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Quem disse que não há novidade nos Estaduais? No Rio Grande do Sul, tem. Internacional e Grêmio, dois gigantes históricos, ficaram fora da decisão do primeiro turno do Gauchão. A Taça Piratini será decidida entre Caxias e Novo Hamburgo. Uma decepção para as maiores torcidas do Sul, mas que não deixa de ser interessante por quebrar a rotina e por servir de alerta para os dois bichos-papões. Na melhor das hipóteses, um deles disputará o título.

O Inter saiu da briga no meio da semana, ao perder para o Grêmio, que teve Vanderlei Luxemburgo a observar das arquibancadas. O profexô estreou neste domingo e saiu de campo decepcionado, já que seu time cedeu empate ao Caxias aos 40 do segundo tempo (Marcos Paulo) e quase tomou a virada aos 43. Kleber havia feito o gol do tricolor. Nos pênaltis, a derrota por 5 a 4, já que Marco Antonio errou a cobrança dele.

Dizer que o Grêmio caiu por culpa de Luxemburgo é injusto. Tão injusto quanto aplaudir o técnico, caso a equipe tivesse passado adiante. Com três treinamentos apenas, não se pode dizer que mudou a cara do time que esteve até dias atrás sob comando de Caio Júnior. Assim como não o estragou. Fica a advertência para Luxa: treinar time com forte apelo popular como o Grêmio exige eficiência. A sorte dele é que o Inter ficou fora. Mas tem o segundo turno…

O Novo Hamburgo também se garantiu com vitória, mas no tempo normal e por 3 a 2 diante do Juventude. Uma final diferente, que terá os favoritos de sempre apenas como torcedores e a imaginar o que fazer para garantir uma boquinha na segunda metade da competição. Estaduais são vistos de esguelha por muita gente, mas ainda mexem com emoção e o humor de torcedores. A turma do Sul que o diga.

 

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Não acredito nos treinadores como senhores todo-poderosos. Nem os considero peças descartáveis nos times, que se jogam fora como copinhos d’água. São profissionais importantes na estrutura do futebol – e como tais merecem respeito e têm obrigações. Portanto, nem deuses nem prestidigitadores (enganadores, na linguagem popular).

Escrevo isto por causa dos rumores de que Caio Júnior seria a bola da vez, no Grêmio, onde haveria diretores ansiosos por detoná-lo. E, em seu lugar, chamar quem, sabe quem? Não, não é Raimundo Nonato, para imitar bordão da antiga “Escolinha do Professor Raimundo”. Mas o pofexô Luxemburgo, disponível no mercado.

Tem alguma coisa errada, quando isso acontece. Caio Júnior desembarcouem Porto Alegreno outro dia. Foi contratado como aposta em treinador jovem, embora já rodado. Indicou jogadores, recebeu gente nova (uso a palavra “reforço” apenas em situações muito especiais), remontou o time para a temporada de 2012. Como manda o figurino.

Os resultados por enquanto são modestos – o Grêmio tem 7 pontos e está em quinto lugar em sua chave no Gaúchão. No domingo, empatou por2 a2 com mistão do Internacional. Muita gente torceu o nariz e insinua que está na hora de mudança. Que seja agora, antes de o time aventurar-se em outras competições. E Luxa fica na manga, como o Messias que virá para colocar a equipe no rumo certo.

O Grêmio é um dos clubes que se gabam de ter estrutura e administrar o futebol com profissionalismo. Será? Não é a primeira vez, em sua história recente, que alardeia vanguarda ao jogar fichas num treinador que não seja medalhão para roer a cordaem seguida. Foiassim como Vagner Mancini e com Silas. Cadê a modernidade?

Resumo: está em andamento a fritura de Caio Júnior. Dia mais, dia menos, deve seguir a rotina de demissão tão comum à sua função. Depois, quando um treinador recebe convite e larga um trabalho no meio do caminho, nós o chamamos de ingrato e mercenário. São tênues e hipócritas os laços que unem um técnico a um clube. Qualquer técnico, qualquer clube.

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Há jogos que marcam, são inesquecíveis, entram para a antologia do futebol. Fluminense 5 x Grêmio 4, disputado na noite desta quarta-feira, no Engenhão, está na categoria dos duelos especiais. Foi espetacular, senão do ponto de vista técnico, mas do emocional. Com três viradas! Uma dos gaúchos e duas dos cariocas, com quatro gols de Fred. Não é pouca coisa.

