A presidente Cristina Kirchner obteve nesta segunda-feira em Cancún, México, o respaldo verbal dos presidentes latino-americanos e do Caribe para pedir à Grã-Bretanha a devolução das ilhas Malvinas à Argentina. “Vamos insistir em nossa reivindicação! É imperativo da Constituição Nacional, que indica que é obrigação de todos os governos o caráter imprescritível e irrenunciável da soberania dessas ilhas”, exclamou Cristina Kirchner perante 33 presidentes da região que participaram da reunião de cúpula em Cancún, México.
Mas, enquanto Cristina discursava enfaticamente à beira das cálidas águas do Golfo do México, a milhares de quilômetros dali, no agitado e gélido Atlântico Sul, a 100 quilômetros ao norte das Malvinas, os operários da companhia Desire Petroleum ignoravam os apelos latino-americanos de “soberania regional” pronunciados na riviera mexicana e começavam a exploração do solo marítimo. Ali esperam encontrar petróleo, o pivô da nova crise diplomática e comercial entre Buenos Aires e Londres.
O desolado arquipélago, ocupado pelos argentinos durante 13 anos (entre 1820 e 1833), e em mãos britânicas há 177 anos (desde 1833), é reivindicado como “território argentino” por Buenos Aires. A presidente Cristina quer impedir a exploração petrolífera das ilhas, já que considera que as riquezas naturais do arquipélago “pertencem” à Argentina.
Em Ushuaia, capital da província de Terra do Fogo, sob cuja teórica jurisdição estão as Malvinas, a governadora Fabiana Ríos definiu o clima: “estamos nos sentindo vítimas de um roubo por parte da Grã-Bretanha!”.
Mas, os ilheus – descendentes de ingleses, escoceses e galeses denominados de “kelpers” – que há seis gerações ocupam as Malvinas, consideram que possuem totais direitos de explorar o arquipélago como quiserem. “As perfurações continuarão tal como estavam planejadas. As pressões argentinas não afetarão as operações previstas”, afirmaram representantes do governo local das Malvinas.
Nos anos 90 os kelpers haviam autorizado a exploração petrolífera de sua zona marítima. Mas, até agora, nada havia sido encontrado. No entanto, estimativas atuais indicam que as ilhas estariam sobre uma imensa reserva de petróleo.
Os cálculos sobre as reservas variam desde os mais céticos 8 bilhões de barris, passando pelos 18 bilhões estimados pelos especialistas das empresas envolvidas na exploração; até os otimistas 60 bilhões que os kelpers alegam que existem nos mares ao redor de suas ilhas, volume que transformariam o arquipélago em uma espécie de “Golfo Pérsico do Atlântico Sul”.
Tal magnitude de reservas deixam o governo Kirchner com inveja, já que as reservas no território continental da Argentina (país que em breve perderia sua autossuficiência petrolífera) atualmente são de apenas 2,6 bilhões de barris.
AUTONOMIA – No dia 1 de janeiro de 2009 entrou em vigência uma nova Constituição das Malvinas, designadas de “Falklands” pelos ingleses. Essa Carta Magna reforça a democracia local, fato que preocupa o governo argentino. O temor é que os “kelpers” avancem em direção à autonomia, e, eventualmente, à independência do arquipélago. Atualmente, o arquipélago possui o status de “território d’além-mar” da Grã-Bretanha.
Analistas em Buenos Aires e Londres afirmam que a eventual descoberta de petróleo nas ilhas poderia entusiasmar os kelpers a proclamar sua independência. Dessa forma, as reivindicações argentinas sobre o arquipélago poderiam perder respaldo na ONU.
PORTOS – Há duas semanas a presidente Cristina decretou que cada navio que passe por portos argentinos rumo às Malvinas deverá contar com autorização prévia.
A ideia é impedir que insumos para a extração petrolífera cheguem às ilhas, fato que elevaria os custos da atividade. Mas, especialistas afirmam que apesar disso, a extração nas ilhas será lucrativa sempre que o preço do barril do petróleo seja superior a US$ 25 (atualmente está em US$ 77).
No entanto, as ilhas não ficarão bloqueadas pela Argentina, já que somente seu acesso pelo lado oeste do arquipélago tem divisa com o mar territorial argentino. Desta forma, os navios podem aproximar-se das Malvinas pelo norte, leste e sul.
Além disso, embora a passagem pelos portos argentinos implique em eventuais complicações burocráticas ou impedimentos (se os produtos forem considerados “insumos” para a extração petrolífera) as ilhas poderão ser abastecidas como fazem costumeiramente, por intermédio dos portos do Chile, Uruguai e África do Sul, os países mais próximos das ilhas depois da Argentina.
De quebra, os britânicos contam com as bases das ilhas de Ascensão e Tristão da Cunha.
Em Port Stanley, representantes do governo local ressaltaram que os kelpers estão acostumados a viver sob “boicote” argentino desde 1982. “Sobrevivemos até agora sem a Argentina. Podemos continuar assim”, explicaram. Atualmente, 60% da receita das Malvinas provém da pesca.
De quebra, os kelpers não perdem uma oportunidade para criticar a presidente Cristina.
Em um artigo publicado no “Daily Mail”, Lisa Watson, ex-diretora do jornal “Penguin News”, de Port Stanley, capital das ilhas, definiu a Argentina como “o vizinho do Inferno” e ressaltou que os habitantes das Malvinas chamam Cristina Kirchner de “a velha cara de plástico”, em alusão às cirurgias estéticas e as aplicações de botox supostamente realizadas pela presidente argentina.
BLOQUEIO - O analista de geopolítica Claudio Fantini, autor do livro “Os deuses da guerra”, afirmou ao Estado que a medida da presidente Cristina “não se trata de um bloqueio naval”, mas sim, “uma política de complicar a exploração que a Grã-Bretanha pretende fazer sem consultar previamente a Argentina. Esta é a mínima reação que o governo argentino deve ter com a Grã-Bretanha”.
Fantini ressalta que a medida produziria maior efeito se ela fosse acompanhada por decisões similares por parte do Uruguai e o Chile: “se esses dois países tampouco emprestassem seus portos, complicaria as coisas para a Grã-Bretanha”.
O analista não acredita que a eventual descoberta de petróleo levaria os kelpers a aspirar a independência da Grã-Bretanha. “Mas, se isso acontecesse, complicaria tudo para a Argentina”, afirma.
No entanto, o sociólogo Vicente Palermo, autor de “Sal nas feridas”, sobre a Guerra das Malvinas, ressaltou ao Estado que a política “teimosa” do governo e a “cega obsessão de recuperar as ilhas” acaba “reforçando a desconfiança dos kelpers” com a Argentina e complicam a reaproximação com as ilhas.
VÍNCULOS – Antes da guerra de 1982, o vínculo entre o arquipélago e a Argentina era intenso. As ilhas eram abastecidas com gasolina da estatal argentina YPF, jovens kelpers tinham bolsas de estudo para fazer o segundo grau em Buenos Aires, La Plata ou na cidade patagônia de Comodoro Rivadavia.
Além disso, em casos graves de saúde, os kelpers transportavam-se até o continente por via aérea para submeter-se a cirurgias em hospitais argentinos.
