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Ariel Palacios

24.fevereiro.2011 14:45:32

De Kadafi/Qadhaffi a Kirchner/Kitchner (interrompemos nossa programação para fazer uma breve ponte entre ‘Os Hermanos’ e “Os Brimos” e expomos 112 formas de escrever o nome do líder líbio)

Faço uma breve interrupção em minhas férias para colocar esta postagem, já que este assunto era assaz tentador. E, embora não tenha a ver diretamente com “Os Hermanos”, até acabei encontrando um vínculo entre os assuntos. Por isso, só por hoje, fazemos uma ponte entre Os Hermanos e Os Brimos…

Às vezes reclamo que esquecem de colocar a letra “s” no final do Palacios. Ou reclamo que colocam o acento agudo no sobrenome (“Palácios” estaria incorreto, pois este sobrenome é de origem espanhol, e portanto, sem acento na segunda letra ‘a’, ao contrário da versão em português). Mas, esta breve dupla de confusões não se compara ao padecimento sofrido pelo coronel/presidente da Lìbia, Kadafi, cujo sobrenome (e também seu prenome, Muamar), é alvo das mais variadas formas de soletrar.

Como explica estupendamente o colega Luiz Raatz – sempre supimpa – na edição de hoje do “Radar Global” (para ver o texto, clique aqui), nós, no Estadão, optamos pela versão “Kadafi”, enquanto que a concorrência prefere “Gaddafi”, entre outras.

O The New York Post diz Khadafy; o britânico Guardian usa Gaddafi; o Boston Globe oscila entre Khadafy e Gadhafi. O Departamento de Estado dos EUA usam “Mu’ammar Al-Qadhafi”. Enquanto que a NBC opta pelo Khaddafy, a Fox News prefere o Qaddafi. A CNN decidiu pelo Gadhafi, que parecia um ponto médio no meio de tanta versão. E não é coisa só de ocidental, pois a agência chinesa estatal Xinhua, em seus textos em inglês usa “Muammar Khaddafi”.

 O problema atinge o próprio Kadafi, que não sabe bem como transcrever seu sobrenome. Em 1986 ele respondeu uma carta de uma escola do estado americano de Minnesotta com o seguinte formato: “Moammar El-Gadhafi”.

Mas, o site oficial do líder líbio recebia o internauta até uns dias atrás (agora está desligado, talvez por causa de todo o rebu que tomou conta de seu país) com os dizeres “Welcome to the official site of Muammar Al Gathafi”.

Isto é, em vez do El-Gadhafi da carta que enviou à Minesotta, aparecia Al Gathafi no próprio site.

 O nome do coronel líbio, ao ser escrito no alfabeto latino passou pelas mais diversas variáveis, com toda profusão de uso de ‘D’s, ‘F’s e ‘H’s, além de “I” e “Y”, em todas as posições possíveis. Uma espécie de Kamasutra da arte de soletrar. E nem falemos sobre o prenome do presidente líbio, que vai de Moamar, Mu’ammar, Mummar e Muhammar.

Nestes dias cheios de notícias sobre o Kadafi lembrei das diversas formas como vi políticos, diplomatas e leitores escreviam o sobrenome Kirchner. Vi de tudo: de Kirschner, Kirshner, Kitchen e até Kitchener, como o lord inglês (!!!).

 

 Este não é Kirchner, Néstor, mas sim, Kitchener, ou melhor, Horatio Herbert Kitchener, Lord e barão de Karthoum (ou Jarthoum… ou Jartúm, Jartum ou Kartum, e por aí vai)

… E além da grafia, a pronúncia. Entre 1999 e 2001, quando era ministro da Economia José Luis Machinea, era comum que na época, talvez influenciadas pela telenovela “Terra Nostra” (que levou muitos tópicos da cultura italiana à população brasileira de forma talvez nunca antes vista, tão concentrada), que as pessoas no Brasil falassem “Maquinéia”.

Isto é, as pessoas viam um “ch” e logo achavam que devia ser proveniente da península. Ma che! Não era como “inchiostro” nem “Cherubini”! Neste caso, Machinea não era um nome italiano. Toda hora tinha que explicar que era um nome basco, que pronunciava-se simplesmente “Matchinéa”.

Uma telenovela brasileira de temática italiana e o ministro argentino de origem basca.

