Níveis de antissemitismo são elevados no país que tem a maior comunidade judaica da América Latina (e a sétima no mundo). Acima, a sinagoga central de Buenos Aires, na Plaza Lavalle, quase ao lado do Teatro Colón e na diagonal da Corte Suprema de Justiça.
Uma pesquisa elaborada pela Delegação das Associações Israelitas Argentinas (DAIA), a Liga Anti-difamação e o Instituto Gino Germani da Universidade de Buenos Aires revelou a presença de um forte antissemitismo na Argentina, país que conta com a maior comunidade judaica da América Latina e a sétima em todo o mundo. Segundo o relatório “Atitudes perante os judeus na Argentina”, apresentado oficialmente ontem (terça-feira), persiste a existência ostensiva dos estereótipos e preconceitos sobre a comunidade judaica. Um dos pontos que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a proporção de 45% dos argentinos que sustentam que não se casariam jamais com uma judeu.
Além disso, a pesquisa revelou que ainda é persistente a milenar acusação de que os judeus são os “responsáveis pela morte de Cristo” (23%). Outros 49% afirmam que os judeus “falam demais sobre o Holocausto”.
Outros 29% dos pesquisados sustentam que não morariam jamais em um bairro com forte presença judaica. Buenos Aires possui vários bairros com presença histórica de judeus, entre os quais Villa Crespo, Balvanera (informalmente conhecido como “Once”) e Abasto (onde reside a maior parte dos ortodoxos).
A capital argentina possui a maior concentração judaica do país, com 244 mil integrantes da comunidade, isto é, 8% da população total portenha. No total, a comunidade judaica Argentina, a maior da América Latina, contaria com 300 mil integrantes, embora cálculos extraoficiais elevem o número para 500 mil.
Tal como na Europa da Idade Média (e recentemente também), um quarto dos argentinos culpam judeus da morte de Cristo, segundo pesquisa que apura níveis de antissemitismo. Acima, “Liberem Barrabás”. Ilustração do volume 9 de “The Bible and its Story Taught by One Thousand Picture Lessons”, publicado em 1910 nos EUA.
PESQUISA, POLÍTICA, DINHEIRO E “ARGENTINIDADE” - Até 1994, ano em que foi reformada, a Constituição Nacional argentina impedia que um presidente pudesse tomar posse caso não fosse “católico apostólico romano”. Diversas províncias também tinham a mesma restrição para seus governadores. Desta forma, os integrantes da comunidade judaica estavam limitados em suas carreiras políticas e deviam resignar-se às carreiras de parlamentares e ministros. Mas, apesar das mudanças legislativas duas décadas atrás, a pesquisa mostra que 39% dos entrevistados consideram “negativa” a presença de judeus na política argentina.
A pesquisa da DAIA e da Universidade de Buenos Aires sustenta que persistem estereótipos que datam da Idade Média que vinculam a comunidade judaica com a usura, já que 80% dos argentinos consideram que a principal prioridade dos judeus é “ganhar dinheiro”. O relatório também sustenta que do total de pesquisados, 53% acreditam que os judeus são mais leais a Israel do que à Argentina.
O presidente da DAIA, Aldo Donzis, resumiu os preconceitos contra judeus: “é ignorância”. Segundo Donzis “ninguém teria objeções se um argentino tem vínculos fortes com a Espanha. Mas, não permitem que um argentino judeu possa ter laços com Israel”.
A pesquisa também mostra que 14% dos entrevistados consideram que os judeus, embora nascidos na Argentina, “não são argentinos”.
Quipás e bombachas: Os “Gauchos Judíos”. A presenta judaica nos pampas das provincias de Entre Rios, Santa Fe e Buenos Aires foi grande no final do século XIX e XX. O assunto gerou vários livros e um filme. Acima, capa do disco com a trilha sonora do filme. E, nada melhor para mostrar a fusão de duas culturas do que o dueto Falú-Moguilevsky, aqui.
Segundo o vice-presidente da DAIA, Angel Schindel, “a Argentina, que tem a maior comunidade judaica da América Latina talvez seja o país de toda a região no qual o antissemitismo é o mais virulento”. Schindel ressaltou que “o antissemitismo é camuflado. Não é exibido de forma aberta. Mas, está encapsulado na população. As situações de antissemitismo com os judeus argentinos cresceram durante a Guerra do Líbano e o ataque de Israel à Faixa de Gaza como represália pela atividade do Hamas. Por este motivo, qualquer situação externa rapidamente é o estopim desse antissemitismo”.
Evita Perón e o generalíssimo Francisco Franco: ela na Argentina, ele na Espanha. Ambos ajudaram os criminosos de guerra nazistas que fugiam.
ARGENTINA FOI REFÚGIO DE CRIMINOSOS DE GUERRA NAZISTAS
Em 1918 Buenos Aires foi o cenário do primeiro e último “Pogrom”, realizado em terras latino-americanas. Na ocasião, 179 judeus, a maioria de origem russo, foram massacrados por grupos nacionalistas de extrema direita nos bairros de Once e Villa Crespo, segundo denunciou na época o embaixador dos EUA. Durante os anos 1930, o partido nazista argentino, o maior da América Latina, realizava sem qualquer tipo de restrição, manifestações na via pública.
Após o final da Segunda Guerra Mundial a Argentina foi um dos refúgios favoritos dos criminosos de guerra nazistas que escapavam da Justiça na Europa. Diversas estimativas indicam que mais de 300 responsáveis do genocídio nos países ocupados pela Alemanha – entre os quais Adolf Eichmann e Josef Mengele (que viveram escondidos com pseudônimos) e Erich Priebke (que nunca mudou seu nome) – entraram no país graças às facilidades concedidas pelo presidente Juan Domingo Perón.
O líder dos ustashas (fascistas croatas) Ante Pavelic, acusado de genocídio de sérvios, transformou-se em conselheiro de segurança de Perón.
A própria Argentina teve presença no gabinete do Terceiro Reich por intermédio do portenho Ricardo Walter Oscar Darré, um especialista no cruzamento de vacas, que além de ser um dos principais teóricos da doutrina do “Blut und Boden” (Sangue e Solo) – origem das leis raciais da Alemanha nazista – foi ministro da Agricultura de Hitler.
O portenho Darré, um especialista em cruzamento de vacas, co-autor das leis raciais do Terceiro Reich.
O antissemitismo também foi marcante durante a ditadura militar argentina (1976-83), já que os prisioneiros políticos judeus foram alvo de torturas mais ferozes que aquelas aplicadas aos não-judeus.
O regime vivia assolado pela paranóia do “Plano Andinia”, uma mirabolante suposta conquista “sionista” da Patagônia, onde Israel instalaria “kibutz” socialistas.
A comunidade judaica nos anos 70 era de 290 mil pessoas, equivalente a 1,2% da população total. No entanto, o número de judeus mortos pela Ditadura é de 2.000 pessoas, o que os transforma em 6,33% dos desaparecidos.
Além de tudo isto, a comunidade judaica argentina também foi o alvo dos dois maiores atentados terroristas realizados na região. O primeiro deles, em 1992, destruiu a Embaixadade Israel, matando 30 pessoas e ferindo outras 200. Em 1994, um carro bomba arrasou a sede da associação beneficente judaica AMIA, provocando a morte de 85 pessoase ferindo e mutilando outras 300. Em ambos casos existem fortes suspeitas sobre uma “conexão argentina”, supostamente composta por integrantes de grupos de extrema direita como os militares “cara-pintadas”.
Dois judeus Made in Argentina:
Daniel Barenboim, com a Filarmônica de Berlim, rege “Tico tico no fubá”, do brasileiro Zequinha de Abreu. Aqui.
E Martha Argerich, tocando o Noturno n.1 de Frederic Chopin. Aqui.
PERFIL: Ariel Palacios fez o Master de Jornalismo do jornal El País (Madri) em 1993. Desde 1995 é o correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires. Além da Argentina, também cobre o Uruguai, Paraguai e Chile. Ele foi correspondente da rádio CBN (1996-1997) e da rádio Eldorado (1997-2005). Ariel também é correspondente do canal de notícias Globo News desde 1996.
Em 2009 “Os Hermanos“ recebeu o prêmio de melhor blog do Estadão (prêmio compartilhado com o blogueiro Gustavo Chacra).
Acompanhe-nos no Twitter, aqui.
…E leia os supimpas blogs dos correspondentes internacionais do Estadão:
Cara Amiga,
Muito obrigado. O assunto é preocupante.
Abraços,
Ariel
O preconceito contra qualquer forma de religião é inaceitável.
Mas, será que, também, não está na hora dos judeus refletirem acerca da imagem e posturas que vêm cultivando perante as sociedades nas quais se radicaram, ao menos no último século?
Será que os males morais que afligem o ser humano, independentemente do viés religioso, também não atingem os judeus?
A reforma íntima, com reflexos em grupos religiosos e, sobretudo, na coletividade, é necessidade inafastável a qualquer um, inclusive aos históricos adeptos do Judaísmo.
Caro Rodrigo,
Neste caso o preconceito, mais do que religioso, seria mesmo “étnico” (para usar uma palavra defasada), já que a imensa maioria da comunidade judaica argentina é laica (tradicionalmente foi laica, ao longo de todo o século XX e desde a virada do século também). Portanto, não se trata principalmente de preconceitos religiosos, embora um quarto dos pesquisados os acusem do “homicídio” de J.Cristo.
Na Argentina, que é o caso da postagem deste blog (não falamos sobre comunidades judaicas em outras partes do planeta, já que a pesquisa trata da comunidade na Argentina) a comunidade judaica está altamente integrada na sociedade (apesar dos preconceitos de um amplo setor)
Abraços,
Ariel
Ariel
Segundo o Rodrigo a culpa do anti-semitismo eh dos judeus, eh obvio como ele responderia se estivesse na Argentina e como ele enxerga os judeus por esteriotipos
responder este comentário denunciar abusoCaro Brandão,
Esta postagem trata sobre preconceitos contra judeus argentinos. Mas, no blog (suponho que terá visto as normas no pé de cada postagem) não autorizamos comentários depreciativos ou preconceituosos sobre quaisquer outras culturas ou nacionalidades.
E, nesta classificação, evidentemente, estão os comentários preconceituosos “vestidos” de aparentemente inofensivas piadinhas.
Portanto, seu comentário foi gentilmente removido.
Abraços,
Ariel
incrivel a alegação de que os judeus “falam demais do Holocausto”. Esse è de fato um classico das acusações (e até uma das mais… “leves”), hoje em dia. Mas é bom que os judeus lembrem e façam lembrar sempre o que aconteceu, pois a Shoah é uma coisa abominavel que aconteceu em um pais considerado civilizado. Por isso pode facilmente ser objeto de revisionismo, pelo fato que é incrivel, tão absurdo que nem da pra acreditar. A estes S.res que continuam dizendo que os judeus falam demais do Holocausto, eu convidaria a fazer uma visita em varios campos de concentração (um só não é suficiente) e ler as Leis de Nürnberg de 1935, o que hoje durante a Noite dos Cristais em 1938, as atas da conferença de Wannsee, alem da historia do Eichmann (um sujeito comum e mediocre que se tornou eficiente burocrata para executar a ordem de “solução final do Caso Judeu na Europa”…
Caro Marco,
Pois é… sempre existem pessoas que não querem que se fale sobre certos assuntos.
Infelizmente, esse pessoal sempre está aí.
Eu, que gosto de História, acho um absurdo qualquer tipo de esquecimento proposital.
Abraços,
Ariel
Que há uma exploração gigantesca do Holocausto é verdade, mas na maioria dos casos não está relacionado a judeus, mas sim a pessoas que sabem que o tema vende bastante até hoje, aliás tudo relacionado a Segunda Guerra.
Agora sinceramente não tenho nada contra judeus, mas que está na hora de eles repensarem suas ações e decisões está sim, pois não adianta nada falar do sofrimento em relação ao nazimos, e manter Gaza isolada do mundo, atacar um navio com civis, apoiar a tal “guerra ao terror” que tortura pessoas no mundo todo. Eles mais do que qualquer povo, deveriam ser os primeiros a ir contra tais ações e não apoiá-las ou pior ainda, terem participação ativa.
Cara Paola,
Acho que alguns pontos de seu comentário devem ser ressaltados:
“Agora sinceramente não tenho nada contra judeus, mas que está na hora de eles repensarem suas ações e decisões está sim”
Você fala das ações e decisões dos judeus, mas apresenta fatos executados pelo estado de Israel! os judeus em sua maioria não moram em Israel portanto você nunca deve generalizar.
“manter Gaza isolada do mundo, atacar um navio com civis, apoiar a tal “guerra ao terror””
Acho que suas fontes de noticia são as mais sensacionalista que eu já vi, já é muito claro que a “flotilha da paz” não carregava a bordo ajuda humanitária para Gaza, mas sim armamento ilegal e terrorista como muitas fotos comprovam. Se Israel ao seu ver isola Gaza do mundo, eles tem motivos muito sólidos para tal ação, sendo que o Hamas em Gaza ataca Israel constantemente, você deve pesquisar mais a fundo para não ter uma impressão fortemente errado sobre ISRAEL não os JUDEUS.
abraços
responder este comentário denunciar abusoO problema com os judeus é que os ancestrais deles de fato crucificaram Cristo e os de hoje só são nacionalistas em relação à Israel.
Caro Jefferson,
Pelo que as histórias religiosas contam (não há registros não-religiosos, isto é, neutros ou laicos sobre o assunto), J.Cristo, cidadão de Judaea, província do Império Romano, foi crucificado por soldados romanos.
Não vi registros de soldados judeus atarefados com a execução do profeta. Pelo visto, eram somente romanos.
Além do mais, é preciso destacar que nem todos os judeus atuais são descendentes dos judeus que residiam em Judea e províncias vizinhas na época (muitos judeus já não moravam em Jerusalém naquela época, e muitos outros são conversos posteriores).
Logo, seria absurdo dizer que “os ancestrais deles” crucificaram J.Cristo.
Mais absurdo seria implicar todos os habitantes da província de Judea (e áreas vizinhas) naquela reunião naquela praça pública de Jerusalém, onde, diz a lenda, as autoridades ofereceram uma opção entre Barrabrás e Cristo e a multidão optou pelo primeiro.
Ora, na praça não cabia toda a população de Jerusalém, e muito menos de toda a Judaea (e províncias vizinhas com população judaica).
Logo, um punhado de algumas centenas ou talvez uns milhares de pessoas participaram do evento (e não necessariamente deviam ser todas judias, já que Jerusalém, na época, era um atarefado posto comercial com comerciantes de todo Oriente Médio, incluindo gregos, egípcios, etc). Isto é, uma porção de Jerusalém, que por seu lado era uma porção de Judaea…
Seria – hehehehe – como me culpar por atos cometidos por outros cidadãos catalães, calabreses, venezianos, andaluzes, navarros, indígenas sul-americanos e albaneses no passado…. é que eu sou descendente de todas estes grupos citados.
Mas, não sou responsável nem por atos cometidos por minha família, e muito menos por pessoas que estavam na mesma cidade, província ou país deles.
E a culpa de eventos passados cometidos por outros, pelo que os cientistas dizem, não é genética…
Não é?
E se fosse?
Digamos que os catalães foram culpados de algo e que isso é genético… logo, eu seria 1/8 culpado?
Abraços,
Ariel
Se o suposto ser chamado Deus disse aos judeus que matassem todos os hereges, todos os que adorassem outro deus. Então ele enviou seu filho ao mundo para pregar uma nova religião. Se os judeus o mataram, eles não fizeram mais do que cumprir seu mandamento e Deus não pode se queixar. Apenas logica cartesiana
responder este comentário denunciar abusoIncrivel a sua historicidade senhor Ariel Palácios! Abre aspas: Não vi registros de soldados judeus atarefados com a execução do profeta. Você como historiador está deixando muito a desejar. Jesus é Filho de Deus. É a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Portanto é Deus. E por ter Se proclamado Filho de Deus…por este motivo que ele foi crucificado meu caro historiador. Faça-me o favor…se quer ser imparcial haja como tal. Não deixe a sua religião falar mais alto. Os milagres que ele fez, e os relatos historicos contidos na Bíblia atestam que o termo “profeta” é muito pouco e somente os judeus – islamitas – budistas – e qualquer religião agnóstica atesta este termo.
responder este comentário denunciar abusoComo os discípulos e amigos também eram judeus, é errado dizer que foram os judeus que crucificaram Jesus, já que não poderiam ter sido os mais, aztecas, paraguaios ou os aborígenes australianos.
Bom lembrar que Jesus não tinha interesse em difundir suas idéias entre não judeus.Mas o pior, é que Jesus foi provavelmente apenas um mito e talvez nem tenha mesmo existido.
… alguns ancestrais crucificaram jesus… como alguns ancestrais fizeram o antigo testamento… como jesus seguia o testamento judeu
responder este comentário denunciar abusoEu valorizo caráter, honestidade, responsabilidade. Se, a pessoa é corintiano, cantor de rap, seguidor de candomblé, branco, negro ou amarelo tanto faz. A vida é muito curta e preciosa para ficar discutindo fatos históricos (tema da matéria) que pouco ou nada acrescentam as pessoas.
