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27.novembro.2011 01:50:21

Domingo com campeão?

Estava aqui a pensar, neste início de madrugada de domingo quente e chuvosa de São Paulo, se ao final do dia o Brasil conhecerá o campeão de 2011. A única chance de isso acontecer ¬– e não é nada impossível – vem da combinação de duas situações: o Corinthians vence e o Vasco, não. O líder tem 67 pontos, o vice está com 65 e o Flu, em terceiro, tem 62.

Mas sinceramente sinto que a definição ficará para a rodada de encerramento, quando o Corinthians pega o Palmeiras, o Flu joga com o Botafogo e o Vasco encara o Fla. Os dois cariocas que estão na briga chegarão à semana de encerramento em condições de sonhar com o título, se o Flu ganhar do Vasco (ambos ficariam com 65 pontos) e se o Corinthians perder do Figueirense (manteria os 67). Qualquer outra combinação tira ou Vasco ou Flu da parada.

Evidente que não se pode cravar nada com certeza. Qualquer que fizer isso, estará a fazer exercício de adivinhação. Há uma infinidade de argumentos em favor do Corinthians e contra. Assim como há análises, retrospectos, estatísticas, dados, conceitos para dizer que o Figueirense roubará pontos do primeiro colocado ou que não será páreo. Igual raciocínio se aplica para Vasco e para Fluminense. Impossível ter certeza. Bobagem cravar prognóstico seco.

O que o Corinthians tem a seu favor são as duas chances de decidir – sem depender dos resultados de Vasco e de Flu. Isso pesa num momento importante, pelo menos do ponto de vista psicológico. Há pressão sobre os rapazes de Tite, bem como esperança. Os resultados das últimas semanas, exceto a derrota para o América-MG, apontam o caminho do título como consequência natural do que tem sido feito. A vitória contra o Atlético-MG foi um marco.

Em todo caso, por não ser um supertime, por não se tratar de um Barcelona, os rivais confiam em tropeço do Corinthians justo agora. O Figueirense mostrou, no segundo turno sobretudo, que tem tudo para ser o fiel da balança nesta hora. Além disso, sonha com Libertadores e na semana passada tomou um tombo ao perder do Flu. Está mordido – eis o perigo.

O clássico carioca promete ser sensacional. Ambos vem com sua formação melhor, há rivalidade antiga em campo e eu cravaria triplo na loteca. O Vasco teve ascensão formidável durante a competição e deu sinais de cansaço mais recentemente. O Flu avançou com menos ímpeto, derrapou em alguns momentos, e aparentemente chega mais inteiro. Teoria apenas.

Está com jeito de que tudo será mandado para domingo que vem. O que você acha?

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Os ventos continuam a soprar a favor do Corinthians, nas rodadas que restam do Brasileiro. Especialmente na 35.ª, que começou na quarta-feira e fechou nesta quinta-feira. O líder fez a parte dele (bateu o Ceará em Fortaleza), o vice-líder Vasco empatou (agora está dois pontos atrás), Botafogo e São Paulo perderam (e deram adeus à briga pelo título), o Figueirense empatou (também está longe da taça). E o Atlético-MG venceu.

Mas o que tem a ver com o Corinthians os 2 a 1 do Atlético-MG diante do Coritiba? Aparentemente, nada. Mas na prática pode ser mais um fator a contribuir para Tite e sua turma chegarem ao pentacampeonato brasileiro. Com o resultado, o Galo mineiro foi a 42 pontos ganhos e viu diminuir muito o risco de rebaixamento. Jogou mais responsabilidade sobre o Cruzeiro, por exemplo, que tem 38, sobre Atlético-PR (37) e Ceará (35). América-MG e Avaí dificilmente se salvam.

Com a cabeça mais tranquila, o Atlético-MG também pode atuar mais relaxado diante do Corinthians, no duelo marcado para domingo. Eis o ponto. Ok, sei que se trata apenas de suposição, porque quando a bola começa a rolar tudo muda de figura. Mas, sempre na teoria, é melhor os corintianos enfrentarem um rival menos desesperado do que um que precisa fazer de tudo para evitar a degola. Como ocorreu dias atrás com o América (derrota por 2 a 1).

O Atlético engatou marcha acelerada, nas últimas semanas, e havia tido uma freada na rodada anterior, com derrota justamente para o Figueirense. Contra o Coritiba, o time de Cuca não vacilou, abriu 2 a 0, gols de Neto Berola no primeiro tempo e Leonardo Silva no segundo. Quase em cima da hora Bill descontou para os paranaenses.