… E nem falemos sobre a cidade de Ushuaia, capital da província de Tierra del Fuego. A pronúncia do nome seria equivalente a “Ussuáia”. O “sh” do meio não é inglês, logo, não é necessário pronunciar Ushuaia como “Uxuáia”. A letra “h” neste caso é muda, mudíssima (a palavra provém do idioma indígena yagán, que é a mistura de ush, que significa “ao fundo” ou “crepúsculo” com waia, equivalente a ‘bahia’).

No entanto, no Brasil pronuncia-se de forma correta o sobrenome do ex-piloto de Fórmula 1, ex-governador de Santa Fe e atual senador Carlos Reutemann, ao dizer “Róitmann” (sem ‘parentescos’ com a Odete, hein!). Na Argentina, o próprio Reutemann vê como os compatriotas pronunciam mal este sobrenome germânico ao dizer simplesmente “Réuteman”.

Conversando ontem à noite por mail com o amigo e colega Gustavo Chacra, emblemático correspondente do Estadão em N.York (para ver seu blog, clique aqui ) ele recordou que “a Veja grafa como o Estadão, Kadafi. A Folha usa Ghadafi. Tanto faz. É uma transliteração do árabe para o alfabeto latino. Vale a sonoridade. E a primeira letra, gutural, não tem um correspondente fiel no nosso alfabeto. Alguns escutam com K, outros com G. Meu sobrenome, Chacra, pode ser grafado como Shaqra, Chakra, Shakra ou como quiser o freguês”.

O Gustavo também indicou uma curiosidade: “o caso do sobrenome Khoury. O Kh soa como “r”. Mas, na Argentina e no Brasil falam como se fosse o C. E Khoury quer dizer “padre” em árabe, dando origem ao termo “cúria católica”. Enfim, temos também a mesma questão no russo, no chinês com Beijing e Pequim e a dúvida segue pelo mundo afora”.

 

Quase um brotinho: o coronel Kadafi, em 1969, quando seu nome não era questão de debate. E quando ainda não haviam inventado o botox. Nesse ano chegou ao poder. E, até a publicação desta postagem, ainda permanecia aferrado ao governo.

Em 2009 a rede ABC News, dos EUA, que chama o líder líbio de Moammar Gaddafi, divulgou uma lista com 112 versões diferentes que havia registrado ao longo dos anos.

 

