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“Cristina é insegura e fraca, ao contrário do que exibe em público”, diz autora em nova biografia não-autorizada da presidente argentina

Ariel Palacios

18 agosto 2014 | 11:15

Nova e polêmica biografia disseca as inseguranças da presidente Cristina Kirchner e o modus operandi de reescrever seu próprio passado

Cristina Fernández de Kirchner quando era criança, junto com seus coleguinhas da modesta escola primária número 102 no município de La Plata, província de Buenos Aires. Esta escola ficou alagada no ano passado. Cristina visitou áreas próximas e cumprimentou pessoas nos bairros vizinhos. Mas não passou perto de sua pequena escola da infância, sobre a qual nunca falou.

Uma pessoa “muito insegura” que sofre com seu passado de “filha não-reconhecida” e que “toma ácido valpróico, um anticonvulsivo também usado para bipolaridade”. Estas são algumas definições sobre a presidente Cristina Fernández de Kirchner na recém-lançada biografia não-autorizada “Cristina Fernández, a verdadeira história”, da jornalista Laura Di Marco. A autora, em entrevista ao Estado sustentou que Cristina disse em seu círculo íntimo que Néstor Kirchner “sacrificou sua vida pelos argentinos” (ele morreu em outubro de 2010 de um ataque cardíaco, após duas operações na carótida nos oito meses prévios) e que ela própria está “sacrificando sua saúde” (em alusão aos picos de estresse e a arritmia que padece). No entanto, considera que os argentinos são ingratos com ela, já que diversas vezes votaram contra seu governo. “Cristina acha que os argentinos não são dignos de merecer os Kirchners”, afirma a autora. 

Estado – Como era a relação entre Néstor e Cristina Kirchner?

Di Marco – Néstor costumava encerrar as discussões político-matrimoniais com Cristina com a frase “não enche mais, Cristina, ou te envio de novo para Patagônia!”. E ele ainda gritava isso quando ela já era presidente, como se fosse uma bronca de um pai para lidar com sua filha adolescente. Cristina até podia espernear, ameaçar com divórcio no meio de uma discussão. Mas era pura pirotecnia verbal. Os fatos mostram que ela manteve durante 35 anos uma dependência emocional de Néstor, que sobreviveu apesar das amantes, e das negociatas que ela herdaria sem questionar.

Estado – E como é a relação com Néstor Kirchner após sua morte em outubro de 2010?

Di Marco – Mesmo após a morte de Néstor ela continuou obcecada com seu destino, inclusive, com a segurança de seus restos mortais. Ela tem medo de que roubem seu corpo, que está em um mausoléu no cemitério de Rio Gallegos, e que conta com um sistema de câmeras que permite que a presidente monitore em temo real desde seu escritório em Buenos Aires o que acontece ali dentro. Durante uma visita ao mausoléu Cristina sentiu um odor ácido. Saiu dali cheirando, até que percebeu que o odor vinha do crematório. Ela entrou ali intempestivamente, para surpresa dos empregados e ordenou que dessem um jeito de que a fumaça do forno não fosse na direção de onde estava seu defunto marido. “E se não puderem, mando este crematório para Punta Loyola (a 20 quilômetros dali) e acabou o assunto!”. Os empregados ficaram atônitos, sem saber como controlar o incontrolável vento patagônio…

Estado – Informações extraoficiais indicaram em 2008 que Cristina esteve a ponto de renunciar quando seu governo foi alvo de enormes manifestações nas grandes cidades, e, simultaneamente, no Senado foi derrubado seu projeto de lei de “impostaço agrário” com o voto de Minerva do próprio vice-presidente Julio Cobos, que votou contra…

Di Marco – Na ocasião Néstor Kirchner queria que ela renunciasse. Na manhã seguinte à votação ele comunicou a Alberto Fernández, na época chefe do gabinete de ministros: “Cristina e eu vamos embora”. Assim, no plural. E inflexível. Fernández tentou convencer Cristina a não renunciar. E aí, no meio desta crise, um dos melhores amigos de Néstor morreu e ele viajou a Rio Gallegos para o funeral. Aí Fernández aproveitou a ausência do ex-presidente para tentar convencer Cristina a não renunciar. Mas ela respondia “não, Alberto. Você não tem razão. Néstor sim, tem razão. Este país não merece que pessoas como nós o governe”. Segundo Cristina, Néstor Kirchner “sacrificou sua vida pelos argentinos” e ela também considera que está sacrificando sua própria saúde…

