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Ariel Palacios

24.março.2009 07:05:37

Ditadura argentina, a mais sanguinária da América do Sul, foi fracasso militar e econômico

Os argentinos recordam hoje – feriado nacional – os 33 anos do golpe que instaurou, no dia 24 de março de 1976, a mais sanguinária Ditadura Militar da América do Sul. Organizações de defesa dos Direitos Humanos, associações civis, partidos políticos e sindicatos realizarão cerimônias para recordar os 30 mil civis assassinados pela Ditadura. Diversas marchas estão programadas para exigir que a Justiça acelere os processos contra os autores de crimes contra a Humanidade.

jrvidela
O ditador argentino Jorge Rafael Videla acreditava que estava realizando uma missão divina

FATOS E NÚMEROS
- Entre 1976 e 1983 os militares assassinaram ao redor de 30 mil civis, entre eles, crianças e idosos, segundo estimativas de ONGs argentinas e organismos internacionais de defesa dos Direitos Humanos.

- Os militares afirmam que mataram “somente” 8 mil civis (segundo declarações do próprio general e ex-ditador Reynaldo Bignone, à TV francesa na virada do século, outros colegas seus dizem que não mataram pessoa alguma)

- O Estado argentino, com a volta da Democracia, recebeu pedidos para indenizações da parte de parentes de 10 mil desaparecidos.

- A Ditadura teria sido responsável pelo sequestro de 500 bebês, filhos das desaparecidas. Desde o final dos anos 70 as avós da Praça de Mayo localizaram e recuperaram a identidade de 95 dessas crianças, atualmente adultos.

- Em 1983, nos últimos meses da Ditadura, um relatório das próprias forças armadas argentinas indicou que a guerrilha e grupos terroristas de esquerda e cristãos nacionalistas teriam assassinado 900 pessoas. Diversos historiadores afirmaram ao longo dos anos que esse número está ligeiramente inflacionado, já que diversos dos mortos da lista militar teriam sido assassinados pelos próprios militares, na miríade de brigas internas (e, convenientemente, teriam colocado a culpa nos terroristas).

desaparecidos
Nos últimos anos, equipes de especialistas começaram a descobrir fossas comuns onde estão enterrados os corpos dos desaparecidos

MODALIDADES DE ASSASSINATOS
Formas de assassinar civis, por parte dos militares, durante a Ditadura:
- Jogar pessoas vivas, desde aviões, sobre o rio da Prata ou o Oceano Atlântico.
- Juntar prisioneiros, amarrados, e dinamitá-los.
- Fuzilamento.
- Morte por terríveis torturas

MODALIDADES DE TORTURAS
As modalidades de tortura abrangeram um amplo leque. Algumas foram criadas na Argentina, outras, importadas das forças de segurança da França que haviam atuado na Guerra da Argélia.

- Picana elétrica – criada nos anos 30 na Argentina por Leopoldo Lugones Hijo, filho do escritor Leopoldo Lugones. Era o instrumento para assustar o gado com choques elétricos. Aplicado a seres humanos, tornou-se no instrumento preferido de tortura na Argentina. A neta do escritor e filha do torturador, Susana ‘Piri’ Lugones, militante de esquerda, foi torturada e morta na Ditadura com o invento criado pelo próprio pai.

- Submarino molhado: afundar a cabeça de uma pessoa em uma tina d’água. Ocasionalmente a tina também estava cheia de excrementos humanos.

- Submarino seco: colocar a cabeça de uma pessoa dentro de um saco de plástico e esperar que ela ficasse quase asfixiada.

- O rato no cólon: colocação de um rato, faminto, no cólon de um homem. Nas mulheres, o rato era colocado na vagina.

Diversas testemunhas indicam que os torturadores argentinos ouviam marchas militares do Terceiro Reich e discursos de Adolf Hitler enquanto torturavam.

Videla
Colegas ditadores: o chileno Augusto Pinochet (ao fundo) e o argentino Jorge R. Videla (em primeiro plano)

GUERRA CIVIL OU GUERRILHA LOCALIZADA?
Os militares deram o golpe e instauraram a ditadura mais sanguinária da História da América do Sul (América do Sul, não América Latina) com o argumento (um dos vários) de que a guerrilha controlava grande parte do país.
Mas, a realidade é que a pequena guerrilha argentina, mais especificamente a que era protagonizada pelo ERP (Exército Revolucionário do Povo), dominava às duras penas uma pequena porcentagem da província de Tucumán, a menor província da Argentina (localizada no norte do país).
A magnificação da guerrilha foi útil para os militares e também para o prestígio dos guerrilheiros. A nenhum dos dois lados era conveniente admitir a realidade, de que a área controlada pela guerrilha era ínfima.
Os militares e os setores civis que apoiaram o golpe (e os saudosistas daqueles tempos) afirmavam (e ainda afirmam) que o país estava em guerra civil nos nos 70.
Mas, “guerra civil”, rigorosamente, seriam conflitos de proporções mais substanciais, tais como a Guerra da Secessão dos EUA, a Guerra Civil Espanhola, a Guerra Civil Russa logo após a proclamação do Estado Soviético, a Guerra das Duas Rosas (Lancasters versus Yorks, na Inglaterra) ou a Guerra Civil da Grécia após o fim da Segunda Guerra Mundial. Ainda: a Guerra Civil da Nicarágua, e a de El Salvador.
Isto é: bombardeios de cidades, grandes êxodos de refugiados, centenas de milhares de mortos, uma boa parte de um país controlado por um dos lados, e outra parte controlada por outro lado. Isso não ocorreu na Argentina nos anos 70.

FRACASSOS ECONÔMICOS E MILITARES
Além de ter sido a mais sanguinária Ditadura da região no século XX, o regime de 1976-83 foi um fracasso tanto na área militar como na esfera econômica.

Fiascos Militares:
galtieri
O general Galtieri – famoso por seu costume de ingerir significativas doses de scotch – protagonizou a invasão das ilhas Malvinas em abril de 1982; em junho seus oficiais já estavam assinando a rendição às tropas britânicas

- Entre 1976 e 1978 a Ditadura colocou quase a totalidade das Forças Armadas para perseguir uma guerrilha que já estava praticamente desmantelada desde antes do golpe, em 1975. Analistas militares destacam que este desvio das Forças Armadas argentinas (que havia iniciado no final dos anos 60 mas intensificou-se a partir do golpe) reduziu drásticamente o profissionalismo dos militares.

- Em 1978, a Junta Militar argentina levou o país a uma escalada armamentista contra o Chile. Em dezembro daquele ano, a invasão argentina do território chileno foi detida graças à intermediação papal. O custo da corrida armamentista colocou o país em graves problemas financeiros.

- Em 1982, perante uma crise social, perda de sustentabilidade política e problemas econômicos, o então ditador Leopoldo Fortunato Galtieri – famoso por seu intenso approach ao scotch – decidiu invadir as ilhas Malvinas para distrair a atenção da população. Resultado: após um breve período de combate, os oficiais do ditador renderam-se às tropas britânicas.

Desastres econômicos:
hoz
Martínez de Hoz, Ministro da Economia do ditador Videla, aumentou a dívida pública argentina, elevou o déficit fiscal e criou ‘la plata dulce’ (a ciranda financeira argentina)

- Em sete anos de Ditadura, a dívida externa subiu de US$ 8 bilhões para US$ 45 bilhões.

- A inflação do governo civil derrubado pela Ditadura, que era considerada um índice “absurdo alto” pelos militares havia sido de 182% anual. Mas, este índice foi superado pela política econômica caótica da Ditadura, que encerrou sua administração com 343% anual.

- A pobreza disparou de 5% da população argentina para 28%

- A participação da indústria no PIB caiu de 37,5% para 25%, o que equivaleu a um retrocesso dos níveis dos anos 60.

- Além disso, a Ditadura criou uma ciranda financeira, conhecida como “la plata dulce”, ou, “o doce dinheiro”.

- Ao mesmo tempo em que tomavam medidas neoliberais, como a abertura irrestrita das importações, os militares continuavam mantendo imensas estruturas nas empresas estatais, que transformaram-se em cabides de emprego de generais, coronéis e seus parentes.

- Os militares também estatizaram US$ 15 bilhões de dívidas das principais empresas privadas do país (além das filiais argentinas de empresas estrangeiras).

- No meio desse caos econômico, os militares provocaram um déficit fiscal de 15% do PIB.

- A repressão provocou um êxodo de centenas de milhares de profissionais do país. Os militares, em cargos burocráticos, exacerbaram a corrupção na máquina estatal.

MILITARES E ESPORTE - Apesar das denúncias de graves violações aos Direitos Humanos a FIFA não cancelou a realização da Copa de 1978. Para a Ditadura, a vitória nesse evento esportivo foi um trunfo político, que lhe garantiu alta popularidade. Os argentinos exilados discutiam no exterior se deveriam torcer a favor ou contra a seleção. Alguns argumentavam que a vitória na Copa não favoreceria a Ditadura, e que esporte e política nunca se misturam. Outros destacavam que esporte e política misturam-se, e muito.

NEGOCIATAS DE 1978 – O Orçamento inicial da Copa de 1978 era de US$ 70 milhões. Custo final da Copa: US$ 700 milhões (o valor supera amplamente o custo da Copa realizada na Espanha, em 1982, que foi de US$ 520 milhões).

Comentários racistas, chauvinistas, sexistas ou que coloquem a sociedade de um país como superior a de outro país, não serão publicados. Tampouco serão publicados ataques pessoais entre leitores nem ocuparemos espaço com observações ortográficas relativas aos comentários dos participantes. Além disso, não publicaremos palavras ou expressões de baixo calão. E, acima de tudo, serão cortadas frases de comentaristas que façam apologia do delito.

Comentários (90)| Comente!

90 Comentários Comente também
  • 24/03/2009 - 08:55
    Enviado por: Alex

    Caro Ariel

    Grande texto, sempre e’ bom relembrar nosso passado negro. Da mesma forma que Borges, Neruda e Guimaraes Rosa sao a fina flor e orgulho da America do Sul, temos do outro lado Videla, Pinochet e Medici sao a escoria e nossa vergonha.

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  • 24/03/2009 - 10:04
    Enviado por: Felipe

    Ariel: acompanho suas reportagens há tempos no jornal e descobrir seu blogue com reportagens menos sisudas foi uma surpresa muito boa. Este artigo em particular é esclarecedor; estudei muita história europeia, mas a dos vizinhos mesmo, nunca. Parabéns!

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  • 24/03/2009 - 10:09
    Enviado por: arielpalacios

    Caro Alex,
    Concordo. É preciso relembrar das coisas boas e do lado sombrio da História recente desta região.
    Caro Felipe, teu elogio alegrou minha manhã! Muito obrigado.
    Sobre Ditadura, teremos mais em breve, quando completam-se os 27 anos da invasão das Malvinas.
    Abraços,
    Ariel

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  • 24/03/2009 - 10:15
    Enviado por: Fabio Pinto

    Nao podemos esquecer o passado, ainda mais um passado tao recente com feridas abertas como nos casos dos ainda desaparecidos.

    Triste a realidade la e daqui, paises que sofreram muito e ainda sofrem com as decadas de atraso economico e social que as ditaduras argentina e brasileira nos colocaram.

    So espero que a Venezuela abra seus olhos e nao entre no mesmo caminho.

