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Antonio Prata

17.dezembro.2010 04:21:39

Grande Marquinhos!

Publicado na revista Vip

No último mês, passei por uma experiência interessante: não bebi. Nada. Trinta dias, de cabo a rabo, em que as únicas drogas a correr por minhas veias foram a fenilalanina da Coca-light e o pozinho do Miojo. Ok, talvez, se eu tivesse consultado um endocrinologista, ele me dissesse que era mais saudável afastar-me da fenilalanina e do Miojo do que da cerveja, mas como não conheço nenhum endocrinologista e queria era descobrir como seriam quatro semanas preso a um cérebro 100% sóbrio, 100% do tempo, o projeto foi a abstinência alcoólica.

Não passava um período tão longo sem beber desde os quinze anos, quando, na festa de debutante da Lizandra, tomei meu primeiro chope. E logo o segundo, o terceiro, o quarto – no quinto tentei agarrar a Lizandra, no sétimo abracei a privada.

Não posso dizer que aquele tenha sido meu último excesso. Houve, dos quinze anos para cá, outras noites bambas, em que soube por minhas próprias pernas que a Terra não era plana e fiz algumas besteiras das quais me arrependo: tentei beijar mulheres que só haviam me perguntando as horas, acordei ex-namoradas com SMSs enviados de mesas de bar – tipo, quarta-feira, 02:46 AM – resolvi assar uma paleta de cordeiro ou criar uma receita de chilli con carne, pouco antes do sol nascer. Acontece.

Na maior parte do tempo, contudo, pude apreciar os efeitos do álcool sem grande prejuízo moral ou físico, e sou grato à natureza por ter nos dado esse brinquedo. Para começo de conversa, não fosse ele e eu provavelmente seria virgem até hoje. (Ou você acha que eu teria coragem de ficar pelado diante de uma garota, no auge da minha adolescência, completamente sóbrio? Na boa, só um psicopata é capaz de tamanha frieza.)

Agradeço à bebida, sobretudo, pela forma como ela facilita as relações sociais. Nesses trinta dias a seco, fui a um lançamento de livro e duas festas. Descobri como é difícil, sem o auxílio glorioso de duas doses, estabelecer uma conversa minimamente sustentável com gente com quem você não tem intimidade. Interagir socialmente sem álcool é como acender a churrasqueira sem álcool: o papo não pega, você tem que ficar assoprando e abanando a brasa, pra ver se a coisa esquenta. Não esquenta. E por que? Porque a lucidez é maligna. Sóbrio, você tem o tempo todo a consciência de que aquela conversa é só fachada, de que nem você nem a pessoa diante de si têm interesse em saber nada um do outro, de que só estão perguntando como está o trabalho e se têm visto a Juliana ou o Marquinhos (Marquinhos? Você não se lembra de nenhum Marquinhos…) porque estudaram juntos em 1993 ou calharam de estar na mesma praia, em Ubatuba, em algum réveillon do século XX. E o que o álcool faz, na conversa? O mesmo que no carvão: cria chama sem calor, produz interesse genuíno onde, em sua ausência, haveria descaso. O cara te explica que se formou em veterinária e trabalha com zebu, em Uberlândia, você diz, “Zebu, genial!”, e começa a fazer perguntas. Quando vê, estão conversando animadamente sobre a corcova do boi, e você fica felicíssimo ao descobrir que é dali que vem o cupim, e que a carne chama cupim porque o calombo parece um cupinzeiro. Dez minutos depois, está convencido de que o sujeito é uma pessoa maravilhosa, que vocês têm que se ver mais, talvez até re-alugar a casa de Ubatuba para o próximo réveillon. Vocês trocam telefones e e-mails, dizem que se verão novamente em breve, e farão um cupim com manteiga, no alumínio, ou uma paleta de cordeiro. Você fala pra ele chamar a Juliana, ele diz que levará também o Marquinhos, que ficará feliz em saber do encontro. (Quem diabos será o Marquinhos, meu Deus?!).
É claro que nada disso acontecerá. Toda aquela animação só existiu porque estavam meio bêbados, mas e daí? Pelo menos se divertiram, durante cinco ou dez minutos, batendo um papo numa varanda ou na fila do banheiro. No final, a vida é isso: talvez haja meia dúzia de momentos retumbantes, um podium, os braços de algumas mulheres, uns aplausos, mas 99% do tempo você estará numa varanda ou na fila do banheiro, conversando com alguém com quem não escolheu conversar. Se não soubermos extrair graça desses momentos, vamos do berço ao túmulo de saco-cheio.

