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Fluminense e Internacional tiveram posturas diferentes na segunda apresentação na Libertadores deste ano. O campeão brasileiro jogou fora outros dois pontos como mandante, no 0 a 0 com o Nacional do Uruguai (na estreia emperrou nos 2 a 2 com o Argentinos Juniors). O campeão sul-americano deu uma sova no Jaguares, do México, com 4 a 0, na primeira em casa, depois de arrancar 1 a 1 com o Emelec, na semana passada no Equador.

O que me preocupa é que o Flu se enroscou outra vez diante de um rival que se fechou. A diferença do Nacional para o Argentinos Juniors ficou no poder de fogo: os uruguaios são mais limitados que os vizinhos argentinos e pouco incomodaram o Ricardo Berna. Fossem mais atrevidos, o sufoco no Engenhão (pouco mais de 10 mil pagantes) teria sido maior.

Dou um desconto para Muricy Ramalho, que anda com várias baixas, sobretudo no ataque. A equipe até que dominou, pressionou, criou algumas chances. Mas aquém do que se esperava para quem entrou como a pretensão de ser protagonista na competição e brigar pelo título.

Pior do que isso: sentiu a pressão da torcida. Time que pretende classificar-se não pode perder pontos em casa. Como deixou quatro pontos para trás, terá de recuperá-los como visitante. Tomara até lá Fred, Emerson estejam de volta, e Conca tenha recuperado a forma. Desse jeito, o sonho da Libertadores não passa da fase de grupos.

Inter esmagador. A torcida do Inter ficou um tanto apreensiva com a ausência do D’Alessandro, fora por contusão. Mas o susto passou já no primeiro tempo, com os dois gols do argentino Bolatti. E recuperou a confiança na etapa final, com o bom futebol do time e os gols de Leandro Damião e, em seguida, de seu substituto Oscar. Desta vez, os colorados não poderão reclamar de Celso Roth e sua preferência por marcação forte no meio-campo: o Inter foi pra cima o tempo todo. Ainda bem.

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20.setembro.2010 13:18:30

Templo da perdição

Tenho birra com estatísticas que viram argumento para justificar qualquer tese e rechear textos ou transmissões esportivas com “informação diferenciada”. Também não sou supersticioso. Jamais! Isola, pé-de-pato, mangalô três vezes! Mas não resisti à tentação de dividir com vocês uma curiosidade em relação ao Palmeiras. Incômoda, é verdade, mas que pode servir para alguma reflexão ou para gastar um tempo em conversa de botequim.

Desde que voltou a usar o Pacaembu para mandar seus jogos, o Palestra tem quebrado a cara. Em dez jogos em que lá se exibiu, após o fechamento do Parque Antártica, coleciona 3 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Ganhou de Santos (2 x 1), Atlético-PR (2 x 0) e Vitória (3 x 0, pela Sul-Americana). Os empates foram com Botafogo (2 x 2), Corinthians (1 x 1) e Vasco (0 x 0). As derrotas: 0 x 1 (Flamengo), 0 x 3 (Atlético-GO), 2 x 3 (Cruzeiro) e 0 x 2 (São Paulo).

Retrospecto fraco, que leva o torcedor a achar que o estádio municipal dá zica a seu time. O templo sagrado do futebol paulista virou templo da perdição para os palestrinos. Não há dúvida de que faz falta o aconchego do velho campo no bairro de Perdizes, à espera de liberação para a grande reforma. Mas será que se trata apenas de localização? Não seria simplista afirmar que o Palmeiras que agora joga de aluguel perdeu um trunfo?

Pois o Pacaembu foi cenário de grandes conquistas verdes. De memória, cito três episódios de festa. O primeiro só os mais veteranos vão lembrar: o Paulista de 1963. Foi contra o Noroeste e o Palmeiras tinha jogadores como Djalma Santos, Djalma Dias, Julinho, Servílio, Vavá, Ademir da Guia. Nove anos mais tarde, outro título paulista (empate com o São Paulo) e na equipe estavam Leão, Luís Pereira, Dudu, Ademir, Levinha, César. Em 1994, no tetra do Brasileiro (sobre o Corinthians) jogavam Roberto Carlos, César Sampaio, Zinho, Rivaldo, Edmundo, Evair. Todos defenderam a seleção brasileira em algum momento.

No derrota de domingo para o São Paulo, pelo Brasileiro, o Palmeiras teve em campo Tadeu, Luan, Vítor, Fabrício, Tinga, Maurício Ramos, Danilo… E olhe que não jogaram Edinho, o novo Rivaldo, Dinei, Márcio Araújo… Ainda tem quem venha falar em azar?! Isso tem outro nome.

