugliesi

    Ariel, impressionante. De fato, quando Marco Aurélio Garcia se dá ares de chanceler, não fica difcil imaginar que a Argentina aproveita e..acaba fazendo estas coisas.

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  • 27/05/2010 - 00:13
    Enviado por: Otharyo

    Tem que aproveitar e mandar os dois otharyos para a Coreia do Norte. É o lugar ideal para os dois manés se perderem e ficarem esquecidos até o fim dos tempos.

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  • 27/05/2010 - 01:24
    Enviado por: michel

    Bela leitura sobre o Assunto.

    O Clarin quase não falou nada sobre o evento que seguramente foi um dos grandes da história da irmã Argentina.

    abraços.

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  • 27/05/2010 - 01:57
    Enviado por: Americo Barretto

    Lula: ‘Ministro que tirar o sapato deixará de ser ministro. Se tiver que tirar o sapato, volte para o Brasil”.

    Tirar o sapato nao pode mas andar como um palhaço na Argentina….isso pode.

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  • 27/05/2010 - 02:51
    Enviado por: Christopher

    acho bem feito…devia ter sido no Irã…queria ver se ele conseguiria voltar…

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  • 27/05/2010 - 03:02
    Enviado por: Davi

    Ariel Palacios eu achei uma palhacada sua reportagem.
    Primeiro porque voce tambem esta na argentina como convidado e como jornalista/correspondente poderia por exemplo ter tentado ajudar o Ministro Amorin, Marco Aurelio e o Consul a seguir o caminho correto. Alias nao e isso que os Correspondentes/jornalistas fazem? Ao contrario, num ato anti-patriotico voce usou da oportunidade para tirar proveito da situacao. Isso e oportunismo e lembra-nos imprensa marron ou tabloides.

    Pontos a serem considerados aqui:
    1) A Presidenta da Argentina Cristina recebeu o Presidente do Brasil LULA de tapetes com honras da casa.
    2) Foi Bi-centenario da Argentina, para Aril que nao sabe o que isso significa, e como uma festa de aniversario e nao e “Tudo sobre o Brasil” mas sim “Tudo sobre a Argentina, foi o Aniversario da Argentina”
    3) O Ministro Celso Amorin e o melhor dos Ministros do Exterior que o Brasil ja teve, Ja Ariel, como correspondente voce ficara devendo mais respeito a patria amada Brasil.

    Falando nisso, PARABENS ARGENTINA. Como Brasileiro fico feliz com esse seu grande momento. Desculpem nossos irmaos Brasileiros egoistas e nossa imprensa

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  • 27/05/2010 - 03:45
    Enviado por: Spyros

    A desorganização e a falta de comunicação dos chefes do cerimonial deste evento mostra que lá também existem funcionários imbecís, despreparados e que nossa representação foi convidada só para fazer número e não pela importância que nosso governo quer lhe imputar. Vamos parar com esse culto à personalidade e cair na real.

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  • 27/05/2010 - 03:51
    Enviado por: Alice

    Ariel, adorei o post! Como sempre, bem humorado e involvente. E desta vez relatando uma situação parecida saída da literatura surrealista. É um deleite ler seu relato, que bom que você estava lá para depois nos contar de uma forma tão saborosa!
    Acho que o Amorim deve no final ter gostado de ser removido de seus compromissos por um incidente assim, ele pôde ter um momento de “turista” (entre a resignação e o resgate pelo carro da embaixada).
    Parabéns pelo blog, em casa somos leitores assíduos. Um abraço!

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  • 27/05/2010 - 04:18
    Enviado por: Carlos

    Pateta tem que ser tratado como pateta!

    Amorim é um pateta. Não vamos discriminá-lo por isso….rsss.

    Esse foi um tratamento a sua altura (nem tanto pela sua colossal estatura física, mas pela sua baixa estatura moral).

    Com certeza no Irã ele seria muito melhor tratado.

    Ponto para a Argentina….rsss.

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  • 27/05/2010 - 04:57
    Enviado por: FB

    Vamos contratar este guarda argentino e colocá-lo no planalto, ele tem bom senso, vai fazer uma boa triagem!!!

