Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).
No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.
– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.
O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).
– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?
Antonio,
Rogério, 55 anos, Rio de Janeiro, meio intelectual meio de esquerda. Muito bom! Não conhecia o seu trabalho, descobri por acaso, mas fiquei encantado. Parabéns, abraço.
Oi, Antonio!
Legal o seu texto. Gostei muito. Na Bahia, a macaxeira é conhecida como aipim.
Você é meio intelectual, meio de esquerda é também meio ouro, meio lata, pois é prata rsrsrs.
Abração
Ser de esquerda e intelectual sao duas coisas incompativeis.
sem meio intelectual sem meio esquerda…
” barbâo” é o que não tem frescura
Parabéns pelo visão critica e real do “vanguardismo” das esquerdas miopes e “jovens” em seus 150 anos.
Por essa nem Marx previa.Antes que me esqueça “buteco” é coisa de proleta, intelectuais e outros bichos grilos que gostam de um “copo sujo”.
No mais saudações Alvi Negras, sou Atleticano.
Chamo de botecos pé-sujo os teus bares ruins. Não deve ser uma exclusividade, eu sei. Mas freqüento muitos em SP, com meus amigos, e nos divirtimos muito mais do que nos botecos chiques. Ou os bares das famigeradas chapas fumegantes de picanha. Ou os bares dos garçons que te empurram mais e mais chopes cada vez mais irregulares. Por essas e outras que prefiro os pé-sujo, assim mesmo, no singular. É pé-no-chão, é massa.
Luis Santos, Ribeirão Preto/SP. 43 anos
Gosto muito de me encontrar com amigos para uma “boa conversa” em um boteco “ruim”, aqui falamos “buteco fidido”, sabe, aqueles com balcão de madeira antiga com ovos cozidos amarelos e aquele torresminho “caseiro”…
Gostei muito de sua materia.
parabéns.
Luis
bom.
Pior que ser meio-intelectual é ser pseudo-comunista. E tem um monte no Brasil… que nunca morou em país comunista, onde o socialismo foi deturpado e radicalizou-se para formar um governo de camaradinhas.
O problema não é chamar macaxeira no lugar de mandioca, o chato é que nordestino autêntico não se vê mais em canto nenhum, todos querendo falar com sotaque da Globo. Até você, paulista.
MUITO BOM !!!!!!!!
Parabéns, esta foi direto no fígado…quem não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda adora sentar na arquibacanda e observar o povo da especie citada no seu texto, é diversão na certa…abçs e bom final de ano…
Estou com saudades do C* do Padre…
Aliás, nós, meio intelectuais, meio de esquerda, já não tão mocinhas assim, mas que depilamos as pernas e as axilas, preferimos homens que comem frango à passarinho do que petit gâteau. Mas a galinhada dispensamos…
Antonio,
Paulistano como você, meia idade, meio intectual, meio de esquerda (na Europa escandivana, onde moro, minha simpatia é pela social democracia, o que significa ser meio de esquerda por aqui), queria apenas registrar que, assim meio por acaso, dei com seu texto no Estadão. Fez-me recordar de pessoas e situações similares que vivi e continuo a experimentar sempre que volto a São Paulo. Legal, gostei muito.
Parabéns! HAhahhaa muito bom!
Um dia, tente contabilizar o que a Vejinha já estragou… Vai virar um almanaque!
Na frase “Meio gostosas” você ganhou mais um fã!
Nossa, vc. é muito bom!! adorei, nme deliciei com seus argumentos!! gosto de tmar uma cervejinha gelada em um Bar ruim!! gosto de sentir o Brasil!! na sua essência!! degustar uma carne do sol!!!!!!!!!!!!!Isso é Brasil!!
MUITO boa essa meu amigo!!!!!!!!! Voce tem toda razao, o Brasil bonito eh o nosso Brasil original!!!Um beijaummmmm e continua buscando os super botecos…..
Antonio. Tambem estou por esses bars ruins de mesinha de lata. rsrs Com os amigos, muito autentico seu artigo. Isaias 47 anos.
Muito bom !