  • Qaddafi, Muammar
  • Al-Gathafi, Muammar
  • al-Qadhafi, Muammar
  • Al Qathafi, Mu’ammar
  • Al Qathafi, Muammar
  • El Gaddafi, Moamar
  • El Kadhafi, Moammar
  • El Kazzafi, Moamer
  • El Qathafi, Mu’Ammar
  • Gadafi, Muammar
  • Gaddafi, Moamar
  • Gadhafi, Mo’ammar
  • Gathafi, Muammar
  • Ghadafi, Muammar
  • Ghaddafi, Muammar
  • Ghaddafy, Muammar
  • Gheddafi, Muammar
  • Gheddafi, Muhammar
  • Kadaffi, Momar
  • Kad’afi, Mu`amar al
  • Kaddafi, Muamar
  • Kaddafi, Muammar
  • Kadhafi, Moammar
  • Kadhafi, Mouammar
  • Kazzafi, Moammar
  • Khadafy, Moammar
  • Khaddafi, Muammar
  • Moamar al-Gaddafi
  • Moamar el Gaddafi
  • Moamar El Kadhafi
  • Moamar Gaddafi
  • Moamer El Kazzafi
  • Mo’ammar el-Gadhafi
  • Moammar El Kadhafi
  • Mo’ammar Gadhafi
  • Moammar Kadhafi
  • Moammar Khadafy
  • Moammar Qudhafi
  • Mu`amar al-Kad’afi
  • Mu’amar al-Kadafi
  • Muamar Al-Kaddafi
  • Muamar Kaddafi
  • Muamer Gadafi
  • Muammar Al-Gathafi
  • Muammar al-Khaddafi
  • Mu’ammar al-Qadafi
  • Mu’ammar al-Qaddafi
  • Muammar al-Qadhafi
  • Mu’ammar al-Qadhdhafi
  • Mu`ammar al-Qadhdhāfī
  • Mu’ammar Al Qathafi
  • Muammar Al Qathafi
  • Muammar Gadafi
  • Muammar Gaddafi
  • Muammar Ghadafi
  • Muammar Ghaddafi
  • Muammar Ghaddafy
  • Muammar Gheddafi
  • Muammar Kaddafi
  • Muammar Khaddafi
  • Mu’ammar Qadafi
  • Muammar Qaddafi
  • Muammar Qadhafi
  • Mu’ammar Qadhdhafi
  • Muammar Quathafi
  • Mulazim Awwal Mu’ammar Muhammad Abu Minyar al-Qadhafi
  • Qadafi, Mu’ammar
  • Qadhafi, Muammar
  • Qadhdhāfī, Mu`ammar
  • Qathafi, Mu’Ammar el
  • Quathafi, Muammar
  • Qudhafi, Moammar
  • Moamar AI Kadafi
  • Maummar Gaddafi
  • Moamar Gadhafi
  • Moamer Gaddafi
  • Moamer Kadhafi
  • Moamma Gaddafi
  • Moammar Gaddafi
  • Moammar Gadhafi
  • Moammar Ghadafi
  • Moammar Khadaffy
  • Moammar Khaddafi
  • Moammar el Gadhafi
  • Moammer Gaddafi
  • Mouammer al Gaddafi
  • Muamar Gaddafi
  • Muammar Al Ghaddafi
  • Muammar Al Qaddafi
  • Muammar Al Qaddafi
  • Muammar El Qaddafi
  • Muammar Gadaffi
  • Muammar Gadafy
  • Muammar Gaddhafi
  • Muammar Gadhafi
  • Muammar Ghadaffi
  • Muammar Qadthafi
  • Muammar al Gaddafi
  • Muammar el Gaddafy
  • Muammar el Gaddafi
  • Muammar el Qaddafi
  • Muammer Gadaffi
  • Muammer Gaddafi
  • Mummar Gaddafi
  • Omar Al Qathafi
  • Omar Mouammer Al Gaddafi
  • Omar Muammar Al Ghaddafi
  • Omar Muammar Al Qaddafi
  • Omar Muammar Al Qathafi
  • Omar Muammar Gaddafi
  • Omar Muammar Ghaddafi
  • Omar al Ghaddafi (breve comentário: esta lista, lida de forma corrida, não rende um bom rap?)

Com certeza, nas redações dos meios de comunicação em todo o mundo a expectativa é que o futuro sucessor do turbulento coronel mediterrâneo tenha – além de vários predicados administrativos para governar o país que está em um momento complicado – um nome e sobrenome que gere uma transliteração menos complicada.
E acrescento uma explicação do Wikipedia, que indica que dentro da própria língua árabe existem algumas formas diferentes de como escrever o nome do citado presidente líbio:

“Because of the lack of standardization of transliterating written- and regionally-pronounced Arabic, Gaddafi’s name has been transliterated in many different ways into English and other Latin alphabet languages. Even though the Arabic spelling of a word does not change, the pronunciation may vary in different varieties of Arabic, which may cause a different romanization. In literary Arabic the name معمر القذافي can be pronounced /muˈʕamːaru lqaðˈðaːfiː/. [ʕ] represents a voiced pharyngeal fricative (ع). Geminated consonants can be simplified. In Libyan Arabic, /q/ (ق) may be replaced with [ɡ] or [k] (or even [χ]; and /ð/ (ذ) (as “th” in “this”) may be replaced with [d] or [t]. Vowel [u] often alternates with [o] in pronunciation. Thus, /muˈʕamːar alqaðˈðaːfiː/ is normally pronounced in Libyan Arabic [muˈʕæmːɑrˤ əlɡædˈdæːfi]. The definite article al- (ال) is often omitted”.

Mas como escrevo o nome? Denominação de Mao Tsé-Tung, líder chinês, também passou por uma miríade de transcrições. Mao, escrevendo em seu escritório de Pequim/Beijing/Peking, etc.

Kadafi não é o primeiro nem será o último chefe de Estado/governo que terá seu nome escrito de várias maneiras.

O defunto e embalsamado líder chinês Mao Tsé-Tung (quem for a Pequim/Beijing/Peking não pode deixar de visitar o mausoléu de Mao, pois é uma experiência imperdível) já foi chamado em diversas partes do mundo de Mao Zedong, com direito a versão com o circunflexo em Mao Tsê-tung. Os franceses, além de chamá-lo de Mao Zedong, também o escrevem como Mao Tsé-toung ou Mao Tsö-Tong. A versão Bao Zedong também pulula alhures. E com a versão adicional de Zhedong (com o ‘h’ no meio).