    Fabio

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  • 24/03/2009 - 10:51
    Enviado por: Maria Carolina

    Quanta diferença!!! Na Argentina, a data do golpe militar é até feriado, já no Brasil se resiste a idéia de julgar os torturadores da ditadura e os arquivos continuam fechados em sua maioria. Excelente texto.

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  • 24/03/2009 - 10:58
    Enviado por: Hermano de Miami

    Y por culpa de esos H…de P…. que mis padres salieron de Baires y se instalaron en Miami.

    Pero el caudillismo y la dictadura es tan Argentina como el Tango.
    Antes de esta dictadura asesina, hubieron varias, los golpes militares eran casi anuales y antes de esta fase de la historia Argentina tuvimos el General Peron que consiguio transformar el pais mas rico del mundo ( despues de la segunda guerra mundial) en un grand sindicato donde nadie queria trabajar. ( manana es San Peron, quien trabaja es el patron)

    Es eso ,Argentina es un pais tan rico que no se hunde apesar de los esfuerzos de los dictadores y de los politicos.
    Nadie puede explicar como es posible que, despues del dano que Peron causo al pais, esta figura patetica sigue siendo reverenciada decadas despues de su muerte, la marcha peronista sigue siendo muy popular y el actual gobierno se clasifica de ” Peronista”

    Ni Freud explica.

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    • 28/10/2011 - 14:59
      Enviado por: lucia Moura

      Assim como voce irmão, deste pais tao lindo ,como Argentina ,eu odeio aos ditadores e lideres falsos messias que enganam ao povo, que assasinaram muitos irmaos de America Latina. Odiamos Ditaduras, seja que roupa use Getulista, Peronistas e militares que envergonham as forças armadas! a Argentina está dando ao mundo um belo exemplo condenando a Prisao Perpetua estes assassinos, que outros sejam condenados a Prisao Perpetua e que toda America Latina siga o Exemplo de nossa querida vizinha Argentina. O Brasil tambem, viu???

      Lucia Moura -manaus -am – Brasil

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  • 24/03/2009 - 10:58
    Enviado por: Marcelo Concilio

    Ariel, parabéns pelo texto!
    Muito cruel isso tudo! Que esses criminosos sejam punidos exemplarmente, ainda que de forma muito tardia.
    O meu único receio é que o destaque de que a ditadura lá foi pior que no Brasil faça com que aqueles saudosistas reacionários de plantão falem que a nossa ditadura não foi tão ruim assim…
    Talvez tenha números menos impressionantes, mas também foi devastadora em todas as áreas no Brasil (destaque para a destruição da educação, motivo pelo qual ainda estamos contando os prejuízos a cada pesquisa sobre o ensino).
    Abraços,
    Marcelo

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  • 24/03/2009 - 10:58
    Enviado por: Maria Carolina

    Quanta diferença!!! Na Argentina a data do golpe militar é feriado, no Brasil resistimos a punir os torturadores e os arquivos continuam fechados em sua maioria.
    Excelente artigo.

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  • 24/03/2009 - 11:08
    Enviado por: Chirac

    É bom que se registre o histórico da posse das Ilhas Malvinas (argentinos) e ou Falklands(Ingleses).
    Nos idos dos anos de 1800 e tanto, os ingleses invadiram as ilhas e as tomaram dos argentinos . Foi firmado um acordo para entrega das Ilhas o que não aconteceu. É bom entender que a Argentina não é a China. Hong-Kong foi devolvido à China porque os Ingleses são bonzinhos e sim porque a China tem um porrete chamdo bomba atomica que dá arrepio nos ingleses. Ser fraco significa ser subserviente e viver na vergonha . Que o diga o Brasil . Ter que receber bolsa familia deve dá uma vergonha muito grande a quem a recebe . É humilhante .

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  • 24/03/2009 - 11:10
    Enviado por: Leandro

    Realmente são uns porcos esses ditadores, merecem ser julgados com toda a severidade.

    Mas, faltou dizer qual é a ditadura mais sanguinária na América Latina. Mas acho que isso não te interesa muito, não é? Afinal existem ditadores e ditadores, se é que você me entende.

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  • 24/03/2009 - 11:18
    Enviado por: Carlos

    Ariel:
    Cumprimentos por você trazer a baila, a tragédia de uma das ditaduras.
    O episódio Malvinas necessita maior amplitude nas considerações.
    Mandaram para lá muitos jovens sem a instrução e treinamento devido. Se era de conhecimento o território atacado, foi um crime mandar a expedição com roupas e abrigos comuns sem qualquer proteção.
    O afundamento do cruzador Belgrado, matando centenas de jovens na faixa de 20 anos, merece ser relembrado e todos, como vítimas daquela ditadura, homenageados.
    Não se deve deixar apenas justificado e resumido com o mote: “o que a bebida faz num homem… “

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  • 24/03/2009 - 11:24
    Enviado por: arielpalacios

    Caro Leandro,
    Por comparação com as vizinhas, a Ditadura argentina foi a mais sanguinária da América do Sul.
    Ou seja, das costas da Colômbia aos confins da Terra do Fogo.
    Já da América Latina, aí é outra história. Não sei se há cálculos rigorosos sobre o número de vítimas em ditaduras da América Central e Caribe (ditaduras que foram das mais diversas posições ideológicas).
    A Ditadura argentina caracteriza-se por ter implementado tal crueldade em pouco espaço de tempo (7 anos, muito mais curta que as Ditaduras do Uruguai ou do Chile, por exemplo) e de ter se aventurado em descalabros bélicos.
    E, além disso, por ter tido vários ditadores em pouco espaço de tempo (os generais Videla, Viola, Galtieri e Bignone, fora um punhado que ocuparam o posto poucos dias).
    Aos outros comentaristas, obrigado pelos comentários que contribuem ao debate sobre este assunto.
    E, sobre ‘o que a bebida faz a um homem’, teremos tragicômicos detalhes a contar em abril, quando falaremos sobre a Guerra das Malvinas.
    Abraços,
    Ariel

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  • 24/03/2009 - 11:32
    Enviado por: Luiz Bertotti

    E pensar que tudo foi perpetrado “em defesa dos valores cristãos do Ocidente”, como diziam os militares argentinos no início dessa loucura. A perseguição à esquerda já estava em andamento desde as presidências de Perón e de sua viúva Isabelita, e os milicos a ampliaram a todos os seres pensantes que ousaram se contrapor ao seu ideário político-econômico e às negociatas em estatais.
    Como sempre, um texto magnífico de Ariel Palacios, que resumiu com objetividade esse período de barbárie sem paralelo na América Latina. Um livro muito bom, e também chocante, para quem quiser saber detalhes da história é “Malvinas, la última batalla de la Tercera Guerra Mundial”, de Horacio Verbitsky. Não sei se foi lançado em português.
    Mais uma vez, parabéns, Ariel.

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  • 24/03/2009 - 11:33
    Enviado por: Sérgio Roswell

    Prezado Ariel,

    Texto Excelente.

    Mas, como não poderia deixar de ser, pela natureza do assunto, PARCIAL.

    CRIMINOSOS são CRIMINOSOS. Sejam de DIREITA, ESQUERDA, CENTRO, DE BAIXO, OU DE CIMA. As “organizações internacionais” de “DIREITOS HUMANOS”, todas, SÃO e FORAM organizadas POR COMUNISTAS para ajudar…COMUNISTAS. Conheço inúmeros exemplos lamentáveis.

    Não se pode comparar, como alguns fazem, a DITADURA Argentina com a DITABRANDA brasileira. Nem em matéria de NÚMEROS e nem em matéria de IDEOLOGIA.

    É fato que a DITABRANDA brasileira, influenciou a DITADURA argentina.

    MAS, enquanto a DITADURA argentina tinha uma IDEOLOGIA SOCIAL, DE GUERRA DE CLASSES, de DOMÍNIO SOCIAL para manutenção de privilégios, cortando canais de comunicação com a “SOCIEDADE CIVIL” ( ?? o que é isso ? ), a DITABRANDA brasileira foi, PRIMEIRO, uma defesa da ANARQUIA estabelecida no País. SEGUNDO, por influência de WASHINGTON uma defesa por medo do comunismo QUE — NA ÉPOCA — era uma REALIDADE no mundo todo, EM PLENA GUERRA FRIA.

    A DITABRANDA brasileira, com todos os seus incontáveis defeitos, de “certa forma” NORMALIZOU o Brasil. E, gradativamente, preparou o país para O REGIME DEMOCRÁTICO-CORRUPTO-ESCULHAMBADO que orgulhosamente vivemos no Brasil. E COM O PT, dos TERRORISTAS DA ÉPOCA, no PODER… ISSO não, não, não aconteceu na Argentina.

    A DITADURA argentina não terminou “gradativamente” em direção a um regime democrático. A DITATURA argentina TERMINOU ABRUPTAMENTE, REPENTINAMENTE, SEM PREPARAÇÃO SOCIAL/ECONOMICA ALGUMA, SEM “RECONCILIAÇÃO NACIONAL”.

    A DITADURA ARGENTINA que ameaçava se tornar MAIS DURA, para combater a revolta social, JUSTA CLARO, (oportunisticamente APROVEITADA por COMUNISTAS ) só terminou com a DERROTA MILITAR NAS MALVINAS/FALKLANDS.

    Agóra, falar de TORTURAS…

    BOM…

    ELAS SÓ EXISTEM NOS REGIMES DE “DIREITA” não é mesmo ?

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  • 24/03/2009 - 11:45
    Enviado por: Marcos Lopes

    Muito obrigado, Ariel, por esse texto conciso e esclarecedor. Acho particularmente feliz a ideia de dividi-lo em compartimentos temáticos (“Fatos e números”, “Fracassos econômicos e militares”…) por explicitar, ao contrário de toda a propaganda oficial desses nossos regimes autoritários, que o atraso promovido por eles aconteceu em todos os segmentos da vida pública.

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  • 24/03/2009 - 11:50
    Enviado por: karina

    Hoy me es difícil elogiarte por el texto, porque me hubiese gustado que nunca tuvieses que escribir sobre ese tema que tanto nos toca a todos, argentinos o no. O por los menos, a los que sí son humanos.

    Leo tu texto en silencio y me da la sensación de un barullo ensordecedor.

    Ariel,
    Gracias por transmitir en tus líneas el verdadero significado de este día.

    A todos,
    Hoy más que nunca, escribo con el más sincero respeto a todos los que de alguna manera este día los toca muy de cerca.