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Não tenho nenhum constrangimento de afirmar que Fluminense e Flamengo fizeram um dos jogos mais empolgantes da edição deste ano do Brasileiro. Tecnicamente não foi um primor, mas não faltaram emoção e gols, que no fim das contas é do que o torcedor gosta. Ouvi rojões aqui por perto, assim que acabou o clássico. Desconfio que não foram tricolores nem rubro-negros perdidos em São Paulo que comemoraram os 3 a 3 do Engenhão. Esses fogos estavam com jeito de alvinegro centenário, cada vez mais folgado na liderança.

O Fluminense, sem Deco, concentrou esperanças em Conca, o solista que costuma dar ritmo ao time. Só que o argentino foi bem marcado por Williams, apareceu menos do que o habitual e não resolveu. O desequilíbrio veio das duas defesas, que falharam muito e foram decisivas para o festival de gols e alternância de placar. Sorte de quem esteve no estádio Olímpico do Rio. Aliás, não há jeito de ele lotar, mesmo com partidas atraentes… Mistério.

O Flamengo reage, o suficiente para diminuir as frustrações desta temporada. Já o Flu dá sinais de desgaste. Não é por acaso que conseguiu apenas 13 dos últimos 30 pontos que disputou. A esta altura deveria ver os concorrentes ao título bem longe. No entanto, com 42 pontos, está teoricamente a 2 apenas do Corinthians, que tem o clássico com o Vasco para disputar, em 13 de outubro.

As próximas três rodadas apontarão o rumo de Muricy Ramalho e seus jogadores – Atlético-MG na quarta no Engenhão; domingo tem Vitória no Barradão e no dia 29 recebe o Avaí. Se não ganhar as três, adeus ao sonho do bi nacional.

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O jogo que Palmeiras e São Paulo disputaram neste domingo no Pacaembu mostrou o que cada um dos velhos rivais ainda pretende alcançar no Campeonato Brasileiro de 2010. A turma do Parque Antarctica descarrila e começa a olhar com mais freqüência para a rabeira – pra sua sorte, tem concorrente em situação bem pior. No momento. O pessoal do Morumbi voltou a ficar animado, depois dos 2 a 0, o time está mais próximo da parte alta da classificação e sonha de novo com melhor sorte, que sabe até com Libertadores.

A proposta de ambos ficou clara desde a escalação. Sérgio Baresi achou mais prudente optar por 3-5-2 (às vezes, 3-6-1, com Fernandão sozinho na frente), com o aproveitamento de Rodrigo Souto (de cabeça raspada) como zagueiro, ao lado de Miranda (com cabeça enfaixada) e de Alex Silva (com hematoma no olho). O trio avariado deu conta do recado. O Palmeiras entrou em campo com a habitual tropa de volantes. Na frente, só Ewerthon e Tadeu. Valdivia com a incumbência de ser o regente de orquestra desafinada.

Com tanta preocupação por marcação de lado a lado, o primeiro tempo foi fraco, com muitas faltas e poucas chances de gol. Um jogo à altura do momento sem brilho que vivem os dois times, transformados em coadjuvantes na Série A deste ano. Aos 19 minutos, o São Paulo perdeu Ilsinho, por contusão, e o Palmeiras pouco depois ficou sem Ewerthon, também machucado. No fim das contas, quem sofreu mais foi o Palmeiras, porque Zé Vitor entrou bem no São Paulo e Tinga só achou o caminho do vestiário, no fim do jogo. No mais, se perdeu.

O rumo do jogo foi definido por Lucas, que até o meio da semana era Marcelinho. O rapaz comeu a bola, desmontou o esquema defensivo do Palmeiras, marcou um, participou do gol de Fernandão, e saiu no fim, cansado mas aplaudido pela torcida do São Paulo. É o mais novo ponto de referência da equipe.

O Palmeiras mostrou de novo desorganização – mais pra bando de amigos em pelada de fim de semana do que time de futebol. Bonito, mesmo, apenas o uniforme, que remeteu a 1942, ano em que mudou de nome por causa da guerra. Defesa confusa, meio-campo repleto e instável, ataque inexistente. Valdivia esqueceu a magia no Oriente Médio, Tadeu está perdido e Luan (que entrou na metade do segundo tempo no lugar de Márcio Araújo) justifica por que não teve espaço nem no inexpressivo Toulouse. Felipão reclama, lamenta os erros, mas não consegue encontrar padrão de eficiência à altura de sua história e a do Palmeiras.

