Antero Greco – estadão.com.br - Estadao.com.br
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O São Paulo gosta de proporcionar fortes emoções para a torcida. Não fugiu à regra, na noite deste domingo, com o 1 a 0 magrinho sobre o Penapolense nas quartas de final do Campeonato Paulista. O time todo de vermelho (um uniforme estranho) passou sufoco para despachar um rival limitado e empolgado. Agora pega o Corinthians.

A equipe de Ney Franco repetiu repertório comum nesta temporada. Dominou o rival, tocou a bola, mas pecou na hora de finalizar, de fazer a vantagem. Passou o primeiro sem importunar muito o goleiro Marcelo. Sem contar que não se aproveitou do medo do Penapolense, que ficou atrás, em busca desenfreada por uma chance de contraataque.

Só que a turma de Penápolis se animou, ao ver que o São Paulo não acertava o pé, e botou as mangas de fora no começo do segundo tempo. Em dez minutos, foram quatro chutes a gol e alguns sustos para Rogério Ceni. A maior parte dos 33 mil torcedores que estiveram no Morumbi ficou apreensiva. A zebra começava a dar as caras…

O São Paulo demorou um pouco a acordar. Quando o fez, viu Luis Fabiano mandar duas bolas na trave, foram alguns chutes que passram raspando. O alívio veio com jogada de Osvaldo (em fase excelente) pela esquerda, que Jailton tentou cortar e mandou pra o próprio gol. Depois disso, teve oportunidade de aumentar a vantagem.

Tudo tranquilo? Nada. Nos minutos finais, o Penapolense foi pra cima com tudo, no desespero e na vontade. Por pouco não empatou e leva para os pênaltis. Que pressão! Agora, a fase está superada e vai para o passado. Assim como esse uniforme esquisito, que mais parecia as tinturas que a gente fazia na roupa décadas atrás.

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Ninguém precisa ter sangue de barata e a liberdade de expressão é um direito de todos. Mas há momentos em que calar-se se mostra estratégia inteligente e falar só servirá para complicações. Taí o Luís Fabiano pra confirmar essa tese pela enésima vez.

O centroavante do São Paulo ficou inconformado porque o árbitro ignorou pênalti em lance no qual foi puxado dentro da área e decidiu tomar satisfações assim que terminou o jogo com o Arsenal, no Pacaembu. A atitude clássica de ir ao meio do campo para contestar sua senhoria resultou em mais um cartão vermelho para a coleção.

Luis Fabiano saiu furibundo, garantiu que não fez “nada”, se queixou de Wilmar Roldan e jurou que levará adiante ameaças que teria recebido do juiz e ofensas dos adversários. Ok, admita-se que o moço esteja correto, mas como acreditar nele?

Em quantas ocasiões você ouviu explicações semelhantes de Luis Fabiano, após expulsão? Se fosse um jovenzinho em início de carreira, ainda se poderia entender o destempero, o inconformismo e o desabafo. Mas se fala de jogador rodado, experimentado, na fase madura da carreira. E que sabe ser visado pelos árbitros.

Tinha mais era que ir pro vestiário, esfriar a cabeça e dar o troco na semana que vem, quando tem o jogo de volta. Agora, desfalca a equipe. E adiantou alguma coisa? Luis Fabiano, por mais que diga, é incontrolável, parece esforçar-se para mudar, mas apenas da boca pra fora. Por isso, deixa passar momentos importantes. E, pelo visto, vê mais à distância a possibilidade de disputar a Copa do Mundo no Brasil. Felipão está de olho.

A bronca de Luis Fabiano só não foi menor do que a da torcida tricolor. O time esteve confuso, torto. É verdade que pressionou, esbarrou na trave  e em um pouco de catimba argentina. Mas desta vez faltou coordenação, fluência no jogo. O empate por 1 a 1 decepcionou, poderá desencadear novas cobranças sobre Ney Franco e jogadores. Mesmo assim, não é um desastre, pois a classificação depende apenas de esforços do São Paulo.

Mas que é chato perder dois pontos para um rival fraco, isso é. A torcida mostrou como se sentiu chateada, pois muita gente vaiou a equipe na saída de campo.

