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Ariel Palacios

14.setembro.2010 23:15:25

Líder sindical é “tropa de choque” do casal Kirchner

blogmoyano

Na frente da sobrancelha esquerda do defunto general e presidente Juan Domingo Perón, Hugo Moyano – poderoso líder da CGT (a maior central sindical argentina) - discursa para os militantes. (foto do sindicato dos caminhoneiros)

blog1dedo2bO secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Hugo Moyano, considerado a “tropa de choque” da presidente Cristina Kirchner, ameaça retomar os piquetes contra a Siderar, siderúrgica do Grupo Techint, a maior multinacional argentina. Na segunda quinzena de agosto o sindicato dos caminhoneiros, liderado por seu filho Pablo, bloqueou durante oito dias as portas da empresa. Na semana passada o secretário-geral da CGT – que é o principal suporte social dos Kirchners – recebeu o respaldo explícito do governo para os piquetes. Na ocasião, o ministro do Interior, Florencio Randazzo, declarou que as lideranças sindicais eram “defensoras” dos trabalhadores e atacou a empresa.

Na segunda-feira Pablo Moyano ameaçou ampliar os protestos e impulsar uma greve nacional por causa do conflito com a Siderar. Moyano admitiu que embora os piquetes sejam contra a siderúrgica, “companheiros de outros sindicatos poderiam apoiar esta medida”.

Hugo Moyano ordenou piquetes no ano passado nas portas das gráficas dos jornais “La Nación” e “Clarín” para impedir a distribuição dos exemplares desses dois periódicos, de posições críticas com o casal Kirchner. A medida desatou uma onda de críticas por parte de organismos de defesa da liberdade de imprensa.

O cerco à Siderar abalou o abastecimento de chapas de aço na Argentina, ao impedir a entrega de 60 mil toneladas, colocando em problemas – por tabela – o setor automotivo e as fábricas de eletrodomésticos.

Moyano exige que a Siderar se responsabilize dos encargos sociais das empresas que contrata para terceirizar o transporte (a Siderar alega que isso não é assunto seu, mas sim, responsabilidade das empresas de transportes, ramo da economia à qual não está enfocada).

Mas, por trás das pressões, afirmam analistas, está a política da presidente Kirchner de intimidar empresas que não se alinharam com o governo. O Grupo Techint já foi alvo de pressões anteriores do casal Kirchner. O holding também foi vítima de estatizações implementadas na Venezuela pelo presidente Hugo Chávez.

As pressões de Moyano estão preocupando o empresariado argentino, assustado com as crescentes ameaças do líder da CGT a diversos setores industriais. Na semana passada os caminhoneiros de Moyano também cercaram uma fábrica da Coca-Cola na província de Neuquén para impedir demissões.

blog1vinheta67c ALVOS – Na segunda metade desta década Moyano também fez piquetes contra empresas brasileiras instaladas na Argentina, entre elas a Loma Negra (comprada pela Camargo Correa) e a Quilmes (adquirida pela AmBev). Nos últimos anos, em duas ocasiões Pablo Moyano levou centenas de motoristas e dezenas de caminhões na frente da Embaixada do Brasil, como forma de protesto.

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blog1vinheta58 TROPA DE CHOQUE – Desde 1992, quando contava com 70 mil afiliados no sindicato dos caminhoneiros, Hugo Moyano aumentou o número para 200 mil neste ano. O crescimento ocorreu graças à absorção de uma série de sindicatos menores com o argumento de que determinados setores de trabalhadores estão vinculados com a atividade caminhoneira.

Nos últimos anos Moyano conseguiu que o sindicato dos trabalhadores de pedágios fosse incorporado no sindicato de caminhoneiros, alegando que “pelas estradas, onde estão os pedágios, passam caminhões”.

Da mesma forma, o sindicato de garis foi também absorvido. Neste caso, o argumento foi o de que os garis, na hora que terminam de recolher o lixo, o colocam dentro de um caminhão, que também os transporta a outros setores de uma cidade.

Desde meados dos anos 90, transformou seu sindicato em uma poderosa máquina de realizar greves e marchas de protesto.

Seus críticos destacam que transformou-se em uma “tropa de choque” do casal Kirchner, já que pode mobilizar rapidamente seus caminhoneiros para realizar piquetes nas estradas ou nas portas de empresas.

Emilia Delfino, autora de “O homem do caminhão”, biografia de Moyano, ressalta que o líder da CGT “é um homem simples, mas maquiavélico. Ele primeiro bate. E aí, depois, é que ele negocia”.

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Sob a foto de Eva Perón, a presidente Cristina Kirchner e Hugo Moyano (foto da Wikipedia)

blog1dedo2bTROCA DE FAVORES - Nos últimos anos Moyano conseguiu convencer seus liderados a não atrapalhar a gestão presidencial. Em troca, os Kirchners incluíram aliados de Moyano dentro da estrutura burocrática do governo.