Estado – Cristina passou de uma relação de confronto com o cardeal Jorge Bergoglio para uma relação afável quando tornou-se papa Francisco…

Di Marco – Néstor Kirchner considerava que o cardeal Jorge Bergoglio era o líder da oposição. Cristina não desejava o confronto com o clérigo. Por isso, quando ele foi eleito papa Francisco, sem Néstor para impedir, Cristina aproximou-se do novo pontífice, embora vários setores do kirchnerismo, nas primeiras horas, seguindo o roteiro original de confronto com Bergoglio, criticaram a designação, alegando que ele havia sido cúmplice da ditadura, o que não era realidade. E esta guinada na postura em relação a Bergoglio quase rachou o kirchnerismo. Mas, prevaleceu o pragmatismo. Ora, o próprio presidente Rafael Correa disse a Cristina – quando ela ainda vacilava – que não dava para brigar com um papa do próprio país. E, além disso, o fato é que Cristina é uma mulher conservadora. Conto no livro que ela tem 1.500 rosários em seu quarto na residência presidencial de Olivos…

Cristina com o papa Francisco. A presidente argentina deixou de tratar o cardeal Bergoglio como seu inimigo quando este tornou-se santo padre. Em questão de 24 horas Cristina deixou as críticas de lado (entre elas a acusação de que Bergoglio havia colaborado com a ditadura militar) e passou a pronunciar uma miríades de elogios sobre o sumo pontífice. Esta foi uma das várias guinadas de Cristina em sua carreira política.

Estado – A figura feminina mais forte na política argentina até o surgimento de Cristina foi Eva Perón, que teve uma infância dura por ser filha não-reconhecida por seu pai, sendo criada por sua mãe. Há semelhanças entre Evita e Cristina?

Di Marco – Cristina, tal como fez Evita, oculta que seu pai, Eduardo Fernández, não a reconheceu até que ela tinha seis anos. Em minhas investigações vi que Fernández não seria o pai biológico. Sua mãe, Ofélia Wilhelm, foi mãe solteira, algo que na época era uma vergonha social. Ela teria ficado grávida de um colega de trabalho bonitão, Florencio Lattaro, que não reconheceu a bebê. Este homem engravidou outra mulher pouco depois e teve uma filha com ela. Mas nesse caso ele se casou. Desta forma, Cristina teria uma meia-irmã, Emilce Lattaro, que a presidente nunca quis conhecer. Aliás, voltando a seu pai oficial, Fernández, ela sempre foi seca com ele. Cristina nunca o abraçava, ao contrário de sua irmã mais nova, Giselle, que sempre foi carinhosa com o pai. Quando ele morreu, no início dos anos 80, Cristina cortou relações com a família paterna. Pedi a certidão de nascimento de Cristina ao governador bonaerense Daniel Scioli, mas ele disse que não podia mostrá-la. Acho que esta tentativa de Cristina de ocultar seu passado indica que ela não é tão progressista como diz que é.

Estado – É como uma camuflagem de um passado, do qual, aliás, não deveria ter vergonha…

Di Marco – Exato. Mas, paradoxalmente, a presidente também mente sobre sua origem social. Cristina afirmou durante anos que era de classe média. Mas na realidade passou seus primeiros anos em uma casinha alugada em um bairro pobre. Quando Eduardo Fernández vai morar com eles e constrói uma casa, aí é que ela vira classe média. Mas ela nega esse passado de pobreza. Tanto que, quando a austera Escola Pública Número 102 onde estudou, no distrito de Tolosa, ficou alagada no ano passado durante as enchentes, Cristina nada fez. Ela não quer nenhum vínculo com esse passado. Ela obrigou seu pai, quando já participava com sócios de uma empresa de ônibus, que conseguisse ser sócio do elitista Jockey Club de La Plata. Na adolescência tornou-se namorada de um moço da alta sociedade, da família Cafferata, e aí começou a freqüentar os círculos da elite. E, finalmente, casou-se com Kirchner. Hoje, Cristina, que na infância ia com bolsa de estudo ao Colégio La Misericórdia, porque sua família não tinha dinheiro para a mensalidade, é mais rica que o presidente Barack Obama. A coisa que ela mais detesta é que a encarem como “brega” ou “cafona”.