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A convocação feita hoje por Luis Felipe Scolari mostra que ainda há muita indefinição na seleção. Certo, o treinador assumiu recentemente e comandou apenas um jogo, aquele contra a Inglaterra. E a derrota em Londres foi suficiente para mostrar que sobram vagas abertas para o grupo que disputará a Copa das Confederações. E, por extensão, para aquele que representará o país no Mundial.

A lista para os jogos com Itália e Rússia tem 8 novidades em relação à anterior. Duas seriam bolas cantadas – Thiago Silva e Marcelo –, se ambos antes não estivessem contundidos. Hernanes não conta, pois foi chamado e em seguida cortado porque se machucou em partida da Lazio pela Copa Itália. No mais, são caras novas as de Diego Cavalieri, Dedé, Fernando, Luiz Gustavo, Kaká e Diego Costa.

Alguns desses novatos na relação de Felipão têm excelente oportunidade para manter-se, no mínimo como opção. Um deles é Diego Cavalieri. Como Júlio César parece ter recuperado o lugar, ficam abertas vagas para a reserva. O goleiro do Flu tem tudo para ocupar uma delas. Já há algum tempo é o melhor da posição por aqui. Jefferson, Cássio, Diego Alves, Vítor, Rafael correm por fora.

Dedé é alternativa, pois Dante deu conta do recado, Thiago é titular absoluto e David Luiz agrada e pode atuar até como volante. No meio, é a hora de Fernando e até de Luiz Gustavo mostrarem que têm condições de ser os cães de guarda que o técnico admite colocar à frente da zaga. Ramires e Paulinho precisam ficar espertos.

Diego Costa é dessas surpresas que os treinadores aprontam. Ok, vai bem no Atlético de Madrid, mas não é nada excepcional. Mais significativa é a ausência de Luis Fabiano. O artilheiro do São Paulo parece ter perdido cartaz. Ao contrário de Fred. Neymar é intocável e Kaká fica como resquício do grupo vencedor em 2002. Não estou convencido de que vá para o Mundial, assim como Ronaldinho Gaúcho.

Gostei da defesa que Felipão fez de Neymar, ao rechaçar a fama de cai-cai. “Cai porque é bom, porque sofre muitas faltas.” Neymar encena, não se pode negar. Mas isso não é exclusividade dele. Grandes jogadores também encenaram ¬– Pelé e Maradona, por exemplo, eram mestres em cavar faltas e pênaltis. Então, deixemos de hipocrisia.

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O São Paulo continua a surpreender – só que desta vez com susto. A vitória por 2 a 1 sobre o The Strongest, na noite da quinta-feira, no Morumbi, foi apertada além da conta. Por algum mérito do time boliviano, que soube sobretudo defender-se, e por limitações tricolores, que demorou para acordar e sair da vigilância do adversário. Ambos estão com três pontos, numa chave em que o Atlético-MG largou de forma impecável e lidera com 6.

Esperava mais do São Paulo. Pela forma como vários jogadores têm se apresentado no torneio Estadual. Sei, sei, como sempre faço a ressalva de que os campeonatos domésticos não têm sido um parâmetro confiável para medir eficiência (ou falhas). Mesmo assim, a turma de Ney Franco ultimamente anda com bom repertório de jogadas de ataque.

Não foi assim contra o The Strongest. Até houve ensaio de pressão, logo no começo, com direito a cobrança de falta de Rogério Ceni que o colega Daniel Vaca defendeu. O time brasileiro insistiu no abafa, liberou os laterais para reforçarem a blitz. Só que, sem se dar conta, passou a esbarrar na postura defensiva compacta do rival.

Tomou susto daqueles com o gol de Barrera, aos 20 minutos, depois de cobrança de escanteio de Escobar, o capitão e melhor do time. A defesa e Rogério marcaram passo no lance. E o São Paulo enervou-se, embora não tenha deixado de pressionar. Foi premiado com o gol de Osvaldo, novamente um dos destaques da equipe, aos 42 minutos.

Gostei do São Paulo no segundo tempo. Ney Franco esperou um pouco, antes de fazer substituições, porém o time apresentou postura mais ousada. Só que continuava a emperrar nos muros erguidos pelo The Strongest. O técnico tricolor apostou em Ganso, aos 16 minutos (no lugar de Denilson) e mais tarde colocou Cañete na vaga de Aloisio.