Outro resultado importante foi o empate do Figueirense com o Flamengo, por 0 a 0, no Engenhão. O time catarinense cedeu espaço na etapa inicial, foi melhor na segunda e poderia ter obtido a sétima vitória consecutiva, se Aloisio não tivesse desperdiçado pênalti. Com 57 pontos, o time de Jorginho ainda tem de enfrentar o Corinthians (em casa, na penúltima rodada) e luta por vaga na Libertadores. O Fla, com 56, também está na zona do torneio continental, mas saiu de campo vaiado. Luxemburgo, de novo, foi contestado pela torcida.

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O São Paulo tirou um peso das costas, com os 2 a 0 sobre o agora lanterna Avaí. E Luís Fabiano, autor dos gols, começa a espantar a desconfiança em torno de sua capacidade de decidir. O resultado deixa o tricolor com 53 pontos e com esperança, ainda, de vaga na Libertadores. Já o Figueirense, com 2 a 1 de virada no Atlético-MG, enfileirou a sexta vitória consecutiva, tem 56 pontos, encostou no Fluminense e espreita Corinthians e Vasco. Espantoso!

Fazia dois meses que o São Paulo não ganhava uma. Nesse período, foram seis empates e três derrotas. Só por isso, bater o Avaí já seria motivo de alegria. Sem contar que deu para subir um pouco na classificação geral. O jogo valeu também por Luís Fabiano e seus gols, ambos no segundo tempo, aos 12 e aos 19. O Fabuloso só precisa ser mais calmo. Não adianta nada ficar ansioso. Tanto que tomou mais um amarelo e desfalca o time na próxima rodada.

O resultado foi bacana, o futebol do time ainda não. No primeiro tempo, sobretudo, o São Paulo teve dificuldade contra um rival desesperado e fechado. O panorama começou a mudar na etapa final, com a entrada de Fernandinho no lugar do zagueiro Luiz Eduardo, que formava trio com Xandão e Rhodolfo. O tricolor ficou mais ofensivo, criou as chances e decidiu o jogo. Dessa forma, arrancou suspiros de alívio de sua torcida.

Agora, empolgação mesmo tomou conta dos fãs do Figueirense, com os 2 a 1 no Orlando Scarpelli. Foi no sufoco, na base da pressão e da insistência que a equipe de Jorginho ganhou outra e faz sua campanha mais brilhante no Brasileiro. O Galo assustou, com o gol de Werley aos 37 do primeiro tempo. Mas ficou acuado e levou gols de Wellington Nem aos 6 e Júlio César aos 42. O Atlético tem 39 e ainda teme o rebaixamento.

O Figueirense não só briga por uma boquinha na Libertadores, como se permite sonhar com o título. Aspiração legítima, pelo crescimento notável, sobretudo no returno. É a grande surpresa de um campeonato imprevisível. Merece, na pior das hipóteses, ser um dos representantes brasileiros no torneio sul-americano do ano que vem.

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A 34.ª rodada do Brasileiro começa neste sábado com perspectivas de mudanças significativas na classificação, mesmo que por apenas algumas horas, se os mandantes fizerem sua parte. A principal delas é a possibilidade de o torneio ter novo líder, desde que o Fluminense ganhe do América-MG em casa. O surpreendente Figueirense pode subir do sexto para o quarto lugar, com a condição de que se livre do Atlético-MG em Florianópolis. E o São Paulo subirá duas casas se ganhar do Avaí no Morumbi.

Tarefas aparentemente fáceis? Sim, mas no papel. No Brasileiro mais maluco dos últimos anos, não dá mais para cravar favoritismo para quem atue diante de sua torcida. Nem para aqueles que estão no topo e pegam os rabeiras. Taí a derrota do Corinthians por 2 a 1 para o América, uma semana atrás. Era a barbada do ano e deu no que deu…

Mas há motivos para torcidas ficarem animadas. A do Flu, sobretudo. O time de Abel Braga reencontrou o caminho das vitórias, depois de tropeços no meio do returno, e chega forte. Ok, não depende de suas forças para revalidar o título do ano passado. Quadro que pode mudar ainda no domingo, já que há o choque entre Vasco e Botafogo.

O aspecto psicológico favorável tem peso, tanto quanto o técnico. O Flu nos dois últimos anos teve arrancadas históricas – em 2009 para fugir do rebaixamento, em 2010 para chegar ao título. Por que não sonhar com o bi? O Flu tem 56 pontos, dois a menos do que Corinthians e Vasco, os únicos que estão à sua frente.