Por coincidência essa partida espetacular no Rio teve o mesmo resultado de Santos x Flamengo, até então o clássico de maior destaque no Brasileiro de 2011, realizado na Vila Belmiro, no dia 27 de julho. O encontro de tricolores teve jogadas bonitas, lances polêmicos, bolas na trave, chuva, expulsão, adrenalina até o final. Tudo o que o torcedor gosta.

O Grêmio apresentou credenciais aos 16 minutos, com gol de Rafael Marques, em lambança da defesa e do goleiro Diego Cavalieri. O Flu devolveu aos 19 com Leandro Euzebio carimbando a trave e Victor. O jogo esquentou e ficou mais acelerado com o empate, aos 24, no gol de Fred, o primeiro de jornada épica. Não ficou nisso. Aos 32, Brandão também mandou bola que raspou o travessão e aos 45 Marquinhos cobrou falta e deixou o Grêmio de novo na frente.

O segundo tempo foi alucinante com os seis gols que definiram o placar. O Flu pegou a dianteira com dois gols bonitos, Fred aos 7 minutos e Rafael Sobis aos 16. Nada de o Grêmio baixar a guarda. Ao contrário, foi pra cima e também conseguiu sua reviravolta, com Brandão aos 29 e com Adilson, de fora da área, aos 30.

Era muita adrenalina. O Flu tratou de justificar o apelido de time guerreiro e partiu para o tudo ou nada. Deu certo. Aos 31, o árbitro marcou pênalti de Adilson em Carlinhos, com reclamações dos gremistas. Aos 33, Fred cobrou e empatou. Dois minutos depois, Fred fez o 5.º, com mais chiadeira e com vermelho para Brandão.

O Grêmio ainda tentou mais uma vez, com bola na trave de Douglas e o Flu por pouco não fez o sexto, em cima da hora, com Fred mandando no travessão. O Flu tem 59 pontos, ainda a cinco do líder do Corinthians. Mas sonha, o que não é proibido. Na prática, precisa de três vitórias e torcer por duas derrotas do Corinthians e tropeços do Vasco.

Sei, sei, o Brasileiro é uma porcaria. Pelo menos na avaliação de muitos críticos.

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Kleber sai do Palmeiras atirando para todo lado. O alvo era Luiz Felipe Scolari, mas sobraram petardos para o clube que o acolheu em duas ocasiões. O rapaz ficou aborrecido com o treinador, por considerá-lo principal responsável por sua dispensa. Mas, na ansiedade de defender-se, lançou mais fagulhas num ambiente já tumultuado.

A ruptura ocorreu um mês atrás, como consequência do episódio em que João Vítor brigou com torcedores na porta do estádio Palestra Itália. Jogadores ficaram revoltados com o incidente e, liderados por Kleber, alguns não queriam viajar para o Rio, para o jogo com o Flamengo. Felipão argumentou que um fato não deveria influir no outro, e bateu boca com Kleber, que lhe disse poucas e boas.

Dali em diante não se falaram mais e a diretoria ficou ao lado do técnico. Tomou uma posição, ao contrário da trombada anterior, em agosto, quando Kleber recebeu proposta para jogar no Flamengo e provocou ruído no elenco. Na ocasião, o atacante soltou o verbo pra cima dos catolas, que se limitaram a dizer que estava “tudo bem”.

Agora, com a iminência de transferir-se para o Grêmio, o jogador rompeu o silêncio e em entrevista à Band falou mal de Felipão. Ok, todos têm direito a manifestar sua opinião, a dar sua versão em fatos polêmicos. Não deveria ser diferente com Kleber.

Só que ele poderia ter sido mais gentil com o clube. Ao dizer que os jogadores e funcionários não gostam de Felipão de novo estendeu o mal-estar para o Palmeiras. Envolveu seus colegas, já que sobre eles vai pairar a dúvida, e também dirigentes. Não era o caso, num momento em que o time tenta livrar-se do rebaixamento.

Parece aquele jogador que é expulso e, ao sair de campo, tenta levar rivais consigo. Poderia admitir problemas com Felipão e deixar o desabafo para depois da última rodada. Teria sido cortês, elegante. Com a temporada encerrada, e talvez já sem vínculo com Palmeiras, falaria o que quisesse, sem risco de ter causado mais estragos.

