Antero Greco - Estadao.com.br
ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

A situação de Kaká no Real está pra lá de delicada. Chega a ser constrangedora, sobretudo depois da reportagem publicada pelo El Pais, um dos principais jornais da Europa. O diário, que  tem sede central em Madri, contou no fim de semana que José Mourinho não quer saber do brasileiro. A ponto de ter sido grosseiro com ele e deixar-lhe como opção a porta de saída.

O treinador português foi forçado a voltar ao tema, em entrevista coletiva nesta terça-feira, e não escondeu desdém em relação a Kaká. Em primeiro lugar, não desmentiu o teor da matéria jornalística, o que já é indício de veracidade. Na sequência, alegou que o elenco será definido até sexta-feira, quando fecha o mercado, e falou que tratará Kaká como outro qualquer, se por acaso não aparecer nenhuma proposta tentadora para levá-lo embora.

Kaká representou investimento alto para o clube, que três anos atrás o tirou do Milan por 65 milhões de euros. E não rendeu o que se esperava. Teve problemas com contusões, operação e longo período de inatividade. Com a chegada de Mourinho, parecia ver aberto o caminho para a recuperação, mas tudo não passou de ilusão. O português logo se cansou dele.

Por temperamento cordial, e por estratégia profissional, Kaká evita o confronto. Não interessa para ele brigar com o chefe; ao contrário, o melhor é ter paciência e só ir embora se receber o que considera justo. Ou se vier uma proposta de trabalho tentadora. O Milan seria a alternativa natural, pois marcou época por lá. Mas os milaneses garantem ter desistido.

Por que não pensar, então, em retorno – e para o São Paulo? Senão agora, quando o mercado reabrir. O clube de origem é dos poucos que hoje têm cacife para bancar a contratação, a identificação com a torcida é grande e seria o meia que compensaria a tentativa (até agora frustrada) de contar com Ganso. Um indício de que o a volta para casa não está descartada é o fato de que parte da família de Kaká estaria a arrumar a mudança de Madri para São Paulo.

 

 

Tags: , , , ,

Comentários (30) | comente

O foco dos jornais está centrado na Olimpíada, o que é correto. Por isso, passou batida a decisão de Roberto Carlos aposentar-se. O lateral-esquerdo, 39 anos, anunciou na quarta-feira que deixa o futebol dentro de campo para atuar nos bastidores. Continuará o trabalho no Anzi, time russo para o qual debandou no ano passado, após o Corinthians ser eliminado na fase preliminar da Taça Liberadores da América. Prepara-se para ser cartola.

Sai de cena, assim discretamente, um dos maiores laterais que vi em ação. Não sou rapazinho, e se o número da carteira de identidade é baixo, tenho algumas compensações. Uma delas é a de ver apreciado, já em final de carreira, a arte de Nilton Santos. Era veterano no Botafogo, quando comecei a frequentar estádios, e jogava demais. Continua firme, forte e inabalável, no primeiro lugar dessa minha lista muito, muito particular.

O segundo está reservado para Júnior, que arrasou no Flamengo dos anos 1980 até o começo da década seguinte, com passagem pela Itália. O “Capacete” marcou pela habilidade, segurança, técnica e seriedade. Foi exuberante também na seleção, embora na Copa de 1986 tenha atuado no meio-campo. Curti muito, ainda, Marinho Chagas, tido como tresloucado nos anos 1970, porque gostava demais de ir ao ataque. Hoje, seria um ala, supermoderno.

Marinho foi ótimo, mas o terceiro na minha preferência é Roberto Carlos. Miúdo, mas com umas pernas de botar medo nos adversários, teve fôlego e chute incomuns. As arrancadas para o ataque e a pontaria mortal fizeram estragos em defesas rivais. Bom marcador, teve também na regularidade uma de suas características. Contam-se nos dedos os episódios em que Roberto Carlos ficou fora de alguma partida por contusão. Físico privilegiado.

Há dois mitos falsos em torno de Roberto Carlos. O primeiro é de “mascarado”. Discordo. Tive inúmeros contatos profissionais com ele, e em todos foi atencioso. E não só comigo – esse foi comportamento comum nele. Raramente negou-se a responder a perguntas, mesmo as mais polêmicas. É possível discordar de respostas dele, mas teve suas opiniões e não ficou com medo de expô-las. Isso se chama personalidade.

