Coritiba e Grêmio jogam fora de casa – em Araraquara e no Recife, pra ser mais exato. Entrarão em campo para pegar Palmeiras e Sport com o respaldo de seus fãs e no mínimo daqueles de Flamengo e Bahia. Simples: se ganharem, deixam o time paulista e a equipe pernambucana com um pé e meio na Segunda Divisão.
A conta não é difícil de entender. O Coritiba é um dos ameaçados pelo descenso. Com 32 pontos, tem folga relativa sobre o Sport (27) e sobre o Palmeiras (26). Um triunfo no interior de São Paulo o levará a 35 pontos e, a partir dali, verá os palestrinos com lupa, lá embaixo. De quebra, se junta a Flamengo e Bahia, também com 35 e que foram derrotados por Corinthians (3 a 2) e Fluminense (2 a 0), na abertura da 29.ª rodada. O trio poderá respirar mais aliviado.
O inverso também é importante. Se os mandantes nestes jogos que fecham a rodada ganharem, aumentarão a pressão sobre esses três. O Sport irá para 30, o Palmeiras ficará com 29 e ambos manterão esperança de salvação. Sem saída, na verdade, estão Figueirense (25) e Atlético-GO (20). Esses podem fazer planos para a Série B de 2013.
O Coritiba tem o Palmeiras atravessado na garganta, por causa das finais da Copa do Brasil e também pelo empate de 1 a 1 no primeiro turno. O momento adequado para dar o troco é agora. A situação palmeirense é muito delicada, pois a projeção é a de que tenha de fazer pelo menos 20 pontos nos 30 que lhe restam para disputar. Ou sejam, 6 vitórias e 2 empates.
Com isso, chegaria a 46 pontos e se manteria na elite. Na teoria, pois vários times sinalizam com a possibilidade de superar essa quota, o que tornaria mais dramática a missão de Gilson Kleina e seus rapazes. É jogo na base do vai ou racha para os verdes de São Paulo.
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Partimos do princípio de que somos contra a violência e a favor do jogo limpo. Pronto, assim não haverá dúvida de que defendemos atitudes corretas. Isto posto, vamos ao que interessa: que punição mais estapafúrdia essa que o tribunal esportivo impôs ao Ronaldinho Gaúcho! Um jogo de suspensão por levantar o pé demais em dividida com Kleber, no clássico disputado entre Atlético-MG e Grêmio, na 26.ª rodada.
O lance passou batido pelo árbitro Héber Roberto Lopes, que nem deu bola para o esboço de reclamação de Kleber. A jogada morreu ali e os dois jogadores, experientes, rodados, se evitaram depois disso. Incidente superado, o jogo seguiu em frente e terminou com empate de 0 a 0, no Estádio Independência. Cada um foi pro seu lado e caso encerrado.
Encerrado coisa nenhuma. O episódio foi levado adiante pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, com base nas imagens da televisão. Demorou um tempo, como sempre, até vir o julgamento nesta terça-feira. E a condenação de Ronaldinho, por jogo brusco. Só não pegou pena maior, por consideração aos serviços prestados à seleção. Héber Roberto Lopes, também denunciado por omissão, foi absolvido.
Alto lá, aí tem contradição. Se Ronaldinho mereceu gancho de um jogo, porque o lance foi considerado ostensivo demais, o juiz também deveria ir pra “geladeira”, por ter permitido tamanha atrocidade. Ora, o correto era não acontecer nem uma coisa nem outra. E não foi algo tão fora do comum para merecer a onda que se criou em torno.
A tevê é um recurso auxiliar em situações muito graves. Um exemplo? Mauro Tassotti, hoje auxiliar no Milan, quebrou o rosto de Luis Enrique, no jogo entre Itália e Espanha, no Mundial de 1994, nos EUA. O juiz não viu, mas as câmeras flagraram a cotovelada e Tassotti passou o resto da Copa suspenso. Ponto para o tribunal da Fifa.