Acho q tb sou meio intelectual e meio de esquerda e só frequento bares assim.
Abraço,
Caro Antonio,
não moro em SP há 30 anos. Revivi com você a SP da minha juventude – e a que ainda é a mesma, quando aí vou – quando bar de raça era o Rei das Batidas e a linguiça calabreza assada no álcool era o “alimento” da revolução que tramávamos, sempre chamando um Betão de meu chapa e dando-lhe tapinhas no ombro ou nas costas.
Obrigada pela dor e a delícia que foi ler sua crônica.
Um abraço.
ANTONIO, GENIAL COMO SEMPRE. VEM TOMAR UMA COMIGO.. AQUI EM LINS TEM UNS MARAVILHOSOS BEIJOS
prata,
prefiro os bares que tem cheiro de cavalo, cerveja brahma e falar de quem não frequenta ~.
Adorei seu texto. Aliás, há muito tempo acompanho seu trabalho. Mas, discordo quando você deixa entender que, ao virarem cult, o bar ruim perde sua característica. Para mim, é nesse exato momento, quando substituem a mesa lata por uma de fórmica que imita mármore, que o bar ruim atinge seu momento de glória. Ou será que existe algo mais bar ruim do que a pretensão de se tornar bar bom?
Cá na minha cidadetodo bar ruim que conheci perdeu toda freguesia depois de azulejar a parede e reformr o banheiro.
Antonio,
adoro a sua ironia fina, a sua auto-crítica permanente que não perdoa nem mesmo as suas ideologias e crenças. só o riso e o humor para desarmar a sisudez da política e da estética. ontem mesmo, meio-esquerdista, meio intelectual, estive rodando aqui pela noite de Beagá procurando um buteco ruim, de raiz, com cachaça de Salinas e fora da Zona Sul. não é que tá cada vez mais difícil? até o nosso Santa Tereza (nosso?), bairro do Clube da Esquina, já virou cult, pop, hype etc etc. Mas a gente sempre descobre uma esquina nova, que ninguém suspeitava, que vende carne de panela com batata, caldo e farinha, tudo bem brasileiro!
Abraços e parabéns
Muito bom seu Prata. Meio de esquerda e meio intelectual deve ser petista. Faltou dizer que adora Lula. Algum pudor em idolatrar o grande líder?
É por esses seus argumentos que ando quase todo dia 2 km e saio de meu bairro para ir tomar uma no “Bar do Seu Ari”. Mas este, que é muuuito mais velho que a Vejinha, ela ainda não descobriu.
Por aqui, esses meios intelectuais, meio de esquerda, são chamados de “guerrilheiros de boteco”. Têm sempre uma proposta nova, uma revolução a fazer, depois que passar a ressaca.
Texto muito legal. A geração flipperama adora estes bares ruins. Vamos manter o Brasil autêntico, tomar uma geladinha no bar de esquina. Meio intelectual, meia de esquerda, e meia idade, uma batida pra ninguém botar defeito.
O texto é muito semelhante a outro, cujo autor não me recordo, que circulou há bastante tempo na internet.
O autor, que se diz meio intelectual, deveria fazer alguma referência ao texto original, com as palavras modificado, adaptado, ou pelo menos, inspirado em.
Estou fora do Brasil ha quase 20 anos, e tua materia, que achei de excelente qualidade, me trouxe muitas saudades. O que eu tenho notado nas minhas idas ao Brasil é que hoje tornou-se quase impossivel tomar o nosso tipico cafezinho (de saco). Qualquer boteco tem apenas cafe expresso. Acho isso uma total perda de identidade cultural, além de fazer mal a saude. O cafe de saco, além de ser inofensivo, é mais saboroso do que o expresso, que extrai todos os oleos e toxinas do café e irrita o estomago.
Também não vejo mais o famoso “rabo de galo” (versao tupiniquin do “cocktail”) que se fazia com vermoute e pinga…
O texto é engraçado, mas jamais moraria em Cuba, e comunismo é autoritarismo.