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  • 24/03/2009 - 11:52
    Enviado por: arielpalacios

    Caro Roswell,
    Na postagem desta 3afeira tratamos da Ditadura argentina, que dentro do espectro ideológico era de direita (se bem tinha boas relações com a URSS…e colocou integrantes do Partido Comunista como embaixadores, por exemplo, em Lisboa. Mas, isso é assunto para historiadores e psicólogos e especialistas em comércio exterior detalharem).
    A ditadura argentina prendeu, torturou e assassinou pessoas de extrema esquerda, esquerda light, nacionalistas de tendência cristã-social (os famosos Montoneros)…Mas também prendeu, torturou e matou pessoas de centro, e até conservadores de direita. Empresários também foram mortos pela própria ditadura. E, os generais argentinos também assassinaram outros generais argentinos, também de direita, para conseguir maior parcela de poder.
    Sim, obviamente existem criminosos de direita, de esquerda, de centro, centro-esquerda, cristãos-nacionalistas, fascitas, nazistas, anarquistas, neo-liberais, arianos, africanos, hispanos, asiáticos, etc.
    No caso argentino, os terrorismo de Estado foi protagonizado por uma ditadura de direita.
    E a Ditadura argentina teve uma curiosidade: sua queda foi precipitada pelo fracasso na Guerra das Malvinas. Mas, ainda conseguiu durar exatamente um ano e meio no poder.
    No entanto, foi o único caso na América do Sul de uma transição política sem pactos.
    Sobre as torturas, elas existem tanto nos regimes de direita como de esquerda, monarquias e repúblicas, governos católicos, muçulmanos, ateus, xintoístas ou protestantes (e muitos mais).
    E a tortura ocorre em menor ou maior escala. Todas são condenáveis.
    É só recordar os gulags de Josef Stalin, as prisões do DOPS Getúlio Vargas, etc, etc e – infelizmente – muitos mais ‘etcs’.
    Abraços,
    Ariel

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  • 24/03/2009 - 12:53
    Enviado por: MarioS

    Que a ditadura argentina conseguiu se destacar, no mal sentido, do “padrão” sul-americano, não resta dúvida. nenhuma chegou nem perto em matéria de tortura, assassinatos, etc. Isto esclarecido e acordado, por que tanta hesitação em dizer qual foi (É AINDA!) a mais sanguinária da América Latina? Dou uma dica: é também a mais duradoura.

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  • 24/03/2009 - 12:57
    Enviado por: Tradutor

    Ariel

    Vou fazer uma pequena correção que não altera de forma alguma o meu conceito sobre tua postagem, que considero impecável: Leopoldo Marechal Hijo não foi o inventor da “picana eléctrica”. Foi Leopoldo Lugones Hijo, famigerado chefa da polícia da chamada “década infame” (de 1930 a 1940). Lugones foi um grandissimo poeta, primeiro socialista e depois conservador. Leopoldo Marechal é um outro grande romancista, desta vez identificado com o peronismo, que escreveu “Adán Buenosayres”, um dos monumentos literários argentinos.

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  • 24/03/2009 - 13:01
    Enviado por: arielpalacios

    Caro Mario,
    Concordo totalmente. Quem tiver denúncias sobre outras ditaduras, e especialmente, se contar com números rigorosos de organismos internacionais, fique à vontade para o debate, colocando nomes de países explícitamente.
    De preferência, que os dados sejam concretos e não subjetivos.
    Os comentaristas tem essa liberdade, puxando pelo lado de que a ditadura argentina foi o assunto desta 3afeira (e, sempre que sejam realizados comentários sem palavras de baixo calão, sem ataques pessoais entre os comentaristas).
    No entanto, este blog tem como assunto somente os seguintes países, que integram o Cone Sul: Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile.
    Abraços,
    Ariel

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  • 24/03/2009 - 13:06
    Enviado por: arielpalacios

    Caro Tradutor,
    Ooopppps! Foi um lapso meu!
    Tem razão. Após digitar ‘Leopoldo’ coloquei sem querer ‘Marechal’ em vez de ‘Lugones’. Já está corrigido.
    E também acrescentei um dado interessante sobre a estranha família Lugones.
    Obrigado!!!
    Abraços,
    Ariel

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  • 24/03/2009 - 13:07
    Enviado por: Sergio Vasconcelos

    É muita desonestidade intelectual querer chamar a ditadura argentina de sanguinária. Ora, ela livrou a Argentina de um verdadeiro banho de sangue e miséria atrozes que aconteceria com o triunfo das
    forças comunistas/castristas.

    Viva os generais que salvaram a Argentina desses bárbaros. O que temos a lamentar é que não prepararam o país para o liberalismo que Pinochet implantou no Chile e que garante até hoje o progresso naquele país.

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  • 24/03/2009 - 14:03
    Enviado por: arielpalacios

    Caro Vasconcelos,
    A denominação de ‘sanguinária’ à Ditadura argentina deve-se ao número de 30 mil civis torturados e assassinados.
    Mesmo se levarmos em conta o número admitido pelo general Bignone, de 8 mil pessoas mortas pela Ditadura, podemos classificar o regime militar argentino de ‘sanguinário’.
    Bom, se o próprio Bignone disse isso…você teria que reclamar a ele em Buenos Aires. Recomendo que resolva essa questão pessoalmente com o ex-ditador.
    Sobre, como você diz, que a Ditadura livrou a Argentina de um verdadeiro banho de sangue, aí fica para análise contrafactual, adivinhos ou Nostradamus e essa turma.
    Castristas não existiam em grande número na Argentina. E os comunistas formais, do Partido Comunista, não foram muito perseguidos pela Ditadura (que, como disse, até colocaram um embaixador comunista em Lisboa). Os que foram perseguidos foram os peronistas da ala esquerda desse partido. E, também mataram muitos Montoneros, que eram uma peculiar variedade de cristãos-nacionalistas com toques de esquerda.
    Não entendi se com a frase “ela livrou a Argentina” você está defendendo o assassinato de civis por parte de militares. Caso seja isso, precisarei deletar essa parte por apologia do delito.
    Se puder esclarecer, agradeço.
    Nas referências que faz sobre o Chile e o general Pinochet…bom, o liberalismo que ele implantou lá era meio esquizofrênico.
    Veja só:
    - Augusto José Ramón Pinochet Ugarte privatizou todo o sistema de aposentadorias…Mas, a aposentadoria dos militares continou – e continua – sendo estatal. Logo, o A.J.R.Pinochet U. tinha, como dizem ‘um pezinho’ no estatismo, não?
    - A.J.R. Pinochet U. nunca privatizou a companhia estatal de cobre. Aliás, essa empresa continua sendo estatal até hoje. E, dessa empresa estatal depende boa parte da economia liberal chilena. Para ser mais claro: mais de um terço das exportações do Chile consistem na venda de cobre ao exterior. Cobre estatal.
    Se isso torna o Pinochet um líder ‘liberal’, Adam Smith deve estar se revirando lá em seu túmulo no cemitério de Canongate na bela e animada Edimburgo, Escócia.
    - A economia liberal chilena, desde dezembro passado, precisa da ajuda estatal para enfrentar a crise. Tal como nos EUA.
    Mas, juro que não tenho nada a ver com isso.
    Abraços,
    Ariel

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  • 24/03/2009 - 14:15
    Enviado por: Karina Guerschanik

    Ariel,

    Ler teu texto me trouxe tristes recordações, meu pai foi um dos tantos que foram sequestrados, presos, torturados com os métodos citados acima. Após a milagrosa libertação dele fugimos para o Brasil aonde permanecemos.
    Abraços

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  • 24/03/2009 - 14:52
    Enviado por: Gilberto

    Ariel, recomendo a leitura de um livro que me deixou em algumas partes sem dormir; trata-se de NUNCA MÁS, elaborado pela CONADEP – Comisión Nacional de Desaparición de Personas, presidida pelo grande escritor e cidadão argentino Ernesto Sabato. Prova provada das atrocidades perpetradas com rigor quase científico por esses genocidas fardados. O Sr. Vasconcelos bem que poderia lê-lo para se informar melhor sobre o que fizeram na Argentina esses criminosos.

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  • 24/03/2009 - 15:19
    Enviado por: Gilberto

    Para quem se interessar, envio o link com o texto integral de Nunca Más. Boa leitura.

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  • 24/03/2009 - 16:17
    Enviado por: Roberto Berrona

    Pois é Airel, você repondeu ao Roswell, mas em momento algum, do post ou da resposta, esboçou uma condenação sequer à guerrilha.
    Texto faccioso como todos os de vipés esquerdista.

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  • 24/03/2009 - 16:45
    Enviado por: Chi Qo

    Pensei em dizer: “Que coisa horrível, isso é pra esquecer…”
    Mas, ocorreu-me que é o tipo de coisa que não se pode esqucer jamais!
    E que não se pode repetir!!! Porque é monstruoso demais, desumano demais!!!

    Ninguém pode alegar que é missão divina mandar matar, violar, nem mesmo intimidar sob o pretexto de moralizar… Pois quem age assim já está desmoralizado!!!

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  • 24/03/2009 - 16:51
    Enviado por: arielpalacios

    Caro Roberto,
    A postagem é sobre a Ditadura.
    Não há tanto espaço para preparar um texto sobre o comportamento de todos os setores políticos dentro daquele período na Argentina.
    Até porque a guerrilha estava atomizada em uma miríade de grupos, todos pequeninos sobre os quais os militares fizeram muito alarde (já viu pessoas que fazem escândalo quando percebem que uma barata entrou na cozinha, tal como se fosse um mastodonte entrando ali?), aliás, um alarde pouco varonil.
    “Ahhhhh!!! Olha um leninista-trotskista-vegetariano-canhoto-arruivado aí!!!!” (ler como se fosse voz em falsete).
    Se esta postagem neste blog fosse se tornar um tratado sobre o comportamento de tooooodos os setores políticos da época não teríamos espaço nem o tempo necessário.
    O assunto de hoje foi: os 33 anos do golpe de 1976.
    Quando falarmos alguma hora de algum grupo guerrilheiro, o assunto será: ‘algum grupo guerrilheiro’.
    Quando falarmos sobre o alfajor, o assunto será: ‘o alfajor’
    Quando falarmos um dia sobre o rei da Patagônia (ah, aposto que esse você vai gostar!), será sobre o ‘roi de la Patagonie’! Muiito legal! Não perca! Em breve neste blog perto de você!
    Sobre minha opinião pessoal, os assassinatos cometidos pela guerrilha, que os próprios militares disseram que foram em número de 900, são reprováveis.
    Mas havia alguma obrigação de dizer na postagem que eu condeno esses assassinatos? Acho que isso é óbvio, não?
    Aqueles que forem crimes, devem ser julgados pela Justiça como crimes de acordo com o código penal.
    Os crimes da Ditadura devem ser julgados como Terrorismo de Estado, já que estavam no comando do Estado. Algo que pode ser redundante, mas é assim.
    Tal como em Nuremberg, onde os aliados fizeram um excelente trabalho.
    Mas, condenar os assassinatos é algo óbvio para uma pessoa civilizada, não é?
    O que é estranho, muito estranho, é que apenas um punhado, menos de meia dúzia de processos foram abertos sobre esses crimes, por parte de parentes das vítimas da guerrilha.
    Os poucos casos que conheço, são sérios.
    O resto, o pessoal fica no blá-blá, mas nada fazem. Aliás, é um nicho de mercado talvez com potencial para alguém que queira montar uma ONG e entrar com um processo contra os guerrilheiros sobreviventes.
    Sobre julgar os guerrilheiros, será um pouco difícil, porque a imensa maioria dos que eram guerrilheiros de verdade (isto é, os sujeitos que tinham armas) já morreram durante a Ditadura.
    E sobre o ‘vipés esquerdista’…considero que meu texto é tão esquerdista quanto você deve ser parecido à Brigitte Bardot remando em uma tarde de outono sobre o rio Amur (aquele que passa meio perto de Vladivostok).
    Com certeza não é parecido, né?
    Mas, minha principal dúvida é o que é “vipés”.
    Não encontrei a palavra “vipés” no Aurélio ou no Houaiss (os dicionários).
    Obrigado pelo comentário!
    Abraços,
    Ariel

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  • 24/03/2009 - 17:11
    Enviado por: Do contra

    Ariel, show de bola o seu texto!

    Vamos acender uma vela pelos hermanos que tombaram nessa época negra.

    Fronteiras à parte, somos todos passageiros do mesmo barco.