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  • 27/05/2010 - 05:36
    Enviado por: Alberto Martinet

    Gracias, hermanos!

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  • 27/05/2010 - 06:47
    Enviado por: Andrejus

    E o megalonanico fez papel de otário, sem abrir o bico.

    A administração petista, claro, não sabia de nada e ficou calada, como de hábito desmoralizando o país.

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  • 27/05/2010 - 06:57
    Enviado por: Regina Pires

    Top Top Top Aurélio Garcia e Celso Amorim!

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  • 27/05/2010 - 08:20
    Enviado por: Afonso Arinos

    Bem… Pode ser incompetente o governo em matéria internacional, mas se ainda estivéssimos focados em EUA e Europa como nos governos anteriores (o flanador do Sena), advinhem como nossa economia estaria???

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  • 27/05/2010 - 08:30
    Enviado por: SôRamires

    Caracoles…que azedume, muitos leitores aproveitam o espaço para comentários para destilar todo veneno que podem…e até esquecem o assunto da postagem.
    Um abração de uma leitora que devora seus textos com muito prazer.

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  • 27/05/2010 - 08:59
    Enviado por: Tatiana

    Que MICO!

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  • 27/05/2010 - 09:17
    Enviado por: Ariel Palacios

    Caro Roberto, se a patrulha ideológica pelo menos falasse quais eram os pontos de parcialidade…
    Não vejo qual é a parcialidade em relatar a caminhada de Amorim pelo centro (fruto da desorganização do cerimonial da Casa Rosada). É fato: eu e outros jornalistas fomos testemunhas, até porque depois ajudamos o chanceler a não ir pela rua errada…

    Caro Vinícius, pois é, o Brasil tampouco teve muitos presidentes que completaram seus mandatos. Talvez a diferença seja nos tempos da ditadura. No Brasil, os presidentes-ditadores completaram seus mandatos (exceto Costa e Silva, por doença), enquanto que na Argentina, somente o ditador Videla completou (os outros derrubaram uns aos outros com golpes internos)

    Caro Roberto, a reinauguração do Teatro Colón foi feita sem problemas. A presidente Cristina não quis ir (e seus ministros tampouco foram), tal como explicamos em uma postagem anterior. E também é fato… o próprio chefe do gabinete de ministros, Aníbal Fernández, após uma semana cheia (teve várias discussões públicas com modelos de passarela e uma atriz do teatro de revista, por divergências políticas…e isso também é fato, pois foi transmitido pela TV), disse que a presidente não iria. Aliás, a presidente Cristina enviou uma carta oficial dizendo que não iria ao Colón.
    É fato, não é questão de interpretação.
    Mas, se tem alguém que não quer ver a realidade, recomendo um pouco de fantasia, como Harry Potter.

    Caro Eujassabia, o problema foi originado pelo cerimonial da Casa Rosada, que barrou o ministro em dois lugares.

    Caro César, teria sido mesmo um problema grave se tivesse havido algum incidente com os representantes brasileiros no meio da multidão (me atenho às implicâncias diplomáticas do fato, sem avaliar a qualidade política dos envolvidos: imagine se no empurra-empurra, alguém cai e quebra um braço?)

    Caro João e caros, a questão com o Irã não tem relação direta com o descalabro do cerimonial argentino. Aliás, um dos próprios ministros da Cristina Kirchner, o poderoso Julio De Vido, também ficou de fora, por erros da organização do evento…

    Caro Ab, obrigado por entender.
    Meses atrás havia um comentarista de explícitas tendências neo-nazistas, que também vivia reclamando… ora, porque ele visitava o blog? Porque era masoquista? Só Freud explica…
    Mas, sempre existe alguém por aí que quer nos “ordenar” as coisas que gostariam de ver publicadas.

    Caro Nylson, concordo. Um problema grave de cerimonial é um problema grave, independentemente das pessoas envolvidas.