No caso brasileiro, houve exagero, e como sempre o julgamento ocorre muitos dias após o episódio a ser julgado. Se for assim, os senhores do STJD poderão requerer fitas de todos os jogos das Séries A, B, C, D e encontrarão, a cada rodada, diversos lances mais ríspidos, igualmente merecedores de atenção e de farta aplicação de punições. Vai faltar data para os julgamentos.
E podem também, por que não?, rever impedimentos mal marcados, pênaltis (que houve ou não), cera provocada por goleiros, simulação de faltas e assim por diante. Chamam árbitros e bandeirinhas para explicar os lances e, se for o caso, anulam gols, dão pênaltis (e marcam o dia para a repetição da jogada), redistribuem cartões amarelos e vermelhos. Será a glória.
Imaginou que interessante termos jogos “apitados” de novo, mas na sala do tribunal, no tradicional tapetão?
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O quarteto principal do Brasileiro não esmorece na corrida pelo título. Todos venceram neste sábado e mantiveram inalterada suas posições. Por isso mesmo, sinalizam final de temporada empolgada. O São Paulo, quinto colocado, também ganhou e conserva esperança de brigar por uma vaga para a próxima edição da Taça Libertadores.
O líder puxa a fila, evidentemente. O clássico com o Botafogo mostrou que, mesmo se houver altos e baixos, há jogadores que decidem. E isso é fundamental numa campanha que se pretende vitoriosa. No início da noite, no Engenhão, prevaleceu o talento de Diego Cavalieri e Fred. Mais uma vez, e redundantemente. Nas mãos do goleiro morreram algumas boas oportunidades criadas pelo Botafogo. Nos pés do atacante se concentraram a esperança de gol. Ele não falhou, e de novo garantiu o resultado: 1 a 0. Foi a 62 pontos
Espetacular foi Ronaldinho na goleada do Atlético-MG sobre o Figueirense, que já vai de mãos dadas com o Atlético-GO para a Série B. O gaúcho fez três dos seis gols e ainda participou de mais dois, os de Réver e de Bernard. Carlos César fechou a conta a dez minutos do final.
Galo impecável, como deve ser um time que comandou a classificação por muito tempo e andava meio cabisbaixo, com perda de muitos pontos. E não se diga que tudo ficou mais fácil porque Jackson foi expulso no primeiro tempo. O Figueirense não suportaria mesmo a força do rival, que tem 56 pontos.
Suada a vitória do Grêmio sobre o Cruzeiro, em Porto Alegre. E de virada. O Cruzeiro saiu na frente, com Anselmo Ramon, ainda na etapa inicial. O Grêmio martelou, insistiu, esbarrou em belas defesas de Fábio, mas reagiu, a partir dos 21 do segundo tempo, com Marcelo Moreno e depois com Marquinhos (aos 32). Com isso, se sustenta em terceiro, com 53 pontos. O Cruzeiro tem 36, está em queda livre.
O Vasco penou pra se livrar do lanterna Atlético-GO, em Goiânia. O gol do 1 a 0 decisivo veio apenas aos 41 minutos do segundo tempo, com Juninho Pernambucano. E olha que o time goiano jogou com dez desde os 21 da primeira fase, porque Gustavo foi expulso de tanto reclamar com a arbitragem. O Atlético ainda terminou com 9, pois Ricardo Bueno levou vermelho quase no final do jogo. O Vasco tem 50 pontos. O Atlético-GO, 20, já faz as malas de volta para a Segunda Divisão.
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Quando a gente ouve falar que o mundo dá voltas, costuma levar na brincadeira, pois se trata de chavão dos mais manjados. Muito papo de autoajuda. Mas não é que o ditado popular funciona? Tome como exemplo o clássico Atlético-MG x Grêmio, marcado para hoje em Belo Horizonte. Há dois personagens envolvidos nessa partida que estavam por baixo, meses atrás, e se recuperaram. O Brasileiro fez bem para Vanderlei Luxemburgo e Ronaldinho Gaúcho – e, claro, suas respectivas equipes.