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  • 24/03/2009 - 17:15
    Enviado por: Mané

    A ditadura chilena também foi bastante cruel. Proporcionalmente, a ditadura argentina ganha da chilena em crueldade?
    A ditadura brasileira foi branda comparado com estas. Comentando com meu pai sobre a ditadura brasileira, ele afirmou que ditadura mesmo foi a do Getúlio, quando havia controle até no trem Belo Horizonte-Betim. Sabia que este miserável proibiu a fabricação de rapadura na região sudeste, para que somente os nordestinos pudessem fabricá-la?

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  • 24/03/2009 - 17:19
    Enviado por: carlos 3m

    hermano de miami,

    endosso plenamente seu texto menos a ultima frase.

    como eh possivel depois da ditadura governos corruptos ate a medula?

    freud explica sim. o conclusao eh que eh chocante e dificil de acreditar.

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  • 24/03/2009 - 17:25
    Enviado por: arielpalacios

    Cara Claudia,
    Te enviei um mail perguntando sobre algo de teu comentário que não estava claro.
    Por favor, responda ao mail para tirar a dúvida.
    Caro Mané, acho que a ditadura argentina foi pior que a chilena (Hitler foi pior que Mussolini, se dá para fazer esse tipo de comparações) por uma questão de dimensões.
    Se bem que os requintes de tortura dos oficiais chilenos eram mais horríveis que os dos argentinos. Como, por exemplo, sodomizar mulheres com cachorros (pastores alemães).
    Impressionante esse relato sobre a rapadura. Os ditadores são capazes das mais esdrúxulas medidas! Se bem que alguns presidentes civis em alguns países em algumas épocas também. Mas, nesse caso, pelo menos é a população que os escolhe nas urnas.
    E, obrigado, ao Do Contra pelos elogios!
    Abraços,
    Ariel

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  • 24/03/2009 - 17:32
    Enviado por: Jaime

    Olha: a ditadura brasileira é bem diferente: em 1961 foi eleito um governo de direita. Jango era considerado de esquerda, uma esquerda bocó mas era. Nada mais justo que os democratas tenham dado o golpe. Outro fato interessante era que, aí as esquerdas não aceitam, a Ditadura brasileira era MUITO popular. E eles, os milicos desenvolveram sim o Brasil e muito. É só compararm os dados da época. Agora um leitor lá em cima falou que a ditadura piorou a educação, é balela. O que a piorou a educação foi a popularização da mesma: muito aluno p/ pouco professor bom. Simples

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  • 24/03/2009 - 18:43
    Enviado por: MarioS

    “proibiu a fabricação de rapadura na região sudeste, para que somente os nordestinos pudessem fabricá-la?”

    Eu não sabia disso Mané, mas não acho nada estranho. A história do Brasil, ATÉ HOJE, está repleta de exemplos semelhantes. Zonas Francas, Superintendencias de Desenvolvimentos e similares são exemplos mais sofisticados, mas com a mesma idéia por trás, a de favorecer o paternalismo e beneficiar o atraso. Estas medidas absurdas foram/são tomadas aqui por regimes democráticos ou não.
    Quanto ao assunto principal do tópico, quero dizer que os militares no Brasil evitaram que fosse estabelecido aqui um regime muito mais sanguinário, este sim, seria páreo para o argentino

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  • 24/03/2009 - 19:09
    Enviado por: Marcos de Luca Rothen

    A diferença que vejo quanto a nossa é que aqui os fatos verdadeiros ficaram um pouco nebulosos! E temos as indenizações que o povo brasileiro vai pagar para um monte de gente!

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  • 24/03/2009 - 19:20
    Enviado por: Mané

    Quanto à proibição de fabricar rapadura, minha mãe morava no sertão, em fazenda, no fim do mundo, e mesmo assim a fabricação era feita às escondidas, pois todo mundo tinha medo.

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  • 24/03/2009 - 21:52
    Enviado por: Raphael Bastos

    So lembrar que o nome das ilhas eh Falklands.
    Os argentinos não tem uma reivindicação legal.

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  • 24/03/2009 - 21:58
    Enviado por: carlos

    Ariel, gostei muito de seu texto e gostaria de uma confirmação sua sobre algo que escutei da ditadura argentina.
    é verdade que do ensino público argentino que era sinônimo de excelência até que o regime ditatorial assumiu e assassinou o secretário geral da Confederação de Trabalhadores da Educação da República Argentina, e em seguida desmantelou todo o ensino público?

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  • 24/03/2009 - 22:15
    Enviado por: Renato

    Não chega nem perto de Cuba.

    Apesar de ter sido a ditadura mais sanguinária da América do Sul ela não chega nem perto do horror da ditadura cubana que já chegou a mais de 100.000 assassinatos e tem prisoneiros políticos a mais de 20 anos, com o agravante de ser adorada por muita gente inclusive o nosso presidente.

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  • 24/03/2009 - 22:56
    Enviado por: César de Paula

    Caro Ariel, é fundamental não esquecermos tais atrocidades. Bem ou mal, na Argentina, alguns desses fascínoras foram parar na cadeia. Por aqui, torturadores e assassinos desfilam lépidos e tranquilos, enquanto alguns da imprensa querem alterar a história, chamando os nossos Médicis de agentes da “ditabranda”.
    Precisamos falar e muito ainda dos nossos porões da ditadura.

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  • 24/03/2009 - 23:24
    Enviado por: Rodrigo

    Ariel,
    excelente texto e posteriores comentários! Tenho linha muito seus textos, Félix Luna y Marcos Aguinis, e assim compreendendo melhor meus vecinos.
    Abrazos,
    Rodrigo

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  • 25/03/2009 - 00:57
    Enviado por: CORREGEDOR

    Ariel, por qual motivo não surgiram mais de 10.000 pedidos de reparações por violência sofrida? Esses 30.000 são confiáveis? Existem bases para controvérsias?

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  • 25/03/2009 - 01:35
    Enviado por: J. BRASIL

    Comparação é lógico para estabelecer juízos de valores. Maior, menor, iguais, semelhantes, são elementos da matemática. Aristóteles cita comparação como meio para atingir um fim intelectual em Ética a Nicômaco.

    O Estado brasileiro através da polícia mata dezenas de milhares de criminosos por ano. É correto dizer que a violência do Estado suíço, que não mata um sequer, é menor do que a brasileira? Ou que a Suíça é mais justa que o Brasil? Assim, comparar ditaduras mundo e história afora é absolutamente normal.

    Esses números argentinos são absurdos às proporções dos riscos de uma verdadeira ditadura comunista – essa deve ser evitada de qualquer maneira! -, e revelam um grande despreparo dos militares argentinos quanto a realidade das coisas. Isso deve ser a explicação pelo massacre.

    É comum à turma esquerdista vociferar contra a violência da ditadura brasileira. Mas ela sabe muito bem que a violência fazia parte – talvez, hoje, nem tanto – de sua teoria de tomada do poder. Todas variantes marxistas sabiam ser a violência instrumento objetivo de sua prática política. Os exemplos pululam mundo afora. A turma ungida pela estrela vermelha gostava do gosto de sangue. Qualquer um conhecesse deveras o legado stalinista tinha obrigação de se horrorizar ao simples vislumbre de uma possibilidade macabra dessas por perto. A América Latina, principalmente depois do Fidelão, passou perto de ser um grande Gulag; e Prestes demonstra que a coisa começou cedo, embora contemporizada pelo pós II Guerra, quando a URSS e os EUA dividiram entre si o mundo.

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  • 25/03/2009 - 01:40
    Enviado por: Raphael Bastos

    Quando eu disse que Argentina não tinha uma revindicação legal quanto as Falklands eu queria dizer que moralmente eles não tem.
    Os habitantes da ilhas (Kelpers) tem o direito a determinação propria. Eles querem que as ilhas continuem a serem Britanicas.
    As Falklands nunca foram parte da Argentina. O fato delas estarem localizadas a 400 milhas da costa argentina não eh razão suficiente. Se esse conceito fosse correto então os Estados Unidos poderiam reivindicar Cuba.
    A invasão foi feita para tirar o foco dos problemas locais que a Argentina enfrentava.
    O fato que 69 fuzileiros Britanicos resistiram por 24 horas foi um feito que mostra quanto a serio o povo ingles considera a questão de soberania das ilhas.

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  • 25/03/2009 - 08:15
    Enviado por: arielpalacios

    Caro Corregedor,
    Os 30 mil são uma estimativa dos organismos internacionais.
    Os 10 mil pedidos foram feitos por parentes. Muitos milhares de pessoas desaparecidas não tinham parentes vivos nos anos 90 ou as pessoas (especialmente no interior do país) ainda tinham medo de entrar com os pedidos.
    Há casos de Mães da Praça de Mayo que não querem pedir a indenização, por questões pessoais.
    As Avós da Praça de Mayo, por exemplo, não se opõem.
    Abraços,
    Ariel

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  • 25/03/2009 - 08:45
    Enviado por: Mané

    Raphael Bastos
    A Inglaterra ocupou as Malvinas no sec. XIX, acho na época do ditador Rosas, que foi deposto com a ajuda do Brasil.

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  • 25/03/2009 - 09:07
    Enviado por: Lindolfo campos

    Julgar corretamente e punir esses monstros assassinos. Ninguem com saúde mental equilibrada
    pode aceitar e justificar o que essas bestas fizeram, em nome de suas ideologias criminosas

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  • 25/03/2009 - 10:50
    Enviado por: Hermano de Miami

    carlos 3m

    Veo la situacion de lejos. Argentina es muy dificil de analizar. Tiene unos de los mejores niveles de ensenanza del mundo y no puede salir del caudillo. Peronismo, Menemismo y ahora kitcherismo, solo para menciona los que conozco, con seguridad hubieron otros.

    La educacion y la cultura tendria que haberlos llevado a formar de corrientes politicas/ideologicas y no a depender en caudillos o lideres. Pero lo mas increible es Peron. Durante la crisis de Cristina con la gente del campo, ella dice que nao era Juticialista que era Peronista.
    En el dircuso que ella dijo en la plaza de Mayo la gente gritava”"se siente, se siente, Peron esta presente”".

    Anda, entendelos!!

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  • 25/03/2009 - 11:28
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Ariel

    Já virou um lugar-comum sempre que se fala de ditaddores e genocidas de direita, aparecerem alguns “comentaristas” falando dos crimes da esquerda, como forma de desviar o assunto ou de tentar minimizar o impacto dos crimes desses tiranos. É possível que tais pessoas sejam egressas de entidades extintas como CCC, a velha TFP e outras conhecidas por arregimentar gente com seriíssimos problemas psicopatológicos.

    Veja, Ariel: uma coisa é ser anti-esquerdista, anticomunista etc. Isso é completamente normal e saudável. Outra, bem diferente, é vociferar em defesa de genocidas.

    Comentários como os deste tal de Sergio Vasconcelos deveriam ser bloqueados, uma vez que se trata de um apologista de uma tentativa de genocídio, da maior carnificina promovida na América Latina na década de 70-80. Se um tal indivíduo, obviamente semi-analfabeto política e sociologicamente, fizesse o mesmo comentário na Europa, defendendo, por exemplo, o Holocausto, iria preso imediatamente.

    Gente deste nível não consegue perceber que genocidas não são de esquerda ou de direita, mas apenas genocidas. Pol Pot, Stalin, Mao eram genocidas de ditaduras, que, por conveniência, resolveu-se chamar de “esquerda”. Assim como seus iguais, Suharto, Francisco Franco, Adolf Hitler, Papa e Baby Doc, Idi Amin eram de “direita” e tantos e tantos outros, que há mais de um século vêm assolando o planeta.