    Caro Michel, o Clarín deu espaço grande ao evento, sim. Especialmente em sua edição online. E, o La Nación, também cobriu amplamente.
    Até porque os shows de rock, tango e folclore não pertencem a grupo político algum, nem governo ou oposição.
    As pessoas foram às ruas participar da festa cultural, não para dar vivas à oposição ou o governo…

    Caro Davi, não estou na Argentina como “convidado”… estou trabalhando. E essa é uma grande diferença… Por acaso alguém que sai do México e vai para a Espanha para trabalhar é um “convidado”?? Ou um brasileiro que vai para os EUA trabalhar é “convidado”???
    Nosso trabalho como jornalistas é cobrir os fatos, analisar os fatos. Não servir de guias turísticos.
    Mas, eu, para tranquilizar o chanceler Amorim durante a caminhada, tive a gentileza (ele sempre foi amável com a imprensa) de falar da arquitetura do centro de Buenos Aires.
    E, se tivesse lido com cuidado a postagem, veria que sim, tentamos ajudar o chanceler a não se perder.
    Quem não colaborou, como até deixo claro no título da postagem, é o cerimonial da Casa Rosada, que barrou o chanceler duas vezes.
    Sobre o Bicentenário da Argentina (e não bi-centenário), poderá ver que nos dias prévios colocamos várias postagens sobre o assunto. Inclusive, se puder ler a edição em papel do Estadão, também verá várias matérias sobre o assunto.
    Um blog não se constitui apenas pela postagem do dia, sabe?
    E agora, você diz que não respeito a pátria amada porque você supõe que não ajudei o ministro?
    Pois bem, eu e os outros colegas ajudamos o ministro, para que ele fosse pelas lotadas ruas do centro sem problemas adicionais.
    E, como brasileiro, fico feliz também que a Argentina tenha completado seu bicentenário.
    O sesquicentenário argentino (150 anos) foi melhor. Mas, pelo menos a festa do bicentenário foi muito boa com shows de alta qualidade.
    E, peço desculpas a nossos outros leitores pelos leitores que leem as postagens de forma apressada e tiram conclusões cheias de rancor, tal como a anterior…

    Cara Tassia, concordo… erros ocorrem. Mas, quando a gente vê que havia funcionários do governo prestando mais atenção aos shows do que ao trabalho, aí dá para ver que a culpa era mesmo da desorganização…
    E não custava grande coisa colocar uma pessoa para estar permanentemente com o chanceler Amorim, já que era o representante do maior sócio comercial da Argentina…

    Cara Alice, obrigado. Acho que ele, no fundo, embora irritado com a bagunça, acabou desfrutando de um passeio como pessoa normal pelas ruas abarrotadas de Buenos Aires. Bom, pelo menos tentei suavizar a caminhada com alguns comentários arquitetônicos…

    Caro Afonso Arinos, pois é, acho que boa parte das pessoas não entenderam que a culpa desse imbroglio era o cerimonial da Casa Rosada (e que o assunto não tinha a ver com a qualidade do Itamaraty ou similares).

    Cara Sô, pois é, também fiquei impressionado! O assunto da postagem era o descalabro do cerimonial da Casa Rosada, e o de uma pitoresca caminhada pelo centro portenho com o chanceler Amorim…

    Caro Chirac, o Tiradentes foi o escolhido do governo brasileiro. O Getúlio Vargas foi escolhido pelo governo Kirchner, até por similitudes com o defunto general Perón.

    Abraços a todos!
    Boa quinta-feira!
    Ariel

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  • 27/05/2010 - 11:25
    Enviado por: Paulo Afonso

    Bela experiencia essa do Exmo. Sr. Ministro. A de um simples mortal pelas calles de Buenos Aires. Quiçá ano que vem seja rotina na vida dele, ou quem sabe receber uma promoção e ir pro Irã ou Afeganistão.

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  • 27/05/2010 - 11:48
    Enviado por: Hugo Viterbo

    Ler sua crónica me fez pensar aquilo que se diz:

    Miles de aviões voando não são notícias…Um que cai sim!!! :-)

    Não sabia que havia 2 ou 3 milhões de pessoas nas comemorações, acho que não é pouca coisa.

