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Messi passou a ocupar espaço nos jornais espanhóis – e de muitas partes do mundo – nos últimos dias por uma situação praticamente inédita: a seca de gols. Já faz umas cinco partidas em que ele não manda a bola para as redes. Fato normal para qualquer atleta, menos para o genial argentino, tão acostumado a vazar defesas que as pessoas até estranham a situação.

Claro que, em momentos como esse, há os que levantam diversas teorias. A mais recorrente é a de que Messi tem problemas físicos, consequência de superexposição em temporadas anteriores e que só agora estouraram. Como foi muito exigido, sobretudo pelo Barcelona, o corpo enfim deu o alerta e, como desdobramento, houve queda de desempenho.

Pode ser. Profissionais como Messi têm cobranças intensas. Ganham bem, muito bem, é verdade. Têm tratamento vip, vivem em destaque. Mas a contrapartida pesa. Não se permitem muito repouso, estão sempre com agenda lotada. Se não forem concentrações e viagens para partidas importantes, são os compromissos publicitários. Os patrocinadores cobram.

Messi deu sinais de desgaste durante a temporada 2012/13, a ponto de ter ficado fora de algumas partidas decisivas para o Barcelona. Parou um tempinho para tratamento, mas gastou parte das férias em deslocamentos por muitos países para ações de marketing e compromissos particulares. Talvez não tenha conseguido reservar um período decente para descanso total.

Mesmo com o declínio nas estatísticas, Messi continua a ser estrela máxima do Barcelona e do futebol mundial. Como acostumou o público a vê-lo em altíssimo nível, há o choque atual. Mas, se considerarmos bem, Messi presenteia os torcedores com shows estratosféricos. Ultimamente tem sido apenas extraordinário. Apenas. Daí se detectar uma crise. Ora, crise…

Quantos times por aí não queriam ter esse jogador em crise? Messi meia-boca ainda é melhor do que a maior parte de seus colegas de profissão. É só deixar o argentino um pouco em paz que logo estará derrubando zagueiros e recordes com a naturalidade de sempre.

Só falta o Milan pagar o pato nesta quarta-feira no Camp Nou…

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Demos ênfase ao duelo que Robinho e Neymar travariam, nesta terça-feira, no jogo entre Milan e Barcelona, pela Copa dos Campeões da Europa, modernamente chamada de Uefa Champions League. Compreendo o enfoque, porque se trata de dois jogadores brasileiros de renome e que atuaram juntos no Santos. Fazia sentido puxar sardinha pro lado de cá. Tomo isso como uma licença poética, normal e nada de ofensiva aos demais atletas.

Muito bem. Na prática, o choque foi um tanto frustrante, pelo menos pra mim. Esperava um clássico mais agudo, nem tanto pelo time italiano, mas pelos espanhóis, por aquilo que apresentaram nas últimas temporadas. Por esse aspecto, a partida deixou gosto de que poderia ter sido melhor, e o placar de 1 a 1 de certa forma refletiu a produção de ambos.

O primeiro tempo teve de bom os gols – o primeiro justamente de Robinho, que se aproveitou de vacilo do sistema defensivo do Barça. O empate veio dos pés encantados de Messi, quase sempre ele, também ao roubar bola em escorregada da zaga milanesa. Mais um ou outro chute de perigo de lado a lado. O segundo tempo começou com mais velocidade, mas à medida que o tempo passava, uns e outros se conformavam com o empate. E fim de papo.

O tira-teima entre Robinho, o ídolo, e Neymar, o admirador, também não foi lá grande coisa. Robinho foi bem, sem nada de extraordinário. Aliás, faz tempo que virou jogador comum. Não é cabeça de bagre, e só tonto diria isso. No entanto, está longe de ser o astro brilhante que pintou no início da carreira. A ponto de ter aproveitamento esporádico no Milan. Valeu pelo gol e ainda perdeu chance de fazer o segundo.