O Figueirense é o patinho feio da história. Ninguém dava nada para o time catarinense até cinco rodadas atrás, quando passou a derrubar adversários um atrás do outro. Agora, com 53 pontos e na condição de franco-atirador, não há nada a temer para Jorginho e sua turma. O entrave é a reação do Atlético, 39 pontos e que pode respirar ares mais tranquilos se obtiver outra vitória.

Mais pressão há sobre o São Paulo. Já saiu da luta pelo título, trocou de técnico, tentou dar choque de motivação para os jogadores e até agora não deu certo. Veio a eliminação da Sul-Americana e veio também a saída do bloco dos que vão para a Libertadores. Com 50 pontos, virou obrigação bater o Avaí para não abdicar também do torneio internacional do qual se considera especialista. Fortes emoções no Morumbi. E, desconfio, vaias para Leão & Cia. Se não vier a vitória.

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A 33.ª rodada do Brasileiro pode marcar o fim do sonho do título para o Botafogo e complicar para o São Paulo até a luta por vaga na Libertadores. O time carioca escorregou mais uma vez, ao perder para o Figueirense por 1 a 0 no Engenhão. Com isso, permanece com 55 pontos e torce para que Corinthians e Vasco, ambos com 58, também tropecem neste domingo. O tricolor levou virada histórica, nos 4 a 3 para o Bahia, tem 50 pontos e está em oitavo.

O jogo entre tricolores foi espetacular, daqueles de arrancar o fôlego no segundo tempo. No primeiro, até que não aconteceu muita coisa, exceto o bonito gol de Wellington para o São Paulo aos 21 minutos. O time de Leão soube tocar a bola, segurou o ânimo do Bahia e deu a impressão de que finalmente venceria, depois de oito rodadas de jejum. Soube segurar-se até o intervalo, sem maiores sobressaltos no estádio Pituaçu.

A etapa final começou quente, com gols em dois minutos: o Bahia empatou logo no primeiro, com Souza, mas Lucas recolocou o São Paulo à frente, aos 2, com outro gol bonito. Cícero, aos 14, fez 3 a 1, e parecia ter jogado a pá de cal na equipe de Joel Santana, então com 36 pontos e apavorada com a sombra do rebaixamento.

O que se viu dali em diante foi de arrepiar. Primeiro o São Paulo levou susto ao tomar bola na trave aos 21, depois Lulinha diminuiu aos 24. Aquele gol reacendeu o Bahia, que se mandou para o ataque, num esquema um tanto camicase. Deu certo, aos 29, com o empate (Fahel). A blitz se manteve até que aos 38 Luiz Eduardo, contra, deixou os baianos na vantagem definitiva. Festa tremenda dos donos da casa e uma certeza para o São Paulo: o título de 2011 foi para o espaço. E, se vacilar mais, vaga para a Libertadores de 2012 também morrerá.

Vaias no Engenhão. Enroscada também ficou a situação do Botafogo, ao não ter forças para reagir ao gol sofrido aos 5 minutos do primeiro tempo (Júlio César). O alvinegro criou e perdeu chances (Loco Abreu teve pelo menos duas oportunidades para empatar), errou na marcação, pecou por insegurança e ainda saiu de campo vaiado. O técnico Caio Júnior teve de ouvir ainda insultos, por ter optado por esquema menos ousado do que em outras ocasiões.

O Botafogo caiu três vezes, nas últimas quatro rodadas ¬– derrotas para Santos (2 a 0), Avaí (3 a 2) e Figueirense (1 a 0) e só ganhou do Cruzeiro (1 a 0). Claro que ainda tem chances de título e na rodada seguinte enfrenta o Vasco. O problema é a queda de desempenho. Quem cresce é o Figueirense, com 53 pontos e que se permite sonhar no mínimo com Libertadores.

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Já vi muito time degringolar durante uma competição – o Palmeiras mesmo, dois anos atrás, saiu da liderança e quase título para ficar fora até da  Libertadores. A queda desta vez é acintosa e, se seguir nessa toada, há tempo suficiente para assustar com o fantasma do rebaixamento. Afinal, o futebol que a turma de Felipão tem jogado equivale ao dos times com cara e vocação de Série B.

O novo capítulo da série de vexames verdes veio no início da noite deste sábado, com os2 a1 para o Figueirense no Canindé. No primeiro tempo sobretudo o Palmeiras teve comportamento medíocre e foi envolvido com facilidade pelo eficiente Figueirense. Não foi por acaso que levou o gol de Wellington Nem aos 10 minutos. O time catarinense poderia ter feito mais, se tivesse forçado. Estava fácil.