O trato com os fãs também foi delicado. Vi muito nariz empinado no Real Madrid a desdenhar de torcedores – o português Figo é exemplo marcante. Roberto Carlos, no entanto, tinha paciência para atender o público após os treinos e, para facilitar, distribuía “santinhos” com sua imagem e autógrafo. Não consta que tenha sido rude alguma vez.

Outra injustiça está na fatídica partida entre França e Brasil na Copa de 2006. No lance do gol de Henry, ele se abaixa para ajeitar a meia. Pronto, isso bastou para classificá-lo como esnobe, indiferente e relapso. Por causa daquilo, o francês ficou livre, fez o gol e o Brasil perdeu. Como se toda a preparação equivocada, a concentração bagunçada e o esquema ultrapassado não tivessem nenhuma interferência na eliminação. Ora, ora, é simplista demais.

Roberto passa para o outro lado do balcão com bagagem repleta de conquistas e pode contar aos netos que foi um gigante do futebol. Pergunte a torcedores do Palmeiras e do Real Madrid, sobretudo, o que pensam a respeito dele. Imagino que as respostas serão favoráveis.

Tags: , , , ,

Comentários (20) | comente

Os espanhóis estão em pré-temporada, aquela fase de preparação e aquecimento em pleno verão no hemisfério Norte. Mas quem sente ares frios é Kaká. O astro brasileiro ficou fora de amistoso que o Real Madrid faz nesta terça-feira com o Oviedo e isso tornou mais fortes as especulações de que pode deixar o clube, depois de cinco temporadas.

Não é de agora que se fala a respeito da saída de Kaká. Embora tenha sido contratado a peso de ouro em 2009 (quase R$ 80 milhões), na prática não foi em Madri o jogador decisivo e carismático do período em que ficou em Milão. Problemas físicos, e uma operação, fizeram com que não ganhasse espaço no time. Não mudou nem com a chegada de José Mourinho.

Kaká disse em diversas ocasiões (inclusive em um “Bola da Vez”, na ESPN, do qual participei) que só sairia do Real como vencedor. Era um desafio vingar na Espanha. Questão pessoa e de caráter, e acho isso bacana. Sempre quis provar, para ele e para os espanhóis, que não foi dinheiro jogado fora o investimento feito para tirá-lo do Milan.

A maturidade chegou, Kaká está com 30 anos e tem inteligência suficiente para saber se vale a pena insistir. Às vezes, criamos expectativas a respeito de um trabalho e elas não se confirmam. Parece-me que é o que ocorre nessa relação entre Kaká e Real Madrid. Kaká virou um grande ponto de interrogação num elenco que tem estrelas demais…

Se sentir que não tem mais espaço, se avaliar que não o querem mais por lá, o melhor é sair. Não vale a pena insistir. É das piores sensações que existe ficar em um lugar em que não se é desejado. Grana e mercado não lhe faltam. O Paris Saint-Germain acenou diversas vezes interesse em levá-lo. Chegou a hora da decisão.

Madri é espetacular. Mas, não é por nada, não, Paris é fora de série.

Tags: , , , ,

Comentários (27) | comente

Li uma reportagem curiosa sobre Andrés Sanchez. O ex-presidente do Corinthians disse ao portal UOL que o time dele será o “maior do mundo em 2015”. O dirigente que passou o bastão a Mario Gobbi no final do ano e agora é responsável pelas seleções brasileiros garante que, dentro de três anos, Real Madrid, Barcelona e Manchester United estarão em desvantagem em relação ao clube do qual também é conselheiro.

Sanchez é inflamado por natureza e adora cutucar rivais. Agora, ainda sob o efeito da euforia provocada pela conquista da Libertadores, se permite excessos maiores. Deve-se, portanto, conceder-lhe um desconto nessa projeção. Os dias são de festa, e valem imagens exageradas.

É difícil, em curto prazo, superar o apelo mundial que têm as equipes espanholas e inglesas. A fama global que alcançaram é consequência de trabalho de décadas, de investimento pesado em contratações, em infraestrutura, em marketing, em divulgação da marca, em excursões pela Ásia (o maior mercado), em patrocínio, em títulos de larga expressão e por aí vai.