Ambos são figurinhas carimbadas do futebol e ostentam enorme coleção de títulos, prêmios e reconhecimento pela carreira, cada um em sua área. Tiveram caminhos cruzados na virada do ano, ao trabalharem juntos no Flamengo. No entanto, romperam e se dispersaram.
O pofexô saiu antes da Gávea – e, para tanto, pesaram pra burro os desentendimentos com o astro internacional. Luxemburgo não suportava mais o espírito solto e arreliento do gaúcho, sempre muito dado a atividades sociais. Ronaldinho nunca escondeu sua vocação para bon vivant, para desespero do técnico e alegria dos amigos. Um tempo depois, foi o ex-melhor do mundo quem pegou as próprias tralhas dos armários e largou o rubro-negro a ver navios, já que ele não via a cor do grana (alta) do contrato acertado em seu retorno, em janeiro de 2011.
O destino parecia pronto a pregar-lhes uma peça. Luxemburgo ajeitou-se no Grêmio, já que o mercado de São Paulo, Rio e Minas voltou-lhe as costas. Não que o convite no Sul significasse descer de patamar. Longe disso! Apenas parecia incompatível um centro mais sisudo com o temperamento do técnico. A aventura começava com um tremendo ponto de interrogação. Será que a turma do Sul, esquentava por natureza, iria acostumar-se aos métodos dele?
Ronaldinho também deu guinada em sua trajetória, errante nos últimos anos, e vislumbrou no Atlético-MG a saída que lhe restava. Não havia espaço para ele no Rio, nem em São Paulo e sequer em Porto Alegre, a terra natal. O Inter não o queria, o Grêmio não deseja vê-lo nem pintado de ouro, depois da falseta do ano passado, ao preferir o Fla, mesmo com as regalias que lhe foram oferecidas. A alternativa restante era o Galo, que lhe escancarou as portas. O que seria de Ronaldinho em BH?
O que se viu, nas duas situações, foi reviravolta. Luxemburgo adaptou-se com facilidade ao Grêmio, assim como Ronaldinho virou referência no Atlético. O treinador convenceu alguns tubarões da bola a abraçarem seu projeto (não vou escrever pojeto) e não tem do que se queixar: Elano, Kléber e Zé Roberto se encaixaram à perfeição na equipe. Ganso bateu na trave – o Santos até preferia vê-lo mais distante do que instalado no Morumbi.
Os ares mineiros influenciaram Ronaldinho, que iniciou de maneira discreta a trajetória no Atlético. Devagarinho, com sutileza, tomou posse do setor esquerdo da equipe, afinou-se com Jô e Bernard, desencavou seus dribles, os lançamentos precisos e batida mansa na bola. E no que isso foi desembocar? Em uma campanha impecável, que faz o alvinegro vislumbrar uma conquista com a qual sonha desde 1971, época do “Brasil Grande”, nos anos de chumbo da política.
Não sei se Luxemburgo e Ronaldinho são desafetos. Isso é assunto deles. Importa que ganharam fôlego, num momento em que se decretava o declínio irreversível para a dupla. São duas personalidades polêmicas, é verdade. Mas não se lhes pode negar relevância. E ainda bem que se reergueram. Eles enriquecem o futebol.
*(Este o texto da minha coluna da primeira edição do Estado de hoje, domingo, dia 23/9/2012. À noite, foi trocada por outra, atualizada com jogos do sábado.)
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A tarefa do Grêmio não foi fácil. O tricolor suou para bater o Náutico por 2 a 0, na noite de quinta-feira, em Porto Alegre. Mas os gols de Marco Antonio e Kleber, no segundo tempo, não só garantiram mais três pontos importantes, como mantiveram temperada a disputa pelo título da temporada. O Grêmio se firma na terceira colocação, com 47 pontos, e fica à espreita de tropeços de Fluminense (53) e Atlético-MG (51) para dar o bote na arrancada final.