Caro Tetsuo,
Obrigado por participar do blog!
Mas, não entendi o que quis dizer…
Abraços,
Ariel
Ariel,
Ótimo texto. E é incrível, e ao mesmo tempo muito assustador, que esse tipo de idéia prospere em uma sociedade educada e democrática como é a sociedade argentina.
abraços
Caro Felipe,
Pois é… é assustador mesmo. Mas, com certeza, esses preconceitos costumam pipocar mais nos setores mais autoritários e menos educados da sociedade argentina (em suas diversas classes sociais… o preconceito não é muito mais significativo em uma classe social do que outra, de forma geral).
Abraços,
Ariel
O antissemistismo na Europa é milenar, e atingiu seu climax na Alemanha nazista. A Argentina, que se orgulha de suas raízes predominantemente européias, deveria lembrar que algumas dessas raízes são de ervas daninhas. A Espanha, la “Madre Patria”, expulsou os judeus de seu território pouco depois da chegada de Colombo à América, incluindo nesse rol os conversos aos cristianismo. A Itália, outra importante formadora da nacionalidade argentina, nada fez quando Mussolini enviou cidadãos italianos de origem judaica para os campos de concentração nazistas. E por aí vai. Mesmo na cidadezinha onde mora minha família, lá em Córdoba, um amigo judeu de meus primos é conhecido como “el judio”, como se não tivesse nome e sobrenome. Aqui no Brasil, por outro lado, é interessante ver jovens mulatos participando de grupos neonzistas e pregando a morte de nordestinos e judeus, esquecidos de que na Alemanha de Hitler estariam num campo de concentração, internados como sub-raça. Leiam o que o “Doutor” Mengele escrevia em seu diario sobre o povo brasileiro. Vira-lata era o termo mais “elogiosos”.
Caro Luiz,
Bom relato sobre “el judío”.
Sobre os neonazistas brasileiros, o mais impressionante é que muitos deles são morenos!!!
Na Espanha via uma coisa parecida: skinheads morenos e “cejijuntos”… que idolatravam o “ariano” Hitler!
Bom, tem cada coisa bizarra neste planeta…
Abraços,
Ariel
Nao nos esquecamos do premio nobel Cesar Milstein que também é argentino e judeu.
Caro Eduardo,
Excelente lembrança.
Milstein, além de brilhante cientista, era um supimpa professor.
Abraços,
Ariel
Oi Ariel , concordo que tem antisemitismo no meu pais
So que as pesquisas são feitas na grande maioria em Buenos Aires , onde tem TODO tipo de preconceito contra todo mundo , sei que não e o motivo especifico deste post , mas em Buenos Aires tem preconceito contra “bolita” , “paragua” , “chilote” , “peruca” , “cabecita negra” , etc.
Boa materia
Abrazos
Andres
Caro Andrés,
Sim, a maior parte das pesquisas são feitas em B.Aires.
Mas, esta foi feita em B.Aires e outras 7 cidades do interior.
E, os maiores níveis de antissemitismo foram encontrados na pacata Mendoza!!
Os preconceitos pululam em todo o país, em maior ou menor grau.
Mas, os preconceitos contra imigrantes da região também são fortes nos bairros operários da Grande Buenos Aires. E, nem falemos sobre os preconceitos nessas áreas contra os gays.
Os preconceitos não dependem muito de classe social não… a gente vê essas coisas em todas as regiões, em todos os estamentos da sociedade, infelizmente.
Abraços.
Ariel
Ariel , imagina se fazem esta pesquisa em Bariloche!!!!
Abrazos
responder este comentário denunciar abusoO antissemitismo foi incentivado pela igreja catolica por milenios com a acusaçao pela morte de Jesus Cristo que alias era Judeu, de pai e mae . Na Argentina , pais extremamente catolico, sobrevive essa falsa acusaçao.
Caro Zvi,
Pois é… tem um pessoal que ainda vive na Idade Média!
Abraços,
Ariel
Por que vitimizar tanto os judeus? Estão sendo perseguidos na Argentina? As Leis de Nuremberg por acaso estão vigorando no país vizinho? Alguém em sã consciência acredita que seria do interesse de um judeu casar-se com um argentino? O Lehava certamente rechaçaria um matrimônio firmado entre um judeu e um goy, assim como o fez de maneira veemente quando a modelo Bar Rafaeli deu a entender que pretendia ser esposada pelo ator Leonardo di Caprio. Os judeus são muito bem tratados na Argentina. Tratamento este que não costumam dispensar aos civis palestinos que residem em Israel e nos territórios ocupados.
Texto ingênuo e sesquipedal. Panfletarismo político de 5ª categoria.
Sr. Cleber,
Não há vitimização dos judeus. Este é simplesmente o resultado de uma pesquisa.
Espero que não seja contra a divulgação de uma pesquisa…
As Leis de Nuremberg não valem aqui, ainda bem. Mas ninguém disse no blog que estavam valendo…
E, lhe conto, e espero que não seja traumático, que a maior parte dos casamentos das pessoas com a comunidade judaica, há um bom tempo, são casamentos “mistos”.
Isto é: judeus e judias que casam com não-judeus e não-judias.
Por isso mesmo é difícil medir atualmente qual é o real número da comunidade judaica argentina.
Os números oscilam de 300 mil a 500 mil.
Sobre a belíssima Bar Rafeli, o assunto não tem a ver com este blog e esta postagem…isso é coisa que ocorre em Israel.
E o blog é sobre o Cone Sul. A distância entre os dois lugares é grande.
Sobre o tratamento aplicado por autoridades israelenses aos palestinos, não tem nada a ver com os judeus argentinos… qual seria a lógica de que o sr. José Lebensohn, meu vizinho do primeiro andar tenha alguma conexão com o que ocorre em Ramallah????? A não ser que o sr. conheça alguma conexão…
Os judeus são bem tratados na Argentina. Mas, há um setor, que não é mais da metade da população, que possui fortes preconceitos, tal como fica claro pela pesquisa.
E, volto a lhe dizer, que os judeus argentinos nada tem a ver com o tratamento aos palestinos lá do outro lado do planeta.
Da mesma forma como os católicos de Piracicaba nada tem a ver com aquilo que os padres católicos pedófilos faziam na Irlanda…
A última frase não se encaixa nas normas do blog.. mas era tão incrivelmente patético e engraçado (ainda mais pelo “sesquipedal”!!!!!) que preferi deixar para servir de ilustração aos outros leitores…
Saudações,
Ariel
Cleber
Dizer que os judeus são bem tratados num país onde eles foram vítimas de dois dos piores atentados terroristas da história latino-americana, jamais apurados, não me parece verdadeiro. Além da história do “el judio” lá de Córdoba, que descrevi acima, e que conheci há apenas três anos, ouvi muitos diálogos e preleções entre políticos dessa província ao longo dos últimos 35 anos, nos quais a presença judaica na Argentina é execrada como a origem de todos os males do país. Ou de quase todos, pois uma parte é atribuída a seus aliados, os malditos “jankiiiis”, como proncunciam em Córdoba. Pouco antes do Menen ser eleito presidente, havia uma disputa interna no justicialismo da cidade ondem vivem meus parentes, cujo pivô era a presença de um economista judeu (sim, há judeus peronistas!) na cúpula do partido. Algo intolerável para os outros próceres da região.
Apesar das opiniões em contrários, judeus são seres humanos, assim como os palestinos e os curdos, estes últimos massacrados constantemente por turcos, iraquianos e iranianos sem que a mídia lhes dê o mesmo destaque. E são 26 milhões de pessoas sem um estado nacional próprio, mais do que a soma de todos os judeus e palestinos existentes no mundo.
“Você não nasceu judia por acaso”, diz Marcel na carta, na qual acrescenta: “Seu avô e sua avó não sonharam que um descendente tiraria futuras gerações da família do povo judeu”. O autor da carta assegura não ter nada contra Di Caprio nem duvida que ele seja “um ator com talento”.
Mas avisa que “a assimilação foi sempre um dos inimigos do povo judeu” e faz um apelo para que a modelo pense com a razão e “olhe para frente e para trás, e não apenas para o presente”.
Segundo o Haaretz, o Lehava é uma organização que se dedica a oferecer assistência a mulheres judias que mantêm relações com não-judeus para evitar que casamentos sejam consumados, especialmente se os noivos forem árabes.
.
Fonte: Site ‘Notícias da Rua Judaica’ / url: http://www.owurman.com/blog/index_16_03_10.htm (mantido pelo jornalista e ex-presidente da FIERJ, Osias Wurman – um dos principais expoentes do movimento sionista no Brasil).
.
NOTA: Percebe-se, pelas declarações oficiais do Lehava, que a objeção matrimonial é recíproca entre judeus e não-judeus. O alegado antissemitismo argentino é tão nefasto quanto o racismo judaico.
Sr. Cleber,
A postagem tem a ver com os judeus argentinos e o antissemitismo.
Não tem nada a ver com o que ocorre em setores da sociedade judaica em Israel e os atores de Hollywood.
Talvez, para esse caso, deveria procurar um blog de Nova York ou de Jerusalém.
Saudações,
Ariel
O grupo Lehava, integrado por judeus ortodoxos, solicitou formalmente à modelo israelense Bar Rafaeli que não se case com o ator americano Leonardo di Caprio, porque este não é de origem judaica e a união dos dois contribuiria para a extinção dos hebreus de puro sangue.
Segundo o jornal Haaretz, recentemente a modelo recebeu uma carta do colono ultraortodoxo Baruch Marcel, que, em nome do grupo Lehava, pede que ela não se case com o protagonista de ‘Titanic’, para não prejudicar as gerações futuras ao misturar seu sangue com o de um gentio (não-judeu).
“Você não nasceu judia por acaso”, diz Marcel na carta, na qual acrescenta: “Seu avô e sua avó não sonharam que um descendente tiraria futuras gerações da família do povo judeu”. O autor da carta assegura não ter nada contra Di Caprio nem duvida que ele seja “um ator com talento”.
Mas avisa que “a assimilação foi sempre um dos inimigos do povo judeu” e faz um apelo para que a modelo pense com a razão e “olhe para frente e para trás, e não apenas para o presente”.
Segundo o Haaretz, o Lehava é uma organização que se dedica a oferecer assistência a mulheres judias que mantêm relações com não-judeus para evitar que casamentos sejam consumados, especialmente se os noivos forem árabes.
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Fonte: Site ‘Notícias da Rua Judaica’ / url: http://www.owurman.com/blog/index_16_03_10.htm (mantido pelo jornalista e ex-presidente da FIERJ, Osias Wurman – um dos principais expoentes do movimento sionista no Brasil).
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NOTA: Percebe-se, pelas declarações oficiais do Lehava, que a objeção matrimonial é recíproca entre judeus e não-judeus. O alegado antissemitismo argentino é tão nefasto quanto o racismo judaico.
Sr. Cleber,
Percebo que o sr está obcecado com o ator americano Leo Di Caprio…
Saudações,
Ariel
Obsessao, talvez um desejo reprimido seja pela Bar seja pelo Leo, enfim…
Alem do que tira todo o contexto do medo de desintegracao de um povo de paneas 13 a 15 milhoes de pessoas que lida com o preconceito diariamente ao comparar com um racismo barato, afinal se um nao judeu casar com um nao judeu argentino, ambos e a prole continuem argentinos ate prova em contrario
responder este comentário denunciar abusoEu penso exatamente igual aos argentinos. Os judeus não se sentem parte de nenhum país que não seja Israel, não importa que tenham nascido no Brasil, se acham judeus. São totalmente preconceituosos com todas as raças, não se casam com não judeus, pois só a mulher judia transmite o sangue judeu e as tradições. Adoram falar do holocausto e supervalorizam isto, coisa que ninguém mais aguenta, adoram ser coitados. Acho que isto merece uma análise psicanalítica. E quando tem a oportunidade fazem o mesmo com qualquer povo, como fazem com os palestinos por exemplo, que vivem no maior campo de concentração a céu aberto. Ninguém pode falar que o holocausto é supervalorizado por eles, pois outras etnias também sofreram isto, como os armenios, por ex, que é execrado. Eu realmente se fosse solteira, jamais me casaria com um judeu. E não quero que minhas filhas se casem também.Acho que onde quer que eles estejam prestam um desserviço ao país onde estão
Cara Eliana,
Primeiro, deixe lhe explicar que não são todos os argentinos… as porcentagens da pesquisa deixam isso claro. Não se entusiasme com o antissemitismo dos outros..
E, desculpe lhe dizer, mas com a experiência jornalística e tendo dezenas de conhecidos diretos da comunidade judaica, além de declarações públicas de pessoas da comunidade, posso lhe afirmar que os judeus argentinos sentem-se argentinos, os judeus brasileiros sentem-se brasileiros e os judeus da Nicarágua sentem-se nicaragüenses.
Essa afirmação sua parte de alguma pesquisa, tese de doutorado ou algo equivalente?
Acho equivocada sua interpretação de que algum povo ou comunidade se ache “coitado” porque citam eventos trágicos de sua História.
Seguindo sua lógica, não haveria comunidade que se ache mais “coitada” do que os cristãos, já que seu profeta foi crucificado… e usam como símbolo o elemento de tortura de seu messias!!! A cruz, para deixar claro, caso não havia entendido.
Sobre o que os israelenses fazem com os palestinos, isto não é assunto deste blog.
A postagem e a pesquisa trata do antissemitismo que ocorre na Argentina.
América do Sul, Hemisfério Sul.
Longe do Oriente Médio.
Fica claro?
Acho que sua comparação merece uma análise psicanalítica.
Deixei a parte em que a sra comenta que não deixaria um filha sua case com um judeu porque… é tão primitiva, medieval e preconceituosa que merecia não ser cortada!
Agora, diga-me, quando diz que não permitiria que uma filha sua case com um judeu, como faria para verificar o grau de “judeuísmo” (ou judaicismo ou judaicidade??) do namorado em questão?
Faria uma investigação até a quarta geração como os nazistas comuns? Ou, como a SS, verificaria até o ano 1770 a presença de um eventual judeu?
Se o moço tiver um bisavô judeu pode? Ou tem que ser não-judeu até os tempos “da criação do mundo”?
E se ele for 0,2% judeu? Ou poderia a partir de uns 34,8% de judaísmo?
E se ele não for judeu mas tiver um nome judeu, como Daniel, José, João, Gabriel?
Saudações,
Ariel
Dona Eliana, é uma vergonha ver um cristão expressando-se da maneira como a senhora o faz.
Onde já se viu que um cristão destile tanto ódio contra um povo ou grupo social como a senhora faz?
A senhora, dessa forma, vai contra os mandamentos de Nosso Senhor!
Passe bem e reflita sobre seus pecados
Paulo Affonso, cristão de verdade
responder este comentário denunciar abusoCara Eliana,
Apenas posso lhe dizer que sou muito, mas muito mais brasileiro do que você, que parece ser uma pessoa racista. O judaísmo é apenas a minha religião, nasci em solo brasileiro e abomino pessoas com esse tipo de cabeça como a sua. O Holocausto pôde ocorrer por conta de mentes distorcidas e doentias como a sua. Lamento por ti e tenho pena. Lei Afonso Arinos está aí para quem não conhece!
responder este comentário denunciar abusoEste povo sempre foi perseguido, é um povo de muitas guerras, estão sempre lutando, muito embora falam de paz, mas guerreiam durante toda a sua existencia. Certamente é a benção de deus sobre ele, que faz o mundo rejeita-los.
jose eymard
Caro José,
Os judeus passaram a maior parte dos últimos dois milênios fora de guerras. Ora, não constituíam um Estado, portanto não podiam protagonizar guerras.
Houve, sim, muitas guerras entre o ano 500 a.C e até o 60 d.C… e de novo houve tropas judaicas envolvidas em conflitos bélicos desde 1948.
Desculpe, mas não entendi a parte da tal bênção divina…poderia explicar melhor essa parte?
Abraços,
Ariel
A verdade dói, não é mesmo, Ariel? Contra ela, a CENSURA!!!
Sr Cleber,
A verdade não dói, ainda bem. Algumas pessoas acham que não se deveria falar em Holocausto, ditadura e outras coisas “chatinhas” ou “inconvenientes”. Mas, eu – e muitos outros que acham que a História não deve ser pausterizada – não achamos que são coisas chatinhas ou inconvenientes….
Sobre censura, não a aplicamos neste blog.
Todos os comentários devem estar de acordo com as normas colocadas sempre, impreterivelmente, no pé de cada postagem. Tal como ao subir em um avião, umas coisas pode e outras não pode… ou, como quando o sr vai de visita na casa de alguém, senta na sala de estar e – suponho eu – o sr. não vai vomitar no chão, soltar flatulências ou proferir palavrões na presença dos anfitriões.
E este blog é isto: a sala de estar de minha “casa” virtual, onde nos reunimos para contar coisas e dialogar sobre o assunto.
Mas, não topamos chiliques (sempre achei engraçada esta palavra) nem ataques de paranóia (não sou psicólogo pra ter que ficar agüentando ataques histéricos de graça).