O São Paulo cresceu e a dupla que entrou teve participação no gol da virada, marcado por Luis Fabiano. Ainda houve pelo menos duas oportunidades para mais gols. O resultado valeu pelo esforço, por significar os primeiros três pontos ganhos na competição.

Mas ficou a sensação de que poderia ter sido mais fácil, se o tricampeão da Libertadores estivesse menos instável. Faltou tempero para dar mais sabor à reação.

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Felipão percebeu que não será moleza formar a toque de caixa uma seleção forte, combativa, ágil e eficiente para o Mundial. A derrota no amistoso com a Inglaterra mostrou que tem muito a mexer, antes de a bola rolar na Copa do ano que vem. O problema está justamente aí: a necessidade de montar logo uma equipe e a falta de tempo. Um desafio maior do que na época em que foi pentacampeão.

Por que maior do que o de 2002? Em primeiro lugar, porque naquela ocasião o Brasil tinha a responsabilidade de apresentar-se bem, como acontece em qualquer competição. Mas não tinha a obrigação de ser impecável, como agora em que atua como anfitrião. Ou seja, a cobrança enorme, em comparação com o torneio na Ásia.

Além disso, lá estavam Rivaldo e Ronaldo para arrebentar e um Ronaldinho jovem, coadjuvante e jogando muito. O Gaúcho ainda está na ativa, porém nem de longe é o rapaz vibrante e atrevido. Esse ficou claro diante dos ingleses. Neymar, Oscar e Lucas são jovens promissores. Será que aguentarão o tranco em casa? Fica a dúvida.

Dúvida fica também em relação ao meio-campo e o ataque. Felipão começou com jogadores leves e ágeis nesses setores. Eles, no entanto, não funcionaram. O sinal de que pode logo optar por um cabeça de área foi dado na volta do intervalo, com Arouca no lugar de Ramires. O recado para Ronaldinho também foi dado: precisa movimentar-se mais. Assim como Luis Fabiano, isolado, mas que pouco buscou o jogo.

Felipão vai mexer na defesa, certamente. No mínimo na zaga (Thiago Silva reassumirá o lugar dele, assim que sarar de contusão) e na lateral (provavelmente na esquerda). No gol, pela atuação desta quarta-feira, Julio Cesar pode sentir que recuperou a vaga.

O Brasil teve lampejos de bom futebol contra a Inglaterra. E o exemplo marcante é Neymar: em alguns momentos, correu, tentou tabelas, deslocamentos e passes. Em outros, sumiu, inibiu-se, enroscou na marcação, como muitos de seus companheiros.

E lampejos só não bastam para ganhar uma Copa. Scolari sabe disso e terá de corrigir. O problema é que o tempo não joga a favor. Um desafio e tanto para o Big Phil.

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O São Paulo primeiro voou alto. Depois, se esborrachou. Mas a queda em La Paz não alterou em nada a rota do time brasileiro, que está na fase de grupos da Libertadores da América, mesmo com a derrota por 4 a 3 para o Bolívar, de virada, na noite desta quarta-feira. Não houve espaço para a zebra.

O temor de que o “fator altitude” pudesse atrapalhar o São Paulo ruiu com menos de dois minutos. No primeiro ataque, Luis Fabiano fez 1 a 0. Pronto, aquele gol acabou com a ilusão do Bolivar, que tinha a missão quase impossível de anular os 5 a 0 na cacunda sofridos uma semana atrás.

Com essa vantagem, a turma de Ney Franco respirou aliviada e tocou a bola com segurança e, em vários momentos, com rapidez. Resultado desse alívio? Outros dois gols, que chutaram pra lá do Aconcágua qualquer espírito maligno que quisesse aprontar contra o tricolor. Jadson e Osvaldo garantiram a festa.

Daí, o São Paulo fez as contas, constatou que o placar agregado estava 8 a 0 a seu favor e resolveu curtir a paisagem, o clima do campo, o ambiente, a torcida. E nem percebeu o Bolívar reagir, pelo menos para salvar a honra. Antes do intervalo, Wiliam Ferreira fez o primeiro gol. A torcida, claro, vibrou.