Não foi de uma hora para outra que Real, Barça, Manchester (além de Liverpool, Inter, Milan, Juventus) espalharam sua influência pra todo canto. É preciso levar em conta, também, que os Campeonatos de Espanha, Itália e Inglaterra há muito são vendidos para todos os continentes. Os times desses países estão na boca de milhões de fãs de futebol. As camisas vendem como água gelada em dia de sol na praia. Os jogadores são conhecidos.

Acrescente-se a isso o fato de que a Copa dos Campeões da Europa se tornou o maior torneio de clubes do mundo. Não há vitrine melhor para exposição. Por outro lado, o Campeonato Brasileiro não tem divulgação nem estrutura mercadológica para fazer sombra a seus similares europeus. Assim como a Taça Libertadores é ignorada na maior parte do planeta.

Por esses aspectos, se percebe que o sonho de Sanchez está distante da realidade. O Corinthians pode ter receita enorme, pode conquistar mais Libertadores e mais Mundiais, pode ter grandes jogadores, mas não conquistará mais do que alguns fãs chineses, coreanos e japoneses. Ao contrário dos times europeus, que cativam milhões desses fãs e consumidores asiáticos.

Em todo caso, é lícito fazer tal projeção. A ousadia tem de atuar como motivadora para os cartolas brasileiros. Eles precisam sair da letargia e de pequeno mundo em que se encontram há muito tempo. Devem atrever-se a pensar grande – e agir com grandeza também.

O projeto de expansão corintiano (ou de qualquer outro brasileiro), precisa também estar atrelado a um trabalho intenso – e profissional – de internacionalização dos torneios que disputamos do lado de baixo do Equador. Enquanto o Brasileiro, os Estaduais, a Libertadores, a Taça Sul-Americana forem negociados como produtos de segunda linha, não haverá títulos que tornem nossos times tão populares quanto esses tubarões europeus.

Por ora, é delírio.

Tags: , , , , ,

Comentários (58) | comente

Estava dando uma sapeada por sites espanhóis e me deparei com entrevista do Cristiano Ronaldo publicada nos principais jornais esportivos daquelas bandas. O português prepara-se para a disputa da Eurocopa, mas falou menos de sua seleção e mais do Real Madrid, de seu desempenho pessoal na temporada, de Barcelona, de Messi. Só não lhe pediram sugestões para acabar com o desemprego na Espanha e uma fórmula para pagar a dívida grega…

O CR7, em sua escancarada imodéstia, se concedeu nota 10 no plano individual e 9 no coletivo. O pontinho que se subtraiu foi porque faltou ao Real (e a ele, claro) o título da Copa dos Campeões. E ainda considerou bem possível enfim desbancar Messi na escolha de melhor do mundo, troféu que o argentino levou para casa nas últimas três temporadas. “Mas, como não sou o júri, não tenho certeza disso.”

Cristiano Ronaldo, em sua elevadíssima autoestima, fala o que lhe vem na telha. Por isso, provoca polêmicas e divide opiniões. Há quem o idolatre, assim como existem muitos que o rejeitam. Não me situo em nenhum dos grupos; só sei que se trata de um tremendo jogador. É dos melhores, senão o mais vibrante, boleiro português que vi em ação. (Desconto, aqui, a lenda Eusébio, considerado português, por causa da época colonialista, mas nascido em Moçambique.)

Exageros à parte, o moço não está errado no resumo e na projeção que fez. Jogou muito, na temporada recém-encerrada, em que sua equipe levou a taça de campeã. Até o último momento disputou com o Messi a liderança da artilharia. O argentino garantiu o troféu “Pichichi”, com 50 gols, quatro a mais do que Cristiano. Ambos estiveram muito acima da média dos demais.

A pretensão de ser o melhor do mundo também faz sentido e ganha força com a ausência do Barcelona na final da Copa dos Campeões. A derrapada diante do Chelsea provavelmente contará. Mas o Real Madrid também pisou na bola, diante do Bayern, com Cristiano Ronaldo e demais estrelas. Se o time tivesse chegado à decisão, o português daria alguns passos à frente do rival argentino. Ele ainda tem a seu favor a disputa da Euro-2012, que chama a atenção.

Falta mais de meio ano para a definição a respeito do destaque do futebol em 2012. Mas, salvo alguma surpresa, a briga outra vez ficará entre essas duas estrelas. Qualquer um dos dois jogaria no meu time. E no seu?