    O que aconteceu com você e com o ministro Amorim é imperdoavel, não tem desculpas, mas…Vou lhe contar algo que acontece aqui em São Paúlo quando se faz a virada cultural:

    Sempre que se faz penso em asistir com minha mulher, muitas vezes tem bons shows na virada….Mas se pega o jornal do dia seguinte sempre, sempre teve baderna com a policia à noite…E ai penso, bom, ainda bem que não fui….

    Nos shows do Bicentenário acho que não aconteceu nada envolvendo a policia (afortunadamente)….Mas já sabemos, miles de aviões voando não são notícia…Um que cai sim!!

    Muito boas suas crónicas, cheias de objetividade!!!

    Hugo.

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  • 27/05/2010 - 11:50
    Enviado por: Felipe Marques

    Porque não ofereceram para ele um Súper Pancho ou um alfajor para ele ficar más tranquilo?? rsrs…
    Agora é sério, porque ele não passou no meio do pessoal batendo bumbo? Ele é contra batedores de bumbo ou o pessoal era meio mal-encarado? Ou ele não queria participar de algazarra no meio do povo?
    Sempre leio seu blog, gosto muito de seu estilo de escrita e diagramação. Parabéns!

    PS: Estarei em BsAs. no sábado e ficarei durante uma semana. Se eu tiver sorte poderei te parabenizar pessoalmente, rs!

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  • 27/05/2010 - 12:15
    Enviado por: Ariel Palacios

    Cara Laura, obrigado pelo parabéns do aniversário!

    Caro Paulo, uma caminhada com o chanceler sempre é interessante. E, em uma circunstância como esta, foi sui generis. O problema é que a falta de organização da Casa Rosada atrapalhou a ida dele ao palanque oficial, além de nossa própria cobertura…Mas, isso não é novidade. Houve problemas similares em várias cúpula do Mercosul, entre outros eventos. Neste caso, a novidade era que o próprio ministro Amorim padeceu os problemas que nós, jornalistas, costumamos passar com a organização da administração local…

    Caro Hugo, pois é, não é costumeiro ver um ministro da importância de Amorim caminhando pela rua. Acho que o único lugar onde isso ocorre com frequência (um ministro de um país caminhando por suas próprias ruas, sozinho, sem guarda-costas ou secretários) é Montevidéu.
    Mas, ali, pela estabilidade institucional do país, e a ausência da necessidade de andar com guarda-costas (isso não acontece nos outros países da região). No Uruguai é fascinante como o cotidiano dos integrantes de todos os governos é igual ou quase igual a do resto da população. Conhece o Uruguai? Se não conhece, recomendo (Montevidéu, evidentemente, pois Punta del Este, em minha opinião, não tem graça alguma).

    Os 2 a 3 milhões de pessoas por dia nas celebrações do bicentenário é uma grande quantidade de pessoas, concordo contigo. Não me surpreende, pois os shows eram muito bons: Soledad (eu gosto muito. Você gosta?), o chaqueño Palavecino (muito bom, também), e o genial, espetacular Jaime Torres (este, tocando com Gustavo Santaolalla, um sensacional encontro de duas gerações).
    Ora, quem não iria a esses eventos? Não havia políticos discursando! Então, muito melhor!

    No entanto, não são os 6 milhões de pessoas que o governo federal afirma que foram nas ruas na terça-feira no período do fim da tarde ao fim da noite.
    No entanto, não é surpreendente que o governo modifique as estatísticas, pois isso já acontece, desde 2007, com os índices de:
    - Inflação (a qual, ainda bem que você não padece da mesma forma, pois mora no Brasil…aqui, a situação está muito complicada..não sei se os parentes lhe contaram como andam as altas de preços)
    - Desemprego
    - Pobreza

    Claro que nestes casos de índole econômica, o governo reduz os números.
    No caso das pessoas que foram às ruas para ver os shows, o governo aumenta os números. Mas, qual será o motivo dessa….eh… “falha”? Para que mentir sobre o assunto? O que o governo ganha com isso?
    Bom, nem o governo nem os líderes da oposição precisam se preocupar com o efeito da inflação em suas compras no supermercado, imagino que você saiba disso… a população, infelizmente, sim precisa se preocupar com isso.