No ano passado a presidente Cristina designou Mariano Recalde novo diretor da Aerolíneas Argentinas, a maior companhia aérea do país, que está passando por um polêmico processo de reestatização. Ele é filho de Héctor Recalde, um dos assessores de Moyano na CGT.

Os subordinados de Moyano ocupam postos cruciais na Secretaria de Transportes e em organismos que administram os portos e aeroportos, além de ferrovias. Além disso, o governo incluiu o sindicato na composição acionária da importante ferrovia Belgrano, sob intervenção estatal (a Belgrano é responsável por 30% do transporte de cargas do país).

Moyano também controla o movimento dos contêineres do porto de Buenos Aires. Isto é, junto com a Aerolíneas Argentinas, o líder sindical domina o transporte de cargas em todo o país.

Os Kirchners também fornecem polêmicos subsídios estatais para os caminhoneiros, tanto na área do transporte de cargas como para o sistema hospitalar do sindicato. De quebra, concederam aos caminhoneiros isenções do pagamento de pedágio em várias estradas argentinas.

Moyano também arrancou da presidente um cargo crucial no ministério da Saúde, o da Administração de Programas Especiais (APE), organismo que distribui os fundos para os sistema de saúde dos sindicatos. O controle da APE é tentador, já que em 2008 arrecadou US$ 1 bilhão.

Os analistas afirmam que Moyano é um “superministro”, embora não esteja formalmente no gabinete reformado nesta semana.

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‘El sillón de Rivadavia’, apelido da cadeira presidencial. Moyano ambiciona um dia sentar ali. E cita o “compañero” Lula como exemplo a seguir (foto da presidência da República Argentina).

blog1dedo2bMOYANO E SUAS AMBIÇÕES PRESIDENCIAIS

Hugo Moyano – sindicalista que circula em carros de luxo e cujos filhos e esposa são proprietários de várias empresas (do setor de seguros e construção civil) – tornou-se há poucos dias presidente do partido Justicialista (Peronista) da província de Buenos Aires, que concentra 40% do eleitorado argentino.

“Se um operário foi presidente no Brasil, como Lula, porque isso não pode acontecer na Argentina?”, pergunta Moyano, que já sugeriu intenções de ser presidente da República. O sindicalista convocou para o dia 15 de outubro um comício no estádio do River Plate, no qual pretende reunir 70 mil pessoas.

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blog1dedo2bENTREVISTA COM BIÓGRAFA DE MOYANO

blog1vinheta55b Emilia Delfino escreveu em parceria com Mariano Martín a biografia “O homem do caminhão”, sobre Hugo Moyano. Aqui, ela explica mais detalhes sobre a personalidade do líder sindical:

Estado – Como definiria a personalidade de Moyano?

Delfino – Ele é um homem de formas e idiossincrasia humildes, próprias de um filho da classe trabalhadora que conheceu o poder e enriqueceu. Mas nunca deixou de mostrar-se como um homem simples. A coisa paradoxal é que ele ao mesmo tempo é extremamente ambicioso. É, acima de tudo, um tático. Não se caracteriza por sua capacidade de estratégia, embora sabe como cobrir esses buracos. Ele está rodeado de assessores, amigos e aliados capacitados para projetar as melhores estratégias sindicais e acima de tudo, políticas. Sua imagem de homem rude desmorona quando se percebe sua timidez e seu modo simples de conversar e fazer piadas com seus interlocutores. Mas, ele é o mesmo homem capaz de ordenar os bloqueios mais duros às empresas mais poderosas, e de pegar pelo pescoço um empresário em plena discussão salarial. Ou, inclusive, é capaz de trair seus amigos. E, uma vontade imensa de querer controlar tudo: as estradas, os pedágios, as fronteiras, os subsídios, os salários, o Partido Justicialista, o Parlamento, a Justiça… e até o futebol, pois uma de suas paixões, junto com o boxe, é o futebol, onde ele tem influências e ações. Ele tem a virtude de não ter cometido o erro de outros chefes sindicais, isto é, ele não esqueceu das reivindicações das bases de seu sindicato. E, na contra-mão, ele tem o defeito que seus colegas nunca evitaram: a cobiça pelo dinheiro e pelo poder. E a corrupção.

Estado – Moyano sente-se identificado com os Kirchners? Ou é um pragmático, capaz de ficar bem com qualquer tipo de governo?