Bom, os próprios chineses podem escolher entre os caracteres tradicionais 毛澤東 … ou os caracteres simplificados 毛泽东. E em pinyin (a versão oficial chinesas de transcrição fonética do chinês mandarim para o ocidente) é Máo Zédōng.

O russo que criou a Perestróika e a Glasnost, nosso careca Mikhail Sergeievitch Gorbatchov, já apareceu pelo planeta como Mijaíl Sergéyevich Gorbachov Em russo, para os curiosos, é Михаил Сергеевич Горбачёв. Os jornais alemães costumam grafar o nome do último presidente soviético de Michail Sergejewitsch Gorbatschow. Já os bascos optam por escrever assim: Mikhail Gorbatxov. 

Os franceses preferem usar e abusar do trema (ah, o querido e assassinado trema pelo acordo luso-brasileiro!), assim: Mikhaïl Sergueïevitch Gorbatchev. De vez em quando o sobrenome aparece como Gorbatchov.

Os italianos costumam referir-se a ele como Mikhail Gorbaciov. Os húngaros, Mihail Szergejevics Gorbacsov. Os suecos, Michail Sergejevitj Gorbatjov. Em português também há versões diferentes, mas as principais costumam ser Mikhail Serguéievich Gorbachev ou Gorbatchev..

‘Gorbie’, para fazer as coisas mais simples, em um quadro de Andy Warhol… que nasceu como Andrew Warhola.

hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).

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Comentários (46)| Comente!

46 Comentários Comente também
  • 24/02/2011 - 15:27
    Enviado por: Tweets that mention De Kadafi/Qadhaffi a Kirchner/Kitchner (interrompemos nossa programação para fazer uma breve ponte entre ‘Os Hermanos’ e “Os Brimos” e expomos 112 formas de escrever o nome do líder líbio) « Ariel Palacios -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by Debora Nogueira, Ariel Palacios. Ariel Palacios said: Enquanto o líder líbio ainda está no poder:De Kadafi/Qadhaffi a Kirchner/Kitchener,112 formas d escrever o nome http://migre.me/3Wl2R [...]

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  • 24/02/2011 - 16:44
    Enviado por: Shahine Paccola

    Ah, Ariel….eu sei bem o que é ter um nome assim, digamos, árabe e diferente….rs…
    Às vezes eu mesma soletro sem o segundo H, quando não se trata de algo sério…
    Isso sem falar na pronúncia, que varia entre Sháine, Shaiene, Shaiane, Shaína, Shaline, Jaíne, Janaína e até (acredite!) Stéfani (um professor na escola uma vez leu meu nome assim…).
    Mas a minha semelhança com o Kadafi acaba aqui, certo?
    hehe…
    Abraços

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    • 25/02/2011 - 11:57
      Enviado por: Ariel Palacios

      Shahine,
      Tudo bem? Acabei de ver tua tia Carina pelo Facebook.
      Eu tinha certeza que teu nome havia dado mais de um problema com a grafia…
      E o Paccola, quantas vezes não terão escrito com dois “l”s?
      Mas, esse do “Stéfani” é impressionante!
      Uma vez, em Londrina, meu pai ligou para um escritório. E a secretária não entendia o sobrenome dele.
      Meu pai dizia: “Palacios!”
      A secretária: “Comooo??”
      Pai: “Palacios!!!”
      Secretária: “Como assim?”
      Pai: “Palacios… como o Palácio da Justiça, mas em plural”.
      Secretária (falando para o chefe dela): “Seu João… tem uma ligação do ministério da Justiça!”
      E ok, sei que tuas semelhanças com o Kadafi acabam por ali, apesar dos rumores de que ele comprou um palacete em Piraju…hehehe
      Abraços,
      Ariel

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  • 24/02/2011 - 16:50
    Enviado por: Ronaldo M.

    Ariel Palacios (sem acento e com “s”),
    É sempre muito bom e divertido ler os seus textos.
    Obrigado pela interrupção nas férias. Aproveite bem o descanço.
    Ronaldo

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  • 24/02/2011 - 16:54
    Enviado por: Ronaldo M.

