Antero Greco - Estadao.com.br
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A contratação de Clarence Seedorf é dos bons episódios do Brasileiro de 2012. O holandês acrescentou qualidade ao Botafogo e hoje, sem exagero, é o jogador que mais se destaca. Em pouco tempo, assumiu liderança no grupo e chamou responsabilidade nos momentos complicados. Como no clássico deste domingo com o Corinthians: não só marcou os dois gols da equipe, no empate por 2 a 2, como deu passes, cobrou faltas, ordenou o jogo.

Seedorf tem 36 anos, não é garoto nem deve prolongar a carreira por muito tempo. Mas, até o momento, desmente quem visse sua aventura no Brasil apenas como uma oportunidade para curtir as praias e o sol do Rio, ou como um período de férias remuneradas. Ele faz a parte que lhe cabe e, por seu talento, alimenta a esperança do torcedor de que o time possa garantir uma vaga para a Taça Libertadores de 2013.  Objetivo possível, mas um tanto difícil.

Difícil porque o Botafogo oscila, como mostrou no Engenhão. Como em tantas outras partidas, teve altos e baixos, o que emperra voos mais ousados. Largou bem, com o gol de Seedorf aos 4 minutos, mas sentiu o baque com a virada corintiana, nos gols de Guerrero aos 7 e de Douglas, de pênalti, aos 11. O pênalti existiu, em cima de Martinez, que pegou rebote de Jefferson após chute de Romarinho. O detalhe: Martinez estava impedido.

O Botafogo teve o mérito de não baixar a guarda, ao ficar em desvantagem, e insistir. O prêmio veio com o segundo gol de Seedorf, na etapa final. Não vale nem falar que o holandês teve sorte nos dois lances, porque em ambos contou com algum desvio de corintianos. Explicação com indisfarçável dor de cotovelo. Fez os gols, porque os procurou.

O resultado deixa o Botafogo ainda a flertar com o bloco principal da competição. Para o Corinthians não altera nada. A intenção de Tite e seus rapazes é manter ritmo constante, para que o time chegue forte no Mundial de Clubes, no final do ano, no Japão.

Neste domingo, não jogaram, por motivos diversos, Fábio Santos, Chicão, Emerson, Danilo. O rodízio será mantido até algumas rodadas antes do encerramento, quando então entrará em campo sempre o time principal. Estratégia interessante.

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O dérbi paulista não havia acabado. Ainda faltavam alguns minutos para o apito final. Mas torcedores do Palmeiras ou abandonavam o Pacaembu, ou ficavam com o olhar perdido para o gramado ou choravam. O sentimento comum, porém, era a constatação de que os 2 a 0 para o Corinthians representavam mais um gigantesco passo para a Série B. Para viver drama e humilhação semelhantes àqueles de dez anos atrás.

Pois o Palestra caminha para o purgatório mais uma vez. Tudo conspira nesse sentido. O time é fraco, embora combativo, e agora está mais perdido sem Felipão; sofreu demais com contusões e suspensões; foram diversos os episódios de erros de arbitragem; o estado emocional virou um pandareco, sobretudo porque diminuem as oportunidades de reação, à medida que o torneio avança para o encerramento.

O Palmeiras do interino Narciso jogou na base da entrega, da correria e da força de vontade. Mas não da técnica. Os jogadores tentaram compensar no suor a qualidade e a tranquilidade que lhes faltam neste momento. Não conseguiram, sobretudo a partir do momento em que ficaram dez em campo, com a expulsão de Luan aos 26 minutos.

E aqui cabe um comentário à parte. Luan recebeu o primeiro amarelo, logo no início da partida, porque o juiz Marcelo Ribeiro de Souza interpretou, equivocadamente, que ele tentou cavar pênalti. Não tentou. Depois, mostrou o segundo e por extensão o vermelho, ao considerar violenta a dividida com Guilherme. Não foi também.

No entanto, errou entre um cartão e outro quando apenas conversou com Luan, que foi armar confusão com Romarinho após o primeiro gol do Corinthians. O atacante palmeirense se irritou com o que interpretou como desrespeito, porque o corintiano beijou o escudo do time dele perto da torcida do Palmeiras. Se Luan tivesse sido expulso naquele momento, não teria sido um exagero.