Neymar apareceu mais no primeiro tempo – e o “mais” é uma maneira de dizer. Teve dois lances bonitos e muita movimentação. Porém, recebeu poucas bolas. Na segunda etapa, ficou descaradamente aberto na esquerda, preso supostamente a pedido do técnico Martino, e tocou meia dúzia de vezes na bola, se tanto. Não tenho cismas nem coisas do gênero, mas o pessoal do time parece que não o enxergou e só jogou pelo meio e na direita.

No fim, Robinho e Neymar trocaram camisas, como sinal de mútuo respeito. E, nessa, quase passava batida a atuação de Kaká. Ficou um tempo em meio em campo e se mostrou útil. Não o suficiente, ainda, para que reúna clamor em torno de possível retorno à seleção.

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Vida de dirigente parece, mas nem sempre é moleza. O sujeito tem de dar declarações sobre um monte de coisas – de contratações a dispensas, de calendário e programação de treinos, de planos de viagens a arbitragens. Se bobear, até do preço do dólar.

Como costuma andar na corda bamba, muitas vezes faz uns comentários que não resistem a uma análise mais crítica. Veja, por exemplo, o caso de Edu Gaspar. Nesta quinta-feira, o gerente de futebol do Corinthians se viu obrigado a falar de Pato, centrovante trazido do Milan e em torno do qual se criou muita expectativa.

Já está por aqui desde o começo do ano, penou com algumas contusões e tem sido utilizado com muita economia pelo técnico Tite. Não é titular, embora tenha marcado alguns gols. Ultimamente, deixa o torcedor com a pulga atrás da orelha, como no clássico de quarta-feira com o Santos em que praticamente não finalizou.

Pois bem, Edu alega que o moço está no último estágio de preparação, que se encontra a um passo de aproveitamento melhor e que logo terá mais presença em campo. Até aí tudo bem. Mas acrescentou que era preciso levar em conta que o Pato veio “e um futebol, árbitro, bola, tudo diferente”. É, até a bola é diferente… Aí o educado Edu exagerou.

Vá lá que passar anos fora de casa mexe com qualquer um. É preciso conceder, de fato, um tempo de readaptação. Mas não é tão diferente assim o que se faz na Europa com o que se coloca em prática aqui, sobretudo para um jovem talentoso.

O que dizer, então, de Seedorf, com quem Pato jogou no Milan? Ele é holandês, tem 36 anos, está na fase final da carreira e jamais jogou no Brasil. Veio e num instante se adaptou e virou líder do Botafogo. Fora ele, veteranos como Juninho Pernambucano, Alex, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho rodaram mundo, retornaram e ficaram à vontade, como se tivessem ido até a esquina.

E, por fim, mais uma questão: não se costuma dizer que é bom o jogador brasileiro sair para evoluir na Europa. Ora, os quatro ou cinco anos em Milão não serviram para desenvolver nada? Perdeu tempo por lá? Se serviram, deveria ter voltado um degrau acima dos demais.

Melhor seria dizer que Pato é um atleta que merece cuidados especiais, por características próprias. Mais sincero e menos fantasioso.

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Já gostava do Seedorf desde os tempos de os tempos de Ajax, Real Madrid, Milan e seleção holandesa. Tive esporádicos contatos com ele em viagens a trabalho para Milão – sempre com boa impressão. Virei fã do gringo depois que veio para o Botafogo.

Desde o primeiro dia na aventura brasileira deixou claro que não estava por aqui a passeio, muito menos só para curtir o sol, o mar, o ambiente descontraído do Rio. Com carreira vitoriosa, um “vovô” da bola com 30 anos e lá vai fumaça, chegou para jogar futebol, para honrar a camisa que veste. E assim tem sido até agora.

Seedorf transformou-se, em pouco tempo, no líder alvinegro, dentro e fora de campo. Com maturidade, seriedade e uma disposição para defender os colegas e o clube. Ele virou uma espécie de guru do grupo, com ideias claras e ponderadas, com posições firmes e sem peleguismo. E dá o recado em campo, ao reger o ritmo da equipe.