Sairia com imagem menos arranhada. E seria o correto para alguém que fez juras de amor à camisa verde, quando retornou de Belo Horizonte. Que seja feliz em Porto Alegre, se de fato for pra lá. E que encontre finalmente um porto seguro para uma carreira desde cedo vista como promissora, mas que fica sempre no ‘quase’. E sobretudo que deixe o Palmeiras em paz.

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Sentir-se traído não é nada agradável. Quem já levou um fora sabe o quanto isso dói. Mas a traição provoca reações diferentes. Na vida, ela até passa. O sujeito trata de esquecer as mágoas e toca adiante. Se der, há reaproximação. No futebol, meu amigo, o perdão é muito mais difícil, senão impossível! Trair as cores do clube do coração é pecado grave.

 Por isso, entendo o ressentimento da torcida do Grêmio com o Ronaldinho Gaúcho. O rapaz é cria da casa, foi no Olímpico que deu os primeiros dribles e se tornou conhecido. Era o xodó dos fãs. A saída para o Paris Saint-Germain, há uma década, provocou tristeza e revolta, pela maneira como ocorreu. Ruptura repentina, que deixou seus admiradores na mão.

 No começo deste ano, abriu-se a perspectiva de reconciliação, quando foi liberado pelo Milan para buscar novo rumo para a carreira. Mas ficou aquele leilão, com Flamengo e Palmeiras, e nova decepção para o torcedor tricolor com o desfecho da negociação. O gremista se sentiu preterido mais uma vez – agora com a agravante de que pareceu ter sido usado para aumentar a proposta vencedora, a do Fla. A decepção é indescritível.

 O torcedor do Grêmio pretende neste domingo demonstrar repúdio com as decisões de Ronaldinho Gaúcho. Não se falou de outra coisa na porção gremista de Porto Alegre, senão em manifestações de protesto. Foi feita até uma faixa para gravar a bronca (“Pilantra”), que a polícia promete confiscar. O astro não terá vida fácil no clássico.

 Compreensível a iniciativa do torcedor. Se ainda não esqueceu a “bola nas costas”, tem o direito de se manifestar. Pode vaiar Ronaldinho, pode virar-lhe as costas, pode soltar os cachorros. Tem de pôr pra fora essa amargura. Alivia, faz bem. E dará colorido especial a um jogo que, por si só, já vale a pena se seguido com atenção. São dois times de tradição.

 Só não vale violência. Não se deve extrapolar na reprimenda. Por mais que a gente ame o clube, é preciso entender que jogador é profissional, assina com quem lhe apresenta melhor proposta. Sei que a forma como foi conduzida a conversa com Flamengo e Grêmio não agradou. Fale e escrevi a respeito disso. Mas passou, já era. A vida do Grêmio segue firme e altiva sem Ronaldinho. A dele também vai em frente sem o Grêmio.

 Que o torcedor libere a emoção. Depois, relaxado e desestressado, quem sabe não admita que o danado do Ronaldinho é bom. Bom é apelido; ele é ótimo. E, por mais que a torcida se sinta ressentida,  é piá feito no Grêmio, isso jamais será apagado. E criado com a qualidade que só o Grêmio poderia produzir. É ou não é motivo para orgulho?

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Vasco e São Paulo vão dormir nas primeiras colocações do Brasileiro. Ambos fizeram sua parte, no início da noite deste sábado, golearam com autoridade e com a vontade de quem está mais do que nunca na briga pelo título. O Vasco fez 4 a 0 no Grêmio, em São Januário, foi para 45 pontos e assumiu a liderança. O Tricolor lascou 4 a 0 no Ceará, no Morumbi, e assumiu o segundo lugar, com 44. Com isso, jogam pressão sobre Corinthians, agora terceiro com 44, e Botafogo, o quarto, com 40.

As duas vitórias foram irretocáveis e servem para reafirmar o bom momento dos dois ponteiros. O Vasco ignorou a necessidade de reação do Grêmio e deu as cartas logo com 4 minutos, no gol de Elton. Essa vantagem atiçou a equipe de Celso Roth, que pressionou, deu calor, mas baqueou com o gol de Diego Souza aos 33.

Na etapa final, o Grêmio voltou a insistir, mas levou aquela ducha fria, com o gol de Eder Luiz aos 6 minutos. Com 3 a 0, não teve alternativa, senão a de fechar-se, na tentativa de evitar vexame maior. Não deu, pois ainda tomou o quarto, com Fagner aos 16 minutos. Daí em diante, também o Vasco tirou o pé e deixou o tempo correr.