    Correção: Aproveite bem o descanso.
    (da próxima vez eu reviso o texto antes de enviar)

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  • 24/02/2011 - 17:08
    Enviado por: Roberto Simon

    Este é o melhor post do universo.
    Sem mais,
    Roberto Simon.

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    • 25/02/2011 - 12:01
      Enviado por: Ariel Palacios

      Caro Simon,
      Hehehehehehe…. obrigadíssimos siderais!
      Abraço galático procê e the force be with you e Live long and prosper!
      Ariel

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  • 24/02/2011 - 17:27
    Enviado por: Luiz Bertotti

    Ariel
    Já estávamos com saudades! Seu texto me fez lembrar algumas charges da genial e saudosa revista Hortensia. Numa delas, um “brimo” sírio-libanês (vestido de turco), tenta vender uma peça de pano multicolorida a San Martin, e a legenda diz: “Mas general, azul e branco para a bandeira é muito monótono! Leva este…”. Em outra, o nome de Gorbachov aparece grafado como “Gorbachupov” e a ilustração mostra o russo dando um beijo na boca de Alfonsin (foi na época da assinatura de um importante acordo sobre trigo). Finalmente, na terceiro, um “changuito” cordobês pergunta a outro: “por qué los españoles cambian la v por la b?”, e o outro responde: “porque son vurros.”
    Basta atravessar a ponte de Paso de Los Libres para que a Rainha Elizabeth (ou Elizabete?) vire Reina Isabel, e os mais velhos devem se lembrar do Krushov, que aí na Argentina é grafado Jruchov.
    Seus leitores não vão ficar chateados se você continuar interrompendo as férias para comentar novamente este e outros assunto.
    Um abraço do
    Luiz Bertotti (com dois “tês” no final, por favor. É italiano!)

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    • 25/02/2011 - 12:04
      Enviado por: Ariel Palacios

      Caro Luiz,
      E nem falemos em Komeini/Jomeini/Khomeini/etc!
      E, hehehe… tem razão: o príncipe Carlos, principe Eduardo e Andrés. Mas, isso é coisa da Espanha e da América hispânica. Se bem que os italianos traduzem tudo também…
      Os americanos, por mais que desgostassem do Juan Domingo Perón nunca publicaram “John Sundays Peron”…
      Abraços,
      Ariel

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  • 24/02/2011 - 17:47
    Enviado por: Sebastian

    Ariel,

    Muito oportuna essa intervenção! Isso tudo me faz lembrar o que os americanos faziam com os imigrantes russos (e talvez outros também) que chegavam em New York ( Nova Iorque?) em Ellis Island e quando perguntavam o nome do imigrante, ouviam uma sopa de letrinhas, como o pobre coitado em grande parte não sabia ler e tão pouco escrever, o próprio agente escolhia um nome para o indivíduo. A proliferação de Johns, Michaels e assim por diante foi assustadora.
    De qualquer modo, acho que o problema de “traduzir” nomes ou escrevê-los simplesmente, parece ser dos mais comuns.

    Saludos

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    • 25/02/2011 - 12:08
      Enviado por: Ariel Palacios

      Caro Sebastião, isso me faz lembrar que no meio de minha mistura de sobrenomes andaluzes, castellanos-viejos (e misturados com um antepassado diaguita), castellanos de origem árabe, além dos catalães, basilicatos e venezianos, há um albanês na árvore genealógica… pois bem, quando este albanês de Tirana, meu tetravô materno (avô de meu avô) desembarcou na América do Sul, devem ter lhe perguntado “seu sobrenome” e ele respondeu o lugar de procedência (Albânia, e com certeza, o disse com sotaque)… e assim, transformou-se em “Albino”. Antonio Albino. Qual era seu verdadeiro nome albanês, ninguém sabe…
      Abraços,
      Ariel

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  • 24/02/2011 - 18:23
    Enviado por: Zoreh

    É 1 nome árabe, não há tradução p/ outros idiomas… Pode-se escrever da maneira que se ouve.

    O 1º nome dele é Muhammed e não Muamar…

    Considero que ele é o último guerreiro islâmico e morrerá por seu país, matará metade do seu povo que está drogado p/ que a outra honesta metade continue a viver em segurança.