Foi assim nesta quinta-feira, nos 2 a 0 sobre o Vitória, no Maracanã. Seedorf sobressaiu, ao reter a bola quando o time baiano pressionou e ao acelerar nos momentos de ataque. Não foi por acaso que participou dos lances dos gols de Vitinho e de Elias. Como ocorre tradicionalmente em grandes recitais da bola, saiu aos 40 minutos do segundo tempo. Mera formalidade. Só para ser aplaudido de pé.

Muito justo. O líder do Brasileiro tem um líder à altura.

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Hoje foi um dia especial para quem curte futebol, mas futebol de verdade, bem jogado, com trocas de passes, dribles, gols. Magia e emoção juntas. E quem proporcionou momentos de prazer, mais uma vez, foi o Barcelona. A turma comandada por Xavi, Iniesta e Messi botou o Milan na roda, fez 4 a 0 e avança na Copa dos Campeões.

O resultado foi importante ¬– ganhar sempre é ótimo. Mas, mais do que isso, conta o que representou o placar final no Camp Nou. O luminoso mostrou que o encanto do Barça não morreu, como se chegou a prever, após tropeços recentes, na Copa do Rei, no Campeonato Espanhol e na Champions. Segue saudável. Ainda bem, porque seria uma tristeza vê-lo acabar, embora a hegemonia não seja duradoura.

O Barcelona entrou em campo com a pressão dos 2 a 0 no jogo de ida, com a cobrança da torcida, com a desconfiança de críticos. E esfarelou com tudo antes de ir para o intervalo, com os 2 a 0 que garantiam pelo menos a prorrogação. E gols de quem? Dele, sempre ele, Messi, o incansável, inabalável, o virtuose maior dessa trupe especial. O Milan teve uma chance, ainda no 1 a 0, mas Nyang mandou na trave. E mais não fez.

A superioridade continuou no segundo tempo e se ampliou com o gol de David Villa, em passe de Xavi. O Milan esboçou reagir, com a entrada de Robinho e Bojan, para chegar ao gol que poderia dar-lhe a classificação. Bobagem. Quanto mais tentava abrir espaços, mais se expunha e deixava o contragolpe para o Barça. E assim surgiu o quarto gol, já nos acréscismos: Messi roubou bola na intermediária italiana e ela terminou nos pés de Jordi Alba, para coroar uma noite de gala para o futebol.

O Barça fez o que quis com o Milan, como nos melhores momentos. A equipe italiana não é extraordinária, como também não é ruim. O Barcelona é que foi exageradamente melhor. Nós aqui sabemos bem o que isso significa…

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A situação de Kaká no Real está pra lá de delicada. Chega a ser constrangedora, sobretudo depois da reportagem publicada pelo El Pais, um dos principais jornais da Europa. O diário, que  tem sede central em Madri, contou no fim de semana que José Mourinho não quer saber do brasileiro. A ponto de ter sido grosseiro com ele e deixar-lhe como opção a porta de saída.

O treinador português foi forçado a voltar ao tema, em entrevista coletiva nesta terça-feira, e não escondeu desdém em relação a Kaká. Em primeiro lugar, não desmentiu o teor da matéria jornalística, o que já é indício de veracidade. Na sequência, alegou que o elenco será definido até sexta-feira, quando fecha o mercado, e falou que tratará Kaká como outro qualquer, se por acaso não aparecer nenhuma proposta tentadora para levá-lo embora.

Kaká representou investimento alto para o clube, que três anos atrás o tirou do Milan por 65 milhões de euros. E não rendeu o que se esperava. Teve problemas com contusões, operação e longo período de inatividade. Com a chegada de Mourinho, parecia ver aberto o caminho para a recuperação, mas tudo não passou de ilusão. O português logo se cansou dele.

Por temperamento cordial, e por estratégia profissional, Kaká evita o confronto. Não interessa para ele brigar com o chefe; ao contrário, o melhor é ter paciência e só ir embora se receber o que considera justo. Ou se vier uma proposta de trabalho tentadora. O Milan seria a alternativa natural, pois marcou época por lá. Mas os milaneses garantem ter desistido.