Estado – Cristina afirma que em sua juventude foi uma ativa militante peronista de esquerda…

Di Marco – A realidade é que Cristina não esteve presente nos principais eventos da militância peronista de sua geração em 1972, 1973 e 1974, entre eles a primeira volta de Perón ao país. Ela foi no último discurso de Perón em junho de 1974 na Praça de Mayo. Mas ela admite que foi sozinha, sem estar com organização alguma. A verdade se esconde nos detalhes…

Estado – Os Kirchners argumentaram que foram presos durante a ditadura…

Di Marco – Em janeiro de 1976 os Kirchners foram passar uns dias em Río Gallegos, para visitar a família de Néstor. E na noite do dia 6 foram jantar com seu amigo Cacho Vázquez e sua mulher. Na rua foram detidos pela polícia e foram colocados nas celas de uma delegacia. O objetivo das forças de segurança era Vázquez, que era um líder da Juventude Peronista na cidade. Os outros – Nestor, Cristina e a mulher de Vázquez – segundo o delegado, foram presos “por via das dúvidas”. Essa prisão foi dois meses antes do golpe que deu início à ditadura, que foi em março de 1976. Esta detenção ocorreu no final do governo da presidente Isabelita Perón, quando já existiam confrontos entre setores da direita e esquerda e começaram os desaparecimentos. Aliás, durante a ditadura os dois, que eram advogados, não assinaram habeas corpus algum pelos presos políticos, algo que muitos colegas fizeram. Os Kirchners, nada de nada. E mesmo com a volta da democracia nada fizeram em matéria de direitos humanos em sua província, onde Kirchner foi governador. Só quando chegaram à presidência é que viram que o assunto poderia propiciar-lhes popularidade.

Estado – Cristina é uma pessoa conservadora?

Di Marco – Explico no livro que Cristina somente aderiu à ideia de uma lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo, algo bolado por outros setores políticos, quando viu que essa ideia contava com respaldo de 60% dos argentinos. Isto é, viu que poderia ter dividendos eleitorais. Aí, ficou a favor e mobilizou o partido para aprovar a lei. E hoje ela fala como se fosse a criadora dessa legislação. Outra evidência de seu conservadorismo é que foi sempre contra o aborto e sempre colocou a pique os projetos da ala progressista do peronismo. Ela é muito peronista, já que sempre adapta-se ao clima da época. Ela é como o personagem Zelig, do filme homônimo de Woody Allen, o camaleão humano. Mas seu lado conservador também fica claro com o incômodo que lhe geram as eleições pessoais de sua filha Florencia Kirchner…

Estado – Falando em filhos: o primogênito de Cristina, Máximo Kirchner, é costumeiramente apontado no âmbito político como um braço-direito da presidente…

Di Marco – Máximo tem muita influência emocional sobre Cristina. Ele diz à sua mãe quando não gosta de alguém, seja um ministro ou outro político. Cristina diz que ele é uma das poucas pessoas que se preocupam por ela e não por si próprio. Mas Máximo não bola estratégias nem medidas políticas ou econômicas. Uma das tristezas de Cristina é que seu filho não é um intelectual. Ela gostaria que ele fosse como o ministro da Economia, Axel Kicillof, um cara que tem uma formação acadêmica. Máximo tampouco é o tipo de pessoa que ela poderá colocar como herdeiro político.

Estado – Em outubro do ano passado o governo anunciou, depois de desmentir que a presidente Cristina havia entrado no hospital Fundação Favaloro, que ela teria que fazer uma operação por um hematoma no crânio. Depois, sem dar detalhes, o governo afirmou que o hematoma havia sido causado por uma pancada na cabeça em agosto. E, entre agosto e outubro manteve-se total segredo sobre isso. Até hoje o governo não explicou oficialmente o motivo do tal hematoma…

Di Marco – Na madrugada do dia 12 de agosto do ano passado, um dia depois da derrota nas eleições parlamentares, Cristina estava arrasada. Chorou durante horas e tomou sedativos para poder dormir e reduzir o nível de angústia. A versão mais sólida, respaldada por pessoas que trabalham com ela, é que levantou-se no meio da noite, e, pelo excesso de tranqüilizantes, tropeçou e caiu. E bateu a cabeça. O neurocirurgião Armando Basso observou em suas tomografias uma leve lesão no lóbulo frontal que poderia ser compatível com a Síndrome de Moria: é um problema que pode gerar uma conduta desinibida. Pode chorar facilmente. Ou rir e irritar-se. Além disso, em maio, quando estava terminando de escrever o livro, pos medidos avliavam se seria necessário – ou não – colocar um marcapasso para regular seu ritmo cardíaco.