No entanto, o conflito bélico criou desconfianças dos kelpers em relação aos argentinos. Simultaneamente, os diversos governos em Buenos Aires desde o fim da guerra fizeram o possível para causar restrições ao abastecimento das ilhas.
“A Argentina possui poucos meios de ação perante esta situação”, declarou o analista geopolítico Jorge Castro. O vice-chanceler Victorio Tacetti também indicou que seria necessário paciência: “nós, argentinos, temos que nos acostumar a pensar a longo prazo. Não podemos esperar ter resultados amanhã ou daqui a dois dias”.

O francês conde de Bougainville fundou o primeiro vilarejo nas 'Malouines'
QUEM VIU, QUEM BATIZOU, QUEM COLONIZOU, QUEM TOMOU POSSE, QUEM CONQUISTOU:
1520 – O espanhol Esteban Gómez, capitão de um dos navios da frota de Fernão de Magalhães, vê de longe umas ilhas que poderiam ser as Malvinas.
1592 – O inglês John Davis, capitão do Desire, realiza uma suposta observação das ilhas.
1598 - O navegante holandês Sebald van Weerdt avista as ilhas (é a primeira observação confirmada do arquipélago).
1690 – Primeiro desembarque nas ilhas, realizado pelo inglês John Strong, que as batiza de Falklands, em homenagem ao sobrenome do patrocinador de sua expedição.
1763 – Franceses do porto de Saint-Malo, comandados pelo conde de Bougainville, desembarcam nas ilhas e as denominam “Malouines”. Um ano depois, estabelecem uma colônia. Fundam o vilarejo de Port Louis.
1765 – Do outro lado das ilhas, os britânicos também se instalam.
1767 – Os franceses fazem um acordo com a Espanha e deixam as ilhas
1769-1790 – Inglaterra e Espanha disputam as ilhas. Os ingleses decidem partir
1811 – No meio das lutas de independência na América do Sul, os espanhóis partem e abandonam as ilhas, que ficam totalmente abandonadas durante quase uma década.
1820 – Buenos Aires envia um mercenário dos EUA reocupar as ilhas em nome do novo governo independente. Mas, a ocupação das ilhas, na prática, só começou em 1827, quando Buenos Aires enviou colonos. A anteriormente francesa Port Louis é rebatizada como Puerto Soledad.
1833 – Um navio britânico, a fragata Clio, expulsa os argentinos. A Grã-Bretanha coloniza as ilhas com escoceses, galeses e irlandeses. Puerto Soledad transforma-se em “Puerto Stanley”.
1966 – O grupo nacionalista argentino sequestra um DC4, pousa nas Malvinas e declara a reconquista das ilhas. O grupo é imediatamente desarmado pelas autoridades britânicas
1982 – No dia 2 de abril, tropas argentinas desembarcam por ordem do ditador Leopoldo Galtieri nas ilhas. No primeiro dia Galtieri rebatiza Port Stanley de Puerto Soledad, o nome original do vilarejo. No segundo dia muda de ideia e o re-re-batiza de Puerto Rivero. No terceiro dia, mais uma vez muda de ideia e re-re-re-batiza o aglomerado urbano de Puerto Argentino.
Mas, as forças argentinas – basicamente compostas por recrutas do serviço militar, sem equipamento adequado para a guerra no frio – são derrotadas pelas tropas enviadas pela primeira-ministra britânica Margareth Thatcher.
No dia 14 de junho, o general Menéndez, assina a rendição das forças argentinas.
Diversas denúncias feitas por ex-combatentes ao longo de 2007 e 2008 indicaram que oficiais argentinos, que haviam participado da repressão no continente durante a Ditadura, aplicaram torturas em seus próprios soldados durante a Guerra das Malvinas. Uma das modalidades era o ‘estacamiento’, isto é, amarrar com estacas um soldado sobre o solo gelado, e deixá-lo ali durante um dia inteiro.
1989 – Carlos Menem toma posse da presidência da República prometendo reconquistas as Malvinas “a ferro e fogo”. Logo depois, muda de ideia começa a “política de sedução”, uma forma sutil de aproximar-se da Grã-Bretanha, sem declarações de agressividade.
1995 a 1999 – A “política de sedução” inclui o envio de bichinhos de pelúcia da Argentina para os 3 mil habitantes das ilhas e vídeos de desenhos animados que inspirem, segundo o chanceler Guido Di Tella, “os valores da amizade”. Os kelpers enviam os bichos de pelúcia e os vídeos às crianças órfãs da guerra da Bósnia.
1999 – Depois de 17 anos de proibição, Londres permite que argentinos possam visitar as ilhas.
2007 – O presidente Néstor Kirchner lança ofensiva diplomática e comercial agressiva para reaver as Malvinas.
2009 – Crise diplomática retorna com inicio das explorações petrolíferas realizadas por empresas britânicas nas Malvinas.
ESTATÍSTICAS DA GUERRA

Ditador LF Galtieri, conhecido por seu intenso approach ao scotch
Duração do conflito bélico: 74 dias (dos quais 33 dias de combate em terra)
Argentinos mortos em combate: 649
Feridos argentinos: 1.068
Prisioneiros argentinos: 11.313
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Britânicos mortos em combate: 258
Feridos britânicos: 777
Prisioneiros britânicos: 59
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Kelpers mortos durante os combates: 3 (morreram nos últimos dias da guerra por causa de bombardeios britânicos a Port Stanley)
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- 40% das cirurgias realizadas pelos médicos britânicos durante a guerra foram feitas em soldados argentinos.
SUICÍDIOS
Os centros de veteranos indicam que desde o fim da guerra, mais de 450 ex-soldados suicidaram-se por estarem mergulhados em profundo estado de depressão.
Esse número é superior ao de soldados mortos em batalhas nas ilhas, que foram um total de 326; outros 323 morreram quando um submarino britânico torpedeou o cruzador General Belgrano.
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Comentários racistas, chauvinistas, sexistas ou que coloquem a sociedade de um país como superior a de outro país, não serão publicados.
Tampouco serão publicados ataques pessoais entre leitores nem ocuparemos espaço com observações ortográficas relativas aos comentários dos participantes.
Além disso, não publicaremos palavras ou expressões de baixo calão (a não ser por questões etimológicas, como background antropológico).
Caro Ariel: muito boa esta explicação sobre o conflito das Malvinas. Pude tirar várias das dúvidas que eu tinha sobre o assunto.
Estive em Buenos Aires na semana passada, durante o feriado, e percebi que as Malvinas não fanatizam mais como antigamente. Quero dizer: ninguém fala mais em invadir as ilhas, nem arrebenta escolas de inglês ou a belíssima Torre dos Ingleses no bairro de Retiro, ali bem no centro (tal como aconteceu em 1982…)
Espero mais novidades sobre a crise das Malvinas. Acho que o assunto ainda dá pano pra manga, né?
Abraços da Kátia
Querido Palácios, antes de tudo quero parabenizá-lo pelas belas postagens de seu blog.
Sou seu admirador no jornal e também na Globo News.
Tenho uma dúvida que sei que você poderá eliminar: ficaram argentinos nas ilhas depois da invasão dos ingleses? Existe uma população que foi originariamente argentina que ainda mora ali?