    Obrigado pelo elogio da objetividade. Tentamos ser sempre objetivos.
    (voltando rapidamente ao Uruguai: recomendo a sobremesa chamada ‘Chajá’. Uma delícia…. ah, mas isso não quer dizer que não goste de sobremesas argentinas… há muitas, desde o simples queso e dulce, os alfajores de Santa Fe, as colaciones de Salta…Nossa… a lista é imensa! Não ache que um elogio a um doce uruguaio é uma conspiração anti-governo Kirchner. Às vezes um charuto é só um charuto, dizia Segismundo Freud. hehehehehe. Posso provar isso com a postagem que fiz sobre o alfajor Capitán del Espacio, publicada no ano passado. Ou você tem algo contra Quilmes, onde esse alfajor é feito? Eu não tenho nada contra. Aliás, o ministro Aníbal Fernández é de Quilmes, e isso não tem relação alguma que desprestigie ou prestigie mais ainda esse supimpa alfajor).

    Caro Felipe, era impossível passar no meio dos tocadores de bumbo…a formação era cerrada, e o Amorim não tem físico de jogador de rugby para abrir caminho.
    Imagine atravessar um estádio cheio para ver o show da Madonna! Mas, concentrando em um espaço menor ainda! Impossível. E, quando digo que a formação era cerrada… era cerrada mesmo!

    Abraços,
    Ariel

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    • 27/05/2010 - 14:24
      Enviado por: Tradutor

      Caro Ariel
      As cifras que eu citei acima (6.000.000 de pessoas) não foram produto do incrível inflacionismo governamental mas do próprio jornal Clarín, o inimigo “íntimo” e atual do governo CFK. Veja pois as manchetes de hoje:

      Bicentenario: a la fiesta fue el triple de la gente esperada
      En los cinco días hubo unas 6 millones de personas. El público disfrutó masivamente del espectáculo, que costó 40 millones de pesos. Hubo artistas que no estuvieron porque pedían mucho dinero.

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  • 27/05/2010 - 12:49
    Enviado por: Rangani

    É natural que o tom geral seja de deboche e até mesmo coléricos ataques ao Min. Amorim, já que o público é, em sua maioria, formado por leitores do Estado de São Paulo. Mas uma das críticas não faz o menor sentido, chega a ser patética: a de que, “se fosse a Hillary Clinton”, não teria acontecido. Ora, se fosse a Hillary não, mas ela foi primeira-dama por 8 anos (revistas de fofoca são muito lidas no mundo inteiro, e ela foi traída pelo marido-presidente com uma estagiária), candidata a presidente e é secretária de estado da maior potência do mundo. Pergunto aos que fazem essa comparação se eles têm ideia (sem olhar no google, sendo sinceros) de quem é o chanceler da China, da Rússia, da Alemanha, da França, do México, do Canadá, ou da Argentina? O próprio Ariel Palácios disse que até mesmo ministros argentinos foram barrados. Foi falha grotesca da organização, apenas isso. No caso do Celso Lafer, a segurança do aeroporto americano sabia que o chanceler brasileiro estava chegando e, assim mesmo, obrigou-o a retirar o sapato, achando talvez que ele poderia explodir uma bomba. Isso sim foi, de fato, ridículo e humilhante.

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  • 27/05/2010 - 12:52
    Enviado por: carola

    Querido Ariel,
    Divertido relato da caminhada com o ministro das relações exteriores!
    Passando aos comentários sobre essa postagem: esse senhor (tem outro desses senhores que já vi que reclama, e sempre acha, como você ironiza, que é uma conspiração mundial) que reclama sempre das postagens… ele é masoquista?
    Se não gosta do blog, porque cargas d’água insiste em ler? Será que ele também amarra um cilício na cintura, que nem faz o pessoa da Opus Dei? Será que ele é dessa corrente religiosa?
    Credo, esse cara é pior que padre Cássio dando sermão! (não vou dizer em qual paróquia).
    Não dá para entender..
    Quero te parabenizar pela paciência que você tem com alguns comentaristas (poucos são tão chatos, a maioria é bem legal e topam um debate bom) -. Eu queria ter paciência igual com minha chefe, que também é filhinha de papai e não vive o dia a dia sofrido da população. Mas v ive reclamando e achando que todos conspiram contra ela….aiiiiiiiii!
    Tenho parentes na Argentina e sei quanto eles sofrem com a escalada inflacionária.
    Mas, sorte daqueles que migraram (migraram, mas acham que lá tá tudo às mil maravilhas…paradoxo, não acha?)
    Beijão!
    Carola