Delfino – A aliança Kirchner-Moyano está baseada no pragmatismo de ambos, mas nunca ocorreu com outro governo, a não ser na fugaz presidência de Adolfo Rodríguez Saá em dezembro de 2001. O modelo econômico, a desvalorização da moeda e o sistema milionário de subsídios ao transporte que Kirchner impôs desde 2003 favoreceram a atividade da logística e o transporte de cargas e derivaram em um crescimento econômico e político do sindicato dos caminhoneiros. Kirchner por seu lado, soube como gerar essa conexão pragmática dando a Moyano o que ele necessitava para chegar ao poder… e também para mantê-lo. Foram as gestões e pressões de Kirchner que transformaram Moyano duas vezes em líder da CGT. Em troca, Moyano garantiu a Kirchner a paz social.

Estado – Moyano tem empresas a seu nome ou nome de seus filhos e sua esposa?

Delfino – Não tem nada em seu nome…mas construiu um holding que está a cargo de sua terceira e atual esposa, Liliana Zulet, uma polêmica empresária que foi condenada a dois anos de prisão por desfalque, mas cuja sentença está suspensa. O grupo inclui uma agência que controla o sistema de planos de saúde do sindicato dos caminhoneiros, além de uma empreiteira que realiza as milionárias obras do sindicato de caminhoneiros, além dos hotéis de luxo em Mar del Plata, Pinamar e Punta del Este. De quebra, também existe uma empresa têxtil fornecedora do sindicato. Moyano também é vinculado a uma empresa de coleta de lixo, a Covelia, que foi a que mais cresceu nos últimos oito anos.

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Primeira biografia do poderoso líder sindical Hugo Moyano

Estado – Ele possui um estilo de vida que possa ser definido como o de um austero líder sindical, um trabalhador? Ou gosta do luxo?

Delfino – Na aparência tem um estilo simples, algo que transmite através de sua vestimenta, sempre esporte. E rejeita usar terno….ele recusou-se a usar um smoking no jantar de gala da coroa espanhola em Madri. Ele mora em um apartamento no bairro de Barracas, que é um bairro simples mas que está perto de suas empresas e do sindicato. No entanto, ele mantém suas duas ex-esposas. E adquiriu uma luxuosa propriedade no Parque Leloir, área onde residem vedetes do Teatro de Revista e celebridades. Tal como muitos chefões sindicais da CGT, Moyano tem choferes e carros muito caros que estão no nome do sindicato.

Estado – Moyano colocou seus filhos em postos cruciais do sindicalismo. Ele está tentando armar uma ‘dinastia sindical’?

Delfino – Sim. Ele treinou seu filho Pablo para que se transformasse no herdeiro de sua liderança no sindicato dos caminhoneiros. Mais tarde, em 2005, formou seu filho Facundo para que tomasse conta de um sindicato crucial para o transporte, o dos trabalhadores de pedágios. Um dos problemas centrais que Moyano tem é que Pablo não consegue transformar-se no líder sindical que ele espera. E por esse motivo ele próprio está sempre presente no comando dos caminhoneiros.

Estado – Moyano realmente aspira chegar à presidência da República?

Delfino – Em seu entourage afirmam que sim. Mas Moyano nunca admitiu isso de forma explícita. No entanto, ele falou sobre sua intenção de trabalhar politicamente para que um sindicalista chegue à presidência, fato que jornalisticamente foi interpretado como um reconhecimento de sua ambição de chegar à Casa Rosada. Seus aliados já foram instruídos para militar e construir políticamente nesse sentido. Moyano fundou no ano passado seu próprio grupo político, a Corrente Política Sindical Peronista e conseguiu colocar seus homens em várias cadeiras parlamentares. Neste ano conseguiu pressionar os prefeitos dos influentes municípios da Grande Buenos Aires – que define as eleições da estratégica província de Buenos Aires (que possui 40% do eleitorado argentino) para liderar o Partido Justicialista (Peronista) bonaerense. Moyano, ao longo de sua vida construiu poder com uma técnica que foi mais do que eficaz: ele nunca colocou a carroça na frente dos bois, fato que fez que cada uma de suas conquistas fossem um golpe de efeito em seus adversários, que somente conseguiam ver as intenções de Moyano tarde demais…somente seu círculo íntimo sabe qual será a próxima meta do líder caminhoneiro.

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hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).

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Comentários (21)| Comente!

21 Comentários Comente também
  • 14/09/2010 - 23:52
    Enviado por: Do Contra

    Moyano também controla o movimento dos contêineres do porto de Buenos Aires. Isto é, junto com a Aerolíneas Argentinas, o líder sindical domina o transporte de cargas em todo o país.

    Quer dizer que se eu deixar de achar os vinhos da Bodega Lagarde aqui no Brasil, a culpa certamente será do Moyano, que provavelmente estará fazendo algum piquete no porto de Bs As ou na Ruta 3!

    Já vi que tenho sérias divergências ideológicas com esta figura!