Mas Luan foi apenas o reflexo do time: nervoso, amedrontado, acuado com a possibilidade de rebaixamento. O Palmeiras se comportava relativamente bem até tomar o gol, como tem acontecido com frequência nesta fase de ladeira abaixo.

Depois, o filme fica repetitivo: bate insegurança, as jogadas e os chutes saem afoitos. É um desmanche só. Sobraram erros palmeirenses no Pacaembu, aí incluído o segundo gol, quando João Vítor perdeu bola boba, dominada, permitiu o contragolpe e Paulinho completou, com calma, com eficiência. E foi isso do outro lado: um time seguro, que sabe o que quer, que não se abala com o drama do rival.

A esperança não morreu, ok. Nem seria justo falar que a queda é irreversível, pois há muitos pontos em disputa. A projeção fria, porém, indica que o caminho é a Segundona.

PS. Na noite de domingo, um bando invadiu restaurante onde estavam dirigentes do Palmeiras e depredou o local. Esses não são torcedores, mas criminosos. A violência é estúpida, linguagem de covardes e não resolve.

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Luís Fabiano voltou, decidiu com os gols nos 2 a 1 de virada sobre o Corinthians, e assim o São Paulo ainda sonha com o título (distante) do Brasileiro. Com a vitória na tarde deste domingo, no clássico no Pacaembu, o tricolor tem 31 pontos e encerra o turno na quinta colocação. Com 24, o campeão da América vai fazer figuração até a disputa do Mundial, no fim do ano.

Jogo bom, sobretudo no primeiro tempo. O Corinthians teve 15 minutos avassaladores, em que conseguiu a vantagem (com Emerson) e poderia atropelar. O próprio Emerson teve chance, assim como Douglas e Paulinho. Era para ser uma farra, já que a defesa são-paulina estava aberta, com o meio-campo zonzo. O tabu parecia permanecer intacto.

A história começou a mudar aos 23 minutos. Numa arrancada rápida, Luís Fabiano tocou para Lucas, que devolveu para o centroavante chutar cruzado, sem que Cássio pudesse esboçar a defesa. O jogo virou a partir daquele instante, ficou equilibrado, rápido e com ataques para ambos os lados. O São Paulo ainda teve uma oportunidade com Maicon.

Tite tirou Douglas, no intervalo, e optou por Martinez, para tornar o contragolpe mais eficiente. Não deu resultado. O jogo até caiu um pouco, mas esquentou com o outro gol de Luís Fabiano, aos 16 minutos, em cochilo daqueles de meio de tarde da defesa rival. Com direito ainda a drible da vaca sobre Cássio e toque para o gol. Coisa de artilheiro.

A temperatura subiu, houve divididas mais ríspidas, alguns amarelos distribuídos aqui e ali pelo árbitro  e menos jogadas perigosas. O Corinthians teve um lance final, aos 48, em chute fraco de Romarinho, na marca do pênalti, que morreu nas mãos de Rogério Ceni.

Tite imaginava o Corinthians no bloco principal, na curva do primeiro para o segundo turno. Mas terá de refazer os planos. O time dele não briga mais pelo título nacional. Só que precisa encontrar uma forma de manter o ritmo, para não chegar relaxado demais ao Japão.

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Não sou fanático por classificar jogador como “talismã”, “xodó”, “pé-quente” e coisas assim. Acho engraçado, nada além disso. Mas esse Romarinho tem feito algumas coisas no Corinthians que o fazem cair no gosto da torcida.

Na estreia no time, derrubou o Palmeiras com dois gols pelo Campeonato Brasileiro. Em seguida, fez um gol importantíssimo na primeira partida da final da Libertadores. Deixou a turma do Boca embasbacada. Neste domingo, voltou a dar o ar da graça com o gol de letra, aos 44 minutos do segundo tempo, que garantiu os 2 a 1 sobre o Coritiba, fora de casa.

Romarinho fechou em grande estilo uma apresentação apenas razoável do campeão da América. O Corinthians mais uma vez se enroscou em seus erros, pecou em finalizações e compensou com esforço. E só melhorou depois que Tite mexeu na escalação.