O clássico já foi chamado, em outros tempos, de Choque-Rei, pela altivez das duas equipes. O apelido pomposo não faz mais sentido, porque uma delas perdeu a majestade – e não é de agora. Acertou quem cravou Palestra.

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O chilique de Neymar por causa de um pênalti que não lhe foi permitido cobrar desarranjou o Santos. A relação dele com o Dorival Júnior pelo visto azedou, depois dos xingamentos do meio da semana, e o final dessa história é manjado: daqui a pouco, um dos dois vai embora. Por enquanto, o rapaz fica de molho e a autoridade do técnico não sai de todo arranhada.

Escrevi no Estado de sexta-feira que não me agrada o radicalismo com que se analisam episódios que envolvam a jovem estrela santista. Não sou a favor dos que apenas o afagam, com o argumento de que se trata de “um menino de 18 anos”, como não concordo com os que o classificam como “marginal” ou “caso perdido”.

É muito fácil criar estereótipos, rotular pessoas, para o bem ou para o mal. E me pergunto: com base em que alguém pode chamar outro de “desclassificado”, sem que tenha cometido um crime e muito menos julgado? Simples e fácil jogar palavras pesadas, que embutem preconceito e inveja sob a aparência de moralismo.

Neymar foi mal-educado na maneira como se dirigiu ao treinador e a companheiros, no jogo com o Atlético-GO. Não há dúvida que faltou respeito, e mereceu o puxão de orelhas e a mordidinha no bolso. Mas daí a colocá-lo no mesmo patamar de quem rouba, assalta, mata, vai uma distância considerável. Irrequieto, folgado, sim; facínora, bandido, não.

Considero o diálogo a alternativa mais sensata para momentos de tensão. Recorri a essa estratégia muitas vezes e deu certo. Às vezes, também, nos vários cargos de chefia que exerci, apelei para punições sutis – uma delas era a de colocar por um tempo na “geladeira” um profissional mais relaxado. Como? Eu o deixava fora de boas pautas, de competições importantes, de jogos da seleção. Os que eram inteligentes e espertos, entendiam o recado, voltavam a jogar pelo time e em seguida eu passava uma borracha. Vida que seguia.

Talvez a diretoria do Santos entenda que o “descanso” seja a maneira de reprovar o que Neymar fez. Não sei se vai funcionar, e os adversários antecipadamente agradecem pelo desfalque. Mesmo assim, espero apenas que ele reflita a respeito do que lhe tem acontecido. Mas acima de tudo desejo que não tenha podadas excelentes qualidades, como ousadia, iniciativa, criatividade. O rapaz joga muito, é importante para o Santos e que esses detalhes não se percam de vista. Gosto do Neymar pelo que significa de alegria e novidade num meio cada dia mais chato e triste.

De qualquer modo, me voltou em mente um incidente que presenciei anos atrás, numa empresa em que trabalhei. O caso foi assim. Um Chefe Escalão Intermediário bateu boca feio com um Chefe de Segundo Escalão. O caso chegou ao Chefe Principal, que era amigos de ambos. Ele perguntou ao Chefe de Segundo Escalão se havia chance de reconciliação e ouviu um não como resposta. Então, afastou o Chefe de Escalão Intermediário com o seguinte argumento: “Se eu pusesse panos quentes, perderia a confiança do Chefe de Segundo Escalão, o Chefe de Escalão Intermediário se acharia dono da cocada preta e no fim a minha autoridade iria para o espaço.”

Redação de jornal não é o mesmo que um time de futebol – mas os casos foram semelhantes. Dorival Júnior aparentemente saiu prestigiado desse episódio, e Neymar não joga contra o Guarani. No meio da semana que vem, o Santos receberá o Corinthians e a lógica indica que a punição prosseguirá. Ou a anistia virá mais cedo do que se imagina? Torço por entendimento.

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Têm sabor velho notícias a respeito da próxima vez em que Ronaldo será aproveitado no Corinthians. Jogaria contra o Grêmio, mas ficou fora. Depois, voltaria diante do Flu e igualmente foi preservado. Agora, se dá como certa a escalação no clássico com o Santos na semana que vem.

As aparições dele serão sempre esporádicas, por mais que dirigentes neguem e admiradores não queiram admitir; por isso, é equivocado dizer que “desfalca” o time. Desfalque seria se atuasse com regularidade, o que não é o caso nesta temporada.

Nas poucas ocasiões em que pôs os pés no campo, em 2010, foram raros os lances que fizessem lembrar o grande jogador que encantou torcidas na Holanda, na Espanha, na Itália e que ajudou o Corinthians em dois títulos no ano passado. O que se viu foi um Ronaldo pesado, sem ritmo, fora de forma. O enorme talento já não é suficiente para superar limitações que físico e tempo impõem.