Cheguei em casa há algumas poucas horas, depois de uma jornada intensa de trabalho.
Portanto, não pude autorizar os comentários (não somente os seus… os de todos aqueles que postaram durante a tarde), pois estava na rua.
Agora, vejamos: eu me mato trabalhando fazendo este blog, uso os dias de semana e também os fins de semana de folga para responder com todo o respeito e detalhadamente os comentários dos comentaristas…e o senhor tem a petulância de reclamar???
Mas o que é que pensa? Que estou 24 horas à sua disposição? Ou, tal como um neonazista (neonazista mesmo) que pipocava por aqui no ano passado, o sr. acha que sou seu escravo? Ou acha que é um integrante dos “Herrenvolk” e pode mandar em todo mundo?
Ora, lhe aviso, não conto com subsídios para ficar de papo pro ar como muitos por aí…
O sr acha que não tenho que fazer outras entrevistas, ir no supermercado, pagar contas, tomar banho, dormir, resolver problemas técnicos e burocráticos, entre várias outras coisas?
Ainda por cima, tenho que aguentar comentários ofensivos, indicando que o censuro?
Mas, diga lá: acha que sou seu escravo? Que tenho que postar seus comentários um minuto depois que o sr. os escreve?
A senzala, senhor, acabou.
E, antes que diga qualquer coisa, lhe recordo que o blog não é parte de nenhuma conspiração internacional, nem um complô judaico-maçom, nem um intrincado conluio curitibano-cordobês, nem a torcida do Gimnasia y Esgrima de Jujuy, nem do FMI em conjunto com a torcida do River Plate de Quixeramobim (sim, existe um River Plate de Quixeramobim) e o magnata húngaro George Soros, e Elizabeth Taylor não tem nada a ver com isso…
Lhe recomendo que reduza seus níveis de cafeína ou que procure alguma assistência psicológica e vá passear em algum site neonazista, que são vários na web.
Adeus,
Ariel
Olá Ariel,
Acabo de defender uma monografia que trata exatamente das questoes trazidas nessa sua publicação,sobre o antisemitismo na argentina e sobre os atentados de 92 e 94, mas numa perspectiva jurídica. Gostaria de enviar-lhe o texto, caso tenha interesse de lê-lo. Para que e-mail eu poderia mandá-lo?
Atenciosamente
Caro Guillermo,
Será um prazer – e uma honra – ler a monografia!
Lhe envio um mail daqui a pouco.
Abraços,
Ariel
Guillermo
Por favor, autorize o Ariel a publicar um link onde possamos acessar o seu trabalho. Esses atentados são uma mancha na história argentina, e deveriam ser esmiuçados de todas as maneiras possíveis. Só a polícia argentina não fez isso, a mando sabe-se lá de quem.
Caro Ariel
Num país em que a comunidade judaica é tão enraizada como a Argentina, em que praticamente todo mundo tem relações cotidianas com judeus, em que o convívio dos judeus com a comunidade árabe ou árabe-muçulmana é perfeito, em que, por exemplo, o governador de Tucumán, Alperovich, é judeu, e o vice-governador, Manzur, é descendente de árabes, onde o Chanceler é o filho do jornalista Jacobo Timerman, onde os prefeitos de Buenos Aires são ou foram judeus, promover através de uma pesquisa sem se ter em consideração um assunto que já é ponto pacífico da cultura argentina, em fim, parece-me antes uma cortina de fumaça ou coisa que o valha do que um estudo sociológico sério.
Há preconceitos, claro. Um antissemita é basicamente uma pessoa doente e de uma pobreza intelectual enorme. O exemplo de fanatismo nazista ou antissemita é fácil de você achar na Europa atual (crime horrendo da Dinamarca, há pouco tempo) ou no interior dos EUA, em que o Ku Klux Klan foi a presença racista e discriminadora mais horrenda do continente até poucas décadas.
De qualquer jeito, é bom lembrar SEMPRE o quanto os judeus sofreram no Holocausto, é preciso informar os meninos o que foi o nazismo (bem como lembrar o que aconteceu na Ditadura de Videla com mais de 100 campos de concentração de argentinos e latino-americanos). O primeiro jornal a publicar o conteúdo da pesquisa do antissemitismo foi o La Nación, que por sinal foi um suporte intelectual da ditadura de Videla. Chamativo, não é?!!
Muitos poderão dizer que isso já é passado, e eu digo que não, é o presente. Aquele que se recusou a publicar os pedidos habeas corpus de centenas ou milhares de pessoas que eram detidas e nunca mais iriam aparecer não tem gabarito moral para… quase nada…
O escândalo parece pretender apagar o clamor que estava começando a irromper a partir do pedido de reconhecimento dos palestinos enquanto Estado do mundo. Há estúpidos e há nazistas na Argentina, poucos aliás, mas a bandeira do antissemitismo não pode ser agitada despudoradamente logo agora… Cheira a má fé…
Cara Márcia,
Excelente lembrança pelo Alperovich e o Manzur.
Os preconceitos existem, embora – ainda bem – estão concentrados (e pelo visto, bastante enraizados) em um setor minoritário.
Coisas como genocídios, que muitas pessoas diziam em 1989 – o famoso ano do suposto “fim da História” – nunca mais iam ocorrer, voltaram a acontecer na Bósnia, Ruanda e outros países.
Sim, o primeiro jornal que publicou o material sobre a pesquisa foi o La Nación. Mas o Clarín deu no mesmo dia.
O La Nación e o Clarín respaldaram a ditadura de Videla.
Mas, um judeu…ou melhor, dois… pai e filho, Jacobo e Héctor Timerman respaldaram a preparação do golpe, o golpe em si e o começo da ditadura. Se arrependeram somente quando Jacobo foi preso e torturado. Aí mudaram de idéia…
Sobre o pedido de recusa do Hábeas Corpus, é verdade. Somente o Buenos Aires Herald, jornal da comunidade britânica portenha, publicou informação de forma relativamente constante sobre os desaparecidos.
Mas, se por uma questão de não ter aceito Hábeas Corpus no passado teríamos que enquadrar alguém como “sem gabarito”, onde ficaria o casal Nestor e Cristina Kirchner, advogados que durante toda a ditadura nunca assinaram um hábeas corpus sequer em favor de presos políticos? Por incrível que pareça, Raúl Alfonsín e Eduardo Duhalde sim, assinaram hábeas corpus naquela época…
Lhe explico que a pesquisa, no entanto, não tem a ver com timing de assuntos transcorrendo na Palestina.
Os dados preliminares da pesquisa foram anunciados em junho uns 10 ou 20 dias antes do aniversário da AMIA (eu mesmo publiquei a prévia disso, em uma breve no Estadão e se me lembro bem, também na Globo News). E, naquela época, já haviam anunciado que o anúncio oficial seria no comecinho de outubro.
Portanto, não há conspirações neste caso, mas sim, uma grande coincidência. E estas, acontecem.
Abraços,
Ariel
Ô, Ariel, não sejamos ingênuos: foi uma sucessão de embates, a começar pelo assunto da ONU, em que a Argentina continuou insistindo para o Irã colaborar no apuramento dos atentados, em especial da AMIA. Um grupo minoritário mas atuante e com voz na mídia, apareceu criticando uma suposta postura complacente do governo argentino no que diz respeito ao Irã, com destaque na matéria do irado jornalista Eliaschev no La Nación, ao dizer que a permanência dos funcionários argentinos enquanto Ahmadinejad falava na ONU era um fato “truculento”. Todo mundo sabe que é preciso negociar com o Irã, exceto os fanáticos israelenses de ultradireita (atualmente, no governo).
“Por acaso (segundo você)”, logo a seguir, aparece a pesquisa, guardada numa gaveta, sabiamente, para ser exibida como trofeu sociológico: metade do povo argentino não suporta conviver nem morar perto dos judeus.
Não é preciso recorrer a casos pessoais, mas eu estou casada com um judeu, e sinto uma dor na alma quando se fala “alegremente” que o povo argentino é um tanto que racista. A minha vida foi de convívio com judeus, do primeiro grau até a universidade, sem aparecer em momento algum aquela diferença, exceto no momento das Festas, em meses diferentes, quando compreendi que havia uma história maravilhosa e longínqua naquele sofrido povo judaico. Mas mesmo assim, não posso compreender a obstinação dos judeus israelenses em negar um território -diminuto, por certo- aos palestinos. Edward Said e Daniel Baremboim deram uma lição nesse sentido, ao criarem uma orquestra de palestinos, israelenses e espanhóis. O governo Netanyahu continua cego… E as autoridades judaicas argentinas remexem no caldeirão dos preconceitos, sabe-se lá para quê… O negócio é atiçar as coincidências, não as divergências, quando partilhamos do mesmo solo.
Abraço
PS: Duhalde defendendo presos políticos? Então agora pegou mal de Alzheimer, posto que ele agora pede parar o julgamento de genocidas. Não é verdade?
responder este comentário denunciar abusoComo pode-se notar, se uma guerra ocorrer no Oriente Médio, e a Inglaterra correr e socorrrer Israel junto com os EUA, a América Latina será atingida pelo ódio entre raças, etnias e religiões.O caso Malvinas não foi engolido pelo povo argentino e parte da comunidade judia local não apoiou os militares na época. Para o povo local a imagem é de traição.eles realmente acreditam que o judeu na Argentina tem o coração em Israel.Além do mais, a colônia árabe lá também é grande e influente.Menen é de origem árabe.Uma boa causa seria procurar os motivos que levaram os autores a praticar o atentado em Buenos Ayres que destriu a sede judaica há alguns anos. Até hoje o governo Argentino pede ajuda do Irã para esclarecer o crime.Um forte comentário correu sobre o atentado na época. Esse comentário era que foi uma vingança porque os judeus argentinos ajudaram o Mossad a prender um árabe no país, que foi raptado e levado para Israel.Isso foi muito escutado nas ruas de Buenos Aires na época.Tudo isso também está ligado à manifestação dos EUA apontando que a tríplice fronteira é reduto de terrorismo.Todos sabem que o Mossad pinta e borda em nossos países.Parece que agora eles tem concorrentes com apoio popular.
Caro Eros,
Não existe acusação alguma contra a comunidade judaica argentina e supostas traições na época da guerra das Malvinas.
Aliás, o assunto Malvinas costuma ser consenso dentro da sociedade, de forma geral.
O atentado contra a AMIA possui várias teorias. Sobre o assunto, se procurar no buscador do blog, verá uma postagem de julho sobre o assunto.
Abraços,
Ariel
Caro Méier,
Seu segundo comentário foi gentilmente apagado por conter observações preconceituosas contra nacionalidades.
Abraços,
Ariel
Boa noite, Ariel e leitores. Assunto muitíssimo complexo, “heteróclito e multifacetado”, “agenciamentos heterogêneos interconectados”. Assim, permita-me uma sugestão de músicas, receita do Brasil: “Quando A Gira Girou”, Zeca Pagodinho; temperar com as sugestões as quais constam do post; e a melhor (da obra, conheço pouco) de Schumann, Clara e Robert. Não encerra o tema (longe disto!); apenas uma pausa. Abraços!
Caro Lucas,
Obrigado!
Abraços,
Ariel
Boa noite, Ariel! Do comentário anterior, faltaram duas músicas (por um lapso); assim, permita-me: relacionando ao tema, “Judia de Mim”; Gardel, “Yira, Yira” (nesta ordem pela coesão textual – “texto é tudo o que pode ser lido”) . E, talvez, o problema não seja a pesquisa que instrumenta uma das percepções para e mensura o fenômeno (diga-se, infelizmente não restrito, “em 510, em 2000 também”… e em 2011). “Sejamos nós a mudança que queremos ver no mundo” (M. Gandhi) Um abraço!
responder este comentário denunciar abusoA los que dicen los judíos no amar su país de nacimiento,les digo que esa creencia sea probablemente fruto de un lavado de cerebro o algún sentimiento xenófobo.Soy argentino de ascendencia judía y por sobre todo amo a mi país y a la ciudad de Buenos Aires,en la cual nací,como ya lo he demostrado en anteriores comentarios.Posiblemente ignoran los pilotos argentinos radicados en Israel,que retornaron como voluntarios en la guerra de Malvinas inmolando sus vidas por su país de origen.No puedo dejar de ignorar las estadísticas sobre antisemismo en Argentina ni opinar sobre su axactitud,pero deben ser iguales,mayores y menores que en el resto de los países del planeta,pero eso ya es materia sobre un estudio de la condición humana.No es casual que en el idioma portugués exiata la palabra judiar y sus derivados.Hay argentinos judíos,católicos,musulmanes,ateos,etc.sin que eso los estereotipe en un determinado casillero.
También desearía agregar que Jesús nació y murió judío.La religión cristiana nació a partir de su muerte.Ya he asistido a muchos casamientos denominados ¨mixtos ¨en que la ceremonia es realizada por un rabino y un sacerdote católico o en algunos casos por un denominado ¨filósofo ¨,lo cual habla de una integración que aumenta con el paso del tiempo.
Caro Lito,
Obrigado pelo breve mas consistente relato.
E, tem razão sobre os pilotos argentinos que estavam em Israel e que voltaram como voluntários para as Malvinas.
E, da quantidade imensa de cientistas e médicos que fizeram o possível para que o sistema de saúde argentino fosse um modelo durante décadas na região.
E, nem falemos dos judeus argentinos que fizeram milhões de não-judeus rirem nas comédias (mais de um neonazista não deve saber que Tato Bores era judeu).
E, é verdade, a integração em todos (todos) os setores da sociedade aumenta dia a dia.
Há uma turma que persiste em ideias jurássicas. Mas, espero que no decorrer do século XXI esse pessoal tenha algum insight inteligente…
Abraços,
Ariel
Ariel
Fico boquiaberto com a tentativa de vários supostos comentaristas progressistas que insistem em levar o debate desta postagem para o conflito Israel-Palestina.
Parece que o povo não viu que tua matéria é sobre os judeus na Argentina e os preconceitos dentro do território argentino.
Mas, fica claro, né, quando tem um pessoal que se esforça, se esforça e se esforça para camuflar seu antissemitismo… ou seu ressentimento.
Joaqueim Cardozo (não sou judeu e casaria com uma judia se fosse legal, simpática e romântica)
Caro Joaqueim,
Pois é… tem um pessoal que parece moderno… mas volta e meia surge aquela coisa primitiva lá de dentro, com seus preconceitos mais antigos.
E, tem razão: esta é uma postagem sobre os judeus na Argentina e os preconceitos que ocorrem sobre eles, dentro do território argentino.
Não sei por qual motivo querem que o sr. Lebensohn, que mora no primeiro andar (eu estou no oitavo) e que nunca esteve em Israel (desci na hora do jantar e perguntei pra ele) tenha algo a ver com os conflitos entre Israel e Palestina.
Perguntei a ele se ele envia dinheiro para Israel (sei lá… para ajudar no armamento israelense!). Mas, ele me disse que mesmo que se interessasse por política interna israelense (por uma posição ou por outra) sua aposentadoria é uma droga e não dá pra nada (já seeeeiiii…antes que digam algo sobre aposentadorias, antes era muito pior. Antes era péssimo, agora é muito ruim).
Abraços,
Ariel
Caro Joaqueim
Só agora me toquei em relação ao comentário seu, o fato de haver gente puxando a sardinha para o lado do conflito árabe-israelense. Você está, desculpe lá, muito enganado. Aqui foi dito e claramente dito que a sociedade argentina é muito integrada, que judeus casam com goys, que há amizade arabe-judaica, etc. De onde sairia esse suposto antissemitismo? Eu gostaria conhecer como aquela pesquisa foi concebida? quais parâmetros utilizou? O resultado, isto é, a anunciação última, é terrível: metade da população tem preconceitos contra judeus, ergo, muitissimo são racistas.
Eu insisti no assunto do Oriente Médio, visto que ele é um furúnculo na paz mundial. E todo mundo sabe disto, é algo aceito por todos.
Ora, se pensarmos que a pesquisa de opinião mantém-se alheia à sensação de irritação que a atitude israelense -a de não negociar com os palestinos- causa nos habitantes argentinos não judeus e até mesmo em alguns judeus, então… estaríamos diante de uma “culpabilização quase biológica”, ou seja, haveria no DNA argentino uma tendência para o antissemitismo quase que natural, como se ter miopia ou pé chato. Como isto não é possível, seria bom se questionar por que a enunciação que está no topo deste blog poderia ser tida como verdadeira.
Aliás, seria recomendável que a Universidade de Buenos Aires fizesse uma sondagem acerca dos preconceitos das famílias judaicas. Os resultados poderiam muito parecidos com os atuais, mas com quesitos diferentes.
A sua atitude de criar uma suspeita sobre este ponto de vista nada mais é do que tentar censurar um ponto de vista.
Abraço
responder este comentário denunciar abusoCaro Ariel, acho que seria interessante ter uma pesquisa assim no Brasil,porem acho que com certeza os brasileiros tambem nao sao muito favoraveis aos judeus de Israel, vejo os comentarios de varios blogs e os brazukas preferem o Iran a Israel (o que e’ um absurdo, eu sei)…
Quanto aos judeus brasileiros, para achar um vc precisa ir numa sinagoga ou procurar bastante porque nao e’ facil encontrar..ao contrario dos sirios libaneses que estao em todo lugar…
Espero que o Brasil depois de tanto tempo sendo amistoso com tantas e tantas rac,as nao comece agora com essa coisa tao triste,porque somos todos iguais, seres humanos de carne e osso..um abrac,o..