    Esse homem é 1 lenda viva.
    Aos 10 anos ele já falava sobre a situação geopolítica do seu país, aos 14 já tinha elaborado 1 plano de revolução; o mesmo que usou p/ depor o poderio estrangeiro, leia ONU, que tratava os líbios como animais. Ele não fez acordos como Khomeine que precisou do apoio da Rússia e da China p/ revolucionar. Fez tudo sozinho.

    Gostaria que o Brasil tivesse 1 Gadaffi por cá, p/ dar 1 ajeitada nessa hipocrisia toda.
     
     

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    • 25/02/2011 - 12:33
      Enviado por: Ariel Palacios

      Caro Zoreh, obrigado pelo comentário! Pois é, mas no site do próprio presidente líbio, ele coloca Muammar…
      Sem dúvida, é um homem pitoresco, que ficará na História do norte da África.
      No caso do Brasil, em vez de Kadafis ou Gaddafis ainda prefiro alguém eleito nas urnas… e que ao contrário do supracitado líbio, possibilite alternâncias de pessoas no comando. E de preferência, que seja, digamos assim… “sóbrio” na ostentação. Acho que Kadafi teria um peripaque se fosse obrigado a usar um discreto Armani. Fidel, pelo menos (o Castro), já conseguiu.
      Abraços e assalam-a-leikum,
      Ariel

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  • 24/02/2011 - 18:24
    Enviado por: Cristina Taccola

    De férias no Brasil, pedí para a recepcão do hotel chamar o meu marido,sabe o que disseram?
    – ”Senhor Drácula, sua esposa o aguarda na recepcão”!
    Dei muita risada.
    Será que o Khadafi tambem curte a confusão?
    Ou, como irá provar que o dinheiro que roubou do povo é dele mesmo?
    Com essa fartura de nomes vai ser difícil, né?

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    • 25/02/2011 - 12:45
      Enviado por: Ariel Palacios

      Cara Cristina,
      Nossa! Ser chamada de Sra Dracula deve ter sido inédito!
      Pois é, o Kadafi pode alegar que a conta na Suíça era de um tal Gadaffi, e não dele…
      Ou, se for encontrado na cama com outra por sua esposa, poderá alegar: “querida, não sou eu… é o Qadafi!”
      Abraços,
      Ariel

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  • 24/02/2011 - 21:30
    Enviado por: SôRamires

    até engasguei mas não foi para cantar o rap do Kadafi, foi de tanto rir com sua irreverência deliciosa transformando essa gente que se sente muito importante num aglomerado de letras impronunciáveis…e a senhora do sr. Drácula também me rendeu boas risadas. A foto do Muammar parece figura do museu de cera ou do trem fantasma, me da um medão!
    É sempre uma prazer ler você. Abração!

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    • 25/02/2011 - 12:46
      Enviado por: Ariel Palacios

      Cara Sô,
      Mas não seria interessante um rap com o Kadafi?
      Pois é, a foto dele com o bastão apontando para o infinito… é assustador. O uniforme parece aquela vestimenta barroca do marechal Goering, né?
      Abraços,
      Ariel

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  • 24/02/2011 - 21:35
    Enviado por: SôRamires

    falando de nomes lembrei algo interessante, no mundo todo o papa é benedito, só aqui ele é bento (afinal significa a mesma coisa) será que é pra não confundir com nosso popular e negro São Benedito?Será o Binidito?

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  • 25/02/2011 - 03:11
    Enviado por: livia

    O post, como de costume, está ótimo!

    Aproveite o restinho de férias!

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  • 25/02/2011 - 06:01
    Enviado por: serjao

    Po Ariel ,
    de volta para escrever 112 vezes o nome DELE ?
    ELE é que nem o Capeta . Nao se deve pronunciar o seu nome , senao ele vem.
    Esta estórias com confusao de nomes nao tem graca nenhuma.
    Pára com isto !!!
    Sou brasileiro mas meu sobrenome é Aleksandrovitch Sienkiewicz.
    Deve ser por isso que nao acho graca.
    Meu teclado alemao nao tem acentos mas todas as vogais tem trema .
    Já pensou na festa com vogais duplas na hora de traduzir o trema?