Minha mulher também é fã sua e manda abraços. Nós aqui em Presidente Prudente te acompanhamos sempre.
Até mais!
Carlos
Fé sem obra é morta!!!
Apesar de 33 paises que formam o do grupo do Rio se posicionarem a favor da Argentina as Aeronaves militares e comerciais Britânicas com destino as Malvinas continuam pernoitando na Base Aérea do Galeão no Rio de Janeiro!!
Já sei, Lula não sabia outra vez né!!! kkkkkkkkkkkk
Pelos dados históricos o melhor será a auto-determinação dos “kelpers”, ou seja, tornar as Falklands um país independente.
Outra opção seria que a mesma fosse um país membro da Commonwealth.
Mercosul, nem pensar, n’é?!?!?!?!?!
Oi, Ariel, tudo bem?
Excelente post! Eu to a seculos tentando entender a questao das Malvinas e sempre acabo me embolando mais. O seu post foi esclarecedor.
Qual é a posicao da ONU sobre o conflito? Reconhece a soberania Argentina?
Abracos
Cara Kátia, obrigado pelo comentário! Sim, sua percepção é correta: o caso Malvinas não fanatiza mais as pessoas como na época da Ditadura. Diversas pesquisas indicam que 90% dos argentinos consideram que as Malvinas são argentinas. Mas, as pesquisas também mostram que a imensa maioria da população não pretende padecer uma nova e delirante aventura bélica tal como aquela protagonizada pelo general Leopoldo Fortunato Galtieri em 1982.
Desta vez, o assunto ressurgiu com a ida – e finalmente – a chegada da plataforma petrolífera nas ilhas.
Mas, apesar dos alertas de meses atrás de que a exploração estava para começar, o governo Kirchner, afirmam os analistas, quase não se mexeu.
Só “acordou” quando a plataforma já estava quase aqui…
Tudo indica que os Kirchners estão usando o assunto para desviar a atenção dos graves problemas da economia, os escândalos de corrupção, etc.
Mas, ao contrário de 1982, as pessoas não realizaram marchas nas ruas, nem quebraram propriedades de pessoas da comunidade britânico-argentina em Buenos Aires, nem nada do estilo. Ou, como você citou muito bem, aquela tentativa de destruir a Torre dos Ingleses, na praça de Retiro. Em 1982, uma turba enloquecida tentou destruir esse monumento histórico doado em 1910 pela comunidade britânica à cidade de Buenos Aires.
Na época também mudaram nomes de ruas que recordavam a Inglaterra.
Mas, hehehehe…o fanatismo nacionalista teve um limite…ninguém, absolutamente ninguém mexeu no nome dos times de futebol argentinos, que estão cheios de nomes very british!
- Boca Juniors
- River Plate
- Banfield
- Newells’ Old Boys
- Racing……e por aí vai.
E sim, o assunto ainda vai dar pano pra manga!!! Haja manga!
Caro Carlos, muito obrigado pelos parabéns! Me alegrou a tarde!
Não, não ficaram argentinos “étnicos” nas ilhas…Pouco tempo depois da chegada dos britânicos, todas as pessoas (menos de 200) foram removidas dali ou foram embora.
Só ficou uma ex-escrava, que não quis embora com sua dona argentina (a escravidão, na Argentina, foi eliminada de forma gradual entre 1813 e 1850).
Ela preferiu ficar nas ilhas, onde tornou-se livre. Ali, casou com um colono irlandês e teve um filho. Este, teoricamente “meio-argentino”, morreu em uma briga de faca em um bar quando tinha vinte e poucos anos, sem filhos.
Caro Johnathan, pois é: uma coisa é o “respaldo verbal” e outra coisa são as medidas concretas. O apoio anunciado na ensolarada Cancún não inclui qualquer espécie de medida de boicotes, obstáculos comerciais, impedimento de tráfego aéreo ou similares…
Caro Eddie, o fato é que já são mais de seis gerações de kelpers morando nas ilhas…mais do que boa parte dos argentinos, que estão aqui há quatro ou cinco gerações…
Possivelmente, a autonomia dos kelpers, que são os que estão trabalhando, pastoreando, e pescando naquele rigoroso lugar, seja a medida mais adequada.
Reivindicar as ilhas também implicaria em uma jogada perigosa, dizem alguns: se a Argentina conseguir que a Inglaterra devolva as ilhas, ela ficaria com o compromisso moral de devolver os territórios arrebatados ao Paraguai, após a Guerra do Paraguai? Ou terras arrancadas da Bolívia? Ou devolver a Patagônia a seus originais proprietários, os indígenas?
Cara Lívia, a ONU reconhece que existe uma divergência sobre a soberania das ilhas. Só o fato de reconhecer uma divergência, diplomáticamente é um ponto a favor do contrincante mais fraco neste embate, isto é, a Argentina.
A União Europeia reconhece oficialmente a soberania britânica.
Abraços,
Ariel
Prezado Palácios, muito interessante seu relato sobre a situação das Malvinas.
Queria lhe perguntar se a presidente Cristina Kirschner está tentando desviar a atenção do povo dos problemas econômicos graves (graves para valer) dos argentinos com estas reivindicações das Malvinas?
Saudações,
Jaime Fonck
O mesmo raciocínio que os Governantes Argentinos usam para pleitear essas ilhas á mais de 200 kms de distância, na zona reconhecida como “aguas internacionais” e que tb reconhece o polo sul não pertencer a nenhum país exclusivamente, requer que os Argentinos devolvam grande parte do seu país ao Chile, os legítimos donos, que tiveram suas terras tomadas pela força militar Argentina…
Ariel, sempre leio seu Blog e essa é a primeira vez que deixo um post.. acredito que o Brasil não tinha que se envolver nesse assunto, pois isso diz respeito somente à Argentina e a Grâ-Bretanha, e ultimamente, o Brasil (vulgo Lula) está entrando em vários assuntos desnecessários que não nos envolvem e só está levando a pior… a verdade é que a Argentina e os Kirchners estão pedindo apoio dos outros países do Mercosul porque sabem que vão perder a batalha caso isso vá para a ONU ou se as ilhas pedirem a independência, e o Lula, com mania de ser apaziguador, vai, dá o apoio dele em nome do Brasil, e depois gera atrito com os ingleses. O Brasil devia ficar quieto, pois também, se tiver realmente todo esse volume de petroleo na ilhas, vai ser bom para o comércio dos países da região. O problema dos Kirchners é que eles não sabem quando estão errados e não aceitam perder.
Abraço!!
caro palacios,
muito boa a materia , mas acredito que muitas interessantes, forma de vida, aonde estudam agora, aonde fazem tratamentos medicos mais apurados depois que romperam com a argentina, e principalmente sobre os suicidios, de que lado mais aconteceram?
grato
milton
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Desolado arquipélago
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1 milhão de pinguins.
600 mil ovelhas.
15 mil minas explosivas.
3.000 Homo Sapiens civis.
18 bilhões de barris de petróleo.
? Leitãozinhos?