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  • 15/09/2010 - 11:17
    Enviado por: LAERTE CARMELLO

    ARIEL: Deduzo dos seus excelentes textos a respeito da conexão do oficialismo
    argentino com o sindicalismo, de que os mesmos tem uma concepção bélica da política, ou seja, combatem os partidos de oposição, mas principalmente, perseguem a classe empresária/ a propriedade privada. Conheço empresas que
    estão pensando em sair da Argentina com medo de que se torne uma Venezuela.
    Quem vai querer investir num país com o sindicalismo à la Moyano e com um presidencialismo que muda as regras de acordo com suas necessidades políticas?
    E sem investimento certamente vai aumentar a pobreza! Este é o êxito do peronismo sindical: uma monumental fábrica de pobres! Que lástima! Saludos!

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  • 15/09/2010 - 15:53
    Enviado por: Paulo Afonso

    Ariel!!! Então podemos vaticinar que se avizinha um enfrentamento Nestor/Moyano?

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  • 15/09/2010 - 17:23
    Enviado por: joão pé de feijão

    E viva o Peronismo…….desde 1946 trabalhando por uma Argentina cada vez pior. Ariel, faça mais posts sobre o Peronismo, seria bom para que os leitores do blog possam se informar mais sobre essa verdadeira máquina de atraso,pobreza,clientelismo,ignorância,autoritarismo,corrupção,etc que toma conta(e afunda) da Argentina há tanto tempo.
    Saludos

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  • 15/09/2010 - 22:21
    Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

    Ariel, sejamos honestos. Fale sobre a tropa de choque rural da oposição, que já por muitas vezes paralisou a economia e, em conseguinte, o próprio estado Argentino!!!!
    Uma sociedade forte e saudável é quando os contrários têm força suficiente para negociar. Qualquer ser inteligente saberia disto!!!!

    Se a direita quando no poder por tanto tempo na América do sul, não se anestesiasse por isufluir das benesses dos estados em detrimento do sofrimento de seus povos, hoje não estariam nesta situação de descrédito quase total. Culpar a esquerda pelos desvarios dos vassalos das oligarquias Sul Americana é no mínimo engraçado!!!!!

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  • 16/09/2010 - 06:39
    Enviado por: Telmo Ryoiti Kubo

    Olá Ariel. Tudo Bem?

    Ótimo post. É de se perguntar se o Moyano é um sindicalista mesmo ou é um mafioso daqueles que podem mudar de lado, bastando apenas que se ofereçam algo a mais em troca (leia-se mais dinheiro e poder).

    Abraços
    Telmo

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  • 16/09/2010 - 09:26
    Enviado por: Ariel Palacios

    Caro Telmo, muito obrigado pelo comentário! O Moyano já protagonizou diversas vezes mudanças de lado (que na Argentina chama-se ‘panqueca’, tal como aquele alimento que na frigideira vira de lado várias vezes). E, pelo visto, continuará fazendo isso…