A não ser que ocorra reviravolta espetacular, daquelas que de vez em quando transtornam uma competição, a taça irá para um dos componentes desse trio. A regularidade dos dois primeiros impressiona, assim como é notável a ascensão do Grêmio desde agosto. Em mês e meio, o time de Vanderlei Luxemburgo ganhou 7 jogos, empatou 2 e perdeu 2.
O Vasco derrapou muito entre o final do primeiro turno e as rodadas iniciais do returno. No mesmo período no qual o Grêmio subiu, o time carioca conquistou 12 pontos em 33 disputados (3 vitórias, 3 empates, 5 derrotas). Está em quarto lugar, com 42 pontos, e precisa de combinação de resultados positivos para si e desastrosos para os três da frente, para chegar a mais uma coroa nacional. Marcelo Oliveira assumiu o comando técnico cheio de esperança.
Esperança é o que resta para o segundo bloco. Botafogo (38), São Paulo e Inter (36 cada) a esta altura devem alimentar o projeto da quarta colocação e brigar por vaga na Libertadores. O trio não engata uma sequência forte de vitórias. Por isso, não sai do lugar. O exemplo mais recente foi o empate por 1 a 1 entre Botafogo e Inter, também nesta quinta, no Engenhão. Exemplo clássico de resultado ruim para as duas partes.
Daí em diante tem outro grupo para o qual sonhar com Libertadores também é o que lhe resta. Casos de Cruzeiro (34, mas em queda), Ponte (32, mas sem fôlego para voos mais altos) e Santos (30 e totalmente imprevisível). O Corinthians tem 32. Mas, para este, tudo é lucro. O importante é o Mundial de Clubes no Japão no final do ano.
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O Grêmio veio a São Paulo para jogar a liderança do Brasileiro. O time gaúcho embalou nas últimas rodadas, subiu muito e dependia apenas de si para alcançar o Fluminense em pontos ganhos, mas superá-lo em número de vitórias. Ficou na intenção: em apenas 10 minutos, levou dois gols do Corinthians que o derrubaram, pesaram no placar final de 3 a 1 e ainda desmontaram a estratégia de Vanderlei Luxemburgo.
A intenção era impor-se, aproveitar do fato de o Corinthians mais uma vez ter uma série de desfalques e repetir, pelo menos, o que o Figueirense havia feito no meio da semana, quando venceu em casa. Não houve tempo para isso: aos 5 minutos, Ralf abriu o placar e aos 10 Guilherme aumentou a diferença. Não foi bombardeio, mas aproveitamento de duas chances.
Isso desnorteou o Grêmio. Poucas vezes, no campeonato, vi o tricolor perder-se, ficar grogue com desvantagem. Porque ela veio muito rapidamente, fora dos planos mais pessimistas. Luxemburgo ainda tratou de dar um choque no equipe, aos 21 minutos, ao tirar um marcador (Souza) para colocar um jogador mais ofensivo (Marquinhos).
A mudança não serviu para incomodar Júlio César, enquanto Marcelo Grohe foi acionado algumas vezes. No segundo tempo, o técnico do Grêmio voltou a fazer mudanças, mas mais cedo: aos 12, tirou André Lima e Fernando para colocar Leandro e Marco Antônio. No minuto seguinte, Leandro diminuiu e deu alguma esperança. Ficou só na esperança.
O Corinthians não se abalou, seguiu firme em seu ritmo, gastou o tempo e ainda encontrou brecha para fazer o terceiro, aos 46, com Giovanni. Para o Corinthians, a vitória serviu apenas para reafirmar a condição de time forte, mas não faz diferença na classificação. Já o Grêmio deixou escapar oportunidade de firmar-se como grande candidato ao título. Apesar disso, continua na briga e vai torcer por tropeços de Atlético-MG (Palmeiras, em casa) e Flu (Inter, fora) neste domingo.