Como Ronaldo é importante para o Corinthians, em termos de imagem e negócio, há o cuidado de aproveitá-lo vez ou outra como jogador. O discurso será sempre o da cautela, não forçar a volta para não correr risco de novas contusões. Nada original, mas compreensível.

Em todo caso, como se trata de um fenômeno, aguardemos.

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15.setembro.2010 21:11:02

Abre o olho, Kaká!

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A certa altura do jogo entre Real Madrid e Ajax, nesta terça-feira, a tevê mostrou Kaká ao lado de Serginho Groismann, numa das tribunas do Santiago Bernabéu. O apresentador global, com a camisa do Real Madrid, trocava ideias com o astro, que tomava refrigerante e via seus companheiros no desafio com os holandeses. Kaká está em fase de recuperação de cirurgia e deve ter saído do estádio encafifado. Se o Real continuar a comportar-se como nos 2 a 0, na estreia na Copa dos Campeões, vai ser duro cavar lugar.

O Real sufocou o Ajax desde o início, estonteou o rival e o levou ao nocaute. A surra só não foi maior porque Stelekenburg pegou arremates de tudo quanto foi jeito: de perto, de longe, de cabeça, à queima-roupa. O goleiro vice-campeão do mundo evitou vexame histórico. Os dois gols do argentino Higuain foram os únicos momentos em que ele não pôde fazer milagre.

O que chamou a atenção foi a disposição do Real Madrid e a desenvoltura de alguns de seus jogadores. Higuain fez dois e perdeu uma penca. Cristiano Ronaldo começou meio displicente e depois desembestou a criar chances – e a desperdiçá-las também. Di Maria jogou um bolão, ao entrar na vaga de Benzema (fora da partida). Khedira esteve soberbo na marcação, assim como o Xabi Alonso e Ozil comeu a bola. O alemão deixou o campo sob aplausos gerais. Ele é muito bom, tem tudo para se tornar um dos destaques do time do José Mourinho.

O Real está em fase de moldagem, sob o comando do português carrancudo e eficiente. Isso pode ajudar o Kaká, se não demorar muito pra retomar atividade. Mas, do jeito que as coisas se apresentam, a interrogação já paira no ar: quem iria para o banco? Osil não, Xabi Alonso e Khedira dificilmente. Higuain é bobagem tirar, Cristiano parece intocável. Seria o Di Maria ou o Benzema? Talvez, mas o argentino também não está para brincadeira.

É bom Kaká ficar muito esperto.

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15.setembro.2010 09:02:05

Caí na rede

Durante alguns meses, adiei a iniciativa de aderir à blogosfera. No primeiro semestre, estava empenhado no projeto da Copa da África e na sequência mergulhei em ideias para o ano que vem na editoria de Esportes do Estado. Admito que estava também um pouco assustado com a responsabilidade. Agora, me sinto pronto para o desafio de encarar o diálogo com leitores neste espaço virtual. Afinal, se tantos colegas experientes e de peso curtem a novidade, é sinal de que vale a pena entrar no jogo.

Na mais tradicional linguagem boleira, digo que entro com disposição, para somar e para contar com o apoio da galera. Só não sei se conseguirei sempre os três pontos e o título de melhor do ano. Não faltará empenho, isso eu garanto. Adoro futebol desde meus tempos de lateral-direito de razoáveis recursos técnicos, lido com o tema há mais de três décadas, cobri seis Mundiais “in loco” e mais três na retaguarda.

Mas não me limitarei ao joguinho de bola. A intenção é, na medida do possível, abordar mais esportes, daqui e dali, de qualquer lugar. Por isso, o “Viramundo”, nome de uma coluna que me deu muita satisfação escrever, anos atrás, em outro jornal. A proposta é servir o Esporte, com independência, neutralidade, sensatez e alto astral. De preferência, com bom humor, como tento fazer na coluna do Estado (às sextas, domingos e segundas) e na ESPN. Com contundência, quando for o caso. Mas acima de tudo com seriedade, que é dever de todos e não uma qualidade.

O blog tomará forma aos poucos – e, para tanto, sua ajuda será fundamental. Conto com interação na forma de observações, críticas, reparos, sugestões, debates. Eventuais elogios serão bem-vindos, assim como divergências. Não me sentirei ofendido com quem não concordar com o que escrevo. O espaço será democrático. Por questão de educação e bom gosto, só não serão tolerados palavrões, brigas e ataques pessoais. No mais, estamos aí.

Vamos à luta!

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