No primeiro tempo, por exemplo, o Coritiba foi melhor, teve postura mais firme e fechou em vantagem, com o gol de Everton Ribeiro pouco antes do intervalo. O Corinthians voltou da pausa modificado, com Guerrero no lugar de Douglas, que passeou em campo.

Mas a postura mudou, mesmo, com Martinez em substituição a Fábio Santos aos 18 da etapa final. O Corinthians se soltou, empatou com Paulinho, cresceu. Ainda levou susto com bola de Ayrton na trave, mas voltou para casa com três pontos por causa do atrevimento de Romarinho.

Com 21 pontos, o Corinthians passeia por zona confortável, embora distante da briga pelo título. O Coritiba, com 15 e três derrotas seguidas, continua a rondar o bloco do rebaixamento. Não se recuperou ainda do baque pela perda do título na final da Copa do Brasil.

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Tite disse em algumas ocasiões que, se o Corinthians virar o turno até em décimo lugar, acredita na possibilidade de brigar pelo título. Sempre achei que esse desafio do treinador não é convicção, mas uma forma de manter o grupo embalado.

Depois do empate por 1 a 1 com o Atlético-GO, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu, me convenço mais da primeira impressão.  O Corinthians, com 18 pontos – 16 a menos do que o Vasco – fará figuração no restante do Brasileiro até o momento de disputar o Mundial de Clubes. A sexta coroa da Série A não virá neste ano de 2012, pois a diferença é muito grande – e pode tornar-se maior, já que o Atlético-MG tem 32 e dois jogos a menos.

O Corinthians outra vez jogou aquém do esperado, o que tem se repetido ultimamente. O Atlético, em compensação, se desdobrou. O que é compreensível, pois está afundado na classificação e precisa de pontos a todo custo. Por isso, caprichou na marcação, correu, lutou, fez o jogo ficar equilibrado e ainda curtiu uns bons minutos com placar favorável.

No primeiro tempo, o Corinthians assustou o goleiro Márcio com uma falta cobrada por Douglas e por uma cabeçada de Jorge Henrique. O Atlético incomodou Cássio com um chute cruzado de Eron, que Ricardo Bueno não conseguiu desviar, e com uma conclusão de fora da área. Nada muito além disso os dois times apresentaram para o público razoável.

O Atlético-GO colocou a zebra pra passear no começo da etapa final, com o gol de cabeça marcado por Ricardo Bueno, após cobrança de falta de Marcos. O goleiro Cássio saiu mal, na base do caçar borboleta, insuficiente para evitar a conclusão do centroavante.

A desvantagem fez o Corinthians despertar, as chances vieram e a compensação ocorreu com o gol de Paulinho, em jogada bem construída por Romarinho. O próprio Romarinho teve a oportunidade para a virada, em cima da hora, numa cabeçada certeira que Márcio desviou.

O empate não ajudou a nenhum dos dois, mas ficou gosto de decepção maior para os donos da casa.

 

 

 

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04.julho.2012 03:15:50

A noite dos milagres*

Gosto de música brasileira e italiana, por razões culturais, familiares, afetivas. As duas escolas me encantam e inspiram. Pois acordei ontem com uma canção muito bonita de Lucio Dalla, carismático compositor bolonhês que morreu em março e que já citei em crônicas anteriores. Desde que botei os pés fora da cama, fiquei a cantarolar versos de La Sera dei Miracoli, sucesso dele nos primeiros anos 1980 que fala de uma noite especial, mágica, em que milhares de pessoas se agitam, correm de cá pra lá, à espera de fatos extraordinários.

Assim está São Paulo nos últimos dias. Paira no ar da cidade expectativa fora do comum pela partida final da Taça Libertadores, e a ansiedade se torna tão densa que parece palpável como a poluição. O torcedor do Corinthians mal dorme, à medida que se aproxima a possibilidade de ver realizado o sonho de conquista da América. Não é por acaso que oportunistas descaradamente oferecem ingressos (sabe-se lá se verdadeiros) a preços equivalentes ao de carro de luxo ou de pequeno apartamento.