    Caro Manuel, os ruralistas não são notícia há vários meses, mas o Moyano sim, portanto, a postagem enfoca sobre o Moyano. Para ver material que publicamos sobre os ruralistas, há dois anos e meio, pode ver os arquivos do jornal (na época este blog não existia).
    Não entendi a referência ao “ser inteligente”. Era em relação aos ruralistas, o Moyano ou terceiros?
    A direita está em descrédito, concordo com o sr. Isso, de forma geral na Argentina. Os setores simpatizantes da ditadura militar não representam mais de 5% a 7% da população, segundo as pesquisas (no Chile o cenário é diferente, mas lá a conjuntura foi outra). A esquerda tradicional também está em descrédito, pois há poucos países que possuem governos de esquerda verdadeira. Na América do Sul, esquerda mesmo, talvez só a Bolívia (socialistas que chegaram por meio da urnas, gostem de Evo Morales ou não). E, mezzo-esquerda, poderíamos dizer, talvez (talvez) o Rafael Correa. Depois, estão os que fingem que são de esquerda (e até incorporam alguns touchs de esquerda) por questões eleitorais, como Chávez (que vive falando em Deus, algo que não bate com a tradicional esquerda marxista, como em Cuba) e é contra o aborto. Aliás, Chávez é visceralmente contra o aborto.
    E Chávez, que se diz visceralmente contra o “Império” (Estados Unidos), continua vendendo petróleo aos EUA…Ué, não era o inimigo? Fidel Castro, pelo menos, tinha posições mais claras sobre quem era o inimigo e quem era amigo. O Chávez, pelo visto, diz que alguém é inimigo… mas o trata como amigo.
    E está o governo da Frente Ampla, no Uruguai, que é composto por sociais-democratas light. O próprio presidente Mujica deixou claro que tem relação amigável com os mercados (Mujica foi no passado de esquerda tradicional…hoje em dia não mais… é uma esquerda light). Mujica é um homem democrático e as instituições funcionam bem no Uruguai.
    O Paraguai? O presidente Lugo (ex-bispo), me disse há dois anos na casa dele, em Assunção, que não é de esquerda, nem socialista, nem comunista. “Sou progressista”, disse. E disse bem claro. Bom, os setores de esquerda, que achavam que ele era de esquerda, estão bastante irritados com ele….
    E, está o caso da Argentina, onde a esquerda de verdade nunca considerou que o casal Kirchner seja esquerda.
    Aliás, segundo a declaração oficial de bens dos Kirchner (oficial, hein!), eles não investem em indústria ou atividades produtivas… eles possuem imóveis que alugam. E, ahhh… mais da metade do dinheiro – cash – aplicado.. está em aplicações em dólares!
    E o peso, a moeda nacional? Ah, bom, isso não interessa os Kirchners, pelo visto, que optaram (está na declaração oficial de bens) pela moeda “yankee”. O dólar, o dinheiro do “Império do Mal”, coisa e tal, o money, money (lembrei do musical Cabaré, com Liza Minelli, que aliás, era filha da belíssima Ingrid Bergman) o tal currency dos tais oligarcas…
    Bom falando na oligarquia, a forturna dos Kirchners cresceu 710% desde que chegaram ao governo. Isso está na declaração oficial de bens.
    Falando nos milionários Kirchners (eles são milionários, segundo a declaração oficial de bens), lembrei que os pequenos e médios agricultores, que protestavam nas estradas há dois anos e meio por causa do “impostaço” agrário (taxas de 30% a 50% sobre as exportações de produtos agrícolas) perguntavam-se porque os Kirchner não aplicavam grande impostos sobre os bancos.
    Bom, acontece que os bancos (o sistema financeiro, que eu saiba, não é de esquerda) nunca sofreram qualquer tipo de impostaço por parte dos Kirchners. Aliás, é um setor que tem excelentes relações com os Kirchners (bancos privados, estou citando)
    E, outro setor que tem excelentes relações com os Kirchners são as companhias telefônicas (privadas e multinacionais…não são empresas de esquerda, hein?)
    E também possuem excelentes relações com as empresas de mineração (existem operários de minas de esquerda… mas as empresas de mineração, de esquerda???).
    Em resumo, os Kirchners, pelo visto, seguem aquela recomendação histórica do fundador do Peronismo, o presidente e general Juan D.Perón, que dizia:
    “governe como se fosse um carro… dê o pisca-pisca para a esquerda… mas vire o volante para a direita”.
    Aliás, em nenhum ponto da postagem falei em esquerda… simplesmente porque os Kirchners e o Moyano não são de esquerda. Podem ser pragmáticos, clientelistas, etc, etc… mas isso está presente em todo o leque ideológico.
    A definição que aplicam a este caso na Argentina é “capitalismo de amigos”, já que favorecem os empresários amigos.
    Moyano tem filhos e esposa empresários.
    E favorece o capital da família… (la famiglia, teria dito Don Corlione)
    E anda em Mercedes Benz. Hehehehe… no passado, em um caminhão Mercedes Benz. Há muitos anos, em um carrão Mercedes Benz.

    Caro João, o Peronismo teve vários pontos positivo no que concerne às leis trabalhistas e ao desenvolvimento de setores industriais. O problema foi não adaptar-se aos tempos. E de manter uma estrutura de pode baseado na intimidação e no clientelismo. E a velha estrutura impede que os jovens possa fazer coisas novas…

    Caro Paulo, a tensão Kirchner-Moyano existe. Kirchner precisa de Moyano. Mas Moyano também quer fazer carreira solo… logo, poderão surgir problemas, a médio ou longo prazo. Especialmente se os Kirchners tiverem um novo mandato.

    Caro Laerte, acho que apesar dos sinais do coração, Kirchner insistirá em permanecer no palanque… o poder é como o ópio, não parece?

    Caro Do Contra, faça estoque de Lagarde!!!!!!
    E de alfjores também, não esqueça.

    Abraços a todos,
    Boa quinta-feira!
    Ariel

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  • 16/09/2010 - 11:35
    Enviado por: Milton K

    Ariel,

    Duas perguntas:

    1) Por que o Moyano não inclui em seu sindicato os trabalhadores da construção civil, já que os caminhões ficam em garagens, e pela lógica dele, fazem parte da cadeia de transportes?

    2) Em blogs da Argentina comenta-se que a Igreja Católica é a controladora do grupo Techint. Isto é verdade ou trata-se de mais um mito? Se for verdade, quais as implicações para os Kirchner em um país tradicionalmente ligado à Igreja?