Este texto é muito engraçado e contém uma crítica de costumes muito bem feita. Eu não sou meio intelectual, meio de esquerda, mas conheci vários ao longo da vida. Eu era do segundo grupo que chegava no bar para ver as tais universitárias depois que ele ficou famoso na vejinha!
Cara, gostei. Li os comentários também. Acho que muita gente não entendeu. Nada contra gostar de bar meio ruim ou mesmo ruim inteiro. Problema é por que o meio intelectual, meio de esquerda gosta. Afinal, ainda hoje, “pobre gosta de luxo, quem gosta de lixo é intelectual”, como dizem lá no Rio de Janeiro… E “vanguarda do proletariado” não costuma gostar nada nada de pobre, só de bar meio ruim que venda cachaça de Salinas! Vamos ficar por aqui. Com a grande expansão do ensino superior do Brasil vai ter até brasileiro sabendo onde fica Salinas…
Excelente texto…aqui no RJ esta uma profileração de burqueses querendo ser proletariado.
Execelente texto captou a alma dos bares do Brasil.
As pessoas que frequentam esses bares é que são felizez, e conhecem o que é de bom e vive de bem com a vida, só o fato do garçon te chamar pelo nome, já te da uma certa apreciação e um bom relacionamento para que possamos nos sentir mais a vontade, o boteco é o que tem de melhor para um final de tarde.
Ótima crônica. Pura realidade.
Eu desenvolvi um sentido anti-Vejinha. Abandono o bar 3 meses antes dele ser estragado pelos meio playboys, meio de direita…
Aff! Meio intelectual, meio de esquerda? Ouve “Los Hermanos” também? Usa a camiseta do “Che” na redaçao? Acha que falta “justiça social” pro Brasil? Votou no Lula e se arrependeu? Saia do seu blog e vá fazer revoluçao. O Estado já teve blogs melhores…
PS: quer ir num bar ruim? Saia do circuito Vl Madalena e vá num em Sao Miguel Paulista, que tal?
é… acho que sou meio intelectual meio de esquerda.
e acho que sou patética.
Antônio,
Honras o sobrenome com a preciosidade de teu texto. Sou um jornalista perdido nos confins da Amazônia. Tu precisas conhecer os bares ruins que proliferam pelas bandas deste Brasil perdido na lonjura. Dão de dez a zero nos teus…
Abraços longínquos.
Plinio Vicente
Boa Vista – Roraima
Meio isso, meio aquilo!!! E aí estamos bicho – meio desenvolvido, meio populista – meio isso e meio aquilo!!!
E o pior é que o MEIO ISSO E O MEIO AQUILO – fêz o populacho eleger AQUILO!!!
Eta coisa ruím meu Deus!!!
Sou inteiramente intelectual, já li vários livros, e meio de direita, e o meu bar preferido é aquele na esquina pra onde posso andar a pé, e engatinhar de volta pra casa. A “lei seca” mudou todos critérios de escolha de bar…
Achei essa coluna pitoresca e engraçada.
Opinião típica de paulistano conservador, que para criticar uma determinada postura se coloca como participante dela.
Cada um frequenta aquilo que acha melhor, quando se critica posturas é sinal de intolerância com aquilo que não lhe convem.
Um dos textos mais deliciosamentes irônicos que li. ops!? Irônia essa de ser meio intelectual, meio de esquerda, sem querer o adjetivo que pensei para o seu texto foi “terrific”, mas isso não combina com nossas raízes brasileiras. O que meus amigos meio intelectuais, meio de esquerda diriam de mim? droga! rs
vou ficar muito na atividade agora.
porque o pior de tudo é se enxergar nessa graça toda.
céus! sou dessas com vejinhofobia!
sou garçom, entre outras…
não sei só de futebol…
adoro bares ruins…
sou meio de esquerda , meio intelectual…
Fantástico o texto!
Só faltou um comentário: no momento atual, nos bares meio ruins, nós, os meio intelectuais, meio de esquerda, não paramos de nos gabar com nossa previsão concretizada (pela ducentésima octogésima quinta vez) – o fim do capitalismo, como prova a atual crise econômica mundial.