A distração são-paulino prosseguiu na fase final, na mesma proporção em que o Bolívar se animava, jogava para uma despedida honrosa. E não é que conseguiu? Nelson Cabrera, duas vezes, e Wiliam Ferreira comandaram a virada, fizeram a alegria dos torcedores locais, que até ensaiaram um “olé!”.

Futebol é bonito também por isso. O time da casa está fora da Libertadores, mas sentiu o gostinho da vitória. E não está bom?

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Resultados de início de ano não devem ser tomados ao pé da letra. Isso vale para vitórias e para derrotas, evidentemente. Na melhor das hipóteses, os primeiros jogos poderiam ser considerados treinos, aperitivos para quando a temporada de fato esquentasse. Mas, na falta de datas, a turma mal sacudiu a poeira das férias e vai a campo já na briga por três pontos.

Ressalva feita, resta a constatação óbvia de que foi bem aceitável a estreia do São Paulo em 2013. O time manteve a base, perdeu Lucas e mostrou algumas caras novas. Levou até alguns sustos, no segundo tempo, mas passou pelo Mirassol por 2 a 0, gols de Luis Fabiano e Jadson. Nada mal para quem no meio da semana enfrenta o Bolivar, pela pré-Libertadores, esse sim desafio mais complicado porque classificatório.

Pelo ritmo da largada, o Tricolor passou a impressão de que atropelaria o rival do interior. Com 13 minutos, ficou em vantagem, no gol de Luis Fabiano que teve participação de Ganso e Osvaldo. Para alegria do público (quase 15 mil pessoas) que foi ao estádio. Bom para um duelo de esquentamento de ano.

Depois, aos poucos, diminuiu a velocidade, cadenciou a partida e no segundo tempo se garantiu com três defesas de Rogério Ceni e uma bola no travessão chutada por Alex Silva aos 24 minutos. A vitória foi consolidada com o gol de Jadson aos 32, embora pouco antes Cañete tivesse acertado a trave.

Não foi um jogo estimulante – e, pra ser sincero, acho que serão exceções no estadual. Para o São Paulo valeu para ver Lúcio em ação (o zagueiro de sempre: vigoroso nas divididas e com algumas arrancadas para o ataque), assim como Ganso (bom toque, mas menos velocidade), Carleto (atuação normal).

Ney Franco tem um time com potencial para crescer. Testes melhores virão no torneio sul-americano, desde que passe para a fase de grupos.

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O ser humano é fascinante e complicado. Consegue usar a inteligência de maneira extraordinária, ao mesmo tempo em que faz bobagens monumentais, pisa na bola aparentemente do nada. Veja o caso do Luis Fabiano. É dos jogadores mais experientes e rodados do São Paulo, figura imprescindível em momentos importantes da equipe, ponto de referência no ataque, artilheiro. Tudo de bom? Nem tanto.

Vem o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, contra um time modesto, de projeção internacional zero e, em teoria, adversário ideal para ser triturado. O Tigre seria uma chance e tanto para o Fabuloso deitar e rolar. E, no entanto, o que ele faz? Com apenas 13 minutos de jogo, ensaia o papel de apaziguador, numa bate-boca entre Lucas e argentinos, até que de repente esboça um chute em Donatti, zagueiro do tipo que vi muitos na várzea.

O rapaz faz uma encenação grotesca, cai no chão fingindo ter sido atingido com violência e o juiz, que estava a meio metro do lance, dá vermelho para os dois. Azar maior o de Luis Fabiano, que perdeu uma partida importante e ficará fora da decisão na semana que vem no Morumbi. E, pior, tentou ser malandro e nem conseguiu. Ora, onde já se viu partir para a briga, errar o chute e ainda levar ser expulso?! É muita incompetência pra um sujeito só!

Sei que não é fácil entender a cabeça das pessoas. Se fosse simples, não seriam necessários os analistas. Claro que o Luis Fabiano tem noção da besteira que cometeu – mesmo apelando para a justificativa de que não tem “sangue de barata”. Pode ser, mas tem miolo mole. Evidente que percebeu a mancada. Mas vai mudar? Não creio. Com 32 anos e na fase em que a carreira pega o caminho do encerramento, não vai modificará o comportamento. Uma pena.