O Palmeiras esboçou reação na etapa final, é verdade. Mas mostrou sua limitação, com um meio-campo sem nenhum poder de fogo e restrito a jogadas individuais de Valdivia. O chileno se esforçou, driblou, catimbou e nada  além disso. Piorou quando ficou mais à frente: a bola não chegava pra ele ou chegava quadrada. Um suplício para quem viu.

A torcida, pequena no estádio, xingou, protestou, pegou no pé de jogadores. Desespero total, fora e dentro de campo também. Decepção que aumentou com o gol de Júlio César. O Palmeiras se arrastou daí pra frente e nem o gol de Ricardo Bueno aos 47 serviu para tornar menos doloroso mais esse vexame. O Figueirense sonha com Libertadores – no que faz muito bem.

Felipão voltou a dizer, na sexta-feira, que ele e seus jogadores se sentem envergonhados por não darem alegria à torcida. Vergonha que deveria passar pelos cartolas. Mas, no fundo, no fundo, vergonha mesmo quem passa é a torcida. E já faz tempo.

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Estava entusiasmado com a reação do Santos, apostei em vitória contra o Figueirense e quebrei a cara. Os 3 a 2 da noite deste sábado foram justos para o time catarinense e devem frear a escalada do campeão da América rumo ao topo. A partir de agora, é melhor que Muricy Ramalho e seus jogadores se concentrem de vez na disputa do Mundial de Clubes, no fim do ano, e usem o Brasileiro como preparação.

O Santos entrou em campo na Vila com um retrospecto recente espetacular: seis vitórias e dois empates. Era a equipe em maior ascensão na Série A – e ainda com duas partidas a menos do que a maioria dos concorrentes. Ou seja, se ganhasse de novo incomodaria o bloco principal. A euforia esfriou aos 9 minutos do primeiro tempo, com o gol de Júlio César em cobrança de falta. O Figueirense ignorou o favoritismo santista e foi pra cima.

Rafael tomou alguns sustos, mas o Santos empatou aos 24, com o artilheiro Borges. Ainda comemorava a igualdade, quando Wellington Nem aos 26 fez 2 a 1. O jogo teve ritmo bom até o final da etapa inicial e melhorou com o gol de Leo. O Santos, porém, sofreu no ataque, sem Neymar. Ficou mais do que evidente que o rapaz é o motor e cérebro da equipe.

No segundo tempo, Muriciy tentou tornar o time mais ofensivo, fez algumas mudanças – numa delas colocou Diogo no lugar de Alan Kardec para dar velocidade –, porém na prática não adiantou nada. O Figueirense se fechou e em contra-ataque conseguiu o pênalti que Júlio César transformou no gol da vitória aos 39 minutos. O Santos nem esboçou reação.

Muricy sai de campo soltando os cachorros, contra seus jogadores, por causa da desatenção (e contra repórteres, na entrevista coletiva, pelas perguntas que lhe fizeram), lamentou o desgaste do grupo e já não se mostra otimista na corrida pelo título doméstico. O Figueirense é que se deu melhor do que esperava, pois com o resultado foi a 36 pontos e passou o Santos.

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O São Paulo foi a Florianópolis com um quilo e meio de desfalques, levou sufoco, mas volta para casa com 2 a 1 sobre o Figueirense. E, por enquanto, com lugar retomado entre os quatro melhores do Brasileiro. A expectativa era ver como se comportaria Henrique, destaque do Brasil na campanha do mundial no Sub-20 e aflito por uma oportunidade. Quem decidiu, porém, foi Rivaldo, o veterano campeão, que saiu do banco para fazer o belo gol da vitória, já no segundo tempo.

 Desta vez, Adilson Batista teve motivos para lamentar a falta de opções. Teve de abrir mão de 10 jogadores – dentre contundidos, suspensos e convocados para seleções. E, como não há elencos milionários no futebol destas bandas, as baixas pesaram. Pesaram tanto que foi o Figueirense a mandar no jogo em quase todo o primeiro tempo. Criou chances, apertou e até mandou bola na trave.

 Só que o filme mais velho do futebol passou outra vez, no Orlando Scarpelli, com o gol de Cícero que deixou o São Paulo em vantagem antes da pausa para intervalo. O Figueira não esmoreceu, seguiu em cima dos paulistas e empatou no começo da etapa final, com João Paulo. E dá-lhe a animar-se para chegar à virada.