Caro Deboston,
Sem dúvida, seria interessantíssimo uma pesquisa assim no Brasil!
A comunidade judaica no Brasil é bem menor que na Argentina. Além disso, está mais dispersa do que aqui, que está mais concentrada em B.Aires.
Abraços,
Ariel
Cara Márcia,
Pois é… a pesquisa teve uma prévia em junho. Eu mesmo vi e dei o assunto…
Seria mais conveniente para certos setores, talvez, que não fosse assim. Mas, fato é fato…
E, já estava previsto que, quando estivesse concluída, seria divulgada em outubro.
Recorde que a UBA está envolvida na elaboração da pesquisa…
Aliás, se verificar, poderá ver que todos os anos a DAIA prepara uma grande pesquisa sobre ataques antissemitas. Neste ano, elaborou com a UBA uma pesquisa mais detalhada.
- Sim, Duhalde defendeu presos políticos na época da ditadura.
- E, é verdade, os políticos argentinos sofrem desse Alzheimer, já que os Kirchners esqueceram que não ajudaram presos políticos na época da ditadura, e esqueceram que apoiaram ostensivamente as privatizações do governo Menem. E até esquecem que aprovaram a fusão Cablevisión-Multicanal, um favorzaço ao Grupo Clarín, no não tão distante 2007. Bom, o Menem, nem digamos sobre Alzheimer! Agora ele acha os Kirchners o máximo. E há 4 anos dizia que eram o anticristo! E nem falemos do ex-ministro de duas ditaduras, Aldo Ferrer, agora no luxo do posto de embaixador em Paris…
A memória é curta mesmo desses políticos…mas, o fato é que cada um destes fez exatamente essas coisas.
Abraços,
Ariel
Caro Ariel
Você fugiu do escopo da minha mensagem e partiu para considerações políticas -sempre necessárias, mas fora do post atual, quase como reação epidérmica perante minha crítica ao jornal La Nación, o primeiro a veicular o “escandaloso antissemitismo” argentino.
Pulou as minhas considerações acerca das nuances de um assunto que deveria ser mais bem tratado: detonar o negócio do antissemitismo é abrir a boceta de Pandora, em meio a um mundo irritado com a atitude israelense, tão irritado que até mesmo os EUA estão com a brasa na mão…
O interessante é que o mundo não virou antissemita por causa daquela irritação. Um belo sinal disto foi dado pelo grande e liberal escritor peruano Vargas Llosa, numa matéria aparecida neste sábado no La Nación (viva, viva!) em que critica o atual governo de Israel como sendo responsável pela situação, ao passo que defende Israel como uma das poucas democracias da região.
Se alguém quiser ler a matéria do Vargas Llosa lá vai o link:
http://www.lanacion.com.ar/1410835-el-estado-palestino
Abraço e até qualquer hora
Márcia
Cara Márcia,
Vou repetir o que disse na resposta anterior…o La Nación não foi o primeiro. O La Nación e o Clarín (e o Infobae, se não me engano) deram todos o mesmo assunto no mesmo dia.
E volto a repetir a outra informação: a notícia sobre a pesquisa, sobre seus dados preliminares (isto é, não a pesquisa inteira, apenas dados preliminares), havia sido dada em junho passado.
Na ocasião, um dos dados que foram divulgados é a tal história dos 30% que não querem ter um vizinho judeu.
Sobre as considerações sobre o conflito no Oriente Médio não fiz observações, já que não tem a ver com o problema citado no blog que é preconceitos contra judeus na Argentina.
Lhe recordo que os judeus argentinos não tem culpa alguma do que acontece entre Israel e Palestina, da mesma forma que um católico das Filipinas não tem a ver com um padre pedófilo da Irlanda ou uma manifestação contra uma exposição de arte “pagã” em B.Aires.
Muitos querem achar que alguém, pelo fato de ser judeu, é culpado do que ocorre em qualquer parte do planeta. Mas, não caímos nessas coisas atrasadas.
Sobre as considerações políticas, pois é, tal como lhe disse sobre os Habeas Corpus, aconteceu isso mesmo. Duhalde e Raúl Alfonsín assinaram Habeas Corpus. Os Kirchners, nada.
Obrigado pelo link do Vargas Llosa!!
Abraços,
Ariel
responder este comentário denunciar abusoOi, Ariel, muito bom o post. Eu sou facinada pela cultura judaica. Não sei bem o motivo, mas desde pequenininha adorava ver meninos com Kipá. Deve ser porque no interior do Paraná esta cultura tão retratada no cinema e na literatura quase não existia. E nessa época eu pensava que o preconceito contra judeus era coisa do passado. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir, conforme ia crescendo, que o antisemitismo era real. E foi maior ainda ao chegar à Argentina e deparar-me com o antisemitismo local. Em um pais com tantos judeus, em que a cultura judaica está tão conformada com a sociedade, em que existe um mcdonalds kosher, que o Freddo faz sorvete kosher, em que metade dos meus colegas e porfessores são judeus…Falando em professora, uma professora participou do filme “Los Gauchos Judios” e tinha ótimas anodotas para contar.
E por alguns comentários aqui do blog, uma pesquisa como esta no Brasil teria resultados semelhantes. Um pena.
Cara Lívia,
Pois é, o preconceito com judeus ainda é muito grande em toda a região.
E, este preconceito ocorre mesmo nos lugares onde não moram judeus!!
E, pois é… se você achou que pelos comentários colocados nesta postagem uma pesquisa no Brasil sobre o assunto teria resultados similares, você não viu nada! Houve uma quantidade grande de comentários explícitamente neonazistas… e outros, que não eram neonazistas, exibiam pelo menos saudades da Inquisição espanhola…aquela história de “amai-vos uns aos outros” não emplacou muito, pelo visto..
Abraços,
Ariel
“homo homini lopus”
Caro Emilio,
Falou e disse.
Aliás, como seria isso em latim?
Abraços,
Ariel
“Lupus est homo homini non homo”
responder este comentário denunciar abusoAriel,
Eu acho este tipo de artigo muito complicado, primeiro porque a pesquisa não foi feita por uma entidade independente de raça ou credo. Isso me parece um pouco como pesquisa eleitoral, eles sempre dizem que o candidato X esta na frente, mas as pesquisas são sempre feitas em lugares específicos e nem sempre condizem com a verdadeira opinião da população.
Segundo que números são altamente manipuláveis qualquer pessoa poderia dizer que durante a 2ª guerra mundial se morreu mais soldados alemães e soviéticos em um só dia, do que se matou de judeus na totalidade, e isso é um fato histórico e verídico, mas não representa a verdadeira carnificina feita durante toda a guerra contra os judeus, negros e homossexuais, pois afinal os judeus foram a grande maioria, mas não os únicos. Ou mesmo poderia citar numero das pessoas que eu conheço que como “não judeus”, casados com judeus sofrem preconceito por parte da comunidade judia. Números podem ser sempre usados para demonstra aquilo que se quer.
Afirmar que um país inteiro concorda com esta opinião é tão complicado quanto dizer que todo o brasileiro é corrupto, gosta de samba e futebol, eu como uma brasileira não me encaixo em nenhum destas descrições. Quanto a constituição, aqui também até muito tempo atrás tínhamos leis que defendiam apenas aos homens, além de outros erros.
Acho que pesquisas sérias são feitas por institutos independentes e estudam a relação e o comportamento social das pessoas que deram estas opiniões.
Depois muitos dos fatos alegados são históricos, mesmo que as pessoa de hoje não sejam culpados, então minha pergunta é simples, porque ao invés de se publicar um relatório destes apenas para se criticar e se dizer: “olha nos temos preconceitos”, não se usa isso para criar campanhas que desmintam estes fatos e mostrem a verdadeira cultura e o lado bom da sociedade judaica. O que eles fazem para ajudar não só os judeus, mas outras pessoas não judias também como era o caso de Zilda Arns.
O preconceito e injustiça só acabam com um trabalho sério de informação e cultura, e não com reclamações, força ou violência.
Cara Eliane,
Talvez não tenha prestado atenção na primeira linha no primeiro parágrafo da matéria…a pesquisa foi feita pela Universidade de Buenos Aires (UBA), a mais prestigiada instituição universitária do país, a Liga Anti-difamação e também a DAIA (esta sim, organização da comunidade judaica).
E, quando falamos sobre preconceitos contra judeus, isso não quer dizer que não há preconceitos contra outros grupos.
Não vejo qual é o problema com pesquisas que mostram os preconceitos sobre diversos grupos sociais.
Uma coisa são pesquisas e outras são campanhas. E, muitas campanhas são feitas em base aos dados da pesquisa…
Se ninguém reclama, a coisa vai continuar como sempre, não é?
Abraços,
Ariel
Caro Ariel
Não fugi do assunto, “pesquisa x comunidade”, refleti sobre a pesquisa e coloquei uma tendência. Nao foi colocado a margem de erro, numero de entrevistados, os questionamentos etc… Foi pego um numero (43%) que não casariam com judeus, a partir daí vem a palavra anti-semita, como se todos os 43% fossem anti-semitas.
E conveniente dizer que os judeus da argentina não tem “nada a ver” com o que acontece no mundo, e usar de sarcasmo(planeta Marte) e arrogância(Externato Amazonas). Não chame de anti-semita, pois não sou, porém suas palavras não contribui em nada para acabarmos com isto.
Cara Paola,
Quando você indica que é preciso que “os judeus repensem” sobre Gaza… por acaso se refere aos judeus argentinos, que estão a milhares de kms de distância, a imensa maioria dos quais jamais esteve no Oriente Médio????
Recordo que existe variedade de pensamento entre todos os judeus em todo o mundo, da mesma forma como existe variedade de pensamento entre italianos, lituanos, eslovacos, croatas, colombianos, peruanos…. existe variedade de pensamento em meu quarteirão!!! E nem te conto nas reuniões de condomínio, só em meu prédio!!!! Portanto, não dá para indicar que os moradores do prédio “Santa Rita” pensem de forma “X”, já que não são clones uns dos outros….e muito menos quando a coisa envolve centenas de milhares ou milhares de pessoas.
Abraços,
Ariel
Qual o objetivo desta pesquisa?
Uma minoria é rejeitada em qualquer comunidade: Ex: Numa comunidade de negros, prefeririam casar com negros, numa comunidade de brancos, prefeririam casar com brancos, azul com azul, catolico com catolico e assim por diante.
Faça uma pesquisa na comunidade judaica na Argentina, qual seria a proporção de judeus que nao casaria com nao judeus e em Israel então…
Gostaria de saber o por que do antisemitismo aqui na America Latina, sem colocar os eventos do Oriente Médio no assunto, como o autor quer.
Caro José,
O objetivo de uma pesquisa, evidentemente, é verificar um assunto específico.
Isto é, uma pesquisa não avalia, dentro do mesmo estudo, quantos mortos houve na batalha de Tucunduva e ao mesmo tempo, o plantio de ervilhas no sudeste asiático, junto com os costumes sexuais das tribus de Papua Nova Guiné.
Portanto, esta pesquisa feita pela DAIA, a Liga anti-difamação e a Universidade de Buenos Aires, é para verificar o preconceito contra integrantes da comunidade judaica na Argentina.
E, não tenha preocupações pessoais com essa pesquisa, não… o sr. não teve que atender o pesquisador, nem foi incomodado por alguém tocando a campainha de sua casa aí.
Meio difícil hoje em dia, com tanta miscigenação, dizer que um negro quer casar com uma negra…o ex-presidente FHC, por exemplo, que tem algum antepassado negro, como se enquadraria? Ou, o ex-presidente Lula? Ou Dilma Rousseff, que tem um mix lusitano com búlgara? Teríamos que partir a pessoa pela metade?
Eu mesmo sou o resultado da mistura de catalães, albaneses, calabreses, venezianos, andaluzes, navarros e indígenas. Logo, qual porcentagem minha não gostaria de casar com alguém que não pertence a um desses grupos?
O motivo desta postagem é o antissemistismo na Argentina. Não é o caso de eventual antissemistimo na Coréia do Sul, na Mongólia, em Quebec ou em Jacarandu do Oeste…
E, acho que é bem claro, porque os judeus da Argentina nada tem a ver com o que acontece com os judeus da Rússia, do Cáucaso ou do planeta Marte, se houve alguém por lá.
Oriente Médio é Oriente Médio, Argentina está na América do Sul.
Pelo menos, foi o que aprendi no Externato Amazonas, no Itaim, nos anos 70.
Mas, se quiser falar sobre antissemitismo na Síria ou Albânia, ou ainda, se quiser defender idéias antissemitas (ou outras idéias racistas contra outros grupos), o sr. pode recorrer a vários sites neonazistas que abundam na web.
Neste blog, não. Aqui as regras são bem clarinhas. Quem não seguir regras e for desordeiro, pode buscar outro lugar.
Abraços,
Ariel
A Igreja foi sencacional, O Torquemada entao realmente “supimpa” com os judeus. Mas nao estamos aqui a discutir quem foi mais anti-semita, Torquemada, Lutero, etc, etc,etc. Estamos aqui a discutir a idiotice do racismo, neste caso em especifico o anti-semitismo, ainda fortemente arragaido em nossas plagas
responder este comentário denunciar abusoCaro Ariel!
Espero contribuir em algo com meu breve comentário, já que muitos pesquisam o motivo dessa praga do anti-semitismo..
O nazismo sabidamente nasceu onde inventaram o anti-catolicismo, na terra de Lutero, portanto é de se questionar que o preconceito é por causa de Jesus . Pois Lutero fez a tal obra “os judeus e suas mentiras”. Porque então é a imágem de um Papa que está no museu do holocaust em Israel e não a imágem do pai do anti-catolicismo?
Vale lembrar, meu amigo, que a sinagoga judaica mais antiga do ocidente fica em Roma, bem embaixo do nariz do poder papal.. Portanto, tentar jogar a culpa da tragédia do holocausto nas costas dos católicos e isentar tão benevolamente a oposição, obviamente,só cria angustias..
Quanto a morte de Cristo, é claro que romanos e judeus estavam envolvidos (infelizmente)…
Penso que pequenos atos impensados, apenas alimentam desafetos…
Grato, e boa sorte..
Caro Fabio,
Muito ante de Lutero, durante a Idade Média, houve perseguições a judeus na Europa cristã.
Durante as diversas fases da peste negra, entre o século X e XIV, houve vários massacres, pois o pessoal achava que a peste era culpa dos judeus…
Aí, veio a expulsão dos judeus em 1492, por parte dos reis Fernando e Isabel da Espanha (os denominados “Reis Católicos”).
Lutero, na época, tinha 9 anos de idade e brincava en Eisleben, no Eleitorado de Saxônia, atual Alemanha.
E a Inquisição, na própria Espanha, começou cinco anos antes de Lutero nascer.
Mas, coisa interessante, não citei “católicos” nos comentários. Se houve perseguição contra judeus na Europa (e que continuou na América Latina, na época das colônias, inclusive Argentina e Brasil), foi por parte de cristãos.
É preciso destacar que todos, católicos, luteranos, anabaptistas, ortodoxos do rito russo, ortodoxos do rito búlgaro, etc, são todos cristãos…
Mas, essas divergências clássicas são coisas que os próprios integrantes da religião devem resolver. Se quiserem, claro.
Abraços,
Ariel
Caro amigo Ariel Palacios !
O amigo me pareceu rápido em tentar envolver os católicos nesse abacaxi! Mas não podemos negar, que os judeus se deram muito bem onde a Igreja Católica mandava e desmandava, tanto é verdade , que o grande grupo representativo de Judeus obteve sucesso a partir do ocidente. Onde estão os vencedores Judeus a partir do oriente muçulmano por exemplo? Porque Judeus se deram tão bem onde o catolicismo dava as cartas? Apesar do holocausto de Judeus partir do berço do anti-catolicismo, é a imágem do Papa que está no holocausto, e não de Lutero que fez a obra “os judeus e suas mentiras”, inflamando o ódio contra os judeus, e coincidência ou não , o nazismo aconteceu nesse mesmo país, que difundiu o anti-catolicismo..
Mas o amigo insite em pinçar algo na idade média, para atacar nos católicos. Vale lembrar que o nazismo aconteceu na Era Moderna , “no Iluminismo”, e alguns atos de violência envolvfendo católicos, mas não necessáriamente a Igreja Católica aconteceram na idade das trevas…, portanto, 2 pesose 2 medidas…
Grato, meu amigo, e novamente, boa sorte na sua missão !
Abraços!
responder este comentário denunciar abusoCaro Fabio,
Vamos por partes…
a) Se “se dar bem onde a Igreja Católica mandava” , como em Portugal ou Espanha, onde os judeus tiveram os bens confiscados e expulsos equivale a “se dar bem”… puxa, isso deve ser uma interpretação nova da economia e da legislação.
b) Houve massacre de judeus, como disse, muito antes de Lutero.
c) Já que o sr. insiste em levar a coisa para as terras teutônicas, lhe recordo que Hitler era católico…nascido na Austria, país católico. E grande parte da Alemanha é católica também. E o papa Pio XI tinha boa relação com o Terceiro Reich.