Algo semelhante ocorreu no Morumbi. O Ceará optou por postura defensiva e optou pelo contra-ataque, com o bom Osvaldo. Porém, segurou o São Paulo até os 42 minutos do primeiro tempo, quando Juan fez 1 a 0. Dois minutos depois, embalado pelo gol, o anfitrião aumentou, com o outro lateral, o paraguaio Piris. Foi o suficiente para desnortear o adversário.

O domínio foi mais acentado no segundo tempo e o placar foi liquidado com Casemiro aos 21 minutos e Rivaldo (que entrou no lugar de Henrique) aos 26. O veterano camisa 10 ainda fez uma jogada excepcional aos 42, ao dar passe de letra para Cícero, que mandou a bola para as arquibancadas.

Esses resultados tornam mais interesantes os clássicos estaduais deste domingo. O Corinthians se vê na obrigação de bater o Santos e o Botafogo entra pressionado pela necessidade de empurrar o Flamengo definitivamente para fora da briga pelo título. Independentemente do que ocorrer, Vasco e São Paulo assistem de camarote.

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Parece contraditório, mas foi isso: o Corinthians conseguiu diminuir a pressão após vitória tensa sobre o Grêmio, por 3 a 2, no início da noite desta quarta-feira. O time de Tite, um dos alvos das cobranças, chegou a abrir vantagem de 3 a 1, mas jogou com dois a menos nos últimos dez minutos, após expulsões de Liedson e Edenilson. Com esse resultado, manteve também a liderança, independentemente do que fizerem os demais concorrentes.

O Corinthians sem Jorge Henrique e Willian (na reserva) foi mais incisivo no começo do jogo, explorou bem as descidas de Alessandro pelo lado direito e dessa forma chegou à vantagem inicial – e de forma polêmica. Em lançamento da direita, o zagueiro Adilson saltou com Emerson e o juiz André Luiz Castro enxergou pênalti que não existiu. Chicão cobrou e fez 1 a 0 aos 18 minutos. O árbitro posteriormente anulou, de forma acertada, duas conclusões de Emerson para o gol. Em ambas, ele estava impedido.

O Grêmio acordou depois do gol, conseguiu reagir, obrigou Júlio César a duas boas defesas, antes de chegar ao empate em cobrança de falta de Douglas a poucos minutos do intervalo.
O time gaúcho acertou a marcação e foi mais veloz na etapa final. Danilo dava sinais de cansaço e o Corinthians perdia a batalha no meio-campo.

Tite mexeu no time, tirou Danilo, colocou Jorge Henrique e se deu bem: em dois belos lances, aos 19 e aos 22, Paulinho e Ramon recolocaram o Corinthians na frente. Quando tudo parecia tranquilo, Liedson levou o segundo amarelo, o Grêmio reanimou-se e diminuiu com André Lima. Voltou a colocar pilha no clássico.

A tensão ficou maior nos últimos minutos. Por fazer cera, Edenilson também foi expulso no momento em que se preparava para ser substituído. O Grêmio tratou de pressionar, mas de forma errada, ao insistir nos cruzamentos para a área. Melhor para o Corinthians, que ficou todo atrás e se virou como pôde para garantir a vitória. O juiz, para não se complicar, deu só três minutos de acréscimo. Para desespero (justo) do Grêmio.

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Não foi ruim o desempenho do Palmeiras, no empate por 0 a 0 com o Grêmio, no início da noite deste sábado, no Canindé. O time de Felipão dominou o jogo, criou mais oportunidades, esbarrou em forte marcação do rival, mas pecou num aspecto, o mesmo de sempre: ressente-se de um artilheiro, de um atacante que empurre as bolas para o gol. Esse jogador não é Kleber, nem Maikon Leite, nem Dinei, nem mesmo Luan, fora desta vez.

A postura dos dois times foi clara, desde o início. O Palmeiras tomava iniciativa, para manter o aproveitamento total como mandante no campo da Lusa. O Grêmio, com Celso Roth de novo como estreante, se segurou, pois acumulava sequencia de quatro rodadas sem vitória. No máximo, o tricolor gaúcho saía em alguns contra-ataques, poucos e com raras chances de gol.