Por que não pensar, então, em retorno – e para o São Paulo? Senão agora, quando o mercado reabrir. O clube de origem é dos poucos que hoje têm cacife para bancar a contratação, a identificação com a torcida é grande e seria o meia que compensaria a tentativa (até agora frustrada) de contar com Ganso. Um indício de que o a volta para casa não está descartada é o fato de que parte da família de Kaká estaria a arrumar a mudança de Madri para São Paulo.

 

 

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Os espanhóis estão em pré-temporada, aquela fase de preparação e aquecimento em pleno verão no hemisfério Norte. Mas quem sente ares frios é Kaká. O astro brasileiro ficou fora de amistoso que o Real Madrid faz nesta terça-feira com o Oviedo e isso tornou mais fortes as especulações de que pode deixar o clube, depois de cinco temporadas.

Não é de agora que se fala a respeito da saída de Kaká. Embora tenha sido contratado a peso de ouro em 2009 (quase R$ 80 milhões), na prática não foi em Madri o jogador decisivo e carismático do período em que ficou em Milão. Problemas físicos, e uma operação, fizeram com que não ganhasse espaço no time. Não mudou nem com a chegada de José Mourinho.

Kaká disse em diversas ocasiões (inclusive em um “Bola da Vez”, na ESPN, do qual participei) que só sairia do Real como vencedor. Era um desafio vingar na Espanha. Questão pessoa e de caráter, e acho isso bacana. Sempre quis provar, para ele e para os espanhóis, que não foi dinheiro jogado fora o investimento feito para tirá-lo do Milan.

A maturidade chegou, Kaká está com 30 anos e tem inteligência suficiente para saber se vale a pena insistir. Às vezes, criamos expectativas a respeito de um trabalho e elas não se confirmam. Parece-me que é o que ocorre nessa relação entre Kaká e Real Madrid. Kaká virou um grande ponto de interrogação num elenco que tem estrelas demais…

Se sentir que não tem mais espaço, se avaliar que não o querem mais por lá, o melhor é sair. Não vale a pena insistir. É das piores sensações que existe ficar em um lugar em que não se é desejado. Grana e mercado não lhe faltam. O Paris Saint-Germain acenou diversas vezes interesse em levá-lo. Chegou a hora da decisão.

Madri é espetacular. Mas, não é por nada, não, Paris é fora de série.

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O Milan tropeçou na arrancada final do Campeonato Italiano – domingo perdeu para a Inter por 4 a 2 – e viu a Juventus beliscar o scudetto, o que não acontecia desde 2006. Uma paulada e tanto para o orgulho do time presidido por Silvio Berlusconi. O ex-primeiro-ministro disse que sua equipe “jogou o título ao vento”.

Por isso, ainda no calor da decepção, o que não faltam são especulações em torno do elenco dos milaneses para a próxima temporada. A perspectiva é de muita mudança, e uma delas tem a ver diretamente com o Santos: os italianos estariam dispostos a devolver Robinho para a Vila Belmiro. Em contrapartida, levariam Paulo Henrique Ganso. Assim, facilmente.

A projeção dessa troca ganha espaço na imprensa italiana. O raciocínio é simples: Robinho tem identificação com o Santos, que novamente o receberia de braços abertos, como ocorreu dois anos atrás, quando caiu em desgraça no Manchester City. O Milan não se oporia à saída. Para compensar, teria prioridade para ficar com Ganso. Provavelmente com uma grana a mais.

A lógica italiana é simplista, simplória e recheada de presunção. Como se acostumaram, nas últimas décadas, a estalar os dedos para ter os craques que desejavam, os poderosos do calcio não se deram conta de que alguma coisa mudou no cenário internacional. Ainda têm poder de sedução, história, estrutura e etc. Mas o dinheiro, apenas, já não atrai, pois no Brasil não anda em falta.

O Santos inúmeras vezes deu a entender que não pretende se desfazer de suas estrelas – pelo menos não agora. Mas, se negociar os astros, certamente mira lucro significativo. Uma troca Robinho x Ganso, hoje em dia, significaria prejuízo para os santistas. Será que cairiam nessa? Duvido.

Pensando bem: tomara que seja apenas especulação. Se o Milan de fato fizer esse tipo de proposta, mostrará que é muito folgado. Ou eles ainda pensam que aqui tem um bando de otários? É pra catar coquinho!