Esses são os fatos. Sei que tem muita gente que não gosta.. mas é a História, nua e crua.
Abraços,
Ariel
Caro Ariel!
Muita gente tinha boas relações com Hitler, antes de ele se revelar um monstro. Vários chefes de estado, inclusive algum judeu desavisado. Com relação a ele ser católico, vale lembrar que ele se tornou uma espécie de messias no berço do anti-catolicismo, e não em seu país natal . O sucesso de Hitler aconteceu num ambiente de grande hostilidade ao catolicismo.
O fato é que o genocídio (holocausto), aconteceu sim onde o cristianismo começou a se fragmentar., e continua até hoje., tanto é que o país de Lutero pode deixar de ser cristão.
Abraços!
responder este comentário denunciar abusoE quantos judeus casariam com argentinos?
Tem alguma pesquisa ou ja se sabe a resposta?
Caro Ricardo,
Que interessante que citou isso! Bom, há uns 5 anos, conversando com especialistas na área (um time de uns 6 acadêmicos), em uma entrevista sobre comunidades e religiões na Argentina, eles me destacaram que nas últimas 4 décadas, ao redor de 75% da comunidade judaica argentina havia se miscigenado com não judeus.
Isto é, há montanhas de pessoas que tem um avô ou avó ou bisavô judeu. E nada mais. O sobrenome às vezes permanece. Mas só isso. E, o apreço por alguns quitutes da deliciosa culinária judaica (especialmente a azkenazy).
Tanto é que, diziam, é dificil “calcular” que é judeu “100%” de quem não é. E, mais ainda, levando em conta que a imensa maioria da comunidade aqui não é religiosa. São laicos.
Portanto, restaria um 25% da comunidade judaica que manteve casamentos ou vínculos dentro da própria comunidade. No entanto, isso não quer dizer que essa porção não casaria no futuro com não-judeus. Temos que esperar uns anos para ver.
Abraços,
Ariel
Ariel
Lá vai um comentário relativo á comida judaica: a azkenazy pouco tem de deliciosa (vocë já experimentou o guefilte fish? é horrendo!, e muitas coisas com batata e peixe, trata-se de comida de países com poucos elementos culinários), enquanto que a comida sefaradi, ela é efetivamente gostosa porque provém dos paises árabes: kibe, sfiha, tabbule, cus-cus, etc….
Abraço
responder este comentário denunciar abusoO Ricardo fez a pergunta que eu também queria fazer… Ariel, existe algum estudo sobre a adaptação de cônjuges não judeus a famílias judaicas?
Há alguns anos, fiz uma matéria sobre descendentes de japoneses que se casam con não-nikkeis. E curiosamente, as mulheres não-japonesas acabavam se dando muito bem com as sogras japonesas, talvez porque a expectativa é baixa no começo.
Abraços.
Judeus foram os mandantes da morte de Cristo. Isso é fato. Não há como omitir que quando o Governador de Roma na Judéia tentou tirar Cristo do sacrifício, ao perguntar para a multidão se preferiam o sacrifício de um ladrão (Barrabás) ou de Cristo, a multidão preferiu matar Cristo. Soldados romanos foram os executores da decisão da multidão. Qualquer Código Penal do mundo diz que o mandante deve ir preso. Trazendo o caso para a questão, por analogia, se houvesse julgamento de quem é o culpado pela morte de Cristo, o mandante (judeus) estariam sendo penalizados. É muito infantil dizer que foram os soldados romanos, os quais foram mesmo, mas há de se lembrar quem foram os mandantes. Ainda na questão de racismo, fala-se muito do praticado contra o judeu, mas nada se fala do praticado pelo judeu. Todo dia chega notícia do Oriente Médio de racismo dos judeus contra os palestinos. São fatos. Não podem ser ignorados.
Caro Aonde,
O sr sugere que todos os judeus da Judea, províncias vizinhas e mesmo os judeus que moravam na época em Sidon, Antioquia, Alexandria e Roma, entre outros, estavam naquela manhã (acho que era de manhã) concentrados em uma praça em Jerusalém no ano 33 (supostamente) d.C, no dia em que o carpinteiro JCristo foi preterido pelo batedor de carteiras Barrabás?
Todos estavam ali reunidos, acotovelados, centenas de milhares de pessoas, em um espaço de 100 metros ou 200 metros quadrados???
Por acaso era um milagre da física, ou cada um deles tinha 30 cms de altura, ou foi um milagre divino espremer toda a população judaica do planeta naquela praça em Jerusalém?
Se tiver a resposta, me avise, pois vou aplicar a mesma técnica para espremer todas as coisas que tenho empilhadas aqui em meu escritório.
Obrigado,
Abraços,
Ariel
PS:Aliás, recordo-lhe que o chefe supremo da Igreja Católica, o Papa Bento XVI, disse em junho passado disse que “os judeus não mataram Cristo”. Foi o sumo pontífice quem disse isso.. discuta isso com ele.
Aonde
Com todo respeito, quanta falta de nocao do Direito.
Se a encenação foi de fato como descrita os judeus seriam jurados e o Pilatos seria o juiz. E eu jamais vi em qualquer codigo penal o jurado ser condenado. A isso adiciona-se o comentario do Ariel e temos uma aberrracao juridica completa. Sinceramente, espero que vc, Aonde, nao seja advogado, eu teria pena
responder este comentário denunciar abusoCaro Ariel Palacios !
Massacres??? Nenhum ordenado pelo papado…, mas atos de violência não autorizados.
Penso que a Igreja por 2mil anos ter conseguido evitar que os Judeus fossem exterminados de fato naquela época , já foi um sucesso . Um Papa maluco , com ideais semelhantes a Hitler(que gritasse “eles mataram Jesus”) teria selado a sorte dos Judeus naquela época de fanatismo religioso. Mas Deus colocou os Papas corretos , e só podemos acreditar que foi um “milagre” não aparecer nenhum papa “errado”..
.
Mas não podemos negar que a “reforma protestante” foi um sucesso, visto que o país de Lutero está em vias de deixar de ser cristão, e se tornar muçulamno., tornando-se um local mais seguro tanto para Judeus como para cristãos…
Abraços..!
Caro Fabio,
Coisa estranha.. se o papa era (e é, dizem os próprios) infalível, como pode permitir a existência de reis, condes ou multidões cristãs que realizassem massacres?
Talvez não eram reais representantes de Deus na Terra.. diriam os hereges, talvez.
O Papa Inocêncio III, só para citar um caso, ordenou massacres no sul da França de cátaros, judeus, etc.
E Pio V ordenou na morte de 20 mil huguenotes em 1570 mais ou menos…
Em 1391 o arcebispo Martinez, em Sevilha, ordenou a morte de 4 mil judeus e a transformação em escravos de outros 25 mil…ué, um bispo não é ordenado pelo papa? Se é ordenado pelo papa, que é infalível, logo…
Não tinha conhecimento que a Alemanha está passando por uma conversão em massa ao islamismo… morei lá no ano 2000 e não vi nada disso. Vi vários muçulmanos. Mas, uma porcentagem pequena da população (hehehe.. sempre vai ter algum delirante que acha que é uma “invasão”.
Mas, vou checar com amigos alemães que moram lá, na Alemanha. Mas, a realidade, é que não li em lugar algum sobre tal mudança na Europa Central.
Minha suspeita é que as pessoas cada vez mais passam a ser laicas, e não mudariam para outra religião.
No entanto, isto, o de deixar a religião de lado (qualquer uma), deixa muitas pessoas em pânico…
Abraços,
Ariel
Caro Ariel Palacios.
Sobre a Alemanha.:
As projeções do estudo do Departamento Federal de Estatísticas levaram em consideração um afluxo de 100 mil a 200 mil migrantes por ano à Alemanha. Muitos deles serão muçulmanos, o que faz com que alguns cientistas acreditem que a Alemanha se tornará um Estado islâmico.
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,2230571,00.html
Eu gostaria de acrescentar que o Alexandre O Grande identificou ao povo judeu como uma força social extremamente positiva, e promoveu a propagação do judaísmo pelo bem da cultura helênica. Portanto, quem gosta de história sabe que todas as grandes metrópoles ocidentais prósperas devem ao Judaísmo sua condição cosmopolita e progressista: São Paulo, Buenos Aires, Nova Iorque, Chicago, Los Angeles, São Francisco, Amsterdã, Milano , por citar alguns exemplos. Onde há comunidades Judaicas fortes, as cidades também são prósperas. Alexandre foi um visionário.
Acerca de Jesus Cristo, o Messias, que foi rejeitado pelo clero judaico de acordo com o plano divino, que os próprios Judeus registraram profeticamente, isto que significa que os Judeus anunciaram este fato durante séculos nas Sagradas Escrituras antes de acontecer. Este plano vai muito alem das políticas mesquinhas e míopes dos palestinos, árabes, nazistas e mesmo de alguns ocidentais “progressistas“.
É um assunto tão sério que seria melhor calar por respeito e reverência a Deus, caso não se conheça bem do que se está falando. Um ser finito que vive umas dezenas de anos, mede menos de 2 metros, ocupa 500 cm quadrados do chão e não sabe quando vai morrer, deveria ter mais humildade ao falar do seu Criador.
Devemos ao povo Judaico o conceito de livre arbítrio ou LIBERDADE de consciência.
Aproveito para lembrar que o nazismo, o comunismo, o islamismo radical e o fascismo tiveram, tem e terão prisões cheias, paredões de fuzilamento e forcas para matar qualquer um que reivindique liberdade, seja política, de expressão, artística, sexual ou religiosa. Este conceito de liberdade de consciência, repito, é uma herança Judaica que foi preciosamente desenvolvida pelo ocidente.
Este blog existe graças à liberdade que o Judaísmo e o Cristianismo iniciaram e os que depois vieram aperfeiçoaram através de um estado democrático e laico. Sem as bases que o Judaísmo e o Cristianismo implantaram, viveríamos numa especie de Lei Sharia imposta por algum grupo totalitarista de plantão.
O antissemitismo é a reação daqueles que odeiam os seres livres e todo aquele que seja diferente. Pense nisto.
Para fazer jus ao belíssimo post do Hermano Ariel, gostaria de acrescentar que o antissemitismo argentino apareceu no início nos tempos de Juan Manuel de Rosas (cujos seguidores gritavam:”Mazorca, judíos a la horca!”), a imigração campesina moura (arabesca) espanhola que influenciou a formação do “gaucho”, a imigração portuária de italianos, o catecismo jesuíta, os alemães nazistas acolhidos por Perón, a classe alta portenha temerosa da concorrência comercial, e as massas embrutecidas recentemente “iluminadas” pelo neo-peronismo, que continua nas trevas.
Gênesis 12:3 diz a respeito dos descendentes de Abraão: “Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.”
Eu consigo ver como são abençoadas as nações que abençoam os Judeus, e como são decadentes e retrógradas as que que os perseguem. Isto vale para Argentina. Alexandre estava certo.
Caro Jorge,
Concordo: é lamentável ver como certas pessoas exaltam a segregação racial, cultural ou social logo na América do Sul, uma região onde a miscigenação é elevada.
E não esqueçamos, na detalha lista que você elaborou, os gregos, os romanos e os iluministas franceses!
E, muito ilustrativo o que contou sobre Rosas e os judeus!
Abrços,
Ariel
Fica a curiosidade de saber qual seria o resultado dessa pesquisa (estranhíssima, por sinal) em outros países, como no Brasil, por exemplo.
Cara Tatiana,
Boa pergunta… seria interessante uma pesquisa assim no Brasil.
Mas, o que achou de estranho nela?
Abraços,
Ariel
Caro Ariel, bom dia. Vê-se, pela quantidade de comentários, que as pessoas gostam mesmo de temas polêmicos e políticos. Parece post do G. Chacra hehe.
É realmente lamentável ver a segregação tomando conta da mente e dos corações das pessoas. Discriminar os judeus de hoje, porque há dois mil anos alguns teriam apoiado a condenação de Jesus à morte…Santo Deus! É pura maluquice…idéia fixa demente. Tentar ver as pessoas “em bloco”, ou seja, retirar-lhes a humanidade e a individualidade para vê-las como representação de uma raça ou uma idéia é a mais clara evidência do pensamento totalitário. Minha sugestão para quem vê as coisas assim é análoga à que Gandhi deu a um hindu que matara um muçulmano, durante os conflitos interreligiosos na Índia: “Seu castigo será adotar e criar o filho desse muçulmano como um muçulmano”. Vão conviver com judeus, passear com eles, ser gentis com eles, até que seu coração se abra e possam perceber que eles são apenas seres humanos, como vocês.
E esses dados, Ariel, são chocantes: (…)”o número de judeus mortos pela Ditadura é de 2.000 pessoas, o que os transforma em 6,33% dos desaparecidos.(…). Isso prova que, ao contrário do que muitos aqui afirmaram, os judeus argentinos são (eram) politicamente ativos e lutavam por uma sociedade (e não por um gueto) mais justa. Por isso se tornaram alvo dos ogros da ditadura militar argentina.
Em que pese tudo isso, aqui no Brasil, a percepção de que Israel trata mal os palestinos e que rouba suas terras, e de que isso contribui para a perpetuação de alguns mitos negativos em relação aos judeus, é um fato, e isso entre pessoas sem a cultura típica de quem é da área de humanas. Outro dia, no carro, com um engenheiro oriental e outro brasileiro, ambos começaram a conversar sobre assuntos diversos, até chegar aos judeus (nem lembro porquê…). E as palavras foram essas mesmas: de que os judeus, que sofreram o Holocausto, que foram segregados, segregam hoje os palestinos, roubam suas terras e os maltratam, tratando-os como sub-humanos. Falou-se um pouco desse mito de que os judeus “não se misturam” etc. etc. Enfim, no frigir dos ovos, uma coisa me pareceu importante. Gostemos ou não, sempre é válido saber o que os outros pensam de nós ou qual a visão que têm de nós, ainda que tudo não passe de uma grande bobagem, de uma imagem completamente distorcida. Pode ser que algo tenha fundamento e que esse conhecimento possa nos dizer algo sobre nós mesmos e que, eventualmente, nos ajude a mudar para melhor.
Abraços, Ariel!
Caro Jakob,
Concordo totalmente… e diria, que mais de pura maluquice, é parte de uma mentalidade perversa..
Mas, com estas postagens fica bem claro que existem muitas pessoas que são abertamente racistas.
Mas, mais assustador, é o número de pessoas que são racistas e tentam (sem muito sucesso) disfarçar essa mentalidade…aqui, em vários casos, ficou beeem claro!
Obrigado,
Abraços,
Ariel
Ariel, só um adendo, depois de ler alguns comentários que estão historicamente equivocados. A primeira perseguição aos judeus foi feita pelos cristãos, durante a primeira Cruzada, entre 1096 e 1099. Vilas de judeus foram massacradas pelos cruzados cristãos no caminho para Jerusalém, sob a alegação de terem “matado Cristo”. Foram os cristãos que inauguraram a “caça” aos judeus. E isso não sou eu quem está dizendo (só estou reproduzindo), mas a História. Escritos da época, como ‘Gesta francorum’ e as crônicas de Raimundo de Aguilers (que descreve como 2.000 judeus foram trancados em uma sinagoga, que foi incendiada com todos dentro), confirmam isso. Abs!
Caro Jakob,
Obrigado pelos adendos!
Pois é, tem toda razão.., esse é outro grande marco da história do antissemitismo, o massacre na estrada para Jerusalém durante a cruzada ordenada pelo papa.
E, um dos que contou isso Raymond de Aguilers, não era um judeu, mas sim um católico. Digo isto para aqueles que só acreditam em fontes católicas…
Abraços,
Ariel
Caro Ariel!
Comecei a pesquisar as informações que me forneceste , e sobre o tal arcebispo Martinez de Sevilha, por onde iniciei a pesquisa, (aquele que vc disse que mandou escravisar 25mil judeus), não encontrei nenhum site que não seja de ódio ao catolicismo, ou ao menos um site honesto e confiável..
Se possível, peço por obséquio, alguma fonte segura para pesquisa, pois os sites que encontrei, parecem se abastecer da mesma fonte..
grato, meu amigo!
Não sou o Ariel, mas não faltam informações a respeito na Internet sobre o assunto citado. Basta colocar no google.es (selecione a opção español) don Ferrand Martínez. O link da wikipedia, ‘Revolta contra os judeus’, tem farta bibliografia no final do texto. Aí você mesmo tirará suas conclusões.
http://es.wikipedia.org/wiki/Revuelta_antijud%C3%ADa_de_1391
http://wwwhistoriakliverscom.blogspot.com/2008/11/la-revuelta-contra-los-judios-en.html
http://www.degelo.com/sevilla/sev17.htm
Ariel, me desculpe se me intrometi na seara alheia. É que estava à mão. Abs!
responder este comentário denunciar abusoCaro Fabio,
Hehehe… essa é boa! Só faltei ver alguma frase do tipo “os cientistas que diziam desde antes de Galileu que a Terra gira ao redor do sol eram contra as determinações do Papado em Roma, e portanto, eram anti-católicos e portanto, estavam errados. Logo, é o sol que gira ao redor da Terra”.