O segundo duelo com o Boca Juniors é tema dominante em qualquer lugar. Vê lá se alguém perde tempo em discutir se a seleção da Espanha de hoje é melhor do que a do Brasil tricampeão do mundo em 1970. Isso é papo de gringos eufóricos e lambuzados com mel ao qual não estavam acostumados. Só terá sentido no dia em que ostentarem cinco títulos mundiais e um Pelé como astro.

O negócio que interessa por aqui é saber se Alex, Danilo, Emerson vão derrubar o multicampeão que vem da Argentina. As apostas giram em torno do placar e, mais do que isso, da possibilidade de Romarinho entrar de novo e decidir no Pacaembu, como aconteceu na semana passada em La Bombonera. Ou alguém duvida que aquele gol de empate teve significado equivalente ao de vitória?

Alvinegros se apegam ao novo talismã para reforçar a esperança; os anticorintianos se aferram aos estragos que, em edições passada, esses hermanos provocaram em Cruzeiro, Palmeiras, Santos e Grêmio, suas vítimas em decisões. E lembram que o Boca gosta de festejar nestas bandas. Vale qualquer coisa para secar e irritar a turma da Fiel.

O otimismo de uns e outros não é fora de propósito. O Corinthians tem a seu favor torcida, uma casa acolhedora, um sistema tático que funciona, jogadores maduros o suficiente para não perderem os nervos em situações extremas. Mostraram isso em todas as fases da Libertadores. (A exceção foi Emerson, expulso contra o Santos, na Vila.) O Boca conta com o pedigree vencedor, com a experiência de gente como Orion, Schiavi, Riquelme, apesar de ser sombra do timaço do início do século.

Se partirmos do pressuposto de que a decisão ocorrerá apenas dentro de campo – e assim espero que seja –, o Corinthians levanta o troféu se for fiel a sua estratégia de marcar forte na frente, de ser econômico porém letal nas oportunidades de gol que cria, se não ceder à sofreguidão de seus fãs. E se anular o maestro Riquelme, ainda fundamental para o Boca.

O momento exige a conciliação de duas posturas aparentemente conflitantes: a paixão (na entrega dos jogadores, na disputa por qualquer bola) e a razão (na paciência diante de um rival igualmente capaz). O Corinthians tem um aliado adicional, pelo menos em comparação ao jogo de uma semana atrás: a condição física melhor. O Boca travou nos últimos 15 minutos. Detalhe a ser considerado, sobretudo em eventual prorrogação.

Mas está com jeito de “noite dos milagres”, e só em 90 minutos. Amém.

*(Minha crônica no Estado de hoje, dia 4/7/2012.)

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29.junho.2012 09:31:07

Heróis acidentais*

Treinador em geral exalta o espírito coletivo, pois futebol é conjunto, solidariedade, reciprocidade, camaradagem, etc e tal. Mas, no fundo, torce para que o talento individual resolva, sobretudo se a parada estiver dura. Por isso, com frequência faz apostas arriscadas, em substituições ou em convocações, na esperança de desatar nós. E se sente abençoado, quando a escolha dá certo.

Tite e Cesare Prandelli provaram nestes dias o gostinho da descoberta da pólvora. O brasileiro resolveu, em cima da hora, levar para Buenos Aires o novato Romarinho, autor dos gols da vitória do Corinthians no clássico de domingo com o Palmeiras. O moço ficou no banco, anteontem, em La Bombonera, à espera de oportunidade para enfrentar o temível Boca, o bicho-papão. Entrou minutos antes do encerramento, ignorou a mística do estádio, a pressão da torcida local e, na primeira bola que pegou, deu uma cavadinha e marcou o gol de empate. Gol que mantém a equipe na rota do título e iluminou Tite.

O técnico italiano foi tão peitudo quando o colega de cá, senão mais: tempos atrás, avisou que Cassano e Balotelli, dois doidos de pedra, imprevisíveis, temperamentais e encrenqueiros, teriam oportunidade de defender a Squadra Azzurra na Eurocopa. A escolha deixou torcedores e críticos com cabelos em pé. Ter um matusquela no elenco passa. Mas dois?! Era para internação.

Pois ambos estão na turma dos responsáveis, junto com Buffon e Pirlo, por levar a Itália à final da Eurocopa de 2012. Cassano se comportou taticamente muito bem, enquanto Balotelli tem feito os gols decisivos, como os dois de ontem diante da Alemanha. Há sempre o temor de que uma hora vão aprontar – até o momento têm alarmado os adversários com ousadia e autoconfiança.