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  • 27/05/2010 - 13:49
    Enviado por: Observador

    Eu teria ido para o Faena tomar um cafezinho.

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  • 27/05/2010 - 13:54
    Enviado por: Venezolano

    Caro Ariel,

    Adorei o seu post! Muito pitoresco, a situação não podia ter ocorrido perto de um narrador melhor do que você.

    Sou testemunha da sua imparcialidade aqui (só acho que ainda faltam uns posts sobre as atrocidades dos Montoneros e do ERP para equilibrar um pouco a narrativa dos terríveis anos 70).

    Abraços, e continue sempre cordial assim!

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  • 27/05/2010 - 14:20
    Enviado por: José Marcos

    Prezado Ariel Palacios,

    Confesso que senti inveja do ministro Celso Amorim. Nem sempre se pode fazer um passeio turístico acompanhado por alguém tão familiarizado com as belezas arquitetônicas da capital portenha – e de graça!! Se eu fosse ele, teria lhe explorado mais! Parabéns pelo blogue.

    Atenciosamente,
    José Marcos

    PS. Senti falta do acento agudo da palavra imbróglio. Deve ter caído na confusão no centro de Buenos Aires…

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  • 27/05/2010 - 15:08
    Enviado por: Felipe Marques

    Ariel, obrigado pela resposta!
    Pelo seu texto, parecia que ele não passou porque não quis. Agora sim eu enxerguei a cena do diminuto Amorim desistindo de passar entre percussionistas populares.

    Diante de seu mapa e de seu relato tão perfeito, só me resta fazer o passeio na semana que vem, além de te desejar mil felicidades pelo cumpleaños e anos e anos de textos tão legais quanto estes seus aqui no blog.

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  • 27/05/2010 - 17:06
    Enviado por: Ariel Palacios

    Caro Rangani, pois é, dois ministros argentinos (De Vido e Giorgi), também foram barrados. O impedimento aos ministros não foi por suposta falta de importância…(De Vido é o braço-direito de Kirchner), mas sim, pela bagunça generalizada do cerimonial…

    Cara Carola, é verdade… há vários que parecem masoquistas. Um neo-nazista argentino que residia em uma cidade perto de Cabo Frio que volta e meia aparecia por aqui, sempre reclamava de tudo…tudo para ele era conspiração sionista mundial. Mas, apesar disso, continuava aparecendo no blog! Há pessoas muito bizarras, sem dúvida.
    Sobre a escalada inflacionária, é um problema colossal, pois liquida o poder aquisitivo das pessoas e gera mais pobreza.

    Caro Guido, as atividades culturais desta última semana foram mesmo geniais!

    Caro Observador, o cafezinho no Faena está tão caro… mas o cafezinho na Casa Rosada estava muito bom. Isso e uns alfajores que havia de maizena. Bom, não tivemos acesso a ministros, nem presidentes, e nem nos deixaram passar pela praça de Maio…mas, o café e os alfajores estavam muito bons! E os shows também. Hehehehehe…alguém poderia dizer que era alfajor e circo..
    Mas, falando sério, os alfajores estavam deliciosos, com um excelente doce de leite.

    Caro Venezuelano, obrigado pelo comentário! Sobre os montoneros e o ERP estamos esperando uma efeméride para tocar no assunto. Neste dia 1 de junho teríamos uma efeméride genial, os 40 anos da morte de Aramburu, morto pelos montoneros. Mas, estarei fora do ar nos dias 31 de maio e 1 de junho.
    No entanto, poderíamos fazer depois uma postagem sobre os mortos polêmicos argentinos, e aí poderíamos contar quando o corpo de Aramburu foi roubado em 1974 para que o corpo da Evita fosse levado à B.Aires. Boa ideia!