E, quando a tormenta passar, diremos que dessa vez passou, mas da próxima…
Muito bom….Sr meio a meio….
Das 1348 crônicas suas que eu já li, essa é a melhor, com certeza.
Tem aquela do terremoto e uma sobre um amor numa caixinha, não me lembro, que são muito boas também, mas essa do bar foi demais.
Adeus.
Antônio; parafraseando o priápico Martin Luther King, “i have a drink” every day, no boteco do Chico, perto da 26.
Priápico: não seria mais etimológico “priápica”?
Eu leio vc há um tempinho, mas esse texto me deixou de boca aberta.
Eu sou dessas meio intelectual, meio de esquerda e tenho todos esses fanikitos, mas quase morro de rir com o do clip na MTV kkkk.
Muito sucesso na sua casa nova.
Hahahaha
Sobraram alguns poucos na Rua Augusta.
Adorei
Abraços.
Adoro bar ruim, mas curto os dito bons às vezes tb.
Abraços
Antonio, seus textos são ótimos. Aqui em Aracaju, os bares ruins, chamamos de “birosca do zé”, que pode ser qualquer birosca em qualquer esquina, que tenha uma lista de 20 tira-gostos mais só serve espetinho na brasa ( ou outros 19 acabaram de acabar).
nao sou intelectual, nem mto menos de esquerda. não gosto de copo sujo (como se diz em BH) e adpro petit gateau. Mas adorei sua crônica! parabéns!
Olá Antônio Prata
Lembro de vc dos meus tempos de Capricho…
Comprava a revista e a primeira coisa q eu lia era a sua coluna… nem folheava a revista antes.
Fiquei chateada quando vc saiu da revista, mas entendi seus motivos na última coluna.
Todos mudam, vc mudou de público tb… eu tb ñ faço mais parte do público q lê a Capricho mas fiquei muito feliz em ter encontrado seu blog e poder continuar lendo as suas colunas.
Vc continua ótimo como sempre.
Meio intelectual, meio de esquerda.
Um abraço
Beatriz
Ah, eu tenho q falar… também sou meio intelectual e meio de esquerda… e também gosto d bar ruim (apesar d não frequentar bares, mas se for pra escolher, vou com uns conhecidos para o ‘Bloco 7′, um bar péssimo perto de um shopping e da nossa antiga escola)…
Amei essa crônica! (como todas as outras rsrsrs)
…Antonio Prata…
…quanto tempo faz que não se usa o acento circunflexo em seu nome?
…um feliz ano novo!
Oi, tudo bem?
Sou de Natal, mas sempre estou indo a São Paulo. Sou assim também, meio de esquerda, meio intelectual, antropóloga. Sinto uma falta danada de um boteco de verdade por aí, que sirva macaxeira com manteiga da terra e carne de sol.
Sinto falta do simples. Coisas que a maioria tentam sofisticar e acabam lascando tudo.
Adoro o que tu escreve.
Um cheiro,
Paula.
Antonio, um primor.
Sou também um meio intelectual, meio de esquerda, que meio que bloga no site acima.
Convido à leitura dessa experiência botequeira:
http://botecodoleo.blogspot.com/2008/12/anti-guia-botequeiro-parte-2-cosmos-bar.html#links
Abraço!
Olá!
Excelente crônica. Adorei!
Susy Lopes
Queria eu poder dizer que li o texto, no Blônicas, como uma fã do que é clássico, como os intelectuais esquerdistas que gostam da novidade antes de sair na Vejinha.
E apesar de ser apolítica (se é que isso é possível) mas intelectual (anti-social), também sigo sua doutrina do Bar ruim. Sempre são os melhores… até que mais gente além do meu grupo seleto de amigos descubra o mesmo.
Texto muito bom. Adorei.
os botecos ruins estão cada vez mais dando lugar aos ‘novos velhos bares’ ._. com paredes azulejadas e tudo mais! eu já tinha lido no Blônicas o texto, adorei lê-lo novamente, beijão.
Eu fico puto da vida quando alguém escreve antes idéias que eu não tive!