Tags: , , ,

Comentários (17) | comente

Você vai acompanhar hoje a final da Copa dos Campeões da Europa? Se curte futebol, arrumará um espaço na agenda e reservará parte do sábado para ver o que aprontarão Bayern e Chelsea, em Munique. Vale a pena, a festa costuma ser boa e com doses de emoção. Pra mim não há favorito, mas os alemães têm a vantagem de jogarem em casa. Isso pode contar.

Seja qual for o campeão, será legítimo e merecido. Não houve polêmica a cercar a trajetória de nenhum dos dois pretendentes ao orelhudo troféu. Desta vez, não se pode dizer que este ou aquele foi protegido, que a arbitragem favoreceu e coisas do gênero. Ganharam o direito de ir ao capítulo decisivo por méritos dentro de campo.

Já se discutiu muito a respeito da semifinal. Dei minha opinião, aqui no blog, na coluna no Estadão e na ESPN. Não escondo que, para minhas convicções, preferia ver o Barcelona outra vez na reta de chegada. Pelo futebol tecnicamente (quase) impecável e pela beleza, o time catalão é o que mais me encantou nos últimos anos. Me fez viajar no tempo e recordar de época em que se via, por aqui, qualidade semelhante.

Mas esbarrou em ferrolho do Chelsea, perdeu uma e empatou outra. Enfim, faltou-lhe aquela centelha de fantasia e eficiência que cintilou em outros momentos. Uma pena para Messi e seus acólitos. Porém, em nenhum instante isso tirou o valor do Chelsea. Só o considero menos glamouroso do que o Barça – e aí não vai demérito para ninguém.

O Real também despontava como forte candidato, pelo que fez na temporada. José Mourinho montou uma equipe agressiva, goleadora. Que, no entanto, não superou o entusiasmo do Bayern, com quem fez dois jogos muito equilibrados. O time bávaro pode não ser também tão charmoso quanto o espanhol, mas tem técnica. Em minha opinião, até melhor que o Chelsea.

Os dois finalistas sofreram baixas, o que nivela ainda mais o tira-teima deste sábado. Não se deve desprezar o currículo do Bayern, em sua nona final – ganhou quatro e perdeu outras tantas. O Chelsea, que tenta se estabelecer entre os grandes do continente, vai à segunda decisão (caiu em 2008 diante do Manchester United).

Jogo pra ver – e depois de olho no Brasileirão.

Tags: , , , ,

Comentários (9) | comente

A torcida e os jogadores do Barcelona prometiam homenagem daquelas para Pep Guardiola, na despedida do treinador no Camp Nou. O encarregado do presente foi Lionel Messi. E o argentino exagerou: fez os gols na vitória por 4 a 0 sobre o Espanyol, no clássico catalão, neste sábado. Uma farra para ninguém botar defeito e uma saideira marcante.

Messi esteve mais endiabrado do que de costume. Abriu a sessão nostalgia com gol de falta, no primeiro tempo. Os outros vieram na etapa final, com dois de pênalti e um com seu carimbo especial de destruir defesa adversária. Chegou a 50 no Campeonato Espanhol, a 72 na temporada e já fez 252 com a camisa gloriosa do Barça.

O astro também continua à frente na disputa particular com Cristiano Ronaldo  pela artilharia do Campeonato Espanhol. O português fez um nos 2 a 1 do campeão Real Madrid sobre o Granada e foi a 45. São números expressivos de dois dos melhores jogadores do mundo na atualidade.  Uma ‘briga’ saudável, que só faz os dois crescerem.

A exibição de Messi lava a alma dos catalães, cuja magia foi colocada em dúvida por causa dos tropeços na Copa dos Campeões e na liga doméstica. Como se “A Pulga” e seus companheiros, assim como Pep Guardiola, precisassem provar algo. Trata-se de um grupo extraordinário, que vai sempre arrancar aplausos de quem gosta de futebol.

Tags: , , , ,

Comentários (25) | comente

Decisão de título sempre é o máximo – e, por definição, será bacana a disputa que Bayern e Chelsea farão, no dia 19 de maio, em Munique. Mas, na edição deste ano da Copa dos Campeões, deveria ter também a disputa pelo terceiro lugar. Provavelmente, o público veria um duelo de altíssimo nível, pois reuniria Barcelona e Real Madrid, as duas melhores equipes da competição. As duas melhores, mas que falharam nas semifinais.