 Brilhou, então, a estrela de Rivaldo. O craque pentacampeão mundial olhava o jogo lá do banco, quietinho, até ser chamado por Adilson para o lugar de Henrique, que não foi bem. Entrou e poucos minutos depois fez um lindo gol, ao receber a bola livre, na área, e tocar por cima do goleiro. Daí em diante, valeu o esforço são-paulino para segurar o resultado. Agora, resta-lhe torcer por tropeços, vários, dos demais concorrentes que estão na briga pelo título.

 

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A fase do São Paulo não é das melhores, principalmente quando joga em casa. Mas, como desgraça pouca é bobagem, Adilson Batista tem praticamente um time fora de ação para o jogo com o Figueirense, no sábado, em Florianópolis. A turma de baixas é significativa, a começar de Denilson, Fernandinho, Bruno Uvini e Cañete, machucados. Mais Piris e Lucas, nas seleções de Paraguai e Brasil, respectivamente. E termina com Jean, Juan e Wellington suspensos. Não coloco o Luís Fabiano nessa lista, porque ele nem estreou.

Adilson naturalmente recorre a  modificações, na eterna busca da formação ideal. Desta vez, será obrigado a usar da criatividade para montar um time razoável  na tentativa de recuperar-se da derrota para o Fluminense (2 a 1, no Morumbi). Uma delas é deslocar João Filipe para a direita, na ausência de alternativas. O rapaz diz que encara o desafio, mas pede um desconto para a torcida. Torcida, aliás, que anda impaciente, com razão.

A compensação, se é possível encarar dessa forma, fica para a presença de Henrique. O rapaz foi destaque na campanha do penta mundial da seleção brasileira Sub-20, foi eleito melhor jogador do torneio disputado na Colômbia e ando mais inquieto que cavalo novo. Assim que voltou da competição, dez dias atrás, pediu oportunidade e ensaiou uma rebelião. Sossegou ao receber um contrato melhor e a promessa de aproveitamento.

A chance apareceu agora, e se Adilson não recuar vai formar dupla de ataque com Marlos, se Dagoberto também for poupado (está com febre). Henrique é um dos jovens com bom potencial e, se não sentir o peso da responsabilidade e contar com paciência do treinador, logo vira opção confiável. O que não tem sido lá muito confiável é o futebol do São Paulo, que de vacilo em vacilo vai ficando para trás na briga pelo título. Ok, tem tempo para reação, mas não pode demorar.

 

 

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Um dos motivos que me levam a curtir o Campeonato Brasileiro é a existência de zebras. Se em muitos torneios do exterior, elas são comedidas e domesticadas, por aqui andam com liberdade e a todo momento aprontam. A mais recente a fazer a festa foi o Figueirense, com os 2 a 0 da noite deste sábado em cima do Corinthians, no Pacaembu. Um resultado que mantém o torneio mais aberto do que nunca – e embola se Flamengo, São Paulo e Vasco vencerem.

O Figueirense aparecia como o coadjuvante ideal para o Corinthians consolidar liderança e festejar o título simbólico do primeiro turno. O time catarinense, em 8 apresentações como visitante, tinha perdido 5, além de dois empates e só uma vitória. Retrospecto pra lá de ruim.  Mas, como em geral no futebol não se perde nem se ganha de véspera, prevaleceu a surpresa.

Tite apostou no time que no meio de semana havia feito 3 a 2 no Atlético-MG de virada. Isso significava ter Alex e Danilo a cadenciar o meio-campo, além de Jorge Henrique e Liedson à frente. O Corinthians pressionou, como era de se esperar. Mas, como não era tão previsto, o Figueirense teve eficiência acima da média na marcação. Segurou o rojão o quanto pôde e, num contragolpe, ficou em vantagem, com Wellington Nem aos 34 minutos.

O temor de ver repetido o filme de jogos contra Avaí e Ceará, por exemplo, fez com que Tite se coçasse e mexesse no time. Weldinho saiu para a entrada de Emerson (Jorge Henrique ficou mais recuado pela ala esquerda), enquanto Willian substituía Danilo (mais lento neste sábado). Claro que houve carga alvinegra, com várias finalizações de Alex e Willian.  E o Figueirense firme, corajoso, a aguentar o tranco.

Já nos acréscimos, com o Corinthians no desespero para chegar pelo menos ao empate, o Figueira partiu para o contra-ataque rápido, Júlio César mandou bola na trave defendida pelo xará. No rebote, Pittoni bateu livre para fazer 2 a 0. Decepção corintiana e algumas vaias da torcida. A festa ainda pode ser feita, mas no mínimo pode ficar adiada por uma semana, a depender dos resultados deste domingo.

 

 

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