Boa lavra. Du’ca!!!
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. E acho que a teoria das coisas ruins vai além dos bares, também funciona pra música, literatura ideologia politica.. etc…
Gosto do teu jeito de não se levar tão a sério. Taí boa parte do segredo do teu sucesso na crônica.
Demais teu texto.
Primeira vez que passo por este espaço e fiquei muito satisfeito com a qualidade dos textos e com esse, especialmente, já que é muito bom descobrir o autor verdadeiro de algo que já recebi por email umas 20 vezes, assinado por vários nomes diferentes (Mario Prata era o campeão).
Acredito que, talvez, alguém tenha recebido o texto assinado por Antonio Prata, mas deve ter pensado “não é Antonio, é Mário” e foi lá e trocou, passando adiante…hehe
Parabéns.
abs
Você existe e tem um blog? Que máximo!!! (risos).
Há alguns anos (deve ter sido na época mencionada por você mesmo) eu recebi esse texto (assinado por Antonio Prata, vossa excelência) e reenviei pra toda minha lista de amigos, além de postar no antigo blog que eu tinha, como boa botequeira que sou. Me identifiquei com o texto, principalmente nas suas ironias (sabe aquela história de “a carapuça serviu”?) e sempre me referi à ele quando o assunto eram os bares… Pois, há alguns meses estava eu tediosamente limpando meu g-mail (aquele que nunca lota, ahhh) quando encontrei o original que me foi enviado… reli e dei boas risadas (de mim mesma, ainda identificada ali (glup). Resolvi então postar no meu Circo da Poesia. E está lá, ilustrado pela figura “boteco” do joão werner… Descobrir teu blog foi uma das gratas surpresas da web… vou vir aqui de vez em quando roubar mais umas dessas crônicas irresistíveis. posso? um abraço
O chará essa tua crônica deve ser sempre reeditada,como diz o mineiro ”ela é boa demais sô” a gente meio que se encontra nela. Aquí em Floripa o Mario tá de prova ,tem o” vasquinho” que é um boteco desses sujinho mas que a gente adora porque a cerveja é barata e haja conversa para jogar fora.. não vou nem falar mais.. se não vira moda ,aí adeus boteco..um abraço a familia Prata.
Muito boa a dissertacao e descricao de nossa classe meio intelectual, meio de esquerda…
Alias adorei a definicao, pq me sentia meio perdida gostando de filmes estrangeiros. por odiar a Veja, Fantastico, e a maldita mania que as pessoas tem de “elitizar” o que e tao genuino, para que os “burgueses” (mesmo os burgueses que so fingem serem burgueses, ou seja a massa que le a veja e istoe, que assiste MTV, e frequenta Cinemark) sejam atraidos.
Adorei seu trabalho.
O texto é genial. E prova disso são os comentários que ele é capaz de provocar. Tem post de quem leu em seu texto uma nostalgia, uma afirmação política ou um sincero elogio a tudo o que é “original”. Talvez sejam pessoas mais felizes do que eu, que li e me identifiquei com uma autocrítica bem-humorada sobre uma postura autenticamente idiota, mas ao mesmo tempo compreensível e inocente da nossa época e cultura. Ao ler o texto, acabei por fazer cair a ficha e me libertar dessa necessidade de gostar do que de fato é ruim no bar ruim. Aliás, juntando este texto ao “Direita, esquerda, volver”, desisti por ora de fazer análise. Brigada!
censurou a parte da punheta, antonio?
(acho que isso nao vai ser publicado porque tem um texto aqui em cima que fala sobre conteudo obsceno ou ofensivo, mas enfim, vou tentar mesmo assim, tomara que esse site considere a palavra punheta um pouco digna de publicação)
Ser “meio intelectual, meio de esquerda” é recusar-se a fazer parte da massa, é gostar de algo porque gosta e não porque todo mundo gosta, é ler um livro porque o assunto te interessou e não porque está na lista dos dez mais da Veja. Quem é “meio intelectual, meio de esquerda” tem a sensibilidade de perceber antes de todo mundo as coisas boas em algo pseudo-ruim. E a massa entra na onda. Acho que é por isso que sempre uso as roupas anos antes de entrarem na moda.
