Foi bom o clássico que Cruzeiro e São Paulo fizeram agora há pouco no Independência. Partida movimentada, com cinco gols, um pênalti perdido, fora mudanças de astral e na classificação do Brasileiro. Com os 3 a 2, o time paulista sob comando interino deu uma acalmada, enquanto os mineiros perderam pela primeira vez no torneio e passaram a liderança para o Vasco (16 pontos a 14), que bateu a Ponte Preta por 3 a 2. O Flu ganhou do Náutico por 2 a 0 e é vice, com 15.
Alta velocidade, vacilos e boas jogadas provocaram 3 gols até os 15 minutos. O São Paulo largou com Luís Fabiano, aos 11, ao aproveitar bola que veio da direita e que o estreante zagueiro Rafael Donato não conseguiu desviar. O próprio Rafael, no minuto seguinte, limpou a barra, ao empatar, de cabeça, em cobrança de escanteio. A alegria da turma da casa durou até os 15, quando Luís Fabiano passou para Lucas, que deu o corte e fez o segundo.
O São Paulo do interino Milton Cruz ganhou o meio-campo, segurou a vantagem e o Cruzeiro tentou achar brechas, sobretudo com Montillo e Tinga, mas sem sucesso. Uma ironia tricolor ocorreu antes do intervalo: Rodholfo sentiu contusão na coxa e teve de sair. Quem entrou? Sim, Paulo Miranda, o zagueiro que anda em desgraça, um dos pivôs da crise que culminou na demissão de Leão.
O segundo tempo largou no mesmo ritmo do primeiro – e com gols outra vez. O São Paulo aumentou a diferença aos 3, com Jadson, que pegou rebote de Fábio após arremate de Cortez. E Rafael Donato, olha ele de novo!, diminuiu de cabeça, aos 8, em outra bola parada. Ainda tomou uma topada que lhe abriu um corte. Colocou curativo e seguiu em frente.
A chance de o São Paulo liquidar de vez o jogo veio aos 17 minutos. Luís Fabiano cobrou pênalti sofrido por Lucas, mas Fábio fez defesa espetacular. O centroavante tricolor viu que havia pisado em um tufo de grama solto, bem ao lado da marca do pênalti, e o arremessou para fora. O juiz, zeloso pelo bem-estar do gramado, deu amarelo. Cada uma…
À medida que o tempo passava, o São Paulo segurou o freio, esperou a pressão do Cruzeiro, viu Denis trabalhar e apostou no nervosismo do Cruzeiro. Deu certo: o líder (agora vice) não teve atrevimento e calma suficientes para pelo menos empatar.
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Cruzeiro e Atlético-MG fizeram a festa no sábado e foram dormir no topo da classificação – e de lá não sairão, independentemente dos resultados do restante da sexta rodada do Campeonato Brasileiro. E passaram à frente com atuações incontestáveis: a líder e invicta Raposa (14 pontos) ganhou do Vasco por 3 a 1 fora de casa e o vice-líder Galo (13) lascou 5 a 1 no Náutico, em Belo Horizonte.
A primeira farra mineira veio no início da noite, e em São Januário. No esquema bem montado por Celso Roth, o Cruzeiro se segurou na maior parte do primeiro tempo, em que o Vasco foi melhor, mas saiu para o intervalo com vantagem de 1 a 0, gol de Montillo aos 40 minutos. Um castigo para os cariocas, que tentavam manter a primeira colocação e se esforçaram para tanto.
No segundo tempo, o Cruzeiro se soltou, foi mais atrevido, apostou no nervosismo do rival e aumentou a diferença aos 18 com Wellington Paulista. O gol de Rodolfo, aos 20, deu esperança ao Vasco. Mas a reação terminou com Anselmo Ramon fazendo 3 a 1. Os donos da casa sentiram o baque e o Cruzeiro só se preocupou em gastar o tempo. Missão cumprida.
O Atlético não ficou atrás e, na sessão noturna, deu um vareio no Náutico, que precisa urgentemente encontrar o rumo, sob risco de voltar para a Série B. A turma de Cuca se impôs já com dois minutos, com belo gol de Bernard. E tomou susto aos 12, no empate pernambucano, com Araújo a aproveitar vacilo do goleiro Giovanni. (Aliás, a torcida pegou no pé do goleiro e vaiou jogadores, mesmo com o time deslanchando…)
Antes do meio tempo, tudo voltou ao normal, com os gols de Ronaldinho Gaúcho (pênalti) aos 35 e Danilinho aos 36, fora bola no travessão com Leonardo Silva (que repetiu a dose na etapa final). O segundo tempo foi um treino para o Atlético, que fechou a conta com Danilinho e Escudero.
O São João dos mineiros está garantido – e a situação privilegiada é merecida.
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