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  • 16/09/2010 - 11:42
    Enviado por: Miguel Mossmann

    Sou brasileiro nascido na Argentina quando meus pais ali trabalhavam como tecelãos, foi na época da “Gran Fiesta” onde Peron, Evita y Compañia, desmantelaram a rica República Argentina gastando dinheiro em “obras sociales” que não iriam dar retorno produtivo a nação e brigando com quem gostaria de produzir, criar riquezas. Por que “rayos” até hoje nunca se falou que movimentos como o peronismo e, no Brasil de hoje, o lulismo via PT, não passam de movimentos para-fascistas?

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  • 16/09/2010 - 15:06
    Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

    Prezado Ariel, fiquei contentinho pelo tempo e argumentos dispensados ao meu questionamento, mas com todo respeito, eu queria te informar, que não sou advogado do casal Kirchner. O que tenho como apontamento nestes últimos anos e, neste contexto na observação dos Kirchner, são à saída de cena política das grandes oligarquias, corporações de toda a sorte, religiosos e militares que reinaram politicamente quase que absolutos em nosso continente. Vejo este conjunto de forças em ascensão, tanto da “esquerda” como da “direita, como componente vital para o equilíbrio da democracia”. Quando este componente tende a desaparecer de um dos lados, ai sim, a casa cai!!! Lembremos do conteúdo da frase do nosso glorioso escritor: Aos vencedores as batatas!!!!
    .
    Em tempo: Compreendo que tudo advindo, nu e cru do comunismo marxista, foi forjado no bojo das grandes corporações capitalista com propósitos, tempo e espaço pré-determinados!!!!
    .
    Abraços fortificados!!!!

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  • 16/09/2010 - 15:33
    Enviado por: Ariel Palacios

    Caro Milton, o Moyano não conseguiu incluir o sindicato da construção civil, o UOCRA, pois estes são seus rivais mortais. Lembra de um tiroteio protagonizado entre sindicalistas no segundo funeral do Perón, em S.Vicente em 2006? Foram homens do Moyano e do Rodríguez (o líder da Uocra).
    Não, nunca ouvi falar nada sobre a Igreja Católica na Techint. Que eu saiba, a empresa é bem laica. Deve ser um mito recente, ou algum delírio dessas conspirações… recentemente tivemos uns comentários que indicavam que a aprovação da lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo era o resultado de uma “conspiração judaico-muçulmana-sodomita” com respaldo da maçonaria!!!! Tem cada louco por aí…
    A Igreja, por outro lado, não tem mais o poder de antigamente (exceto em alguns bairros). Uma prova disso é o esvaziamento de igrejas (a véspera da morte do papa, quando em todo o mundo convocava-se para rezar por J.Paulo II, apenas 80 pessoas estavam na catedral de B.Aires…) e a recente aprovação da lei do casamento gay. Toda a estrutura da Igreja somente conseguiu mobilizar 40 mil pessoas à Praça do Congresso para protestar. Nos anos 80, a Igreja mobilizou até 200 mil pessoas contra o divórcio. Hoje em dia, está com o prestígio em queda, agravado por vários escândalos de pedofilia…

    Caro Miguel, pois é, alguns setores preferem enquandrar o peronismo como ‘esquerda’, o que considero é uma avaliação apressada. Ele tem (ou teve) muito de fascismo, de populismo, de clientelismo (e várias coisas boas, também, é preciso admitir). Hoje em dia é um movimento bastante desideologizado…mas ainda aplica várias práticas do poder meio fascistonas…
    O problema, diria, é que alguns setores de centro, ou centro-direita não conseguem enxergar que o Peronismo (e outros movimentos na região) não é de esquerda. Eles optam por enquadrar tudo como “esquerda”, porque é mais fácil. Aí, fazem mal a avaliação, o diagnóstico, e são pegos de calças curtas pelas estratégia desses governos. Como, por exemplo, a aliança informal dos Kirchners com o Menem, desde o início deste ano…
    Teus pais eram de B.Aires?

    Caro Manoel, não disse que era advogado dos Kirchners em nenhuma parte da resposta a seu comentário.
    Concordo que apareceram corporações de todo tipo nos últimos tempos. Uma delas são as corporações que apoiam os Kirchners, como empresas do setor de mineração e algumas telefônicas. E banqueiros…
    Não considero que a esquerda esteja em ascenção na Argentina, já que os partidos de esquerda como o Projeto Sul e o Partido Operário constituem uma pequena parcela dos votos e possuem pouquíssimos eleitores. Isto é, a esquerda não está no poder na Argentina.
    E, como nem os Kirchners nem Moyano estão na esquerda, a esquerda não possui poder no país.
    Aliás, na controvertida Lei de Mídia os Kirchners favorecem amplamente a Igreja Católica, que fica como um dos setores privilegiados a manter uma rede nacional de rádio e TV, além de não precisar de autorizações especiais para contar com novas emissoras. Isto é, essas coisas misteriosas de um governo que se diz progressista…
    Aliás, os Kirchners aliaram-se ao Menem, desde o início do ano e ao Julio Grondona, presidente da AFA (e remanescente da ditadura) no ano passado.