Nesta altura do texto, ouço uma voz distante. Não sei se é minha mãe, minha mulher, meu psicanalista ou a Organização Mundial da Saúde: “mas precisa necessariamente de álcool, para se divertir?”. Coço a cabeça. Deve haver pessoas que se sentem absolutamente confortáveis em seus próprios corpos, todo o tempo, e são capazes de falar sobre zebus e se despir diante de desconhecidas sem nenhuma ajuda do etanol. Dalai Lama talvez consiga. Sr. Myiagi, quem sabe? Eu não. Eu preciso das duas doses dessa substância que algum ancestral iluminado inventou, num momento de lucidez – talvez seu último -, ao fermentar trigo, batata, uva, mandioca ou o que estivesse à mão e, num ato de indômita curiosidade, beber o líquido resultante.

Claro, é bom ter sempre em mente a lição adaptada da sacola da padaria: beber bem para beber sempre. (Por “bem”, entenda: com parcimônia). Por isso um mês à seco. Por isso algumas noites por semana, em casa, só na Coca-light, assistindo um seriado ou lendo um livro. Para que aos 78 eu ainda possa falar empolgado, numa varanda ou na fila do banheiro: “Zebu, genial!” e mande abraço pro Marquinhos – grande Marquinhos! -, quem quer que ele seja.

comentários (42) | comente

42 Comentários Comente também
  • 17/12/2010 - 07:52
    Enviado por: kukubahhhh

    muito bom…

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  • 17/12/2010 - 07:53
    Enviado por: Psidium Guajava

    Genial!!!!! Sentar-se com os amigos para apreciar uma cervejinha é divino. Entendo muito bem o que é ir numa festa e não beber. Você esqueceu de mencionar o fato de que o mundo a sua volta fica estranho. Você olha o comportamento de todos a sua volta e se pergunta o que está fazendo ali. É como um peixe fora d’água. Acho que me entendeu né! Para sua informação, a cerveja é uma criação dos Sumérios. Aquele povo que viveu a mais de cinco mil anos atrás.
    Eu quando me sento com os amigos para beber uma cervejinha sempre levanto um brinde a esse povo.
    Gostei do texto…. parabéns!!!!

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  • 17/12/2010 - 08:01
    Enviado por: kukubahhhh

    por Antonio Prata
    17.dezembro.2010 04:21:39 <—

    0_0

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  • 17/12/2010 - 09:20
    Enviado por: Diogo

    O caldeirão cheio de melado de cana-de-açúcar segue fervendo, evaporando, e como o pé direito é prá lá de baixo o vapor atinge seu estágio de condensação no teto contido em assoalhado de madeira. Pronto, acumulou e começou a pingar… Aquela água, pingava, ardia nos ferimentos de tantas chibatadas, “água ardente” … que pingava sem parar… De tanto pingar na cabeça e escorrer pelo rosto, até chegar na boca misturada com o suor fabricado devido ao calor quase insuportável da taberna… caíam bêbados… mas oque seria isso? , “Água Ardente” ?, “Pinga” ?, Arde na pele, pinga ni mim, sem parar, mas é bom pra esquecer, bom para ficar feliz, pra depois ficar triste denovo…

    E ainda dizem que as histórias do povo de Zumbi eram só de tristezas… aposto, pingaram muitas alegrias…

    Um brinde!
    Abx!
    valeu a leitura Antônio!

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  • 17/12/2010 - 10:33
    Enviado por: Renata

    Olá!
    Acompanho seus textos desde quando tinha 15 anos e lia a Capricho, especialmente a última página. Hoje 6 anos depois continuo lendo seus textos e posso dizer que sem dúvida você é uma das minha inspirações pra escrever e por estar hoje cursando o 2° ano de jornalismo!
    Obrigada por escrever tão bem!