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Caro Jaime, obrigado pelo comentário. Bom, vários analistas em Buenos Aires (e também em Londres), consideram que a presidente Cristina está fazendo grande mobilização diplomática e na mídia para desviar a atenção das pessoas com a disparada da inflação, desemprego, e uma miríade de escândalos de corrupção. Talvez seja por isso que desta vez a polêmica sobre as Malvinas não está conseguindo atrair grande atenção das pessoas, que estão desconfiadas sobre as reais intenções do governo…
Caro Pedro, a qual região do Chile se refere? Nunca houve guerra entre os dois países, portanto, a Argentina não poderia ter tomado território chileno…
Sobre o caso do Pólo Sul, pois é, a Argentina e o Chile colocam suas respectivas regiões polares em mapas, como se fossem próprias. Já outros países, como a Austrália, Nova Zelândia, não fazem o mesmo. Pelo menos, são mais sóbrios nesse quesito.
Caro Ricardo, obrigado por frequentar o blog. Pois é, os Kirchners não estão acostumados a perder. Não possuem aquele jogo de cintura dos lutadores de judô, que aprendem como cair no tatami. Eles se acostumaram a ganhar sempre todas as batalhas políticas. Até que um ano e meio atrás foram derrotados. E dali para cá, continuam sofrendo derrotas grandes ou pequenas e não sabem como fazer recuos estratégicos!
Caro Milton, acho que uma parte de seu comentário ficou cortada. Mas, pelo que entendi, pergunta do modus vivendi dos kelpers atualmente, não é? Bom, os ilheus possuem um padrão de vida muito bom. Depois da guerra, com os vínculos com a Argentina totalmente cortados, a Grã-Bretanha investiu firme em infra-estrutura médica nas ilhas, entre outras benfeitorias. Além disso, várias pessoas da Europa mudaram para as ilhas, que ficaram famosas após a guerra. E, estas dezenas de pessoas adicionais, muitas das quais intelectuais, artistas plásticos, injetaram um pouco de vida cultural nessas desoladas ilhas.
Caro Glúon, teríamos que perguntar à presidente Cristina Kirchner se os amigáveis suínos farão parte de sua estratégia para reaver as Malvinas…
Abraços a todos,
Ariel
para complementar os dito aqui sugiro assistir o video do roberto godoy para ver na asneira que nos metemos:
http://tv.estadao.com.br/videos,CRISE-FAZ-CRESCER-ALERTA-MILITAR-NAS-ILHAS-MALVINAS,90238,259,0.htm
ARIEL: me parece que este apoio latinoamericano ao discurso da Sra.Cristina Kirchner corre o risco de cair no vazio daqui alguns dias. Isto porque a administração do Casal Kirchner sempre encarou a política externa como de curto prazo. Explico: ambos Néstor e Cristina nunca foram capazes de articular um plano estratégico/de longo alcance a respeito do reconhecimento da soberania das Ilhas Malvinas. Este plano,claro, implicaria numa multiconexão mundial: com a ONU,OEA,UE etc. que o Casal nunca explorou. Penso que o recente protesto
da Sra.Kirchner no México contra os Ingleses foi válido,mas será apenas mais um espasmo político sem
resultados. Saludos! LAERTE
Se eu fosse um kelper, tivesse sofrido a invasão de Galtieri e depois recebido um ursinho de pelúcia do Menen, diria como Obelix: “Esses argentinos são uns loucos”. Atitudes absurdas como essas só levam a um imenso desgaste da posição argentina perante o resto do mundo, e comprometem qualquer diálogo, em qualquer instância internacional. Agora é vez da Dona Cristina usar a questão malvinense como cortina de fumaça para os problemas internos que ela e o maridão armaram. Aliás, como bons “pinguinos”, eles bem que podiam ir nadando para o Pólo Sul e deixar o povo argentino em paz. Faço votos de que cruzem com uma orca pelo caminho.
Com um pouco de atraso, um comentário sobre a “Fiaca”: os velhos italianos aqui de São Paulo (Capital e Interior) também usavam a expressão.
Olá Ariel. Tudo Bem?
A presidente Cristina deveria se preocupar mais com a Argentina. Essa “enorme” preocupação com as Malvinas nada mais é do que uma tentativa de desviar a atenção da opinião pública (eita falta do que fazer!!!).
Abraços
Telmo
Caro Carlos, o mestre Godoy, como sempre, genial!
Caro Laerte, é bem provável que aconteça isso mesmo que você diz!
Muito alarde hoje, esta semana. E no mês que vem, nada.
Pois é, as alternativas diplomáticas que requerem muito trabalho em silêncio não são, pelo visto, as mais apreciadas…
Caro Luiz, por Tutatis! Fantástica definição. E que não caia um pinguim, quero dizer, o céu sobre nossas cabeças!
Caro Telmo, pois é: um país tão grande, com tanta coisa para ser feita…e ficam pensando em umas ilhas no meio do Atlântico. Concordo, há muito trabalho a ser feito. As ilhas não deveriam ser a prioridade, com ou sem petróleo.
Abraços a todos!
Vou levar as cachorras para dar uma volta no bairro.
Ariel
É inacreditável que os argentinos retomem essa pataquada das Falklands, em caso de novo plebicito até os pinguins votariam pela rainha… pelo menos agora já sabemos a razão do olhar incomum do 1º marido:
Um olho no continente e outra na ilha!
A Argentina teve sua chance de recuperar as ilhas em 1982; se tivessem seguido o planejado, a invasão se daria no ano seguinte:
• As Forças Armadas não haviam recebido certos materiais encomendados, como aviões Super Etandard, que estavam no cais de Marselha, ao serem alcançados pelo embargo.
• Não houve tempo para o preparo do pessoal. O Exército não havia concluído a baixa da classe de 1962 e acabava de incorporar a de 1963.
• A época do ano apresentava as piores condições metereológicas e a tropa não estava devidamente equipada e adestrada para suportá-las. Para as operações aéreas poucas horas de luz solar, tetos baixos, e péssimas condições de visibilidade.
• Se o governo argentino estivesse esperado um pouco mais, a marinha inglesa teria sofrido uma redução de sua esquadra em função dos cortes orçamentários e a estratégia primordial da OTAN ( corte previsto: 66 navios em 1981, 44 navios em 1985 e baixa de dois porta-aviões leves).
Após a invasão das ilhas em 2/04/1982 e a imediata resposta inglesa, foi então iniciado o planejamento estratégico, criando o Teatro de Operações Atlântico Sul, TOAS. Críticas de que o plano de defesa e o problema logístico foram considerados demasiadamente superficiais. A cadeia de comando não era clara e precisa.
A eficácia dos ataques aéreos foi consideravelmente diminuída pela quantidade de bombas que fizeram impactos e não explodiram. Isto ocorreu com 60% das bombas, devido ao uso inadequado de espoletas para alvos navais e à forma de lançamento (vôos rasantes)
A seleção de alvos foi falha, pois os alvos preferenciais deveriam ter sido os navios de apoio logístico, os navios de assalto e de tropas.
Mané,
faz parte da incompetencia natural de uma ditadura o que aconteceu.
o atual regime k, eh uma versao que quer ter cara natural mas so tem plastica.
responder este comentário denunciar abusoCaro Ariel,
Cresce minha admiração pela sua postura serena, desapaixonada na analise que faz sobre o imbróglio que vem envolvendo Argentina e Inglaterra desde os tempos coloniais. Mais que uma análise, uma aula. Parabéns! Isto posto, permita juntar à sua voz a palavra de Jorge Luiz Borges – irônica, esclarecedora, verdadeira.