Me identifiquei demais! Parabéns pelo texto. Li por indicação de uma amiga que me considera meio intelectual, meio de esquerda, achei ótimo!
Parabéns, Antônio, que talento!!!
Tive a oportunidade de conhecer seus textos há apenas 02 semanas e, maravilhado, não pude deixar de divulga-los: esta crônica é simplesmente extraordinária! Talvez pudesse estender sua atmosfera aos inúmeros “barbeiros” de São Paulo,em oposição a ditadura (da correção) das clínicas “de estética” – todo mundo virou ‘esteticista’ em SP.
Abraços, força e sucesso sempre!
Claudio
A primeira vista achei que você seria meio playboy, meio rebelde sem causa, depois pensei em meio racista, meio sexista. Quase conclui que se encaixaria melhor meio egocêntrico, meio pseudo-cult. Mas no fundo acho mesmo que é meio anarquista, meio nihilista, meio dono da verdade.
Um abraço e continue assim!
A bebida preferida do autor deve ser o puro suco da mediocridade. Faça um favor ao mundo e aliste-se nas FARC, ou faça um voto franciscano e vá peregrinar pelos grotões. Só assim uma necessitada atualização em seu perfil me traria conforto: “Publica um domingo não um domingo não”.
como aconteceu com a Cátia, a carapuça serviu. quando acionar os amigos meio intelectuais, meio de esquerda, aciona meu e-mail tbm. invadiram meus botecos e estou sem casa, sem lenço e sem documento.
belo texto.
p.s. prometo não avisar a Vejinha.
Parabéns pelo texto! Tinha lido algo parecido que recebi por e-mail, já faz um tempo, sabia que era bom, mas não me lembrava de tudo, mas sim, dos termos “meio intelectual, meio de esquerda”. Um amigo mandou pelo twitter e, ao clicar, feliz fiquei de reler e apreciar em demasia a sua crônica. Acho que eu também me considero meio intelectual, meio de esquerda, pois frequento os mesmo lugares que mencionou e tenho as mesmas opiniões…rs. Texto delicioso de ler, refletir e se divertir. Eu também tenho um blog de crônicas e poemas, no endereço acima, visite se quiser, mas, por enquanto, ainda sou meio poeta, meio cronista…rs. Ah…sua visão da praça de limentação foi ótima. Tenho uma idéia de onde fica, eu sofria pela mesma opinião…rs. Costumo dizer que são “Comic Sans”, aquelas pessoas que escolhem essa fonte porque acham “inovadora”… Novamente, parabéns pela escrita e um brinde aos bares ruins! Na mesa de lata e com copo americano, é claro.
Um abraço,
João Aranha
É incrível como alguém tão jovem como Antonio Prata, já sabe olhar a sociedade de uma forma oblíqua, de um ângulo que permita enxergar as pessoas inseridas num modo de vida tão peculiar, permeado de questões próprias de quem é assim, “meio intelectual, meio de esquerda”, e acima e tudo inteiramente brasileiro, graças a Deus.
Parabéns pela obra primorosa que é este seu texto!
Renildo
Meio intelectual e meio de esquerda; só faltou o autor desse péssimo texto, no qual destila todos os seus preconceitos querendo imputá-los à figuras as quais não conhece bem, dizer categoricamente que tais indivíduos geralmente são jornalistas frustrados. Freud explicaria isso com a tese da compulsão recalcada. Eu diria que é mais um classe média expondo os preconceitos de sua classe, de seu meio. Ah os jornalistas. esses sim, grande praga do mundo desde o século XIX, odiados por intelectuais literatos do porte de Balzac e até Flaubert, por serem verdadeiros vendidos aos interesses comerciais, facilmente corruptíveis por quaisquer migalhas. Veja bem, a literatura contemporânea decadente é fruto justamente da invasão completa do meios editoriais por jornalistas, que entre arte e mercadoria, notoriamente optam inconscientemente pela segunda, imaginando que estão realizando a primeira. Pobres diabos!