    Abraços a todos,
    Ariel

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    • 16/09/2010 - 22:38
      Enviado por: Manoel Joaquim de oliveira pinto valverde

      Ariel, perfeito!!! Ao contrario da velha máxima, em que tese e antítese teriam que duelar até perto do fim e, então, surgiria majestosamente à síntese, hoje se prova o contrário. Podemos observar o caminho do centro de políticas democráticas (e não para uma terceira via de sistema de governo desconhecido), forças de tendências tanto de esquerda como de direita, fortalecendo o que conhecemos por democracia, deixando para lá golpistas, neoliberais sem éticas e comunistas… alias, o comunismo, é coisa de loucos e tolos, pivô por tantos anos de justificativa para a crueldade do capitalismo desvairado em relação às massas, pois do comunismo o que tomamos como exemplo, foi à exclusividade do vasto mercado hibernado por todos estes anos, vendidos a preço de merrecas ao capital corporativo em detrimento das massas.Sabemos hoje, que sua existência proposital, nada mais foi que ferramenta para manter discursos e ações dicotômicas para enganar os de boa fé e, também, os de má fé!!!

      Bom, o que quero dizer, é que: A democracia se fortalece, quando parte das forças radicais de ambos os lados são neutralizadas, com os moderados migrando para um centro de convergência de pensamento político democrático, em que o poder seja equitativo. Sem equilíbrio, os radicais de toda a sorte se sentirão como pinto no lixo!!!!!!

      Mais dizem que os recursos são findáveis, e que os mesmos não darão para todos usurfluírem ao mesmo tempo antes de exaurir-se, neste caso, a desumanidade será a regra impostas a grande maioria do homem sobre a terra, com democracia ou sem ela!!!! Ufa!!!

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  • 16/09/2010 - 20:33
    Enviado por: Lea Marcia de Abreu Silva

    A grande teia está sendo tecida cuidadosamente.

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  • 18/09/2010 - 22:49
    Enviado por: CORREGEDOR

    Ariel, Lula e Kirchner tem semelhanças e suas mulheres! O Brasil de Lula caminha célere ao encontro da política econômica da argentina!
    Lembro-me muito bem de jornalista tomando imagem do planalto em 2002 trobeteando em horário nobre: a dívida pública é de r$ 600 bilhões! Etc.. Será que o franklin martins é tão forte assim?
    Segundo consta , a dívida pública bruta é de r$ 2 trilhões! E a dívida externa é de u$ 235 bilhões; outra ainda é que em 2 meses o tesouro captou u$ 1.200 bilhões!
    Nenhuma notícia agora nos grandes jornais! Qualquer mané acha que o lula pagou a dívida do brasil!
    Isso tem que ser dito!

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  • 19/09/2010 - 12:03
    Enviado por: Tradutor

    Caro Ariel
    O Moyano é uma figura incômoda e seu passado algo escabroso, segundo li. Mas eu me questiono se uma democracia real pode governar com -como disse acima Manoel- corporações tão poderosas como as oligarquias agrárias, que fazem pressão para obterem mais lucros que os ganhos ingentes que elas normalmente têm. A recorrência para os setores sindicais, por um lado lamentável, é às vezes necessária como contra-poder, eu acho, é a possibilidade de dizer “vocês não vão ficar com o bolo todo, nós também queremos participar na festa”. Posso compreender a sua aversão pelo sindicalismo peronista, obscuro e semi-fascista, mas o que dizer do sindicalismo da CUT no Brasil, que tem um histórico de luta limpa? As direitas brasileiras o detestam também. As direitas no mundo detestam a existência do sindicalismo pelo fato de ele constituir um freio às ambições exageradas dos patrões e a segurança da continuação dos direitos sociais da população. O que seria a vida do operário sem sindicatos? Você não acha que as pessoas viveriam muito pior? Ainda bem que a Argentina tem uma CTA, que são pessoas honestas. Nao è mesmo?

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  • 20/09/2010 - 14:29
    Enviado por: Jorge Trimboli

    Lendo teu artigo lembrei de um senhor que chamava-se Jimmy Hoffa, não sei porque. Para quem nãi sabe que era (eu sei que tu sabes, Big Hermano), eis aqui um link http://es.wikipedia.org/wiki/Jimmy_Hoffa
    Pena que não foi traduzido ao Português ainda, vai em Castelhano mesmo.
    Jimmy Hoffa rendeu um filme estrelado por Jack Nocholson, agora Moyano sei não se daria pano para uma manga dessas…
    Um abraço.