Juan Lopes e John Ward (Jorge Luiz Borges)
“Tocou-lhes por azar uma época estranha.
O planete havia sido dividido em distintos países,
Cada um dotado de lealdade, de queridas memórias,
De um passado sem dúvida heróico, de direitos, de agravos,
De uma mitologia peculiar, de próceres de bronze, de
Aniversários, de demagogos e de símbolos. Essa divisão,
cara aos cartógrafos, propiciava as guerras.
Lopes nascera na cidade junto ao rio imóvel;
Ward, nos arredores da cidade por onde andou
Father Braum. Havia estudado castelhano para ler
O Dom Quixote.
O outro professava a paixão por Conrad,
Revelado em uma aula na rua Viamonte.
Teriam sido amigos, mas só se uniram uma vez,
Cara a cara.
Em umas ilhas por demais famosas, E cada um
Dos dois foi Caim, e cada um Abel.
Foram enterrados juntos.
A neve e a corrupção os conhecem.
O caso que lhes conto
ocorreu num tempo
que não podemos entender….”
Borges com os pincéis de sua fina ironia, pintou o retrato fiel daquela guerra, ou quiçá, de todas as guerras. Excluída a força ou a guerra, todas as outras razões autorizam a Argentina alardear que: “As Malvinas são Argentinas”!!!
BORGES!!
Os grandes poetas acordam mais cedo e como de praxe bebem água limpa!
responder este comentário denunciar abusoSe a Argentina quer por quer as ilhas, porque deixaram os ingleses se estabeler lá. Acho que se a Inglaterra achar mesmo petróleo, deve desenvolver a ilha povoando mais e dando uma certa autonomia aos kelper, pois por mais inóspto que seja a ilha deve ser muito menos que o Alaska. Depois de 177 anos de dominio britanico, nâo dá para retomar as ilhas,se for seguir nesta direçâo a Bolivia tem que retomar sua saída para o mar. Acho que o Brasil nâo tem que se meter, mas só vejo um caminho uma nova gerra.
Só uma duvida ficou:
O problema das restrições de comércio da Argentina frente a produtos brasileiros já foi solucionado? A diplomacia do governo Cristina K frente a seus vizinhos continentais é interessante, serve somente para atender unilateralmente a eles. Cadê o mercosul?
Caro Palacios, parabéns pelo seu texto e suas preciosas informações sobre o assunto Malvinas.
Penso que a questão será resolvida mais cedo-ou-mais tarde, sem brigas, sem guerra e certamente os argentinos e ingleses vão acabar se entendo.
Quanto ao pronunciamento do presidente Lula a respeito do assunto, acho que foi impertinente, inoportuno e inadequado. Os argentinos saberão tomar a melhor decisão.
Creio que a Argentina fortaleceria sua reivindicação contra a ocupação inglesa de 1833 nas Malvinas se devolvesse ao Paraguai o território ocupado em 1870, em Missiones.
E o Brasil deveria devolver o zona leste de Misiones, agora fazendo parte do Estado de Santa Catarina, região que foi “doada” pelo laudo do presidente americano Cleveland. Por sinal, uma das cidades do oeste catarinense chama-se Clevelândia.
Se começarmos com picuinhas, nunca acabaremos.
Entre a rainha Elizabeth e a rainha Cristina, acho que os kelpers preferem a primeira, a original, com menos plástico. E quanto a Nestor, com um milhão de pinguins nas Malvinas, pra que irão querer mais um?
Adorei o nome do jornal malvinense(?): Penguin news. Parece que os keplers herdaram o humor britanico.
Ariel, voce ja foi as Malvinas?
[...] Ariel Palácios: Ovelhas, pinguins, minas e muito petróleo [...]
“Em um artigo publicado no “Daily Mail”, Lisa Watson, ex-diretora do jornal “Penguin News”, de Port Stanley, capital das ilhas, [...] ressaltou que os habitantes das Malvinas chamam Cristina Kirchner de “a velha cara de plástico”, em alusão às cirurgias estéticas e as aplicações de botox supostamente realizadas pela presidente argentina.”
A coisa tá ficando braba! Daqui a pouco virão puxões de cabelo, arranhões, gritos e o pior de tudo: uma dirá à outra que nunca a viu mais gorda. [Risos]
Supostamente??!!! Delicadeza sua, Hagá. A Natureza não faria a face de Cristina K do jeito que está agora.
responder este comentário denunciar abusoSalve, Ariel! Mais um belo texto elucidativo do que vem acontecendo aí na nossa vizinha Argentina. Vendo o histórico da ilha que você postou, fiquei com a sensação de que as ilhas não são nem muito britânicas, nem muito argentinas, já que os dois países a ocuparam por um certo tempo, entre idas e vindas. Por isso vai ser duro resolver essa briga. Mas que seja pela via diplomática, porque se a Argentina se meter a brigar com o britânicos de volta, vai levar outra surra. E a população argentina não merece ser humilhada novamente.
Ariel, duas sugestões pra posts futuros:
Primeiro, aproveitando o gancho, que tal estender a história do alto índice de suícidios entre os ex-combatentes das Malvinas. Das vezes que estive na Argentina, notei que essa é a maior tristeza dos argentinos, ao lado dos mortos civis da ditadura militar. Que tal uma matéria ou mesmo um post sobre esses ex-combatentes. Como vivem, o que os atormenta ainda, o que eles acham dessa nova discussão sobre as Malvinas, qual o sentimento deles em relação às ilhas, já que lutaram para reavê-las, mas ao mesmo tempo elas se tornaram um calvário na vida pessoal de todos com as lembranças da guerra. Daria um belo material!
Outra questão. Também quando estive na Argentina percebi a profunda mágoa dos argentinos em relação ao Chile pelo fato de o Pinochet ter liberado os aviões britânicos de se reabastecerem em solo chileno a caminho da Guerra das Malvinas. Tanto que onde eu fiquei hospedado em Córdoba em 2007 um argentino e um chileno saíram literalmente no braço por causa dessa questão. Não valeria conferir o que os argentinos acham disso agora, de o Uruguai e o Chile liberarem seus portos para o abastecimento das ilhas? Porque em um primeiro momento os dois governo apóiam a ARgentina contra o Reino Unido. Por outro, vão contra justamente o anseio da Argentina de isolar as ilhas. Estranho isso, não?
É isso!
Um abraço
Marcos Xavier Vicente
Isso é ridiculo, e mais ainda o Brasil apoiar isso. Se a moda pegar a Bolivia vai pedir o Acre de volta, e a Espanha a Flórida. Aliás nós podemos pedir o país URUGUAI também, anexar o Brasil como já o foi.
A argentina é um país muito ruim de política externa, como já disseram, se esta fosse esperta refinaria o petróleo e adquiria um acordo comercial.
Alô Ariel.
Primeiro:As ilhas são Falklans até prova em contrário e possuem um status de quase independência(protetorado) com relação à Inglaterra que quando se concretizar tornar-se-ão uma nação independente e “adiós argentinos for ever”.