Bom, lhe explico que nem todo livro escrito nos últimos séculos foi passado do papel para a Internet….nem todo long-play está no Youtube ou virou CD…nem toda monografia ou tese escrita a máquina está na internet (para isso servem as velhas e boas bibliotecas públicas ou pessoais e as hemerotecas).
Também depende muito em que forma faz a busca na internet. Buscou no Google em quais idiomas? Só em português ou inglês? Bom, caso insista em só ver a internet,.
Bom, as informações sobre o bispo Martinez eu sabia desde que morei na Espanha, em Madri, entre 1993 e 1994. Era grande amigo da filha de um historiador espanhol sobre islamismo e judaísmo no sul da Espanha.
Dali é que tinha um livrinho pequeno, editado em 1931, em Alcalá de Henares (acho que na universidade), de um autor chamado Jesús Rodríguez y Hernández, sobre as perseguições aos judeus naqueles séculos. “Persecuciones a judios y moros em Andalucía”. Tal livro não está em internet (já dei uma verificada). Muita coisa velha não está na internet. Os artigos que eu escrevia na Folha de Londrina em 1989 não estão na internet, por exemplo.
Abraços,
Ariel
PS: Os astrônomos que diziam que a Terra girava ao redor do sol (entre eles o católico Galileu e o anglicano Isaac Newton, além do catolicissimo Giordano Bruno, e nem falemos do idem católico Copérnico) não eram parte de uma conspiração anti-cristã…
Bom, o fato é que a Terra gira ao redor do sol.. pelo menos,m ainda hohe
Mas, segundo o papado, era o sol que girava ao redor da Terra…,e isso foi defendido pelo papado em Roma até a década de 1830.
Logo, fica minha dúvida: até 1830 o sol girava ao redor da Terra e só depois que as coisas se inverteram?
Bom… permitam-me dar meu pitaco: como não tenho religião (sou ex-católico e não tomo a Bíblia como registro histórico), minha mente está livre de preconceitos ou dogmas impostos pelas religiões. Pertenço a uma minoria pela qual poucos têm coragem de erguer o braço para defender: os ateus. E já sofri discriminação dentro da minha própria família. Os tios e primos evangélicos não me aceitam nem me convidam para os eventos familiares…
De minha parte, eu procuro ver as pessoas como elas são. Por isso, posso escolher conviver apenas com pessoas educadas, civilizadas, cordiais, cultas (no sentido mais amplo de ser culto, de trazer sua contribuição pessoal para o enriquecimento da convivência com os demais), lúcidas (isso exclui muitos religiosos fanáticos), respeitosas e bem-humoradas.
Caro Nino,
Tem razão: muitas vezes, um ateu, se diz o que pensa pode ser execrado.
Mas, tem que suportar constantes proselitismos de grupos religiosos, seitas e similares!!!
Abraços,
Ariel
Cara Márcia,
Pois é, pelo visto uma boa parte (de um terço a uns 40%) da sociedade argentina tem preconceitos contra a comunidade judaica.
Não me surpreende o tamanho dessa parte da sociedade que tenha preconceitos. Deve ter visto, na época da aprovação da lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina, que boa parte da população, metade mais ou menos, eram visceralmente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e contra os gays de forma geral.
Bom, aí está um paralelo.
Sobre a necessidade de fazer uma pesquisa sobre os preconceitos da comunidade judaica, bom… talvez, suponho, não houve necessidade até agora porque ..
1- são 300 mil pessoas em uma população de 40 milhões
2- não soube de judeus depredando túmulos cristãos (o contrário, ocorre, e com bastante freqüência) nos cemitérios. Não vi grupos de adolescentes judeus em B.Aires pixando nos muros de igrejas cristãs a estrela de Davi (mas, existem grupos de adolescentes e alguns marmanjos pixando suásticas)
4 – O problema metodológico seria como definir “comunidade judaica” para os entrevistados judeus. Muitos, a maioria, não é praticante e tem somente o sobrenome. Outros, como, por exemplo, o jornalista Daniel Tognetti (sua mãe é judia). A coisa bizarra disto é que muitas pessoas não-judias nunca viram um judeu na vida e tem preconceitos contra eles.
E, sobre o antissemitismo vinculado com Israel dos dias modernos, lhe recordo que os judeus aqui sofrem preconceito desde muito antes dos surgimento do Estado de Israel…é só lembrar do pogrom de 1918 em B.Aires, etc.
Duvido que os militares da ditadura argentina que torturavam os judeus com mais sanha estivessem pensando no conflito na Cisjordância… não… os caras, os repressores da ditadura argentina eram perversos mesmo.
E, o fato é que parece que existem pessoas que querem culpar uma judia septuagenária, aposentada, que mora em um quarto e sala no bairro do Once em B.Aires, do que acontece entre Israel e a Palesina.
Mas, cada vez mais percebo que esta pesquisa foi muito útil e necessária para ver como muitos setores – alguns que acreditam que são modernos – no fundo no fundo possuem essa coisa primitiva do preconceito contra outros grupos. É assustador!
Abraços,
Ariel
Caro Ariel
A justificação da divulgação da “pesquisa” (coordenada pelo sociólogo Néstor Cohen, também da comunidade judaica) não pode ser “evitar-se que uma velhinha judia seja culpada pelos problemas do Oriente Médio”. Nenhuma pessoa adulta e racional poderia ligar um fato político mundial com uma pessoa vizinha, é algo descabido.
Não há, para mim, justificação alguma em “pôr em evidência” que a metade da população tem preconceitos anti-judaicos. Mais interessante, muito mais, é fazer programas de integração nos bairros em que judeus e não judeus convivem, atividades que impliquem numa aproximação prática, para que o menino “goi” saiba ao certo que menino judeu é um igual, o que de fato é. Todos têm os mesmos sonhos e anseios…
A comunidade judaica também possui características especiais: muitos, eu diria uma boa parte dos meninos, estudam em escolas primárias judaicas, portanto crescem num ambiente de pouco conhecimento do “outro”. A tendência para o fechamento, o estudo em colégios voltados para a religião, têm crescido nas últimas décadas, sendo algo visível. Há uma espécie de endogamia muito evidente. Colégio judeu, clube judeu, círculo de amizades quase somente judeu, casamento com pessoas judias. Disto que eu falo, esta “pesquisa” nada fala. Esta pesquisa joga a culpa de modo ontológico: “o cidadão argentino não judeu é basicamente anti-judaico”, o que a mídia reproduz sem nuances, sem críticas, sem explicações, até diria, com medo.
No momento em que começavam a ser discutidos os preconceitos contra pessoas provindas dos países vizinhos, em especial bolivianos e paraguaios, baseados em fatos concretos e até mesmo “físicos”, a comunidade judaica, ocupando um altissimo escalão da vida pública argentina, no entanto, sacode o tapete para espalhar poeira…
A crítica é sempre menos interessante do que a autocrítica, já que esta última implica numa introspecção, fenômeno raro numa comunidade com milhares de psicólogos e psicanalistas.
responder este comentário denunciar abusoREENVIANDO
2- não soube de judeus depredando túmulos cristãos
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Extremistas isralenses vandalizam dois cemitérios não judaicos
DA EFE
Pelo menos 25 túmulos foram profanados em dois cemitérios –um de muçulmanos e outro de cristãos– da população árabe de Yafa, que faz parte de Tel Aviv.
Segundo as investigações, os atos de vandalismo ocorreram anteontem, véspera do início das comemorações do Yom Kippur, o feriado mais importante do calendário judaico.
Ahmad Gharabli/France Presse
As lápides dos dois cemitérios foram destruídas e nos túmulos apareceram mensagens como “morte aos árabes” ou “política de preço”. As mensagens fazem referência à estratégia de grupos radicais judeus, especialmente colonos, de atacar propriedades ou símbolos palestinos para forçar o desmantelamento de assentamentos pelo Exército israelense.
O presidente do Movimento Islâmico em Yafa, xeque Ahmed Abu Ajwa, pediu calma e disse que o evento “é uma tentativa dos extremistas de incitar as massas árabes”, como registrado pela edição eletrônica do jornal israelense “Haaretz”. Por seu turno, o deputado árabe e dirigente do partido Lista Árabe Unida Ibrahim Sarsur pediu aos autores da agressão, onde quer que estejam, “que parem com os ataques racistas”.
As profanação de túmulos ocorre ao mesmo tempo em que são realizados outros ataques contra locais de culto muçulmano em Israel e na Cisjordânia, assim como ataques e assédio das forças de segurança no território ocupado por colonos judeus.
responder este comentário denunciar abusoSenhora/senhorita Márcia, impecáveis suas observações.
Shalom para todos!
Seis Sete Oito Brasil
responder este comentário denunciar abuso“A crítica é sempre menos interessante do que a autocrítica, já que esta última implica numa introspecção, fenômeno raro numa comunidade com milhares de psicólogos e psicanalistas.”
marcia, que fato lhe permite fazer a afirmacao acima, a nao ser seu gritante nao-anti-semitismo?
responder este comentário denunciar abusoAriel, É surpreendente a sua paciência para responder a gente preconceituosa! Gostaria que você me mandasse o e-mail de alguém de São Paulo a quem eu pudesse enviar PARA VOCÊ revistas, livros, matérias de jornais sobre a presença judia no Recife. Foi aqui que começou a vinda de judeus para as Américas, com a invasão holandesa . Daí ter no Bairro do Recife Antigo a primeira Sinagoga das Américas. O paisagista Roberto Burle Marx, nasceu em São Paulo e viveu toda vida no Rio de Janeiro, mas era filho de judeus saídos do Recife. Outra judia de destaque, que aqui viveu seus primeiros 13 anos, foi Clarice Lispector. Suponho que saiba que os judeus expulsos na Batalha dos Guararapes saíram daqui para fundar Nova Iorque. Bem, saí do foco de sua extraordinária matéria, mas deixo meu abraço à sua família, que tem herdeira nova, não é? Nelson Cunha
Caro Nelson,
Pois é! Mas, por uma questão de educação, é preciso responder a todos.
E respondo, mesmo àqueles que me fazem ameaças (estas, gentilmente, edito e corto dos comentários, bem como vários palavrões que surgem contra o blogueiro que vos fala e outros comentaristas).
E, sim, é verdade: a História dos judeus do Recife é interessantíssima.
E, sem dúvida, Clarice Lispector é supimpa!
Sabia dessa História dos judeus brasileiros e portugueses que depois de expulsos do nordeste foram para a Holanda e lá alguém disse “ei, estamos indo pro outro lado do Oceano, pra fundar Nova Amsterdam”;
Lhe passo o mail depois.
Abraços,
Ariel
Caro Ariel!
Pensei muito antes de lhe responder, pois lamento que o nosso bate-papo tenha tomado o rumo errado.
Não entendi porque vc zomba de alguém que pensava que o Sol girava em torno da Terra, e não ridiculariza uma religião (judaísmo) que pregou ao mundo que a Terra foi feita em 6 dias, e após o árduo trabalho de fazer um planeta inteiro, Deus de tão cansado, (pasmem) descansou. Se deu tanto trabalho fazer a Terra, imagine os planetas maiores e até mesmo o Sol.Me parece natural, esse pessoal antigo erar no atacado e no varejo.
Não entendi porque ridicularizar, ao invés de elogiar alguém como eu ,que tem interesse em aprender sobre o que vc disse, sendo que seria fácil ( e improdutivo) rebater as tuas alegações, simplesmente pesquisando na net em sites que rebatem acusações e vice-versa.
Devo lembrar, que Jesus Cristo é um “presente” que o judaísmo deu ao ocidente e essa bíblia escrita por judeus tem algumas coisas indigestas, como essa passagem para repudiar os não cristãos>>Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis. (II São João 1,10) Informo a vc., que tal passagem NÃO é ensinada no catolicismo, mas certas $eitas pentecostais a usam para maldosamente colocar o preconceito contra outros credos em seus seguidores.
TEm também uma passagem no velho testamento, copiado da Torah judaica, onde se permite vender a filha para ser escrava, como é permitido em Êxodo 21:7.
É bom lembrar que o cristianismo era uma seita judaica no seu nacimento. Deixou de se r seita, porque se tornou maior que o próprio judaísmo.
Poderia ainda, fazar de casos polêmicos na cidade de Santos, sobre judias oprimidas por judeus. Mas não vou atacar a fé judaica, porque tenho amigos judeus e não vou me sentir bem fazendo esse tipo de coisa e depois estar com eles.
Claro que sei que és um ateu. Mas a mim não convém ser um ateu, pregar o ateísmo ao o porteiro ou o zelador de meu predio, e após virar as costas, um esquerdista vai ter seu caminho livre para trabalhar, pois no Brasil, a religiosidade atrapalha o esquerdismo. Pois o comportamento do povo brasileiro é muito diferente do argentino, que é mais culto e politizado, e etc.. Países diferentes, o Brasil fica mais violento ao passo que se descatoliza, acho que vc nunca parou num farol e teve uma arma apontada no rosto por um marginal descatolizado, sem valores, sem respeito a vida, achando que só porque vc está motorizado, vc é mau ,um burguês “capitalista” e etc…E também não me vejo preconceituoso, como pensam certas pessoas.
Um abraço, meu amigo.
Caro Fabio,
a) sobre o Sol e a Terra: simples a explicação. Galileu e outros cientistas já diziam há tempos que a Terra girava em torno do Sol. Mas, uma organização poderosíssima como era o Papado naquela época, dizia que o Sol girava ao redor da Terra. Bom, explicações científicas não faltavam, mas a turma do Vaticano não queria nem ouvir sobre o assunto. Não somente eles tinham essa opinião (a de que o Sol girava ao redor da Terra)… o pior é que eles queriam impor isso a todo mundo e, pior ainda, como organização, matavam quem dissesse o contrário!
Logo, não é nem uma questão de zombar… é uma questão de considerar isso algo primitivo, tosco. Além do mais, eu achava, matar alguém por pensamentos divergentes, não me parece muito cristão….
b) É fato, como disse, que nem todos os livros estão na internet. E, que, muitas vezes, se eu procuro “êta sô” junto com “Napoleão Bonaparte” vou encontrar resultados diferentes de “oh my god” e “Napoleon Bonaparte” e assim por diante. Com idiomas diferentes o resultado da pesquisa pode ser maior (ou menor).
c) sobre presentes ou obséquios que umas religiões dão a outras, isso é coisa que os dois ou três ou quatro lados envolvidos resolvam ou melhorem..,.ou atualizem! Pois, tal como diz um amigo meu, católico apostólico romano, “as religiões que tem profetas ou messias deveriam fazer como o Windows… ter atualizações a cada tempo, pra poder ficar update e não passar vergonha”.
d) o sr. é que saiu do objetivo e assunto principal desta postagem, que era falar sobre o preconceito contra judeus na Argentina. Não era preconceito contra judeus na Finlândia, nem contra católicos na Antártida. Era sobre judeus, na Argentina (o DDI número 54).
e) citei o que considero como assuntos antiquados como proibições a comer mariscos, o sol girar ao redor da Terra e várias outras coisas não como sendo um atraso de um culto religioso em si, mas de muitos cultos. O problema não é que acreditem nessas coisas… o problema é quando querem obrigar as pessoas a acreditar nisso… e pior ainda, quando te colocam na fogueira!
f) Ninguém está aqui fazendo defesa do judaísmo, da religião. Inclusive, deixei claro nos comentários que a maior parte da comunidade judaica aqui é laica. O sr. é que quis levar o campo para o lado dos preconceitos religiosos-teológicos.
g) Não conheço organizações que preguem o ateísmo. Se houver, devem ser pouquinhas. Não conheço ninguém que reúna seus fieis ateus em um dia da semana e dê sermão sobre o ateísmo. O sr. deve ter feito confusão com o planeta (este é o Terra, aquele que gira ao redor do sol).
h) hehehe… não tinha informações de que um país fica mais violento quando se “descatoliza”. Eu achava muito mais violento viver na Idade Média, com guerras constantes, torturas oficializadas (bom, tem gente que gosta dessas coisas) falta de leis claras, sem sistema de saúde e ….sem papel higiênico!!!
i) não sabia que todo ladrão ou assassino é ateu o descatolizado! Isso o sr. leu em alguma pesquisa, tese de doutorado…? Os bispos acusados de pedofilia são “descatolizados”? Ou existe certa exceção pra essa turma?
j) hahahhaha… só porque alguém cita uma série de irregularidades das organizações religiosas o sr. acha que essa pessoa é ateia? Hahahaha.. perdão, é que não dá mesmo para conter as gargalhadas. Vai ser um prato cheio quando comente isso com meus amigos na hora do almoço (metade deles, pelo que sei, são muito religiosos e católicos… e não acreditam que o sol gira ao redor da Terra).
Abraços,
Ariel
Caro Ariel Palacios.