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  • 17/12/2010 - 11:24
    Enviado por: Tweets that mention Grande Marquinhos! « Antonio Prata -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by TiagoMacambira, Joana Pires. Joana Pires said: Realmente a vida com uma bebidinha é muito melhor ;) http://bit.ly/dEVoQP [...]

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  • 17/12/2010 - 12:10
    Enviado por: David Gallo

    Eu tinha um conhecido que, quando bebia, tinha o péssimo hábito de falar enquanto te cutucava, no ombro, com o indicador. Aí. nem com uma garrafa de uísque.

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  • 17/12/2010 - 12:27
    Enviado por: Guics

    Excelente texto!

    Sugiro um brinde! Rs…

    Abrax

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  • 17/12/2010 - 12:35
    Enviado por: Glúon

    .
    ______________
    .
    Um mês à seco
    .
    _____________
    .

    “No último mês, passei por uma experiência interessante: não bebi. Nada.”
    .

    ¡Portuñol!
    por Antonio Prata_________01.novembro.2010

    Lançamento, terça, 09/11
    por Antonio Prata_________05.novembro.2010
    .
    Rodízio
    por Antonio Prata_________16.novembro.2010
    .
    Pensamento chicletoso
    por Antonio Prata_________30.novembro.2010
    .
    ______________________________
    .

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  • 17/12/2010 - 12:39
    Enviado por: Otávio

    Meu recorde foi 5 meses e meio sem beber, no último ano da faculdade. Voltei a beber nos últimos dias de aula, como eu tinha combinado comigo mesmo.

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  • 17/12/2010 - 12:58
    Enviado por: Kaká

    Excelente!! Um brinde à Dionísio!!

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  • 17/12/2010 - 19:18
    Enviado por: Henrique Ugino

    Parabéns Pratinha!!! , assim como vc sou corredor iniciante mas detesto uma boa esteira… Mas em Novembro estava no último mês de preparação para a volta da Pampulha em BH e prometi que ficaria um mês de asbtinência alcólica, mas… não aguentei dois convites e quebrei a promessa no segundo dia, pois moro em Araçatuba SP (vulgarmente conhecida como sucursal do inferno).
    Abc Henrique

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  • 17/12/2010 - 23:41
    Enviado por: Riccardo(California,USA)

    Antonio,

    Acabei de ler o seu post sobrio (chegando do trabalho),achei meio sem sal meio sem graca.
    .
    Mais tarde re-li o mesmo post depois de dois copos de um bom Cabernet Sauvignon

    Adorei Maravilhoso!!!…

    abs

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  • 18/12/2010 - 21:35
    Enviado por: eder

    hahahahahaha
    Ótimo !!!!!!!

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  • 18/12/2010 - 22:03
    Enviado por: Andre - Atibaia/SP

    Muito bom, cara nunca tinha lido seu blog e achei show, voltarei mais vezes, principalmente se tiver brisado como agora

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  • 19/12/2010 - 19:07
    Enviado por: vivi

    às vezes tenho a mesma sensação sobre a “naturalidade” das relações sociais. amei.

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  • 19/12/2010 - 19:32
    Enviado por: Tati

    Sei lá, o problema talvez não seja a bebida ou a falta dela, mas as pessoas com quem você tem escolhido conversar…

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  • 21/12/2010 - 11:41
    Enviado por: Charbel

    Sempre pensei assim ,nem sempre concordam comigo, ninguem faz amizades bebendo leite, valeu!

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  • 22/12/2010 - 11:44
    Enviado por: Dricolina

    Bom, um mes na dieta alcool free acho que so mesmo se eu estiver em coma…
    ou entao se eu estiver morando numa caverna longe do contato humano.
    Afinal, as pessoas ficam bem mais interessantes depois de umas doses ( eu incluida nisto).
    Infelizmente nao da pra achar as pessoas interessantes o tempo todo, o que muito contribuiria pra deteriorizaçao do meu figado, mas fora isso, vou temperando e “bebendo bem” pra que seja pra sempre.