O Chile e Argentina tiveram sim lutas por territórios (até o papa entrou na refrega)e ainda possuem áreas litigiosas,devido aquele mundaréu de fim de mundo de ilhas,gêlo,montes,canais lá no Sul.
Não concordo com a análise do comentarista Mané de como a Argentina ganharia uma guerra contra a Inglaterra.
A Inglaterra compareceu com uma “turminha” que voltava de férias após um treino em região onde pinguim anda agasalhado,para derrotar a Argentina! e colocaram ali sómente uma porção ínfima de seu poderio.
Veja como estavam os argentinos na época:
http://misvivenciasenlaguerrademalvinas.blogspot.com
Esse link é o de um blog com ares de comédia,pesadelo,romance,sonhos,realidade.Vale a pena ler,escrito e vivido por um argentino.
Outro detalhe: Os argentinos são parte das duas unicas nações do mundo onde conseguem colocar marido e mulher no contrôle do govêrno e o fazem mais de uma vez e não aprendem.
Outra nação que o faz é a corintiana.
Ambas conseguem a unanimidade dos adversários,pois todos são contra eles.
kkkkkkkkkkkk.
Ariel,
grande post!
Voce e’ muito “historico”.
Mas gostaria de saber a sua opiniao.
Com quem deve ficar as malvinas?
Nada de ficar no muro!
Meu caro Ariel,
Faço minhas as palavras dos outros, grande explicação sobre a fatídica “Guerra” (?) das Malvinas.
Mas não posso deixar de comentar que, desse milhão de “pinguinos”, um casal, justamente um casal de “imperadores”, é o que mais dá “frio na barriga”…
E entre outros animais polares, sejam peludos, grandalhões, ou “verborrágicos do Gulag”, temos, também, de nos preocupar como nosso “molusco” de estimação.
Sinal dos tempos!
Um grande abraço!
Fernando Alcolea
Mas de novo essa bananada?
Deus do céu!Que recurso mais moderno a Cara-de-plástico (ótimo, isso)resolveu usar para alavancar a popularidade, não?
Como o amigo em cima escreveu, se a Argentina não pode vencer a Inglaterra, por que não juntar se a eles na exploração?Façam portos específicos e refinarias avançadas,buscando contratos lucrativos, como em Cingapura e Malásia.Mas não…sempre esse vômito em forma de discurso.E o Brasil vai na onda…
E tá mais que na hora de chamar essas ilhas de Falklands.É o nome original e em uso pelos seus habitantes há quase 2 séculos.Malvinas não existem, assim como a Ilha de Vera Cruz também não existe mais.
Coisa mais xarope.
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Caro Paulo, pois é, o olhar do primeiro-cavalheiro é “camaleônico”, literalmente!
Caro Mané, essa é uma das especulações realizadas por especialistas sobre o que poderia ter ocorrido caso a condução da invasão argentina tivesse sido diferente.
Um dos pontos mais discutidos foi a decisão de desembarcar no dia 1 de abril (embora depois a Junta Militar tenha tentado passar a data como 2 de abril…mas a realidade é que o desembarque foi na noite do dia 1 de abril), muito antes do gélido inverno. Se o desembarque tivesse sido em pleno inverno, isso poderia (verbo no condicional) ter complicado as possibilidades de vinda da frota britânica, já que as condições climáticas nessa região não são bolinhos para os navios e aviões. Mais ainda, os existentes em 1982.
Caro Alfredo, obrigado pelo elogio! E obrigado por colocar o poema de JL Borges. E, concordo quando você diz que ele pintou ironicamente o retrato daquela guerra, que é talvez o de todas as guerras…
Caro José Roberto, a Argentina, ou melhor, o governo de Buenos Aires na época (o país não estava formado como tal, vivia em guerras civis e o envio dos colonos às Malvinas foi feito pelo governo da província de B.Aires) não tinha condições de enfrentar a Grã-Bretanha, que era “O” Império na época…
E, sim, se fosse para seguir a mesma lógica de devoluções territoriais, muitos países iam ter que devolver várias partes a seus vizinhos.
No caso da Argentina, só no caso do Paraguai, teria que devolver as províncias de Misiones e Formosa.
Depois da guerra do Paraguai a Argentina tinha também anexado uma região chamada hoje “Presidente Hayes” (na verdade, só metade dessa região). Mas, por causa de uma arbitragem com os EUA, a Argentina teve que devolver essa pequena parte ao Paraguai. O resto das áreas anexadas continuam em posse da Argentina, e estão povoadas por argentinos.
E se ainda fosse o caso, a Argentina também teria que devolver à Bolívia uma parte que hoje constitui a zona oeste das províncias de Salta e Jujuy (e que até os anos 50 era o território de “Los Andes”).
Bom, se fosse o caso, muitos países teriam que devolver territórios à Bolívia.
Esse país perdeu, em várias etapas…
Para o Brasil: 490.430 kms quadrados
Para o Peru: 250.000 km2
Para o Paraguai 234.000 km2
Para a Argentina, 170.758 kms2
E para o Chile, 120.000 kms2
Essa é uma questão complicada, a das Malvinas.
Por um lado, existem seis gerações de Kelpers ali (a maioria dos argentinos não está há seis gerações na Argentina…).
Por outro, as Malvinas estão perto da costa da Patagônia, atualmente parte da Argentina. Mas, em 1833, a Patagônia pertencia aos grupos de indígenas que habitavam a área e que passaram por uma verdadeira limpeza étnica a partir de 1870, que é quando a Argentina toma conta dessa região.
E, para complicar as reivindicações argentinas, não existem “argentinos étnicos” (para dizer de alguma forma, já que o mix de europeus de várias regiões e nativos não constitui etnia em lugar algum do mundo). Isto é, os quase 200 colonos e militares que habitavam as ilhas em 1833, antes da invasão britânica, foram removidos e enviados para Buenos Aires.
Somente ficaram uns poucos argentinos, no total de sete, que depredaram casas e fazendas dos colonos ingleses, além de disparar e matar o governador inglês. Estas pessoas, lideradas por Rivero, um peão que muitos historiadores argentinos definem claramente como um “delinquente” (alguns historiadores da extrema nacionalista tentam mostrá-lo como um “rebelde” contra os britânicos), foram presas pelos britânicos e levadas a Londres para julgamento. Foram perdoados e enviados para a Argentina.
Não houve, portanto, uma “limpeza étnica” nas Malvinas, já que não houve matança ali. E, “limpeza étnica”, rigorosamente falando, é a eliminação de uma grande parte (ou totalidade) de uma etnia. Coisa que nem os mais delirantes historiadores argentinos se arriscam a afirmar.
Atualmente residem nas Malvinas uma dúzia de argentinos (além de três dezenas de chilenos) que foram ali para trabalhar, especialnmente na hotelaria (e também na área rural). E que são tratados de forma civilizada pelos kelpers.
Caro Carlos, pois é…no caso da ditadura argentina, a incompetência foi uma marca registrada no campo bélico e também na área econômica. Como administradores, foram um fracasso.