    Sobre Fidel Castro, nem as próprias entidades anticastristas têm números precisos a respeito das mortes sob seu regime. O que se computa como certo são cerca de 900 a 1200 pessoas fuziladas após a queda do regime de Fulgêncio Machado, o que, sem dúvida, representa uma clara violação dos direitos humanos. Números precisos, no entanto, só com a queda da ditadura castrista e uma abertura de arquivos ocultos ou uma rigorosa investigação histórica, poderão ser determinados.

    Valeria a pena um post sobre o grande trabalho coordenado pelo escritor Ernesto Sábato, a respeito dos horrores de uma das mais ferozes ditaduras que o continente já conheceu.

    E para alguns defensores de genocídios, que só sabem falar de Fidel Castro para justificar sua própria visão patológica da sociedade, fica a recomendaçao de que estudem História e que saibam que apenas os EUA fizeram mais de cem intervenções na América Latina desde o começo da política do porrete da famosa Doutrina Monroe. E que sustentaram mais de 50 tiranos e tiranetes que, juntos, causaram em torno de 1 milhão de mortes “de direita” no continente.

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  • 25/03/2009 - 14:48
    Enviado por: Roque S. de Souza

    É de suma importância essas matérias q
    ue mostram o que aconteceu no chamado Cone Sul no tempo das Ditaduras. Com certezas vamos entendendo toda a perversidade que aconteceu na Argentina, Chile, Brasil,Paraguai e Uruguai. A violência foi monstruosa. É de apavorar o que os miliares fizeram com os civís naquele período. Temos que ficar atentos para que isto não se repita nunca mais… .

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  • 25/03/2009 - 15:19
    Enviado por: arielpalacios

    Concordo totalmente.
    Tal como disse o escritor Jorge Luis Borges (que em 1976 respaldou o golpe, mas dois anos depois já o estava condenando intensamente – e inclusive criticou ironicamente a Guerra das Malvinas), as torturas e assassinatos em massa realizados pelos militares argentinos “não são coisa de cavalheiros”.
    Sobre os comentários relativos a um suposto ‘perigo vermelho’ na América Latina no passado, na minha opinião, são paranóias.
    Recomendo a esse grupo que se preocupem mais com a política do general Augusto José Ramon Pinochet de manter a estatização da extração do cobre no Chile, bem como a continuidade da estatização das aposentadorias militares. Vai que o falecido ex-ditador e ex-senador era ‘comuna’ e os colegas não sabiam?
    Essas especulações sobre uma hipotética transformação da região em um mega-gulag com capital em Havana, Cuba, ficam a cargo de exercícios contrafactuais.
    Acho mais factível um avanço de Havanna, os alfajores, do que de Havana, cidade onde reside Fidel Castro (ex-presidente e irmão de presidente), velho inimigo de George W. Bush (ex-presidente e filho de ex-presidente).
    Essas afirmações contrafactuais – em minha humilde opinião – parecem o comentário de um comentarista realizado ontem que afirmava de pé junto que existiram planos da construção de uma estátua de Lenin de 50 metros de altura no Corcovado por parte do sãoborjense e defunto ex-presidente João Goulart.
    Mas, tive que eliminar esse comentário (pitoresco nesse trecho) por estar cheio de palavras pouco cavalheirescas com o gênero feminino e observações favoráveis ao genocídio de habitantes do Nordeste brasileiro (sinistro nos outros trechos)
    Minha dúvida era: Lenin estaria de sobretudo e gravata como nas estátuas do realismo soviético ou ostentaria bermudas e chinelo de dedo?
    Não acredito que tenha havido um ‘red danger’ generalizado na A.Latina, a sério. Em alguns países, sim. Mas, na maioria, não.
    Para aqueles que defendem golpes de Estado e pediram minha opinião, prefiro soluções na base das urnas, tal como ocorreu em boa parte da Europa das últimas décadas.
    E, concordo como comentaram alguns comentaristas acima, na região, as ditaduras de direita ficaram na pole position de matanças.
    Ah, também não concordo com as opiniões daqueles que dizem que os americanos enviarão barcos para roubar água da Patagônia. Para eles seria mais barato tomar as fontes de água no Canadá, em maior tamanho, e de acesso geográfico mais fácil.
    E, sobre os comentários dos porquês não falamos sobre o governo dos Castro Brothers, é que este blog só trata do Cone Sul da América do Sul.
    Para aqueles que me enviaram um mail perguntando sobre meus tangos preferidos, a resposta é que são muitos, mas aqui coloco três do ranking:
    Vida Mía, interpretado pela orquestra de Osvaldo Fresedo
    Anclao en París, cantado por Gardel
    Atenti Pebeta, cantado por Edmundo Rivero.
    Para aqueles que perguntaram sobre meus cafés preferidos em B.Aires, espero poder neste domingo colocar uma postagem sobre isto.
    Sobre os desenhos animados argentinos, falarei, no futuro, sobre Hijitus e Doña Tremebunda, além de Pochita Morfoni, sem dúvida, e as curvilíneas chicas de Di Vito!
    Viajo nesta 5afeira para o Chile para uma cúpula, e estou com o tempo curto.
    Obrigado a todos pelos comentários e perguntas.
    Abraços,
    Ariel

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  • 25/03/2009 - 15:33
    Enviado por: livia platense

    Ariel:

    Exelente texto. Gostei muito da maneira imparcial em que o tema foi tratado, apresentado dados. Estando aqui na Argentina é quase impossivel ter alguma informacao imparcial, ainda com a otima qualidade de jornalistas e comentaristas na Tv, radio e jornais. É impossivel ser imaparcial quando se vive o acontecimento.

    Em 2006, quando cheguei ao pais, fui a marcha contra a ditadura. Quando cheguei e vi bandeiras do Mao e do Che comi um chori e fui pra casa. Nao da para gritar pela liberdade acompanhada pelo Mao.

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  • 25/03/2009 - 15:44
    Enviado por: livia platense

    Ah, e antes que algum “amante da liberdade” que justifica a ditadura na Argentina se aproxime:

    Nao, o fato de nunca mais ter participado de uma marcha e nao ter um poster do che na parede nao me torna uma pró Vidella.

    Justificar um regime que matou 30.000 pessoas e paralizou uma pais nao tem sentido nem coerencia. Indepente da postura politica de cada um.

    No bairro onde eu moro em La Plata tem uma placa em homenagem aos desaparecidos do bairro. Sao 15 em 10 ruas! Mais de um por rua!
    A mae do meu namorado foi presa, torturada e metade dos seus amigos foram mortos.

    A coisa é muito mais que preto no branco, direita ou esquerda, bom ou mal.

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  • 25/03/2009 - 15:56
    Enviado por: arielpalacios

    Lívia,
    Concordo totalmente! O leque de nuances entre a direita e a esquerda e o bem e o mal é imensamente ampla.
    Obrigado por teu comentário.
    Abraços,
    Ariel

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  • 25/03/2009 - 16:31
    Enviado por: MarioS

    Ariel,
    Ignoro qual era a situação real da Argentina à época, mas no Brasil o perigo vermelho estava longe, muito longe, de ser uma paranóia.
    Por mais abalizada que seja a sua opinião, no assunto em questão prefiro ficar com a de Luíz Carlos Prestes, que no início de 64 declarou:
    “”Nós já estamos no poder, embora ainda não tenhamos o Governo nas mãos”
    Ou seja, segundo ele, JÁ estavam no poder seguidores de uma ideologia responsável pela maioria dos maiores massacres da história de humanidade (o único que competiu com eles foi Hitler)

    Não esqueça Ariel, até os paranóicos tem inimigos verdadeiros.

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  • 25/03/2009 - 16:32
    Enviado por: Lito Porteño

    Estimado Raphael.Las Islas Malvinas fueron ocupadas por los ingleses en el año 1851,expulsando a la población civil ärgentina¨,los denominados ¨gauchos de las islas¨.Eso fué un flagrante acto de piratería tan común en los ingleses que ya en los años 1806 y 1807,intentaron invadir Bs.As.,en esas oportunidades con resultado adverso.Nunca a pesar de las reclamaciones diplomáticas fuimos escuchados,lo cual no justifica esa desgraciada invasión practicada por la dictadura argentina con los resultados que todos conocemos.
    Supongo que ese ¨pequeño detalle¨de violación de territorio argentino practicado por la marina pirata inglesa desvirtúa tu parecer.
    Aproveho para desear un feliz viaje a Ariel,y si le agradan los mariscos no deje de probar la exquisita centolla chilena,rociada con un vinito blanco.

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  • 25/03/2009 - 17:45
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Ariel

    Em meu comentário anterior, chamei Fulgêncio Batista de Fulgêncio Machado. Confundi dois sobrenomes, de dois ex-ditadores. Aliás, os que só têm a falar de Castro se esquecem de gente “muito boa” da extrema-direita, como Hugo Banzer, ‘Tachito’ Somoza, os facínoras que fizeram a guerra em El Salvador, os esquadrões da morte na Guatemala (“apenas” 20 mil mortos), e por aí vai.

    Vão estudar mais e lembrem-se: não existem tiranias de esquerda ou direita, ou tiranias ‘boas ou más’. Existem apenas tiranias. É preciso ser muito limitado intelectualmente para se reduzir a luta contra tiranias e ditaduras a um mero conflito “esquerda X direita”. O muro de Berlim caiu há 20 anos, mas, pelo visto, tem gente que deve ser seguidora do mofino (ainda) morto-vivo Antonio Erasmo Dias: vê comunistas para tudo quanto é lado; e é incapaz de reconhecer a injustiça se esta não se coaduna com sua própria ideologia.

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  • 25/03/2009 - 18:28
    Enviado por: neto

    Ariel.

    Não sei se você vai publicar meu comentário. De qualquer forma, vai lá.

    Cuidado, porque você pode estar fazendo a apologia do crime ao não condenar, e tratar com simpatia os guerrilheiros/terroristas no Brasil e na Argentina, responsáveis por centenas de mortes que você mesmo admite.

    Por outro lado, há minutos que não paro de rir com a justificativa que você dá para não comentar e condenar a ditadura comunista de Cuba, dos ternos Fidel e Chê, responsáveis por mais de uma dezena de milhares de mortes ou, vá lá, como você prefere, pouco menos de mil, como se isso fizesse diferença: Cuba não está na América Latina.

    Prefiro rir para não me sentir ofendido na minha inteligência.