Os espanhóis levaram uma bordoada daquelas na autoestima. Pelos elencos, pelo retrospecto no torneio, pelo fato de os jogos de volta serem em casa, ninguém de bom senso deixaria de cravar Real e Barça com encontro marcado para a Alianz Arena. Só faltou combinar com os adversários, sem contar que futebol é esporte em que o bom senso mais tira cochilos. A desclassificação, porém, não tira méritos dessas duas grandes equipes do futebol mundial. Mas não há medalha de bronze na Uefa Champions League…

O Barça emperrou diante de um rival que não se envergonhou, seja em Londres, seja no Camp Nou, de assumir inferioridade e ficar fechadinho, para sair em contragolpes, se desse. Deu certo nas duas ocasiões e a armada do bilionário russo mais uma vez tenta entrar na galeria dos campeões europeus. O Real perdeu para um oponente que o encarou de igual para igual nos dois confrontos, que criou as mesmas chances, que pressionou e foi sufocado. Espanhóis e alemães fizeram duas exibições muito bonitas, à altura de sua tradição no torneio.

A desta quarta-feira mais emocionante até do que a de Munique, pela intensidade do começo ao fim, pela prorrogação, pelos pênaltis. O Real largou como se esperava – ofensivo, abusado, sufocante. Tanto que abriu vantagem de 2 a 0, gols de Cristiano Ronaldo. O Bayern ficou com medo? De jeito nenhum. Logo depois do 1 a 0, teve duas oportunidades para empatar. Foi premiado com o gol de Robben, em cobrança de pênalti, ainda na etapa inicial. E seguiu cutucando Casillas & Cia.

O ritmo no segundo tempo foi um pouco menor, é verdade. E a prorrogação teve raros momentos de gol, com os times esgotados e, por extensão, mais cautelosos e à espera dos pênaltis. No gran finale, falharam alguns astros, como Cristiano Ronaldo e Kaká. Em compensação, brilharam os goleiros Casillas e Neuer, com duas defesas para cada lado. Sérgio Ramos isolou a cobrança dele, o Bayern venceu por 3 a 1 nesse quesito.

Como ocorreu ontem com Messi, já despontaram hoje dúvidas em torno da capacidade de Cristiano Ronaldo. O português esteve aquém do esperado, a partir da segunda etapa, e falhou no pênalti. Mas continua a ser um jogador extraordinário e é injusto diminuir a importância dele. Kaká enfim teve sua chance. Correu, batalhou, mas errou muitos passes e perdeu a maioria das divididas. Chegou o momento de encarar o rumo a tomar na carreira.

Tags: , , , , , ,

Comentários (28) | comente

Sabe o que achei mais interessante nas duas derrotas seguidas e em poucos dias que o Barcelona sofreu? Elas revelaram uma equipe formada por seres humanos, como eu e você; portanto, normais e sujeitos a altos e baixos, a falhas, a insegurança. Não são semideuses – e isso não se mostra consolador? O supertime não é composto por um bando de robôs.

O clássico deste sábado não entra na antologia dos confrontos entre Barça e Real, mas foi bacana, teve tensão, emoção, estratégia e catimba. A moçada de José Mourinho pegou carona no que aprontou o Chelsea, na quarta-feira, em Londres, repetiu a dose e não é que deu certo? O treinador português bloqueou o meio-campo, botou um monte de gente em cima do trio Xavi, Iniesta e Messi, deixou os contra-ataques por conta de Cristiano Ronaldo e Benzema.

O Real se inspirou nos ingleses, mas jogou muito mais. Tanto que começou a desmontar o Barcelona com o gol de Khedira aos 18 minutos do primeiro tempo. A vantagem pressionou os catalães, que voltaram a se enroscar e a dar sinais de nervosismo, igualzinho ao que ocorrera no campo do Chelsea. Consequência disso? Travou, os passes saíam, mas não resultavam em nada. Pior, foram poucos os chutes a gol.