Maikon Leite e Kleber se esforçaram, tentaram deslocar-se e abrir espaços. Mas não arrematavam, não aproveitavam passes que vinham de Valdivia (com boa atuação) ou dos lançamentos longos e cobranças de faltas e escanteios de Marcos Assunção. Felipão tirou Maikon Leite e colocou Dinei – não fez muita diferença. O ataque do Palmeiras não funcionou.

Se há equilíbrio no sistema defensivo – e isso nem é de agora –, falta um finalizador. Felipão sabe disso, imaginou pudesse ser Wellinton Paulista, que nem esquentou lugar e já retorna ao Cruzeiro. Enquanto isso, com 27 pontos, vê seu time distanciar-se da ponta e, devagar, corre o risco de virar coadjuvante também em 2011. O Grêmio, com 15 pontos, está na parte de baixo da classificação, mas comemorou o empate fora de casa. Pouco para um clube acostumado a brigar por títulos.

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Ainda bem que o tribunal esportivo teve bom senso de mandar para o arquivo denúncia contra Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves por terem forçado terceiro cartão amarelo, dias atrás, em clássico com o Palmeiras. A dupla esteve em campo, na noite deste sábado, e garantiu a vitória do Flamengo por 2 a 0 sobre o Grêmio. Cada um fez o seu e o rubro-negro vai a 27 pontos, um a menos do que o líder Corinthians (que tem dois jogos a menos).

Ronaldinho não teve o desempenho retumbante dos 5 a 4 sobre o Santos, no meio da semana. Ainda assim, seu desempenho foi suficiente para balançar o coreto do clube que o revelou e ao qual enfrentou pela primeira vez. O Gaúcho participou do primeiro gol, marcado por Thiago Neves, aos 27 minutos do primeiro tempo. Gol importante porque a torcida estava impaciente.

O Grêmio tentou anular a desvantagem, pressionou, mas incomodou pouco Felipe. O Fla no segundo tempo acelerou o ritmo e, outra vez aos 27 minutos, consolidou o resultado, dessa vez com Ronaldinho Gaúcho. O goleiro Vítor, ao dominar a bola, tentou driblar o meia, levou a pior e viu a bola morrer no gol. Daí pra frente, a equipe carioca só gastou o tempo.

O Flamengo se mantém como único invicto da Série A, com 7 vitórias e 6 empates, e mostrou que, ao menor vacilo do Corinthians, está pronto para dar o bote na liderança. O Campeonato Brasileiro esquenta e, aos poucos, define seus principais concorrentes. Para o Grêmio, sinal de alerta, porque se aproxima da zona de perigo.

 

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A oitava rodada do Campeonato Brasileiro começou com resultados importantes e que mostram tendências. O Cruzeiro de Joel Santana ganhou a terceira consecutiva, com os 2 a 0 sobre o Grêmio, e já está bem perto do bloco principal. O Inter de até outro dia contestado Falcão bateu o Atlético-PR e vai para o terceiro lugar. Os dois derrotados continuam à deriva.

Joel não descobriu a pólvora. Ao contrário, ele apenas soube acender o pavio do Cruzeiro, que andava apagado desde a eliminação na Taça Libertadores. O treinador, calejado na função, não inventou nada e tratou de recuperar a confiança de alguns titulares. Um deles, o argentino Montillo, uma das colunas do time que andava em baixa. O meia voltou a jogar bem e foi o autor dos gols contra o Grêmio, um em cada tempo, e é artilheiro do torneio, com 6 gols. Ainda participou de jogadas de ataque.

O Cruzeiro de Joel no papel é muito semelhante àquele de Cuca. Na prática, mudou. Se não é tão ofensivo quanto antes, também não se mostra apático como nas rodadas iniciais da Série A. A estagnação na zona de descenso era, de fato, passageira. É time para brigar pelas primeiras colocações em pouco tempo. Já o Grêmio precisa abrir o olho. Não adiantou muito a troca de comando; os erros continuam, embora tenha apresentado boa posse de bola no segundo tempo. Não adiantou nada, pois teve a bola, mas não criou.

O Inter também cumpriu seu papel em Porto Alegre e está no G-4, aquele tal da Libertadores. Não foi uma exibição de gala, especialmente no primeiro tempo (fraco de ambos os lados). Só que o Colorado já absorve mais a pressão e a ansiedade, ao contrário do que lhe ocorria algum tempo atrás, e teve paciência para vencer com gol de Oscar, liberado pela seleção Sub-20. O Atlético, com 1 ponto e futebol nada convincente, pode ir ligando o sinal de alerta…

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