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    • 25/02/2011 - 19:11
      Enviado por: Ariel Palacios

      Caro Sérgio,
      Pois é… mas melhor falar dele do que viver em um lugar no qual ser proibido de falar nele!
      Sienkiewicz como o jornalista, escritor e P.Nobel polonês?
      Abraços,
      Ariel

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  • 25/02/2011 - 09:02
    Enviado por: Etore Nicoletti Modena

    Olá! Não só achei graça como muito oportuno esse comentário, afinal de complicado já basta o nome de mais um ditador! Quanto a dificuldade do nome, bem o meu, é italiano porém a novela não ajudou em nada… É comum eu falar meu primeiro nome e ouvir “Hércules? Ectoy? History?[Channel???]” Ou então adicionam diversas vogais e consoantes que não existem (a não ser o ‘tt’ que seria correto).

    Um abraço!

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    • 25/02/2011 - 19:14
      Enviado por: Ariel Palacios

      Caro Etore,
      Te compreendo perfeitamente!
      Além dos percalços com o “Palacios”, volta e meia alguém diz “Aryel com ipsilon”?
      E eu tenho que responder: “é nome mesmo, não numerologia…”
      Bom, eu tinha uma amiga que era “Phöenix” (com trema, ainda!), isto é, uma variação de Fênix. Mas, ela era belíssima, simpática e inteligente, e ninguém estava nem aí com a grafia do nome dela.
      Abraços,
      Ariel

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  • 25/02/2011 - 09:33
    Enviado por: a Catarina

    Ariel, você comprova : vale mesmo é o que os nosso ouvidos escutam.
    Boas férias. Espero que estejas perto do mar, lindos dias de sol e calor (até demais) por aqui.

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    • 25/02/2011 - 19:16
      Enviado por: Ariel Palacios

      Caro Catarina (aliás, de que cidade de SC?),
      Não estive/estou à beira de praia. E peguei dias nublados, de 3 a 7 graus, e algumas chuvas. Mas, de todas formas, são férias relaxantes!
      Abraços,
      Ariel

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  • 25/02/2011 - 09:41
    Enviado por: carlos 3m

    ariel, ja vi que voce eh daqueles perde umas ferias que nao perde uma piada. isso eh bom para voce e melhor para nos que lemos teus textos. abs

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    • 25/02/2011 - 19:25
      Enviado por: Ariel Palacios

      Caro Carlos,
      Hehehe… é que o Kadafi é uma figura imperdível (sinistra, mas imperdível)…aqueles uniformes que parecem uma versão local da caricatura do ditador Benzino Napaloni (uma gozação sobre o Mussolini) feita no filme do Chaplin… e esse jeito que às vezes parece o de uma competição com o defunto Michael Jackson para ver quem colocou mais botox…não podia deixar de escrever sobre o cara.
      É o terror de grande parte da população líbia… mas a delícia dos caricaturistas internacionais, sem dúvida.
      Abraços,
      Ariel

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  • 25/02/2011 - 09:50
    Enviado por: Lito Porteño

    Querido Ariel.Dejalo a Kadafi que en cualquier momento lo suicidan.Aprovechá el resto de tus vacaciones siguiendo las inspiradas palabras de n/ex~prefeita Marta.¨Relaxa e goza¨

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    • 25/02/2011 - 19:27
      Enviado por: Ariel Palacios

      Caro Lito,
      Hehehe… gostei de seu comentário, que vai das costas da kadafiana (e quase karfkiana) Trípoli às ruas outrora de Piratininga, vulgarmente chamada S.Paulo, outrora administradas pela ex-prefeita Marta S.
      Abraços,
      Ariel

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  • 25/02/2011 - 13:30
    Enviado por: Sica

    Uma amiga tá tendo problemas por conta de confusão de sobrenomes. Depois de gastar uma boa grana com uma consultoria e conseguir os documentos do avô polonês ela pode agora ter o pedido de cidadania recusado.
    O que pega é que tá dificil convencer o pessoal de lá que Vladimir Domanosqui(como foi registrado ao chegar no Brasil) é na verdade Wladmir Domanski

    Outro “causo” que me lembro é de um amigo chamado Mijail (le-se “mirraiu” segundo ele). Na balada, em um affair com uma moça já etilicamente alegre e som alto aconteceu o seguinte dialogo:

    -Qual seu nome?
    -Mijail
    -Como?
    -Mijail
    -Heim?
    -Pedro

    abs

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    • 25/02/2011 - 19:31
      Enviado por: Ariel Palacios