Meio intelectuais e meio de esquerda, jornalistas como Antônio Prata, machistas como Pimenta Neves, também jornalista, que matou a namorada, também jornalista. Em pleno século XXI falando de universitárias gostosas só pode ser coisa de alguém realmente antenado com o mercado de propaganda de cerveja. Para finalizar, uma lembrancinha de um intelectual meio de direita, no entanto, com um grande legado que explica inclusive a gênese dessa grande mídia canalha em “Ilusões perdidas” e outros textos: “Antigamente, os sofistas falavam a um pequeno número de homens; hoje, a imprensa periódica permite-lhes desnortear toda uma nação.” Honorè de Balzac
Grande abraço,
Legal, não sabia que existia bar bom em São Paulo, achava que só tinha bar paulista. Aqueles com ar engomadinho sem alma, mesmo que sujos. Mas será que dá certo isso, gente?, bar paulista tentando ser carioca? A conferir.
[...] a dica: lê o texto inteiro no blog do Antônio Prata. Aproveita e lê tudo o que tem por [...]
haha demais o texto! eu sempre vou num bar meio ruim que a brahma é 5 paus, bem nesse estilo do ruim que é caro mas é bom pq é ruim.
Antônio, tudo bem? Desculpe escrever por aqui, mas foi o único meio que eu achei.
Sou diretor do site Guia de Motéis e além dele tenho uma revista impressa bimestral chamada MOTELEIRO que é feita para os proprietários de motéis.
Li o seu texto “O Malfeitor” na revista Espresso e simplesmente fiquei seu fã. Foram as palavras mais sábias que eu já li na minha vida!!!
Eu queria saber se eu poderia reproduzi-lo na minha “humilde” revista. Será que rola?
abs,
Rodolfo Elsas – diretor comercial
Guia de Motéis – Motel é aqui!
0800 727 0109 / 11 5103-0500
http://www.guiademoteis.com.br
Juro que me considerava meio original (essa é pior do que pseudo-comunista)…
Aqui no Tocantins, os bares sabem ser deliciosamente ruins, há muitas mesas de lata empenadas e velhos bêbados jogando dominó, damas ou palitos, fora o torresmo bem cabeludo (hum…) Mas o melhor aqui é que nunca incidem as estrelas da Vejinha.
Porém, a brilhante crônica realçou minhas máscaras meio hipócritas e demagogas…
Aff vou já pra um bar fino, tratar o garçom com desprezo e sussurar educadamente minhas convicções (horror!)…rsrsrsrs
Ah, vide 8 ou 80 (Pitty) e o personagem de Érico Veríssimo, Rodrigo Cambará.
Kralho!!! E eu que pensava que era intelectual e de esquerda…
Mas tudo bem, que ser meio intelectual num país de analfabetos já é muita coisa.
1 Forte abraço 1/2 intelectual.. Parabens; belo texto.
Sim… Bar que tem garçom já é meio bom; não serve pra gente naummm
Esse texto aí é plágio, meu irmão.
Já o conhecia desde 2004, pelo menos.
Sabe que acho que também sou meio assim, intelectual e meio de esquerda… rs
Adoro um pé sujo com cerveja de garrafa grande e copo americano…
E não ligue para os comentários dessa gente meio de direita e meio reacionária… hahaha
Muito bom o texto, parabéns Antonio…
Abraços
Uma vez em Niterói, visitem o Deguste, próximo à escola de comunicação, onde estudantes de cinema são atendidos por um garçom genial de nome Gláuber, estranha coincidência e ironia.
Uma vez em Bauru, visitem o Brazuka, onde a Tia serve porções colossais de batata avelã e a decoração fala por si.
autênticos butecos ruins e lindos!
Quisera nosso bar ruim ter tantos meio intelectuais meio-esquerdistas para valorizar o que é simples… e por tantos é tomado como ruim.
Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato…kkkk
Verdade verdadeira!
Belo Horizonte é toda uma cidade meio intelectual meio de esquerda
2010
2009
2008
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