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  • 25/03/2009 - 19:13
    Enviado por: arielpalacios

    Caro Neto,
    Publicamos todos os comentários com vocabulário adequado, polido, já que não fazemos censura com ocorria em ditaduras como as de:
    Gaspar Rodríguez de Francia
    Stroessner
    Bordaberry
    Álvarez
    Pinochet
    Videla
    Uriburu
    Lanusse
    Isso, citando as ditaduras do Cone Sul, assunto que tratamos neste blog.
    Cone Sul, geograficamente, é
    Argentina
    Uruguai
    Paraguai
    Chile
    …Mas, Cuba, permita-me explicar, está no Caribe, longe do Cone Sul. Está ao lado do Triângulo das Bermudas, que não é cone (é triângulo), e não está no sul (vá lá, está ao sul da Florida, EUA… Se estivesse ao sul da calle Florida, Buenos Aires, aí, sím, falaria. Ou, na calle Cuba, no belo bairro de Belgrano.
    Mas, se formos começar a falar de tudo quanto é ditadura tropical, semi-tropical, comunista, fascista, etc, o blog se desvirtuaria. Mais ainda se falássemos de carburadores,virabrequins, escanteios, massa folhada e buracos negros, assuntos vários dos quais não estou por dentro.
    Por isso, por questões geográfica – e para que isto não vire a casa da Mãe Joana – restrinjo-me ao Cone Sul.
    Os especialistas, que discutam à vontade sobre a ditadura de Castro, a de Fulgêncio Batista, e as ditaduras da vizinha república Domincana, as várias que houve no Panamá, em Honduras, Guatemala, El Salvador, etc.
    Espero que entenda isso…a não ser que você represente alguma ditadura nova por aí e queira me obrigar a discutir assuntos que não são o objetivo deste blog.
    Pertence à algum grupo ditatorial?
    Não? Ou sim?
    ….
    Bom, como dizia: Cuba está na América Latina (ao contrário do que você diz em teu comentário), mas não está na América do Sul. E muito menos no Cone Sul (nada a ver com Triângulo das Bermudas)da América do Sul.
    Pelo menos, isso foi o que me ensinaram no colégio Anglo-Americano de Londrina (PR), em 1976, na 5a série. Professora Maura. Excelente professora.
    Mas, se você quer colocar Cuba no Cone Sul, eu e os leitores é que deveríamos nos sentir ofendidos em nossas inteligências…
    Ou a próxima que vai nos dizer é que Atlântida existiu e era povoada de pessoas loiras?
    Cóf, cóf…
    Sobre se eu devo condenar a ditadura de Castro… isso por acaso trata-se de patrulha ideológica? Tal como fazia a SS ou a KGB?
    Obviaaaaaaameeente a Ditadura castrista é condenável, obviamenteeee. Ele deveria ter feito eleições abertas há tempos. Mas isso é óbvio, não?
    E onde eu disse que as vítimas de Castro eram ‘pouco menos de mil’?
    Está confundindo essa informação, que não é minha, com o comentário de um comentarista acima. Me apresento: Ariel, blogueiro. O comentarista lá em cima é um dos comentaristas lá em cima.
    Mais simples:
    Ariel é Ariel.
    Comentaristas são comentaristas.
    Tal como você: comentarista, o Neto. Não é o Ariel. É Neto, o comentarista.
    Duas pessoas diferentes.
    Não é complicado, não é?
    Explico: em um blog existe o texto do blogueiro e os comentários dos comentaristas. Sao duas coisas diferentes.
    Como quindim e brigadeiro.
    Duas coisas diferentes.
    Shakespeare e Big Brother. Cascão e Pato Donald. Onitorrinco e otorrinolaringologista, ou ainda, Otorrino Resphighi, grande compositor italiano. Recomendo que ouça. O Respighi, não o onitorrinco.
    Fica claro?
    Obrigado,
    Abraços,
    Ariel
    PS: Cuba está no Caribe. Não é Cone Sul. Sul, o contrário de Norte, que por seu lado é o contrário de Sul. Não é culpa minha. Coloque a culpa nos geógrafos.

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  • 25/03/2009 - 20:27
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    Neto,

    quem deu o número de 900 a 1200 fuzilados pelo regime castrista recém-empossado após a queda da ditadura de Fulgêncio Batista fui eu, Jakob Ibrahim, e não o Ariel Palacios. Os números não são meus e as fontes são abertas. Pesquise pela própria Internet, e verá que até mesmo os organismos anticastristas concordam com esse número de FUZILADOS pelo regime de Fidel Castro.

    E desafio você, ou qualquer um dos representantes dessa direita nada inteligente que passeia pelo blog, a nos apresentar aqui o nome de uma só entidade reconhecida internacionalmente e que seja independente, que tenha DOCUMENTOS REAIS E FIDEDIGNOS sobre o número de mortos cubanos pela ditadura de Fidel Castro. Se tiver algum livro ou site, por favor, dê-nos a referência.

    E sem tentar inflar números, usando as pessoas que morreram afogadas na tentativa de fugir de Cuba. Falo de mortes por tortura, fuzilamento ou métodos semelhantes aos usados pela ditadura argentina.

    E sem tentar inflar números, citando as pessoas que fugiram durante o famoso caso do Porto de Mariel, quando 100 mil cubanos (40 mil considerados criminosos e doentes mentais) rumaram para os EUA, sob o beneplácito das autoridades de Havana.

    Pessoas que usam discursos vazios, ideológicos, e que acham que os mortos da direita são mais ‘importantes’ que os da esquerda, ou vice-versa (sabe o que é vice-versa, neto?), é que ofendem a inteligencia de qualquer criança. Pois até meu filho, que tem sete anos, com certeza sabe mais de Justiça e ética que muitos ‘comentaristas’ desse blog, incapazes que são de perceber que, seja de “direita” ou de “esquerda”, toda e qualquer tirania deve ser combatida e derrubada.

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  • 25/03/2009 - 22:49
    Enviado por: J. BRASIL

    Ditaduras surgidas no seio da Guerra Fria tem características bem definidas. Não se pode argumentá-las isoladamente visto às questões ideológicas, base de tudo, abrangiam o mundo todo. A ditadura argentina certamente temia uma ditadura de esquerda pois assim tinha sido por aqueles tempos a prática política em Cuba, China, Europa Oriental, Coréia, Vietnã, Ásia de influência soviética, etc.; então a metade da população mundial estava experimentando essa novidade sociológica.

    Ou existe algum neoteórico da história que argumenta consistentemente que as ditaduras sul-americanas últimas existiriam sem Guerra Fria? Fidel era um preposto de Moscou; Guevara o arquétipo do herói ideal adotado pela inteligência acadêmica da região, de um apelo propagandístico fortíssimo. O próprio Krushev cita o primeiro em suas memórias com essa personalidade.

    E quem pode exigir que não se compare às crueldades entres os dois blocos? Quem não quer esse debate é a esquerdinha consciência pesada pelos blocos caídos do Muro de Berlim; que torceu desesperadamente para turma do Khmer Vermelho tomar o poder no Camboja. Acompanhávamos Pol Pot como se fosse mais um redentor a salvar as massas deserdadas. O resultado dessa paixão doentia todos sabem.

    Quem pensa que está acima dessas considerações não deve se meter no debate, pois quem viveu o dia a dia da esquerda sabe muito bem a importância da comparação total entre os dois pactos políticos que dominaram o século XX com seus resultados na qualidade de vida média de suas populações.

    Toda violência ilegal no conjunto social tem que ser condenada, mas não tem cabimento exigir que os comentários não usem elementos comparativos no discurso.

    Houve violênca de direita e houve violência de esquerda. Qual o problema em citar isso?

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  • 25/03/2009 - 23:28
    Enviado por: arielpalacios

    Concordo:
    Terrorismo de Estado deve ser julgado como terrorismo de Estado.
    Sempre é muito melhor viver em um país com um governo que não chegou ao poder por meio de um golpe de Estado.
    Aqueles que consideram que deveriam ser julgados ditadores de esquerda ou de direita deveriam abrir processos na Justiça para levar essas pessoas ao banco dos réus.
    No caso argentino, que era a intenção desta postagem, o terrorismo de Estado, de direita, superou amplamente em número de pessoas que assassinou e torturou as pessoas assassinadas pela guerrilha de esquerda (ou meio-esquerda). No caso de torturas, a guerrilha de esquerda torturou um punhado de pessoas, já que não contava com centros especializados de detenção e tortura.

    E, neste caso, dos mortos, volto a citar os números de organismos internacionais:
    30 mil pessoas assassinadas pela Ditadura argentina

    E, o número citado pelo general e ditador Reynaldo Benito Bignone, relativo a pessoas assassinadas pela própria ditadura:
    8 mil pessoas.

    Do lado da esquerda, segundo um relatório emitido a meados de 1983 (últimos meses da Ditadura) pelo próprio regime militar argentino, o número de pessoas que a esquerda assassinou seria de 900 pessoas.
    Qual é o problema de citar isso? Espero que nenhum.

    Desta forma, seguindo a contabilidade – e matemática nada tem a ver com ideologia – a Ditadura argentina foi consideravelmente mais sanguinária do que a guerrilha de esquerda.
    Aqueles que não concordarem com a aritmética e os dados informados, recomendo que:
    1 – Reclamem a Brahmagupta (ब्रह्मगुप्त) (Bhinmal, Rajasthan, 589–668), considerado o pai da aritmética, álgebra e da análise numérica.

    2 – Reclamem ao general Bignone, que ainda está vivo.

    Das outras ditaduras de outros países que não forem Chile, Uruguai, Paraguai e Argentina, os comentaristas podem debater à vontade, já que, ainda bem, estamos em uma democracia (algo, que pelo visto, muitos não apreciam). Mas, não darei opiniões detalhadas sobre outras ditaduras além Cone Sul, já que não são minha especialidade.
    ATENÇAO: NOS PRÓXIMOS TRÊS DIAS TEREI POUCA DISPONIBILIDADE DE TEMPO PARA RESPONDER A COMENTÁRIOS OU PUBLICAR OS COMENTÁRIOS, já que estarei em viagem cobrindo uma cúpula no Chile.
    Abraços,
    Ariel

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  • 26/03/2009 - 01:30
    Enviado por: J. BRASIL

    Qualquer chefe de estado tem que ser responsabilizado se suas políticas causam sofrimentos à população. Mao foi culpado pela famosa fome chinesa durante sua política industrial; Stálin o mesmo pela Holodomar, a fome que teria matado 5 milhões de pessoas na Ucrânia. Fidel é culpado pelas dezenas de milhares de mortos em fuga pelo mar; se sua política interna não proibisse a emigração de seu povo esse morticínio não teria acontecido.

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  • 26/03/2009 - 04:08
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    É fato que grande parte das ditaduras de direita e dos golpes na América Latina foram influenciados pelo temor ao propalado “perigo comunista”, nessa banda do continente. Mas novamente é desconhecer -ou omitir- a própria História, fazer vistas grossas ao fato de que já havia grande número de tiranetes instalados antes mesmo da Guerra Fria. Ou os arautos da subdireita no blog nunca ouviram falar das Repúblicas das Bananas (“plantation”), na América Central, formadas por países fornecedores de alimentos e mão-de-obra a custo quase zero para os EUA? Que tal informar-se sobre quando surgiram os “tonton macoute” no Haiti? Será que foi depois da ascensão de Fidel Castro, em Cuba?

    Aliás, para quem não sabe -e já percebi que História é ponto fraco da subdireita do blog-, Batista governou Cuba a partir de 1933. Desde o princípio, exerceu uma ditadura apoiada pelos EUA e transformou Cuba em um imenso prostíbulo. Portanto, muito antes da Guerra Fria. Fidel foi aclamado como herói pelo povo, ao tomar o poder em Cuba. Escritores e lutadores contra o fascismo, como o norte-americano Ernest Hemingway, o apoiaram veementemente. Mais: a revolução cubana foi feita sem um peso doado pelos russos. Ou a “direitinha” também não conhece a História (com H maiúsculo) dos guerrilheiros de Sierra Maestra?

    E quem já ouviu falar num delinquente delirante norte-americano, que até tema de filme cult já foi e é nome de bebida alcoólica, chamado Johnny Walker, e de seu papel na Nicarágua? O itinerário de intervenções norte-americanas no continente INTEIRO já supera mais de CEM ANOS. Portanto, não se sustenta esse papo de “contexto da Guerra Fria”.