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  • 22/12/2010 - 15:00
    Enviado por: Marcela

    Minha segunda vez nesse blog e como na primeira leitura, amei, vim pelo blog da Lia ler Pomessa. Bom, olha confeço que ja perguntei isso pra algumas pessoas se precisam do alcool pra se divertirem, mas admito que a diversão é mais facil com ele, mas tb adoro praticar a abstinencia e rir dos corpos alcoolizados ao redor!! rsrs Beeeijos

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  • 22/12/2010 - 22:33
    Enviado por: Tulio

    Caro Antonio, obrigado por me fazer desligar dos meu problemas, mesmo que por alguns minutos, enquanto me divirto ao me deparar com seus textos retratando a delicia dessas pequenas coisas do dia a dia!!

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  • 23/12/2010 - 09:59
    Enviado por: maria assumpção

    valeu, antonio, adorei o texto. a vida adulta sem álcool é quase impossível… mas vale umas abstinencias de vez em quando.

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  • 23/12/2010 - 11:43
    Enviado por: Tayllanne

    Sempre leio o blog mas nunca comento só que como faz uns dias que entro e o último texto é o “Grande Marquinhos!” queria comentar que gostaria de ver muitos textos novos aqui para ter coisas boas para ler.
    Fui comprar o MIME mas ainda não chegou na livraria saraiva =(

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  • 24/12/2010 - 11:43
    Enviado por: Glúon

    .
    __________
    .
    Noite Feliz
    .
    _________
    .

    - Ô presidente Lula, este presente de Natal é pra mim?
    - É sim, Dilma. Não vai abrir?
    - Poxa, é uma tornozeleira eletrônica?
    - Olha, não rompa o lacre que em 2014 eu volto, hein?
    .
    ______________________________
    .
    Feliz Natal, Antonio Prata e a todos os comentaristas do blog!
    .
    Glúon
    .
    ______________________________
    .

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  • 25/12/2010 - 12:27
    Enviado por: Natália

    Genial!

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  • 26/12/2010 - 09:55
    Enviado por: Maria de Fatima Machado

    Cala a boca, cachaceiro!

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  • 26/12/2010 - 10:56
    Enviado por: markus

    Como tudo tem outro lado, e a ressaca? Uma sugestão: permaneça bêbado.

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  • 26/12/2010 - 16:46
    Enviado por: Ellen

    Olá Antônio! Tenho 19 anos, há uns três parei de ler capricho, um pouco depois que você saiu. Mas apesar disso, demorei para me desfazer das revistas. Por um bom tempo ficaram inofensivamente amontoadas em um canto do armário. Até que um dia minha mãe cismou que eu tinha que me livrar daquele “lixo”. Mas como jogar fora aquelas revistas cujo os textos da última página me inspiraram durante quase toda adolescência? Então resolvi botar em prática o que eu já tinha imaginado a tempos, mas nunca animava: arranquei todas as “estive pensando” e coloquei tudo numa pasta. Agora estou relendo e percebendo o quanto seus textos foram importantes para mim e o quanto são parecidos com o que tento fazer (escrever). É claro que a revista toda foi importante para mim num dado momento da vida, mas o estive pensando do Antonio Prata foi o que ficou até hoje.
    É muito bom ver como você continua crescendo, escrevendo maravilhosamente… escrevendo sobre “coisas de adulto” (apesar de que, na minha opinião, você nunca escreveu sobre coisas de criança). Só é uma pena saber que as próximas gerações não encontrarão em uma simples revistas de adolescentes reflexões sobre deus, sentido da vida, papel higiênico, chocolates…

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  • 26/12/2010 - 23:51
    Enviado por: M.F.Machado

    INTOLERANCIA RELIGIOSA CONTRA DALAI LAMA NO BRASIL!

    Antonio Prata escreve: “Deve haver pessoas que se sentem absolutamente confortáveis em seus próprios corpos, todo o tempo, e são capazes de falar sobre zebus e se despir diante de desconhecidas sem nenhuma ajuda do etanol. Dalai Lama talvez consiga.”

    INTOLERANCIA RELIGIOSA CONTRA DALAI LAMA NO BRASIL!

    INTOLERANCIA RELIGIOSA CONTRA DALAI LAMA NO BRASIL!

    Antonio Prata escreve: “Deve haver pessoas que se sentem absolutamente confortáveis em seus próprios corpos, todo o tempo, e são capazes de falar sobre zebus e se despir diante de desconhecidas sem nenhuma ajuda do etanol. Dalai Lama talvez consiga.”