      Hahahhah… Genial, caro Sica!
      Pois é, o coitado do Mihail/Mirraíu deve ter penado. Pedro foi uma opção fácil.
      Meu pai, na juventude, tinha um amigo chamado “Nicanor”. Mas, para as moças esse rapaz se apresentava como “João Carlos”….
      Para ostentar um nome do Richarlyson (me refiro ao Richarlyson Barbosa Felisbino) e que as pessoas não façam confusão, é preciso ter grana e fama…
      Abraços,
      Ariel

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  • 25/02/2011 - 13:54
    Enviado por: Glúon

    .
    _______
    .
    Palacios
    .
    _______
    .

    Buckingham
    Kensington
    Westminster
    Windsor
    Os Hermanos
    .
    ______________________________
    .

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  • 25/02/2011 - 15:42
    Enviado por: FALA QUE EU TE ESCUTO | minas de ouro

    [...] começo de fevereiro, o livro da mãe chinesa, o post sobre os verbos no futuro do desejativo e os 1001 nomes do líder líbio. Mas a melhor de todas as sugestões que o Guga me deu foi a auto-biografia do Andre Agassi. Ainda [...]

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  • 26/02/2011 - 05:26
    Enviado por: Jorge Trimboli

    Eu so posso pensar que quanto mais gatuno, chanta, vigarista, atorrante, 171, malandrín, golpista e salafrario o sujeito é, mais feliz ele fica de ter um nome indefinível. “Salim está? – Não! Salim saiu!” hehehe

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  • 26/02/2011 - 15:09
    Enviado por: Lito Porteño

    Querido Ariel.No sé si este comentario se aleja un poco del contenido de este blog,por lo que no me sentiré ofendido si no fuera publicado.
    ES BUENO SABER
    En conversación telefónica Dilma reclamó de Kadafi su ¨honorável presença ¨en la 3a.Cúpula Sudamericana-Países Arabes que debía realizarse del 13 al 16 de febrero de 2011,y que fuera postergada para el mes de Abril por los sucesos de El Cairo.Kadafi es tratado por el Planalto como Líder de la Revolución Libia.¨(O Estado de São Paulo del 21-01-2011).Según
    la agencia de noticias ¨Jana ¨de Libia,Dilma resaltó el papel pionero de Kadafi a favor de las cuestiones de Libertad y Justicia en favor de la mujer.
    Recordemos que Kadafi fué el financista y entrenador de los terroristas palestinos que masacraron deportistas israelíes en la Olimpíada de Munich.
    Quisiera aclarar al amigo Ariel que como para él este tema me resultó sumamente tentador para el conocimiento de los integrantes de la ¨turma ¨de Os Hermanos.

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  • 26/02/2011 - 22:07
    Enviado por: Henrique Calhes

    Cheguei aqui nosso seu blog pela primeira por indicação do blog do Chacra, ou “Shaqra, Chakra, Shakra ou como quiser o freguês”, e já adicionei o seu nos meus favoritos. Você tem um ótima forma de expressão.

    Keep going

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  • 28/02/2011 - 05:17
    Enviado por: F.S. Monteiro

    Gaddaffi
    Quaddafi
    Kadhafi
    Cadafi
    Cadáver

    (com sua licença, Glúon)

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  • 28/02/2011 - 15:02
    Enviado por: eduardo

    Caro Ariel,
    T.E. Lawrence (o famoso Lawrence das Arábias) em sua obra “Os Sete Pilares da Sabadoria” já explicava no prefácio de seu livro, que os nomes árabes podem ser grafados de diversas formas diferentes, não existindo uma forma mais correta em detrimento de outra.
    No que se refere aos argentinos, no entanto, já observei que, em geral, eles não respeitam a pronuncia de origem. Cansei de ouvir dos locutores esportivos argentinos chamarem o ex-técnico do Boca Juniors, Carlos Bianchi (sobrenome italiano) com a pronúncia de Carlos “Biantchi” e não na sua pronúncia italiana “Bianqui”.
    abraço

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  • 01/03/2011 - 11:53
    Enviado por: Otavio Silva Guisard Faria

    Caro Ariel,

    Espetacular e divertido o posto. Em autêntico clima de férias. Espero que você esteja bem e estamos no aguardo do proximo encontro em São Paulo

    Abraços

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