Cristina Kirchner em uma das galerias internas da Casa Rosada, saúda os militantes de “La Cámpora”, denominação da organização que congrega os integrandes da juventude kirchnerista.

Estado – Como imagina o futuro de Cristina após o encerramento de seu mandato, no dia 10 de dezembro do ano que vem?

Di Marco – Muitos analistas políticos falam sobre um iminente fim de ciclo do kirchnerismo. Mas eu tenho minhas dúvidas. Acho que ela poderia liderar uma força política própria e fazer que o kirchnerismo sobreviva. Ela conta com muito respaldo entre os jovens. Ela manterá, possivelmente, a fidelidade de uns 25% do eleitorado. Se o próximo presidente for Daniel Scioli (um kirchnerista circunstancial), possivelmente ela não enfrentará problemas na Justiça por casos de corrupção. Mas, se for outro presidente, sem vínculos com Cristina, talvez ele tenha um cenário complicado….

Estado – Você indica que Cristina é uma mulher solitária, sem amigas. Mas, desde a morte de Néstor, com quem ela desabafa?

Di Marco – Cristina não tem amigas, porque não suporta que alguém lhe diga umas verdades. Ela considera que é Carlos Gardel e Alfredo Le Pera (o maior cantor de tango e o maior letrista desse gênero musical) ao mesmo tempo e que não precisa da ajuda de ninguém. No funeral de Kirchner ficou sozinha. No máximo era acompanhada por seus filhos. Mas amiga alguma abraçando-a ou contendo-a. Sequer Alicia Kirchner, sua cunhada. Por essa falta de amigas ela desabafava com sua depiladora e com sua personal trainer. Ou, atualmente, com seu guarda-costas pessoal, Diego Martín Carbone, um homem boa-pinta de 44 anos, com qual janta com freqüência, que também a acompanha nas viagens, inclusive para os fins de semana em El Calafate. Nos jantares os dois conversam “sobre a vida”, me explicaram porta-vozes da residência de Olivos.

Estado – Enviará seu livro, com dedicatória, para a presidente Cristina?

Di Marco – Claro que sim! E colocarei um recado no final da página: “espero vê-la em breve!”

CASAL KIRCHNER GEROU BOOM DE BIOGRAFIAS

O casal Néstor e Cristina Kirchner era praticamente desconhecido do grande público argentino antes de sua chegada ao poder em maio 2003. Em 2005, quando Cristina Kirchner ainda era primeira-dama, foi publicada sua primeira biografia, “Rainha Cristina”, de Olga Wornat, que conheceu Cristina nos tempos universitários. A obra, não-autorizada, relata sua juventude, como se apaixonou por Néstor e como era seu casamento.

“Cristina, de legisladora combativa a presidente fashion”, de Silvina Walger, publicada em 2010, disseca com ironia as contradições ideológicas da presidente e seu apreço pelo luxo ao longo de sua vida. Walger já havia tido um best-seller com um clássico dos anos 90, “Pizza com champanhe”, no qual relatava os detalhes bizarros do estilo de vida do então presidente Carlos Menem.

Em 2011 Sandra Russo, escritora de declaradas posições a favor do kirchnerismo e jornalista do canal estatal TV Pública, publicou “A presidenta”. Russo define seu livro como “um lúcido inventário da paixão e da luta dos Kirchners por construir um novo país”. A obra, em tom de épica, omite casos de corrupção

Neste ano Miguel e Nicolás Wiñazki publicaram “A Dona”, no qual explicam que a presidente “é uma pessoa absolutamente desconfiada” e que não possui amigas. Além disso, os autores sustentam que Cristina “inventou seu próprio passado”.

O boom literário sobre os Kirchners, além das biografias, engloba investigações sobre casos de corrupção e debates ideológicos do kirchnerismo.

O nicho de mercado criado pela curiosidade que os Kirchners despertam inclui um livro sobre o vocabulário que o casal gerou, “Argentinismos”, de Martín Caparrós, que analisa com ironia os clichês e chavões da Era Kirchner.

hirschfeldfarrago3PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.

Em 2009 “Os Hermanos recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra). Em 2013 publicou “Os Argentinos”, pela Editora Contexto, uma espécie de “manual” sobre a Argentina. Em 2014, em parceria com Guga Chacra, escreveu “Os Hermanos e Nós”, livro sobre o futebol argentino e os mitos da “rivalidade” Brasil-Argentina.

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