Pena, também, o jogo, tecnicamente fraco, catimbado demais no primeiro tempo e com escassos lances de emoção. No segundo, o Tigre foi até mais atrevido, teve a seu favor uma série de faltas próximas da área e escanteios, que no entanto não deram em nada. O São Paulo criou raras oportunidades para marcar, esteve muito aquém do que se espera para um time com a tradição que possui. Por isso, o 0 a 0 em La Bombonera foi lógico.

Parece que Tricolor deixou tudo para resolver em casa. Tomara.

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O Vasco não jogou mal contra o São Paulo. Teve oscilações como em diversas ocasiões anteriores, e não muito diferentes das do rival da noite desta quarta-feira, em São Januário. Mas houve detalhes que desequilibraram e influíram nos 2 a 0 para o tricolor: Luis Fabiano e Rogério Ceni. O primeiro abriu o caminho da vitória com um gol, o outro fechou o gol.

Há jogadores que, inspirados, destoam. Não é por acaso que se destacam. Luis Fabiano e Rogério Ceni provaram isso no clássico com o Vasco. O centroavante aproveitou a chance que lhe apareceu, como havia ocorrido no sábado diante do Palmeiras. Nem teve participação esfuziante no jogo. Mas, quando foi necessário, compareceu, deixou a marca do artilheiro.

Rogério Ceni brilhou mais, porque nas mãos dele morreram pelo menos quatro boas oportunidades vascaínas. O vovô da equipe esteve impossível, a ponto de desestabilizar Juninho Pernambucano, que arriscou de tudo quanto foi jeito. No final, veterano com veterano se entenderam, e um reconheceu o talento do outro.

O resultado torna animada a briga pelo quarto lugar (por enquanto) do Brasileiro. O Vasco ainda tem um ponto à frente do São Paulo (50 a 49), mas vive momento mais irregular, instável. Não foi à toa que parte da torcida vaiou o time, por sentir que há risco de não restar nem o sonho da Libertadores como consolo, depois de bom início de campeonato.

O São Paulo, ao contrário, cresce e Ney Franco parece ter encontrado uma fórmula mais estável, sobretudo para o sistema defensivo. Conta ainda com a melhora no desempenho de alguns jogadores, como Jadson, Osvaldo (autor do segundo gol), Douglas, e vê o time com boa perspectiva nas nove rodadas que restam até o encerramento da temporada. E tem, claro, Rogério e Luis Fabiano.

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Gilson Kleina animou-se com as três vitórias que conquistou no comando do Palmeiras – duas pelo Brasileiro e uma na Sul-Americana. Daí, resolveu arriscar numa formação mais atrevida, no clássico com o São Paulo, e apostou na capacidade criativa de Valdivia e Daniel Carvalho. A dupla negou fogo e foi um dos motivos pelos quais o time perdeu por 3 a 0 e se mantém na rota de afundamento para a Série B em 2013. O Tricolor sonha ainda com a Libertadores.

O São Paulo mandou no jogo e resolveu a questão no primeiro tempo, com os gols de Luis Fabiano e Denilson. Os lances foram consequência de postura mais firme e de supremacia no confronto no meio-campo. O Palmeiras teve teoricamente três marcadores (Marcos Assunção, Márcio Araújo e Henrique), mas não contou com a inteligência dos meias. Valdivia esteve aquém do habitual e Daniel Carvalho mostrou que não tem fôlego. Barcos ficou isolado.

Com o meio-campo ajustado, o São Paulo pressionou, emperrou o Palmeiras, foi para o intervalo com boa folga no placar. Na verdade, liquidou o jogo ali. Kleina ainda tentou recuperar terreno, ao colocar Luan no lugar de Daniel Carvalho, e não resolveu nada. A expulsão de Artur afundou mais a equipe, o terceiro gol são-paulino (com Luis Fabiano) levou ao desespero e a saída de Valdivia por contusão foi a pá de cal.

Como consolo, há quem entenda como previsível a derrota para o São Paulo e aposte em reação nos 10 jogos que faltam. Ok, esperança é um sentimento que serve para motivar. A questão é que, a cada rodada que passe, se aproxima a Série B para o Palmeiras. Se isso acontecer, não se diga que foi azar, injusto, imerecido. Um time grande não acumula 16 derrotas e cinco empates em 28 apresentações.

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