Tanto os judeus, como a Igreja Católica concordam que quem matou Jesus foi a aristocracia judaica. O sr. como historiador , deixa a desejar, pois argumentar que só haviam soldados romanos na morte de Jesus,como o amigo fez, é o mesmo que inocentar os EUA , e jogar a culpa no carrasco que aplicou a pena de morte no prisioneiro que descobriu-se depois ERA INOCENTE. Jesus foi executado após ser condenado pelos judeus, e o soldado romano apenas cumpriu ordens.
Caro Fabio,
Como suponho que o sr. é católico (apostólico romano, etc), lhe atualizo (tal como um Windows) sobre um assunto: O chefe supremo de sua religião (caso seja c.a.r.), com residência na cidade do Vaticano, alemão de nascimento, outrora conhecido como cardeal Joseph Aloisius Ratzinger (nascido em 1927), que é Sumo Pontífice (isto é, Papa) desde 2005, disse em meados deste ano que “os judeus não mataram Cristo”.
Qualquer reclamação, dirija-se a http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/index_sp.htm
… e ali peça um audiência para expor suas opiniões contrárias.
Mas, acho que será uma perda de tempo, pois os papas – dizem – são “infalíveis”.
Outra coisa: os soldados romanos agiam sob ordens do imperador romano. Logo, me parece estranho que tenham agido sob ordens de um povo, que na época, era colonizado por eles. Ocorreu, por um acaso, um fenômeno de hipnotismo e os soldados romanos saíram caminhando pelas vielas de Jerusalém com os braços esticados dizendo “sim amo”? Puxa…
Abraços,
Ariel
PS: Não sou historiador, sou jornalista
responder este comentário denunciar abusoCredo, Ariel!
O gajo aí é neonazista e não admite!!!!
Abração
Gisleine´
PS: Fui batizada católica mas já fui pra cama com um protestante que era muito bom na área sexual, além de ser um cavalheiro… será que vou pras chamas do Inferno? Terei salvação?
Cara Gisleine,
Pois é… estãos os neonazistas assumidos e os “cripto”-neonazistas.
E aqueles que não são neonazistas mas são antissemitas (nem todo anitessemita é neonazista… podem ter pontos em comuns, mas não todos).
Sobre os afazeres sexuais, é saudável que não tenha preconceitos. E, se o cara é bom de cama e ainda por cima um cavalheiro, não vejo impedimentos para que duas pessoas de religiões diferentes não possam conviver, namorar, casar, ou somente copular.
Sobre as chamas do inferno, duvido, pois não acredito em sua existência. Bom, o próprio papa Bento XVI disse há uns anos que o tal imóvel do além não existia…
Mas, sobre a meia-salvação… bom, existe tanta coisa bizarra nas mais diversas correntes teológicas que não me surpreenderia que haja uma salvação 50%!
Bom, o purgatório era uma espécie de meia-salvação, né?
Abraços,
Ariel
Cara Gislaine
Segundo um pessoal aí acima, você, que deitou com um protestante, poderá ter 1/2 salvação.
É que o protestante é cristão, então tem um descontinho no teu castigo.
Mas, se deitar com judeu aí você pode ser cozida nas chamas do Inferno com óleo de soja. Óleo de oliva só pra casos excepcionais…
E se deitar com um islamita…virge cruz credo! Vai ter que morar na Alemanha descatolizada!!!!!!!!!!!!!!!!
Beijo
James Christ
Caro James,
Tem um pessoal acha que, se uma moça de uma determinada religião tiver um caso com outro, é praticamente um escandalo nacional…
Abraços,
Ariel
Caro Ariel.
Porque o amigo não deleta a mensagem onde uma criminosa me chama de neonazista?E também o comentário da “meia” salvação, já que isso não existe no catolicismo?Não faz parte das regras deletar comentários ofensivos ou mentirosos?
Em nenhum momento disse que ateus são criminosos, apenas afirmei que a violência aumentou no Brasil ao passo que se descatolizou o povo. Isso é “FATO” ! Um ignorante qualquer, só tem medo de “deus”, mas se nem disso ele tiver medo,se lhe for pregado um “deus” que permite isso, nada o impede de matar ou roubar.
Grato
Caro Fabio,
Qual comentarista “criminosa” o sr se refere?
Nas citações sobre neonazistas nos comentários de hoje e de ontem (não estou com tempo para vasculhar na centena de comentarios dos dias anteriores)
Vejo somente um comentário, da comentarista Gislaine que cita um “gajo” neonazista… Não vi referencias ao sr…. Pelo menos, nesta esfera terrena do texto em Word, corpo 12, nao vi nada.
Sobre a meia salvação da comentarista …. Nao vejo problema algum. Aliás, está dentro das dúvidas geradas pelas proprias confusas teologias de diversas religiões e seitas…uma hora o inferno existe, depois nao existe, purgatório sim e não, planetas com orbitas esquisitas, impedimentos gastronômicos sob pena de castigo divino…bom, o purgatório era uma meia salvação. Talvez a comentarista referia-se à esse real estate do além.
E, quando o sr se refere a “um ignorante”, por acaso indica que os crimes no Brasil sao feitos apenas por pessoas sem uma escolaridade boa????
E vamos ver… Por acaso sugere que só o medo a deus impede a criminalidade????
Bom, nossa, nos países escandinavos, Holanda, etc, deve haver um massacre permanente nas ruas e eu não me toquei!
E, pessoas eméritas como o fúsico e pacifista Bertrand Russel, o escritor Jorge Luis Borges, pessoas ateias ou sem religião definida, ou ainda, agnóstica não teriam ética alguma?
E’ preciso ser crente para ser boa pessoa e seguir as leis?
E’ preciso ter (usando um batido termo atual) pannic attack celestial para nao ser um criminoso?
Heheh…lhe recordo que o ditador Francisco Franco era bem crente. Hitler idem.
Essa é a realidade. São fatos…
Abraços,
Ariel
PS O sul da Europa sempre apresentou maiores índices de criminalidade que o norte…
responder este comentário denunciar abusoCaro Ariel.
Sobre quem matou Jesus, saiu até no Estadão.
.
Bento diz que foi a “aristocracia do Templo,” e não todos os judeus da época, que quis que Jesus fosse condenado à morte, porque ele se declarara rei dos judeus e porque a aristocracia considerava que ele havia violado a lei religiosa judaica.
É a primeira vez em que um papa disseca e compara os vários relatos feitos no Novo Testamento, concluindo que não há base para a acusação contra os judeus, que foi oficialmente repudiada pela primeira vez em um documento da Igreja em 1965.
Líderes judaicos em todo o mundo já saudaram esse trecho do livro.
“Comendo Vossa Santidade por rejeitar terminantemente em seu livro recente uma acusação falsa que tem estado à base do ódio voltado ao povo judaico por muitos séculos,” disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em carta ao papa.
O rabino Jacob Neusner, eminente estudioso americano do judaísmo e editor da “Enciclopédia do Judaísmo,” disse: “Isto representa uma avaliação baseada em estudos… ele (o papa) fala da verdade, e não sobre o que é conveniente.”
Grato, e adeus!
Caro Fábio,
Pois é, ainda bem que o papa percebeu – com bastante tempo de atraso – que os judeus não mataram J.Cristo!
Mas, apesar das explicações do papa, tem muita pessoa por aí que ainda acha que os judeus são os culpados da morte de Cristo e de qualquer problema internacional…
Bom, sempre existirão pessoas frustradas que tentam encontrar toda hora um bode expiatório.
Uma hora são os judeus, outra os negros, outra os imigrantes bolivianos, e por aí vai…até que um dia também vão culpar os ciclistas canhotos que sejam ruivos!
Abraços,
Ariel
Prezado Ariel:
Se estivéssemos falando de crimes, poderíamos dizer que a folha corrida judaica é extensa, desde a ingenua acusação de terem matado Cristo , até os dias atuais, com a “judiação” que fazem contra os palestinos. Sem querer polemizar, diria que a fé judaica cristã jamais foi solução para a questão da violência. Em primeiro lugar, a Santa Inquisição, que de santa nata tinha, praticou os seus inomináveis horrores; em segundo lugar, em tempos de AIDS e de misérias lancinantes, incute na mente de seus adeptos que é pecado o uso do preservativo, ensejando a “produção” de incontáveis assaltantes de faróis.- “Se Deus não existe então tudo é permitido, até o crime!”- A frase de um famoso escritor sugere que a religião é um freio necessário, porém é doloroso reconhecer que nem sempre tal freio funciona.
Caro Xavier,
Concordo com seus pontos.
E obrigado por recordar o verbo “judiar” (vi que colocou entre aspas), que é muito ilustrativo sobre como os idiomas contém profundas características racistas.
Ainda bem que as matanças feitas por soldados israelenses contra palestinos são criticada por setores da comunidade judaica dentro de Israel e do resto do mundo.
Mas, há pessoas (deve ter visto aqui entre os comentaristas) que acham que os judeus do resto do planeta são, como se fossem uma espécie de organismo biológico único, um único ente que pensa e age da mesma forma.
Terrível, mas ainda existem pessoas (e jovens, por incrível que pareça) que pensem dessa forma.
Freud (e não é porque era judeu) teria explicado muito bem como certas pessoas possuem os mais estranhos ressentimentos..
Abraços,
Ariel
Até onde eu sei, Jesus (um judeu) era uma pedra no sapato da aristocracia local, por colocar em xeque sua autoridade político-religiosa; dos grupos locais que lutavam contra o domínio romano, que não concordavam com sua doutrina de “paz e amor”; e dos próprios romanos, que viam nele uma ameaça ao império. Ou seja: era um risco generalizado para quem detinha o poder ou desejava tomá-lo. O único que, segundo consta, simpatizava com ele era o povão, a massa, sempre posta de lado na hora das grandes decisões, em todas as épocas e regiões do mundo. Não podemos esquecer que dias antes (acho que no domingo anterior) da execução, Jesus foi recebido festivamente por moradores de Jerusalém que agitavam ramos de palmeiras. Se não me falha a memória, esse comitê de recepção era composto por judeus, provavelmente das camadas sociais mais pobres. Generalizar a culpa pela morte de Cristo, atribuindo-a a todos os judeus, é o mesmo que dizer que todos os alemães foram culpados pelas atrocidades de Hitler e de seus seguidores, e continuar responsablizando-os por isso após 70 anos e três gerações.
Preconceito é mostra de ignorância, estupidez e fanatismo! Se o Ariel não fosse um cara educado e com paciência de Jó, creio que já teria dito: “Vão estudar, cambada de nazistinhas em potencial, ao menos para sustentar seus argumentos com um pouco lógica!”
“homo homini lopus”, o homem é o lobo do homem.
Lembrei do maior escritor judeu , Omus Uz: o povo judeu vive do passado.
Contava uma piada: um judeu chegou no céu por engano e perguntou a Deus:
senhor Deus todo poderoso, qual a melhor religião a ser seguida: judaísmo, crista, Islã, evangélica,…
Deus pensou um pouco e respondeu:
– Sabe meu filho, até nem religiosa sou.
abç
“Lupus est homo homini non homo”.
responder este comentário denunciar abusoAriel Palácios
Excelente postagem!
Mas, cá entre nós: tem um pessoal que se acha o centro do Universo aí…
Qualquer comentário expresso aqui o gajo já logo vai achando que é com ele…será que ele é que nem a Terra, com vários sóis girando ao redor dele?
Pôoooooo!
Abração, cara!
Gelson Medeiros Barroso
Senhora Márcia: sou gay. E, portanto, sou de uma minoria. Acho um absurdo que alguém seja contra uma pesquisa sobre uma comunidade e exija como contra-prestação uma pesquisa sobre o que essas pessoas acham do resto da sociedade.
Seria como que, a cada pesquisa feita sobre o preconceito contra gays perguntassem pra gente o que a gente acha dos heterossexuais.
Lamento muito que ainda persista esse tipo de mentalidade mesquinha e tacanha.
Ou agora, se fizerem uma pesquisa com a comunidade boliviana em Buenos Aires será obrigatório que eles digam o que pensam do resto da sociedade.
E digo outra coisa: sou gay e não sou culpado daquilo que um gay pode fazer em Tóquio.
Saudações
Tony
Olá, amigo Tony
Você está enganado e acho que desconhece a história argentina. Houve casos históricos porém esporádicos de antissemitismo, como bem assinalou o Ariel, mas em compensação também houve muita “miscigenação”. Esta é a garantia de que as pessoas de origens, meios sociais e até mesmo sexualidades, se conheçam, mostrem que os seus estilos de vida e perspectivas individuais cabem no mesmo território compartilhado com aquele que é diferente.
Amigo, na Argentina há uma profunda democratização das relações interpessoais, árabe convive com judeu, ateu convive com muçulmano, homossexual com hetero. Nisto que lhe concerne, a Argentina foi o primeiro país da América do Sul a permitir o casamento gay, o que vem demonstrar o grau de abertura que há. Chama-me muito a atenção como no Brasil, conhecido exteriormente como país aberto, continua havendo ataques a homossexuais e o casamento gay ainda parecer estar longe.
Do meu ponto de vista, de nada serve lançar uma culpa generalizada sobre a sociedade argentina não judia, visto que o resultado da pesquisa não tem outra consequência senão dizer que há preconceitos, mas nada propõe.
A minha empregada, que é paraguaia, um belo dia, de cara amarrada, contou-me que na escola tinham zombado do seu filho de 11 anos, apenas pelo sotaque. Os paraguaios (e os bolivianos), vivendo no país há muitos anos, no entanto têm poucos meios para dizer que há sinais de preconceitos.
O Estado Nacional é que deve idealizar campanhas de conhecimento das comunidades bem concretas, é a obrigação da hora.
Sinto não concordar com você, mas convido você a conhecer de perto a realidade deste país, onde eu estou morando há tanto tempo e que tanto amo…
Abraço
Tony, tem toda a razão do mundo. Só faltava essa: essa tchurma que acha que todo grupo discriminado tem alguma culpa no cartório!
Você deu um excelente exemplo: porque é que uma pesquisa teria a obrigatoriedade de uma contraprestação? Absurdo. As pessoas que pedem isso é porque devem tem algum preconceito lá no fundinho.
Bjs
Golda
Senhora Golda:
Eu achei o comentário da senhora Márcia muito correto. Se uma comunidade N dispõe de meios para dedurar o resto da sociedade, assim levianamente, por que não se exigir que o resto faça a mesma coisa? Por acaso não há judeus preconceituosos? Tooooodos os judeus tëm espírito aberto e não discriminador? Ora bolas! Essa sua defesa do post do senhor Tony parece muito interesseira…
responder este comentário denunciar abusoEstimada Golda
Esto es una prueba de que el antisemitismo del macrismo (de Mauricio Macri, intendente de Buenos Aires) tuvo un triste efecto.
Lo peor que es que tuvo efecto aún en los simpatizantes cristinistas por lo visto.
El macrismo es antisemita y racista contra los inmigrantes indigenas de la region.
Saludos
Só faltava essa …. agora pedem explicações aos judeus pela discriminação que sofrem aqui e em outros países das Américas.
A vítima passa a ser victimario!
Denunciar atos racistas ou discriminatórios passou a ser “dedurar”???? Onde vamos parar?
Ou será que vão dizer que o Holocausto não aconteceu?
Só faltam que digam que os gays merecem a discriminação que sofrem na Argentina e no resto da América latina porque eles “só se casam entre gays”.
E só falta que digam que por cada pesquisa feita sobre a discriminação sofrida pelos gays teriam que fazer uma pesquisa para ver se os gays discriminam o resto da sociedade.
Os bolivianos sofrem muita discriminação. Em meu bairro muitos bolivianos e peruanos e também argentinos de Jujuy são discriminados.
As ONGs devem fazer pesquisas…. os Estados devem fazer campanhas contra a discriminação.
Para começar, deveriam indiciar a presidente das Mães da Plaza de Mayo Hebe de Bonafini por ter chamado um grupo de bolivianos que protestava na praça de Mayo dois anos atrás de “bolivianos de mierda”.
Bonafini também discriminou o jornalista Horacio Verbitsky por ser judeu.
Para quem não acredita e quem acha que isto pode ser coisa “inventada” pela tal “conspiração da mídia PIG”, olha aqui pessoal este artigo do próprio Horacio Verbitsky:
http://www.pagina12.com.ar/2001/01-10/01-10-28/pag15.htm
LA CIENAGA DEL ANTISEMITISMO Y LA MENTIRA
Ser judío
Horacio Verbitsky fue descalificado por María Hebe Pastor de Bonafini por su crítica a quienes celebraron los atentados del 11 de setiembre, vieron a las víctimas como “figuras que caen”, exaltaron a una teocracia premoderna como supuesta vanguardia de la lucha de clases en el siglo XXI y a Osama Bin Laden como un líder revolucionario. En un reportaje afirmó que Verbitsky es judío y sirviente de los Estados Unidos, a sueldo de la Fundación Ford. Luego declaró (e hizo declarar a la vicepresidenta de su grupo) que no lo había dicho, pese a que sus palabras están grabadas. Lo que sigue es la respuesta del columnista de este diario.