Um Barcelona irreconhecível, mais parecido com a maioria dos adversários com os quais topa. Faltaram criatividade, mobilidade, ousadia. A marcação em cima de Messi passou por revezamento, mas sobretudo Pepe se saiu bem na missão ingrata. Desta vez, sem apelar para a truculência, foi um dos melhores em campo. E o argentino percebeu que a vida não será fácil daqui para a frente, já que o título espanhol foi pro espaço e o europeu está por um fio.

O Barça até esboçou reação, quando Pep Guardiola mandou Xavi para o banco e colocou Alexis Sanchez, mais um atacante. O chileno fez o gol de empate, aos 25 do segundo tempo, mas Cristiano Ronaldo fez a torcida baixar a crista ao fazer, logo em seguida, o gol da vitória. O português endiabrado tem 42 gols. É um fenômeno!

Os sete pontos de vantagem (88 a 81), e com poucos jogos pela frente, são abismo insuperável entre os dois inimigos. Real pode preparar logo a festa de campeão. Resta saber, agora, se vai trombar com o Barcelona na final da Copa dos Campeões. Ambos precisam reagir. O Real sinalizou neste sábado que tem força. E o Barça? Como diz um amigo meu, perder não tem problema, chato é se começar a acostumar. Aí danou tudo.

 

Tags: , , , , ,

Comentários (41) | comente

Daqui a uma semana, Real Madrid e Bayern voltam a encontrar-se na semifinal da Copa dos Campeões. Como vale vaga para a decisão, por definição se espera um jogo quente. Mas o duelo marcado para o Santiago Bernabeu tem tudo para ser tenso, mais pegado até do que o que ambos disputaram nesta terça-feira em Munique. Os 2 a 1 do time alemão colocam uma ‘pilha’ e tanto nos espanhóis, que correm o risco de ver naufragar temporada muito boa.

O Real é mais espetaculoso do que o Bayern. Não foi por acaso que superou os 100 gols na liga nacional e passou folgado nas etapas anteriores do torneio continental. O português José Mourinho tem à disposição elenco com qualidade maior do que a do alemão Jupp Heynckes. Embora não seja nada estratosférica a diferença. Ainda asism não se deve tirar ligeiro favoritismo do maior vencedor da competição europeia para ir a outra final. Isso na teoria.

Na prática, porém, a primeira parte do confronto mostrou uma inversão de papéis. O Bayern comportou-se com mais técnica e o Real apelou para faltas (algumas bem feias) para frear o domínio rival. Tanto que seis de seus jogadores levaram cartão amarelo – sem contar que o juiz Howard Webb foi muito bonzinho com Marcelo, que merecia vermelho e boletim de ocorrência por entrada em Miller a um minuto do encerramento.

O Real sofreu a quinta derrota na temporada (três delas foram para o Barcelona e outra para o Levante) porque encontrou um adversário que soube marcar, teve competência para controlar o meio-campo e aproveitou chances de gol – que não foram tantas, é verdade, mas mais do que a turma de branco. Desta vez funcionou a movimentação de Ribery (autor do primeiro gol), a presença de área sempre eficiente de Mario Gomez (fez o gol da vitória) e a atenção de Lahm, Boateng, Luís Gustavo, Badstuber.

O Real esteve abaixo da média de suas apresentações no primeiro tempo, melhorou no segundo, sobretudo após o gol (Ozil, aos 8 minutos), mas voltou a ser domado numa terça em que Cristiano Ronaldo não brilhou, assim como Di Maria e Higuain. Faltou ao time espanhol a centelha da criatividade, a pitada de ousadia que o Barcelona, por exemplo, sempre tem de sobra.

O Real pode classificar-se, diante de seu público. Mas está com pinta de que será no sufoco.

Tags: , , , ,

Comentários (27) | comente

Comentários recentes

  • nimbus: Ei, vamos atualizar o blog?
  • Ândi: Antero, permita-me usar esse espaço para indagar/desabafar uma coisa. Vi notícias de que a FPF planeja uma...
  • Aleee: Antero, para o Corinthians o título do paulista foi como um chopp quente…e aguado. Para o Santos,...
  • cesar pereira Itatiba SP.: Desde que, passou a jogar de forma séria, objetiva, como todo mundo sempre quis, ele...
  • lp: Antero, fale-nos sobre o desmanche que se avizinha no Coringão. Parece que a ideia é vender, fazer caixa, e...

Arquivo

Seções

Blogs do Estadão