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Dois jogadores rodados, experientes, calejados sobressaíram até agora na terceira rodada do returno. Elano e Seedorf, já trintões, resolveram as paradas para Grêmio e Botafogo, na noite desta quarta-feira, contra Atlético-GO (2 a 1) e Cruzeiro (3 a 1), respectivamente. Ambos fizeram dois gols e saíram de campo como destaques. Merecidamente.
Seedorf deixou a torcida cruzeirense de boca aberta, no clássico disputado no Independência. O holandês, 36 anos e fininho quase como no início de carreira, comandou a virada do Botafogo. O Cruzeiro saiu na frente, com gol de Tinga (outro veterano ainda com fôlego), mas foi surpreendido com gols em dois minutos: aos 30, Fellype Gabriel mandou a bola para a área e Seedorf emendou de primeira. Aos 32, de novo Fellype Gabriel fez o passe e Seedorf tocou rasteiro, no canto direito, sem chance para o Fábio.
Pouco? Teve mais na etapa final. Seedorf continuou a controlar o jogo, como capitão virou referência na equipe e ainda fechou a exibição com passe longo e sob medida para Jadson completar o serviço. Mereceu aplausos até dos adversários, ao final do jogo, pela elegância e pelo fôlego em dia. Foi o jogador que fez a diferença.
Como foi fundamental Elano em outra vitória do Grêmio, em forte ascensão no Brasileiro. Embora não seja um “vovô” (tem 31 anos), já está no bloco dos mais vividos do grupo montado por Vanderlei Luxemburgo. Não é o jogador apático dos últimos meses de Santos e até a pontaria está mais calibrada, como mostrou no lance do primeiro gol, em cobrança de falta perfeita, que não permitiu nem que Márcio se mexesse.
Elano dobrou a conta antes dos 20 minutos (aos 19), ao completar passe de Zé Roberto (outro veterano que ainda gasta a bola). O fôlego de Elano durou até os 30 da etapa final, quando foi substituído por Marco Antônio. Saiu nos braços do povo, aplaudido por mais de 45 mil tricolores que foram ao Olímpico.
Gosto de ver atletas já na parte final da carreira desequilibrarem. Quando têm talento, compensam o peso da idade com toques precisos, chutes certeiros e gols. Ora, por que não?
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Você torce para o Palmeiras? Sim, sei, isso vem da infância, a influência do pai, do tio, dos irmãos, não há mais como mudar, etc – e jamais eu recomendaria para alguém que trocasse de clube. Isso não se faz. Equipe do coração se ama incondicionalmente, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, agora e para sempre, por todos os séculos.
Então, torcedor palestrino, prepare-se para sofrer nas 17 rodadas que faltam para o encerramento do Campeonato Brasileiro. Depois de 21 jogos, com 4 vitórias, 5 empates e 12 derrotas, o time parece disposto a instalar-se na zona de rebaixamento. E, pelo andar da carruagem, de lá só sai para disputar mais uma vez a Série B.
Ok, que ainda há tempo para reação, para sair do sufoco, para terminar o ano de maneira mais digna e recomeçar do zero em 2013. Mas a tal recuperação não vem! Nem se o time adversário perder um jogador aos 16 minutos do primeiro tempo. Nem se jogar em casa, diante de seu público! Nem com reza brava.
Pois o Palmeiras com cara de Segundona apareceu na noite deste sábado, no empate por 0 a o com o Grêmio, no Pacaembu. Os gaúchos ficaram sem Kleber, expulso ao acumular dois amarelos em pouco tempo, e souberam resistir à pressão verde. Com o resultado (mais o empate do Flu com o Figueirense por 2 a 2) continuam perto da liderança e neste domingo “secam” o Atlético-MG diante do Corinthians.
Pressão houve, é verdade, mas de qualidade questionável, duvidosa e incerta. O Palmeiras de Maikon Leite, Luan, Márcio Araújo, Thiago Heleno e tantos outros medianos apertou o Grêmio mais na raça e na boa vontade do que na técnica. E, à medida que o tempo passa, se percebe que boa vontade apenas não será suficiente.