Antisemitismo: El fundador del partido socialdemócrata alemán y líder obrero August Bebel lo caracterizó hace más de un siglo como “el socialismo de los imbéciles”.
Por Horacio Verbitsky
Por este único medio agradezco las comunicaciones de solidaridad y apoyo recibidas, de conocidos y desconocidos, de figuras públicas y de colegas, de militantes y de ciudadanos indignados, del país y del exterior. Esta vez las necesitaba, porque lo sucedido corta el aliento. También me disculpo por no aceptar las entrevistas pedidas por distintos medios. Escribí la columna del 11 de octubre a sabiendas de los costos que tendría y adelanté la dificultad de polemizar con una persona más proclive al insulto que al razonamiento. Pero consideré que las fuerzas y personas progresistas debían abrir un debate político imprescindible. No aceptaré ahora rebajarlo a gresca personal y no quiero decir nada que no haya meditado antes con cuidado y que no pueda expresar con respeto y serenidad.
Una de tres
El festejo por los atentados contra las Torres Gemelas y el Pentágono, la descripción de sus víctimas como” figuras que caen”, la exaltación de una teocracia premoderna como supuesta vanguardia de la lucha de clases en el siglo XXI y de Osama Bin Laden como un líder revolucionario, son disparates insostenibles. No tengo nada que agregar a lo que ya escribí sobre ellos. Pero sí deseo decir algo acerca del exabrupto antisemita utilizado como instrumento descalificador, en ausencia de cualquier razonamiento, por María Hebe Pastor de Bonafini en el reportaje a la revista 3puntos de esta semana. Para quienes no lo hayan leído: dice que “Verbitsky es un sirviente de Estados Unidos. Recibe un sueldo de la Fundación Ford y, además de ser judío, es totalmente pronorteamericano” .
Sólo una de esas afirmaciones es verdadera.
Mis únicos ingresos provienen de mi sueldo en este diario y de los derechos de autor por la venta de mis muchos libros. Hace quince años dediqué uno de ellos a la señora Pastor de Bonafini y a otras figuras del movimiento por los derechos humanos que ella en una época integró. “Por obstinados”, dice la dedicatoria. Nunca he recibido ni una lapicera de la Fundación Ford, que desde los años negros de la dictadura, cuando tantas puertas se cerraban a los perseguidos, sí financia algunos programas del Centro de Estudios Legales y Sociales. Por ello sólo le debemos gratitud, no acatamiento a directivas o vetos que nunca fijó y que no aceptaríamos.
El CELS es un organismo ejemplar, que se ha destacado en la lucha por la memoria y contra la impunidad del terrorismo de Estado, en la que ha conseguido la declaración judicial de nulidad de las leyes de punto final y de obediencia debida. También actúa en contra de la violencia institucional que se ejerce, por ejemplo, en cárceles y comisarías de la provincia de Buenos Aires. Su programa en defensa de los derechos económicos, sociales y culturales agredidos por la política de ajuste lo ha llevado a integrar el Frente Nacional contra la Pobreza (junto con las Madres y Abuelas de Plaza de Mayo, el Servicio de Paz y Justicia, los Familiares de Detenidos Desaparecidos, la Asamblea y el Movimiento Ecuménico por los Derechos Humanos). Además asesora acerca de los recursos jurídicos internos e internacionales a todos quienes luchan contra las rebajas de salarios y jubilaciones o son perseguidos por su participación en protestas sociales. Fue elegido para elaborar el Contrainforme de las organizaciones no gubernamentales ante el Comité de Derechos Económicos, Sociales y Culturales de las Naciones Unidas, que refuta la rosada versión oficial. Mi desempeño como presidente del CELS es una actividad militante, no rentada. No sólo no cobro. Por el contrario, aporto.
De Fukuyama a Sharon
Lo único cierto es que soy judío. La señora Pastor de Bonafini parece creer que eso explica alguna conducta u opinión. Si piensa que todos quienes rechazan lo sucedido el 11 de setiembre son judíos, debe sentirse muy sola.
La Nación reprodujo la columna de Andrés Oppenheimer para el Miami Herald que consigna mi oposición a los bombardeos estadounidenses sobre Afganistán, compartida por el 75 por ciento de los argentinos según la encuesta de Gallup. No lo dije sólo aquí; también en Estados Unidos, donde esa no es una posición muy apreciada. El jueves, transmití a la Alta Comisionada de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos, Mary Robinson, el apoyo del CELS a su solicitud de alto el fuego, de modo de permitir la ayuda humanitaria antes del invierno afgano. También le comuniqué la posición que hicimos pública el 14 de setiembre, la primera de un organismo argentino de derechos humanos, de repudio a los atentados pero también de advertencia contra cualquier represalia estadounidense, falta de respeto a las normas del derecho internacional y políticas de seguridad que debiliten el estado de derecho, impliquen la persecución o el trato discriminatorio hacia grupos nacionales o religiosos o restrinjan los derechos humanos. Los lectores de estas páginas saben muy bien que he informado antes y con más detalle y persistencia que cualquier otro periodista sobre las presiones del Comando Sur del Ejército de los Estados Unidos para involucrar a la Argentina en el Plan Colombia, acerca de la propuesta para instalar una base misilística de los Estados Unidos en nuestro territorio, de los ejercicios que con el pretexto de las misiones internacionales de paz implicaron preparativos para la represión a los piqueteros, y de la intromisión castrense en cuestiones de seguridad interior que las leyes prohíben. La conclusión es que la señora Pastor de Bonafini me llama sirviente de Estados Unidos sólo porque no comparto su alegría por los atentados del 11 de setiembre y, sobre todo, porque me atreví a decirlo, en estas páginas y en televisión. Disimular en atención a los méritos de ayer la gravedad de semejante alineamiento hoy, sería coincidir con Fukuyama en que la historia terminó.
En abril de 1986 durante un homenaje al alzamiento del ghetto de Varsovia conté la impresión que me causó el libro “Ser Judío”. Su autor, León Rozitchner, planteaba el compromiso con la causa de los perseguidos, de los reprimidos, de los oprimidos, de los débiles, como consecuencia del ser judío. Me siento representado por esas palabras de Rozitchner. Muchas de las cosas que he hecho en mi vida recogen esa marca. Porque si participé de la vida política de mi país y me comprometí las veces que lo hice y en las causas en que me comprometí fue, entre otras razones, por ser judío. Por lo mismo he acompañado muchas veces en sus justos reclamos al representante de la Autoridad Palestina en Buenos Aires y, durante un homenaje a mi padre al que me invitó la AMIA, me he referido a Ariel Sharon como el Carnicero de Sabra y Shatila.
Un banquero y un general
Todo esto ha sido público, de modo que no hay lugar a confusión posible. Tan bien lo sabe la señora Pastor de Bonafini que no me llama israelí, sino judío, en un contexto inequívoco de insultos. Esto es puro y duro antisemitismo. No se trata de algo excepcional en la sociedad argentina, ni en mi propia experiencia. El escribano Raúl Juan Pedro Moneta me atribuyó sus desdichas: lo habría perseguido por su fervor mariano, junto con otros periodistas judíos. En abril de este año, el jefe del Ejército, Ricardo Brinzoni, envió a su abogado de confianza al CELS, con centenares de acciones de hábeas data. Mientras buscábamos los antecedentes de esos oficiales reparamos en los del abogado que los representaba: era el segundo jefe y apoderado nacional del partido neonazi Nuevo Triunfo. Moneta es un banquero bajo investigación judicial y parlamentaria, por vaciamiento de empresas y lavado de dinero. Brinzoni es un ex funcionario político de la dictadura, al que denunciamos ante la justicia por su participación en una de las peores masacres de aquellos años, la de Margarita Belén. Cuando sus manifestaciones antisemitas produjeron reacciones críticas, ambos se disculparon. Moneta llegó a decir que tenía amigos judíos y Brinzoni pidió perdón” a la DAIA. Brinzoni dijo que había sido sorprendido en su buena fe, pero no explicó de qué modo llegó a designar a semejante abogado de confianza ni sancionó a los responsables, que siguen siendo sus colaboradores.
Hay cierta coherencia en Moneta y Brinzoni. En todo caso, a nadie puede sorprenderle el antisemitismo de un banquero y de un general argentinos, porque forman parte de los sectores responsables de la masacre que ensangrentó al país hace un cuarto de siglo. Pero al menos, ninguno de ellos se postula como socialista o revolucionario. En cambio, la señora Pastor de Bonafini se considera la suprema encarnación de ambos atributos y desde ese pedestal descalifica a quien ose disentir con cualquiera de sus afirmaciones. Por eso, es más grave su verborrea antisemita que la de un banquero o un general.
La pequeña burguesía
A fines del siglo XIX la pequeña burguesía alemana y sus expresiones radicales de izquierda desarrollaron un discurso de creciente antisemitismo. En el partido socialdemócrata alemán, vinculado con la Asociación Internacional de Trabajadores (la Primera Internacional fundada por Karl Marx en Londres), hubo quienes consintieron esa floración perversa. La veían como una puerta lateral de acceso al anticapitalismo. La clase obrera comenzaría por dispararles a los judíos y cuando levantara la mira descubriría detrás a la burguesía. El fundador del partido socialdemócrata alemán y líder obrero August Bebel objetó la condescendencia con el antisemitismo y lo caracterizó como “el socialismo de los imbéciles”, porque desviaba la atención popular de los enemigos de clase, era políticamente erróneo y moralmente reprobable. Lenin desterró esas tendencias del movimiento comunista internacional, pero a su muerte Stalin las elevó a política de Estado. En la Argentina el antisemitismo fue la norma durante la gestión de Isabel Perón y José López Rega y bajo la dictadura. El Turco Julián, que está detenido bajo proceso a raíz de la nulidad de la ley de obediencia debida, pasaba discursos de Hitler y marchas nazis a los prisioneros. Adolfo Pérez Esquivel (quien el jueves declaró que “no puedo aceptar lo que dice Hebe de Bonafini. Desde ningún punto de vista se puede justificar un atentado o el terrorismo”) vio una cruz esvástica en una dependencia policial donde estuvo secuestrado. En todos los campos de concentración hubo un ensañamiento especial con los judíos, fueran o no militantes. En el lugar de detención de Jacobo Timerman un adolescente era obligado a caminar en cuatro patas, dormir sobre un felpudo mugriento, comer del piso sin usar las manos, ladrar, y repetir “soy un perro judío”. A una señora judía la obligaban a arrastrarse golpeando una lata y diciendo: “Facturo la mitad en blanco y la mitad en negro”. En mayo de 1933 los nazis quemaron en una plaza de Berlín libros de autores antifascistas. Esa plaza se llama hoy August Bebel, en homenaje a aquel tornero alemán que murió antes del acceso del nazismo al poder. Todo esto constituye, desde luego, el tipo de “intelectualizaciones” que la señora Pastor de Bonafini desprecia porque, como dice en el mismo reportaje, ella habla “desde la cocina” .
Desdén por la verdad
Un comunicado del grupo que preside desmintió que hubiera pronunciado las palabras transcriptas por 3puntos y las atribuyó a una manipulación malintencionada de la revista. “Quienes se prestan a la burda maniobra de hacernos aparecer como antisemitas se están sumando a los derechistas y socialdemócratas que pretenden destruir nuestros proyectos”, dice. Según ese texto, firmado por ella y por la vicepresidenta Mercedes Meroño, “criticamos a Horacio Verbitsky por ser agente norteamericano, no por ser judío. La revista 3puntos, desde la misma tapa, falsifica nuestra declaración y publica algo que no hemos dicho”. Lejos de ello, “las madres nos sentimos orgullosas de que nos digan judías”, agrega.
Al conocer la existencia de esta declaración pedí a la revista una copia de la cinta grabada del reportaje. Se escucha con nitidez y sin interferencias. La audición no deja dudas respecto de quién habla y qué dice. La transcripción de la revista fue de una fidelidad absoluta, y cualquiera que tenga alguna duda puede escucharla. Una copia está a disposición de Mercedes Meroño, quien según informa la revista Trespuntos no estuvo presente durante la grabación. Es decir que la señora Pastor de Bonafini indujo a la propia vicepresidenta de su grupo a firmar una declaración cuya falsedad puede ser demostrada en forma irrefutable.
Cualquier idea puede ser expuesta, defender conceptualmente el terrorismo no equivale a ser terrorista, hasta los insultos pueden disculparse en el calor de un debate. Pero el recurso al antisemitismo, el engaño a sus propias compañeras y la falta de respeto por la verdad son pasos que internan a la señora Pastor de Bonafini enotra dimensión. ¿Qué valor tiene cualquier cosa que diga alguien que falta en forma deliberada a la verdad? “Me quieren destruir”, clama, con turbación. No ha sido ese mi propósito. Mi única culpa es haber prestado atención a sus palabras, haberlas extraído del círculo cerrado en que se pronunciaron y exponerlas a la luz para que todos puedan oírlas. No la he elegido como enemigo ni me alegra este debate ineludible.
Caro Fabio,
Em relação a qual coisa?
Abraços,
Ariel
Caro João dos Santos:
Clap, clap, clap. Magistral! Boa argumentação e boa lembrança da discriminação da Bonafini.Sou boliviano que mora em São Paulo há 20 anos e sei bem da discriminação.
Fiquei chocado quando meus amigos de Buenos Aires me contaram as declarações racistas da líder das Mães da Praça. Uma pena para o resto das Mães.
Adendo: meu namorado é judeu brasileiro. Que fique claro para esse pessoal da direita e com certeza caucásico que pede explicações às vítimas do racismo antissemita e antiindígena que nós dois entendemos bem de discriminação.
Abraços e boa noite
Horácio B.Quispe
Seu Horácio
Não tinha entrado até agora no blog, mas acho que o tema a ser debatido é atual o bastante para me sentir engajado na conversa. Primeiro, parabenizo o senhor pelo excelente português que o senhor possui.
Segundo, por acaso, uma amiga minha, médica, foi convidada a Israel e zonas palestinas por diplomatas da ONU. Num carro da UN ela conseguiu entrar e sair na Cisjordânia e em Jerusalém várias vezes, atravessando múltiplas vezes o Muro que Israel construiu.
Ela me contou que do lado palestino o Muro foi pixado e pintado, uma das poucas coisas que aquelas pessoas podem fazer nesse território tão pequeno. Ela voltou a Tel Aviv e depois retornou ao Brasil.
Ao lhe perguntar qual tinha sido a impressão daquela realidade, ela foi enfática: “Aquilo é um campo de concentração”. Esclarecimento, a minha amiga é casada com judeu, quem suportou de forma estoica aquelas viagens aos territórios “inimigos”.
Há racismo de branco contra índio, há racismo de cristãos contra judeus, há racismo de católicos contra muçulmanos, há racismo de judeus contra palestinos.
Boa noite. Meus cumprimentos, senhor Horacio (ou Horácio, como quiser).
Abraço
responder este comentário denunciar abusoCaro Jorginho
Obrigado. Como imigrante a gente se esforça para dar o melhor de si no trabalho e no estudo.
O senhor também fala muito bem o português. Deve ter visto que muitos comentaristas que eu suponho nascidos no país cometem erros garrafais. É preciso que as pessoas cuidem mais este idioma tão bonito, que aprecio tanto.
É verdade o tratamento aos palestinos pelo governo de Israel. Os palestinos foram alvo de um massacre feito pelos jordanos nos anos 70 e ninguém fala nisso. O Egito anexou Gaza (que era Palestina) em 1948 e ninguém fala nisso (depois Gaza passou para Israel).
O caso, caro Jorginho, é que a postagem do Ariel Palácios é sobre o preconceito que sofrem os judeus na Argentina (e não sobre o que acontece na Palestina que é assunto de um blog que nem o do Gustavo Chacra).
Mas, sempre existem umas pessoas que acham tremendamente incômodo discutir o preconceito aqui em casa na região e preferem levar a coisa lá para o Oriente Médio.
Ou seja: não querem que se fale sobre o problema que acontece aqui.
Muitas das vezes elas são as mesmas pessoas que idolatram Eva Duarte de Perón por sua brilhante ação na área social mas ao mesmo tempo querem ignorar (uma pena querer enterrar a memória) que ela abriu as portas da Argentina para a impunidade de centenas de nazistas que haviam cometido genocídio em nome da Alemanha de Hilter.
Saudações
Horacio
caro ariel, cheguei tarde ao blog, mas devo reconhecer que sua paciencia (e provavelmente prazer) em responder alguns comentarios carregados de preconceito negativo, que a mim custa ler pela clareza com que se manifestam no odio, eh fora de serie.
mais incomodos sao aqueles comentarios em que a sujeito faz um baita esforco para se apresentar como “neutro”. mas, asi es el mundo.
voce ja deve ter percebido que o dia que quiser aumentar a audiencia eh so colocar alguma coisa relacionada a judeus no titulo do assunto q voce apresenta que o resultado eh garantido. tiro e queda.
eu entendo que o que caracteriza e eventualmente tenha permitido criar raizes mais profundas para o antisemitismo que existe na argentina, em comparacao a outros paises da regiao, seja o fato de que em muitos periodos ele foi endossado por diversos setores do governo, por exemplo, o poder executivo assim como dentro das forcas armadas.
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