 

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“Buffone”, em italiano, significa palhaço. O que não é o caso de Buffon, em nenhum sentido. O goleiro da Juventus é um dos mais premiados na posição, campeão do mundo, símbolo do clube e outras badalações. Mas nesta quarta-feira teve seu momento trapalhão.

Faltavam cinco minutos para o encerramento do jogo com o Lecce, em Turim, a vitória por 1 a 0 estava no papo para a Juventus, líder e invicta em 36 rodadas. Daí, numa bola fácil, atrasada, Buffon saiu distraído, dominou mal e perdeu a dividida para Bertolacci. O jogador do Lecce até se assutou com o presente, mas tocou para o gol e garantiu o empate para equipe que luta para fugir do rebaixamento. O Lecce  teve Cuadrado expulso aos 9 minutos da etapa final.

O resultado gelou o publico no estádio juventino, manteve a equipe local em primeiro na classificação, só que agora com 78 pontos, um à frente do Milan, que bateu a Atalanta por 2 a 0 (Robinho fez o segundo). Restam duas rodadas para o encerramento de uma das mais equilibradas temporadas do calcio nos últimos anos. A decisão pode ocorrer só no dia 13, no encerramento do torneio.

A besteira de Buffon é mais uma para a coleção recente de lances bisonhos dos goleiros em momentos decisivos. Por aqui, tivemos Júlio César (Corinthians), Deola (Palmeiras), Dênis (São Paulo) aprontando em jogadas fundamentais. Os dois primeiros dançaram, o são-paulino fez crescer o ponto de interrogação que há na cabeça de Leão e dos dirigentes.

Buffon também pode sentir reflexos negativos? Não, este tem crédito de sobra com a torcida. Mas sempre é chato dar mancada desse tamanho, em reta final de campeonato. Goleiro sofre – mas também faz sofrer.

 

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Cansei de elogiar o Barcelona, aqui, na coluna no Estadão, no jornal, em casa, na padaria, na igreja, na Conchinchina. É time de arrepiar, superior a quase todos os rivais com os quais topa. Mas isso não significa que às vezes não recebe ajuda extra, embora não precise. Foi o que ocorreu nesta terça-feira, no Camp Nou.

 Messi e seus acólitos são ótimos, mas contaram com a boa vontade de Bjorn Kuipers. O juiz holandês (e seus auxiliares) foi decisivo na construção do placar de 3 a 1 que deixou o time catalão pela quinta vez consecutiva na semifinal da Copa dos Campeões. Ele marcou dois pênaltis, convertidos por Messi, que desequilibraram o jogo.

 O primeiro, que serviu para abrir o marcador, de fato foi falta de Antonini sobre Messi. Com um detalhe, porém, que passou despercebido para sua senhoria e para o árbitro de linha de fundo: o argentino voltava de impedimento na hora em que disputou a bola. A favor deles, fica o fato de a bola ter resvalado no próprio Antonini, antes da dividida. Messi cobrou e fez 1 a0, num momento em que, só pra chover no molhado, o Barça era melhor, envolvi, tocava mais a bola, chutava mais a gol, etc etc.

 O Milan ainda conseguiu empatar, em bela jogada de Robinho, Ibrahimovic e conclusão de Nocerino. Mas, quase no final do primeiro tempo, Mr. Kuipers marcou pênalti de Nesta sobre Busquets. Houve agarra-agarra na área, o italiano puxou a camisa do espanhol, mas também foi atropelado por Pyuol. O juiz viu só o pênalti, que Messi aproveitou.

Esse segundo gol matou o Milan. E o terceiro, marcado por Iniesta no começo da etapa final, só enterrou de vez qualquer veleidade de reação milanista. Daí pra frente, não aconteceu mais nada no jogo. Quer dizer, ocorreu, sim: Pato entrou, para dar mais força ao ataque, ficou menos de 15 minutos, e saiu por… contusão. São 14 nos últimos quatro anos. Esse rapaz precisa procura médicos melhores. E, de reforço, se benzer e achar um pai de santo para tirar o quebranto.

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