É preciso jogar mais, ser mais equilibrado, atrevido, eficiente, contundente. E isso o Palmeiras, aos poucos, parece perder. Houve mais de 20 chutes a gol, a maioria sem representar perigo real. Os arremates melhores foram neutralizados pela zaga ou por Marcelo Grohe. E, no lance mais bonito, o travessão impediu gol de Barcos.
O Palmeiras se preocupa em achar um dedo-duro e se esquece de encontrar o gol.
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Osvaldo Brandão, o mítico treinador que foi ídolo no Palmeiras e no Corinthians, costumava dizer que campeonatos se ganham e se perdem diante de times mais fracos. Os clássicos, avisava, não fazem muita diferença na conta final, porque o perde-e-ganha é constante.
Essa receita do Velho Mestre era para os torneios regionais, até décadas atrás as competições mais importantes que os times disputavam. Mas pode ser adaptada hoje em dia para o Brasileiro. Se não há propriamente equipes “pequenas” na elite, há aquelas que estão em fase mais complicada ou que almejam no máximo fugir do descenso.
Grêmio e Lusa se encaixam nesse exemplo. O primeiro tem pretensões de chegar ao topo na temporada. A outra se contenta em permanecer mais tempo na Série A até se reestruturar. Pois ambos se encontraram nesta quarta-feira,em Porto Alegre, e o que se viu foi o quadro que Brandão desenhava.
O Grêmio perdeu por2 a1 e viu escorrer, em casa, três pontos importantes em sua caminhada por mais uma conquista nacional. Com o resultado, o time de Vanderlei Luxemburgo permanece entre os quatro primeiros (com 31 pontos), mas pode ser superado pelo rival Internacional (30 e que amanhã visita o Corinthians). A Lusa aumentou para sete o número de jogos sem derrotas e foi a 21 pontos.
A partida pode ser resumida num clássico ataque x defesa. O Grêmio foi à frente, forçou, pressionou, mas enroscou em marcação eficiente do rival e não criou tantas chances de gol a ponto de lamentar “falta de sorte”. A Lusa segurou-se com entrega, aproveitou dois excelentes momentos de contragolpes – com Ananias na etapa inicial e com Bruno Mineiro na segunda – e volta feliz para casa. O Grêmio descontou com Kleber aos 42 minutos, sem tempo para chegar pelo menos ao empate.
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A largada dos brasileiros na edição deste ano da Copa Sul-Americana foi uma lavada… no sentido literal. Grêmio e Coritiba tomaram chuva a não poder mais, no duelo que fizeram na noite desta terça-feira, no Olímpico. O mau tempo em Porto Alegre castigou jogadores e público, do começo ao fim, e prejudicou demais a qualidade da partida. No final, menos mal para os donos da casa, que venceram por 1 a 0 e levam a vantagem para o confronto de volta no dia 23, em Curitiba.
Vanderlei Luxemburgo e Marcelo Oliveira até que colocaram em campo praticamente força máxima, sinal de que pretendem levar a sério a competição. E voltaram para casa certos de que houve desgaste adicional para seus respectivos elencos. Tudo por causa da frente fria que chegou à cidade no final da tarde e que deu poucos momentos de trégua.
O reflexo, na prática, foi o de jogo truncado, com poucos lances bem elaborados, com tentativas de longa distância e, em consequência, de baixo nível técnico. Ainda assim, o Grêmio deu um pouco mais de trabalho para o goleiro Vanderlei, com duas defesas difíceis no primeiro tempo.
Apesar do esforço de ambos os lados, o jogo não melhorou nem no segundo tempo. O gol poderia sair ou por acidente ou em bola pelo alto. Saiu da segunda forma, com André Lima, destaque do Grêmio, aproveitou e fez o gol da vitória. E nada mais se pôde fazer.
O consolo para o Coritiba: a disputa continua aberta.
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