O futebol vive desses heróis, das estrelas solitárias, por mais que se ressalte o caráter comunitário. A perfeição está na combinação do equilíbrio entre os setores que compõem um time e o talento. O sujeito que torna tudo diferente é imprescindível, mesmo em tempos de politicamente correto. O Santos dos anos 60 era gigante, mas se tornava monstruoso porque tinha Pelé. O mesmo ocorria com o Cruzeiro da época de Tostão, o Palmeiras de Ademir, o Flamengo de Zico e assim sucessivamente até o Barcelona atual, que tem Messi como a síntese da qualidade. O toque do gênio, mesmo que seja fugaz, fascina.

Não é por acaso que Romarinho tenha sido o jogador mais citado do Corinthians – como você pode comprovar abaixo, nesta página mesmo. Não será injusto que Balotelli esteja nas manchetes dos jornais italianos de hoje. O futebol cultua os protagonistas da hora, tão necessários quanto os atores principais no teatro ou no cinema, as primas donas na ópera, os solistas nas orquestras e nas bandas.

Tanto melhor se tiverem o respaldo dos colegas e de um sistema sólido, que lhes deem sustentação. Algo que Corinthians e Itália mostraram nos campeonatos de que são finalistas. O campeão brasileiro voltou da Argentina com a justificada esperança de proeza inédita. Ok, o ideal teria sido vencer, mas o 1 a 1 caiu bem. Só que terá de jogar mais, diante de seu público e não pode perder de vista a tradição e o currículo do adversário. A disputa permanece aberta.

Raciocínio semelhante se aplica à surpreendente Itália, que abandonou a retranca nos campos da Polônia e da Ucrânia, e com autoridade almeja o troféu. Trata-se de desafio e tanto furar o iceberg defensivo espanhol.

Ora, Romarinho e Balotelli neles!

*(Minha crônica no Estado de hoje, dia 29/6/2012.)

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Corinthians e Palmeiras vão bem em duas frentes, exceto no Campeonato Brasileiro. Se no torneio nacional, pontuaram pouco até agora, compensam com vaga nas finais da Libertadores e da Copa do Brasil, respectivamente. Por isso, o jogo que fizeram no Pacaembu, na tarde deste domingo, era importante para estimulá-los na preparação por títulos.

No entanto, apenas o Corinthians soube aproveitar a chance, venceu por 2 a 1 de virada e saiu fortalecido para a aventura de meio de semana contra o Boca Juniors, em Buenos Aires. E o fez com time reserva, enquanto o velho rival entrou praticamente com força máxima. O resultado tirou o campeão brasileiro da rabeira e lá manteve o Palmeiras.

Palmeiras que deu a impressão de que não perderia a oportunidade de quebrar o jejum na Série A (três derrotas e dois empates), ao ficar em vantagem com menos de 5 minutos, com o gol marcado por Mazinho, seu novo talismã. (Que também ficou só no gol…) E emperrou nisso. Dali em diante, foi o Corinthians quem tomou iniciativa, foi à frente, pressionou, assustou Bruno com uma bola na trave (Liedson) até chegar ao empate com Romarinho, de letra.

O resultado parcial encheu os alvinegros de confiança, mesmo se nem todos estivessem em boa sintonia, casos sobretudo de Douglas e William. O Palmeiras voltou modificado do intervalo, com Maikon Leite no lugar de Leandro Amaro e com Valdivia em substituição a Daniel Carvalho. (Aliás, Daniel Carvalho e Douglas têm sido nulos em suas equipes…)

Não adiantaram muito as mexidas palestrinas. O Palmeiras seguiu confuso e sem imaginação, com Valdivia apagado. O Corinthians manteve o controle do jogo, virou com outro bonito gol de Romarinho e teve chances de fazer o terceiro. Não aumentou a vantagem por duas boas defesas de Bruno e porque Liedson perdeu fôlego, à medida que o segundo tempo avançava.

O Palmeiras foi à frente, na base da boa vontade, pelo menos para sair com o empate. Que não veio, por irretocável incompetência.

 

 

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