    INTOLERANCIA RELIGIOSA CONTRA DALAI LAMA NO BRASIL!

    INTOLERANCIA RELIGIOSA CONTRA DALAI LAMA NO BRASIL!

    Antonio Prata escreve: “Deve haver pessoas que se sentem absolutamente confortáveis em seus próprios corpos, todo o tempo, e são capazes de falar sobre zebus e se despir diante de desconhecidas sem nenhuma ajuda do etanol. Dalai Lama talvez consiga.”

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  • 27/12/2010 - 10:22
    Enviado por: Jornalista M.F.Machado

    O meu intuito é preservar liberdade de jornalismo, fundamento e alicerce da liberdade de imprensa regida pelo império dos Direitos Humanos e das Leis democráticas do Estado de Direito: existe intolerancia religiosa contra Dalai Lama, no Brasil:

    “.. Deve haver pessoas que se sentem absolutamente confortáveis em seus próprios corpos, todo o tempo, e são capazes de falar sobre zebus e se despir diante de desconhecidas sem nenhuma ajuda do etanol. Dalai Lama talvez consiga.”

    Antonio Prata, em 17 de dezembro de 2010 – 04:21:39, ‘O Estado de Sao Paulo’.

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  • 27/12/2010 - 21:18
    Enviado por: Liz

    Seus textos são uma delícia. Sempre sinto-me melhor após a leitura. Obrigada, Sr. Prata. Ah, a propósito… Gostaria de trocar e-mails contigo pois gosto de escrever. Seria muito importante para mim.

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  • 28/12/2010 - 10:21
    Enviado por: Alexandra

    Todas as vezes que leio os textos nesse blog me surpreendo. Parabéns! Muito bom, mesmo não concordando com a necessidade do etanol.

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  • 28/12/2010 - 11:35
    Enviado por: Lucas Jerzy Portela

    discordo: eu faço altas farras (tipo, 5 dias de carnaval em Salvador, praticamente sem dormir) e altos laços sociais a base de agua com gas e café.

    Às vezes, nem café…

    (e, em tempo: nunca transei alcoolizado. Nem mesmo nas minhas primeiras vezes, com homens ou com mulheres.

    Embora uma dose de alcool sirva sim como anestesico e lubrificante na primeira chegada numa paquera. De toda sorte, dispensavel 70% do tempo. Eu já sou muito desinibido pra isso…)

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  • 28/12/2010 - 17:52
    Enviado por: n@ni

    PERFECT!!!!!! concordo plenamente com vc…com uma ou duas doses tudo fica mais divertido…até as pessoas!

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  • 29/12/2010 - 16:08
    Enviado por: Pamela

    Olá,
    Concordo em gênero, número e grau. Também sofro de sobriedade, o etanol muito me ajudou e ainda vai me ajudar, maravilhoso texto, inteligente e divertido!

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  • 29/12/2010 - 16:31
    Enviado por: Thaís Amaral

    E viva o Prata na Folha de São Paulo!

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  • 29/12/2010 - 16:46
    Enviado por: Márcio Souza

    Concordo em gênero, número e grau…alcoólico, claro.
    Sensacional.

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  • 30/12/2010 - 20:38
    Enviado por: Ezequiel-SP

    Deveria ter continuado sem álcool e não ter ido para a Folha. Ficarei sem as leituras.
    Não gosto da Folha, acho chatinha. sem graça.
    Abraços

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  • 03/01/2011 - 01:35
    Enviado por: Isabel

    agora você meteu na minha cabeça que eu só me tornarei uma pessoa que consegue contornar esses momentos angustiantes da vida quando começar a beber. aiai.

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  • 03/01/2011 - 22:34
    Enviado por: alexandre

    Não conhecia seus textos… geniais!!! parabéns

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  • 04/01/2011 - 08:12
    Enviado por: Anna H.

    Ô Antonio, que belzebú é esse ? Cara,você se mudou daqui ? Vou sentir saudade, mas deixa pra lá porque talvez eu entre no site da Folha somente para ler suas crônicas.Somente.

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  • 17/01/2011 - 10:23
    Enviado por: Ernâni Getirana

    Prata, o Marquinhos te manda um abraço. Ele tava na privada enquanto você e o cara do Zebu papeavam à toda na porta do banheiro!!!

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