Caro Marco Aurélio, os problemas comerciais com a Argentina continuam acontecendo (embora o volume de comércio seja enorme..enorme, mas com problemas)
Caro Saulo, isso vai depender, basicamente, da postura do governo argentino. E de quanto petróleo (ou não) encontrem os kelpers sob as ilhas.
Sobre as declarações do presidente Lula, elas também me surpreenderam…
E se o Paraguai pedir de volta o sul do Mato Grosso do Sul, o que o presidente vai dizer?
Caro Luiz, pois é. Para conseguir algo, deveria ser dado o exemplo…
Caro Otávio, pois é, entre uma e outra, a Rainha Elisabeth é mais “natural”. Já a Cristina Elisabet…
Ah, sim: não é piada. O segundo nome da presidente Cristina é Elisabet. Mas sem o “h” final da versão em inglês.
Tampouco é espanhol, já que esse nome seria “Isabel”.
Portanto, “Elisabet” é…sabe-se lá o quê!!!
Caro Paulo, grande Borges.
Ainda vamos fazer uma grande postagem sobre Borges e seus personagens mulheres.
Cara Lívia, hehehehehe…o nome de Penguin News é bem british humour, né?
Caros representantes do GEDIRJ, obrigado pela menção!
Caro Hagá, só falta arremessos de tamancos, que ela usa bastante…
Caro Marcos, sugestões anotadas! Muito boas sugestões!
Caro Johnatan, hehehehe..os romanos poderiam requerer Lutécia, isto é, Paris, cidade que eles fundaram há 2 mil anos!
Caro Roberto, se os habitantes das Malvinas (termo usado no Brasil e Portugal) ou das Falklands (termo usado na G.Bretanha e vários outros países) forem na direção da autonomia, elas estariam mesmo perdidas para a Argentina (aliás, é interessante que a ONU se refere às ilhas como Falklands-Malvinas, nessa ordem alfabética e com hífen).
Mas, sobre as supostas guerras entre o Chile e a Argentina e supostas conquistas territoriais mútuas decorridas de conflitos bélicos, tenho que lhe informar que estas nunca ocorreram.
Os dois países estiveram a ponto de entrar em guerra em dezembro de 1978. Mas, a guerra foi impedida – literalmente – no último minuto pelo papa João Paulo II.
Sobre corintianos, não tenho informação sobre o assunto…e tampouco está englobada pelos assuntos deste blog. Refere-se aos corinthianos, do time, ou algo a ver com Coríntio, cidade grega, que volta e meia andava aos sopapos com os atenienses e espartanos?
Caro Márcio, tendo a acreditar que os kelpers teriam direito à autonomia. Levando em conta que as ilhas foram anexadas em 1833.
Caro Fernando, pois é, os pinguins imperadores não são bolinho…
Hehehe…boa definição do molusco. Se não me engano, um molusco bivalbo.
Caro Rafa, pois é, o recurso de recorrer a pontos caros ao chauvinismo são continuamente recauchutados e reciclados em todo o planeta!
Uma das ideias defendidas por vários analistas é que a Argentina teria que retomar a diplomacia de reaproximação com ingleses e kelpers, para, no futuro, ter acesso à parte das supostas riquezas das ilhas. Mas, do jeito que o negócio vai…
Abraços a todos,
Bom descanso!
Ariel
Ariel,
Bivalbo foi daquelas pra encerrar os trabalhos da noite! (Rindo muito)
Muito obrigado, de verdade!
(Ainda rindo)
responder este comentário denunciar abusoCaro Ariel: Este senhor Galtieri nâo deveria estar preso? Pois ele é o responsável pelos soldados mortos na guerra…
Caro José Roberto, o general Galtieri foi processado, na volta da democracia, por má condução da guerra. E além disso, pelas torturas e assassinatos de civis durante a ditadura (no continente). Mas, em 1990 foi anistiado pelo então presidente Carlos Menem. Posteriormente foi processado pelo sequestro de crianças e preso novamente. Ele morreu, em 2003, enquanto estava em prisão preventiva (em prisão domiciliar).
Isto é, pagou parcialmente pelos crimes.
Abraços,
Ariel
A Cara de Plástico ( isto vai pegar )não resolve nem os problemas internos quer se envolver em questões externas que exige um “cacife” que a Argentina não possui. Isto me parece mais uma “cortina de fumaça” para encobrir
outras questões e quanto as declarações de apoio são meras ” palavras ao vento “.E segue o baile.
Caro Ariel,
Li certa vez uma artigo definindo as despesas do Erário Público inglês para com as Falklands/Malvinas que eram de arrepiar, ou seja, a Inglaterra estava em estado de desespero tal com o montante e, se naquela oportunidade, a Argentina tivesse pedido de volta as ilhas a Inglaterra teria cedido e ainda passado escritura. Era coisa de louco! Não compensava para a Inglaterra essa posse.
Mas, passou o tempo e a coisa não se ajeitou. Agora, com a perspectiva de petróleo aí os ditadores argentinos se alvoroçaram, porém “Inês agora é morta” no dizer popular.
Acho que tudo é apenas um desvio de atenção para as condições absurdas da situação de crise da Argentina.
É isso, amigo
Abraços
Everaldo
Siempre aprendo algo leyendo este blog. Mi más sinceras felicitaciones.
“Ao vencedor as batatas” como ensna Machado de Assis, portanto a Inglaterra é legítima dona das batatas acaso existentes nas Malvinas.
O problema é que em lugar de batatas leia-se petróleo e quando se descobre grande jazida pode em seguida vir os mísseis. Não seria surpresa se a extração de petróleo invadisse área do mar territorial argentino e desta forma os hermanos estariam sendo garfados em seus recursos naturais.
Em se tratando de pré-sal a barba de molho não é paranóia porque pretexto é fácil de se arranjar: vai que digam que peixeira de baiano é arma de destruição em massa!…
Prezado Ariel;
Eu, cá longe no grotão, tenho a impressão que ao invés de pedir apoio aos presidentes latino americanos, a Presidenta Cristina, deveria invadir as Malvinhas, tendo a frente seu macho men Nestor, que bem alimentado com trouxas e mais trouxas de carne de porco, com certeza expulsaria os Ingleses das Malvinas ou Falklands e dessa forma os argentinos ficariam felizes por todo o sempre. Cristina, bota o Nestor prá trabalhar e liderar os argentinos nessa empreitada!!!!
Caro Paulo, pois é, o governo Kirchner não resolver os problemas internos (os governos anteriores tampouco…) e querem administrar uma área adicional, neste caso, as Malvinas. Sim, concordo, me parece que a recente mobilização diplomática e a pirotecnia verbal sobre a soberania das ilhas, sem levar em conta as pessoas que ali habitam há várias gerações, não passam de uma cortina de fumaça para tentar desviar a atenção…
Caro Everaldo, sim, as despesas britânicas com a base nas Malvinas são elevadíssimas. No entanto, foram compensadas nos últimos anos com as bilionárias licenças que pesca que os kelpers concederam a diversos países. Isso, de certa forma, é um investimento de curto e médio prazo, pois a pesca feita de forma excessiva tenderia a acabar em algumas décadas com os bancos de peixe na área. Se acharem petróleo, poderão cobrir a ausência dos lucros obtidos atualmente com a pesca.