    Vejamos quem da subdireita é capaz de adivinhar sobre qual período o articulista se refere, nas linhas abaixo:

    “El intervencionismo militar norteamericano en la región Centro y Sur Americana se erigía como el muro de la intolerancia al paso del surgimiento de gobiernos liberales y nacionalistas en Venezuela, Colombia, Honduras, y Nicaragua y el proyecto de crear una república centroamericana, capaz de enfrentar a Inglaterra y Estados Unidos que conspiraban contra su independencia.

    En Nicaragua, el presidente liberal, José Santos Zelaya, fue apoyado por el presidente Porfirio Díaz con el envío de una fragata militar de la marina mexicana a Managua, para rescatarlo de manos de los marinos norteamericanos que habían intervenido en defensa del filibustero Johnny Walker, y la imposición de un tratado para construir un canal en Nicaragua.”

    Esse relato refere-se a um período de mais de CEM ANOS. Portanto, vá estudar antes de vir aqui fala besteira. A Guerra Fria só acentuou e piorou o que já existia: o temor de os EUA terem seu “quintal” invadido e tomado pelos comunistas.

    Na prática, a questão é uma só: toda e qualquer tirania deve ser condenada e derrubada. O que é um direito dos povos, segundo a própria ONU.

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  • 26/03/2009 - 10:38
    Enviado por: Hermano de Miami

    No entiendo, algunos comentarios.

    Quieren justificar o reduzir los crimenes cometidos por las dictaduras de izquierda.

    Como es posible justificar o amenizar los crimenes de una dictadura e condenar los de otras?.

    Brasil dio refugio politico a un criminal, asesino condenado na Italia porque es de la izquierda.
    Le darian refugio politico a un criminal asesino condenado en su pais de origen si fuera de la derecha?

    Que falta de coherencia !. publicar una lista de los dictadores de la derecha no limpia los crimenes de las dictaduras de la izquierda. Que lo digan las victimas de Stalin, Mao, pol pot e fidel castro, este ultimo heroe de muchos en America Latina.

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  • 26/03/2009 - 13:18
    Enviado por: MarioS

    Calma Jakob Ibrahim! É mesmo necessário ofender quem não concorda com você? Mandar estudar, chamar de nada inteligente? Eu poderia dizer o mesmo de voce, que compara alhos com bugalhos. No caso alhos são os números de uma ditadura que caiu há mais de 25 anos, cujos chefes responderam e respondem a processos e bugalhos são os de uma em plena atividade, a cujos dados não se tem acesso, cujo povo é proibido de falar. Mas não vou faze-lo, por dois motivos:
    1) acho que é melhor argumentar
    2) sei que os seus motivos são ideológicos, apoio a um regime sanguinário, que conseguiu inovar entre as ditaduras ao proibir a saída dos descontentes

    A propósito, as ditaduras do cone sul, que eu não defendo, nem nunca defendi, não proibia ninguém de sair. Isto foi exclusividade da URSS e seus capachos, mas tenho certeza que você tem excelentes explicações para esta aberração única

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  • 26/03/2009 - 17:16
    Enviado por: J. BRASIL

    Na América Latina acontecerarm dezenas de ditaduras antes da Guerra Fria. No Brasil, Vargas em 32 não estava nem aí para questões ideológicas esquerdistas. Depois é que a coisa engrossou. Só que as ditaduras da Guerra Fria tiveram ideologias bem características; e é assim que deve ser enquadrada a experiência argentina e as demais do Cone Sul. Ou a ditadura de Fulgêncio Batista era uma oposição à ideologia esquerdista? Fidel no começo da sua Revolução maldita nem esquerdista era direito.

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  • 26/03/2009 - 17:31
    Enviado por: J. BRASIL

    Quando o Fidelão sumir pros quintos, sua real violência vai surgir. Para mim seu legado está em 100.000 mortes como consta na mídia; mortes de qualquer jeito, desde que por políticas práticas de seu governo, devem ser contabilizadas sim.

    Eu disse nesse blog em 2006 que o Fidelão é o maior assassino político per capita da América Latina. O Jakobizinho sabe bem disso; foi numa conversa com ele.

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  • 26/03/2009 - 19:18
    Enviado por: neto

    Jacob.

    Há tempo que não te encontrava nos blogs. Como você mudou!

    Antes eu imaginava que você somente se exaltava quando tratava de religião. Agora vejo que ampliou o leque da sua indignação, dirigindo-a a tudo aquilo que possa significar a civilização ocidental e os valores judaico-cristãos que vê encarnados nos Estados Unidos, também inimigo dos bolcheviques, que por iso se tornam seus amigos.

    Calma, Jacob! Não me ofenda gratuitamente (gratuitamente?). Não sou exatamente um intelectual, menos ainda daqueles seguidores dos valores esquerdistas e tudo o que isso possa significar. Mas estou longe de ser tão ignorante quanto você possa pensar, tanto que discordo de muitas de suas posições, sem jamais precisar tê-lo ofendido para defendê-las.

    Enfim, essa é a cultura e o humanismo esquerdista que você representa, e por isso, eu o desculpo.

    Desculpo, mas fico de olho no que vocês escrevem.

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  • 26/03/2009 - 20:16
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    MarioS

    Bem, pelo visto, você mesmo se inclui no rol da subdireita do blog. Digo sub, porque creio que a determinados articulistas falta a elegância (e cultura e inteligência) de uma ala que, um dia, teve gente do nível de um Roberto Campos, no Brasil.

    1) O tema do post é a ditadura argentina, e não a cubana. Os crimes da esquerda não eliminam os da direita.

    2) Você, assim como os outros que defendem o que se chama de ideário político de “direita” (ah, que tolo maniqueísmo…!), foi e é incapaz de responder a meus desafios. Vamos lá, MarioS: Cite UMA SÓ ENTIDADE RECONHECIDA INTERNACIONALMENTE, QUE TENHA DOCUMENTOS COM O NÚMERO DE MORTOS CUBANOS. Simplesmente NÃO EXISTE. Por que querer inflar números? Nem mesmo o número de mortos ao tentar fugir pelo mar você sabe. Se sabe, por favor, vamos ás fontes. Cite-as.

    Você sabia que “apenas” no regime de Papa Doc (o pai, o velho) foram assassinados, de acordo com organismos internacionais, cerca de 40 MIL PESSOAS? Pois é. No miserável e esquecido Haiti, com o qual ninguém se importa. Papa Doc era cria dos EUA, que precisavam de um monstrinho na região para se contrapor ao regime comunista castrista. MárioS, isso é História. Se você desconhece e quer argumentar sem base, mas apenas com chavôes -como o faz-, só posso lhe dizer: ONDE ESTÃO OS DADOS? SUAS FONTES? LIVROS? DOCUMENTOS? Não os tem? Então, desculpe, vá estudar. Simples assim.

    Justiça nada tem que ver com “direita” ou “esquerda”. Stalin foi um monstro. E Hitler. E Suharto. E Idi Amin. E Franco. E Mobutu Sesse Seko. PONTO. Entendeu? Não importa a ideologia ou roupagem que usavam. Eram opressores do ser humano, da liberdade de pensamento. Idem um criminoso de guerra ainda à solta, mas que, mais dia menos dia, encontrará seu fim: George W. Bush e sua eminência parda, Dick ‘Killer’ Cheney.

    3) Apoio a “regime sanguinário”? MarioS, será que você não sabe ler? Releia meus comentários e verá que não há uma nesga de apoio a Cuba ou a qualquer regime ditatorial. Nem vou perder tempo copiando e colando. Basta rolar a tela. Considero Fidel Castro, hoje (e não quando fez a justíssima revolução cubana), um horror, um anacronismo, que já deveria ter caído faz tempo. Idem, ou ainda pior, essa fraude rocambolesca e arremedo de tirano chamada Hugo Chavez.

    4) Motivos “ideológicos”? Creio que quem tem tais motivos é você e outros aqui do espaço, haja vista a gigantesca dificuldade em reconhecer os horrores de Videla, Massera e cia. Favor reler meus comentários. Ou talvez você precise de ajuda para isso, e está com vergonha de pedir?

    5) Realmente, as ditaduras do Cone Sul não impediam ninguém de sair de seus países. Elas faziam algo um pouco mais sutil: mandavam explodir e assassinar seus desafetos e exilados nos outros países, como, por exemplo, Orlando Letellier, morto numa explosão provocada pela polícia secreta de Pinochet dentro dos próprios EUA. Com certeza, para você existem tiranias “boas” (as de direita) e outras “más” (as de esquerda). Para mim, ao contrário, só existem tiranias. E todas, MarioS, devem ser derrubadas.

    6) Não ofendi ninguém. Se o tivesse feito, certamente o Ariel Palacios teria impedido meu comentário. Falei usando o genérico. Agora, já que a carapuça lhe assenta…

    Tenha uma boa noite.

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  • 27/03/2009 - 00:11
    Enviado por: Livia

    Puxa, Ariel, vc é de Londrina?

    Sou de Maringá…

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  • 27/03/2009 - 08:54
    Enviado por: MarioS

    Puxa vida Ibrahim, voce não se acalma mesmo! E pior, continua batendo na mesma tecla, a de chamar quem não concorda consigo de ignorante. Já ouviu falar em telha de vidro?

    “transformou Cuba em um imenso prostíbulo”
    A palavra jinetera lhe lembra algo? Se não, procure se informar

    “Portanto, muito antes da Guerra Fria. Fidel foi aclamado como herói pelo povo ao tomar o poder em Cuba.”
    Mais uma vez: puxa vida! E eu pensava que em 58 já estavamos na Guerra Fria!

    Escritores apoiaram veementemente Hitler, Stalin, Mao e Franco. E isto prova exatamente o que?

    Termino com o menos importante: Johnny Walker é MARCA de bebida alcoólica. Nome seria, por exemplo, Cuba Libre, uma mistura de rum e coca-cola, e também um sonho, longe de ser realizado

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  • 27/03/2009 - 15:05
    Enviado por: Hermano de Miami

    Difunden sangriento balance de los 50 años de la dictadura de Cuba
    Dec 19th, 2008 by contorbery.

    El Nuevo Herald

    El influyente El Nuevo Herald y otros medios de los EEUU recuerdan las más de 8.200 víctimas del castrismo desde el 1º de enero de 1959. De ellos, más de 5.700 fueron fusiladas y desaparecidas.

    Hasta el día de hoy, el Archivo Cuba  www.CubaArchive.org) ha documentado la dolorosa cifra de más de 8.200 víctimas de la Cuba comunista a partir del 1º de enero del 1959, cuando se consuma la denominada “Revolución cubana” tras la toma de La Habana por partes de las tropas de Fidel Castro y Ernesto “Che” Guevara. A pocos días del 50º aniversario de este histórico hecho, El Nuevo Herald, abrió su edición con este triste y repudiable balance.

    Hasta el 15 de diciembre del 2008, se tiene conocimiento de 5.732 fusilamientos, asesinatos y desapariciones. Además, se registraron 515 muertes en prisión por negligencia médica, suicidio y accidente. Estas cifras, que representan una suma sólo parcial y creciente, constituyen más de dos veces el total oficial de todas las desapariciones y muertes causadas por el régimen militar chileno de Augusto Pinochet.

    “Sin embargo, mientras Pinochet fue objeto de escarnio mundial, Fidel Castro ha recibido el pláceme de las más influyentes figuras del orbe”, indicó El Nuevo Herald.