    Caro José Marcos, hehehehe…obrigado!
    O imbroglio ou imbróglio..ah! Esse é um caso sério. Fico sempre dividido entre o original italiano sem acento e sua versão aportuguesada com acento.
    Eu prefiro sempre os originais. Mas, eventualmente coloco o acento.

    Caro Tradutor, agora entendi! Perdão! Pensei que referia-se às declarações de integrantes do governo que disseram que no dia 25 de maio, entre a tarde e a noite foram ao centro de Buenos Aires 6 milhões de pessoas!
    Você, no entanto, se referia ao total de 6 milhões de pessoas ao longo 5 dias de celebrações!
    Aí, sim, claro, faz sentido. Nesse caso, eu, você e o Clarín concordamos, por incrível que pareça.
    O número levado a sério é de centenas de milhares de pessoas ao longo da 6afeira, sábado, 700 mil no domingo, de 1 milhão de pessoas na segunda-feira e de 2 milhões na 3afeira.
    Mas, o governo, como disse antes, inflacionou os números, pois o governo afirmou na terça-feira à noite que 6 milhões de pessoas foram às ruas do centro portenho aquele dia especificamente, entre a tarde e a noite (Evita, grande reunidora de massas, juntou 2 milhões de pessoas em 1953).
    Dessa forma, se fosse assim, fazendo uma projeção amadorística dos cálculos do governo sobre a 3afeira, nos 5 dias de festejos talvez teriam ido às ruas uns 18 milhões de pessoas!!! Quase metade da população argentina.

    Caro Felipe, não, não dava mesmo para passar. Havia uma densidade demográfica por lajota das calçadas da Diagonal Norte que deixaria um show da Madonna em Honkg Kong com sentimento de inferioridade!
    Obrigado pelos desejos de ‘feliz cumple’!

    Abraços a todos,
    Ariel

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  • 27/05/2010 - 17:41
    Enviado por: Andres

    Oi Ariel , boa tarde.

    Os 6 o 7 milhoes de pessoas se refere a TODOS os dias das comemorações de sabado a terça , não so da terça feira
    Eu asisto TN , C5N e TV Publica por Internet e na quarta feira pasaram os numeros e ficou BEM claro q 6 milhoes somados TODOS os dias.
    Nunca ouvi falar em 6 milhoes so na terça.

    Bonito relato do paseio , quando eu moraba em Baires nao prestava muita atenção a eses predios.

    Abrazos.

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  • 27/05/2010 - 17:47
    Enviado por: Ariel Palacios

    Caro Andrés, pois é, 6 milhões ao longo de 5 dias faz sentido!
    Mas, os tais 6 milhões em um dia que o pessoal do governo comentou à TV na noite da terça-feira, era um exagero, um cálculo tão fora do normal, que talvez só poderia se explicar pelo entusiasmo do momento (para ser sutil…).

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  • 27/05/2010 - 18:04
    Enviado por: Jean Claude Dupuy

    ao assumir como Chanceler, Celso Amorim prometeu que não seria “humilhado” tirando os sapatos nos aeroportos dos EUA, em alusão irônica a seu antecessor Celso Lafer. Já em Buenos Aires…

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  • 27/05/2010 - 21:24
    Enviado por: Telmo Ryoiti Kubo

    Olá Ariel. Tudo Bem?

    O que aconteceu com o Celso Amorim nem merece comentários.

    Abraços

    Telmo

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  • 28/05/2010 - 18:58
    Enviado por: Antonio Carlos

    Caro Ariel,

    É sempre um prazer ler suas postagens, esta foi especial, fina ironia que divertiu a todos, 113 comentários até agora.

    Abração,

    Antonio Carlos

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  • 28/05/2010 - 20:50
    Enviado por: Otavio Silva

    Um jornalista que testemunha tal evento e não o publica, não merece meu respeito. Excelente texto. Furo de reportagem. Melhor que os sapatos (ou a falta de) de Celso Lafer. Parabéns Ariel. Um abraço,

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