Cara Carmen, obrigado por sempre visitar o blog!
Caro Fernando, pois é, alusões à fauna não faltam na área…
Caro Botocudo, nunca se sabe…tem razão! Vai que um dia dizem mesmo que peixeira de baiano é arma de destruição em massa e uma frota aparece na altura de Salvador e dispara mísseis! Ou, que os estilingues dos meninos de Araçatuba também são utilizados por algum grupo fundamentalista!
Caro Paulo, já imagino o Néstor Carlos desembarcando das lanchas comendo um naco de pernil de porco, enquanto declara a posse das ilhas….
Caro Tradutor, pois é, se a Argentina insistir na devolução das Malvinas com o apoio do resto dos países da região, não teria que começar uma onda regional de “me devolva o livro do Neruda…”?
Se isso ocorresse, o Brasil teria que entregar o Acre novamente à Bolívia. E o Brasil também se veria na delirante hipótese de ter que devolver a zona oeste de Santa Catarina à argentina província de Misiones…
…Mas esta, por seu lado, foi uma província que a Argentina arrancou do Paraguai após a Guerra da Tríplice Aliança…então, se o Brasil devolvesse a zona oeste de SC para que esta fosse reincorporada à Misiones, esta província teria que ser entregue pela Argentina ao Paraguai?
E continuando com isso, o Chile teria que dar Antofagasta de novo à Bolívia, o Peru teria que devolver uma parte de sua área amazônica ao Equador, e o Panamá deveria ser reincorporado à Colômbia. E a própria Argentina teria que devolver a Patagônia aos mapuches, que ocupavam essa parte do país na mesma época em que os ingleses desembarcavam nas Malvinas…que aliás foram descobertas por holandeses e povoadas por franceses!
Tem toda razão: se a Cristina Kirchner continuar com essas picuinhas, essas discussões nunca acabarão.
Caro Antônio, neste sábado ou domingo teremos mais material sobre o assunto. Mas, concretamente, a plataforma que a empresa britânica Desire Petroleum instalou ao norte das ilhas é uma tentativa de encontrar petróleo na área. Esse petróleo poderia ser confirmado nas próximas semanas. Ou não. Se acharem petróleo, a coisa vai esquentar…
Abraços a todos,
Ariel
As Ilhas nunca voltarão à soberania argentina. Os políticos argentinos sabem disso muito bem. Eles mudaram a constituição argentina, que agora diz que as ilhas são argentinas, para satisfazer a vontade do povo argentino. Porém, foram os antecessores dos atuais políticos da Argentina que estragaram as chances que a Argentina até chegou a ter de reaver as ilhas.
Até a guerra, o povo que habitava as ilhas era bem menos rico do que hoje; as amenidades modernas das ilhas não existiam. Houveram até debates na Inglaterra antes da Guerra sobre a possibilidade de transferir a soberania. Até a guerra, muitos dos habitantes das ilhas, chamados de “Kelpers,” dependiam da Argentina para atendimento hospitalar mais avançado ou estudo superior para seus filhos.
Foi a Guerra que forçou Londres a aumentar a sua presença nas ilhas. Antes de 1982, um pequeno pelotão de Royal Marines; hoje, defesas militares bem maiores. Além disso, as perdas materiais e pessoais sofridas pelos britânicos durante a Guerra rompeu relações diplomáticas durante anos, e garantiram que Londres nunca voluntariamente entregará as ilhas.
Além disso, se a Argentina diz que as ilhas são suas, e usa o argumento de auto-determinação popular (um argumento usado pelos libertadores das ex-colônias ibéricas), porque Buenos Aires ignora a vontade dos Kelpers – um povo com uma identidade e cultura claramente britânicas? Falam um ingles britânico acentuado; tomam cerveja em bares ao melhor estilo “pub;” e não querem aprender espanhol, e não se interessam pela cultura argentina. De fato, muitos deles ainda carregam rancor e ressentimento para com a Argentina graças à lembranças da curta ocupaçào argentina: os argentinos obrigaram a mudar o estilo de dirigir automóveis (a Argentina dirige como o Brasil; os Kelpers, como a Inglaterra, na faixa esquerda); mudaram nomes (Port Stanley virou “Puerto Argentino”); e os soldados argentinos tocaram uma música com trilha sonora todos os dias, chamada “MARCHA DE LAS MALVINAS,” num volume alto que irritou os Kelpers.
Os países latino-americanos podem FALAR que apóiam a Argentina, e podem até possuir uma sincera sensação de fraternidade Latina, inclusive o nosso governo Brasileiro. Mas como já saiu num jornal londrino faz poucos dias, na hora H, ninguém vai lutar com a Argentina. Infelizmente para os argentinos, as ilhas sempre permanecerão sob domínio e autoridade britânicas.
Os 18 bilhões de petróleo debaixo dos pinguins malvinenses somados aos 22 bilhões da reserva norte-americana, equivalem quase à reserva da Venezuela.
Se os Estados Unidos quiserem esse petróleo, a Argentina recuperará a soberania e os pinguins (os K) vão a perpetuar seu poder por muitos anos.
As Malvinas são Argentinas, o petróleo…veremos.
recado aos argentinos: esqueçam o petróleo e vamos comer costeletas de carneiro…
Observando la situación geográfica de Malvinas y la distancia que los piratas ingleses recorrieron (14.000 Km.),para su ocupación en 1833.Ya en 1806 y 1807 intentaron invadir Bs.As.con dos sucesivas derrotas.
En cuanto a justificar esa ocupación por toma de territorios bolivianos y paraguayos por Argentina ,ese es otro tema.Es como decir que si cualquier potencia ocupa territorios de Brasil o Argentina no deberían reclamar por haber hecho lo mismo.
No justifico la ocupación de territorios de ningún país por otro.
En cuanto a la autodeterminación de los Kelpers,es lo mismo quye un grupo de personas ocupen n/propiedad y con el correr de los años sus descendientes se consideren dueños de lo que fué consecuencia de un robo.Observando el mapa del Atlántico Sur muchas opiniones me parecen un insulto a la inteligencia.En cuanto a la actitud del gobierno argentino(del cual no soy simpatizante),ha sido correctísima.
Ponto de vista bastante colonialista e conformista. As Malvinas são argentinas por uma questão de geografia e historia. Os ingleses, com seu espirito corsario e predador, tão pouco se lixando pros islanders e interessados no petroleo. Ponto.
O fato da sanguinolenta ditadura argentina ter tentado mais um dos seus golpes de ignorancia e obscurantismo, não desmerece a qualidade do pleito argentino.
“Cesse tudo o que a Musa antígua canta”
Lula apoiar a reivindicação argentina dirime todas as dúvidas que restavam, aws ilhas são inglesas.
Porque esta seria a primeira vez desde 2003 que a nossa política externa estaria certa ????
Que delícia “Penguin News”!
Ainda não tinha visto uma análise tão lúcida e abrangente, sobretudo que considerasse a voz dos ocupantes da ilha!, sobre essa questão da devolução das Malvinas. Obrigada e parabéns!
Abraço,
Joice
Os Kelpers deveriam proclamar a indepedência. Será que eles possuem condições de serem livres?
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