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  • 20/09/2010 - 16:39
    Enviado por: AMARAL

    Humm… esclarecendo melhor, a Cristina pode ainda se reeleger? Ou seu marido?. e a União Cívica Radical, ainda tem chance?

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  • 20/09/2010 - 18:35
    Enviado por: Tradutor

    Eu queria saber por que o meu post não foi publicado? Mandei neste sábado dia 18.

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  • 22/09/2010 - 16:18
    Enviado por: Ariel Palacios

    Caro Corregedor, obrigado pelo comentário e os detalhes sobre a dívida.
    Sobre o funcionamento interno das empresas jornalística no Brasil (no estilo de cobertura de cada uma), melhor é consultar as próprias empresas.

    Caro Tradutor, concordo contigo e com o Manoel quando cita os problemas para um sistema democrático quando setores empresariais poderosos pressionam para obter mais lucros. No caso argentino, pelo que vi, era o governo que pretendia obter “lucros” tributários sobre o trabalho dos pequenos e médios agricultores, que eram a maioria (enquanto que os grandes latifundiários, no contexto geral, eram minoria). Ou, as empresas de mineração, como a Barrick, respaldadas pelo casal Kirchner, entre outras. Ou, ainda, o setor de alumínio, que conta com um “monopólio” (usando o termo da forma como os próprios Kirchners usam) respaldado pelo governo de Cristina Kirchner. Ou o ‘monopólio’ do cimento… isto é, vários setores da economia nos quais uma única empresa possui mais da metade do mercado. Aliás, “monopólios” surgidos de 2003 para cá.
    - Não entendi o que tem a ver a CUT do Brasil com o sindicalismo da CGT peronista na Argentina.
    A CUT tem um estilo diferente de negociação.
    Na Argentina, por sorte, como você diz, existe a CTA, uma central sindical contrária à CGT (tal como existem centrais sindicais europeias que funcionam bem).
    A CTA, é uma pena, ainda não conseguiu o reconhecimento legal 100% por parte dos diversos governos argentinos ao longo dos últimos 15 anos.
    Conheço muitas pessoas do CTA, tanto na ATE (funcionários públicos) como no sindicato das trabalhadoras do sexo (sindicato que a CGT não aceitava, mas que a CTA sim). E as pessoas que conheço, são honestas.
    Aliás, são sindicalistas. E não sindicalistas-empresários como o Moyano.
    O próprio governo Kirchner, aliado da CGT, opõe-se à plenitude sindical da CTA. A CGT predomina e impõe suas regras, impedindo que uma central sindical independente (isto é, não está amarrada a um partido, como a CGT, que está amarrada ao peronismo, seja ele de qual posição for).
    Esse é um problema, não é? A CGT, uma central sindical cujos líderes andam em luxuosos mercedes-benz, possuem empresas (!!!) e deixam os operários na mão…
    Caro Jorge, pois é, Moyano tem um quê de Hoffa (antes do americano sumir, claro).
    Ah, Moyano já rende um filme sim. E até desenho animado. E se fosse um animal, seria um polvo! Não o anglo-germânico Paul, evidentemente..

    Caro Tradutor, um comentário seu para não ser publicado, só poderia ter tido três problemas:
    a) que não se encaixasse nas regras do blog.
    b) eu que estivesse viajando, sem chance e tempo de colocar as mensagens enviadas pelos leitores.
    c) que não tivesse entrado por um problema técnico do programa ou do site.

    Neste caso, sua mensagem não havia sido colocada pelo motivo “b” (viagem desde o sábado de madrugada, antes de seu comentário).
    Como pode ver, seu comentário já está lá, faceiro, imortalizado nos elétrons deste blog. Voltei de viagem há….3 horas! Tive tempo de dar ‘oi’ às cachorras, tomar banho, dar o almoço às cachorras, mastigar duas milanesas de soja, sentar à mesa e escrever uma matéria para o jornal. Depois disso, comecei a responder os comentários. E ainda não fiz meu chá!!!

    Abraços a todos,
    Ariel

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  • 22/09/2010 - 19:56
    Enviado por: Jorge Trimboli

    Tá vendo Ariel, você nos deixou dependentes. Eu pensei e estranhei…o Tradutor falou.
    Os hermanitos agora não agüentamos ficar muito tempo sem posts e comentários!
    Mas insisto, o Moyano é um Hoffinha sim!

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  • 13/12/2011 - 11:14
    Enviado por: Irritados com Cristina Kirchner, sindicalistas preparam demonstração de força - Ariel Palacios - Estadao.com.br

    [...] DETALHES – Mais detalhes sobre Moyano e sua relação com o governo, nesta postagem de meses atrás, aqui. [...]

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