    A su vez, sólo este año se han registrado 42 muertes en prisiones de Cuba: dos asesinatos por guardias penales, 23 muertes por falta de cuidado médico, 11 suicidios, 2 por accidentes en circunstancias de negligencia, y una sin causa reportada. De esta manera, entre el 1º de enero de 1959 y el 15 de diciembre del 2008, la relación parcial de muertes ocasionadas por la dictadura de los Castro alcanza las 8,237 si se incluyen las muertes en combate en acciones contra el gobierno comunista.

    El Nuevo Herald, el diario bandera del exilio cubano en La Florida, estima también que los muertos en intentos de salida por mar (los “balseros” en 1994) pueden superar los 77.000. Eso sí, Archivo Cuba sólo tiene documentadas 1.104 muertes o desapariciones en intentos de salida debido a que nunca existió una voluntad en el exilio para registrar estos casos.

    QUIERO QUE ALGIUIEN ME EXPLIQUE PORQUE LOS QUE MURIERON INTENTANDO ESCAPAR DE LA DICTADURA CUBANA NAO PUEDEN SER CONSIDERADOS CRIMENES DE ESA DICTADURA.

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  • 28/03/2009 - 09:09
    Enviado por: arielpalacios

    Lívia,
    Maringá é uma cidade fenomenal!
    Sim, sou criado em Londrina. Uma vez a cada dois anos passo por lá ara ver os amigos. E tenho vários amigos em Maringá também.
    Aos comentaristas que perguntaram sobre os motivos da demora em postar seus comentários, recordo que dias atrás havia avisado que estaria em viagem, ocupado, com a cobertura de uma cúpula em Viña del Mar, Chile.
    A partir de amanhã, quando estarei de volta à B.Aires, a publicação dos comentários voltará à normalidade.
    Abraos,
    Bom fim de semana,
    Ariel

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  • 28/03/2009 - 18:36
    Enviado por: Jakob Ibrahim

    MarioS

    Nâo se envergonha de copidescar meu texto, apenas para tentar justificar sua completa falta de elementos factíveis, para sustentar sua falta de argumentos? Que feio…Um senhor como você deveria ter mais respeito por si mesmo. Você precisa disso para se auto-afirmar, MarioS?

    Vou copiar e colar o que escrevi sobre Fidel Castro e Fulgêncio Batista e, na sequência, copiar e colar o que você escreveu a respeito, para mostrar como você “sustenta” seus “argumentos”.

    O que escrevi:

    “Aliás, para quem não sabe -e já percebi que História é ponto fraco da subdireita do blog-, Batista governou Cuba a partir de 1933. Desde o princípio, exerceu uma ditadura apoiada pelos EUA e transformou Cuba em um imenso prostíbulo. Portanto, muito antes da Guerra Fria.”

    Portanto, falei de FULGÊNCIO BATISTA, que, desde 1933, se revezava no poder em Cuba, sempre com mão de ferro. Que eu saiba, não havia Guerra Fria em 1933, certo, MarioS? Outro erro de sua parte: A Revolução Cubana não aconteceu em 1958, mas em 1959. MarioS, cheque as datas antes de postar, OK?

    Quanto a Johnny Walker, conheço a história desse indivíduo como um canalha a serviço do que havia de pior na política imperialista norte-americana. E o uso de seu nome numa bebida alcoólica, se é marca ou não, pouco me importa: sou abstêmio 100%.

    MarioS, respeito-o como ser humano e colega de espaço, mas, intelectualmente, você não dá nem para a saída. Pegue alguns livros, decore umas datas, areje a mente, leia Kant, Emerson, Thoureau, Schopenhauer, Erasmo, Octavio Paz e alguns pensadores e humanistas clássicos e depois volte aqui para debatermos, OK? Você, pelo visto, carece de melhores referências intelectuais. Sua cultura me parece apenas formada à base de leitura de jornais. Assim não dá, né, MarioS?

    neto

    Sempre o respeitei, mas sua insistência em ofender a quem não reza na sua cartilha, não podia mais ficar sem resposta. Qualquer um que fale de ditaduras de direita, para você, é comunista, filocomunista, esquerdista etc. Ora, neto, que primarismo da sua parte. Já lhe passou pela cabeça que há pessoas que condenam injustiças venham de onde vierem? Quanto a agredir gratuitamente, se alguém agrediu gratuitamente por aqui, esse alguém foi você. Tanto é que achou que poderia ser bloqueado pelo Ariel Palacios (releia seu próprio comentário).

    Para seu governo, não sou aleijado ideológico. Não sou esquerdista ou direitista. Sou -tento ser- um humanista. Creio em Justiça. Agora, é preciso ser muito ignorante ou intelectualmente míope, para confundir quem deseja ver uma postura de HONESTIDADE PARA COM FATOS HISTÓRICOS com defesa do bolchevismo ou um ataque a valores judaico-cristãos. Isso é simplesmente ridículo, chavão de milionésima categoria.

    **********

    Finalmente: Nuevo Herald não é uma entidade independente. Apenas um jornal norte-americano. Continua o desafio: que alguém aqui apresente o NOME DE UMA ENTIDADE INDEPENDENTE, QUE DISPONHA DE DOCUMENTOS COM O NÚMERO DE MORTOS PELO REGIME CUBANO, ENTRE FUZILADOS, TORTURADOS COMO NA ARGENTINA ETC. ETC.

    Curioso que ninguém aqui fez qualquer menção de horror ao regime do mega-assassino Papa Doc, que, ele sim, foi responsável -SEGUNDO A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS- por mais de 30.000 MORTES. Detalhe: em 1986, depois da queda de seu filho-assassino, “Baby Doc”, seu túmulo foi violado e seu corpo desenterrado e destruído a pau, por uma multidão enfurecida.

    Se alguém responder de forma HONESTA, citarei algumas dessas entidades, com seus respectivos dados. Aí, que cada um tire suas próprias conclusões. Agora, esse comportamento fraudulento, de tentar diminuir os crimes da ditadura argentina numa comparação com a ditadura cubana -que não tem nada a ver com o tema do blog-, não é sério e merece mesmo ser derrubado.

    Ariel, bom final de semana. E aos srs. neto e MarioS também. Aproveitem para ler LIVROS neste final de semana.

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  • 28/04/2009 - 15:11
    Enviado por: José Antonio

    Eu servi ao exercito brasileiro na pior época, 1970, Médice no governo. Vi muita coisa na operação bandeirantes. Andei pela vale do Ribeira atrás do Lamarca. Mas perto destes argentinos, os dirigentes brasileiros parecem amadores.

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  • 17/05/2009 - 18:16
    Enviado por: Dennnyse

    Ariel
    é muito bom saber que algué se interessa
    em fazer blog sobre as histórias do nosso passado.
    Isso é muito legal,e o melhor é q ajuda os estudantes,assim como eu.
    Adorei a leitura.
    Obrigado!

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  • 19/05/2009 - 10:07
    Enviado por: arielpalacios

    Dennyse,
    Muito obrigado pelo elogio!!
    Abraços,
    Ariel

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  • 22/05/2009 - 20:16
    Enviado por: cinthimara

    A”cho que nos anos de 73 e 86 foi uma época em que quase todos morreram… minha conclusão é que essa ditadura foi umas das piores de todas essas épocas.E que os Argentinos fizerambem em fixar um feriado para essa lembrança valiosa em toda a nossa nação e quando o texto diz:” ” Em 1983, nos últimos meses da Ditadura, um relatório das próprias forças armadas argentinas indicou que a guerrilha e grupos terroristas de esquerda e cristãos nacionalistas teriam assassinado 900 pessoas. Diversos historiadores afirmaram ao longo dos anos que esse número está ligeiramente inflacionado, já que diversos dos mortos da lista militar teriam sido assassinados pelos próprios militares, na miríade de brigas internas (e, convenientemente, teriam colocado a culpa nos terroristas).” Isso é uma prova de que muitas pessoas anda nem foram idanteificadas, os fósseis anda estão lá”

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  • 31/08/2009 - 12:28
    Enviado por: rosane batista brum

    eu,gostaria de localizar parentes do meu avó que no tempo desa revoluçao veio pro brasil e nao retormou mais o mone dele é joao gonsales de bronse

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  • 23/11/2009 - 17:44
    Enviado por: Tiago Moreira Silva

    Acho muito importante relembrar fatos da História da Humanidade para que todos possam acompanhar o processo Historico mindial. A Ditadura Argentina, assim como qualquer outra, foi doorosa para muitas pessoas e deixou cicatriz no país dos “HERMANOS”.
    A unica critica a fazer e referente a sua postura nas exigências para que se escreva um comentário. Se existem pessoas a favor de tais atos, que também acho REPUGUINATE, devem sim ser colocados online. Já que estamos falando de ditadura, não podemos cair no anacronismo de CENSURA os pros ditadura porque isso e DITADURA.
    O debate e a arma do conhecimento para atingir um maior numero de pessoas para que elas possam ver os dois “lados da moeda”.

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  • 23/11/2009 - 17:54
    Enviado por: arielpalacios

    Caro Tiago,
    Quem quiser colocar qualquer opinião pode ficar à vontade de colocar, sempre que siga as regras de boa educação do blog.

    Entre eles, não se pode fazer apologia do delito, da mesma forma que não permitiríamos que aqui alguém fizesse apologia do estupro, por exemplo.

    Quem quiser argumentar a favor de ditaduras de esquerda, direita, centro, ou seja lá qual posição forma, pode fazê-lo, sempre que o faça de forma polida…tal como seria uma conversa, debate ou discussão em uma casa que a gente visita.

    O debate é sempre bom para ver os dois lados da moeda. Até, nem compararia com uma moeda, pois os debates podem ter dezenas de nuances, não é? Nem sempre é esquerda ou direita, ou guerrilha e militares…e a imensa maioria, que não estava nem em um grupo nem no outro?

    Mas, quem quiser debater sendo grosseiro, não terá lugar neste blog.
    Quem quiser defender o extermínio de povos, estupros, assasinatos, roubo de bens, pode fazê-lo em outros blogs, que há de sobra na internet….

    Obrigado por sua participação, que foi educada. Nem sempre é assim entre os comentaristas, infelizmente.
    Abraços,
    Ariel

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  • 01/11/2010 - 22:52
    Enviado por: Tweets that mention Ditadura argentina, a mais sanguinária da América do Sul, foi fracasso militar e econômico « Ariel Palacios -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Nemetscek, Ariel Palacios. Ariel Palacios said: Ditadura de Videla foi fracasso econômico e militar, além de ser a mais sanguinária da América do Sul: http://migre.me/1VpB3 [...]

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  • 22/12/2010 - 19:36
    Enviado por: Ditadura argentina, a mais sanguinária da América do Sul, foi fracasso militar e econômico « Razão Crítica

    [...] econômicos e sociais das ditaduras militares latinoamericanas, segue a excelente síntese de Ariel Palacios. No dia de hoje, o ex-ditador Jorge Rafael Videla foi condenado à prisão perpétua, em prisão [...]

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  • 02/02/2011 - 09:49
    Enviado por: Dilma e Cristina.

    [...] dos direitos humanos está no fato de que o país decidiu enfiar o dedo na ferida e escancarar sua ditadura militar, que durou de 1976 a 1983. No Brasil, a ordem é esconder, negar, dizer que não precisamos mais [...]

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  • 02/02/2011 - 14:49
    Enviado por: Olga

    Ariel,
    muito esclarecedor seu artigo. Será que por acaso há alguma lista com o nome dos desaparecidos? Se houver, tem como me informar o site?
    Obrigada pela atenção.

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